Acionistas da Jerónimo Martins votam contas de 2020 e dividendos

Os acionistas da Jerónimo Martins reúnem-se esta quinta-feira, 08 de abril, para aprovar a distribuição de dividendos e as contas relativas a 2020 do grupo que detém o Pingo Doce, de acordo com a convocatória enviada ao mercado.

Na nota, publicada pela Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a empresa referiu que os detentores de títulos do grupo iriam deliberar “sobre os documentos de prestação de contas do exercício de 2020, incluindo o relatório de gestão, as contas individuais e consolidadas, o relatório de governo societário e outros documentos de informação societária e de fiscalização e auditoria”.

Os acionistas têm em cima da mesa a apreciação geral da administração e fiscalização da sociedade e uma “deliberação sobre a política de remuneração dos órgãos da sociedade”.

Os detentores de títulos da Jerónimo Martins irão ainda deliberar sobre a “proposta de aplicação de resultados”.

A administração do grupo anunciou em 03 de março que iria propor aos acionistas a distribuição de 181 milhões de euros em dividendos, o que corresponde a um dividendo bruto de 0,288 euros por ação.

O lucro do grupo Jerónimo Martins caiu 19,9% no ano passado, face a 2019, para 312 milhões de euros.

“O grupo termina 2020 bem preparado, com uma inquestionável solidez de balanço e com posições competitivas reforçadas, que lhe permitirão lidar com os desafios de uma envolvente que, em 2021, ainda vai ser impactada pela pandemia de covid-19”, referiu a Jerónimo Martins, no comunicado dos resultados do ano passado enviado à CMVM.

“Assim, entende o Conselho de Administração propor à assembleia-geral de acionistas a distribuição de 181 milhões de euros em dividendos, correspondente à aplicação da política definida”, sendo que “esta proposta corresponde a um dividendo bruto de 0,288 euros por ação (excluindo as 859 mil ações próprias em carteira) e representa um ‘payout’ de cerca de 50% dos resultados líquidos consolidados, excluídos os efeitos da aplicação da IFRS16”, referiu o grupo.

A Jerónimo Martins salienta que a “proposta de distribuição de dividendos permite ao grupo preservar total flexibilidade para acelerar os seus planos de expansão e aproveitar qualquer potencial oportunidade de crescimento não orgânico, mantendo, em simultâneo, um balanço forte”.

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