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	<title>Executive Digest</title>
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	<description>Notícias atualizadas ao minuto. Economia, política, sociedade, finanças e empresas e mercados</description>
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		<title>EDP junta-se à Bolt para reduzir custos de carregamento das frotas elétricas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[André Manuel Mendes]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Jul 2026 09:04:06 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A EDP Comercial e a Bolt lançaram uma nova tarifa fixa de carregamento para motoristas e operadores de frotas elétricas em Portugal, permitindo o acesso à rede pública de carregamento da EDP por um preço único.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A EDP Comercial e a Bolt lançaram uma nova tarifa fixa de carregamento para motoristas e operadores de frotas elétricas em Portugal, permitindo o acesso à rede pública de carregamento da EDP por um preço único de 0,45 euros por kWh, com todos os custos incluídos, até ao final de 2026.</p>
<p>A nova Tarifa Fixa EDP, desenvolvida em parceria com a plataforma de mobilidade, pretende dar maior previsibilidade aos custos de carregamento dos profissionais que utilizam veículos elétricos no exercício da sua atividade. O valor inclui energia, utilização do posto de carregamento e impostos, eliminando a variabilidade de preços associada às diferentes componentes tarifárias da rede pública.</p>
<p>Segundo a EDP, a solução permite aos motoristas saber antecipadamente quanto irão pagar por cada carregamento, facilitando a gestão dos custos operacionais das frotas elétricas.</p>
<p>A empresa aproveitou ainda para anunciar o reforço da infraestrutura de carregamento em Portugal, numa altura de maior procura devido ao período de férias. Em parceria com a Repsol, a EDP aumentou recentemente a capacidade de carregamento nas áreas de serviço de Grândola (A2), Vendas Novas (A6), CREL (A9), Gaia (A1) e Penafiel (A4), através da instalação de 36 novos pontos de carregamento e da disponibilização de equipamentos com potência até 400 kW.</p>
<p>Durante o verão, está igualmente prevista a expansão da área de serviço de Antuã, na A1, no sentido sul-norte, com a instalação de oito novos carregadores ultrarrápidos.</p>
<p>No total, a parceria entre EDP, Brisa, Repsol e bp já permitiu instalar 105 pontos de carregamento nas principais autoestradas portuguesas, reforçando a cobertura da rede pública para os utilizadores de veículos elétricos.</p>
<p>A EDP refere ainda que, desde 2018, já contratou mais de 4.000 pontos de carregamento em Portugal e realizou mais de 4,2 milhões de sessões públicas de carregamento, que permitiram percorrer mais de 600 milhões de quilómetros com energia elétrica e evitar a emissão de mais de 74 mil toneladas de dióxido de carbono. Atualmente, conta com mais de 175 mil cartões EDP Charge ativos, reforçando a sua presença no mercado da mobilidade elétrica nacional.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_790530]]></sapo:autor>
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		<title>PSI em alta com EDP e REN a liderarem ganhos e a subirem mais de 1,1%</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Jul 2026 08:54:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
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					<description><![CDATA[A bolsa de Lisboa negociava hoje em alta ligeira, com a EDP e a REN a liderarem os ganhos e a subirem 1,15% para 4,57 euros e 1,11% para 3,64 euros.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A bolsa de Lisboa negociava hoje em alta ligeira, com a EDP e a REN a liderarem os ganhos e a subirem 1,15% para 4,57 euros e 1,11% para 3,64 euros.</p>
<p>Cerca das 09:30 em Lisboa, o PSI avançava 0,15% para 9.050,67 pontos, com nove empresas a subir, seis a descer e uma a manter a cotação (Semapa em 20,20 euros).</p>
<p>Às ações da EDP e da REN seguiam-se as da Navigator, Jerónimo Martins e NOS, que subiam 1,08% para 3,18 euros, 1,03% para 16,66 euros e 1,02% para 4,93 euros.</p>
<p>A EDP Renováveis, Galp e Corticeira Amorim também se valorizavam, designadamente 0,79% para 18,95 euros, 0,69% para 19,05 euros e 0,62% para 6,52 euros.</p>
<p>A Alri subia 0,11% para 4,66 euros.</p>
<p>Em sentido contrário, a Mota-Engil, os CTT e o BCP baixavam 1,02% para 4,44 euros, 0,86% para 5.74 euros e 0,72% para 1,03 euros.</p>
<p>As outras três empresas que desciam de cotação eram a Teixeira Duarte (-0,64% para 0,47 euros), Sonae (-0,24% para 2,07 euros) e a Ibersol (-0,11% para 9,04 euros).</p>
<p>Na Europa, as principais bolsas abriram hoje em baixa, perante o conflito no Médio Oriente, que está a escalar com incessantes ataques entre Washington e Teerão e a provocar novas subidas dos preços do petróleo e do gás.</p>
<p>O euro valoriza-se 0,04% face ao dólar e está a ser trocado a 1,1447 dólares no mercado de câmbios de Frankfurt.</p>
<p>Tudo indica que hoje o conflito no Irão continuará a intensificar-se depois de na quinta-feira as Forças Armadas dos Estados Unidos terem lançado uma nova onda de ataques contra o Irão pelo quinto dia consecutivo, aos que Teerão respondeu com numerosos ataques militares contra o Catar, Bahrein e Kuwait nas últimas horas.</p>
<p>Estes incidentes provocam novos aumentos dos preços do petróleo, que por enquanto são moderados.</p>
<p>Assim, o preço do petróleo Brent, de referência na Europa, para entrega em setembro, avança 0,65% para 84,78 dólares.</p>
<p>De maior amplitude é a subida do gás natural para entrega em agosto no mercado TFF dos Países Baixos, referência na Europa, que aumenta 1,02% para 55,705 euros por megawatt-hora (MWh).</p>
<p>Depois do aumento de quinta-feira, a esta hora, no mercado de dívida, a rentabilidade do título alemão a 10 anos recua para 3,119%, depois de ter fechado em 3,132% na sessão anterior.</p>
<p>As quedas das rentabilidades dos títulos das dívidas soberanas estão a provocar um aumento moderado no preço do ouro, que sobe 0,45%, para 3.994,34 dólares.</p>
<p>A esta hora, os futuros dos índices norte-americanos voltam a registar quedas que são de 1,71% para o Nasdaq e de 0,6% para o Dow Jones.</p>
<p>Arrastadas pelas tecnológicas, as bolsas asiáticas também fecharam a sessão em baixa.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_790528]]></sapo:autor>
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		<title>Crédito Agrícola reforça ecossistema digital com lançamento de novo programa de cashback</title>
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		<dc:creator><![CDATA[André Manuel Mendes]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Jul 2026 08:54:26 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Crédito Agrícola]]></category>
		<category><![CDATA[Moey]]></category>
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					<description><![CDATA[Segundo o Crédito Agrícola, esta é a primeira fase de implementação do projeto. A instituição prevê alargar o programa ainda este ano aos restantes canais digitais do Grupo.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Crédito Agrícola lançou o Moey Cashback, um novo programa de cashback disponível na aplicação Moey, que permite aos clientes receberem de volta uma parte do valor gasto em compras e pagamentos realizados em marcas parceiras com os cartões Moey.</p>
<p>A iniciativa insere-se na estratégia de transformação digital do Grupo Crédito Agrícola e pretende disponibilizar, num ambiente totalmente digital, campanhas de cashback em diferentes categorias de consumo. Através da aplicação, os utilizadores podem consultar as ofertas disponíveis, acompanhar o saldo acumulado e gerir o histórico de utilização.</p>
<p>O programa conta com uma área dedicada na app Moey, onde são apresentadas as campanhas em vigor e as respetivas condições de acesso. O cashback aplica-se às compras efetuadas com cartões Moey, físicos ou virtuais, sendo o montante correspondente creditado diretamente na conta à ordem do cliente após a validação da transação.</p>
<p>Segundo o Crédito Agrícola, esta é a primeira fase de implementação do projeto. A instituição prevê alargar o programa ainda este ano aos restantes canais digitais do Grupo, nomeadamente ao Homebanking e à aplicação CA Mobile, permitindo uma experiência integrada para todos os clientes.</p>
<p>O desenvolvimento da solução foi realizado em parceria com a Data4Deals, empresa especializada em plataformas de cashback e ofertas. A tecnológica assegura a infraestrutura do programa, a rede de marcas parceiras, o acompanhamento das transações e a atribuição dos respetivos reembolsos.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_790525]]></sapo:autor>
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		<title>Combustiveis: Próxima semana traz novo aumento de preços na hora de atestar (e chegam aos dois dígitos)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Jul 2026 08:51:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Se precisa de atestar o depósito de combustível do seu veículo saiba que, na próxima semana,  os combustíveis seguem uma tendência que já se tem tornado 'regra' nos últimos tempos: novo agravamento dos preços dos combustíveis em Portugal.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Se precisa de atestar o depósito de combustível do seu veículo saiba que, na próxima semana,  os combustíveis seguem uma tendência que já se tem tornado &#8216;regra&#8217; nos últimos tempos: novo agravamento dos preços dos combustíveis em Portugal. A partir desta segunda-feira, o gasóleo deverá ficar 12 cêntimos mais caro por litro, enquanto a gasolina deverá aumentar cinco cêntimos, segundo indicou fonte da Associação Nacional de Revendedores de Combustíveis &#8211; ANAREC à Executive Digest.</p>
<p>Assim, na próxima semana, será a terceira consecutiva de subidas de preços da gasolina e do gasóleo. Desde o início do ano, o gasóleo acumulou uma subida de 32 cêntimos por litro, enquanto a gasolina ficou 25,4 cêntimos mais cara. Num depósito de 60 litros, estas diferenças representam um encargo adicional de 19,2 euros no gasóleo e de 15,24 euros na gasolina comparativamente com a primeira semana de janeiro.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" src="https://executivedigest.sapo.pt/wp-content/uploads/2026/07/Capturar-3.png" alt="" width="1212" height="549" class="alignnone size-full wp-image-790535" srcset="https://executivedigest.sapo.pt/wp-content/uploads/2026/07/Capturar-3.png 1212w, https://executivedigest.sapo.pt/wp-content/uploads/2026/07/Capturar-3-300x136.png 300w, https://executivedigest.sapo.pt/wp-content/uploads/2026/07/Capturar-3-900x408.png 900w, https://executivedigest.sapo.pt/wp-content/uploads/2026/07/Capturar-3-768x348.png 768w, https://executivedigest.sapo.pt/wp-content/uploads/2026/07/Capturar-3-1200x544.png 1200w, https://executivedigest.sapo.pt/wp-content/uploads/2026/07/Capturar-3-600x272.png 600w" sizes="(max-width: 1212px) 100vw, 1212px" /></p>
<p>Os dados da Direção-Geral de Energia e Geologia colocam o preço médio da gasolina em 1,915 euros por litro e o do gasóleo em 1,853 euros. Com as mudanças previstas na próxima semana, a partir de segunda-feira o preço do gasóleo deverá fixar-se nos 1,973 euros e o da gasolina nos 2,415. Os valores praticados podem, contudo, variar entre postos, devido à concorrência local, à procura, à oferta disponível e aos custos de funcionamento de cada operador.</p>
<p>Segundo o mais recente boletim da Comissão Europeia, Portugal apresenta a sétima gasolina mais cara da União Europeia. O preço nacional encontra-se 6,2 cêntimos acima da média comunitária e 37,1 cêntimos acima do valor cobrado em Espanha. A fiscalidade explica grande parte da diferença, uma vez que, antes de impostos, a gasolina 95 é mais barata em Portugal do que no mercado espanhol.</p>
<p><strong>Veja quais os postos mais baratos do País</strong><br />
<img decoding="async" src="https://executivedigest.sapo.pt/wp-content/uploads/2026/07/Capturar-1.png" alt="" width="1205" height="488" class="alignnone size-full wp-image-790529" srcset="https://executivedigest.sapo.pt/wp-content/uploads/2026/07/Capturar-1.png 1205w, https://executivedigest.sapo.pt/wp-content/uploads/2026/07/Capturar-1-300x121.png 300w, https://executivedigest.sapo.pt/wp-content/uploads/2026/07/Capturar-1-900x364.png 900w, https://executivedigest.sapo.pt/wp-content/uploads/2026/07/Capturar-1-768x311.png 768w, https://executivedigest.sapo.pt/wp-content/uploads/2026/07/Capturar-1-1200x486.png 1200w, https://executivedigest.sapo.pt/wp-content/uploads/2026/07/Capturar-1-600x243.png 600w" sizes="(max-width: 1205px) 100vw, 1205px" /></p>
<p><img decoding="async" src="https://executivedigest.sapo.pt/wp-content/uploads/2026/07/Capturar-2.png" alt="" width="1205" height="513" class="alignnone size-full wp-image-790532" srcset="https://executivedigest.sapo.pt/wp-content/uploads/2026/07/Capturar-2.png 1205w, https://executivedigest.sapo.pt/wp-content/uploads/2026/07/Capturar-2-300x128.png 300w, https://executivedigest.sapo.pt/wp-content/uploads/2026/07/Capturar-2-900x383.png 900w, https://executivedigest.sapo.pt/wp-content/uploads/2026/07/Capturar-2-768x327.png 768w, https://executivedigest.sapo.pt/wp-content/uploads/2026/07/Capturar-2-1200x511.png 1200w, https://executivedigest.sapo.pt/wp-content/uploads/2026/07/Capturar-2-600x255.png 600w" sizes="(max-width: 1205px) 100vw, 1205px" /></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_790522]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Exames: Diretores ainda sem informação oficial dizem que &#8220;bola está do lado do ministério&#8221;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Jul 2026 08:49:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas disse hoje que ainda não tem informação de quando serão publicadas as notas dos exames nacionais, acrescentando que "a bola está do lado" do Ministério da Educação.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas disse hoje que ainda não tem informação de quando serão publicadas as notas dos exames nacionais, acrescentando que &#8220;a bola está do lado&#8221; do Ministério da Educação.</p>
<p>&#8220;Para já, aquilo que temos são as declarações do Ministro da Educação [Fernando Alexandre] de ontem [quinta-feira] à noite, ou seja, que as pautas serão afixadas na parte da tarde&#8221;, disse hoje à Lusa Filinto Lima, presidente da ANDAEP.</p>
<p>Questionado sobre se tinha sido comunicada alguma informação oficial às escolas por parte do ministério além das palavras do ministro aos jornalistas, o responsável disse que não tinham recebido &#8220;nada, zero&#8221; e acrescentou que é necessário &#8220;ver para crer&#8221;.</p>
<p>&#8220;Estamos muito confiantes, mas temos de aguardar&#8221;, frisou.</p>
<p>Na quinta-feira, à saída do debate do Estado da Nação, Fernando Alexandre manifestou-se confiante, no parlamento, de que todas as notas dos exames nacionais do ensino secundário serão publicadas na sexta-feira à tarde.</p>
<p>&#8220;Tivemos uma excelente recetividade [dos professores], as avaliações estão a decorrer e estamos muito confiantes de que amanhã [sexta-feira] à tarde publicaremos as notas de todas as disciplinas&#8221;, declarou aos jornalistas o governante.</p>
<p>Depois, Fernando Alexandre foi interrogado se todas as notas serão publicadas na sexta-feira à tarde. O ministro da Educação respondeu afirmativamente: &#8220;Vai acontecer&#8221;.</p>
<p>&#8220;Nós, diretores, estamos à espera que cheguem as classificações por via digital para nós depois procedermos em conformidade. Do nosso lado o processo é célere, é muito rápido. Nós estamos habituados, é normal&#8221;, frisou Filinto Lima.</p>
<p>Filinto Lima enfatizou que neste momento &#8220;a bola está do lado do ministério&#8221;.</p>
<p>&#8220;Os nossos alunos estão muito ansiosos, já estão a ligar para as escolas a perceber se já chegaram as notas, as classificações&#8221;, contou.</p>
<p>Na manhã de quinta-feira, o ministro da Educação, Ciência e Inovação disse que estavam então classificados 99,3 dos itens, mas as principais dificuldades mantinham-se nas disciplinas de Português e Matemática.</p>
<p>&#8220;É verdade que ontem (quarta-feira) ainda tivemos que distribuir algumas provas em resultado do processo de validação muito rigoroso que foi montado nas últimas semanas. Isso veio trazer mais alguma sobrecarga para os professores&#8221;, referiu.</p>
<p>Depois, apelou à disponibilidade dos professores classificadores e considerou, por outro lado, que a sociedade portuguesa não compreenderia um novo adiamento na afixação de pautas, &#8220;estando tão perto de terminar&#8221;.</p>
<p>Milhares de alunos do ensino secundário aguardam hoje pela divulgação das notas dos exames nacionais, mas a afixação das pautas depende da classificação de todas as provas, um processo marcado por atrasos, problemas técnicos e falta de classificadores.</p>
<p>A possibilidade de as pautas não serem afixadas durante o dia de hoje chegou a ser admitida pelo ministro da Educação na véspera, quando faltava avaliar 0,5% das respostas, mas Fernando Alexandre acabou por se mostrar confiante de que seriam afixadas durante a tarde de hoje.</p>
<p>No dia em que centenas de milhares de alunos esperam ver afixados os seus resultados, o ministro estará no parlamento, para um debate de urgência, requerido pelo PCP, sobre os exames.</p>
<p>Com mais de 300 mil provas realizadas em papel, a implementação do processo de classificação digital, que acontece pela primeira vez, implicou a digitalização de milhões de folhas de resposta, posteriormente distribuídas pelos professores para classificação.</p>
<p>Os problemas começaram a surgir, desde logo, com o exame de Português &#8211; o primeiro realizado pelos alunos &#8211; que tardou a chegar aos classificadores por &#8220;dificuldades técnicas&#8221;, segundo o Júri Nacional de Exames (JNE).</p>
<p>Aos primeiros atrasos na disponibilização das provas, seguiram-se relatos de folhas mal digitalizadas, respostas incompletas por falta de folhas de continuação e dificuldades na plataforma de classificação.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_790526]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Madeiras de antigas linhas de comboio acabaram num monte de Luís Neves, revela investigação</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Jul 2026 08:42:02 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A alegada oferta ocorreu em 2025, durante um almoço realizado na sede da PJ, em Lisboa, que assinalava uma homenagem à então REFER (Rede Ferroviária Nacional) pela colaboração prestada numa operação conduzida pela Judiciária.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Uma investigação divulgada pela CNN Portugal e pelo Nascer do Sol revela que madeiras provenientes do desmantelamento de antigas linhas ferroviárias terão sido utilizadas na construção de uma mesa e bancos numa propriedade de Luís Neves, antigo diretor nacional da Polícia Judiciária. Segundo o canal, a alegada oferta ocorreu em 2025, durante um almoço realizado na sede da PJ, em Lisboa, que assinalava uma homenagem à então REFER (Rede Ferroviária Nacional) pela colaboração prestada numa operação conduzida pela Judiciária.</p>
<p>De acordo com a <a href="https://cnnportugal.iol.pt/luis-neves/mai/materiais-das-infraestruturas-de-portugal-no-monte-de-luis-neves/20260716/6a592bebd34ef04b4f3f7182" target="_blank" rel="noopener">investigação</a>, durante esse encontro, um responsável da empresa pública terá referido que decorria o desmantelamento de uma linha ferroviária, momento em que Luís Neves terá manifestado interesse nas antigas travessas de madeira, afirmando: &#8220;Gostava muito de ter umas sulipas dessas para fazer uma mesa e uns bancos corridos para uma quinta minha.&#8221; Ainda segundo os relatos citados, o representante da empresa respondeu que teria &#8220;muito gosto em oferecê-las&#8221;, seguindo-se uma conversa sobre a forma de transportar o material pesado até uma propriedade situada em Odemira.</p>
<p>A reportagem refere que Luís Neves indicou ter &#8220;um homem&#8221; para tratar da logística, tarefa que acabou por ser assegurada pelo empreiteiro João Carvalho, de Barcelos. Em declarações ao Nascer do Sol, o empresário confirmou ter transportado as travessas e construído uma mesa e dois bancos corridos, trabalho que, segundo afirmou, concluiu há cerca de dois meses. &#8220;Fiz a mesa e os bancos para aí há dois meses. Juntei-lhe quatro traves. Uma pegada à outra. Está muito na moda&#8221;, declarou, descrevendo a obra que, segundo a investigação, é visível em imagens aéreas divulgadas esta semana pela TVI.</p>
<p>Questionado sobre o caso, o Ministério da Administração Interna não respondeu às perguntas enviadas pelos jornalistas. Já o gabinete do ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, afirmou que o governante &#8220;não tem conhecimento&#8221; da situação, remetendo os esclarecimentos para a Infraestruturas de Portugal (IP).</p>
<p>Em resposta à investigação, a Infraestruturas de Portugal garantiu que &#8220;não existem quaisquer registos na IP relativamente a alienação dos referidos materiais ou cedência a título gracioso&#8221;, afastando assim a existência de documentação que comprove uma eventual entrega das madeiras. A reportagem não refere qualquer reação pública de Luís Neves às alegações.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_790505]]></sapo:autor>
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		<title>Lucro da Volvo aumenta 6,7% até junho para 1.682 ME</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Jul 2026 08:35:03 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
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		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
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					<description><![CDATA[O grupo sueco Volvo registou um lucro líquido de 18.691 milhões de coroas suecas (1.682 milhões de euros) no primeiro semestre do ano, um aumento de 6,7% em relação ao mesmo período de 2025, informou hoje a empresa.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O grupo sueco Volvo registou um lucro líquido de 18.691 milhões de coroas suecas (1.682 milhões de euros) no primeiro semestre do ano, um aumento de 6,7% em relação ao mesmo período de 2025, informou hoje a empresa.</p>
<p>A Volvo registou um resultado bruto de exploração (EBITDA) de 31.544 milhões de coroas (2.839 milhões de euros), mais 3,5% do que no mesmo período do ano anterior, enquanto o resultado operacional cresceu 4% e situou-se nos 24.156 milhões de coroas (2.174 milhões de euros).</p>
<p>O volume de negócios do grupo diminuiu 3,1% entre janeiro e junho, para 237.038 milhões de coroas (21.333 milhões de euros), prejudicado pela queda das receitas provenientes da venda de veículos pesados para a construção e pelo efeito negativo das taxas de câmbio.</p>
<p>A divisão de camiões, a mais importante do grupo sueco, vendeu 103.191 unidades em todo o mundo, um aumento de 2%, embora o volume de negócios tenha diminuído 1%, para 162.224 milhões de coroas (14.600 milhões de euros).</p>
<p>Por áreas geográficas, as vendas aumentaram 16% em relação ao ano anterior na Europa, o principal mercado, e 10% em África, mas diminuíram 20% na América do Norte, 14% na Ásia e 2% na América do Sul.</p>
<p>Apenas a divisão Volvo Cars alcançou 1.140 milhões de coroas suecas (102 milhões de euros) em lucro líquido até junho, em comparação com o prejuízo de 7.129 milhões de coroas (641 milhões de euros) registado no mesmo período de 2025.</p>
<p>Em comunicado, o presidente executivo (CEO) do grupo Volvo, Martin Lundstedt, salientou que a rentabilidade da empresa atingiu o nível mais elevado dos últimos trimestres entre abril e junho, apesar dos direitos aduaneiros norte-americanos e do aumento dos custos de transporte e de materiais.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_790519]]></sapo:autor>
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		<title>PERGUNTAS E RESPOSTAS: Porque sobem os combustíveis mais depressa do que descem?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Jul 2026 08:33:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Motores]]></category>
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		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
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		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A guerra no Médio Oriente voltou a colocar os mercados energéticos sob pressão e a formação dos preços dos combustíveis no centro do debate, sobretudo perante diferenças entre a rapidez das subidas e das descidas.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A guerra no Médio Oriente voltou a colocar os mercados energéticos sob pressão e a formação dos preços dos combustíveis no centro do debate, sobretudo perante diferenças entre a rapidez das subidas e das descidas.</p>
<p>Portugal não depende maioritariamente do petróleo proveniente do Golfo Pérsico, mas está exposto a um mercado global, no qual alterações na oferta, na capacidade de refinação, nos fretes ou na perceção de risco podem repercutir-se nos preços.</p>
<p>O debate abrange ainda a comparação entre o preço eficiente calculado pela Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE), os valores afixados nos postos e os montantes efetivamente pagos depois dos descontos, bem como o peso da fiscalidade.</p>
<p>Eis algumas perguntas e respostas sobre a formação dos preços dos combustíveis:</p>
<p>+++ Porque têm subido os preços dos combustíveis? +++</p>
<p>A subida das cotações internacionais da gasolina e do gasóleo é apontada como um dos principais fatores, uma vez que estes são os produtos comprados pelos consumidores e têm mercados próprios, distintos do petróleo bruto.</p>
<p>Para a semana de 13 a 19 de julho, o preço eficiente calculado pela ERSE aumentou 1,5% na gasolina e 3,8% no gasóleo, refletindo subidas de 4,3% e 9,7%, respetivamente, nas cotações internacionais dos dois produtos refinados.</p>
<p>O conflito no Médio Oriente provocou também perturbações no estreito de Ormuz, afetando a produção, a atividade de refinação, os transportes marítimos e a disponibilidade de produtos, além de aumentar os prémios de risco e os custos dos fretes.</p>
<p>O gasóleo é particularmente sensível, uma vez que a Europa é importadora líquida deste combustível e depende de fornecedores externos para equilibrar o consumo.</p>
<p>+++ Porque é que uma descida do Brent não chega imediatamente aos postos? +++</p>
<p>A gasolina e o gasóleo são produtos refinados, com cotações próprias. O Brent representa apenas o preço de uma das matérias-primas utilizadas na produção dos combustíveis.</p>
<p>Ao preço do petróleo bruto é necessário acrescentar os custos e as margens de refinação, os fretes marítimos, o armazenamento, a logística, os biocombustíveis, o retalho e os impostos.</p>
<p>A Associação Nacional de Revendedores de Energia, Combustíveis, Estações de Serviço, Estacionamentos e Lavagens (ANAREC) salienta que &#8220;a gasolina e o gasóleo que chegam aos postos de abastecimento de combustíveis (PAC) não são petróleo bruto, mas produtos já refinados, com um mercado internacional próprio e uma lógica de formação de preço distinta&#8221;.</p>
<p>A ERSE confirma que as cotações diretamente relevantes para a formação dos preços são as dos produtos refinados e que estas podem divergir do Brent devido a constrangimentos na oferta, limitações na capacidade de refinação, alterações na procura sazonal, tensões geopolíticas e evolução dos fretes marítimos.</p>
<p>+++ Porque é que os preços podem descer mais lentamente do que sobem? +++</p>
<p>A ENSE apontou os elevados custos fixos de produção e a escassez de armazenagem na Europa como fatores que tornam a descida dos preços dos produtos refinados mais lenta do que a redução do preço da matéria-prima.</p>
<p>&#8220;A redução de preços na cadeia de valor, com especial destaque na área da refinação é por definição mais lenta que as reduções de preços de matéria-prima (Crude/Brent), pois refletem duas componentes menos voláteis, que são os elevados custos fixos de produção e a escassez de armazenagem na Europa&#8221;, sustentou a entidade.</p>
<p>Desde o início da crise de Ormuz, os preços de custo dos produtos refinados chegaram a aumentar 25% no gasóleo e 35% na gasolina, segundo a ENSE.</p>
<p>A transmissão das descidas também pode não ser imediata devido ao tempo necessário para que as alterações das cotações atravessem as diferentes fases da cadeia de abastecimento até chegarem aos postos.</p>
<p>+++ Os combustíveis estão a ser vendidos acima do preço de referência? +++</p>
<p>Na semana de 06 a 12 de julho os preços afixados nos postos encontravam-se, em média, acima do preço eficiente, mas os valores efetivamente pagos depois dos descontos estavam abaixo desse indicador.</p>
<p>Nesse período, os preços médios de pórtico situaram-se 2,7 cêntimos por litro acima do preço eficiente na gasolina e 3 cêntimos acima no gasóleo.</p>
<p>Já os preços com descontos ficaram 1,6 cêntimos abaixo do preço eficiente na gasolina e 3,4 cêntimos abaixo no gasóleo.</p>
<p>A ERSE considera que o preço com descontos constitui uma aproximação mais fiel ao valor efetivamente pago pela maioria dos consumidores. Os valores são médias nacionais e agregam companhias de bandeira, operadores de baixo custo e hipermercados.</p>
<p>+++ O que é o preço eficiente? +++</p>
<p>O preço eficiente é um indicador médio semanal calculado pela ERSE a partir das cotações internacionais dos produtos refinados, dos fretes marítimos, da logística, das reservas estratégicas, dos biocombustíveis, do retalho e dos impostos.</p>
<p>&#8220;O preço eficiente não é um preço de venda&#8221;, sublinha a ANAREC, acrescentando que o indicador &#8220;funciona como uma bitola técnica, não como um preço que o consumidor deva esperar encontrar afixado ou pagar&#8221;.</p>
<p>O indicador permite acompanhar a evolução do mercado e identificar eventuais desvios, não constituindo um preço máximo, obrigatório ou recomendado para os postos.</p>
<p>+++ Qual é a diferença entre o preço de pórtico e o preço com descontos? +++</p>
<p>O preço de pórtico é a oferta comercial de base anunciada pelo posto, antes da aplicação de cartões, campanhas promocionais, programas de fidelização ou outros descontos.</p>
<p>O preço com descontos, publicado pela Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG), é apurado com base nos preços comunicados pelos postos, ponderados pelas quantidades vendidas do último período conhecido, e incorpora cartões de frota e outros benefícios comerciais.</p>
<p>Por essa razão, o preço com descontos procura aproximar-se do valor médio efetivamente pago, enquanto o preço de pórtico corresponde ao montante anunciado antes das reduções comerciais.</p>
<p>+++ Estes dados afastam a possibilidade de margens excessivas? +++</p>
<p>Os dados médios da ERSE não evidenciam, nesta fase, uma irregularidade generalizada no mercado, uma vez que os preços com descontos se encontram abaixo do indicador de referência.</p>
<p>Contudo, por se tratar de médias nacionais, estes valores não permitem concluir que todos os postos praticam preços semelhantes nem excluem diferenças entre operadores, regiões ou estabelecimentos individuais.</p>
<p>A Associação de Empresas Portuguesas de Combustíveis e Lubrificantes (EPCOL) rejeitou um aumento generalizado das margens, mas ressalvou que apenas se pode pronunciar sobre o comportamento médio do mercado.</p>
<p>&#8220;Se me diz se eu ponho as mãos no fogo por todas as pessoas que vendem combustíveis em Portugal eu não posso pôr, estou sempre a falar no comportamento do mercado em termos médios&#8221;, afirmou recentemente o secretário-geral da EPCOL, António Comprido.</p>
<p>+++ O que poderia fazer baixar os preços dos combustíveis? +++</p>
<p>Uma descida pode resultar do recuo das cotações internacionais da gasolina e do gasóleo, da redução dos custos de refinação, transporte e armazenamento, de maior concorrência comercial ou de uma diminuição da carga fiscal.</p>
<p>As cotações internacionais, os fretes e a capacidade de refinação não dependem do Governo português nem dos revendedores. Já os descontos e as políticas comerciais são definidos por cada operador e podem produzir diferenças entre postos.</p>
<p>A fiscalidade é o instrumento sobre o qual o Governo pode atuar de forma mais direta. Uma redução do Imposto sobre os Produtos Petrolíferos e Energéticos (ISP) ou do IVA pode fazer baixar o preço final, embora implique uma diminuição da receita pública e esteja sujeita às regras europeias.</p>
<p>Para a semana de 13 a 19 de julho, o Governo reduziu as taxas de ISP em cerca de 0,54 cêntimos por litro na gasolina e 1,20 cêntimos no gasóleo, antes de IVA, através do aumento do desconto temporário e extraordinário.</p>
<p>+++ Quanto pesam os impostos no preço dos combustíveis? +++</p>
<p>De acordo com o relatório mais recente da ERSE, os impostos representavam 50,5% do preço eficiente da gasolina 95 simples, correspondendo a 0,978 euros por litro.</p>
<p>No gasóleo simples, a componente fiscal representava 44,7% do preço eficiente, ou 0,847 euros por litro.</p>
<p>Sem impostos, o preço eficiente era de 0,959 euros por litro na gasolina e de 1,048 euros no gasóleo. Incluindo impostos, subia para 1,937 euros e 1,895 euros, respetivamente.</p>
<p>A componente fiscal inclui o ISP, a taxa de adicionamento sobre as emissões de dióxido de carbono e o IVA.</p>
<p>+++ Porque são os combustíveis geralmente mais caros em Portugal do que em Espanha? +++</p>
<p>A diferença tem resultado sobretudo da fiscalidade e não dos preços antes de impostos.</p>
<p>Segundo dados do mercado, antes do início da guerra a diferença entre os preços de venda era de 22,7 cêntimos por litro no gasóleo e 24,8 cêntimos na gasolina.</p>
<p>Em junho, durante a vigência das medidas fiscais extraordinárias espanholas, a diferença aumentou para 32 cêntimos por litro no gasóleo e 45,6 cêntimos na gasolina. A diferença da componente fiscal era, respetivamente, de 37,5 e 48,7 cêntimos por litro.</p>
<p>Estes valores dizem respeito ao período em que estava em vigor a redução temporária do IVA espanhol e não constituem um retrato da diferença depois de 01 de julho.</p>
<p>+++ Que medida adotou Espanha no IVA dos combustíveis? +++</p>
<p>Espanha reduziu temporariamente o IVA dos combustíveis de 21% para 10%, no âmbito das medidas de resposta à crise energética provocada pela guerra no Médio Oriente.</p>
<p>A medida esteve em vigor durante mais de três meses, até 30 de junho de 2026. Terminado o regime extraordinário, o IVA regressou à taxa geral de 21% em 01 de julho.</p>
<p>O Governo espanhol reduziu igualmente o imposto sobre os hidrocarbonetos para os níveis mínimos permitidos pelas regras europeias durante o período da medida.</p>
<p>+++ Os preços refletem as cotações internacionais da mesma forma em Portugal e Espanha? +++</p>
<p>Não. Em Portugal, os preços dos combustíveis são, em regra, atualizados semanalmente, à segunda-feira, tendo como referência a média das cotações internacionais da semana anterior.</p>
<p>Em Espanha, a atualização é diária e tem por referência as cotações do dia anterior, pelo que as variações dos mercados internacionais podem chegar mais rapidamente aos preços praticados nos postos, tanto nas subidas como nas descidas.</p>
<p>A diferença de periodicidade não significa, contudo, que todos os operadores alterem os preços automaticamente ou na mesma proporção, uma vez que o valor final depende também dos custos de abastecimento, da fiscalidade e das políticas comerciais de cada empresa.</p>
<p>+++ Os revendedores conseguem influenciar a evolução geral dos preços? +++</p>
<p>A ANAREC defende que &#8220;os revendedores não têm qualquer capacidade de influenciar o preço dos combustíveis&#8221;, incluindo quando a cotação do Brent recua.</p>
<p>Cada operador pode definir o preço anunciado no seu posto, bem como os descontos e as campanhas comerciais, mas não controla as cotações internacionais, os fretes marítimos, a fiscalidade ou os custos de refinação.</p>
<p>A EPCOL sustentou igualmente que a evolução recente não resulta do comportamento geral dos agentes nacionais, embora tenha ressalvado que não pode responder pela política comercial individual de cada operador.</p>
<p>+++ Porque criticou a ANAREC as declarações da ministra do Ambiente e Energia? +++</p>
<p>Maria da Graça Carvalho afirmou que a descida dos preços não acompanhar a queda do petróleo &#8220;não tem razão de ser&#8221; e disse que o Governo queria perceber &#8220;exatamente porque é que isso está a acontecer&#8221;.</p>
<p>A ANAREC considera que as declarações ignoram a diferença entre o mercado do petróleo bruto e o dos produtos refinados e podem gerar suspeitas injustificadas sobre os operadores.</p>
<p>Segundo a associação, este tipo de comentário &#8220;alimenta junto da opinião pública uma desconfiança que não tem fundamento e que penaliza injustamente os revendedores&#8221;.</p>
<p>A EPCOL considerou legítimas as análises pedidas pelo Governo, mas sustentou que a explicação para a evolução dos preços se encontra principalmente nos mercados internacionais.</p>
<p>Recentemente, o JN noticiou que a ministra do Ambiente e Energia enviou uma carta ao presidente da ERSE, na qual pede um estudo sobre a transmissão das variações do petróleo aos preços dos combustíveis.</p>
<p>Na mesma missiva, a governante refere que, caso sejam &#8220;encontradas distorções graves&#8221; no mercado, o regulador deverá ponderar a &#8220;apresentação de proposta de fixação excecional de margens máximas em qualquer uma das componentes comerciais que formam o preço de venda ao público&#8221;.</p>
<p>+++ O que está em causa na alteração do regime de IVA proposta pelo Governo? +++</p>
<p>A proposta de lei apresentada pelo Governo, em junho, pretende alterar o regime de liquidação do IVA aplicável aos combustíveis, no âmbito do combate à fraude fiscal no setor.</p>
<p>A ANAREC admite que a alteração possa tornar o mercado mais eficiente, mais justo entre operadores e mais simples de gerir, mas pede que as regras sejam esclarecidas durante o processo legislativo.</p>
<p>A associação considera necessário garantir segurança jurídica, igualdade de tratamento e uma aplicação uniforme, evitando interpretações divergentes e dificuldades práticas.</p>
<p>+++ O que é o estreito de Ormuz e porque é importante? +++</p>
<p>O estreito de Ormuz é uma passagem marítima entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã e constitui uma das principais rotas mundiais de transporte de petróleo, produtos refinados e gás natural liquefeito.</p>
<p>É utilizado por países como a Arábia Saudita, os Emirados Árabes Unidos, o Kuwait, o Iraque, o Qatar, o Barém e o Irão para exportarem energia para os mercados internacionais.</p>
<p>Em condições normais, passam pelo estreito cerca de 15 milhões de barris diários de petróleo bruto e cinco milhões de barris de produtos refinados, de acordo com os dados apresentados sobre o mercado.</p>
<p>Qualquer perturbação pode reduzir a disponibilidade de energia, aumentar os custos dos seguros e dos fretes e levar os mercados a antecipar uma situação de escassez, pressionando os preços mesmo antes de existir uma interrupção total do abastecimento.</p>
<p>+++ Qual é o impacto de Ormuz nas importações europeias? +++</p>
<p>A exposição direta da Europa ao petróleo bruto que atravessa Ormuz é relativamente reduzida, mas o continente está mais exposto aos produtos refinados e aos efeitos indiretos sobre o mercado mundial.</p>
<p>Cerca de 9% das importações marítimas europeias de gasóleo e diesel tinham origem no Golfo Pérsico em 2025. A Europa pode também ser afetada quando países que habitualmente a abastecem enfrentam dificuldades em obter petróleo bruto para as suas refinarias.</p>
<p>Antes do conflito, os inventários europeus de gasóleo já se encontravam nos níveis mais baixos dos últimos cinco anos, aumentando a sensibilidade do mercado a perturbações na oferta.</p>
<p>+++ Portugal depende do petróleo do Médio Oriente? +++</p>
<p>Portugal não depende diretamente do Médio Oriente para a maioria das suas importações de petróleo bruto.</p>
<p>Segundo dados de 2025 da DGEG, o Brasil forneceu 42,3% do crude importado por Portugal, seguindo-se a Argélia, com 19,6%, a Nigéria, com 10,6%, o Azerbaijão, com 10%, e os Estados Unidos, com 7,6%. Em conjunto, estes cinco países representaram 90,2% das importações.</p>
<p>Portugal pode, contudo, ser afetado mesmo sem importar diretamente da região. Como o petróleo e os produtos refinados são negociados em mercados globais, uma perturbação em Ormuz pode reduzir a oferta disponível e fazer subir os preços pagos também pelos compradores portugueses.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_790518]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Irão: Pelo menos oito mortos e 20 feridos em ataques aéreos dos EUA</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Jul 2026 08:27:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[guerra]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Irão]]></category>
		<category><![CDATA[Médio Oriente]]></category>
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					<description><![CDATA[Pelo menos oito pessoas morreram e 20 ficaram feridas ataques aéreos norte-americanos contra infraestruturas no sul e oeste do Irão durante a noite, divulgaram hoje meios de comunicação estatais iranianos.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Pelo menos oito pessoas morreram e 20 ficaram feridas ataques aéreos norte-americanos contra infraestruturas no sul e oeste do Irão durante a noite, divulgaram hoje meios de comunicação estatais iranianos.</p>
<p>&#8220;As infraestruturas foram alvo de ataques dos Estados Unidos em várias províncias&#8221;, afirmou a agência de notícias oficial IRNA, citando oito mortos e 20 feridos nos ataques.</p>
<p>A mesma fonte acrescentou que foram atingidas seis pontes na província de Hormozgan, no sul do país, que faz fronteira com o estreito de Ormuz.</p>
<p>Várias pontes rodoviárias e ferroviárias foram visadas nestes ataques, tendo provavelmente como objetivo cortar o acesso a Bandar Abbas, principal porto iraniano, dificultando o transporte de material militar e bens essenciais para os cerca de 90 milhões de habitantes do país.</p>
<p>O Comando Central norte-americano (Centcom) confirmou que os bombardeamentos, concluídos esta madrugada, atingiram dezenas de alvos militares, incluindo uma torre de vigilância no porto de Chabahar, no golfo de Omã, considerado vital para o comércio do vizinho Afeganistão.</p>
<p>O secretário da Defesa dos EUA, Pete Hegseth, divulgou imagens do colapso da estrutura, reforçando a mensagem de controlo norte-americano sobre o estreito.</p>
<p>Em resposta, o Irão lançou mísseis contra países aliados dos EUA na região, incluindo Qatar, um dos mediadores nas negociações de paz, onde foram ouvidas explosões.</p>
<p>Também Bahrein, Kuwait e Jordânia reportaram ataques ou interceções de projéteis iranianos. Explosões foram ainda registadas em Erbil e Suleimânia, no Curdistão iraquiano.</p>
<p>Desencadeado em 28 de fevereiro por bombardeamentos israelitas e norte-americanos, o conflito já matou milhares de pessoas, principalmente no Irão e no Líbano, e continua a desestabilizar a economia global.</p>
<p>O Paquistão, outro dos mediadores das negociações, instou ambas as partes na quinta-feira a &#8220;pôr fim à violência e retomar as discussões, no âmbito do memorando de entendimento assinado em meados de junho.</p>
<p>Islamabad apelou ainda para o &#8220;regresso à normalidade no estreito de Ormuz&#8221;, que foi novamente bloqueado pelo Irão no passado fim de semana.</p>
<p>Em resposta, os Estados Unidos restabeleceram o bloqueio aos portos iranianos na noite de terça-feira.</p>
<p>No estreito por onde passava um quinto do petróleo e do gás natural liquefeito do mundo antes da guerra, o tráfego diminuiu.</p>
<p>Os preços do petróleo mantêm-se relativamente estáveis apesar da situação, com o barril de petróleo Brent a rondar os 85 dólares.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_790517]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Do &#8220;Made in China&#8221; ao &#8220;Created in China&#8221;: Investimento estrangeiro muda de paradigma</title>
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		<dc:creator><![CDATA[André Manuel Mendes]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Jul 2026 08:27:15 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Economia]]></category>
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		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[China]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[investimento]]></category>
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					<description><![CDATA[O investimento estrangeiro na China deverá manter uma trajetória de crescimento nos próximos meses, impulsionado pela modernização industrial, pela inovação tecnológica, pela continuação da abertura da economia e pela resiliência económica do país.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O investimento estrangeiro na China deverá manter uma trajetória de crescimento nos próximos meses, impulsionado pela modernização industrial, pela inovação tecnológica, pela continuação da abertura da economia e pela resiliência económica do país. A expectativa foi avançada esta sexta-feira pela China&#8217;s State Administration of Foreign Exchange (SAFE).</p>
<p>Segundo os dados divulgados pelo regulador, os vários tipos de investimento de investidores estrangeiros na China registaram um aumento líquido de cerca de 160 mil milhões de dólares (cerca de 147 mil milhões de euros) nos primeiros cinco meses de 2026, um desempenho significativamente superior ao verificado no mesmo período do ano passado.</p>
<p>Os números revelam também uma mudança no perfil do investimento externo, com uma crescente concentração em setores de maior valor acrescentado. No primeiro semestre, os fluxos de capital estrangeiro dirigidos aos serviços de alta tecnologia e à indústria transformadora de alta tecnologia aumentaram 61% em termos homólogos, passando a representar 36% do total das entradas de capital, mais 11 pontos percentuais do que no mesmo período de 2025.</p>
<p>Para Zhao Yuchao, porta-voz da SAFE, esta evolução demonstra que o investimento estrangeiro na China está a deixar de assentar apenas nas vantagens de custo e escala associadas ao conceito de &#8220;Made in China&#8221;, passando a privilegiar uma participação no desenvolvimento de produtos e inovação sob a lógica do &#8220;Created in China&#8221;.</p>
<p>O responsável considera que a transformação industrial em curso e os avanços tecnológicos estão a criar novas oportunidades de investimento, ao mesmo tempo que proporcionam aos investidores estrangeiros um ambiente mais estável e atrativo para projetos de longo prazo.</p>
<p>A SAFE destaca ainda que o aprofundamento da abertura institucional da economia chinesa, a melhoria dos serviços de apoio aos investidores e o reforço da conectividade financeira deverão criar condições mais favoráveis para o investimento internacional.</p>
<p>Num contexto de crescente incerteza económica global, Zhao Yuchao defende ainda que a resiliência da economia chinesa e a estabilidade do yuan oferecem aos investidores internacionais mais oportunidades para diversificar os seus ativos, reforçando a confiança no mercado chinês.</p>
<p>O regulador adiantou igualmente que continuará a trabalhar com outros organismos governamentais para acelerar as reformas no domínio do investimento estrangeiro, simplificar os processos de investimento e financiamento transfronteiriço e criar um enquadramento institucional alinhado com os objetivos de abertura económica e desenvolvimento de elevada qualidade, incentivando um maior número de investidores internacionais a apostar em investimentos de longo prazo na China.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_790507]]></sapo:autor>
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		<title>Venda ambulante: como evitar erros de faturação e manter o negócio em ordem</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Jul 2026 08:19:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Branded Content]]></category>
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					<description><![CDATA[Entre feiras, mercados, eventos, food trucks e pontos de venda temporários, a venda ambulante exige rapidez no atendimento e rigor na gestão. Cada venda tem de ser registada, cada pagamento controlado e cada documento emitido sem atrasar a operação. ]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Entre feiras, mercados, eventos, food trucks e pontos de venda temporários, a venda ambulante exige rapidez no atendimento e rigor na gestão. Cada venda tem de ser registada, cada pagamento controlado e cada documento emitido sem atrasar a operação. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nestes negócios, a faturação não é apenas uma obrigação fiscal. É também uma forma de saber quanto se vendeu, quais os produtos com maior procura, que meios de pagamento foram usados e se o caixa fecha no final do dia.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h4><b>Os desafios administrativos na venda ambulante</b></h4>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao contrário de negócios com estrutura fixa, a venda ambulante caracteriza-se por uma forte componente operacional no terreno, onde a gestão administrativa é frequentemente acumulada com a atividade comercial.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre os desafios mais comuns estão:</span></p>
<p><b>Muitas vendas em poucos minutos</b><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;"> A necessidade de registar múltiplas vendas de forma rápida e precisa exige soluções que acompanhem o ritmo da atividade, sem comprometer a operação.</span></p>
<p><b>Emissão imediata de documentos fiscais</b><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;"> O cumprimento das obrigações legais implica a emissão de faturas ou documentos equivalentes no momento da venda, mesmo em contextos de mobilidade.</span></p>
<p><b>Controlo de pagamentos por vários meios</b><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;"> A utilização de numerário, cartões ou pagamentos digitais exige um controlo rigoroso para evitar discrepâncias e garantir consistência financeira.</span></p>
<p><b>Acesso limitado a informação financeira consolidada</b><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;"> Sem ferramentas adequadas, torna-se difícil obter uma visão clara sobre vendas diárias, margens e desempenho global do negócio.</span></p>
<p><b>Risco de erro e incumprimento fiscal</b><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Registos manuais, duplicação de tarefas ou processos pouco claros podem levar a falhas na emissão de documentos, diferenças no caixa e dificuldades no cumprimento das obrigações fiscais.</span></p>
<h4><b>O que deve ter uma solução de faturação para venda ambulante</b></h4>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma boa solução de faturação para venda ambulante deve permitir vender, emitir documentos e consultar dados sem depender de um balcão fixo ou de processos manuais demorados.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na prática, há funcionalidades que fazem diferença no dia a dia:</span></p>
<p><b>Registo rápido de vendas</b><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Produtos pré-configurados, preços definidos e emissão automática de documentos ajudam a acelerar o atendimento e a reduzir erros de introdução manual.</span></p>
<p><b>Dados atualizados ao longo do dia</b><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Saber o que está a vender melhor, que horas concentram mais procura e quanto já foi faturado permite ajustar stock, equipa e operação ainda durante o evento ou jornada de venda.</span></p>
<p><b>Centralização da informação num único sistema</b><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;"> A integração das vendas e da faturação evita perdas de informação e melhora o controlo financeiro.</span></p>
<p><b>Mobilidade total</b><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">A possibilidade de trabalhar a partir de smartphone, tablet ou terminal portátil permite vender em feiras, mercados, festivais ou viaturas sem depender de uma instalação fixa.</span></p>
<p><b>Cumprimento das obrigações legais</b><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;"> A utilização de software certificado assegura conformidade com os requisitos fiscais, incluindo a comunicação à Autoridade Tributária.</span></p>
<h4><b>O impacto na gestão e no crescimento do negócio</b></h4>
<p><span style="font-weight: 400;">Simplificar a faturação significa reduzir tarefas repetitivas, evitar erros e libertar tempo para aquilo que mais pesa no resultado: vender melhor, atender com rapidez e escolher os locais certos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os dados recolhidos no ponto de venda ajudam a responder a perguntas essenciais:</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Que produtos vendem mais?</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Que horários geram maior faturação?</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Que localizações compensam repetir?</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Que meios de pagamento são mais usados?</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Há diferenças entre vendas registadas e valores recebidos?</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Num setor altamente competitivo e dependente de volume, a capacidade de gerir com base em dados concretos constitui uma vantagem relevante.</span></p>
<h4><b>Uma solução ajustada à realidade da venda ambulante</b></h4>
<p><span style="font-weight: 400;">Embora os desafios sejam comuns a vários tipos de venda ambulante, tornam-se especialmente visíveis na restauração móvel, onde o ritmo de atendimento, a gestão de pedidos e os pagamentos acontecem quase em simultâneo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O Vendus posiciona-se como um </span><a href="https://www.vendus.pt/software-faturacao-restaurantes/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">programa de faturação e POS online para restauração</span></a><span style="font-weight: 400;"> adaptado a operações em movimento, permitindo registar pedidos, emitir faturas e gerir recebimentos de forma ágil, diretamente a partir de dispositivos móveis.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao permitir trabalhar em diferentes localizações, uma solução móvel ajuda a manter a operação fluida e a reduzir quebras no atendimento. Ao mesmo tempo, os dados recolhidos ao longo do dia facilitam a análise de vendas, produtos mais procurados e desempenho por local. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para quem vende em mobilidade, faturar bem é mais do que cumprir regras: é ganhar tempo, reduzir erros e conhecer melhor o negócio. Num setor em que cada minuto de atendimento conta, a organização da faturação pode fazer a diferença entre apenas vender e gerir com confiança.</span></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_790137]]></sapo:autor>
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		<title>Maioria das empresas portuguesas usa IA menos de três horas por semana, revela estudo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Revista de Imprensa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Jul 2026 08:19:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A inteligência artificial (IA) continua longe de estar integrada no dia a dia da maioria das empresas portuguesas, apesar do elevado otimismo em torno do seu potencial. ]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A inteligência artificial (IA) continua longe de estar integrada no dia a dia da maioria das empresas portuguesas, apesar do elevado otimismo em torno do seu potencial. Um white paper da Nova SBE, intitulado &#8220;Estado da Inteligência Artificial em Portugal 2025&#8221;, conclui que cerca de 72% dos profissionais utilizam ferramentas de IA menos de três horas por semana, enquanto quase um terço admite recorrer-lhes muito raramente. O estudo, assinado por Miguel Bello e baseado em 1.683 respostas de profissionais, maioritariamente de grandes empresas, conclui que menos de uma em cada dez organizações (cerca de 8%) utiliza a tecnologia com intensidade suficiente para gerar ganhos efetivos de produtividade, embora mais de 98% dos inquiridos antecipem benefícios na eficiência e no desempenho das suas funções.</p>
<p>Segundo a análise, citada pelo <a href="https://www.jornaldenegocios.pt/empresas/detalhe/maioria-das-empresas-usa-ia-menos-de-tres-horas-por-semana" target="_blank" rel="noopener">Negócios</a> a principal barreira não é tecnológica, mas sim organizacional e formativa. Quase 80% dos profissionais apontam a falta de formação e de conhecimento técnico como o maior obstáculo à adoção da IA, acima da falta de tempo ou de apoio das empresas. A isso junta-se a ausência de regras internas: 65% das organizações não possuem qualquer política oficial para a utilização da inteligência artificial, enquanto apenas 15%, sobretudo multinacionais e empresas de setores regulados, dispõem de orientações claras. O estudo revela ainda que apenas 15% dos inquiridos afirmam compreender bem os riscos da IA, como alucinações ou enviesamentos dos modelos, e mais de 80% não aplica procedimentos para mitigar esses problemas.</p>
<p>A Nova SBE identifica quatro níveis de maturidade na utilização da IA. Quase 60% dos profissionais permanecem no nível &#8220;curioso&#8221;, utilizando estas ferramentas menos de uma hora por semana e sem integração nas tarefas diárias, enquanto 31% atingem o nível &#8220;explorador&#8221;, recorrendo ocasionalmente à IA para tarefas simples, como a produção de textos. Os ganhos de eficiência tornam-se visíveis apenas no nível &#8220;tático&#8221;, que implica uma utilização entre quatro e sete horas semanais, sendo que apenas 2% dos profissionais alcançam o nível &#8220;multiplicador&#8221;, caracterizado pela utilização intensiva de várias ferramentas e pela capacidade de disseminar conhecimento dentro das organizações.</p>
<p>Apesar do atraso atual, o estudo traça um cenário otimista para os próximos anos. A Nova SBE estima que, até 2030, cerca de 75% das empresas portuguesas utilizem diariamente inteligência artificial em pelo menos uma função-chave, enquanto um em cada três trabalhadores recorrerá à tecnologia todos os dias. A análise antecipa uma transformação do mercado de trabalho, com 69% dos executivos a acreditarem que as suas funções irão evoluir com a IA, mas apenas 21% receiam perder o emprego devido à automação. Segundo as projeções, mais de metade dos trabalhadores deverá passar por processos de requalificação digital e entre 5% e 10% dos novos empregos criados até 2030 estarão diretamente ligados ao desenvolvimento, gestão ou manutenção de sistemas de inteligência artificial, podendo esta adoção contribuir para um aumento adicional de 8% a 10% do PIB português através de ganhos de produtividade, redução de custos e criação de novos negócios.</p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_790500]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Bolsas europeias em baixa com escalada do conflito no Médio Oriente</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Jul 2026 08:18:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[As principais bolsas europeias abriram hoje em baixa, perante o conflito no Médio Oriente, que está a escalar com incessantes ataques entre Washington e Teerão e a provocar novas subidas dos preços do petróleo e do gás.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>As principais bolsas europeias abriram hoje em baixa, perante o conflito no Médio Oriente, que está a escalar com incessantes ataques entre Washington e Teerão e a provocar novas subidas dos preços do petróleo e do gás.</p>
<p>Às 08:45 em Lisboa, o EuroStoxx 600 estava a cair 0,40% para 641,16 pontos.</p>
<p>As bolsas de Paris e Frankfurt recuavam 0,44% e 0,60%, bem como as de Madrid e Milão, que baixavam 0,38% e 0,65%, respetivamente.</p>
<p>Londres era a exceção e subia 0,16%.</p>
<p>A bolsa de Lisboa invertia a tendência de baixa da abertura, com o principal índice, o PSI, a subir 0,17% para 9.052,99 pontos.</p>
<p>O euro valoriza-se 0,04% face ao dólar e está a ser trocado a 1,1447 dólares no mercado de câmbios de Frankfurt.</p>
<p>Tudo indica que o conflito no Irão continuará a intensificar-se depois de na quinta-feira as Forças Armadas dos Estados Unidos terem lançado uma nova onda de ataques contra o Irão pelo quinto dia consecutivo, ao que Teerão respondeu com numerosos ataques militares contra o Catar, Bahrein e Kuwait nas últimas horas.</p>
<p>Estes incidentes provocam novos aumentos dos preços do petróleo, que por enquanto são moderados.</p>
<p>Assim, o preço do petróleo Brent, de referência na Europa, para entrega em setembro, avança 0,65% para 84,78 dólares, e o do West Texas Intermediate (WTI), para entrega em agosto, de referência nos Estados Unidos da América (EUA), sobe 1,02% para 79,06 dólares.</p>
<p>De maior amplitude é a subida do gás natural para entrega em agosto no mercado TFF dos Países Baixos, referência na Europa, que aumenta 1,02% para 55,705 euros por megawatt-hora (MWh).</p>
<p>Na quinta-feira, o Dow Jones terminou a cair 0,20% e o Nasdaq 1,47%, arrastados pelos valores ligados ao desenvolvimento das infraestruturas de Inteligência Artificial (IA), com os investidores a aproveitar para realizar lucros.</p>
<p>Outros setores como o de matérias-primas e o de &#8216;utilities&#8217; (empresas que prestam serviços públicos essenciais e fundamentais para a sociedade) também foram penalizados pelo novo aumento dos rendimentos das dívidas soberanas a nível global.</p>
<p>Depois do aumento de quinta-feira, a esta hora, no mercado de dívida, a rentabilidade do título alemão a 10 anos recua para 3,119%, depois de ter fechado em 3,132% na sessão anterior.</p>
<p>As quedas das rentabilidades dos títulos das dívidas soberanas estão a provocar um aumento moderado no preço do ouro, que sobe 0,45%, para 3.994,34 dólares.</p>
<p>A esta hora, os futuros dos índices norte-americanos voltam a registar quedas que são de 1,71% para o Nasdaq e de 0,6% para o Dow Jones.</p>
<p>Da mesma forma, os resultados da Netflix, que integra o Nasdaq, apresentados na quinta-feira e cujo lucro líquido aumentou 8,8% no segundo trimestre de 2026 em termos homólogos, para 3.401 milhões de dólares, impulsionado pelo crescimento de assinantes e preços, bem como pelo crescimento na receita publicitária, foram mal recebidos pelo mercado, com as ações da empresa a cair mais de 9% depois do final da sessão.</p>
<p>Arrastadas pelas tecnológicas, as bolsas asiáticas também fecharam a sessão em baixa. No caso do principal índice da bolsa de Tóquio, o Nikkei, a queda foi de 4,03%, enquanto a bolsa de Xangai terminou com uma descida de 3,05%, a de Shenzhen de 5,4% e o Hang Seng de Hong descia 3,08% no final da sessão.</p>
<p>A bitcoin cai 1,92% para 62.851,1 dólares.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_790504]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Do outro lado do espelho: Anabela Lino, country holding officer da ABB em Portugal</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/do-outro-lado-do-espelho-anabela-lino-country-holding-officer-da-abb-em-portugal/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Silva Gil]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Jul 2026 08:11:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Edição Impressa]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
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		<category><![CDATA[Gestão]]></category>
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		<category><![CDATA[ABB Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[Do outro lado do Espelho]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Uma conversa com a administradora executiva da ABB em Portugal que incluiu curiosidade, coragem, cuidado e colaboração, afinal de contas os quatro valores fundamentais da empresa suíça/sueca]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Num tempo marcado pela velocidade, pela mudança constante, pela imprevisibilidade e por carreiras cada vez mais dispersas e fragmentadas, permanecer (praticamente) três décadas na mes­ma empresa é, nos dias que correm, uma raridade. Anabela Lino é um desses casos excepcionais. Administradora executiva da ABB, líder mundial em soluções de electrificação e automação, em Portugal e responsável pela integridade fiduciária da multinacional de matriz suíça e sueca no nosso país, construiu um percurso onde a con­sistência, o agarrar de oportunidades, a capacidade de arriscar e de se adaptar e a liderança andaram (e continuarão a caminhar) lado a lado.</p>
<p>Recebidos na sede da ABB em Por­tugal, entramos num espaço moderno e amplo, composto por um open space, rodeado por um conjunto de salas que foram buscar os seus nomes a diferentes cidades portuguesas. Antes do início da conversa, uma curiosidade: a equipa da ABB mudou-se para estas instalações no princípio de Março de 2020. Duas semanas depois, «íamos todos para casa».</p>
<p>A entrevista com a nossa convidada teve lugar na Sala Évora. Infelizmente, sem vista para o Templo Romano de Évora (frequentemente chamado de Templo de Diana) e que, segundo estudos arqueológicos, estaria originalmente rodeado por um pórtico e um “espelho de água”, realçando a sua imponência. Assim, partimos para “outro” espelho. &#8220;Anabela, o que está &#8216;do outro lado do [seu] espelho&#8217;?&#8221;</p>
<p><strong>O INÍCIO DA HISTÓRIA</strong></p>
<p>Nasceu em Sintra e, como costuma dizer, &#8220;ainda vivi uns meses em ditadura&#8221;. Anabela, filha única, cresceu num am­biente onde a essência se sobrepunha à aparência, moldada por uma família que privilegiava a honestidade e a inde­pendência. Como ela própria recorda: &#8220;as minhas primeiras recordações são daquele período ainda conturbado do pós-25 de Abril&#8221;, um tempo em que as histórias da guerra do Ultramar conta­das pelo pai (que combateu em África) se cruzavam com a chegada dos colegas “retornados” à escola primária.</p>
<p>No final do primeiro ciclo, ingressa no Colégio São José do Ramalhão.&#8221;Na altura, era um colégio só de raparigas, exclusivamente feminino. Acho que isso também acabou por marcar um pouco a minha forma de ver as coisas.&#8221; O seu percurso seria definido por uma ape­tência natural pela lógica e pelo rigor da matemática. Recorda que &#8220;já havia alguma ligação à matemática dentro da família, mas eu sempre tive uma forte inclinação pessoal. Para mim, tudo tem de fazer sentido. Ainda hoje, continuo a ser muito fraca a decorar mas, se eu encontrar uma lógica por trás das coisas, isso fica completamente fixado na minha cabeça e passa a fazer todo o sentido.&#8221; Durante este período, também desenvolveu o gosto pela leitura. &#8220;Sempre foi um hobby muito presente. Nunca fui particularmente ligada ao desporto&#8221;.</p>
<blockquote><p><strong>&#8220;OS MAIORES CRESCIMENTOS ACONTECEM QUANDO SAÍMOS DA ZONA DE CONFORTO.&#8221;</strong></p></blockquote>
<p>O passo seguinte passou pela faculdade e, novamente, a importância da família: &#8220;O meu pai tinha um orgulho enorme. Nas nossas conversas, ele nunca colocou a hipótese de eu não tirar um curso. Ape­sar de ter crescido numa época em que, tradicionalmente, as mulheres tinham um papel mais secundário, o meu pai nunca partilhou essa visão e, talvez por isso, a questão da diversidade me seja tão cara.&#8221; E remata, &#8220;incentivou-me sempre a não depender de ninguém, a fazer o meu próprio percurso e a fazer as minhas próprias escolhas. E, de facto, eu fui para Finanças porque quis ir para Finanças.&#8221;</p>
<p>No final do curso, e por sugestão de uma colega de faculdade, decide candidatar­-se à ABB e, após envio do currículo e posterior entrevista, fica.</p>
<p><strong>ABB: O INÍCIO</strong></p>
<p>Quando entrou para a ABB, em 1996, Anabela Lino encontrou uma empresa com uma dimensão industrial impres­sionante em Portugal. &#8220;Na altura, a ABB tinha uma dimensão gigante no nosso país&#8221;, recorda, numa época em que o grupo apostava fortemente na indústria metalomecânica, contando com várias fábricas no país. A multinacional empre­gava então cerca de cinco mil colabora­dores e integrava diferentes empresas do grupo, entre elas a ABB Hidro, unidade onde começou o seu percurso e que era responsável pela área das barragens e sistemas hidroeléctricos.</p>
<p>&#8220;Foi uma escola excelente&#8221;, diz, des­tacando o impacto que teve trabalhar numa organização marcada pelo rigor e pela estrutura. &#8220;Tínhamos manuais super detalhados para tudo, tínhamos um sistema de reporting super avança­do para a época&#8221;, lembra. Para quem acabava de terminar a licenciatura, a experiência permitiu-lhe acelerar a transição da teoria para a realidade empresarial: &#8220;rapidamente deu para começar a pôr em prática e a ver a aplicação prática de tudo aquilo que eu tinha teoricamente aprendido.&#8221;</p>
<p>Mas o percurso e a ascensão de Anabela não foram lineares nem confortáveis. Aos 28 anos, recebe o convite para assumir a Direcção Financeira de várias empresas do grupo ABB em Portugal. A proposta apanhou-a de surpresa. «&#8221;Não estava à espera de abarcar um desafio destes tão cedo&#8221;, admite. Ainda assim, decidiu avançar porque percebeu que &#8220;o com­boio, por vezes, não passa duas vezes&#8221;. Hoje, olha para esse momento como uma das grandes lições da sua carreira: &#8220;os grandes desafios e as grandes conquistas acontecem exactamente quando nós nos colocamos em zonas de desconforto&#8221;.</p>
<p><strong>O REFLEXO DO OUTRO LADO DO ESPELHO: O EQUÍLIBRIODE CUBA À ARGENTINA, COM DESTINO FINAL NA ALEMANHA</strong></p>
<p>No ano anterior, e fora do escritório, descobre as danças latinas, que prati­cou durante bastante tempo, e que lhe ensinaram que ali &#8220;quem comanda é o homem&#8230; é o único sítio onde eles mandam verdadeiramente&#8221;, mas, fora de brincadeira, sublinha a disciplina e o trabalho de equipa necessários: &#8220;É necessária muita cumplicidade, entendimento e prática constante para evoluir. Quando deixei de dançar, estava no nível pré-avançado, mas acabei por parar porque era preciso muito mais tempo de dedicação. Nessa altura, também tinha acabado de nascer o meu filho e já não conseguia conciliar tudo.&#8221;</p>
<p>No entanto, refere que esta actividade &#8220;acabou por se reflectir noutras áreas da vida, sendo interessante perceber como essa dinâmica de trabalho em equipa e liderança se transportou também para o contexto profissional.&#8221;</p>
<p>Mais recentemente, descobre o Pila­tes, método de exercício físico e mental criado na Alemanha. Para Anabela, é uma ferramenta de recentramento mental num quotidiano exigente. &#8220;É importante limpar a cabeça e focar no que é realmente prioritário, em vez de apenas reagir ao urgente&#8221;, acrescen­tando que &#8220;o que realmente se espera é foco nas prioridades e visão de médio e longo prazo.&#8221;</p>
<p><strong>MATERNIDADE</strong></p>
<p>Assumida aos 36 anos, trouxe-lhe uma nova perspectiva sobre liderança. &#8220;Há um paralelo enorme entre ser mãe e liderar equipas&#8221;, afirma. Para Anabela, tanto na educação de um filho como na gestão de pessoas, não existem fórmulas universais: &#8220;nós não gerimos duas pes­soas da mesma equipa da mesma ma­neira porque as pessoas não são iguais&#8221;. Defende uma liderança personalizada, próxima e assente no exemplo, porque &#8220;os miúdos, por mais que se lhes diga &#8216;não faças isso&#8217;, eles não vão fazer se não nos virem fazer&#8221;, uma lógica que considera igualmente válida transportar para o contexto empresarial.</p>
<p><strong>ABB: PRESENTE E FUTURO</strong></p>
<p>Ao longo de três décadas na ABB, interrompidas apenas por uma breve passagem pela Toys “R” Us, nunca sentiu necessidade de procurar desafios fora da empresa. &#8220;De monotonia aqui nós não sofremos&#8221;, diz, lembrando que teve oportunidade de trabalhar em áreas financeiras, estratégicas e operacionais distintas. Mais do que cargos, valoriza a cultura de partilha que encontrou desde o primeiro dia e que continua a promover nas suas equipas: &#8220;a partilha de conhecimento não compromete o nosso lugar, pelo contrário, permite­-nos crescer&#8221;.</p>
<blockquote><p><strong>&#8220;CORAGEM, CUIDADO, CURIOSIDADE E COLABORAÇÃO: É ASSIM QUE SE CONSTRÓI O FUTURO.&#8221;</strong></p></blockquote>
<p>Hoje, enquanto Country Holding Officer da ABB em Portugal, vê a sustentabilidade como uma questão estratégica e não ape­nas reputacional. &#8220;A sustentabilidade já não é um slogan, está embebida na nossa estratégia&#8221;, diz. Embora reconheça que &#8220;as empresas existem para dar lucro&#8221;, acredita que a eficiência energética será decisiva para a competitividade futura. &#8220;A melhor energia é aquela que não consumimos&#8221;, resume, defendendo que a transição energética deve ser encarada simultaneamente como responsabilidade ambiental e oportunidade de negócio.</p>
<p>E, quase a terminar. Anabela confes­sa que ainda não perdeu a esperança de ter uma prova de Fórmula-E em Portugal, campeonato onde a ABB é o main sponsor, e onde participa o piloto nacional António Félix Costa, campeão na temporada de 2019/2020. Refere também que &#8220;nós, em Portugal, temos uma formação incrível, temos muitos bons talentos a saírem das universidades. Eu acho que já se começa a perceber isso e a ABB, enquanto líder em tecnologias de electrificação e automação, percebe isso. Nós temos muita gente a trabalhar a partir de Portugal, como disse, e nós temos muito para oferecer.&#8221;</p>
<p>Para além disso, num sector ainda maioritariamente masculino, continua também empenhada em abrir caminho às novas gerações, especialmente às mulheres. Recusa quotas, mas insiste na igualdade de oportunidades desde cedo. Porque, para Anabela Lino, Country Holding Officer da ABB em Portugal, o futuro da indústria, e das empresas, constrói-se com quatro ‘cês’: Coragem, Cuidado, Curiosidade e Colaboração.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_780965]]></sapo:autor>
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		<title>Sondagem: Quase 70% dos portugueses responsabilizam ministro da Educação pelo caos nos exames nacionais</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Revista de Imprensa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Jul 2026 08:09:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[De acordo com o estudo, 69,9% dos inquiridos consideram que o governante é o principal culpado pelo processo que obrigou ao adiamento da divulgação das classificações.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A maioria dos portugueses responsabiliza diretamente o ministro da Educação, Fernando Alexandre, pelos problemas que marcaram a classificação digital dos exames nacionais do ensino secundário, segundo o mais recente barómetro da Intercampus, realizado para o <a href="https://www.jornaldenegocios.pt/economia/detalhe/exames-nacionais-a-culpa-e-do-ministro-conclui-sondagem" target="_blank" rel="noopener">Negócios, Correio da Manhã, CMTV e NOW</a> entre 9 e 14 de julho. De acordo com o estudo, 69,9% dos inquiridos consideram que o governante é o principal culpado pelo processo que obrigou ao adiamento da divulgação das classificações e mergulhou a época de exames numa sucessão de falhas técnicas e alterações de calendário. Em contraste, apenas 5,5% atribuem responsabilidades aos professores, enquanto 10,8% apontam às escolas e cerca de 20% responsabilizam o primeiro-ministro, Luís Montenegro.</p>
<p>Apesar da forte responsabilização do ministro, os portugueses mostram-se divididos quanto às consequências políticas. O barómetro revela que 42,1% defendem que Fernando Alexandre deixou de reunir condições para permanecer no cargo, mas 41,2% entendem que deve continuar como ministro. Os autores da sondagem admitem que este equilíbrio poderá explicar-se pelo facto de o trabalho de campo ter terminado quando a crise ainda estava em desenvolvimento, levando muitos participantes a considerarem prematuro exigir uma demissão, além da preocupação com a estabilidade governativa numa fase de férias e de preparação do próximo ano letivo.</p>
<p>A sondagem surge precisamente no dia em que está prevista a divulgação das classificações dos mais de 300 mil exames nacionais realizados pelos alunos do ensino secundário, embora o próprio ministro tenha reconhecido, na véspera, que &#8220;há sempre riscos&#8221; de nem todas as pautas conseguirem ser afixadas. Fernando Alexandre revelou que 99,3% das respostas já estavam classificadas, mas admitiu dificuldades em encontrar professores classificadores para concluir sobretudo as provas de Português e Matemática, apelando a um &#8220;esforço adicional&#8221; dos docentes para fechar o processo.</p>
<p>A crise começou com a implementação, pela primeira vez, da classificação integralmente digital dos exames nacionais, um sistema que enfrentou sucessivos problemas técnicos desde o início da correção das provas. As dificuldades obrigaram o Ministério da Educação, Ciência e Inovação a adiar em vários dias o calendário inicialmente previsto, transferindo a divulgação das notas para esta sexta-feira e comprimindo os prazos da restante época de exames. Ainda assim, Fernando Alexandre garantiu que, após uma auditoria ao processo e ao apuramento de responsabilidades, a segunda fase continuará a utilizar o mesmo modelo digital, assegurando que &#8220;todos os problemas tecnológicos foram corrigidos&#8221;.</p>
<p>Enquanto se aguardam as classificações finais, o primeiro-ministro, Luís Montenegro, manteve a confiança política no titular da pasta da Educação durante o debate do Estado da Nação, recusando retirar conclusões antes do encerramento do processo. Já o ministro insiste que a prioridade continua a ser garantir que todas as notas sejam publicadas com &#8220;rigor, transparência e todos os instrumentos de verificação&#8221;, apesar de reconhecer que o sistema enfrentou falhas significativas e de prometer uma auditoria para identificar responsabilidades após o fim da época de exames.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_790491]]></sapo:autor>
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		<title>Plano do Douro até 2032 inclui taxa de sustentabilidade e contratos de venda de uva</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Jul 2026 07:50:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A introdução de uma taxa de sustentabilidade no Douro, de contratos obrigatórios para a compra e venda de uva para vinho e a produção e utilização voluntária de aguardente regional são medidas incluídas no plano delineado para este território.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A introdução de uma taxa de sustentabilidade no Douro, de contratos obrigatórios para a compra e venda de uva para vinho e a produção e utilização voluntária de aguardente regional são medidas incluídas no plano delineado para este território.</P><br />
<P>Com vista à operacionalização do Plano de Ação para a Gestão Sustentável e Valorização do Setor Vitivinícola da Região Demarcada do Douro (RDD), aprovado em setembro, o Ministério da Agricultura criou um grupo de coordenação para delinear um plano executivo.</P><br />
<P>O objetivo é corrigir desequilíbrios estruturais do setor vitivinícola como o excesso de oferta, a pressão sobre os preços da uva e a fragilidade económica dos viticultores.</P><br />
<P>No Douro, os viticultores queixam-se do baixo preço de venda da uva, da venda sem preço e dificuldades de escoamento e as empresas de quebras no negócio de vinho.</P><br />
<P>O plano executivo, a concretizar até 2032, tem coordenação do Instituto dos Vinhos do Douro e Porto (IVDP) e foi, agora, entregue ao ministro da Agricultura.</P><br />
<P>O documento, a que a Lusa teve acesso, define como principais objetivos a redução de 20% do volume dos &#8216;stocks&#8217;, o aumento de 10 a 15% do preço médio da uva ao ano, o crescimento do rendimento dos pequenos produtores, o crescimento de 10% do valor das exportações e a implementação de rastreabilidade digital integral.</P><br />
<P>O plano tem cinco eixos estratégicos e agrega medidas de natureza económica, regulatória, institucional, ambiental e de promoção.</P><br />
<P>Entre as medidas está a introdução de uma taxa de sustentabilidade ambiental e valorização da paisagem que poderá abranger dormidas turísticas na RDD, passeios fluviais ou no comboio histórico, com a receita a reverter prioritariamente para os exploradores das vinhas.</P><br />
<P> Ainda o reforço da promoção e internacionalização dos vinhos e do destino Douro, com um programa plurianual com financiamento de cerca de cinco milhões de euros.</P><br />
<P>Com vista à sustentabilidade económica, quer-se implementar um regime de contratos obrigatórios para a compra e venda de uva para vinho a partir de janeiro de 2028, para dar previsibilidade e garantia de preço aos produtores, com reporte anual dos contratos ao IVDP para monitorização.   </P><br />
<P>O reforço e modernização das cooperativas estão incluídos e o apoio à uva destinada a destilação (implementado em 2025), linhas de crédito bonificadas e instrumentos específicos para pequenos produtores são medidas encaradas como instrumentos de estabilização e não como soluções permanentes.</P><br />
<P>Para a regulação da oferta, as ações passam por um programa voluntário de redução da área da RDD, com uma meta de redução até 5.000 hectares da área produtiva em zonas marginalmente viáveis, e a suspensão de novas plantações.</P><br />
<P>Sobre a aguardente regional, um tema polémico na região, o plano aponta para a criação de um mecanismo voluntário para utilização de aguardente da região para o vinho do Porto e para produção de aguardente Indicação Geográfica Protegida (IGP) Douro, com o estabelecimento de medidas de valorização para produtores que optem por estas soluções.</P><br />
<P>As ações mais &#8220;inovadoras&#8221;, apontadas no plano, são o ajustamento do potencial produtivo, a gestão transitória das autorizações associadas ao benefício (quantidade de mosto que cada viticultor pode destinar à produção de vinho do Porto), mecanismos de economia circular associados à destilação e utilização de aguardente regional, valorização da certificação e da autenticidade, reforço da fiscalização e créditos de natureza e sustentabilidade. </P><br />
<P>O plano propõe uma abordagem integrada, atuando simultaneamente sobre a regulação da oferta, o reforço da procura, a sustentabilidade económica, o controlo e certificação, bem como a inovação e sustentabilidade ambiental. </P><br />
<P>Integra medidas para pequenos e médios produtores e quer melhorar a competitividade das explorações vitivinícolas, mas não se limita ao produto vinho, procurando valorizar a paisagem, o património e a notoriedade internacional das denominações de origem Porto e Douro. </P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_790489]]></sapo:autor>
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		<title>Mundial2026: Argentina e Espanha defrontam-se em final inédita e imprevisível</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Jul 2026 07:40:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A campeã mundial e bicampeã sul-americana em título Argentina e a detentora do cetro europeu Espanha disputam no domingo uma imprevisível final da 23.ª edição do Mundial de futebol, em East Rutherford, nos Estados Unidos.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A campeã mundial e bicampeã sul-americana em título Argentina e a detentora do cetro europeu Espanha disputam no domingo uma imprevisível final da 23.ª edição do Mundial de futebol, em East Rutherford, nos Estados Unidos.</P><br />
<P>Os espanhóis foram imponentes a arrebatar a primeira vaga na final, com um 2-0 à França, apontada como principal favorita, enquanto os argentinos mostraram, uma vez mais, que nunca se dão por vencidos e garantiram a segunda derrubando a Inglaterra, que já sonhava repetir 1966, por 2-1, com reviravolta.</P><br />
<P>No total da prova, a formação europeia empatou o primeiro jogo, com Cabo Verde (0-0) e, depois, venceu os restantes seis, nunca excedendo os 90 minutos, enquanto o conjunto sul-americano ganhou os sete encontros, mas dois com recurso a prolongamento.</P><br />
<P>A Espanha, ainda assim, penou para ultrapassar Portugal (1-0), nos &#8216;oitavos&#8217;, e a Bélgica (2-1), nos &#8216;quartos&#8217;, vencendo em ambas as ocasiões com golos &#8216;tardios&#8217; do suplente Mikel Merino, aos 90+1 e 88 minutos, respetivamente.</P><br />
<P>Por seu lado, a Argentina sofreu em todos os jogos a eliminar: estava empatada 2-2 com Cabo Verde após 110 minutos, nos &#8217;16 avos&#8217;, perdia por 2-0 com o Egito aos 78, nos &#8216;oitavos&#8217;, empatava 1-1 com a Suíça aos 111, nos &#8216;quartos&#8217;, e perdia por 1-0 com a Inglaterra aos 84, nas &#8216;meias&#8217;.</P><br />
<P>Os dois percursos distintos &#8216;desaguaram&#8217;, porém, na final, que será apenas a segunda dos espanhóis, que, em 2010, na primeira, bateram os Países Baixos por 1-0, após prolongamento, graças a um golo de Andrés Iniesta, aos 113 minutos.</P><br />
<P>Por seu lado, os argentinos vão já para a sétima final &#8212; só a Alemanha fica com mais, com oito -, em busca de repetir as conquistas de 1978 (3-1 após prolongamento aos Países Baixos, em Buenos Aires), 1986 (3-2 à RFA) e da última edição, em 2022 (3-3 após prolongamento e 4-2 nos penáltis com a França).</P><br />
<P>A formação &#8216;albi-celeste&#8217; tem também três derrotas em finais, uma com o Uruguai (2-4, em Montevideu), em 1930, e duas com os germânicos, em 1990 (0-1) e em 2024 (0-1 após prolongamento).</P><br />
<P>Pela frente, as duas equipas têm também os livros da história, com a Espanha a poder voltar a ficar detentora dos títulos mundial e europeu, como aconteceu com as vitórias no Euro2008 e no Mundial2010, e a poder tornar-se a segunda formação europeia a vencer uma edição na América, replicando a Alemanha, em 2014.</P><br />
<P>Quanto à Argentina, tenta tornar-se apenas a terceira seleção a revalidar o cetro, depois de Itália (1934 e 1938) e Brasil (1958 e 1962), e a primeira a ser simultaneamente bicampeã mundial e bicampeã sul-americana (2021 e 2024).</P><br />
<P>Individualmente, o argentino Lionel Messi é a figura incontornável, pelo seu passado espanhol, no FC Barcelona, e porque, aos 39 anos, feitos em 24 de junho, está a fazer um Mundial2026 incrível, com oito golos e quatro assistências, e vai igualar as três finais do brasileiro Cafu (1994, 1998 e 2002).</P><br />
<P>Por seu lado, a Espanha tem como principal figura o &#8216;miúdo&#8217; Lamine Yamal, que, aos 19 anos, completados em 13 de julho, já veste a camisola &#8217;10&#8217; que era de Messi no &#8216;Barça&#8217; e estará à espera da final para &#8216;explodir&#8217; no Mundial2026.</P><br />
<P>À margem dos seus craques, Espanha e Argentina são, sobretudo, projetos coletivos, que apostam no todo, os europeus mais no toque de bola, num futebol assente na posse, e os sul-americanos mais na garra, no sangue, sempre preparados para não ter a bola, mas sabendo sempre o que lhe fazer quando a têm.</P><br />
<P>Os espanhóis têm mostrado maior estabilidade defensiva, bastando constatar que só sofreram um golo, contra os sete dos argentinos, que, com mais 60 minutos em campo, têm, por seu lado, mais seis golos marcados (19 contra 13).</P><br />
<P>Quanto aos &#8216;onzes&#8217;, não são esperadas grandes alterações, sendo muito provável que a Espanha apresente o mesmo, pelo terceiro jogo consecutivo, e que a Argentina possa fazer uma alteração, com Giuliano Simeone a poder ser sacrificado.</P><br />
<P>A inédita final da 23.ª edição do Mundial de futebol está marcada para domingo, pelas 15:00 locais (20:00 em Lisboa), no Estádio MetLife, em East Rutherford, com arbitragem do esloveno Slavko Vincic.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_790488]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Fazer subir os termómetros com 50 milhões de euros na carteira? Hoje anda à roda jackpot no Euromilhões</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Jul 2026 07:30:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[Euromilhões]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>
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					<description><![CDATA[Hoje é sexta-feira de 38 milhões de euros, uma 'folga' no seu orçamento bem desejada, ou a hipótese de umas férias (bem) prolongadas.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Hoje é sexta-feira de 38 milhões de euros, uma &#8216;folga&#8217; no seu orçamento bem desejada, ou a hipótese de umas férias (bem) prolongadas. Teste a sua pontaria no Euromilhões uma vez que estão em jogo 50 milhões de euros no sorteio de hoje, depois de, no último sorteio, não ter saído o primeiro prémio a qualquer apostador. Assim, hoje, à distância de cinco números e duas estrelas, tem a oportunidade de rechear a carteira. </p>
<p>Semanalmente são muitos os que fazem as suas apostas no Euromilhões, na esperança de se tornarem os próximos afortunados deste sorteio, realizado às terças e sextas-feiras à noite em Paris. Com um preço de 2,5 euros por aposta, os jogadores escolhem cinco números e duas estrelas nas apostas simples, ou até 10 números e cinco estrelas nas apostas múltiplas, com o preço a variar consoante o número de apostas realizadas.</p>
<p>As probabilidades de ganhar são ínfimas – uma em 139.838.160. No entanto, um grupo de matemáticos acredita ter encontrado a chave para aumentar essas probabilidades, indica o ’20 Minutos’.</p>
<p><strong>Aumentar as Probabilidades: A Chave Matemática</strong></p>
<p>O Euromilhões segue um formato de lotaria 5/50, onde os jogadores devem escolher cinco números entre 1 e 50. Para calcular as combinações totais possíveis, usa-se a fórmula do coeficiente binomial:</p>
<p>N = 50 números<br />
R = 5 combinações</p>
<p>50C5 = 2.118.760</p>
<p>Isto significa que existem mais de 2 milhões de formas possíveis de combinar os números no Euromilhões. Sem considerar os números, as probabilidades são tão baixas que é mais provável tornar-se presidente do que ganhar o Euromilhões. O primeiro passo é, portanto, reduzir o número de combinações possíveis, onde as matemáticas entram em jogo.</p>
<p>Mark Glickman, professor de estatística na Universidade de Harvard, determinou que a única forma de aumentar as probabilidades de ganhar é comprando mais bilhetes para cada sorteio. Em 2021, explicou à CNBC: “Isto deve-se ao facto de que as probabilidades permanecem as mesmas independentemente dos números escolhidos ou se compras um bilhete para cada sorteio.”</p>
<p><strong>Padrões de Combinação Ideal</strong></p>
<p>Segundo a Lottery Codex, existe um padrão ideal que deve ser seguido para aumentar as probabilidades. A combinação de números ímpares e pares parece ser crucial. A tabela elaborada pela Lottery Codex mostra os padrões completos e as suas probabilidades correspondentes:</p>
<p>Combinação de 3 números ímpares e 2 pares: 0,235 probabilidades<br />
Combinação de 3 números pares e 2 ímpares: 0,235 probabilidades<br />
Combinação de 1 número ímpar e 4 pares: 0,149 probabilidades<br />
Combinação de 1 número par e 4 ímpares: 0,149 probabilidades<br />
Combinação de 5 números ímpares e nenhum par: 0,025 probabilidades<br />
Combinação de 5 números pares e nenhum ímpar: 0,025 probabilidades</p>
<p>Apesar das probabilidades extremamente baixas, aplicar estratégias matemáticas pode marginalmente aumentar as chances de ganhar no Euromilhões. Comprando mais bilhetes e utilizando combinações equilibradas de números ímpares e pares, os jogadores podem tentar desafiar as probabilidades. No entanto, é essencial lembrar que, em jogos de azar, não há garantias de vitória.</p>
<p><strong>Os números que saem mais e menos</strong></p>
<p>No caso de nenhum jogador ganhar o jackpot, o prémio máximo passa para o sorteio seguinte. Como um sorteio regular, se não houver vencedores do prémio máximo então o jackpot irá continuar a passar para o seguinte até atingir o prémio máximo ou limite de jackpot. O limite de jackpot aumentou de 230 para 240 milhões de euros em julho de 2022.</p>
<p>Assim, se já está a sonhar com o prémio saiba quais são os números que saíram mais vezes até agora e que lhe podem dar acesso ao jackpot.</p>
<p>De acordo com dados disponibilizados pela Santa Casa da Misericórdia, os números que durante os 16 anos em que o concurso está em vigor saíram mais vezes são: o 44 (224 vezes), o 42 (222 vezes), o 23 (221 vezes), além do 19 e 29 (217 vezes). Já nas estrelas ‘aposte’ no 3 (390 vezes) e no 2 (385 vezes).</p>
<p>As estatísticas mostram também que se devem evitar os números 22, 33, 46, 40 e 18, que são os que menos saem desde 2004 – mesmo o 41, 43 e 2 são ‘de evitar’. As estrelas a fugir, seguindo o mesmo raciocínio, são o 10, 11 e o 12.</p>
<p>Ao todo, desde a criação do sorteio, já houve 78 portugueses a entrar para o clube dos euromilionários.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_790206]]></sapo:autor>
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		<title>Netflix revela ter usado IA em 300 produções este ano</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Jul 2026 07:30:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A Netflix revelou ter usado inteligência artificial (IA) em cerca de 300 projetos este ano, sobretudo em trabalhos de pós-produção, revelou a plataforma audiovisual numa carta enviada aos investidores, após divulgar os resultados do segundo trimestre.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A Netflix revelou ter usado inteligência artificial (IA) em cerca de 300 projetos este ano, sobretudo em trabalhos de pós-produção, revelou a plataforma audiovisual numa carta enviada aos investidores, após divulgar os resultados do segundo trimestre.</P><br />
<P>A empresa admitiu que o uso da IA generativa está a &#8220;crescer rapidamente&#8221; entre os parceiros criativos, abrangendo todo o ciclo de produção, da conceção e pré-visualização até à pós-produção e entrega.</P><br />
<P>&#8220;Recorremos cada vez mais a estas ferramentas porque permitem obter resultados de maior qualidade, em menos tempo e a um custo inferior ao dos métodos tradicionais. Em alguns casos, sem a IA generativa teria sido impossível incluir determinadas cenas e sequências-chave&#8221;, sublinhou.</P><br />
<P>Segundo a Netflix, exemplos disso são a produção brasileira &#8216;Brasil 70: A Saga do Tri&#8217;, a indiana &#8216;Glory&#8217; e a norte-americana &#8216;The American Experiment&#8217;, que usaram a tecnologia para criar sequências complexas, como a ampliação digital de multidões, recriações de batalhas históricas e planos gerais destinados a construir universos visuais.</P><br />
<P>No seu &#8216;site&#8217;, a empresa considera que estas ferramentas são uma ajuda valiosa quando usadas de forma transparente e responsável. </P><br />
<P>&#8220;Para apoiar produções à escala mundial e manter-nos alinhados com as melhores práticas, esperamos que todos os nossos parceiros informem a Netflix sobre qualquer uso previsto da IA generativa, sobretudo à medida que surgem novas ferramentas com diferentes capacidades e riscos&#8221;, acrescentou.</P><br />
<P>No segundo trimestre, o lucro líquido da Netflix foi de 3,4 mil milhões de dólares (3 mil milhões de euros), abaixo dos 5,3 mil milhões de dólares (4,6 mil milhões de euros) registados no trimestre anterior.</P><br />
<P>As receitas subiram a 12,6 mil milhões de dólares (11,0 mil milhões de euros), um crescimento homólogo de 13%, em linha com as previsões.</P><br />
<P>Em março, o gigante do entretenimento adquiriu a produtora InterPositive, especializada em cinema com inteligência artificial e fundada pelo ator e realizador norte-americano Ben Affleck.</P><br />
<P>Na apresentação dos resultados, o codiretor executivo Ted Sarandos afirmou que &#8220;as grandes obras só podem nascer do talento de grandes criadores, e a inteligência artificial não altera essa realidade&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;O que faz é disponibilizar melhores ferramentas para concretizar ideias. Os filmes continuam a ser feitos por pessoas; a IA apenas ajuda a fazê-los melhor&#8221;, concluiu.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_790486]]></sapo:autor>
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		<title>Heranças indivisas: “Nem sequer tem de ser herdeiro”. Advogada explica quem poderá administrar, vender e repartir os bens</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Jul 2026 07:15:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Linkedin]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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		<category><![CDATA[Política]]></category>
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		<category><![CDATA[abreu advogados]]></category>
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		<category><![CDATA[politica]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>
		<category><![CDATA[Sónia Pascoal]]></category>
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					<description><![CDATA[Sónia Pascoal, da Abreu Advogados, comentou à 'Executive Digest' as mudanças propostas pelo Governo nas heranças indivisas]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O testamento poderá deixar de servir apenas para indicar quem recebe a casa, o terreno ou as poupanças. Com a reforma das heranças indivisas, poderá também identificar a pessoa encarregada de administrar o património, vender imóveis e executar a partilha dos bens de acordo com os poderes que lhe forem atribuídos — mesmo que não pertença à família nem seja herdeira.</p>
<p>É uma das mudanças mais relevantes previstas no novo regime que vai hoje à Assembleia da República. O testador poderá nomear um testamenteiro com poderes de administração, liquidação e partilha de toda a herança, incluindo a possibilidade de vender imóveis indivisos e elaborar um mapa vinculativo da partilha.</p>
<p>Em entrevista à &#8216;Executive Digest&#8217;, Sónia Pascoal, da Abreu Advogados, explica como a reforma reforça os poderes do testador e altera a administração e a divisão das heranças.</p>
<p><strong>Um terceiro poderá administrar e vender os bens</strong></p>
<p>Atualmente, o testamenteiro tem sobretudo funções de fiscalização e de execução das disposições deixadas pelo falecido. Com a reforma, poderá receber poderes muito mais amplos.</p>
<p>“O testador pode conferir a um terceiro — que não tem de ser herdeiro — poderes de administração, liquidação e partilha de toda a herança”, explica Sónia Pascoal.</p>
<p>Esses poderes poderão incluir a venda de imóveis indivisos e a elaboração de um mapa vinculativo da partilha.</p>
<p>O testamenteiro poderá ainda assumir prioritariamente o cargo de cabeça de casal, uma alteração com impacto direto na forma como o património é administrado.</p>
<p>“Esta é uma mudança com relevância na administração da herança”, sublinha a jurista.</p>
<p>Na prática, a nomeação poderá alterar a ordem habitual de escolha do cabeça de casal, função frequentemente exercida pelo cônjuge sobrevivo ou por um dos herdeiros.</p>
<p><strong>O testador poderá indicar quem recebe cada bem</strong></p>
<p>Outra novidade permite ao testador determinar, ainda em vida, quais os bens que integrarão a legítima de cada herdeiro.</p>
<p>Respeitando a legítima e os restantes limites legais, poderá indicar, por exemplo, que um filho recebe uma casa, outro fica com um terreno e um terceiro recebe dinheiro ou outros ativos.</p>
<p>“O testador pode, em vida, decidir quais os bens que pretende atribuir a cada um dos herdeiros”, explica Sónia Pascoal.</p>
<p>Para a advogada, esta possibilidade poderá ajudar a prevenir dificuldades futuras na divisão do património.</p>
<p>“Sou de opinião que esta possibilidade conferida, de forma inovadora, ao testador pode ser uma solução para a resolução de temas entre os futuros herdeiros”, afirma.</p>
<p>A reforma permite, assim, que uma parte importante da organização da herança fique definida antes da morte, reduzindo a necessidade de os sucessores negociarem posteriormente o destino de todos os bens.</p>
<p><strong>Um único herdeiro poderá desencadear a venda</strong></p>
<p>O novo regime cria também um processo judicial através do qual um único herdeiro poderá desencadear a venda de um imóvel integrado numa herança indivisa.</p>
<p>A medida procura desbloquear casas e terrenos que permanecem durante anos sem utilização ou sem possibilidade de venda por falta de acordo entre os sucessores.</p>
<p>“Pode, efetivamente, ajudar a desbloquear alguns casos de imóveis ‘parados’”, reconhece Sónia Pascoal.</p>
<p>Ainda assim, a jurista considera prematuro avaliar os resultados práticos da solução.</p>
<p>“Só o tempo dirá se terá ou não o impacto prático na resolução das heranças indivisas e na colocação de mais imóveis no mercado habitacional que o Governo pretende”, acrescenta.</p>
<p>A proposta prevê mecanismos de proteção para os restantes herdeiros. Estes poderão pedir um prazo para procurar um entendimento e o preço de venda poderá ser determinado por avaliadores independentes.</p>
<p>Contudo, a advogada admite que o processo também poderá ser utilizado de forma abusiva.</p>
<p>“Pode acontecer que, em situações concretas, um dos herdeiros lance mão deste processo de forma abusiva”, alerta.</p>
<p>Isso poderá acontecer, por exemplo, para pressionar os restantes herdeiros a vender o imóvel ou a chegar a acordo de forma mais forçada. Poderão também surgir requerimentos desnecessários ou outros expedientes destinados a atrasar o procedimento.</p>
<p>“Caberá aos tribunais resolver estes temas”, acrescenta.</p>
<p><strong>Reforma também abrangerá heranças já abertas</strong></p>
<p>As novas regras deverão aplicar-se às heranças que já tenham sido abertas, mas que ainda não estejam partilhadas quando o diploma entrar em vigor.</p>
<p>O Governo e o PSD defendem que não existe retroatividade proibida, uma vez que a reforma não altera a titularidade dos direitos hereditários já adquiridos, incidindo apenas sobre a forma de os exercer e liquidar.</p>
<p>Sónia Pascoal considera esse entendimento defensável. No entanto, admite que a aplicação imediata poderá vir a ser discutida nos tribunais.</p>
<p>“O projeto cria um mecanismo novo que poderá ter um impacto que um herdeiro não estava a contar no momento da abertura da sucessão”, explica, referindo-se à possibilidade de venda de um imóvel pertencente à herança.</p>
<p>Segundo a jurista, esse argumento poderá ser utilizado em futuros processos nos quais seja discutida a constitucionalidade da aplicação das novas regras a heranças anteriores à entrada em vigor da lei.</p>
<p><strong>Prazo para aceitar herança desce de dez para dois anos</strong></p>
<p>A reforma reduz ainda de dez para dois anos o prazo durante o qual um herdeiro pode decidir se aceita ou rejeita uma herança.</p>
<p>Numa primeira análise, Sónia Pascoal considera a alteração positiva.</p>
<p>“Dez anos é um período excessivo para um herdeiro decidir se aceita ou não uma herança”, afirma.</p>
<p>Durante esse período, acrescenta, o património permanece numa situação indefinida.</p>
<p>Os emigrantes ou herdeiros ausentes poderão fazer-se representar em Portugal por um familiar, advogado ou solicitador a quem sejam conferidos os poderes necessários.</p>
<p>A jurista reconhece, contudo, que poderão surgir dificuldades práticas, sobretudo em países onde seja mais difícil aceder aos serviços consulares portugueses.</p>
<p>Quando o herdeiro estiver ausente e não puder ser contactado, “terão de ser os meios legais a assegurar a proteção dos seus direitos”, nomeadamente através da intervenção do Ministério Público.</p>
<p><strong>Processo pode ser caro e não resolve toda a herança</strong></p>
<p>Questionada sobre os principais méritos da reforma e os obstáculos que poderão limitar os seus resultados, Sónia Pascoal ressalva que esta parte da análise traduz exclusivamente a sua perspetiva pessoal, e não uma posição da Abreu Advogados enquanto sociedade.</p>
<p>A jurista considera positivo o aparecimento de um mecanismo judicial que permita ultrapassar situações de bloqueio em heranças indivisas e viabilizar a venda de determinados imóveis.</p>
<p>“O surgimento de um processo judicial que permita ultrapassar o bloqueio existente em tantas heranças indivisas em Portugal é, desde logo, positivo, em meu entender”, afirma.</p>
<p>Contudo, Sónia Pascoal lembra que os tribunais portugueses têm já um elevado número de processos pendentes e que a classificação do novo procedimento como urgente não garante, por si só, uma decisão rápida.</p>
<p>“Não existindo meios técnicos e humanos num determinado tribunal, poderá implicar que o processo esteja pendente durante anos”, alerta.</p>
<p>O custo é outra das limitações apontadas pela jurista.</p>
<p>“Um processo destes poderá revelar-se pesado quando comparado com os bens que compõem a herança”, explica, admitindo ter reservas quanto ao número de herdeiros que recorrerá efetivamente ao novo mecanismo.</p>
<p>Além disso, a venda do imóvel não resolve necessariamente toda a sucessão. O procedimento põe fim à indivisão daquele bem — provavelmente o de maior valor —, mas os restantes elementos do património poderão continuar por partilhar.</p>
<p>“Parece-me ser uma solução limitada e que não irá, de facto, resolver o problema da multiplicidade de heranças indivisas em Portugal”, conclui.</p>
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