Sónia Pereira, a Alta Comissária para as Migrações, foi ouvida esta terça-feira pelos deputados numa das audições da Comissão de Assuntos Constitucionais sobre o acolhimento de refugiados em Setúbal. A responsável salientou que o Alto Comissariado para as Migrações (ACM) só teve conhecimento sobre o caso através da imprensa.
“O município de Setúbal não tem protocolo com o Alto Comissariado para as Migrações (ACM)”, referiu Sónia Pereira, explicando que por esse motivo “não nos prestou esclarecimentos”.
“Aquilo que foi noticiado foi aquilo que o ACM teve conhecimento”, admitiu A Alta Comissária.
Após saber do caso do acolhimento de refugiados em Setúbal por russos pró-Putin, o ACM contactou “os centros locais de apoio aos imigrantes em Setúbal para saber que conhecimentos tinham” desta situação.
“Contactámos o município de Setúbal, disponibilizando-nos para apoiar o município no que fosse necessário para o acolhimento de refugiados”, acrescentou ainda Sónia Pereira.
Desse contacto com a autarquia de Setúbal, foi estabelecida a articulação para criar um centro de acolhimento entre a Câmara e o ACM.
Na sequência das perguntas dos deputados, que pressionaram a Alta Comissária para não fugir às questões colocadas, Sónia Pereira afirmou que não tem forma de saber se as associações têm ligações ao Kremlin.
“A maioria das pessoas que representam essas associações são ucranianas. Se têm ligações ao governo ucraniano ou ao Kremlin, não sabemos”, declarou.













