Acolhimento de refugiados ucranianos. Jerónimo de Sousa quer esclarecer se situação em Setúbal “é um caso único ou se é generalizado” noutras Câmaras do país

O secretário-geral do PCP desconfia que o objetivo deste caso seja manchar a imagem do partido.

Executive Digest

Jerónimo de Sousa comentou na tarde desta sexta-feira a polémica em torno do acolhimento de refugiados em Setúbal, que estarão a ser recebidos por russos pró-Putin, como avançou o Expresso. A controvérsia envolve a Câmara Municipal de Setúbal, que é liderada por um autarca eleito pela CDU.

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Após a Associação dos Ucranianos em Portugal (AUP) ter assegurado que há vários casos no país como o dos refugiados em Setúbal – “Isto acontece em Setúbal e noutros municípios. Fazem parte de uma rede de propaganda russa”, disse hoje Pavlo Sadokha, o presidente da AUP, dando como exemplo as Câmaras de Gondomar e de Aveiro – Jerónimo de Sousa referiu, em declarações aos jornalistas na Assembleia da República, que é importante esclarecer se esta é uma situação “generalizada” ou não.

“A questão que se coloca é se é um caso único ou se é generalizado”, indicou o líder comunista.

Jerónimo de Sousa disse que “não percebe o enfoque em relação à Câmara de Setúbal”. Questionado se este é um caso que visa manchar a imagem do PCP, o secretário-geral do partido foi perentório. “Desconfio que o objetivo seja esse”, vincou.

O líder do PCP insistiu na ideia de que é importante o “esclarecimento do Governo” neste caso.

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Antes desta reação de Jerónimo de Sousa, a Câmara Municipal de Setúbal já tinha emitido um comunicado no qual pediu uma investigação ao Ministério da Administração Interna (MAI) e revelou que decidiu afastar “do acolhimento de cidadãos ucranianos” uma técnica superior “até ao total e inequívoco esclarecimento desta situação”.

A Câmara Municipal de Setúbal acrescentou também que já tinha pedido explicações “há duas semanas” ao primeiro-ministro e que “não obteve resposta até ao momento”.

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