Acidente na A6: Família da vítima quer Cabrita e chefe de segurança como arguidos

Para a família, o motorista Marco Pontes, que já foi constituído arguido no processo, não pode ser o único responsabilizado pela morte de Nuno Santos, a 18 de junho de 2021 no quilómetro 77 da A6.

Executive Digest

A família de Nuno Santos, o trabalhador que morreu atropelado na A6 pelo carro onde seguia o então ministro da administração interna, Eduardo Cabrita, quer que tanto ele como seu chefe chefe de segurança pessoal sejam constituídos arguidos e responsabilizados criminalmente, avança o ‘Observador’.

Segundo a mesma publicação, que cita o advogado da família, José Joaquim Barros, o motorista Marco Pontes, que já foi constituído arguido no processo, não pode ser o único responsabilizado pela morte de Nuno Santos, a 18 de junho de 2021 no quilómetro 77 da A6.

O advogado quer que Eduardo Cabrita e o seu chefe de segurança, responsável pela forma como vinham os carros da comitiva, sejam pronunciados pelos crimes de homicídio por negligência grosseira, condução perigosa, mas também por omissão de auxílio, adianta o jornal.

“Pedi a pronúncia do ex-ministro porque entendemos que estamos numa estrutura hierárquica em que ele tem o domínio hierárquico do facto. E do chefe de segurança que não alertou o ministro para o esquema das viaturas na estrada, que colocaria em risco outros utentes. Tinha obrigação de avisar o ministro”, disse José Joaquim Barros.

Para além disso, em relação a Marco Pontes, este deve ser pronunciado pelos crimes de condução perigosa e de homicídio por negligência, mas não na forma simples, pedindo que lhe seja imputado um crime de homicídio por negligência grosseira, que pode implicar uma pena de prisão de até cinco anos, ao contrário dos três das forma simples.

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