Acionistas da Lusa aprovam “por unanimidade” Plano de Atividades e Orçamento

Os acionistas da Lusa, reunidos hoje em assembleia-geral, aprovaram “por unanimidade” o Plano de Atividades e Orçamento de 2023/2025 (PAO), disse o presidente do Conselho de Administração, depois de ter sido adiado na assembleia-geral de junho.

Executive Digest com Lusa
Setembro 26, 2023
17:14

Os acionistas da Lusa, reunidos hoje em assembleia-geral, aprovaram “por unanimidade” o Plano de Atividades e Orçamento de 2023/2025 (PAO), disse o presidente do Conselho de Administração, depois de ter sido adiado na assembleia-geral de junho.

O documento aprovado contempla o aumento da Indemnização Compensatória de 5,1% relativamente à anterior, como forma de assegurar a sustentabilidade económico financeira da empresa, na sequência dos aumentos salariais acordados com os sindicatos representativos dos trabalhadores em plenário de junho deste ano.

Esta foi a quarta assembleia-geral este ano em que constava a aprovação do PAO.

Nos últimos oito anos, o orçamento da Lusa tem sido executado na segunda metade do ano, tendo em conta a aprovação tardia do Plano de Atividades e Orçamento. Por exemplo, em 2020, o PAO foi aprovado em 21 de setembro.

A assembleia-geral de 28 de março tinha aprovado “por unanimidade” quatro pontos da ordem de trabalhos relativos a 2022, nomeadamente o relatório de gestão e documentos financeiros, relatório do governo societário, proposta de aplicação de resultados e apreciação da administração e da fiscalização da sociedade, mas a votação do PAO foi sendo adiada.

O resultado líquido da Lusa em 2022 foi de cerca de 110 mil euros, inferior aos 383 mil euros de 2021, em resultado, nomeadamente, de impactos inflacionistas, gastos em cibersegurança e na cobertura da guerra na Ucrânia.

A Lusa é detida em 50,15% pelo Estado. O restante capital encontra-se nas ‘mãos’ de privados, com a Global Media Group (GMG), que é liderada por Marco Galinha e detém os títulos Diário de Notícias (DN), Jornal de Notícias (JN), TSF, entre outros, a controlar 23,36%, seguida da Páginas Civilizadas, do grupo Bel, de Marco Galinha (que também é acionista da GMG), com 22,35%, da NP – Notícias de Portugal, detentora de 2,72%, e do Público, com 1,38%.

A RTP detém 0,03% da Lusa, enquanto a Empresa do Diário do Minho, Lda detém 0,01% da agência de notícias portuguesa.

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