Acionistas do Grupo PSA dão ‘luz verde’ à fusão com Fiat

Os acionistas do proprietário do Grupo PSA deram ‘luz verde’ esta segunda-feira à fusão da empresa francesa com a Fiat Chrysler – um dos últimos passos para criar a Stellantis, que será o quarto maior fabricante mundial de automóveis.

Numa reunião especial de acionistas, o acordo para formar a nova aliança automóvel foi apoiado pela primeira vez por investidores de topo, incluindo a família Peugeot, a chinesa Dongfeng e o estado francês, através da Bpifrance (um banco de investimento francês).

Todos os outros acionistas da PSA apoiaram o acordo numa segunda reunião realizada online com uma taxa de aprovação de 99,85% entre os votos expressos. Os investidores da FCA deverão dar o seu veredicto mais tarde, mas ainda hoje.

“Estamos prontos para esta fusão”, disse o presidente executivo da PSA, Carlos Tavares, que vai liderar também a Stellantis durante os primeiros cinco anos. Citado pela agência Reuters, o responsável adiantou que a data de encerramento do negócio vai ser anunciada em breve se todas as aprovações dos acionistas forem concedidas.

O português Carlos Tavares, que vai assumir o ‘leme’ do grupo alvo de fusão, enfrenta alguns desafios, desde racionalizar um império global em expansão, a concentrar-se no fabrico de automóveis mais limpos. O líder do Fiat Chrysler, John Elkann, será o presidente do conselho de administração.

A Stellantis vai englobar 14 marcas de automóveis, desde o Fiat, Maserati e o Jeep focado nos EUA, ao Dodge, Ram, Peugeot, Citroen, Opel e DS.

A nova aliança terá sede nos Países Baixos e ações cotadas nas praças de Milão, Paris e Nova Iorque. A Stellantis será o quarto maior fabricante de veículos do mundo. Ficará atrás da Volkswagen, da aliança Renault-Nissan-Mitsubishi e da Toyota.

A fusão entre os dois grupos já foi anunciada em dezembro de 2019, tendo sido marcada por várias conversações, pela transformação da indústria e também pela pandemia.

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