António Costa defendeu esta quarta-feira, em Vila Real, que não pode existir um “clima de caça às bruxas” aos cidadãos russos que vivem em Portugal. “Não podemos ver em cada russo um agente de Putin”, ressalvou o primeiro-ministro em declarações aos jornalistas.
“Não pode haver um clima de caça às bruxas relativamente a muitos cidadãos russos que escolheram viver em Portugal”, vincou António Costa, lembrando que muitos desses cidadãos russos são “refugiados”, “muitos não querem viver sob o regime russo”.
O líder do Executivo português defendeu que em Portugal há “pluralismo que nos deve levar a respeitar todos aqueles que vivem no país e a reconhecer a liberdade da opinião”. “Temos o dever de garantir a segurança de todos aqueles que vivem em Portugal”, acrescentou.
Sobre a possibilidade de existirem associações em Portugal que têm ligações ao Kremlin, António Costa disse que “quando as autoridades verificarem que há atos de espionagem, vão agir em conformidade”.
O primeiro-ministro comentou ainda as afirmações de Rui Rio, que pediu um esclarecimento por parte de António Costa sobre o relatório do Serviço de Informações e Segurança (SIS) quanto a Igor Kashin. O governante recordou que “a violação do segredo das informações dos serviços secretos é crime” e que por isso tem de respeitar a lei.
“Como responsável pelos serviços de informações, tenho de respeitar a legalidade e não posso cometer crimes, portanto não devo comentar o que os serviços de informações fazem, o que não fazem e muito menos se produzem ou não relatórios e com que conteúdo”, explicou o primeiro-ministro.














