Os acionistas da Corticeira Amorim irão deliberar, no dia 23 de abril, sobre uma alteração ao modelo societário do grupo, que pretende optar pelo modelo anglo-saxónico, com um conselho de administração alargado, incluindo uma comissão de auditoria.
Na convocatória à assembleia-geral (AG) da empresa, prevista para esse dia e publicada pela Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a Corticeira Amorim indicou que esta comissão será “integralmente composta por membros independentes”, acrescentando que a alteração permitirá ao grupo “maior agilidade”, bem como proximidade e “melhor acompanhamento”.
Além disso, defendeu a Corticeira Amorim, a mudança irá trazer “maior diversidade” em termos de formação académica, competências, género, idades e experiência profissional no Conselho de Administração, assim como “visões independentes”.
A AG irá ainda apreciar os documentos referentes às contas de 2020 e de governo societário, assim como o relatório de sustentabilidade.
Na reunião magna, os detentores de títulos deverão votar na proposta de aplicação de resultados e deliberar sobre a aquisição e alienação de ações próprias.
A AG terá ainda em cima da mesa a eleição de órgãos sociais para o triénio 2021/2023 e uma proposta sobre a política de remunerações dos órgãos sociais e outros dirigentes, entre outros assuntos.
O lucro da Corticeira Amorim recuou 14,2%, para 64,3 milhões de euros, em 2020 face a 2019, tendo as vendas consolidadas diminuído 5,2% para 740,1 milhões de euros, anunciou a empresa em fevereiro.
Em comunicado enviado à CMVM, a Corticeira Amorim nota que, “excluindo o evento não recorrente associado à venda da US Floors e os gastos não recorrentes [resultantes do pagamento de um prémio extraordinário aos colaboradores e de indemnizações por reestruturação], o decréscimo do resultado líquido seria de 4,8%”.
O Conselho de Administração propôs à assembleia-geral de acionistas a distribuição de um dividendo bruto de 0,185 euros por ação, à semelhança do ano anterior.














