Em dois anos, os principais grupo de retalho alimentar abriram em Portugal 282 supermercados, consolidando a aposta nas lojas de proximidade. E desde Janeiro inauguraram 154 novos espaços comerciais, mais 26 do que em 2018, segundo dados do Ministério da Economia, analisados pelo “Dinheiro Vivo” (DV).
Os grupos Sonae (dona do Continente) e Dia (Minipreço) foram os que mais investiram em novas unidades. Nestes últimos dois anos, a Sonae abriu 87 supermercados, entre Bom dia, Go Natural, Meu Super e Modelo, e o Minipreço reforçou a sua rede com mais 76 espaços. A Auchan focou-se alargou a sua presença no território com mais 24 unidades MyAuchan, o mesmo número que soma a Jerónimo Martins com novos Amanhecer e Pingo Doce. O Intermarché contabiliza 11 aberturas.
Na área do hard discount, a alemã Lidl apostou em mais 29 supermercados e a Aldi totalizou 14. Dentro do conceito de alimentação saudável, o Celeiro está também a apostar na expansão da sua rede, tendo inaugurado mais três lojas.
Já a espanhola Mercadona, que se estreou no mercado em 2019, já tem nove unidades em operação (a 10ª será inaugurada esta quinta-feira, 12 de Dezembro).
Ainda assim, Gonçalo Lobo Xavier, director geral da Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição (APED), faz notar que, «comparativamente com outros países da União Europeia, o rácio de lojas por habitante em Portugal é inferior à média», o que alavanca as estratégias de expansão dos retalhistas. Como explica ao “DV”, «o mercado está muito robusto» e «as insígnias estão a tomar decisões de abertura de novas lojas». Em 2020, «tudo indica que vai haver renovações e novas aberturas».
Em 2018, o retalho alimentar registou um volume de negócios de 12,4 mil milhões de euros, com um crescimento de 2,8% face ao ano anterior. Já este ano, a performance dos grandes grupos mantém-se alta, com aumentos globais de vendas até Setembro de 5,5%. «2019 está a ser um ano bastante bom», impulsionado pelo incremento do consumo privado do país, considerada Gonçalo Lobo Xavier.














