Acordo de cessar-fogo: Israel prepara-se para receber corpos de reféns mortos pelo Hamas esta quinta-feira

De acordo com a emissora pública israelita KAN, o Hamas deverá fornecer na manhã de quinta-feira a lista com os nomes dos reféns que morreram enquanto estavam sob custódia do grupo.

Pedro Zagacho Gonçalves

Israel espera receber na quinta-feira os corpos de quatro reféns que terão sido mortos pelo Hamas durante o cativeiro, segundo informações obtidas pelo Jerusalem Post. Esta entrega faz parte de um processo mais amplo, prevendo-se que mais quatro corpos sejam devolvidos na próxima semana.

De acordo com a emissora pública israelita KAN, o Hamas deverá fornecer na manhã de quinta-feira a lista com os nomes dos reféns que morreram enquanto estavam sob custódia do grupo. Posteriormente, veículos das Forças de Defesa de Israel (IDF) deslocar-se-ão até ao ponto de encontro previamente acordado para recolher os corpos e transportá-los para identificação em território israelita.

Só após a confirmação da identidade das vítimas pelas autoridades israelitas é que as respetivas famílias serão notificadas, esclareceu a KAN.

A troca de reféns e de corpos ocorre num contexto de críticas à atuação da Cruz Vermelha. No sábado passado, um membro da organização foi fotografado a dialogar com um militante do Hamas em Khan Younis antes da libertação de reféns.

Críticos da Cruz Vermelha acusam a instituição de não cumprir a sua missão humanitária, sublinhando que, ao longo de quase 500 dias, não conseguiu visitar nem prestar assistência médica a um único refém mantido em Gaza.

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Enquanto Israel se prepara para receber os corpos, as negociações para a libertação de reféns vivos continuam. O sétimo grupo de reféns deverá ser libertado no próximo sábado, com a expectativa de que três israelitas sejam entregues ao país. No entanto, até ao momento, o Hamas não forneceu detalhes sobre a identidade dos reféns que serão libertados.

Este procedimento contraria os termos iniciais do acordo, que estipulavam que todos os reféns vivos seriam libertados antes da devolução dos corpos daqueles que não sobreviveram ao cativeiro.

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