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	<description>Notícias atualizadas ao minuto. Economia, política, sociedade, finanças e empresas e mercados</description>
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		<title>Os Papas podem doar órgãos? As regras da Santa Sé e os protocolos do Vaticano</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 16:29:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[As orientações da Santa Sé relativas à doação de órgãos por parte dos Papas continuam a suscitar interesse e debate, sobretudo depois de ter sido tornada pública a posição assumida por Bento XVI sobre esta matéria.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>As orientações da Santa Sé relativas à doação de órgãos por parte dos Papas continuam a suscitar interesse e debate, sobretudo depois de ter sido tornada pública a posição assumida por Bento XVI sobre esta matéria. Embora a Igreja Católica considere a doação de órgãos um gesto de solidariedade e de ajuda ao próximo, existe um protocolo específico que se aplica ao Pontífice após a sua eleição e que impede a doação dos seus órgãos depois da morte.</p>
<p>A questão voltou a ganhar destaque devido ao interesse gerado em torno das normas do Vaticano e das exceções previstas para quem exerce o ministério petrino. Apesar de a Igreja apoiar esta prática junto dos fiéis, as regras estabelecidas pela Santa Sé determinam que o Papa fica sujeito a um regime particular assim que assume o cargo.</p>
<p><strong>Bento XVI tinha-se registado como dador antes de ser eleito Papa</strong><br />
O caso mais conhecido é o de Bento XVI. Antes de ser eleito sucessor de São Pedro, o então cardeal Joseph Ratzinger tinha-se registado como dador de órgãos na Alemanha e possuía um cartão comprovativo dessa decisão desde a década de 1970.</p>
<p>Contudo, segundo esclareceu posteriormente o Vaticano, essa autorização deixou automaticamente de produzir efeitos no momento em que foi eleito Papa. Na prática, a sua condição de dador ficou anulada assim que assumiu a liderança da Igreja Católica.</p>
<p>A questão tornou-se pública quando um médico alemão utilizou o exemplo de Bento XVI numa iniciativa de promoção da doação de órgãos. Face à divulgação dessa informação, foi necessário um esclarecimento oficial da Santa Sé sobre o estatuto do Pontífice relativamente a esta matéria.</p>
<p><strong>Vaticano esclareceu posição oficial</strong><br />
A resposta foi dada por monsenhor Georg Gänswein, secretário pessoal de Bento XVI, através de uma carta enviada para clarificar a posição oficial do Vaticano.</p>
<p>Segundo informações divulgadas pela Rádio Vaticano, era verdade que Bento XVI tinha sido portador de um cartão de dador de órgãos. No entanto, essa autorização foi considerada sem efeito após a sua eleição como Papa.</p>
<p>O esclarecimento permitiu desmentir informações que apontavam para a manutenção da disponibilidade do Pontífice para doar órgãos após a morte, reforçando que as normas da Santa Sé impedem essa possibilidade.</p>
<p><strong>Corpo do Papa pertence à Igreja após a morte</strong><br />
De acordo com as explicações divulgadas pelo Vaticano, uma das razões para esta restrição prende-se com o estatuto do corpo do Papa após a sua morte.</p>
<p>Segundo a interpretação das normas da Santa Sé, o corpo do Pontífice passa a pertencer à Igreja e deve ser sepultado de forma íntegra. Esta exigência constitui um dos princípios fundamentais do protocolo aplicado aos Papas.</p>
<p>A preservação integral do corpo é, por isso, considerada incompatível com a remoção de órgãos para fins de transplante, mesmo quando exista uma manifestação prévia de vontade nesse sentido.</p>
<p><strong>Possibilidade de canonização influencia as regras</strong><br />
Outro dos argumentos apresentados pelo Vaticano está relacionado com a eventual canonização futura de um Papa.</p>
<p>Caso um Pontífice venha a ser declarado santo, os seus restos mortais podem adquirir um significado religioso especial. Nesse contexto, os órgãos eventualmente transplantados poderiam ser considerados relíquias.</p>
<p>Foi precisamente este ponto que monsenhor Georg Gänswein destacou no esclarecimento enviado em nome de Bento XVI. Segundo explicou, uma eventual doação de órgãos poderia equivaler à doação de futuras relíquias, uma situação que a regulamentação da Santa Sé procura evitar.</p>
<p><strong>Igreja continua a defender a doação de órgãos</strong><br />
Apesar desta exceção aplicável aos Papas, a posição da Igreja Católica relativamente à doação de órgãos permanece favorável.</p>
<p>O próprio Bento XVI manifestou-se publicamente a favor desta prática. Em 1999, classificou a doação de órgãos como um ato de amor e defendeu o seu valor enquanto gesto de solidariedade para com quem necessita de um transplante.</p>
<p>Ainda assim, o protocolo específico estabelecido pela Santa Sé determina que os ocupantes do ministério petrino ficam sujeitos a regras distintas das aplicadas aos restantes fiéis, impedindo a doação dos seus órgãos após a morte, independentemente de qualquer autorização concedida antes da eleição para o papado.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_773522]]></sapo:autor>
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		<title>PSP detém adolescente de 16 anos que ligou para o 112 e mentiu sobre sequestro de alunos em escola</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 16:07:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Um jovem de 16 anos foi detido pela Polícia de Segurança Pública (PSP) por suspeitas da prática dos crimes de abuso e simulação de sinais de perigo.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Um jovem de 16 anos foi detido pela Polícia de Segurança Pública (PSP) por suspeitas da prática dos crimes de abuso e simulação de sinais de perigo, depois de ter efetuado uma falsa denúncia para o número de emergência 112, alegando que um homem armado mantinha alunos reféns numa escola da zona de Belém, em Lisboa.</p>
<p>O caso ocorreu no passado dia 5 de junho e levou à mobilização imediata de diversos meios policiais para o estabelecimento de ensino, perante a possibilidade de estar em curso uma situação de elevado risco envolvendo crianças. A informação foi divulgada pela PSP em comunicado.</p>
<p>Segundo a polícia, o alerta foi dado cerca das 12h00 de quinta-feira, quando o adolescente contactou o 112 para comunicar que um homem armado se encontrava no interior de uma sala de aula.</p>
<p>De acordo com a descrição transmitida às autoridades, o suspeito estaria a manter vários alunos sequestrados enquanto os ameaçava, um cenário que obrigou a PSP a desencadear uma resposta imediata devido à gravidade da situação relatada.</p>
<p>Perante a possibilidade de existirem crianças em perigo, foram acionadas várias valências operacionais da força de segurança para o local.</p>
<p>A resposta policial envolveu diferentes unidades da PSP, incluindo meios de Investigação Criminal, equipas do programa Escola Segura, Equipas de Intervenção Rápida, a Equipa de Prevenção e Reação Imediata, bem como outros recursos de patrulhamento.</p>
<p>Segundo a PSP, a mobilização foi realizada com carácter de urgência, tendo em conta a natureza do alerta recebido e a necessidade de garantir a segurança de alunos, professores e restantes funcionários da escola.</p>
<p>Contudo, quando chegaram ao estabelecimento de ensino, os agentes foram informados pela administração de que não existia qualquer situação anormal nas instalações.</p>
<p>A direção da escola esclareceu que tudo decorria normalmente e que a denúncia não correspondia à realidade, tratando-se de uma chamada com contornos falsos.</p>
<p><strong>Investigação permitiu identificar rapidamente o autor</strong><br />
Apesar de ter sido confirmada a inexistência de qualquer ameaça e de a segurança da comunidade escolar não ter estado em risco, a PSP deu continuidade às diligências de investigação para identificar a origem do telefonema.</p>
<p>As autoridades conseguiram localizar e intercetar o suspeito poucos minutos após a ocorrência, apurando que se tratava de um jovem de 16 anos.</p>
<p>De acordo com a PSP, o adolescente acabou por confessar ter efetuado a chamada para o 112 por motivos considerados fúteis. Durante os procedimentos policiais, afirmou não ter consciência das consequências que o seu ato poderia provocar, nomeadamente a mobilização urgente de numerosos meios operacionais.</p>
<p>A PSP confirmou que o jovem foi detido por suspeitas dos crimes de abuso e simulação de sinais de perigo.</p>
<p>Após a realização das formalidades processuais, o adolescente foi libertado e notificado para comparecer perante a autoridade judiciária competente.</p>
<p>Em comunicado, a polícia recorda que este tipo de falsas denúncias tem consequências relevantes para a capacidade de resposta dos serviços de emergência e das forças de segurança.</p>
<p>A força policial sublinha que os alertas falsos podem comprometer a resposta a situações verdadeiramente urgentes, desviando recursos humanos e operacionais que poderiam estar a ser utilizados noutras ocorrências.</p>
<p>A PSP alerta, por isso, que este tipo de comportamento pode atrasar o socorro a pessoas que se encontrem efetivamente em risco de vida, além de implicar a mobilização desnecessária de meios especializados para cenários inexistentes.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_773512]]></sapo:autor>
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		<title>Publicado em Diário da República: Veículos de condução autónoma já podem ser testados nas estradas portuguesas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 15:47:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Automonitor]]></category>
		<category><![CDATA[Motores]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
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		<category><![CDATA[veículos autonómos]]></category>
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					<description><![CDATA[Os veículos equipados com sistemas automáticos de condução passam a poder ser testados na via pública em Portugal, na sequência da entrada em vigor do novo regime jurídico que regula o licenciamento destes ensaios.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Os veículos equipados com sistemas automáticos de condução passam a poder ser testados na via pública em Portugal, na sequência da entrada em vigor do novo regime jurídico que regula o licenciamento destes ensaios. O enquadramento legal foi aprovado através do Decreto-Lei n.º 113/2026, publicado esta segunda-feira em Diário da República, estabelecendo as condições técnicas, operacionais e de segurança que fabricantes e outras entidades terão de cumprir para realizar testes em estradas nacionais.</p>
<p>A medida cria, pela primeira vez, um quadro legal específico que permite a utilização de vias públicas para ensaios de tecnologias de condução autónoma, mediante a obtenção de licença e o cumprimento de um conjunto de requisitos definidos pelo diploma.</p>
<p>No preâmbulo do decreto-lei, o Governo justifica a criação deste regime com objetivos ligados à mobilidade e à inovação tecnológica. Entre os benefícios apontados está o potencial contributo destes sistemas para aumentar a inclusão de pessoas que não podem conduzir, bem como a possibilidade de captar investimento e projetos de desenvolvimento tecnológico para Portugal.</p>
<p>Apesar da abertura à realização de testes em estrada, o novo regime mantém a obrigatoriedade de supervisão humana durante os ensaios. O diploma determina que os veículos em teste tenham um condutor a bordo ou, em alternativa, um operador remoto com capacidade para assumir o controlo do veículo sempre que tal seja necessário.</p>
<p>As exigências impostas a estes profissionais são mais rigorosas do que as aplicadas aos restantes condutores. A taxa máxima de álcool no sangue permitida para condutores ou operadores envolvidos nos testes fica limitada a 0,2 gramas por litro, valor significativamente inferior ao limite geral de 0,5 gramas por litro previsto para a maioria dos automobilistas.</p>
<p>O diploma introduz igualmente restrições relacionadas com a fadiga. Os períodos de supervisão não poderão ultrapassar três horas consecutivas, sendo obrigatório um período de descanso de uma hora após esse tempo de atividade.</p>
<p><strong>Seguro reforçado para cobrir eventuais falhas</strong><br />
No plano financeiro, o regime mantém uma das exigências que já constava da versão inicial do diploma: a obrigatoriedade de um seguro de responsabilidade civil com um capital mínimo equivalente a quatro vezes o valor exigido para o seguro automóvel obrigatório.</p>
<p>O objetivo desta medida é garantir cobertura adequada para eventuais danos provocados por falhas dos sistemas de condução autónoma, incluindo acidentes que possam ocorrer durante os ensaios realizados em ambiente real.</p>
<p>A proposta inicial do diploma, divulgada em março, tinha gerado debate em torno do valor do seguro exigido, das obrigações impostas aos operadores responsáveis pelos testes e do peso burocrático do processo de licenciamento. A versão agora publicada mantém os requisitos de segurança considerados essenciais, mas introduz simplificações administrativas.</p>
<p><strong>Processo de licenciamento torna-se menos burocrático</strong><br />
Uma das principais alterações passa pela redução da carga administrativa associada à obtenção das licenças. Os pedidos passam a ser totalmente desmaterializados e assentam parcialmente num modelo de autocertificação.</p>
<p>Assim, deixa de ser necessária a realização de vistorias prévias em todas as situações. Em vez disso, as entidades promotoras dos testes deverão apresentar uma declaração através da qual assumem o cumprimento das exigências legais e técnicas aplicáveis.</p>
<p>Essa declaração inclui igualmente a responsabilidade pela implementação de medidas de cibersegurança destinadas a impedir acessos indevidos aos sistemas dos veículos e a proteger a integridade tecnológica dos ensaios.</p>
<p>O diploma estabelece ainda que licenças emitidas por outros países poderão ser reconhecidas no prazo máximo de 45 dias, uma medida que poderá facilitar a realização de testes em Portugal por empresas que já desenvolvem projetos de condução autónoma noutros mercados.</p>
<p><strong>Limites de velocidade e “caixa negra” obrigatória</strong><br />
Os veículos abrangidos por este regime ficam sujeitos a condições específicas de circulação durante os ensaios. Entre elas está uma limitação adicional de velocidade: os automóveis em teste terão de circular 20 quilómetros por hora abaixo do limite máximo permitido na via.</p>
<p>Na prática, numa estrada onde o limite seja de 50 quilómetros por hora, um veículo autónomo em fase de testes não poderá exceder os 30 quilómetros por hora.</p>
<p>Outra das exigências previstas é a instalação obrigatória de um sistema de registo de dados semelhante a uma “caixa negra”. Este equipamento deverá recolher informação a uma frequência de dez registos por segundo, armazenando dados relevantes sobre a operação do veículo.</p>
<p>Entre os elementos que terão de ficar registados encontram-se informações relacionadas com a velocidade, as travagens efetuadas e a comunicação estabelecida entre o veículo e a infraestrutura envolvente.</p>
<p>Em caso de acidente ou incidente, estes dados poderão ser utilizados pelas autoridades para determinar as circunstâncias da ocorrência. O diploma prevê ainda que a ausência de registos ou a omissão de informação considerada relevante possa conduzir à suspensão da licença atribuída para os testes.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_773502]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>&#8220;Não são as negociações que decidem, mas as ações na frente de combate&#8221;: Rússia descarta diálogo direto entre Putin e Zelensky</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 15:01:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especial Ucrânia]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[guerra]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Putin]]></category>
		<category><![CDATA[ucrania]]></category>
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					<description><![CDATA[O ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Sergey Lavrov, voltou a afastar a possibilidade de avanços diplomáticos imediatos para pôr fim à guerra na Ucrânia.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Sergey Lavrov, voltou a afastar a possibilidade de avanços diplomáticos imediatos para pôr fim à guerra na Ucrânia, defendendo que o resultado do conflito será determinado pelas ações militares no terreno e não por negociações políticas.</p>
<p>As declarações foram feitas esta segunda-feira, numa altura em que Moscovo continua a rejeitar as tentativas de Kiev para promover contactos diretos entre o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, e o líder russo, Vladimir Putin.</p>
<p>Lavrov dirigiu críticas à carta aberta divulgada na semana passada por Zelensky, na qual o presidente ucraniano propôs uma reunião direta com Putin para discutir um cessar-fogo e possíveis caminhos para a paz.</p>
<p>Segundo o chefe da diplomacia russa, o facto de a mensagem ter sido tornada pública demonstra uma alegada falta de interesse da Ucrânia em negociações sérias.</p>
<p>Lavrov afirmou que Moscovo considera inadequada a forma como a carta foi divulgada, argumentando que “as pessoas educadas não se comportam desta forma” e criticando o facto de o documento ter sido difundido internacionalmente.</p>
<p>O ministro sustentou ainda que, na perspetiva do Kremlin, a iniciativa revela que Kiev não está verdadeiramente empenhada em alcançar um acordo negociado, apesar das várias tentativas anunciadas pela Ucrânia para promover conversações com a Rússia.</p>
<p><strong>Rússia insiste que o resultado será decidido na frente de combate</strong><br />
Nas suas declarações, Lavrov retomou uma posição já expressa anteriormente por Vladimir Putin, segundo a qual o fator decisivo para o desfecho da guerra não será o diálogo diplomático.</p>
<p>O ministro russo reiterou que “não são as negociações, mas as ações dos envolvidos” no conflito que terão impacto direto no resultado final da invasão em grande escala lançada por Moscovo contra a Ucrânia.</p>
<p>A posição surge poucos dias depois de Putin ter rejeitado formalmente o pedido de encontro apresentado por Zelensky durante o Fórum Económico Internacional de São Petersburgo.</p>
<p>Na ocasião, o presidente russo declarou que não via qualquer utilidade num encontro com o homólogo ucraniano, afirmando que “não vê sentido” numa reunião direta entre ambos.</p>
<p><strong>Líderes europeus apoiam proposta ucraniana</strong><br />
A proposta de Zelensky recebeu entretanto o apoio de vários aliados europeus.</p>
<p>No domingo, os líderes da França, Alemanha e Reino Unido juntaram-se ao presidente ucraniano numa declaração conjunta que definiu cinco condições consideradas essenciais para alcançar uma “paz justa e duradoura”.</p>
<p>Entre essas exigências figuram um cessar-fogo imediato e abrangente, bem como a realização de negociações assentes na atual linha de contacto entre os exércitos dos dois países.</p>
<p>A iniciativa procurou reforçar a pressão diplomática sobre Moscovo para aceitar um processo negocial mais abrangente, mas foi rapidamente rejeitada pelas autoridades russas.</p>
<p><strong>Kremlin acusa Europa de contradizer discurso de paz</strong></p>
<p>Também esta segunda-feira, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, criticou a posição assumida pelos líderes europeus.<br />
Segundo Peskov, os governos europeus estariam a comprometer os próprios apelos à paz ao continuarem a fornecer apoio militar à Ucrânia.</p>
<p>“Gostaria de salientar que Macron, Starmer e Merz falam de paz. Ao mesmo tempo, sublinham a sua intenção de ajudar a Ucrânia a produzir novos tipos de armamento”, afirmou o responsável russo.</p>
<p>Para Moscovo, o reforço da assistência militar ocidental demonstra uma contradição entre o discurso político europeu e as medidas concretas adotadas pelos aliados de Kiev.</p>
<p><strong>Lavrov manifesta desilusão com os Estados Unidos</strong><br />
Além das críticas dirigidas à Ucrânia e aos países europeus, Lavrov apontou também o dedo aos Estados Unidos.</p>
<p>O ministro declarou que Washington não tem demonstrado interesse em retomar aquilo que Moscovo descreve como entendimentos alcançados anteriormente entre os dois países.</p>
<p>“Espero sinceramente que a experiência de fracassos anteriores, quando o Ocidente recusou cumprir acordos que ele próprio apoiou, não se repita”, afirmou Lavrov, acrescentando que, “até agora, para grande pesar nosso, os parceiros americanos não demonstraram qualquer interesse nisso”.</p>
<p>O chefe da diplomacia russa mostrou igualmente preocupação com declarações recentes do secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, que afirmou perante o Congresso dos EUA que Washington não pode desempenhar um papel de mediador neutro porque apoia a Ucrânia.</p>
<p>Lavrov comparou essa posição às declarações feitas por Kaja Kallas e por outros responsáveis europeus.</p>
<p>Apesar das críticas russas, Marco Rubio afirmou recentemente que os Estados Unidos não veem uma solução militar para a guerra.</p>
<p>Durante uma audição realizada a 3 de junho, o secretário de Estado norte-americano declarou que o conflito apenas poderá terminar através da diplomacia, embora tenha reconhecido que a falta de vontade das partes para fazer concessões continua a dificultar qualquer avanço.</p>
<p>Rubio garantiu ainda que Washington continuará a apoiar iniciativas destinadas a alcançar a paz, sustentando que a guerra na Ucrânia não possui uma solução exclusivamente militar.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_773479]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Corrida nuclear acelera: Potências mundiais aumentam número de ogivas prontas a disparar</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 14:45:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[As principais potências nucleares mundiais estão a reforçar os seus arsenais atómicos, a acelerar programas de modernização militar e a atribuir um papel cada vez mais central às armas nucleares nas suas estratégias de segurança.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>As principais potências nucleares mundiais estão a reforçar os seus arsenais atómicos, a acelerar programas de modernização militar e a atribuir um papel cada vez mais central às armas nucleares nas suas estratégias de segurança. O alerta é deixado pelo mais recente relatório anual do Instituto Internacional de Investigação para a Paz de Estocolmo (SIPRI), que identifica uma inversão da tendência de desarmamento observada desde o final da Guerra Fria e aponta para um aumento significativo dos riscos globais.</p>
<p>De acordo com o estudo, os Estados detentores de armamento nuclear estão a afastar-se progressivamente dos compromissos de não proliferação e desarmamento, utilizando cada vez mais as armas atómicas como instrumentos de afirmação política e de projeção de poder.</p>
<p><strong>Número total de ogivas diminui, mas cresce arsenal operacional</strong><br />
Embora o número global de ogivas nucleares continue a diminuir devido ao desmantelamento de sistemas antigos, o relatório destaca que a quantidade de armas efetivamente disponíveis para utilização militar está a aumentar.</p>
<p>Segundo os dados do SIPRI, o número de ogivas militarmente utilizáveis passou de 9.614 em 2024 para 9.745 em 2025.</p>
<p>Dessas, 4.012 encontravam-se posicionadas em mísseis ou em bases operacionais, representando um aumento de cerca de 100 unidades em relação ao ano anterior.</p>
<p>O relatório refere ainda que entre 2.100 e 2.200 ogivas permanecem em estado de elevada prontidão operacional para utilização em mísseis balísticos, o que significa que podem ser lançadas num curto espaço de tempo.</p>
<p>A esmagadora maioria dessas armas pertence à Rússia e aos Estados Unidos, embora França e Reino Unido também mantenham capacidades semelhantes. China e Índia começaram igualmente a colocar ogivas diretamente em sistemas de lançamento, reforçando a sua capacidade de resposta imediata.</p>
<p><strong>Décadas de desarmamento estão a ser revertidas</strong><br />
Uma das principais conclusões do SIPRI é a mudança profunda de orientação estratégica por parte das potências nucleares.</p>
<p>Durante décadas, especialmente após o fim da Guerra Fria, os programas de desmantelamento conduzidos pela Rússia e pelos Estados Unidos compensavam a introdução de novas armas, permitindo uma redução gradual dos arsenais mundiais.</p>
<p>Essa tendência está agora a inverter-se.</p>
<p>O ritmo de eliminação de ogivas antigas está a abrandar, ao mesmo tempo que os investimentos em novos sistemas nucleares se intensificam.</p>
<p>Segundo o SIPRI, os nove países com armas nucleares — Estados Unidos, Rússia, China, Reino Unido, França, Índia, Paquistão, Coreia do Norte e Israel — continuaram em 2025 a desenvolver programas de modernização e expansão das respetivas capacidades estratégicas, tendo muitos deles introduzido novos sistemas militares durante o último ano.</p>
<p><strong>Especialistas alertam para aumento dos perigos nucleares</strong><br />
O diretor do SIPRI, Karim Haggag, considera que os riscos associados às armas nucleares estão a aumentar devido a uma combinação de fatores.</p>
<p>“Os perigos associados às armas nucleares estão a aumentar devido aos avanços na tecnologia de armamento, ao colapso do controlo das armas nucleares e ao aumento das tensões geopolíticas, entre vários outros fatores”, afirmou.</p>
<p>O responsável alertou ainda para o impacto de novas tecnologias, como a inteligência artificial, que poderão introduzir níveis de risco até agora desconhecidos em cenários de crise nuclear.</p>
<p>Também Hans M. Kristensen manifestou preocupação com a evolução atual.</p>
<p>“Existem cada vez mais provas de que os Estados com armas nucleares estão a marginalizar, e até a renunciar, aos seus compromissos de desarmamento, optando antes por exibir a sua força nuclear”, afirmou.</p>
<p>Segundo o investigador, a procura de soluções baseadas na dissuasão atómica está a criar novos riscos internacionais.</p>
<p>“Ao procurarem soluções nucleares, os Estados estão a criar novos riscos e a alimentar a dinâmica da corrida ao armamento”, alertou.</p>
<p><strong>Rússia e Estados Unidos continuam a dominar</strong><br />
Apesar do crescimento de outros arsenais, Rússia e Estados Unidos continuam a concentrar a maior parte das capacidades nucleares mundiais.</p>
<p>Os dois países possuem em conjunto cerca de 83% de todas as ogivas nucleares armazenadas e operacionalmente disponíveis.</p>
<p>Embora os respetivos arsenais tenham permanecido relativamente estáveis durante 2025, o SIPRI considera que os extensos programas de modernização em curso poderão aumentar tanto a dimensão como a diversidade das armas disponíveis nos próximos anos.</p>
<p><strong>Menos transparência e mais imprevisibilidade</strong><br />
Outra preocupação destacada no relatório prende-se com a redução da transparência e o enfraquecimento dos mecanismos diplomáticos de gestão de crises.</p>
<p>Para Matt Korda, a crescente concentração de poder em regimes autoritários está a tornar o cenário internacional ainda mais imprevisível.</p>
<p>“Juntamente com a redução da transparência e a perda de canais diplomáticos para gestão de crises, a deriva para o autoritarismo em alguns Estados com armas nucleares está a contribuir para uma imprevisibilidade ainda maior”, afirmou.</p>
<p>Korda acrescenta que já não é possível assumir que todos os líderes receberão informações precisas durante uma crise nuclear ou que agirão de forma racional em momentos de tensão extrema.</p>
<p><strong>China lidera crescimento dos arsenais</strong><br />
Entre todas as potências nucleares, a China é apontada como o país que mais rapidamente está a expandir o seu arsenal.</p>
<p>Segundo o relatório, Pequim possui atualmente cerca de 620 ogivas nucleares e continua a aumentar a sua capacidade estratégica a um ritmo superior ao de qualquer outro Estado.</p>
<p>O SIPRI estima que, até ao final da década, a China possa dispor de um número de mísseis balísticos intercontinentais comparável ao da Rússia e dos Estados Unidos.</p>
<p><strong>Novos programas militares em várias potências</strong><br />
O relatório identifica igualmente diversos projetos de modernização em curso.</p>
<p>Nos Estados Unidos, a administração norte-americana está a avançar com o sistema de defesa antimíssil Golden Dome, um programa avaliado em cerca de 1,2 biliões de dólares.</p>
<p>A Rússia prossegue o desenvolvimento do míssil balístico intercontinental Sarmat e do míssil de cruzeiro nuclear Burevestnik, dois dos projetos mais ambiciosos do arsenal russo.</p>
<p>O Reino Unido deixou de divulgar publicamente a dimensão exata do seu arsenal nuclear e anunciou a aquisição de 12 aviões de combate F-35A com capacidade para transportar armamento nuclear norte-americano.</p>
<p>Já a França continua a modernizar a sua componente de dissuasão nuclear, incluindo os submarinos lançadores de mísseis balísticos e a introdução do novo míssil M51.3. Paris está também a criar uma nova base aérea nuclear no leste do país para acolher dois esquadrões de aviões Rafale equipados com futuros mísseis hipersónicos de capacidade nuclear.</p>
<p><strong>Índia e Paquistão preocupam especialistas</strong><br />
Entre os vários focos de tensão identificados pelo SIPRI, a rivalidade entre Índia e Paquistão merece atenção especial.</p>
<p>Os dois países continuam a expandir os seus programas nucleares e a acumular material físsil, num contexto que, segundo o instituto, desafia os princípios tradicionais da dissuasão nuclear.</p>
<p>Segurança global entra numa fase mais complexa</p>
<p>Karim Haggag considera que o mundo atravessa um período particularmente delicado devido à combinação de vários fatores estratégicos.</p>
<p>“Dois fenómenos têm um impacto especialmente significativo na dinâmica da segurança global atual: o ressurgimento da guerra entre Estados tecnologicamente avançados e a deterioração das relações dos Estados Unidos com os seus aliados”, afirmou.</p>
<p>Na avaliação do diretor do SIPRI, a conjugação destes elementos está a tornar a política de segurança internacional cada vez mais complexa e a aumentar os níveis de insegurança em diversas regiões do planeta.</p>
<p>O relatório conclui que a crescente valorização das armas nucleares como instrumento de poder nacional, associada à modernização acelerada dos arsenais e ao enfraquecimento dos mecanismos de controlo de armamento, está a alimentar uma nova corrida nuclear internacional, num momento em que as tensões geopolíticas continuam a intensificar-se em várias partes do mundo.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_773475]]></sapo:autor>
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		<title>Motos clássicas de entre 100 e 120 mil euros: Bonhams prepara leilão especial para fãs das duas rodas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Automonitor]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 14:25:33 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Venda inclui modelos clássicos, motos de corrida, projetos de restauro, peças, acessórios, troféus, publicidade vintage e várias propostas para colecionadores, com preços estimados entre 100 euros e 120 mil euros]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Bonhams realiza, no próximo dia 15, um leilão online dedicado a motocicletas históricas, com mais de 300 lotes que atravessam mais de um século de motociclismo, escreve o &#8216;El Economista&#8217;. A venda inclui modelos clássicos, motos de corrida, projetos de restauro, peças, acessórios, troféus, publicidade vintage e várias propostas para colecionadores, com preços estimados entre 100 euros e 120 mil euros.</p>
<p>O leilão &#8211; que já está a decorrer &#8211; termina de forma sequencial a partir das 12 horas de 15 de junho. No total, estarão disponíveis cerca de 300 lotes, dos quais 250 abertos a licitação. A diversidade é um dos principais atrativos: há motos pioneiras com mais de um século, clássicos britânicos, italianas raras, minibikes, triciclos, Vespas e modelos pensados tanto para colecionadores experientes como para entusiastas com orçamentos mais reduzidos.</p>
<p>Ao contrário do que acontece em muitos leilões de automóveis clássicos, onde os preços podem transformar os veículos em ativos financeiros quase desligados da paixão original, o universo das motos continua a ser mais acessível e, em muitos casos, mais emocional. O &#8216;El Economista&#8217; sublinha precisamente essa diferença: aqui, o valor das peças tende a ser reconhecido sobretudo por quem conhece e vive o mundo das duas rodas.</p>
<p><strong>Ducati em destaque no ano do centenário</strong></p>
<p>Um dos grandes focos do leilão é a Ducati, que celebra o seu centenário. A <a href="https://www.bonhams.com/search/?departments=Motorcycles#lot-search-results" target="_blank" rel="noopener">Bonhams</a> terá mais de 15 modelos da marca italiana em venda, incluindo algumas peças particularmente relevantes para a história da fabricante.</p>
<p>Entre elas está uma Ducati 750 SS de 1974, com preço estimado entre 80 mil e 100 mil euros. Trata-se de um dos apenas 401 exemplares da 750 SS com cárter redondo produzidos, considerado um dos modelos mais cobiçados da história da Ducati. A unidade foi restaurada e repintada em 2005 e mantém-se em excelente estado de conservação.</p>
<p>Também em destaque surge uma Ducati 851 de 1989, avaliada entre 6 mil e 8 mil euros. O modelo marcou o início de uma linhagem de superbikes de grande sucesso e ficou associado ao motor Desmoquattro, projetado por Massimo Bordi. O quadro multitubular, que se tornou uma assinatura visual da Ducati, é outro dos elementos que ajudam a explicar o interesse dos colecionadores.</p>
<p>Há ainda uma Ducati 916 Strada de 1999, igualmente estimada entre 6 mil e 8 mil euros, além de uma Ducati 996R de 2001, com motor de 998 cc e valor estimado acima dos 12 mil euros. Este último modelo está ligado à evolução do motor Testastretta, derivado do Desmoquattro e desenvolvido com contributo de Angiolino Marchetti, antigo engenheiro da Ferrari na Fórmula 1.</p>
<p><strong>MV Agusta, Vincent e Indian entre as raridades</strong></p>
<p>A lista de modelos excecionais vai muito além da Ducati. Uma MV Agusta 750S de 1973 deverá ultrapassar os 100 mil euros, com uma estimativa entre 90 mil e 120 mil euros. Com apenas 5.814 milhas no odómetro, cerca de 9.357 quilómetros, este exemplar teve apenas três proprietários, incluindo um que o conservou durante 44 anos.</p>
<p>Outra MV Agusta em leilão é a 750S America de 1975, estimada entre 30 mil e 40 mil euros. Lançada em 1976 como sucessora da 750S, tinha um motor de 789 cc com 75 cv, segundo a marca, capaz de acelerar dos 0 aos 160 km/h em cerca de 13 segundos e atingir aproximadamente 217 km/h.</p>
<p>Entre as britânicas, destaca-se uma Vincent Black Shadow Série C de 1954, transformada numa réplica da “Black Lightning”, com motor de 998 cc e valor estimado acima dos 50 mil euros. A moto pertenceu ao espólio de David Page, que competiu com ela em provas de velocidade na década de 1960. Mais tarde, a cilindrada foi aumentada para 1.300 cc e recebeu um compressor instalado pelo preparador Jim Smith.</p>
<p><strong>Das pistas de madeira aos projetos de restauro</strong></p>
<p>Entre as peças mais antigas surge uma Indian Big Chief de 1923, preparada segundo as especificações das motos de corrida em pistas de madeira da época. Avaliada entre 20 mil e 27 mil euros, foi adquirida na Califórnia em 2012 e passou por uma restauração significativa.</p>
<p>Outra proposta com interesse histórico é uma BSA Y13 de 750 cc de 1937, estimada entre 12 mil e 17 mil euros. Produzida durante apenas três anos, está entre os modelos BSA mais raros e procurados da década de 1930. O exemplar foi entregue ao primeiro proprietário em maio de 1937 e estava originalmente preparado para uso com sidecar.</p>
<p>O leilão inclui ainda modelos Ducati mais acessíveis, como uma Ducati 175 cc “Silverstone” de 1961 por cerca de 6 mil euros, uma Ducati 450 Mark III Desmo de 1975 por perto de 5 mil euros e uma Ducati 350 Mark III de 1975 também na mesma ordem de valores.</p>
<p><strong>Um leilão para entusiastas, não apenas investidores</strong></p>
<p>A amplitude de preços é um dos pontos que torna este leilão diferente. Há peças de seis dígitos, como a MV Agusta 750S ou a Ducati 750 SS, mas também motos e objetos de coleção com valores muito mais acessíveis. Isso abre a porta a perfis distintos de compradores, dos colecionadores especializados aos apaixonados que procuram entrar no mundo das clássicas sem gastar uma fortuna.</p>
<p>Além das motos completas, a Bonhams vai leiloar projetos de restauro, peças de substituição, acessórios, publicidade antiga, folhetos originais e objetos ligados à história do motociclismo. Para quem segue o universo das duas rodas, a venda funciona quase como uma viagem por diferentes épocas, estilos e escolas de engenharia.</p>
<p>Num ano simbólico para a Ducati, o leilão ganha ainda uma dimensão especial. A marca italiana atravessou um século marcada pela competição, pelo design e por uma identidade mecânica muito própria. Ter mais de 15 modelos Ducati reunidos na mesma venda ajuda a transformar o evento numa celebração para colecionadores e fãs da marca.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_773459]]></sapo:autor>
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		<title>Madeira e China assinam acordos para reforçar laços económicos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 14:17:40 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A Invest Madeira assinou três memorandos de entendimento com entidades chinesas para estreitar as relações económicas entre a região e a China, informou hoje a Secretaria Regional da Economia, salientando que há várias empresas interessadas em investir na ilha.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Invest Madeira assinou três memorandos de entendimento com entidades chinesas para estreitar as relações económicas entre a região e a China, informou hoje a Secretaria Regional da Economia, salientando que há várias empresas interessadas em investir na ilha.</p>
<p>Citado numa nota de imprensa, o secretário da Economia afirma que &#8220;existem empresas chinesas das áreas da inteligência artificial, da farmacologia, da biotecnologia e do turismo interessadas em investir na Madeira&#8221;.</p>
<p>Fazendo um balanço de uma visita de cinco dias a Macau, Hong-Kong e Hengqin, José Manuel Rodrigues refere que se encontrou com dezenas de investidores e empresas, apontando que &#8220;a Madeira é muito atrativa para os capitais chineses que pretendem uma porta de entrada no mercado europeu&#8221;.</p>
<p>&#8220;A Madeira pode constituir-se como uma plataforma de entrada para os investimentos chineses na Europa, face à sua posição estratégica e às condições que oferece aos investidores&#8221;, sublinha o governante, citado no mesmo comunicado.</p>
<p>O secretário da Economia realça ainda que &#8220;a China é já hoje o principal exportador para Portugal, fora do quadro europeu, vendendo-nos cinco vezes mais produtos que os Estados Unidos&#8221;, acrescentando que ficaram programadas visitas de investidores chineses à Madeira até ao final do ano.</p>
<p>José Manuel Rodrigues considera também que as empresas madeirenses com capacidade exportadora &#8220;podem e devem procurar nichos de mercado, sobretudo em Macau e Hong-Kong, designadamente o Vinho Madeira, muito apreciados nestas paragens&#8221;.</p>
<p>Na visita, o governante diz que apresentou igualmente as mais-valias do Centro Internacional de Negócios da Madeira para o investimento externo.</p>
<p>&#8220;Se a União Europeia não ignorar esta realidade e se nos autorizar um quinto regime mais competitivo, a exemplo de outros concedidos (&#8230;), julgo que há condições para voltarmos a ter investimento asiático no Centro e dar, de novo, um impulso à nossa praça de negócios, assim o compreendam os eurocratas de Bruxelas&#8221;, conclui.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_773437]]></sapo:autor>
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		<title>Wall Street abre em alta com ações da IA a recuperar</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 14:16:44 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A bolsa de Wall Street negociava hoje em alta no início da sessão, recuperando das quedas registadas na sexta-feira, nomeadamente nas cotadas relacionadas com a Inteligência Artificial (IA).]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A bolsa de Wall Street negociava hoje em alta no início da sessão, recuperando das quedas registadas na sexta-feira, nomeadamente nas cotadas relacionadas com a Inteligência Artificial (IA).</p>
<p>Pelas 14:50 (hora de Lisboa), o índice Dow Jones subia 0,24% para 50.986,65 pontos e o tecnológico Nasdaq ganhava 1,08% para 25.986,14 pontos.</p>
<p>Já o índice alargado S&amp;P fixava-se em 7.438,32 pontos, mais 0,74%.</p>
<p>Algumas das empresas com melhor desempenho foram aquelas que vendem chips de computador e outros produtos que alimentam a IA, recuperando das quedas registadas na última sessão, na sexta-feira, devido a preocupações de que os seus preços tivessem disparado.</p>
<p>Já os preços do petróleo subiram durante a noite, após Israel lançar ataques aéreos na manhã de hoje, visando o centro e o oeste do Irão em resposta a disparos de mísseis.</p>
<p>O petróleo Brent, referência internacional, subiu 1,12 dólares, para 94,21 dólares o barril, enquanto o petróleo americano de referência WTI subiu 1 dólar, para 91,54 dólares o barril.</p>
<p>A guerra, iniciada pelos EUA e Israel em 28 de fevereiro com ataques ao Irão abalou a economia global, elevou os preços da energia em todo o mundo e encareceu muitos produtos básicos, incluindo alimentos.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_773458]]></sapo:autor>
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		<title>Indústria de Defesa nacional mostrou-se na NATO e ouviu apelos para que produzam mais</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 14:14:53 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Evento, intitulado Dia da Indústria de Defesa de Portugal, foi o primeiro desta natureza a ser realizado no quartel-general da NATO e foi promovido em conjunto pela representação permanente de Portugal junto da Aliança e pela idD Portugal Defence]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Mais de 40 empresas portuguesas de Defesa expuseram hoje os seus produtos no quartel-general da NATO, para tentar captar o investimento que está a ser feito no setor, tendo ouvido apelos para aumentar e acelerar a produção.</p>
<p>O evento, intitulado Dia da Indústria de Defesa de Portugal, foi o primeiro desta natureza a ser realizado no quartel-general da NATO e foi promovido em conjunto pela representação permanente de Portugal junto da Aliança e pela idD Portugal Defence.</p>
<p>De &#8216;start-ups&#8217; a nomes estabelecidos, 41 empresas nacionais expuseram os seus produtos a diplomatas estrangeiros e agências da NATO com o intuito de procurar aproveitar as oportunidades de negócio que estão a surgir com o aumento significativo do investimento em Defesa &#8212; na cimeira de Haia, no ano passado, os Estados-membros da NATO comprometeram-se a dedicar 5% dos seus respetivos PIB à Defesa até 2035.</p>
<p>Em declarações aos jornalistas à margem deste evento, a vice-secretária-geral da NATO, Radmila Sekerinska, salientou que, com o aumento do investimento, há cada vez mais &#8220;dinheiro em cima da mesa&#8221;, e, agora, é preciso garantir que a indústria consegue corresponder com &#8220;mais produção, mais aço, mais e melhor tecnologia&#8221;.</p>
<p>&#8220;A nossa mensagem à indústria é para que produza mais, mais rápido e de forma mais articulada&#8221;, salientou, afirmando que as pequenas e médias empresas (PME) vão ser cruciais nesse esforço.</p>
<p>Apesar de estarem presentes nesta feira nomes estabelecidos da indústria de Defesa nacional, como a Tekever, houve também várias &#8216;start-ups&#8217; que se deslocaram até Bruxelas para procurar encontrar novos clientes e parceiros, como a Navictus, representada por dois antigos estudantes do Instituto Superior Técnico (IST), José Pedro Figueiredo e Vasco Oliveira.</p>
<p>Fundada em 2025, esta &#8216;start-up&#8217; está a desenvolver um navio de superfície não tripulado, totalmente elétrico, passível de ser utilizado em zonas de conflito, mas também em missões de recolha de inteligência ou para patrulhamento costeiro.</p>
<p>À Lusa, os dois empresários referiram que o principal intuito de estarem neste evento é o de conseguir entrar em contacto com marinhas estrangeiras, para perceberem as suas necessidades e experiência no setor, mas também com outras empresas portuguesas, para incorporarem outras tecnologias no seu navio.</p>
<p>&#8216;Start-ups&#8217; como a Navictus são precisamente as empresas que Portugal está a tentar exportar, para garantir que o investimento feito em Defesa não se destina apenas aos maiores grupos de Defesa europeus, concentrados em países como a Alemanha, França, Reino Unido ou Itália.</p>
<p>Aos jornalistas, o representante permanente de Portugal junto da NATO, Paulo Vizeu Pinheiro, salientou que o Governo se tem &#8220;batido muito&#8221; para que a NATO dê uma &#8220;especial atenção às micro, pequenas e médias empresas&#8221;.</p>
<p>O embaixador salientou que a guerra na Ucrânia mostrou que a inovação é crucial em tempo de guerra e que as &#8216;start-ups&#8217; são essenciais para o &#8220;combate da nova era&#8221;, que junta &#8220;meios clássicos a meios assimétricos&#8221;, como os &#8216;drones&#8217;.</p>
<p>&#8220;E Portugal tem um papel importante, porque Portugal inova. Temos pequenas e grandes empresas e estão em todos os domínios: desde os &#8216;drones&#8217;, inteligência artificial, espaço, aeronáutica, comunicações seguras, novos materiais, sistemas de energia. Temos cá toda a panóplia&#8221;, elencou.</p>
<p>Igualmente presente neste evento, o responsável do Comité Militar da NATO, Giuseppe Cavo Dragone, indicou aos jornalistas que é importante Portugal aumentar a sua capacidade industrial de Defesa por ter conhecimentos únicos devido à sua localização geográfica.</p>
<p>&#8220;Tem muito conhecimento a nível marítimo &#8212; o que é muito importante para nós &#8212; e é provavelmente uma das regiões mais expostas às ameaças vindas do Sul&#8221;, referiu, acrescentando que é crucial que as Forças Armadas e a indústria comecem a cooperar para aumentar a capacidade de dissuasão e Defesa.</p>
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		<title>Recurso a intermediários no crédito pessoal está associado a TAEG mais alta, avisa BdP</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 14:13:01 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O recurso a intermediários no crédito pessoal está associado a uma TAEG mais alta do que na contratação direta na instituição, de acordo com uma análise do Banco de Portugal disponível no Boletim Económico de junho.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O recurso a intermediários no crédito pessoal está associado a uma TAEG mais alta do que na contratação direta na instituição, de acordo com uma análise do Banco de Portugal disponível no Boletim Económico de junho.</p>
<p>Segundo a análise divulgada hoje, os empréstimos de crédito pessoal semelhantes concedidos a mutuários semelhantes através de intermediários apresentam, em média, uma taxa anual de encargos efetiva global (TAEG) cerca de 1,2 pontos percentuais acima da observada na contratação direta.</p>
<p>Esta diferença pode demonstrar que o consumidor está disposto a pagar para não ter de procurar diretamente e ter a ajuda de um intermediário para comparar propostas, indica o banco central.</p>
<p>&#8220;Pode ainda refletir caraterísticas de risco do mutuário que não são observáveis e, por isso, o seu efeito não estará a ser medido&#8221;, ressalva.</p>
<p>Por outro lado, no crédito automóvel não se observa um diferencial na TAEG na utilização de intermediário.</p>
<p>Esta análise centrou-se no crédito pessoal e automóvel, sendo que os intermediários de crédito registados estão maioritariamente ligados à venda de automóveis e estão distribuídos por todo o país.</p>
<p>Em 2025, cerca de 51% do montante de crédito aos consumidores e de 56% do montante de crédito à habitação foi comercializado com a intervenção de intermediário.</p>
<p>De acordo com os resultados desta análise, o recurso a intermediários é mais provável para pessoas com menor literacia financeira, indivíduos mais velhos e com menor escolaridade.</p>
<p>&#8220;Os mutuários que recorrem a intermediários de crédito tendem a ser mais velhos, com menor escolaridade e menor rendimento do que aqueles que recorrem diretamente às instituições financeiras&#8221;, indica o BdP, salientando que os intermediários podem &#8220;descomplicar&#8221; o processo.</p>
<p>É também mais provável nos locais onde a rede bancária é mais esparsa.</p>
<p>A análise conclui que enquanto a rede de estabelecimentos dos intermediários de crédito se tem expandido, a rede de agências bancárias tem-se reduzido, duas tendências que &#8220;podem estar relacionadas&#8221;.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_773452]]></sapo:autor>
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		<title>Navios-fantasma de Putin na mira da Europa: UE aperta cerco à ‘frota sombra’ no Mediterrâneo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 14:06:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especial Ucrânia]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[frota fantasma]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Operação IRINI]]></category>
		<category><![CDATA[Rússia]]></category>
		<category><![CDATA[UE]]></category>
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					<description><![CDATA[Medida foi anunciada por Kaja Kallas, chefe da diplomacia europeia, antes de uma reunião de ministros da Defesa da UE em Chipre]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A União Europeia autorizou navios militares destacados no Mediterrâneo a deter e inspecionar embarcações estrangeiras suspeitas de integrarem a chamada ‘frota sombra’ da Rússia, avança o &#8216;Kyiv Post&#8217;. A medida foi anunciada por Kaja Kallas, chefe da diplomacia europeia, antes de uma reunião de ministros da Defesa da UE em Chipre, e representa um reforço da pressão sobre os meios usados por Moscovo para contornar sanções ocidentais.</p>
<p>A decisão passa pela alteração das regras de intervenção da Operação IRINI, missão naval europeia lançada em março de 2020 para aplicar o embargo de armas da ONU à Líbia. A operação, sediada em Roma, também acompanha exportações ilícitas de petróleo, combate o tráfico de seres humanos e apoia a formação da guarda costeira líbia.</p>
<p>Segundo Kallas, a mudança permite agora a detenção e inspeção de navios. O objetivo não é apenas garantir o cumprimento das sanções, mas também reforçar a segurança marítima e reduzir receitas que a Rússia possa usar para financiar a guerra contra a Ucrânia.</p>
<p><strong>Pressão sobre petroleiros antigos</strong></p>
<p>A chamada ‘frota sombra’ é composta por navios, muitos deles petroleiros antigos, usados para transportar crude e outros produtos russos evitando restrições impostas pelo Ocidente. Bruxelas tem vindo a apertar o cerco a esta rede, num momento em que os países europeus procuram limitar a capacidade de Moscovo continuar a obter receitas com exportações energéticas.</p>
<p>A União Europeia aprovou este ano o 20º pacote de sanções contra Moscovo, incluindo novas embarcações e serviços associados ao transporte de crude russo. A nova autorização dada à Operação IRINI insere-se nesse esforço mais amplo de controlo marítimo e aplicação das sanções.</p>
<p>O &#8216;Kyiv Post&#8217; recorda que vários países europeus têm intensificado ações contra navios suspeitos de fuga às sanções. A 31 de maio, forças navais francesas e britânicas intercetaram no oceano Atlântico o petroleiro Tagor. As autoridades francesas afirmaram que a embarcação tinha partido de Murmansk sob uma falsa bandeira camaronesa e poderia transportar petróleo russo ou iraniano em violação das sanções.</p>
<p><strong>Casos multiplicam-se na Europa</strong></p>
<p>Na Suécia, o cargueiro &#8216;Caffa&#8217; permanece detido no porto de Trelleborg desde março, depois de um tribunal ter ordenado a entrega da embarcação às autoridades ucranianas. Kiev acusa o navio de ter sido usado em 2025 para transportar cereais roubados de Sebastopol ocupada para o porto sírio de Tartus, operando sob falsa bandeira.</p>
<p>A Alemanha apreendeu o petroleiro &#8216;Eventin&#8217; em março de 2025, depois de este ter sido incluído nas listas de sanções da UE. Um mês depois, a Estónia deteve o petroleiro &#8216;Kiwala&#8217; ao largo de Tallinn. Já a Finlândia tinha apreendido o &#8216;Eagle S&#8217; no final de 2024, por suspeitas de envolvimento em danos causados a cabos submarinos no golfo da Finlândia.</p>
<p>Estes casos mostram que o controlo da atividade marítima associada à Rússia passou a ser uma frente relevante da resposta europeia à guerra. A fiscalização já não se limita a impedir vendas diretas ou operações financeiras: passa também por acompanhar rotas, bandeiras, propriedade dos navios e eventuais mudanças de identidade das embarcações.</p>
<p><strong>Moscovo fala em ‘pirataria’</strong></p>
<p>A Rússia condena estas ações. Em março, o Ministério dos Negócios Estrangeiros russo acusou os Estados-membros da União Europeia de praticarem “pirataria” e defendeu que o conceito de ‘frota sombra’ não tem base no direito marítimo internacional.</p>
<p>Bruxelas, pelo contrário, considera que estas embarcações representam um risco duplo. Por um lado, permitem a Moscovo contornar sanções e manter receitas ligadas ao petróleo. Por outro, muitos destes navios são antigos, pouco transparentes quanto à propriedade e potencialmente perigosos para a segurança marítima e ambiental.</p>
<p>A nova missão atribuída à Operação IRINI mostra que a UE está disposta a transformar a fiscalização marítima num instrumento mais ativo da política de sanções. Ao permitir inspeções e detenções no Mediterrâneo, o bloco europeu tenta fechar mais uma rota usada pela Rússia para financiar a guerra e reduzir a eficácia das restrições impostas desde a invasão da Ucrânia.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_773451]]></sapo:autor>
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		<title>As melhores cidades do mundo para comer em 2026: há uma portuguesa em destaque na lista</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 13:58:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Lima]]></category>
		<category><![CDATA[Lisboa]]></category>
		<category><![CDATA[Time Out]]></category>
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					<description><![CDATA[Classificação teve em conta a opinião dos residentes sobre a qualidade e a acessibilidade de restaurantes, cafés, pubs e bares, bem como os aspetos mais marcantes da cena gastronómica local]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Lima foi eleita a melhor cidade do mundo para comer em 2026, num ranking da &#8216;Time Out&#8217; divulgado pela &#8216;Euronews&#8217; que resulta de um inquérito a mais de 24.000 residentes em 150 cidades. A lista inclui quatro destinos europeus no top 10: Londres, Barcelona, Atenas e Lisboa.</p>
<p>A classificação teve em conta a opinião dos residentes sobre a qualidade e a acessibilidade de restaurantes, cafés, pubs e bares, bem como os aspetos mais marcantes da cena gastronómica local. Mais de 100 editores da &#8216;Time Out&#8217; e especialistas locais também participaram na avaliação, com o resultado final a depender 70% do sentimento local e 30% da análise dos especialistas.</p>
<p>A capital peruana lidera a lista, seguida de Banguecoque, na Tailândia, e da Cidade do México. Londres surge em quarto lugar, Barcelona em quinto, Ho Chi Minh em sexto, Melbourne em sétimo, Pequim em oitavo, Atenas em nono e Lisboa fecha o top 10.</p>
<p><strong>Londres convence pela diversidade</strong></p>
<p>Londres ficou em quarto lugar e destacou-se pela diversidade da oferta gastronómica. Na capital britânica, é possível encontrar desde bagels e pie and mash a pratos vegan etíopes ou smørrebrød dinamarqueses.</p>
<p>Segundo a &#8216;Time Out&#8217;, 96% dos residentes inquiridos consideram que comer fora em Londres é “bom” ou “fantástico”. A acessibilidade, porém, é o ponto mais frágil: apenas 42% disseram que a cidade é acessível para comer fora.</p>
<p>Entre as tendências apontadas pelos especialistas estão os novos restaurantes italianos, com pratos como risotto branco, espetos abruzzeses e almôndegas em destaque. Num registo mais informal, a pizza servida em pubs também surge como uma das modas gastronómicas da cidade.</p>
<p><strong>Barcelona troca Madrid no topo espanhol</strong></p>
<p>Barcelona ficou em quinto lugar e foi a cidade espanhola mais bem classificada no ranking de 2026. Como apenas a cidade com melhor pontuação de cada país entrou na lista final, Barcelona substituiu Madrid, que tinha liderado entre os destinos espanhóis em 2025.</p>
<p>A cidade foi descrita pelo painel da &#8216;Time Out&#8217; como um destino particularmente interessante para comer fora. Entre os residentes, 82% elogiaram a qualidade da cena gastronómica local.</p>
<p>Embora Barcelona seja conhecida pela alta cozinha e pelos restaurantes com estrelas Michelin, os especialistas destacam agora o regresso à cozinha tradicional catalã. Pratos como capipota, sofregits cozinhados lentamente, ensopados de longa cozedura e as bombas, bolinhas de batata frita associadas à cidade, estão entre os elementos que ajudam a explicar a posição no ranking.</p>
<p><strong>Atenas valoriza cafés, espaços familiares e fine dining</strong></p>
<p>Atenas aparece em nono lugar, com avaliações muito próximas entre residentes e especialistas. Entre os moradores, 78% consideraram a cidade um destino entusiasmante para comer, enquanto entre os especialistas essa percentagem chegou aos 80%.</p>
<p>Os residentes valorizam sobretudo os cafés e os espaços familiares. Já os especialistas destacam o crescimento dos restaurantes de fine dining, incluindo o Delta, o único restaurante da Grécia com duas estrelas Michelin, e espaços mais recentes como Kuchisabishii, Thirio e Zigoala.</p>
<p><strong>Lisboa fecha o top 10</strong></p>
<p>Lisboa surge no 10.º lugar da lista das melhores cidades do mundo para comer em 2026. De acordo com a &#8216;Euronews&#8217;, os lisboetas mostram uma forte ligação à restauração local: 86% avaliaram muito bem a cena gastronómica da cidade e 63% consideraram acessível comer fora.</p>
<p>Um dos fenómenos em destaque são as neo-tascas, descritas pela &#8216;Time Out&#8217; como restaurantes de bairro autênticos e acolhedores, com rigor técnico e menus criativos ligados à tradição portuguesa. Entre os exemplos apontados estão O Velho Eurico, Polémico, Vida de Tasca e Gancho, de Louise Bourrat.</p>
<p>Além das pastelarias e dos espaços dedicados a sobremesas, muito valorizados pelos residentes, os especialistas destacam também a tendência das sandes, com locais como a Tosta e a Bibs a merecerem atenção.</p>
<p>Grace Beard, editora de Viagens da &#8216;Time Out&#8217;, resumiu o espírito do ranking dizendo que as cozinhas, “de Lima a Lisboa”, estão a divertir-se com a comida em 2026, a experimentar combinações inesperadas de sabores e a elevar pratos clássicos. A lista, defende, mostra que há opções para todos os paladares, dos consumidores mais poupados aos apreciadores assumidos de boa mesa.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_773443]]></sapo:autor>
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		<title>Brexit deixou Obama horrorizado: a frase privada de poucas letras que agora veio a público</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 13:39:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Barack Obama]]></category>
		<category><![CDATA[Brexit]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Kim Darroch]]></category>
		<category><![CDATA[politica]]></category>
		<category><![CDATA[Reino Unido]]></category>
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					<description><![CDATA[Relato é feito por Kim Darroch, antigo embaixador britânico em Washington, que ocupava o cargo em 2016, ano do referendo]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A reação privada de Barack Obama à vitória do Brexit foi revelada pela primeira vez e terá sido bem mais dura do que a diplomacia pública deixou perceber. De acordo com excertos do livro “The Brexit Effect”, de Anthony Seldon, o então presidente americano considerou que o Reino Unido se tinha “lixado” (&#8220;f***ed&#8221;) ao votar pela saída da União Europeia.</p>
<p>O relato é feito por Kim Darroch, antigo embaixador britânico em Washington, que ocupava o cargo em 2016, ano do referendo, indicou o jornal britânico &#8216;The Independent&#8217;. Segundo Darroch, figuras próximas da administração Obama ficaram “horrorizadas” com o resultado e não compreendiam por que razão o Governo britânico convocara uma consulta popular que não era obrigado a realizar sem ter garantias de vitória.</p>
<p>A frase terá sido transmitida ao embaixador por uma pessoa do círculo próximo de Obama, dois dias depois da vitória do “Leave”. Questionado sobre como o presidente tinha visto o desfecho, esse interlocutor respondeu que Obama achava que os britânicos se tinham “completamente lixado”. A mesma fonte terá acrescentado: “O que acontece agora, depois de se terem feito explodir?”</p>
<p><strong>A frase que ficou guardada em Washington</strong></p>
<p>A revelação ganha peso porque Obama já tinha sido uma figura controversa na campanha do referendo. Semanas antes da votação, o presidente americano avisara que, se deixasse a União Europeia, o Reino Unido ficaria no “fim da fila” para negociar um acordo comercial com os Estados Unidos.</p>
<p>A intervenção foi vista na altura como uma tentativa de ajudar David Cameron a manter o Reino Unido dentro da União Europeia, mas acabou por alimentar críticas entre os defensores do Brexit. Agora, o relato de Darroch mostra que, nos bastidores, a avaliação em Washington era ainda mais negativa.</p>
<p>O antigo embaixador descreve o Brexit como um “ato flagrante de automutilação” que deixou o Reino Unido “diminuído e isolado”. Segundo escreve no livro citado pelo &#8216;The Independent&#8217;, várias figuras de topo americanas partilhavam essa leitura e reagiam ao resultado com perplexidade.</p>
<p><strong>“O que fizeram?”</strong></p>
<p>Darroch recorda que, nos dias que se seguiram ao referendo, sentiu em Washington um misto de choque e incredulidade. Várias pessoas olhavam para ele como se perguntassem: “O que fizeram?”</p>
<p>Um amigo no Departamento de Estado ter-lhe-á dito que alguns responsáveis americanos se interrogavam sobre qual seria o papel do Reino Unido depois de sair da União Europeia. Para muitos em Washington, a perceção era a de que o país tinha perdido parte da sua utilidade estratégica enquanto ponte entre os Estados Unidos e o bloco europeu.</p>
<p>Darroch escreve ainda que ele e os colegas da embaixada britânica eram questionados várias vezes por dia sobre o que se estava a passar em Londres. Um alto responsável do Departamento de Estado ter-lhe-á confessado que os Estados Unidos estavam habituados a colapsos governativos e caos político em alguns países europeus, mas que julgavam que os britânicos eram “os sensatos”.</p>
<p><strong>Reputação britânica abalada</strong></p>
<p>Para o antigo embaixador, o Brexit danificou uma reputação construída ao longo de séculos, associada a estabilidade governativa, funcionamento parlamentar ordeiro e respeito por tradições institucionais. Na sua leitura, essa imagem perdeu-se com o processo de saída da União Europeia.</p>
<p>Darroch considera que o Reino Unido ficou numa posição mais frágil, obrigado a negociar com os Estados Unidos e com a própria União Europeia a partir de uma situação de menor força. O antigo diplomata critica em particular o facto de o acordo de saída ter criado uma fronteira rígida com o maior parceiro comercial britânico, apesar da tradição histórica do país como defensor do comércio livre.</p>
<p>A crítica surge num momento em que o &#8216;The Independent&#8217; está a lançar uma campanha dedicada à reconstrução das ligações entre o Reino Unido e a Europa, com notícias, análises, entrevistas e eventos sobre o impacto do Brexit e o futuro da relação com o continente.</p>
<p>O desabafo atribuído a Obama sintetiza, assim, uma leitura que muitos responsáveis americanos terão feito logo em 2016: para Washington, o Brexit não foi apenas uma escolha europeia dos britânicos, mas uma decisão que reduziu a influência internacional do Reino Unido e complicou a sua relação com os principais aliados.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_773436]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Pneumologistas condenam promoção de bolsas de nicotina no Primavera Sound Porto</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 13:30:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[bolsas de nicotina]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Primavera Sound Porto]]></category>
		<category><![CDATA[Sociedade Portuguesa de Pneumologia]]></category>
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					<description><![CDATA[A Sociedade Portuguesa de Pneumologia (SPP) condenou hoje "a promoção aberta" de bolsas de nicotina no festival Primavera Sound Porto, alertando que estes produtos provocam forte dependência e podem incentivar o consumo de nicotina entre os mais jovens.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Sociedade Portuguesa de Pneumologia (SPP) condenou hoje &#8220;a promoção aberta&#8221; de bolsas de nicotina no festival Primavera Sound Porto, alertando que estes produtos provocam forte dependência e podem incentivar o consumo de nicotina entre os mais jovens.</p>
<p>A Comissão de Trabalho de Tabagismo da SPP alerta em comunicado que &#8220;as bolsas de nicotina não são inócuas&#8221;, contendo substâncias químicas perigosas e uma carga altamente aditiva.</p>
<p>&#8220;Promovê-las num ambiente de festa e lazer é um retrocesso lamentável na saúde pública e uma total falha de responsabilidade social por parte da organização do festival&#8221;, critica o coordenador da Comissão de Trabalho de Tabagismo, Daniel Coutinho.</p>
<p>Por estes motivos, a SPP manifesta sua &#8220;profunda preocupação e total repúdio&#8221; perante a associação comercial e a atribuição de &#8216;naming rights&#8217; de um dos palcos principais do festival de música à marca de bolsas de nicotina oral ZYN.</p>
<p>&#8220;O Primavera Sound Porto é um dos maiores acontecimentos culturais do país, atraindo anualmente dezenas de milhares de jovens. É, por isso, com grande perplexidade que os especialistas em saúde respiratória assistem à promoção aberta e desinibida de um produto que induz uma forte dependência e que serve, comprovadamente, como porta de entrada para o consumo de outros produtos de nicotina ou tabaco entre as gerações mais novas&#8221;, salienta.</p>
<p>Os especialistas observam que este patrocínio surge &#8220;num momento crítico&#8221; em que o Governo português se encontra a finalizar o processo legislativo para proibir a publicidade destas bolsas de nicotina, precisamente com o intuito de salvaguardar a saúde pública e proteger os menores.</p>
<p>A SPP alerta para esta estratégia de marketing da indústria, que usa &#8220;os grandes eventos de massas para normalizar e expandir o consumo destes produtos aditivos antes que a lei entre em vigor, contrariando o esforço nacional de combate à dependência de nicotina&#8221;.</p>
<p>A Comissão de Trabalho de Tabagismo refere que contactou formalmente a organização do Primavera Sound Porto por via eletrónica, pedindo esclarecimentos sobre &#8220;a posição oficial do festival e os critérios éticos subjacentes à aceitação deste patrocínio&#8221;, mas, até à data, ainda não obteve qualquer resposta.</p>
<p>&#8220;Não podemos aceitar que marcas associadas à dependência e à indústria do tabaco ganhem este palco de destaque junto de uma população tão vulnerável&#8221;, critica a SPP.</p>
<p>Os especialistas apelam a &#8220;uma reflexão urgente&#8221; por parte das promotoras de eventos culturais em Portugal e reitera a sua total disponibilidade para colaborar com as entidades públicas e privadas na sensibilização para os perigos reais das novas formas de consumo de nicotina.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_773403]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Montenegro destaca SNS como esteio para garantir a todos cuidados de saúde</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/montenegro-destaca-sns-como-esteio-para-garantir-a-todos-cuidados-de-saude/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 13:29:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Luís Montenegro]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>
		<category><![CDATA[SNS]]></category>
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					<description><![CDATA[O primeiro-ministro afirmou hoje que o Serviço Nacional de Saúde (SNS) é o esteio para garantir a todos a prestação de cuidados de saúde, mas considerou que se deve aproveitar as capacidades dos setores privado e social.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O primeiro-ministro afirmou hoje que o Serviço Nacional de Saúde (SNS) é o esteio para garantir a todos a prestação de cuidados de saúde, mas considerou que se deve aproveitar as capacidades dos setores privado e social. </P><br />
<P>&#8220;O SNS é o esteio do sistema de saúde, a trave-mestra, a base e a estrutura na qual assenta a garantia de cumprirmos o que está inscrito na Constituição da República Portuguesa, de garantirmos a acessibilidade de todos a cuidados de saúde. Mas não somos daqueles que têm uma visão fechada de que essa é a única via e é, digamos, passível de desperdiçar numa sociedade a capacidade instalada no setor privado e social&#8221;, disse Luís Montenegro. </P><br />
<P>O chefe do executivo, que falava na inauguração da unidade de ressonância cardíaca e do heliporto da Unidade Local de Saúde (ULS) de Vila Nova de Gaia/Espinho, no distrito do Porto, referiu que o país deve aproveitar com &#8220;espírito aberto&#8221; as capacidades destes setores.</P><br />
<P>&#8220;Devemos fazê-lo com o espírito aberto, com o espírito de boa gestão dos recursos públicos e de aproveitamento também das capacidades que é a iniciativa privada e o setor social porque são os três grandes pilares do sistema de saúde, sempre com a centralidade no SNS, é certo, mas aproveitar a potencialidade dos três&#8221;, insistiu. </P><br />
<P>Neste momento, assinalou Montenegro, o Governo está a conjugar, hierarquizar e priorizar intervenções com a obrigação que tem de garantir a sustentabilidade financeira. </P><br />
<P>&#8220;O Governo está atento, o Governo tem que conciliar hoje um ciclo de investimentos muito significativo porque nos anos que precederam a entrada em funções deste Governo, eu não quero aqui partidarizar ou politizar a análise, mas é um dado objetivo, não foi construído um único hospital novo&#8221;, vincou. </P><br />
<P>E atualmente, acrescentou, está em construção o novo Hospital de Todos os Santos em Lisboa que é &#8220;essencialíssimo&#8221; para a prestação de cuidados de saúde naquela região.</P><br />
<P>Segundo o primeiro-ministro, além deste hospital, é preciso construir um novo no Algarve, que é &#8220;absolutamente essencial&#8221;, e requalificar a ULS Gaia/Espinho.</P><br />
<P>&#8220;E há outros, temos o Hospital do Oeste, também uma velha e premente ambição, temos o Hospital de Barcelos, numa região cada vez mais densa do ponto de vista populacional e desenvolvida do ponto de vista económico, e temos de conciliar todos estes investimentos&#8221;, explicou. </P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_773423]]></sapo:autor>
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		<title>Médio Oriente: Embaixador dos EUA anuncia mais negociações entre Líbano e Israel</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 13:28:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[EUA]]></category>
		<category><![CDATA[Guerra no Médio Oriente]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Irão]]></category>
		<category><![CDATA[Israel]]></category>
		<category><![CDATA[Líbano]]></category>
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					<description><![CDATA[O embaixador norte-americano em Beirute anunciou hoje que as negociações entre Líbano e Israel deverão ser retomadas em Washington, apesar dos recentes ataques israelitas no sul da capital libanesa e da escalada militar que agravou as tensões.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O embaixador norte-americano em Beirute anunciou hoje que as negociações entre Líbano e Israel deverão ser retomadas em Washington, apesar dos recentes ataques israelitas no sul da capital libanesa e da escalada militar que agravou as tensões.</P><br />
<P>Após uma reunião com o Presidente libanês, Josef Aoun, o diplomata Michel Issa afirmou que as conversações deverão prosseguir na capital norte-americana, sem indicar uma data para o encontro.</P><br />
<P>&#8220;Gostaria de felicitar a equipa de negociação libanesa, que é extremamente profissional e eficaz&#8221;, declarou o diplomata.</P><br />
<P>Segundo a presidência libanesa, Issa considerou que a situação atingiu um &#8220;ponto de não retorno&#8221;, sustentando que &#8220;o gelo foi quebrado&#8221; e que Washington está empenhado em impedir uma nova deterioração da situação regional.</P><br />
<P>&#8220;O que aconteceu envia uma mensagem política; nós, nos Estados Unidos, decidimos não permitir que as tensões aumentem ainda mais&#8221;, afirmou Issa.</P><br />
<P>O embaixador reuniu-se também com o primeiro-ministro libanês, Nawaf Salam, e assegurou que o Presidente norte-americano, Donald Trump, atribui &#8220;grande importância&#8221; à situação no Líbano.</P><br />
<P>Issa defendeu que as negociações poderão contribuir para aliviar a crise no país e avisou que o processo exigirá tempo.</P><br />
<P>&#8220;As negociações podem demorar, uma vez que não se espera que todas as questões sejam resolvidas numa única reunião&#8221;, afirmou o diplomata, acrescentando que a continuidade do diálogo terá um impacto positivo no Líbano e na região.</P><br />
<P>O anúncio surge após uma nova escalada militar desencadeada pelos ataques israelitas realizados durante o fim de semana nos arredores de Beirute, considerados por Teerão como uma violação do cessar-fogo renovado entre as partes.</P><br />
<P>Em resposta, o Irão lançou ataques contra alvos no norte de Israel, classificando a operação como uma medida defensiva e acusando os Estados Unidos de serem corresponsáveis pelas ações israelitas.</P><br />
<P>Teerão sustenta que as operações de Israel não podem ser dissociadas da política de Washington e responsabilizou os Estados Unidos pelas alegadas violações do acordo de cessar-fogo assinado em abril.</P><br />
<P>A escalada prosseguiu com novos ataques aéreos israelitas contra um complexo petroquímico na província iraniana do Khuzistão, no oeste do país, enquanto a Guarda Revolucionária iraniana afirmou ter retaliado com ataques contra instalações industriais na cidade israelita de Haifa.</P><br />
<P>O Irão, principal aliado regional do movimento xiita Hezbollah, tem condicionado qualquer acordo de paz com os Estados Unidos ao fim das hostilidades no Líbano.</P><br />
<P>Israel, por seu lado, expandiu nas últimas semanas as suas operações militares no sul do Líbano, numa estratégia que descreve como consolidação de uma zona de segurança junto à fronteira norte.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_773390]]></sapo:autor>
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		<title>Casas para arrendar sob pressão: procura cresce 256% e espalha-se pelo país</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 13:25:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[arrendamento]]></category>
		<category><![CDATA[Imovirtual]]></category>
		<category><![CDATA[mercado imobiliário]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>
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					<description><![CDATA[Crescimento foi mais expressivo do que o registado no mercado de compra, onde a procura subiu 150,4%]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A procura por casas para arrendar em Portugal aumentou 256,1% entre fevereiro e abril de 2026 face ao mesmo período do ano anterior, segundo dados divulgados pelo Imovirtual. O crescimento foi mais expressivo do que o registado no mercado de compra, onde a procura subiu 150,4%, confirmando a pressão crescente sobre o arrendamento num contexto de rendas elevadas, oferta limitada e maior dificuldade de acesso à habitação própria.</p>
<p>O aumento manteve-se consistente ao longo dos três meses analisados, sem sinais de abrandamento. Fevereiro concentrou 35,9% da procura trimestral e registou uma subida homóloga de 299,7%, enquanto março representou 37,4% do total, com um crescimento de 282,5%. Abril fechou o período com 26,7% da procura trimestral e uma subida de 186,3% face ao mesmo mês de 2025.</p>
<p>Os dados mostram que Lisboa e Porto continuam a concentrar uma parte relevante da procura nacional, mas revelam também uma deslocação gradual do interesse para concelhos e distritos fora dos mercados tradicionalmente mais pressionados.</p>
<p><strong>Lisboa lidera, mas Braga ganha peso</strong></p>
<p>Lisboa mantém-se como o distrito mais procurado para arrendamento, representando 17% da procura nacional em 2026. O Porto surge em segundo lugar, com 9,2%. Ainda assim, ambos perdem ligeiramente peso relativo face ao ano anterior, num sinal de que a procura começa a distribuir-se por outras zonas do país.</p>
<p>Braga destaca-se como o único distrito do top 10 a ganhar quota no mercado nacional de arrendamento. Passou de 2,6% para 2,8% da procura e registou um crescimento homólogo de 280,8%, reforçando o peso de mercados alternativos aos grandes centros urbanos.</p>
<p>Ao nível concelhio, Lisboa continua a liderar, com 7,81% da procura nacional, seguida do Porto, com 4,04%, e de Sintra, com 1,80%. A maior surpresa entre os grandes concelhos é Cascais, que aumentou a sua quota de procura de 1,03% para 1,40% e registou uma subida homóloga de 381,7% no número de pesquisas.</p>
<p><strong>Cascais surpreende e procura alarga-se a novos concelhos</strong></p>
<p>Além de Cascais, também Matosinhos e Coimbra mostram sinais de crescimento. Matosinhos passou de 0,69% para 0,75% da procura nacional, enquanto Coimbra subiu de 1,14% para 1,18%. O Porto manteve praticamente a mesma quota, passando de 4,02% para 4,04%, acompanhando o ritmo geral do mercado.</p>
<p>Fora dos principais centros urbanos, o Imovirtual identifica ainda sinais de crescimento em concelhos com menor peso na procura nacional, como Benavente, Cinfães, Sobral de Monte Agraço, Lourinhã, Pombal, Vila Nova de Famalicão, Montijo e Évora.</p>
<p>Embora partam de volumes mais reduzidos, estes mercados mostram um interesse crescente por localizações alternativas, numa altura em que muitos arrendatários procuram soluções mais ajustadas em preço, localização e tipologia.</p>
<p>“Os dados mostram que o mercado de arrendamento continua sob forte pressão e cada vez mais competitivo. Lisboa e Porto mantêm um peso relevante na procura, mas vemos também um crescimento expressivo em concelhos próximos destes grandes centros, o que demonstra que muitos arrendatários estão a alargar o raio de pesquisa para encontrar soluções mais ajustadas”, afirma Sylvia Bozzo, Marketing Manager do Imovirtual.</p>
<p><strong>T2 continuam a liderar a procura</strong></p>
<p>As tipologias intermédias continuam a dominar o mercado de arrendamento. Os T2 lideram a procura nacional, representando 19,5% do total em 2026, acima dos 17,9% registados em 2025. Esta tipologia registou um crescimento homólogo de 288,9%.</p>
<p>Logo a seguir surgem os T3, que passaram de 12,2% para 13,5% da procura nacional e cresceram 293,1% face ao ano anterior. Ao contrário do mercado de compra, onde os T4 têm maior peso, o arrendamento mantém-se mais concentrado em T2 e T3.</p>
<p>Ainda assim, os T4 registaram o maior crescimento homólogo entre todas as tipologias, com uma subida de 417,0%, aumentando o seu peso relativo de 5,2% para 7,6%. Este crescimento sugere que mais famílias poderão estar a optar pelo arrendamento em alternativa à compra, num contexto de preços elevados no mercado habitacional.</p>
<p>Os T1 representaram 9,3% da procura total e cresceram 319,8%, reforçando a pressão associada a jovens profissionais, estudantes e modelos de habitação mais flexíveis.</p>
<p><strong>Mercado mais competitivo e geograficamente distribuído</strong></p>
<p>Para o Imovirtual, os dados revelam um mercado de arrendamento cada vez mais competitivo, diversificado e distribuído pelo território. A pressão continua elevada nos grandes centros urbanos, mas a procura está a alargar-se a concelhos periféricos e a localizações alternativas.</p>
<p>Num cenário de oferta limitada e rendas elevadas, a decisão de arrendar está cada vez mais condicionada pelo equilíbrio entre preço, localização e tipologia. A evolução registada entre fevereiro e abril mostra que o arrendamento continua a ganhar peso nas opções habitacionais dos portugueses, sobretudo perante as dificuldades no acesso à compra de casa.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_773413]]></sapo:autor>
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		<title>&#8220;É mau, muito mau&#8221;: Indústria de transportes marítimos alerta para novo cenário de instabilidade sem fim</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 13:22:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[guerra]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Irão]]></category>
		<category><![CDATA[Médio Oriente]]></category>
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					<description><![CDATA[A indústria mundial do transporte marítimo está a alterar profundamente a forma como opera perante um cenário internacional cada vez mais marcado por conflitos armados, tensões geopolíticas e perturbações nas principais rotas comerciais.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A indústria mundial do transporte marítimo está a alterar profundamente a forma como opera perante um cenário internacional cada vez mais marcado por conflitos armados, tensões geopolíticas e perturbações nas principais rotas comerciais. O que durante décadas foi encarado como uma sucessão de crises pontuais é agora visto pelos líderes do setor como uma realidade estrutural que poderá acompanhar o comércio global durante muitos anos.</p>
<p>A invasão russa da Ucrânia, os ataques dos rebeldes Houthis contra navios comerciais no Mar Vermelho, as perturbações registadas no Estreito de Ormuz e a crescente rivalidade entre grandes potências levaram os armadores e operadores marítimos a concluir que a instabilidade deixou de ser uma exceção para passar a fazer parte do quotidiano da navegação internacional.</p>
<p>A mudança de paradigma dominou os debates da conferência internacional Posidonia, realizada esta semana em Atenas, onde executivos e especialistas discutiram a necessidade de preparar o setor para um ambiente global cada vez mais imprevisível.</p>
<p>Para Tim Wilkins, diretor-geral da Intertanko, associação que representa os proprietários de navios-tanque, o principal desafio já não reside apenas nos conflitos regionais, mas na acumulação simultânea de múltiplas crises.</p>
<p>“O que está a acontecer agora é que existem múltiplos acontecimentos em curso — não apenas escaramuças regionais, mas todo o quadro regulatório global está a ser questionado”, afirmou Wilkins durante a conferência, citado pelo jornal Politico.</p>
<p>Segundo o responsável, a velocidade e a complexidade dos acontecimentos atuais representam algo sem precedentes para o setor.</p>
<p>“Este tipo de complexidade, com acontecimentos sobrepostos e a ocorrerem tão rapidamente, nunca tinha acontecido antes. É por isso que a indústria está a entrar numa nova fase, uma nova forma de fazer negócios”, acrescentou.</p>
<p><strong>Estreito de Ormuz obriga a novas orientações de segurança</strong><br />
Os receios dos armadores já se refletem em novas medidas práticas.</p>
<p>No final de maio, o Conselho Marítimo Internacional e do Báltico (BIMCO), a maior associação mundial do setor marítimo, divulgou orientações específicas para os navios que transitam pelo Estreito de Ormuz, uma das mais importantes passagens marítimas do mundo.</p>
<p>O documento inclui procedimentos para responder a ataques com mísseis e drones, interferências nos sistemas de navegação por satélite, ameaças de minas marítimas e tentativas de abordagem por forças hostis.</p>
<p>Jakob P. Larsen, diretor de segurança da BIMCO, explicou que as empresas estão a preparar-se para um cenário de risco prolongado.</p>
<p>“Penso que é bastante claro que os armadores receiam que esta situação se prolongue”, afirmou.</p>
<p>Segundo Larsen, as empresas procuram antecipar todos os cenários possíveis.</p>
<p>“Estão a tentar prever todas as situações potenciais que podem acontecer porque, se estivermos preparados, as probabilidades de minimizar perdas de tripulação, de navios e de tudo o resto são simplesmente maiores”, sublinhou.</p>
<p><strong>Oceanos tornam-se palco de rivalidades entre potências</strong><br />
Os responsáveis presentes em Atenas foram particularmente enfáticos ao descrever a transformação dos mares em zonas de confronto estratégico.</p>
<p>Svein Ringbakken, diretor executivo da Associação Norueguesa de Seguros de Riscos de Guerra para Armadores, considerou que o atual contexto ultrapassa largamente aquilo que o setor enfrentou no passado.</p>
<p>“O que estamos a ver hoje não tem nada a ver com o que vimos anteriormente”, afirmou.</p>
<p>Na sua perspetiva, os oceanos passaram a ser um dos principais palcos da competição entre grandes potências.</p>
<p>“Os oceanos tornaram-se a arena dos conflitos entre grandes potências. A indústria marítima tornou-se um alvo, desde o Ártico até ao Mar do Sul da China”, alertou.</p>
<p>A situação no Golfo Pérsico é encarada apenas como mais um capítulo de uma tendência mais ampla.</p>
<p>“É mau, é realmente muito mau. Mas esta é uma tendência contínua e, infelizmente, as perspetivas futuras não parecem positivas”, afirmou.</p>
<p><strong>“O novo normal” para o transporte marítimo</strong><br />
Também Nikos Triantafyllakis, diretor-geral da W Marine, considera que o setor entrou numa nova era.</p>
<p>“Estamos a atravessar uma reorganização muito violenta do poder mundial. Este é o novo normal”, afirmou.</p>
<p>Segundo o gestor, os próprios navios passaram a assumir uma dimensão estratégica que ultrapassa a sua função comercial.</p>
<p>“Os navios estão a ser transformados em armas e temos de estar preparados para lidar com isso”, declarou.</p>
<p><strong>Frota fantasma russa preocupa armadores</strong><br />
Além dos conflitos armados, o setor continua preocupado com o crescimento da chamada “frota fantasma” russa, composta por centenas de petroleiros que operam fora dos padrões de supervisão e regulamentação habitualmente aplicados à navegação internacional.</p>
<p>Tim Wilkins considera que esta realidade está a provocar efeitos duradouros no mercado.</p>
<p>“A frota fantasma desestabilizou verdadeiramente o setor dos navios-tanque e o sistema regulatório global”, afirmou.</p>
<p>Na sua opinião, as consequências desse fenómeno deverão prolongar-se muito para além de qualquer crise específica.</p>
<p>“As repercussões vão durar muito mais tempo do que qualquer acontecimento individual”, advertiu.</p>
<p><strong>Empresas entram em “modo de guerra”</strong><br />
Os líderes do setor admitem que a gestão das companhias marítimas passou a incorporar riscos que anteriormente eram considerados extraordinários.</p>
<p>James Lewis, vice-presidente de operações globais da Cargill Ocean Transportation, destacou a rapidez com que os cenários mudam.</p>
<p>“Não creio que tenhamos assistido a mudanças desta dimensão durante toda a minha memória”, afirmou.</p>
<p>Segundo o responsável, a flexibilidade tornou-se um elemento essencial da estratégia empresarial.</p>
<p>“Trata-se de responder rapidamente. Trata-se de construir flexibilidade na frota, nos processos de decisão e na tecnologia utilizada”, explicou.</p>
<p>Já Rolf Westfal-Larsen Jr., presidente da Intertanko e diretor executivo da Westfal-Larsen Management, sublinhou que os riscos geográficos sempre existiram na navegação, mas nunca numa escala tão abrangente.</p>
<p>“A mudança agora é que isto acontece à escala global. Estamos a assistir ao surgimento de barreiras comerciais entre países e o transporte marítimo está a ser utilizado ativamente como arma política”, afirmou.</p>
<p>O responsável recordou que vários marítimos perderam a vida em conflitos recentes.</p>
<p>“Anteriormente era um risco que podia ser calculado e avaliado através de protocolos. Mas quando falamos de riscos desta magnitude, temos simplesmente de aconselhar os nossos associados a manterem-se afastados, porque o risco é demasiado elevado”, acrescentou.</p>
<p><strong>Incerteza afeta investimentos e renovação de frotas</strong><br />
As tensões internacionais estão igualmente a influenciar as decisões de investimento.</p>
<p>Costas Delaportas, presidente e diretor executivo da DryDel Shipping, afirmou que as empresas são hoje obrigadas a considerar permanentemente riscos geopolíticos, sanções internacionais e potenciais falhas no abastecimento de combustível.</p>
<p>“Num único dia podemos assistir a alterações rápidas das regras”, afirmou.</p>
<p>“Apesar de termos feito tudo corretamente, podemos enfrentar mudanças de um dia para o outro”, acrescentou.</p>
<p>Por sua vez, Charis Plakantonaki, diretora de estratégia da Star Bulk Carriers, revelou que a empresa está a adotar uma postura mais cautelosa, adiando encomendas de novos navios e preservando liquidez até existir maior clareza sobre a evolução do mercado.</p>
<p><strong>Comissão Europeia alerta para os perigos da normalização da crise</strong><br />
Apesar de reconhecerem a necessidade de adaptação, responsáveis políticos europeus alertaram para o risco de aceitar a instabilidade como inevitável.</p>
<p>Na abertura da conferência Posidonia, o comissário europeu dos Transportes, Apostolos Tzitzikostas, advertiu que a comunidade internacional não pode encarar restrições à navegação como uma situação normal.</p>
<p>“Existe um perigo real de começarmos a considerar o encerramento do Estreito de Ormuz como o novo normal”, afirmou.</p>
<p>“Isso é profundamente problemático e, permitam-me dizê-lo, perigoso”, acrescentou.</p>
<p>O responsável alertou ainda que aceitar restrições, taxas impostas de forma coerciva ou limitações à circulação em águas internacionais poderá criar precedentes com consequências duradouras para o comércio mundial.</p>
<p>“Se recuarmos hoje, estaremos a criar um precedente muito perigoso, colocando em risco os próprios princípios da navegação que foram construídos ao longo de décadas”, concluiu.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_773407]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Mundial 2026: Como EUA, Canadá e México se estão a preparar para travar o risco de surtos de Ébola?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 13:00:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A principal preocupação das autoridades sanitárias está relacionada com o surto de Ébola que afeta atualmente várias regiões da República Democrática do Congo.
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A realização do Campeonato do Mundo de Futebol de 2026, organizado conjuntamente pelos Estados Unidos, Canadá e México, está a obrigar as autoridades de saúde pública a mobilizar recursos sem precedentes para prevenir surtos de doenças infecciosas durante um dos maiores eventos internacionais desde a pandemia de Covid-19.</p>
<p>Apesar de, quando apresentaram a candidatura conjunta à FIFA em 2018, os três países terem destacado a ausência de grandes doenças infecciosas endémicas nos seus territórios, o cenário global mudou significativamente. Hoje, o foco das autoridades está virado para ameaças como o Ébola, o hantavírus, o sarampo e outras doenças transmissíveis que podem circular entre milhões de visitantes provenientes de todos os continentes.</p>
<p><strong>Porque existe preocupação com o Ébola durante o Mundial?</strong><br />
A principal preocupação das autoridades sanitárias está relacionada com o surto de Ébola que afeta atualmente várias regiões da República Democrática do Congo.</p>
<p>A seleção congolesa tem jogos agendados em Houston, Atlanta e Guadalajara, o que levou os responsáveis de saúde pública a reforçarem os mecanismos de vigilância epidemiológica.</p>
<p>Embora o risco de transmissão em larga escala seja considerado controlável, a chegada de adeptos, equipas técnicas, jornalistas e outros visitantes provenientes de diversas partes do mundo cria um contexto que exige monitorização constante.</p>
<p>Segundo Anish Mahajan, diretor-adjunto dos serviços de saúde do condado de Los Angeles, a concentração de pessoas oriundas de múltiplos países representa inevitavelmente um risco acrescido.</p>
<p>&#8220;Vamos ter pessoas de todo o mundo a chegar à cidade e ao condado para estes jogos, e isso é ótimo. Mas também representa um enorme risco para várias infeções&#8221;, alertou.</p>
<p><strong>Como estão os Estados Unidos a monitorizar possíveis surtos?</strong><br />
A resposta está a ser coordenada pelo Centro de Controlo e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC), que assumiu um papel central na recolha e análise de dados epidemiológicos.</p>
<p>Nas últimas semanas, responsáveis do CDC realizaram reuniões semanais com os departamentos de saúde das 11 cidades norte-americanas que vão receber jogos do Mundial.</p>
<p>Além disso, equipas especializadas foram enviadas para o terreno para apoiar as autoridades locais na preparação e resposta a eventuais emergências sanitárias.</p>
<p>Uma das principais ferramentas será um sistema de vigilância sindrómica, capaz de identificar tendências de sintomas reportados em hospitais e serviços de urgência.</p>
<p>Os dados recolhidos pelas autoridades estaduais e locais serão integrados num painel específico dedicado ao Mundial, permitindo acompanhar em tempo real potenciais ameaças à saúde pública.</p>
<p><strong>O que são os &#8220;detetives de doenças&#8221; destacados para o Mundial?</strong><br />
O CDC mobilizou mais de uma dezena de especialistas conhecidos internamente como &#8220;detetives e detetores de doenças&#8221;.</p>
<p>Estes profissionais pertencem a programas especializados em epidemiologia e análise laboratorial e estão a apoiar estados como Texas, Kansas e Washington no reforço da monitorização de águas residuais e na ampliação das capacidades de teste laboratorial.</p>
<p>O objetivo é detetar precocemente qualquer sinal de circulação de agentes patogénicos antes que surjam surtos significativos.</p>
<p><strong>Porque estão as águas residuais dos estádios a ser analisadas?</strong><br />
Uma das iniciativas mais inovadoras está a decorrer em Los Angeles.</p>
<p>Pela primeira vez, as autoridades de saúde vão utilizar tecnologia desenvolvida durante a pandemia de Covid-19 para monitorizar um grande evento desportivo através da análise das águas residuais produzidas pelos espectadores.</p>
<p>O estádio SoFi, com capacidade para cerca de 70 mil pessoas e palco de oito partidas do Mundial, será alvo de recolhas antes, durante e após cada encontro.</p>
<p>As amostras serão analisadas em laboratório através de sequenciação genómica, permitindo identificar dezenas de agentes patogénicos diferentes, incluindo Covid-19 e sarampo.</p>
<p>Segundo Mahajan, esta capacidade simplesmente não existia há poucos anos.</p>
<p>O investimento federal realizado durante a pandemia permitiu criar infraestruturas laboratoriais e sistemas de vigilância que agora estão a ser reaproveitados para o Mundial.</p>
<p>Barbara Ferrer, diretora dos serviços de saúde do condado de Los Angeles, sublinhou que a pandemia alterou profundamente a forma como as autoridades encaram os riscos.</p>
<p>&#8220;Tudo no nosso trabalho é diferente desde a Covid&#8221;, afirmou.</p>
<p>A responsável acrescentou que, embora não seja esperado qualquer incidente grave durante o torneio, as autoridades já não consideram impossível a ocorrência de eventos sanitários de grande dimensão.</p>
<p><strong>Como estão os hospitais a preparar-se para um possível caso de Ébola?</strong><br />
Em Nova Iorque, os preparativos incluem exercícios extremamente detalhados que simulam cenários de alto risco.</p>
<p>No Hospital Bellevue, uma das principais unidades norte-americanas especializadas em agentes patogénicos perigosos, foi recentemente realizado um exercício em que um paciente diagnosticado com Ébola sofria uma paragem cardiorrespiratória.</p>
<p>O objetivo era testar simultaneamente a capacidade de salvar a vida do doente e proteger os profissionais de saúde contra a contaminação.</p>
<p>Durante o exercício, médicos e enfermeiros utilizaram equipamento de proteção individual completo, incluindo múltiplas camadas de luvas, fatos de proteção integral, proteção facial e sistemas de comunicação adaptados.</p>
<p>A estabilização do paciente simulado demorou cerca de 45 minutos.</p>
<p>No entanto, segundo os especialistas, o momento mais crítico não é o tratamento, mas sim a remoção do equipamento de proteção.</p>
<p>Um único erro durante esse processo pode provocar contaminações cruzadas.</p>
<p><strong>Porque estão os hospitais a realizar tantos simulacros?</strong><br />
Segundo Erin McGuire, diretora médica da Unidade de Agentes Patogénicos Especiais do Bellevue, estes exercícios fazem parte de uma rotina permanente e não surgiram apenas devido ao Mundial.</p>
<p>&#8220;É importante fazermos sempre estes exercícios, independentemente do que está a acontecer no resto do mundo&#8221;, explicou.</p>
<p>Nos últimos meses, os hospitais de Nova Iorque realizaram simulações relacionadas com surtos de sarampo, gripe suína, doenças respiratórias, falhas energéticas, ondas de calor extremas e até ataques biológicos com antraz.</p>
<p>Também foram ensaiados cenários envolvendo a Síndrome Respiratória do Médio Oriente (MERS).</p>
<p>Para Alister Martin, responsável pelo Departamento de Saúde e Higiene Mental da cidade de Nova Iorque, existe atualmente uma vantagem importante em relação ao início da pandemia.</p>
<p>&#8220;O mais importante que temos agora é tempo&#8221;, afirmou. &#8220;Não tivemos isso durante a Covid.&#8221;</p>
<p><strong>Os riscos limitam-se ao Ébola?</strong><br />
Não.</p>
<p>Na realidade, muitos especialistas consideram que os problemas mais prováveis são bastante mais comuns.</p>
<p>Questões relacionadas com segurança alimentar, intoxicações, doenças transmitidas por alimentos, stress térmico e gestão de multidões continuam a ser algumas das principais preocupações das autoridades.</p>
<p>Alister Martin considera que os riscos mais relevantes podem não estar associados a grandes surtos internacionais.</p>
<p>&#8220;As questões menos interessantes são muitas vezes as mais importantes&#8221;, afirmou. &#8220;Trata-se de saber se os alimentos consumidos pelas pessoas são seguros e se a forma como se juntam em grandes multidões é segura.&#8221;</p>
<p><strong>Como estão as cidades anfitriãs a preparar-se para esses desafios?</strong><br />
Na Florida, as autoridades acumularam equipamentos de emergência que incluem barreiras de segurança, sistemas de iluminação móvel, camiões de apoio logístico, reboques utilitários e meios para tratar pessoas afetadas pelo calor intenso do verão.</p>
<p>O Centro de Operações de Emergência da Florida funcionará com equipas reforçadas durante o torneio para garantir respostas rápidas a qualquer incidente.</p>
<p>Já em Los Angeles, quase metade dos profissionais de saúde destacados para o Mundial terá como missão fiscalizar vendedores ambulantes e garantir a segurança alimentar nas zonas de concentração de adeptos.</p>
<p>As autoridades estão também a divulgar campanhas de sensibilização dirigidas aos visitantes, incentivando práticas de consumo mais seguras e alertando para riscos associados ao consumo de substâncias ilícitas.</p>
<p><strong>O financiamento disponível é suficiente?</strong><br />
Apesar de muitos dos sistemas atualmente utilizados terem sido desenvolvidos graças aos investimentos feitos durante a pandemia, os responsáveis de saúde pública alertam para limitações financeiras significativas.</p>
<p>Os departamentos locais podem candidatar-se a verbas provenientes de um fundo federal de 625 milhões de dólares destinado ao Mundial, mas a concorrência entre estados e agências governamentais tem sido intensa.</p>
<p>Los Angeles, por exemplo, estima gastar mais de quatro milhões de dólares apenas nas operações de preparação e vigilância sanitária associadas ao torneio.</p>
<p>Contudo, recebeu recentemente uma confirmação de reembolso de apenas 961.424 dólares, menos de um quarto do valor previsto.</p>
<p>Barbara Ferrer admite que esta diferença poderá criar dificuldades futuras para os serviços de saúde locais, sobretudo numa altura em que o condado já foi obrigado a encerrar seis clínicas devido a cortes orçamentais federais.</p>
<p><strong>O Mundial 2026 pode transformar-se numa emergência sanitária?</strong><br />
As autoridades insistem que não existe qualquer indicação de que tal venha a acontecer.</p>
<p>No entanto, a experiência da pandemia alterou profundamente a forma como os riscos são avaliados.</p>
<p>Com milhões de adeptos a deslocarem-se entre três países e dezenas de cidades anfitriãs, o Mundial 2026 tornou-se também um enorme teste à capacidade dos sistemas de saúde pública modernos para detetar, monitorizar e conter ameaças sanitárias em tempo real.</p>
<p>A preparação passa por tecnologia avançada, vigilância epidemiológica reforçada, simulações hospitalares e coordenação internacional. Mas também por um desafio crescente: manter níveis elevados de prontidão num contexto em que os recursos financeiros disponíveis estão muito longe daqueles que existiam durante a pandemia de Covid-19.</p>
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		<title>Lusa contrata consultor da família de assessor de Leitão Amaro por ajuste direto</title>
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		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 12:40:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A contratação de um consultor de comunicação pela agência noticiosa Lusa está a suscitar questões devido às ligações familiares entre o prestador de serviços escolhido e um elemento do gabinete do ministro da Presidência, António Leitão Amaro, responsável pela tutela governamental da empresa pública.</p>
<p>Em causa está um contrato celebrado a 5 de maio entre a Lusa e a empresa Miguel Guedes GMT, Lda., adjudicado por ajuste direto e com um valor de 16.200 euros para um período de seis meses.</p>
<p>Segundo informação <a href="https://www.sabado.pt/portugal/detalhe/lusa-contrata-tio-de-assessor-de-leitao-amaro" target="_blank" rel="noopener">avançada pela revista Sábado</a>, o objeto do contrato consiste na “aquisição de serviços de consultoria à comunicação interna e externa no âmbito da preparação e divulgação da celebração das comemorações dos 40 anos da Lusa”.</p>
<p>A formulação utilizada na descrição do serviço contratado tem sido apontada como pouco específica, uma vez que não detalha concretamente as tarefas a desempenhar nem os objetivos operacionais da consultoria.</p>
<p><strong>Empresa contratada pertence a consultor de comunicação</strong><br />
A empresa selecionada pertence a Miguel Guedes, consultor de comunicação que criou a sociedade em 2013.</p>
<p>De acordo com os dados disponíveis no Portal Base, plataforma pública que reúne informação sobre contratos públicos em Portugal, este é o primeiro contrato celebrado pela empresa com uma entidade pública desde a sua constituição.</p>
<p>A contratação foi efetuada através de ajuste direto, um mecanismo legal que permite a adjudicação sem concurso público, dentro dos limites e condições previstos na legislação da contratação pública.</p>
<p>Questionado sobre a forma como a empresa foi identificada e escolhida para prestar o serviço, o presidente do conselho de administração da Lusa, Joaquim Carreira, não esclareceu os critérios específicos que conduziram à seleção.</p>
<p>Em resposta, limitou-se a afirmar que a empresa foi “convidada pela sua experiência e competência”.</p>
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