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	<title>Executive Digest</title>
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	<description>Notícias atualizadas ao minuto. Economia, política, sociedade, finanças e empresas e mercados</description>
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		<title>Níveis de alerta sismovulcânicos na ilha Terceira baixam para V1</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 11 Jul 2026 10:28:54 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Os níveis de alerta do Vulcão de Santa Bárbara e do Sistema Vulcânico Fissural Oeste, na ilha Terceira, nos Açores, baixaram para V1 (sistema vulcânico em fase de equilíbrio metaestável), foi divulgado.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Os níveis de alerta do Vulcão de Santa Bárbara e do Sistema Vulcânico Fissural Oeste, na ilha Terceira, nos Açores, baixaram para V1 (sistema vulcânico em fase de equilíbrio metaestável), foi divulgado.</P><br />
<P>&#8220;Na sua reunião sobre a atividade sismovulcânica em junho, o Gabinete de Crise desceu para V1 o nível de Alerta Vulcânico no Vulcão de Santa Bárbara e no Sistema Vulcânico Fissural Oeste da Terceira&#8221;, revelou o Centro de Informação e Vigilância Sismovulcânica dos Açores (CIVISA), num comunicado divulgado na sua página oficial.</P><br />
<P>Os níveis de alerta no Vulcão de Santa Bárbara e no Sistema Vulcânico Fissural Oeste, na ilha Terceira, estavam em V2 (sistema vulcânico em fase de instabilidade) e baixaram agora para V1, tendo em conta que &#8220;a atividade sismovulcânica registada desde o início do ano na ilha Terceira tem-se situado a níveis mais baixos do que o registado nos anos anteriores&#8221;, explica o CIVISA.</P><br />
<P>Segundo o CIVISA, a &#8220;sismicidade, em particular, encontra-se ligeiramente acima dos níveis normais para a zona&#8221;, mas &#8220;evidenciando uma leve tendência geral decrescente nos últimos seis meses&#8221;, ao &#8220;nível da frequência de eventos registados&#8221; e da &#8220;respetiva magnitude&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;A sismicidade continuou centrada no Vulcão de Santa Bárbara e no Sistema Vulcânico Fissural Oeste da Terceira, continuando a registar-se atividade sísmica mais a sul, para leste da área de influência do Vulcão de Santa Bárbara, em particular nas imediações de Angra do Heroísmo&#8221;, explica ainda o CIVISA.</P><br />
<P>Quanto à análise da deformação crustal, com base na rede de estações permanentes, &#8220;mostra que o Vulcão de Santa Bárbara continua a evidenciar alguma deformação, embora ténue&#8221;, acrescenta.</P><br />
<P>Ao nível dos gases, o CIVISA adianta que &#8220;não se verificaram quaisquer anomalias passíveis de serem relacionadas com a atual crise sismovulcânica&#8221;.</P><br />
<P>Assim, o Gabinete de Crise decidiu descer o nível de Alerta Vulcânico para V1 no Vulcão de Santa Bárbara e no Sistema Vulcânico Fissural Oeste da Terceira.</P><br />
<P>O CIVISA recomenda à população que &#8220;sejam adotadas medidas de autoproteção adequadas à atividade em curso, designadamente, para minimizar os riscos decorrentes da eventual ocorrência de um sismo de maior magnitude ou do desenvolvimento de movimentos de vertente ao nível de taludes instáveis e da linha de costa&#8221;.</P><br />
<P>O Centro de Informação e Vigilância Sismovulcânica dos Açores refere ainda que &#8220;qualquer alteração do padrão de atividade observado poderá conduzir ao ajustamento dos referidos níveis de alerta&#8221;, pelo que &#8220;importa continuar a acompanhar a situação através dos canais de proteção civil oficiais&#8221;.</P><br />
<P>Desde 24 de junho de 2022 que a atividade sísmica no Vulcão de Santa Bárbara se encontra &#8220;acima dos valores normais de referência&#8221;, tendo o evento mais energético ocorrido em 14 de janeiro de 2024, com magnitude de 4,5 na escala de Richter.</P><br />
<P>Em junho de 2024, o nível de alerta subiu para V3 (sistema vulcânico em fase de reativação), mas voltou a baixar para V2, em dezembro desse ano, tendo em conta a redução da atividade sísmica e da deformação crustal.</P><br />
<P> O nível tinha voltado a subir para V3, no início de novembro de 2025, face ao &#8220;incremento da atividade sísmica&#8221;, com uma &#8220;tendência crescente&#8221; relativamente aos primeiros meses do ano e ao facto de se continuar a registar deformação crustal.</P><br />
<P> O nível de alerta do Sistema Vulcânico Fissural Oeste da Terceira subiu para V3 no final de novembro de 2025, pelos mesmos motivos, mas baixou para V2 em fevereiro deste ano.</P><br />
<P>A escala de alertas vulcânicos utilizada pelo CIVISA tem oito níveis, em que V0 significa sistema vulcânico em fase de repouso e V7 erupção magmática ou hidromagmática em curso, com explosividade colossal a mega colossal.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_788240]]></sapo:autor>
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		<title>Hjulmand deixa Sporting e reforça Atlético de Madrid por 40 milhões de euros</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 11 Jul 2026 10:04:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O futebolista internacional dinamarquês Morten Hjulmand é reforço do Atlético Madrid até 2031, numa transferência que renderá 40 milhões de euros ao Sporting, informaram hoje os 'leões' à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O futebolista internacional dinamarquês Morten Hjulmand é reforço do Atlético Madrid até 2031, numa transferência que renderá 40 milhões de euros ao Sporting, informaram hoje os &#8216;leões&#8217; à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).</P><br />
<P>O médio, de 27 anos, capitão e elemento crucial na equipa de futebol &#8216;leonina&#8217;, deixa o Sporting ao fim de três épocas, por um valor fixo, acrescido de mais cinco milhões de euros por objetivos, a serem alcançados através da utilização em jogos do Atlético, bem como pelos apuramentos e etapas que o clube espanhol atinja na Liga dos Campeões.</P><br />
<P>O clube adianta que o valor do Mecanismo de Solidariedade devido a clubes terceiros será exclusivamente suportado pelo Atlético de Madrid e que a Sporting SAD não terá encargos com serviços de intermediação.</P><br />
<P>Hjulmand, que pelo Sporting conquistou dois campeonatos e uma Taça de Portugal, chegou ao Sporting em agosto de 2023, proveniente dos italianos do Lecce, por 18 milhões de euros.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_788239]]></sapo:autor>
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		<title>Uma cerveja que ninguém provou e uma emergência médica: o despedimento que correu mal ao Burger King</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 11 Jul 2026 10:00:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Burger King]]></category>
		<category><![CDATA[direito laboral]]></category>
		<category><![CDATA[Espanha]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[justiça]]></category>
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					<description><![CDATA[Funcionária trabalhava na cadeia de restauração rápida desde março de 2018 e tinha funções de responsabilidade, incluindo garantir o cumprimento das normas internas. Entre essas regras estava a proibição de oferecer produtos gratuitamente aos clientes]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Uma gerente do Burger King foi despedida por alegadamente ter oferecido uma cerveja a um cliente e por ter abandonado o posto de trabalho. Mas os tribunais espanhóis entenderam que a empresa não conseguiu provar a primeira acusação e que também não deu tempo suficiente à trabalhadora para justificar a saída por motivo de saúde.</p>
<p>Segundo o &#8216;HuffPost&#8217;, a funcionária trabalhava na cadeia de restauração rápida desde março de 2018 e tinha funções de responsabilidade, incluindo garantir o cumprimento das normas internas. Entre essas regras estava a proibição de oferecer produtos gratuitamente aos clientes.</p>
<p>O caso começou com dois episódios usados pela empresa para justificar o despedimento disciplinar. O primeiro aconteceu em dezembro de 2023, quando a trabalhadora entregou um copo de cortesia a um cliente. O Burger King alegou que o copo continha cerveja. O segundo ocorreu a 10 de janeiro de 2024, dia em que a funcionária saiu mais cedo do trabalho.</p>
<p>A empresa despediu-a nesse mesmo dia. Para o Burger King, estavam em causa infrações graves, como quebra de confiança, deslealdade e violação da boa-fé contratual. A trabalhadora discordou da decisão e levou o caso a tribunal.</p>
<p>O Tribunal Social n.º 1 de Sabadell deu-lhe razão. Sobre o copo entregue ao cliente, reconheceu que as imagens de videovigilância mostravam a funcionária a entregar a bebida, mas considerou que isso não bastava para provar que se tratava de cerveja ou de outro produto da empresa oferecido indevidamente. Não houve testemunhos de colegas nem inventário que demonstrasse falta de bebidas.</p>
<p>Quanto à saída antecipada do posto de trabalho, o tribunal sublinhou que a funcionária tinha iniciado uma baixa por motivo de saúde nesse mesmo dia. Como foi despedida imediatamente, não lhe foi dado tempo razoável para apresentar um atestado médico ou justificar formalmente a ausência.</p>
<p>O Burger King recorreu para o Tribunal Superior de Justiça da Catalunha, tentando fazer valer as imagens apresentadas em julgamento e pedindo que fosse reconhecido que o copo estava cheio de cerveja. Mas o tribunal rejeitou essa tentativa, entendendo que, nessa fase, fotografias ou reproduções de imagem não serviam para alterar os factos já dados como provados.</p>
<p>A empresa insistiu que a conduta da trabalhadora constituía uma infração muito grave, por alegada distribuição gratuita de um produto. Porém, como não ficou provado que o copo contivesse cerveja, também não havia base para sustentar a acusação de fraude, deslealdade ou quebra de confiança.</p>
<p>O tribunal confirmou, por isso, que o despedimento foi injusto. O Burger King terá de escolher entre reintegrar a funcionária, pagando-lhe os salários em atraso, ou indemnizá-la em 9.832,70 euros.</p>
<p>A decisão ainda pode ser alvo de recurso, mas deixa uma mensagem semelhante à de outros casos laborais recentes: uma empresa não pode despedir com base em suspeitas frágeis nem transformar uma emergência médica num abandono injustificado sem dar ao trabalhador oportunidade de explicar o que aconteceu.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_787191]]></sapo:autor>
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		<title>Livre/Congresso: Trabalhos arrancam com minuto de silêncio pelas vítimas de acidente no Cacém</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 11 Jul 2026 09:59:51 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Os trabalhos do 17.º Congresso do Livre arrancaram hoje pelas 10:45 com um minuto de silêncio pelas vítimas do acidente de terça-feira com um autocarro no terminal de Agualva-Cacém, em Sintra.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Os trabalhos do 17.º Congresso do Livre arrancaram hoje pelas 10:45 com um minuto de silêncio pelas vítimas do acidente de terça-feira com um autocarro no terminal de Agualva-Cacém, em Sintra.</P><br />
<P>A reunião magna do partido, que se iniciou com 45 minutos de atraso face ao programa, decorre no Hockey Club de Sintra, em Lisboa, onde cerca de 500 congressistas (presenciais e online) vão eleger os órgãos nacionais para os próximos dois anos.</P><br />
<P>Patrícia Gonçalves, deputada e presidente da Assembleia e da Mesa do congresso, foi chamando os congressistas para dentro do pavilhão pelas 10:30, avisando que os trabalhos iriam arrancar pelas 10:45, ao mesmo tempo que no exterior Rui Tavares prestava declarações aos jornalistas.</P><br />
<P>O regimento do congresso foi aprovado com 171 votos a favor, 28 contra e 32 abstenções.</P><br />
<P>De seguida, foi também aprovado um voto de pesar pelo acidente de terça-feira com um autocarro no terminal de Agualva-Cacém, em Sintra, que provocou duas vítimas mortais e vários feridos. Foi feito de seguida um minuto de silêncio.</P><br />
<P>O lema do congresso é &#8220;Uma liberdade maior&#8221;, frase espalhada pelo pavilhão, decorado em tons de verde e vermelho, com várias papoilas, símbolo do partido.  </P><br />
<P>À entrada do pavilhão, os congressistas são recebidos com a frase &#8220;A umbrosa Sintra, a formosa Sintra, quem não te ama?&#8221;, de Maria Gabriela Llansol, inspiração literária do congresso.</P><br />
<P>Estão também disponíveis vários brindes para os congressistas, como marcadores, pins com papoilas, panfletos alusivos à semana laboral de quatro dias &#8211; uma das bandeiras do partido &#8211; ou leques de papel.  </P><br />
<P>A deputada Patrícia Gonçalves também anunciou que neste congresso está disponível uma &#8220;equipa de cuidados&#8221;, com dirigentes responsáveis por apoiar quem precisar de ajuda emocional, ou estiver numa &#8220;situação de vulnerabilidade&#8221;.</P><br />
<P>Ao Grupo de Contacto (direção) candidatam-se três listas.</P><br />
<P>A lista A é encabeçada por Isabel Mendes Lopes &#8212; atual porta-voz do partido e líder parlamentar &#8212; e tem como número dois Jorge Pinto, deputado que foi candidato às eleições presidenciais de janeiro. Ambos se propõem a ocupar o cargo de porta-voz, em dupla. </P><br />
<P>Em terceiro lugar nesta lista surge Rui Tavares, que está de saída do cargo de porta-voz e se propõe a ficar na direção com o &#8220;pelouro da estratégia, comunicação e formação&#8221;.</P><br />
<P>Apesar de Rui Tavares não sair da direção, e sendo expectável que continue no núcleo duro, esta reunião magna deverá marcar um novo ciclo.</P><br />
<P>À direção candidatam-se mais duas listas, a S, encabeçada pelo dirigente Rodrigo Brito, e a V, com Tiago Mota a número 1. Estes dois dirigentes já integram a direção de forma minoritária, uma vez que a eleição é feita através do método de Hondt, contando com membros de todas as listas candidatas.</P><br />
<P>As duas convergem nas acusações de uma excessiva centralização nas figuras dos porta-vozes e do grupo parlamentar, apelando a uma maior democracia interna e ligação com as bases.</P><br />
<P>Este fim de semana, os membros e apoiantes do Livre vão também eleger a Assembleia, órgão máximo entre congressos, composta por 50 membros, e o Conselho de Jurisdição.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_788238]]></sapo:autor>
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		<title>Deolinda Carvalho Machado reeleita presidente do Conselho de Opinião da RTP</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 11 Jul 2026 09:45:02 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Deolinda Carvalho Machado foi reeleita presidente do Conselho de Opinião (CO) da RTP que, entre as propostas para o mandato 2026-2030, pretende criar um grupo consultivo com jovens estudantes para perceber as dinâmicas do consumo digital.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Deolinda Carvalho Machado foi reeleita presidente do Conselho de Opinião (CO) da RTP que, entre as propostas para o mandato 2026-2030, pretende criar um grupo consultivo com jovens estudantes para perceber as dinâmicas do consumo digital. </P><br />
<P>As eleições no Conselho de Opinião da ERP decorreram na sexta-feira, 10 de julho.</P><br />
<P>&#8220;O plenário do Conselho de Opinião da RTP reuniu-se durante a manhã [de sexta-feira] para a tomada de posse de todos os seus membros para um novo mandato, a que se seguiu a eleição de dois membros cooptados, de acordo com os Estatutos da RTP e o Regulamento do CO, tendo sido escolhidas Deolinda Carvalho Machado e Maria Nassalete Guedes Diz&#8221;, lê-se no comunicado do órgão.</P><br />
<P>Depois, em nova reunião plenária, durante a tarde, e após um período para apresentação de candidaturas, &#8220;foi reeleita presidente do Conselho de Opinião da RTP Deolinda Carvalho Machado&#8221;.</P><br />
<P>Na apresentação do programa para este mandatado, a presidente anunciou o objetivo de &#8220;desenvolver um conjunto de ações no Conselho de Opinião, no enquadramento estatutário da empresa e envolvendo todos os seus membros, que promovam um Serviço Público de Media (SPM) universal, relevante, credível, independente, responsável, plural e acessível&#8221;.</P><br />
<P>Além das funções estatutárias do CO, nomeadamente as audições internas e externas e o pronunciamento vinculativo sobre a escolha dos provedores do Ouvinte e do Telespectador, Deolinda Machado tem &#8220;por objetivo promover o conhecimento do SPM junto de todos os públicos, realizar reuniões de trabalho nas várias regiões do país e instituir a figura do &#8216;Conselho Aberto'&#8221;, para que os cidadãos possam submeter sugestões quanto à representação da sociedade civil e possam contribuir com compromissos na defesa&#8221; do Serviço Público de Media.</P><br />
<P>Relativamente às propostas para o novo mandato, Deolinda Carvalho Machado pretende &#8220;criar um órgão/grupo consultivo com jovens estudantes, contando com a participação e intervenção do Conselheiro da área, com o objetivo de os incentivar na proximidade à RTP, bem como com eles perceber as dinâmicas do consumo digital&#8221;.</P><br />
<P>Inclui ainda a necessidade de &#8220;clarificar o enquadramento legal do modelo de governo da empresa enquanto garantia de transparência no recrutamento, competência funcional e cumprimento dos valores do Serviço Público&#8221;.</P><br />
<P>O Conselho de Opinião é um órgão estatutário da RTP, constituído por 10 membros eleitos pela Assembleia da República, 20 membros que representam as várias organizações da sociedade portuguesa e dois membros cooptados pelos restantes membros do CO.</P><br />
<P></P><br />
<P>ALU // MSF</P><br />
<P>Lus/Fim</P></p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_788237]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Vai para a praia? O número no frasco do protetor solar pode estar a enganá-lo</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/vai-para-a-praia-o-numero-no-frasco-do-protetor-solar-pode-estar-a-engana-lo/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 11 Jul 2026 09:00:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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		<category><![CDATA[protetor solar]]></category>
		<category><![CDATA[saúde]]></category>
		<category><![CDATA[verão]]></category>
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					<description><![CDATA[Análise foi feita pela 'Environmental Working Group', uma organização americana de defesa da saúde e do ambiente, que avaliou 2.784 produtos com fator de proteção solar. Desses, apenas 597, cerca de 20%, foram considerados seguros]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Com o verão a encher praias e piscinas, muitos consumidores aplicam protetor solar quase em piloto automático. Mas um novo relatório citado pelo &#8216;Daily Mail&#8217; deixa um aviso: nem todos os produtos com SPF oferecem a proteção esperada — e alguns podem levantar dúvidas pelos ingredientes usados, pela forma de aplicação ou pelas promessas no rótulo.</p>
<p>A análise foi feita pela &#8216;Environmental Working Group&#8217;, uma organização americana de defesa da saúde e do ambiente, que avaliou 2.784 produtos com fator de proteção solar. Desses, apenas 597, cerca de 20%, foram considerados simultaneamente seguros para a pele humana e eficazes contra os raios solares prejudiciais.</p>
<p>Isto não significa que os restantes 80% sejam automaticamente perigosos. Segundo o relatório, muitos ficaram fora da lista recomendada por conterem ingredientes considerados preocupantes, por oferecerem proteção insuficiente contra os raios UVA, por serem vendidos em spray ou por apresentarem alegações de proteção que a organização considera enganadoras.</p>
<p>Entre os ingredientes sinalizados estão a oxibenzona, o octinoxato e o homosalato, substâncias presentes em vários protetores solares e associadas, em alguns estudos, a possíveis efeitos de desregulação hormonal, reprodutivos ou de desenvolvimento. O relatório também chama a atenção para misturas de “fragrância” não especificadas, que podem incluir alergénios e químicos indesejáveis.</p>
<p>Os protetores solares em spray são outro ponto de preocupação. A organização alerta para o risco de inalação de partículas, para uma aplicação menos uniforme na pele e para casos anteriores de recolhas de produtos devido à contaminação com benzeno, uma substância tóxica e cancerígena.</p>
<p>Ainda assim, a mensagem dos especialistas não é abandonar o protetor solar. Tanya Evans, dermatologista certificada citada pelo &#8216;Daily Mail&#8217;, sublinha que este continua a ser uma das ferramentas mais eficazes para reduzir queimaduras solares, envelhecimento da pele e risco de cancro cutâneo, incluindo melanoma. A recomendação é escolher melhor e usar corretamente.</p>
<p>A Environmental Working Group avaliou os produtos com base em cinco critérios: potenciais riscos dos ingredientes para a saúde, proteção contra raios UVB, proteção contra raios UVA, equilíbrio entre os dois tipos de proteção e estabilidade do produto quando exposto à luz solar.</p>
<p>Dos milhares de produtos analisados, apenas 62 receberam a certificação mais exigente da organização. Em geral, os protetores solares mais bem avaliados eram minerais, com óxido de zinco, por oferecerem uma proteção mais equilibrada contra os raios UVA e UVB e evitarem ingredientes considerados problemáticos.</p>
<p>O relatório também deixa um aviso sobre os fatores de proteção muito elevados, como SPF 70, 80 ou 100+. Estes números podem dar uma sensação exagerada de segurança. Segundo a organização, um SPF 50 bloqueia cerca de 98% dos raios UVB, enquanto um SPF 100 bloqueia cerca de 99%. A diferença existe, mas é pequena, e pode levar algumas pessoas a ficar mais tempo ao sol ou a reaplicar menos vezes.</p>
<p>Outro problema está na proteção UVA, ligada ao envelhecimento da pele e ao cancro cutâneo. A organização critica produtos que aumentam o número do SPF sem melhorarem proporcionalmente a proteção contra UVA, criando uma impressão de segurança mais ampla do que aquela que realmente oferecem.</p>
<p>A recomendação prática é simples: privilegiar protetores minerais com óxido de zinco, optar por loções ou sticks em vez de sprays e não confiar apenas no número do SPF. Tão importante como escolher o produto é aplicá-lo em quantidade suficiente, reaplicá-lo ao longo do dia e combinar a proteção solar com sombra, chapéu, roupa adequada e bom senso nas horas de maior calor.</p>
<p>No fundo, o relatório não diz que o protetor solar é dispensável. Diz precisamente o contrário: é essencial, mas deve ser escolhido com atenção. Na praia, o melhor protetor não é necessariamente o que tem o número mais alto no rótulo — é o que protege de forma equilibrada, segura e bem aplicada.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_787194]]></sapo:autor>
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		<title>PS pede documentação detalhada da nova solução para futura sede do Banco de Portugal</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 11 Jul 2026 08:34:01 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O PS pediu hoje a documentação detalhada da nova solução para a futura sede do Banco de Portugal, referindo dúvidas quanto à dimensão da poupança relativamente ao anterior projeto, estimada pelo governador em pelo menos 35 milhões de euros.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O PS pediu hoje a documentação detalhada da nova solução para a futura sede do Banco de Portugal, referindo dúvidas quanto à dimensão da poupança relativamente ao anterior projeto, estimada pelo governador em pelo menos 35 milhões de euros.</P><br />
<P>Este requerimento enviado ao Banco de Portugal através do parlamento, ao qual a agência Lusa teve acesso, surge depois desta semana Álvaro Santos Pereira ter anunciado em audição parlamentar que o Banco de Portugal (BdP) vai adquirir apenas um edifício em Entrecampos e não dois como estava previsto, alteração que custará menos 35 milhões a 40 milhões de euros em relação à solução anterior.</P><br />
<P>&#8220;Todavia, durante a mesma audição parlamentar foram suscitadas dúvidas quanto à efetiva dimensão da poupança anunciada, designadamente tendo em conta a redução da capacidade instalada, a manutenção de serviços fora da nova sede e os custos associados a essa opção&#8221;, referem os socialistas.</P><br />
<P>Tendo em conta o &#8220;elevado impacto financeiro e patrimonial para o Banco de Portugal&#8221; e o facto de a solução inicial ter tido um &#8220;amplo escrutínio parlamentar&#8221;, o PS considerou ser importante que a Assembleia da República &#8220;disponha igualmente da documentação e dos elementos técnicos que fundamentam a nova solução&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Designadamente no que respeita às estimativas de custos e poupanças anunciadas, às necessidades funcionais da instituição e às condições de segurança do projeto&#8221;, explicou.</P><br />
<P>Entre os documentos pedidos estão as atas das reuniões do Conselho de Administração &#8220;em que foi discutida e decidida a reformulação do projeto aprovado em 2024&#8221; e todos os pareceres, sejam estes internos ou externos, que sustentaram a decisão de substituir a compra dos edifícios.</P><br />
<P>O PS quer ainda que o BdP envie aos deputados o memorando de entendimento celebrado com a Fidelidade relativo à reformulação do projeto da nova sede e também o projeto de aditamento ao contrato-promessa de Compra e Venda, assim como a versão final quando for assinada.</P><br />
<P>&#8220;Toda a documentação que suporte a estimativa de redução do investimento anunciada pelo Governador do Banco de Portugal, incluindo estudos comparativos entre a solução inicialmente contratualizada e a solução agora adotada&#8221;, pedem ainda os socialistas.</P><br />
<P>O PS solicitou ainda todos os documentos sobre a &#8220;estimativa de custos associados à opção de não-concentração de todas as valências do Banco de Portugal num espaço único&#8221;, incluindo a manutenção da tesouraria no edifício da Rua do Ouro, assim com outros estudos sobre as &#8220;necessidades funcionais e de espaço da instituição&#8221; e &#8220;condições de segurança da nova solução adotada&#8221;.</P><br />
<P>Na audição de quinta-feira, o governador do BdP disse que &#8220;existe outra solução dentro do complexo de Entrecampos mais adequada&#8221; que consiste no edifício principal junto aos dois edifícios do projeto inicialmente contratado.</P><br />
<P>Esta nova solução deverá permitir poupar 35 a 40 milhões de euros em comparação com a opção inicialmente acordada com o promotor do empreendimento, indicou então.</P><br />
<P>As possíveis adaptações de calendário e custos relacionados com as alterações do projeto serão &#8220;mais do que compensadas&#8221;, assegurou, adiantando que foi assinado um acordo com o promotor imobiliário, a Fidelidade, para a aquisição do edifício A1 em &#8216;Core &amp; Shell&#8217; (núcleo e casca/concha) por 165 milhões de euros.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_788235]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>ENTREVISTA: &#8216;Fact-checking&#8217; é importante mas não a cura para a desinformação &#8211; Jochen Spangenberg</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/entrevista-fact-checking-e-importante-mas-nao-a-cura-para-a-desinformacao-jochen-spangenberg/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 11 Jul 2026 08:30:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[*** Por Alexandra Luís, da agência Lusa ***]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>*** Serviço áudio disponível em www.lusa.pt ***</P><br />
<P></P><br />
<P>*** Por Alexandra Luís, da agência Lusa ***</P><br />
<P></P><br />
<P>Sófia, 11 jul 2026 (Lusa) &#8211; O vice-chefe de projetos de investigação e cooperação da Deutsche Welle admite, em entrevista à Lusa, que o &#8216;fact-checking&#8217; é importante, mas não a cura para a desinformação, defendendo a aposta numa prevenção proativa (&#8216;prebunking&#8217;).</P><br />
<P>O &#8216;prebunking&#8217; é uma espécie de pré-desmascaramento, ou seja, antecipa e desarma uma mentira antes que ela seja contada e é uma estratégia de prevenção contra a desinformação</P><br />
<P>Questionado sobre se a literacia mediática e o &#8216;fact-checking&#8217; [verificação de factos] são suficientes para combater a desinformação, Jochen Spangenberg, &#8216;deputy head of research &amp; cooperation projects&#8217; [cargo em inglês] na Deutsche Welle, considera que não.</P><br />
<P>&#8220;Não é suficiente, mas é um ingrediente importante&#8221;, admite o responsável, que foi um dos oradores do seminário Connecting UE, organizado pelo Comité Económico e Social Europeu [European Economic and Social Committee] (EESC), que decorreu em 06 e 07 de julho em Sófia, Bulgária. </P><br />
<P>A literacia mediática &#8220;é muito, muito importante, precisamos dedicar tempo e recursos a ensinar literacia mediática desde muito cedo&#8221;, aponta.</P><br />
<P>Os jovens de hoje &#8220;&#8212; bem, eles frequentemente crescem cercados por dispositivos digitais -, mas será que sabem quais são as dinâmicas económicas e os mecanismos subjacentes, como tudo isso funciona&#8221;, questiona.</P><br />
<P>Portanto, &#8220;precisamos ensiná-los como tudo isso funciona: como operam os sistemas de media, as plataformas e os algoritmos. Assim, a literacia algorítmica &#8212; e tudo o que isso envolve &#8212; é extremamente importante&#8221;, defende Jochen Spangenberg.</P><br />
<P>&#8220;Não posso falar por todos os países europeus, mas, nos poucos que conheço &#8212; a Alemanha sendo um deles &#8212;, ainda há muito a ser feito&#8221;, salienta, referindo que o &#8216;fact-checking&#8217; &#8220;é importante, mas não é a cura&#8221;.</P><br />
<P>Até porque se &#8220;acaba sempre a correr atrás do prejuízo&#8221; e a desinformação &#8220;está por toda a parte&#8221; e é &#8220;impossível verificar tudo&#8221;, prossegue Jochen Spangenberg.</P><br />
<P>Na sua opinião, &#8220;é preciso fazer uma seleção&#8221;, até porque quando se faz uma verificação de factos de um conteúdo &#8220;logo em seguida, surge uma nova informação falsa&#8221;.</P><br />
<P>Jochen Spangenberg sugere como estratégia possível o &#8216;prebunking&#8217;, ou seja, consciencializar as pessoas antes mesmo da disseminação de desinformação como acontece, por exemplo, no contexto das eleições.</P><br />
<P>&#8220;Sabemos que haverá uma grande propagação de informações falsas antes das eleições: portanto, promover a tomada de consciência através de iniciativas de &#8216;prebunking&#8217; é algo importante&#8221;, salienta.</P><br />
<P>De modo geral, &#8220;todos esses ingredientes&#8221; como &#8216;fact-checking, literacia mediática e a aplicação de regulação, por exemplo.</P><br />
<P>Nesse sentido, há uma série de ações necessárias &#8220;que precisam ser implementadas&#8221; e é preciso &#8220;enfrentar esses desafios&#8221;, reforça,</P><br />
<P>Sobre a pressão sobre os media tradicional, Jochen Spangenberg considera que isso afeta todo o setor.</P><br />
<P>&#8220;Vemos que os nossos próprios canais estão frequentemente em declínio, com menos pessoas a ir diretamente às marcas&#8221;, mas antes às redes sociais &#8211; YouTube, Instagram, TikTok, e assim por diante, &#8220;e essa é uma das grandes questões&#8221;, considera Jochen Spangenberg.</P><br />
<P>Ou seja, &#8220;vai até onde as pessoas estão, mas depois acaba a depender dessas plataformas de terceiros? Afinal, se o YouTube ou o TikTok, por exemplo, fizerem ajustes no algoritmo, pode deixar de aparecer por lá &#8212; ou não aparecer como gostaria &#8212;, já que, muitas vezes, não tem controlo sobre o que acontece nessas plataformas&#8221;, questiona.</P><br />
<P>Esta é uma &#8220;questão muito debatida&#8221; porque se os media não estão aonde os jovens estão, &#8220;corre o risco&#8221; de ninguém prestar atenção à marca e isso é &#8220;um dilema&#8221;.</P><br />
<P>Paralelamente, há empresas de media a enfrentar dificuldades financeiras, as receitas estão a diminuir ou, &#8220;na melhor das hipóteses, estagnadas&#8221;, até porque &#8220;raramente se veem aumentos significativos na receita &#8212; seja proveniente de publicidade ou de taxas de licenciamento&#8221;.</P><br />
<P>A isto soma-se &#8220;muita pressão política&#8221; e  &#8220;para muitas emissoras europeias, no atual clima político, existem diversas entidades ou partidos políticos que querem acabar, por exemplo, com as emissoras de serviço público&#8221;, destaca.</P><br />
<P>&#8220;Pessoalmente, acredito que há um papel extremamente importante para organizações de media que não são regidas por imperativos financeiros &#8212; aquelas voltadas a servir o público, como nós da Deutsche Welle, mas também muitas outras na Europa&#8221;, sublinha.</P><br />
<P>&#8220;Temos um propósito: servir ao público. Não se trata de ganhar muito dinheiro, mas sim de servir a sociedade com notícias independentes e informações bem investigadas e confiáveis&#8221; e, portanto, &#8220;essas organizações de media desempenham um papel fundamental para o funcionamento da sociedade e da democracia&#8221;, remata Jochen Spangenberg.</P><br />
<P></P><br />
<P>*** A Lusa viajou a convite do European Economic and Social Committee *** </P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_788234]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>ENTREVISTA: Deutsche Welle está na fase de testes com IA &#8211; Jochen Spangenberg</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 11 Jul 2026 08:27:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[*** Por Alexandra Luís, da agência Lusa ***]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>*** Serviço áudio disponível em www.lusa.pt ***</P><br />
<P></P><br />
<P>*** Por Alexandra Luís, da agência Lusa ***</P><br />
<P></P><br />
<P>Sófia, 11 jul 2026 (Lusa) &#8211; O vice-chefe de projetos de investigação e cooperação da Deutsche Welle adianta, em entrevista à Lusa, que a empresa de media está na fase de testes com IA e tem diretrizes claras sobre o uso da tecnologia.</P><br />
<P>Jochen Spangenberg foi dos oradores do Seminário Connecting UE, organizado pelo Comité Económico e Social Europeu [European Economic and Social Committee] (EESC), que decorreu em Sófia, Bulgária, em 06 e 07 de julho.</P><br />
<P>Questionado sobre como pode a inteligência artificial (IA) ajudar nas redações, Jochen Spangenberg, que é &#8216;deputy head of research &amp; cooperation projects&#8217; [designação em inglês] na Deutsche Welle, diz que tal pode acontecer de &#8220;muitas maneiras&#8221;, mas &#8220;depende do que se pretende fazer&#8221;. </P><br />
<P>Por exemplo, a IA pode &#8220;auxiliar na investigação, ajudar a reunir informação e dar apoio, dependendo da tarefa&#8221;.</P><br />
<P>Na Deutsche Welle &#8220;estamos a realizar muitos testes e experiências, a conduzir investigações e a criar protótipos, mas, até à data, temos feito muito pouco em termos de implementação&#8221;, prossegue.</P><br />
<P>Portanto, &#8220;ainda estamos na fase de testes&#8221;, &#8220;queremos perceber o que é possível fazer&#8221;, salienta Jochen Spangenberg, que falou à Lusa à margem do evento, que decorreu na Universidade de Sófia. </P><br />
<P>Além disso, &#8220;temos orientações e regras muito claras sobre o que pode e o que não pode ser utilizado &#8212; e há muita coisa que não deve ser utilizada&#8221;. </P><br />
<P>O responsável salientou que a empresa de media quer e precisa &#8220;ser transparente&#8221; quanto a isso.</P><br />
<P>Por isso, &#8220;devemos seguir as nossas orientações editoriais estabelecidas, que também abrangem diretrizes sobre a utilização da IA&#8221;, sublinha, enfatizando que &#8220;é fundamental&#8221; que tudo o que for feito com IA &#8220;esteja em conformidade com estas diretrizes&#8221;.</P><br />
<P>Quanto ao impacto da IA nas redações, Jochen Spangenberg considera que vai mudar muita coisa porque &#8220;tem potencial para dar um grande apoio&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Pessoalmente &#8212; é esta a minha visão &#8212;, num futuro próximo e previsível, vejo-a como uma ferramenta de apoio. Não como uma ferramenta que faz tudo sozinha, sem interferência humana. É apenas uma ferramenta, como tantas outras&#8221;, considera. </P><br />
<P>A inteligência artificial é uma área vasta, afirma, podendo ser aplicada desde ao vídeo, produção de textos, na área da investigação, num leque de várias ferramentas de apoio.</P><br />
<P>&#8220;Mas, no final do dia, as questões fundamentais continuam a ser as mesmas: se trabalha com notícias, ainda quer encontrar respostas para questões como o que aconteceu, onde, como e porquê aconteceu, e quer chegar ao seu público com histórias envolventes&#8221;, sublinha.</P><br />
<P>Por exemplo, no &#8216;storytelling&#8217;, algo que lhe acrescente valor enquanto jornalista &#8212; e, em última análise, à audiência &#8212; pode ser muito benéfico, prossegue, referindo que, no entanto, a natureza exata destas ferramentas e a forma como serão percecionadas é ainda uma incógnita em parte. </P><br />
<P>&#8220;Teremos de acompanhar isso e só descobriremos através de ensaios e testes&#8221;, remata Jochen Spangenberg.</P><br />
<P>A Deutsche Welle (DW) é a emissora internacional da Alemanha que transmite programas de televisão, rádio e online para todo o mundo.</P><br />
<P>O seminário organizado pelo EESC teve como tema &#8220;Em defesa dos valores europeus: o poder da sociedade civil&#8221; [In defence of european values: The power of civil society].</P><br />
<P></P><br />
<P>*** A Lusa viajou a convite do European Economic and Social Committee *** </P></p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_788233]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Lei do arrendamento pode mudar: o que está previsto para rendas, cauções e despejos</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/explicador-nova-lei-do-arrendamento-tudo-o-que-pode-mudar-para-senhorios-e-inquilino/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com DECO]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 11 Jul 2026 08:15:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[Governo]]></category>
		<category><![CDATA[lei do arrendamento]]></category>
		<category><![CDATA[mercado imobiliário]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>
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					<description><![CDATA[Veja o que já se sabe sobre esta revisão à lei do arrendamento.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">O Governo quer alterar o Novo Regime do Arrendamento Urbano e já apresentou as linhas gerais da revisão. A proposta ainda não entrou no Parlamento e poderá sofrer alterações durante a discussão, mas há mudanças relevantes em preparação para senhorios e inquilinos.</p>
<p class="isSelectedEnd">Segundo a DECO PROteste, a revisão deverá concentrar-se no controlo das rendas nos novos contratos, no número de rendas antecipadas, no valor das cauções, na renovação automática dos contratos e nos despejos por incumprimento.</p>
<p><strong>O limite de 2% nas rendas pode acabar</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Uma das principais alterações previstas é o fim do limite de 2% aplicado aos aumentos das rendas em novos contratos. Na prática, o valor passaria a ser definido por acordo entre senhorio e inquilino.</p>
<p class="isSelectedEnd">A proposta prevê ainda o descongelamento das rendas de contratos anteriores a 1990. Os inquilinos com mais de 65 anos e rendimento anual inferior a 64.400 euros poderão manter o valor antigo. Já quem tenha rendimentos superiores poderá ver a renda atualizada para um quinze avos do valor patrimonial tributário da casa.</p>
<p><strong>Senhorios poderão pedir três rendas antecipadas</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Atualmente, o senhorio pode exigir até duas rendas adiantadas. Com a revisão da lei, esse limite poderá aumentar para três. Numa renda mensal de 2.300 euros, o inquilino teria de entregar 6.900 euros logo no início do contrato.</p>
<p class="isSelectedEnd">Também a caução poderá mudar. O limite atual de duas rendas deverá desaparecer, permitindo ao senhorio definir o montante que pretende exigir.</p>
<p class="isSelectedEnd">De acordo com a DECO PROteste, esta medida representa um retrocesso, porque o limite foi criado para impedir cauções excessivas. A organização considera que os seguros de renda podem ser uma alternativa para proteger proprietários e arrendatários.</p>
<p><strong>Renovação automática pode deixar de estar protegida durante três anos</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A lei atual impede que a oposição do senhorio à primeira renovação produza efeitos antes de decorridos três anos desde o início do contrato. A proposta do Governo pretende eliminar essa limitação.</p>
<p class="isSelectedEnd">Assim, o senhorio poderá recusar a renovação automática através de comunicação prévia, independentemente do tempo decorrido. Para a DECO PROteste, esta mudança poderá reduzir a estabilidade dos inquilinos.</p>
<p class="isSelectedEnd">O prazo dos contratos com duração determinada deverá manter-se entre um e 30 anos.</p>
<p><strong>Despejo poderá avançar após dois meses de atraso</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Outra alteração importante diz respeito ao incumprimento no pagamento das rendas. Atualmente, o despejo pode avançar quando o atraso atinge três meses. O Governo pretende reduzir esse prazo para dois meses.</p>
<p class="isSelectedEnd">Também será mais fácil resolver o contrato quando os atrasos forem superiores a oito dias. A regra atual exige mais de quatro atrasos, seguidos ou interpolados, num período de 12 meses. A proposta permite avançar com o despejo quando existirem três atrasos num ano ou quatro num período de 18 meses.</p>
<p class="isSelectedEnd">O prazo para o senhorio exercer o direito de resolução deverá aumentar de três para seis meses. O procedimento especial de despejo continuará dependente da existência de contrato e do pagamento do imposto do selo.</p>
<p><strong>Fundo de emergência pode apoiar quem fique sem casa</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">O Governo pretende criar um fundo de emergência habitacional para pessoas despejadas por incumprimento e para vítimas de violência doméstica.</p>
<p class="isSelectedEnd">O fundo deverá ser gerido pelo Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana, em articulação com outras entidades públicas, incluindo a Segurança Social e a Autoridade Tributária.</p>
<p class="isSelectedEnd">Segundo a DECO PROteste, o apoio destina-se a agregados com rendimentos inferiores a três vezes o salário mínimo nacional, ou seja, 2.760 euros em 2026. Poderá ser acumulado com outros apoios ao arrendamento e atingir 537,13 euros por mês, durante seis meses, para despesas de alojamento até 2.300 euros.</p>
<p>A proposta junta-se a outras medidas aprovadas para aumentar a oferta de habitação, como benefícios fiscais para senhorios, isenções de mais-valias ligadas ao arrendamento acessível e apoios à compra de casa por jovens até aos 35 anos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div class="paragraph" data-type="ALineTableController" data-rendering="Table" data-datasource="{0E52BE4E-909F-4D11-876D-5323CDF62255}">
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<div class="wysiwyg" data-selector="paragraph-content search-content-scraper">
<h3>Principais alterações à lei do arrendamento que podem entrar em vigor</h3>
<p><strong>Fonte</strong>: Conselho de Ministros</p>
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<div class="js-sticky-td-table"></div>
<div class="js-scroll-table scroll-table--horz">
<table class="table table-bordered">
<thead>
<tr>
<th>Medidas</th>
<th>Lei atual</th>
<th>O que pode mudar</th>
</tr>
</thead>
<tbody>
<tr>
<td><strong>Controlo das rendas dos novos contratos</strong></td>
<td>Novos contratos não podem ser superiores ao valor da última renda.</td>
<td>Rendas podem ser definidas pelas partes.</td>
</tr>
<tr>
<td><strong>Rendas antecipadas e cauções</strong></td>
<td>Limite de duas rendas antecipadas e duas rendas de caução.</td>
<td>Limite de três rendas antecipadas e valor de caução ilimitado.</td>
</tr>
<tr>
<td><strong>Duração do contrato com prazo certo</strong></td>
<td>Não pode ser inferior a um ano nem superior a 30 anos.</td>
<td>Mantém-se igual.</td>
</tr>
<tr>
<td><strong>Renovação automática de contratos</strong></td>
<td> Oposição do senhorio à primeira renovação só terá efeitos após três anos da celebração do contrato.</td>
<td>Senhorio pode recusar a renovação automática do contrato mediante comunicação prévia.</td>
</tr>
<tr>
<td><strong>Resolução por incumprimento</strong></td>
<td>Despejo é possível se atraso for igual ou superior a três meses no pagamento; a oito dias, por mais de quatro vezes, seguidas ou interpoladas, num período de 12 meses. Direito de resolução caduca após três meses.</td>
<td>Despejo é possível se atraso for igual ou superior a dois meses no pagamento; a oito dias, por mais de três vezes, seguidas ou interpoladas, num período de 12 meses, ou mais de quatro vezes num período de 18 meses. Direito de resolução caduca após seis meses.</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
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<p>&nbsp;</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_788103]]></sapo:autor>
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		<title>Explicador. O novo IUC: o que muda, quando paga e quem pode dividir o imposto em prestações</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Automonitor]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 11 Jul 2026 08:00:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Automonitor]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Motores]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Grande diferença é esta: o IUC deixa de estar ligado ao aniversário da matrícula e passa a obedecer a um calendário fiscal fixo]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Imposto Único de Circulação vai deixar de ser pago no mês da matrícula do veículo. A alteração ao modelo de pagamento do IUC já foi aprovada e cria um calendário fixo, com datas comuns para os proprietários automóveis, em vez do sistema atual, em que cada contribuinte paga o imposto no mês correspondente à matrícula.</p>
<p>A mudança foi aprovada pelo Governo após autorização do Parlamento e tem como objetivo tornar o pagamento do imposto mais previsível. O ministro da Presidência, António Leitão Amaro, explicou que o modelo atual gera “incerteza e imprevisibilidade”, razão pela qual o período de tributação e liquidação do IUC vai ser alterado.</p>
<p>Na prática, a grande diferença é esta: o IUC deixa de estar ligado ao aniversário da matrícula e passa a obedecer a um calendário fiscal fixo. Mas a mudança não acontece de uma só vez. O ano de 2027 será um período de transição, com regras próprias. Só em 2028 entrará em vigor o modelo definitivo.</p>
<p>Em 2027, os proprietários cujo IUC seja igual ou inferior a 500 euros pagarão o imposto numa única prestação, durante o mês de outubro. Nos casos em que o valor seja superior a 500 euros, o pagamento será dividido em duas prestações, nos meses de julho e outubro. Ainda assim, quem tiver IUC superior a 500 euros poderá optar por pagar tudo de uma vez em julho.</p>
<p>Este regime transitório foi criado para evitar que alguns contribuintes tivessem de pagar o IUC relativo a 2026 e 2027 num intervalo demasiado curto. O Governo defendeu que a transição assegura a neutralidade fiscal da medida e dá tempo aos proprietários para se adaptarem às novas datas.</p>
<p>O regime definitivo chega em 2028. A partir daí, quem tiver um IUC igual ou inferior a 100 euros terá de pagar o imposto até ao final de abril. Para valores superiores a 100 euros e iguais ou inferiores a 500 euros, o pagamento será feito em duas prestações: abril e outubro. Nos casos em que o IUC ultrapasse os 500 euros, o imposto será dividido em três prestações, a pagar em abril, julho e outubro.</p>
<p>O pagamento em prestações não impede, contudo, que o contribuinte liquide o imposto de uma só vez. O Governo já esclareceu que quem quiser pagar integralmente em abril, no regime definitivo, poderá fazê-lo, mesmo quando o valor permitir a divisão por prestações.</p>
<p>O que muda para os condutores é sobretudo o calendário. Até agora, o mês de pagamento dependia da data da matrícula do veículo, o que levava cada proprietário a ter uma obrigação fiscal num momento diferente do ano. Com o novo modelo, passam a existir datas fixas, organizadas em função do valor do IUC.</p>
<p>A alteração também obriga a maior atenção em 2027, porque esse será um ano excecional. Para a maioria dos contribuintes, o pagamento ficará concentrado em outubro. Já os proprietários de veículos com IUC superior a 500 euros terão de contar com uma primeira prestação em julho e uma segunda em outubro, salvo se preferirem pagar tudo em julho.</p>
<p>Em 2028, o sistema passa a ser mais estável: abril torna-se o mês principal do IUC, com julho e outubro reservados para os casos de imposto mais elevado ou para as prestações seguintes. Assim, o valor do imposto passa a determinar se o pagamento é feito numa, duas ou três vezes.</p>
<p>O IUC continua a ser um imposto anual associado à propriedade do veículo. O que muda não é a existência do imposto, nem o critério de cálculo do valor a pagar, mas sim o momento em que deve ser liquidado. O novo calendário pretende simplificar a cobrança e reduzir a dispersão de prazos ao longo do ano.</p>
<p>Em resumo, 2026 mantém as regras atuais. Em 2027, haverá um regime transitório: até 500 euros, pagamento em outubro; acima de 500 euros, pagamento em julho e outubro. A partir de 2028, aplica-se o modelo definitivo: até 100 euros, pagamento em abril; entre 100 e 500 euros, abril e outubro; acima de 500 euros, abril, julho e outubro.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_787955]]></sapo:autor>
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		<title>Alcobaça: Militar da Brigada de Trânsito da GNR morre por atropelamento no IC2</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 11 Jul 2026 08:00:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Um militar da Brigada de Trânsito (BT) da GNR foi atropelado mortalmente por um veículo no IC2 na sexta-feira à noite, em Redondas, concelho de Alcobaça, confirmou fonte da instituição.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Um militar da Brigada de Trânsito (BT) da GNR foi atropelado mortalmente por um veículo no IC2 na sexta-feira à noite, em Redondas, concelho de Alcobaça, confirmou fonte da instituição. </P><br />
<P>O militar da BT de Leiria estava a controlar o trânsito junto de um camião que se havia incendiado pouco antes e, cerca das 23:20, foi atropelado por um condutor que não parou no local mas depois regressou e apresentou-se junto das autoridades, tendo sido detido. </P><br />
<P>O condutor apresentava uma taxa de alcoolemia superior a 1,2 gramas por litro, que é considerado um crime punível com pena de prisão.</P><br />
<P>O caso verificou-se ao quilómetro 88 do IC2, perto da localidade de Redondas, freguesia de Turquel, concelho de Alcobaça e, no momento do acidente, o incêndio já estava extinto. </P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_788232]]></sapo:autor>
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		<title>Almada entra em fim de semana crítico: cortes de água podem repetir-se e crise ainda vai durar semanas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 11 Jul 2026 07:45:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[água]]></category>
		<category><![CDATA[Almada]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Costa da Caparica, Charneca da Caparica e Sobreda estão entre as áreas com maiores consumos, também marcadas por mais construção e maior afluência sazonal]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Almada entra no fim de semana em situação crítica no abastecimento de água, com cortes noturnos já aplicados em 15 zonas do concelho e a possibilidade de novas interrupções nos próximos dias. A crise deverá prolongar-se por, pelo menos, mais duas semanas, apesar da entrada em funcionamento de um novo furo de captação até ao fim de semana, que poderá aumentar em cerca de 20% a capacidade de abastecimento.</p>
<p>Na noite passada, várias zonas entre a Costa da Caparica e a Charneca da Caparica ficaram sem água entre as 22h00 e as 06h00. O corte afetou áreas de seis freguesias: Charneca da Caparica, Sobreda, Costa da Caparica, Palhais, Caparica e Trafaria. A autarquia admite que a medida poderá repetir-se noutras zonas do concelho, de forma rotativa, caso a pressão sobre o sistema se mantenha.</p>
<p>Durante a tarde, a Câmara Municipal de Almada tinha declarado situação de alerta devido à escassez de água e avançado com várias restrições ao consumo. Estão proibidas a rega de jardins públicos e privados, a rega de campos de golfe, a lavagem de viaturas e o enchimento de piscinas. Também foi vedada a utilização de chuveiros e lava-pés nas zonas balneares.</p>
<p>Num vídeo divulgado nas redes sociais, a presidente da Câmara Municipal de Almada, Inês de Medeiros, afirmou que o plano de contingência é a forma encontrada para evitar que algumas zonas fiquem sem água durante 24 horas seguidas. Os problemas arrastam-se há mais de uma semana: primeiro com redução da pressão durante a noite, agora com cortes integrais por zonas, entre as 22h00 e as 06h00.</p>
<p>Perante a dificuldade no abastecimento, o município vai recorrer ao apoio de camiões cisterna para distribuir água à população. A falta de água tem provocado forte contestação no concelho e levou, esta semana, a protestos com cortes de estradas e confrontos entre manifestantes e polícia. Moradores têm criticado a gestão da crise e pedido responsabilidades à liderança da autarquia.</p>
<p>A ministra do Ambiente, Maria da Graça Carvalho, anunciou, após uma reunião com a Câmara de Almada, a Agência Portuguesa do Ambiente, as Águas de Portugal e a EPAL, que um novo furo de captação deverá entrar em funcionamento até este fim de semana. A medida deverá reforçar em cerca de 20% a capacidade de abastecimento municipal.</p>
<p>A governante admitiu, contudo, que a normalização completa não será imediata. A expectativa é que a estabilização do abastecimento ocorra de forma gradual ao longo das próximas duas a três semanas. Segundo Maria da Graça Carvalho, o objetivo não é interromper o abastecimento, mas ajustar o sistema para recuperar níveis adequados de pressão e disponibilidade de água.</p>
<p>A ministra revelou ainda que está identificado um segundo furo, de maior dimensão, atualmente em fase de licenciamento. A Agência Portuguesa do Ambiente deverá acelerar esse processo, e a nova captação poderá vir a garantir praticamente toda a quantidade de água necessária para o concelho. A construção poderá demorar duas a três semanas após o licenciamento.</p>
<p>O consumo elevado é um dos fatores apontados para a crise. Almada terá um consumo médio de cerca de 300 litros por habitante por dia, acima da média nacional de 180 litros. Nos últimos seis meses, algumas zonas do concelho registaram ainda um aumento de consumo de cerca de 4%, agravando a pressão sobre a rede.</p>
<p>Inês de Medeiros tem defendido que o aumento do consumo não se deve maioritariamente a ruturas na rede, mas a um crescimento significativo da procura, associado ao aumento da população e à chegada de mais pessoas às zonas de verão. Costa da Caparica, Charneca da Caparica e Sobreda estão entre as áreas com maiores consumos, também marcadas por mais construção e maior afluência sazonal.</p>
<p>A autarquia admite ainda que possa existir água a sair do sistema sem ser faturada, incluindo eventuais ligações ilegais, e diz que as equipas municipais continuam a fazer inspeções para identificar situações anómalas. O município insiste, porém, que nenhuma zona do concelho ficou sem água por mais de 24 horas.</p>
<p>A crise ganhou também dimensão política. Maria da Graça Carvalho acusou a Câmara de Almada de não ter feito os investimentos necessários para evitar a atual situação e alertou para perdas de água próximas dos 40%, uma das situações mais graves a nível nacional. O secretário-geral do PS criticou as declarações da ministra, dizendo que faltaram à verdade, enquanto o PSD acusou o PS de tentar “mascarar a incompetência” da gestão municipal.</p>
<p>Para já, Almada avança para o fim de semana entre restrições, cortes noturnos e medidas de emergência. O novo furo poderá aliviar a pressão no sistema já nos próximos dias, mas a autarquia e o Governo admitem que a reposição plena do abastecimento só deverá acontecer dentro de algumas semanas.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_787248]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Arma secreta ou ciência atmosférica? A teoria sem provas que voltou depois dos sismos na Venezuela</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 11 Jul 2026 07:30:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[EUA]]></category>
		<category><![CDATA[HAARP]]></category>
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		<category><![CDATA[Venezuela]]></category>
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					<description><![CDATA[Várias publicações nas redes sociais, sobretudo no X, começaram a afirmar, sem apresentar provas, que os Estados Unidos teriam usado o projeto HAARP para provocar os terramotos na Venezuela]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Sempre que acontece uma grande catástrofe natural, há uma palavra que volta a circular nas redes sociais: HAARP. Aconteceu depois de terramotos, furacões, cheias e incêndios florestais. Agora, voltou a acontecer após os sismos registados na Venezuela.</p>
<p>Segundo a &#8216;Euronews&#8217;, várias publicações nas redes sociais, sobretudo no X, começaram a afirmar, sem apresentar provas, que os Estados Unidos teriam usado o projeto HAARP para provocar os terramotos na Venezuela. A alegação foi desmentida por verificadores de factos e rejeitada por cientistas, que sublinham não existir qualquer evidência científica que ligue o programa a atividade sísmica.</p>
<p>HAARP é a sigla de High-frequency Active Auroral Research Program. Trata-se de uma instalação científica localizada no Alasca, criada para estudar a ionosfera, uma camada da atmosfera terrestre situada entre cerca de 60 e mais de 500 quilómetros acima da superfície.</p>
<p>O projeto utiliza ondas de rádio de alta frequência para produzir pequenas perturbações controladas nessa região superior da atmosfera. O objetivo é compreender melhor fenómenos que afetam comunicações por rádio, navegação por satélite e outros sistemas tecnológicos. Entre 1993 e 2014, o programa foi gerido pela Força Aérea e pela Marinha dos Estados Unidos. Desde 2015, está sob responsabilidade da Universidade do Alasca Fairbanks.</p>
<p>Apesar da finalidade científica, o HAARP tornou-se, ao longo dos anos, um alvo recorrente de teorias da conspiração. Já foi falsamente associado à capacidade de provocar terramotos, furacões, cheias, incêndios florestais ou até de controlar o clima. Depois da DANA que atingiu a região de Valência, em Espanha, em outubro de 2024, voltaram também a circular publicações que atribuíam a catástrofe ao mesmo programa.</p>
<p>O padrão é quase sempre o mesmo. Uma catástrofe natural provoca destruição, mortes ou imagens difíceis de explicar para muitos utilizadores. Pouco depois, surgem publicações que atribuem o evento a tecnologias secretas, armas climáticas ou experiências militares. O HAARP aparece frequentemente no centro dessas narrativas, apesar de os seus responsáveis insistirem que a instalação tem fins científicos e investigação aberta.</p>
<p>A pergunta central é simples: o HAARP pode provocar terramotos ou controlar o clima? A resposta dos responsáveis pelo projeto e da comunidade científica é não.</p>
<p>O próprio programa explica que as ondas de rádio utilizadas interagem apenas com a ionosfera, e não com a troposfera ou a estratosfera, que são as camadas inferiores da atmosfera onde se formam os fenómenos meteorológicos. Por essa razão, os responsáveis defendem que o HAARP não tem capacidade para alterar o clima.</p>
<p>Quanto aos terramotos, a explicação é ainda mais direta. Os sinais emitidos pela instalação servem para estudar processos físicos na alta atmosfera e não têm capacidade para afetar a crosta terrestre nem os processos geológicos responsáveis pela atividade sísmica. Por isso, os especialistas rejeitam a ideia de que o HAARP possa causar ou intensificar terramotos, furacões ou cheias.</p>
<p>Os verificadores de factos que analisaram as publicações sobre os sismos na Venezuela chegaram à mesma conclusão: não há provas que liguem o HAARP aos abalos sísmicos. A teoria circula, mas não tem base científica.</p>
<p>A confusão é alimentada pelo facto de o projeto ter estado ligado durante anos a instituições militares dos Estados Unidos e por lidar com conceitos pouco familiares para o público, como ionosfera, ondas de rádio de alta frequência e clima espacial. Mas “clima espacial” não é o mesmo que clima terrestre. Refere-se a fenómenos no ambiente espacial próximo da Terra, como efeitos da atividade solar sobre comunicações, satélites e sistemas elétricos.</p>
<p>No caso da Venezuela, a teoria segue uma lógica já vista noutros desastres: transforma um fenómeno natural complexo numa narrativa simples, com um culpado externo e uma suposta tecnologia secreta. Essa explicação pode parecer sedutora em momentos de medo e incerteza, mas não substitui a evidência científica.</p>
<p>O HAARP continua a ser uma instalação de investigação atmosférica no Alasca. Estuda a ionosfera, comunicações e fenómenos do chamado clima espacial. Não há provas de que consiga controlar o tempo, provocar furacões ou desencadear terramotos. Ainda assim, sempre que o planeta treme ou o clima extremo causa destruição, a teoria regressa às redes sociais — e volta a confundir ciência com conspiração.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_788013]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>ENTREVISTA: The Legendary Tigerman levou a música de Paião &#8220;para outros sítios&#8221; mantendo-se fiel ao original</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/entrevista-the-legendary-tigerman-levou-a-musica-de-paiao-para-outros-sitios-mantendo-se-fiel-ao-original/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 11 Jul 2026 07:15:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[*** Joana Ramos Simões (texto) e José Sena Goulão (fotos), da agência Lusa ***]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>*** Joana Ramos Simões (texto) e José Sena Goulão (fotos), da agência Lusa ***</P><br />
<P></P><br />
<P>Oeiras, Lisboa, 11 jul 2026 (Lusa) &#8212; O músico Paulo Furtado (The Legendary Tigerman), responsável pela banda sonora do filme &#8220;Playback&#8221;, sobre Carlos Paião, levou a música do cantor &#8220;para outros sítios&#8221;, mas mantendo-se fiel ao original, como se tivessem produzido um disco juntos.</P><br />
<P>Em entrevista à Lusa na sexta-feira, no festival NOS Alive, no Passeio Marítimo de Algés, horas antes da estreia do espetáculo &#8220;Playback &#8212; Paião por Tigerman&#8221;, Paulo Furtado contou que trabalhou o repertório do artista, que morreu com 30 anos em 1988, &#8220;um bocadinho na ótica da banda sonora, por um lado, e por outro sem tirar uma certa componente de pop, que faz parte&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Se o fizesse [tirar a componente pop] acho que estava a fazer um mau trabalho, acho que não iria ser correto, mas fui acrescentando umas camadas que quase não se percebe, mas que são camadas muito densas por baixo daquela pop mais &#8216;bubblegum&#8217; e isso deu-me muito gozo também&#8221;, disse.</P><br />
<P>Por ser sobretudo um músico de rock, Paulo Furtado não seria a escolha mais óbvia para criar a banda sonora de um filme sobre Carlos Paião, mais do universo da pop, algo em que &#8216;Tigerman&#8217; pensou quando lhe fizeram o convite.</P><br />
<P>&#8220;Acho que o convite vem muito pelo meu lado que é menos visível, mas cada vez mais visível também, de fazer muitas bandas sonoras para cinema, e de nos últimos anos ter feito mesmo muitas coisas&#8221;, considerou.</P><br />
<P>Paulo Furtado partilhou que trabalhou as músicas como se tivesse produzido um disco de Carlos Paião com o próprio, à semelhança do que fez recentemente com os Expresso Transatlântico.</P><br />
<P>&#8220;Eu ia respeitar o que o artista é, não iria torná-lo noutra coisa. Iria introduzir elementos que acho que poderiam levar a música dele para outros sítios e acho que foi um bocadinho isso que fiz. Fiz com respeito, obviamente, mas depois também fiz a divertir-me e a fazer o que achava que era correto&#8221;, contou.</P><br />
<P>O músico partilhou que quando começou a trabalhar nas canções da banda sonora quase conseguiu ouvir &#8220;uma fase do [cantor Leonard] Cohen dos anos 1980 em algumas das coisas&#8221;, o que o levou numa determinada direção e a juntar depois &#8220;umas guitarras que levam as músicas um bocadinho para o universo de [realizador] David Lynch e [da série] &#8216;Twin Peaks'&#8221;.</P><br />
<P> &#8220;A Sara Badalo [cantora que faz parte da banda que acompanha Paulo Furtado], que canta também no projeto, é uma cantora incrível que faz coisas inacreditáveis. Na [versão da] &#8216;Playback&#8217;, por exemplo, há uma linha de violinos que acaba por ser feita com a voz dela e harmonizada com a voz dela&#8221;, referiu.</P><br />
<P>Embora Carlos Paião não fosse um artista que Paulo Furtado ouvisse com regularidade, reconhece que as suas canções, como &#8220;Playback&#8221;, &#8220;Cinderela&#8221; ou &#8220;Discoteca&#8221; &#8211; tema que redescobriu ao trabalhar na banda sonora do filme -, &#8220;estão completamente instaladas no cancioneiro português&#8221;.</P><br />
<P>Entre as músicas de Carlos Paião escolhidas para a banda sonora há um inédito, &#8220;Lisboa Lisboa&#8221;, tema &#8220;que se destacava claramente&#8221; entre os vários que o cantor nunca chegou a editar.</P><br />
<P>&#8220;É uma canção super bonita que ainda descreve de muitas formas Lisboa hoje em dia. Brinca um bocadinho com algumas coisas que se calhar já estavam mal na altura e continuam mal. Continua a ser uma canção de amor dedicada a Lisboa, que eu acho que é muito bonita. Essa então foi mesmo a que me deu mais gozo fazer, porque havia uma gravação em que se ouvia muito mal. Basicamente havia uma linha melódica e harmónica e pronto, não se ouvia muito mais do que isso&#8221;, partilhou.</P><br />
<P>Para recriar as canções, bem como a banda sonora do filme, Paulo Furtado recorreu aos músicos que habitualmente o acompanham. Além de Sara Badalo, a banda do projeto &#8220;Playback &#8212; Paião por Tigerman&#8221; inclui Mike Ghost e João Cabrita, a quem se juntou ainda Rafael Ferreira, o ator que é Carlos Paião no filme de Sérgio Graciano.</P><br />
<P>Além de protagonista do filme, Rafael Ferreira é também o vocalista nos concertos.</P><br />
<P>Nascido dez anos depois de Carlos Paião ter morrido, o ator conhecia &#8220;três ou quatro músicas&#8221; do cantor, &#8220;as principais&#8221;, antes de começar a preparar-se para o papel.</P><br />
<P>Cantar é algo que nele surge &#8220;por instinto, e alguma formação&#8221;, contou à Lusa também horas antes de subir a palco.</P><br />
<P>Nos cursos de teatro, no secundário e na faculdade, teve alguns módulos de canto e recentemente fez parte do elenco do espetáculo musical &#8220;Quis saber quem sou&#8221;, de Pedro Penim, o que lhe permitiu ter &#8220;alguma bagagem&#8221;. &#8220;Mas não sou cantor&#8221;, fez questão de dizer.</P><br />
<P>No filme &#8220;Playback&#8221;, Rafael Ferreira consegue fazer o que mais gosta: representar, dançar e cantar. &#8220;Neste projeto tive a felicidade de juntar os três e foi maravilhoso&#8221;, referiu.</P><br />
<P>Desafiado a partilhar qual a sua música preferida de Carlos Paião, apontou duas: uma que entra no filme e outra que não.</P><br />
<P>&#8220;A que não entra no filme é a &#8216;Lá Longe Senhora&#8217; e a que entra no filme é a &#8216;Discoteca&#8217;, que muita pouca gente conhece. Eu não conhecia, mas é assim uma balada para dançar agarradinho, é muito gira&#8221;, partilhou.</P><br />
<P>O espetáculo &#8220;Playback &#8212; Paião por Tigerman&#8221; foi apresentado já na madrugada de hoje no Palco Fado Café do festival, onde pode ser visto novamente hoje à noite.</P><br />
<P>Embora não haja mais datas anunciadas, Paulo Furtado acredita que poderão surgir entretanto, &#8220;ainda para este ano&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Playback &#8211; Um Filme Sobre Carlos Paião&#8221;, que chega aos cinemas em 06 de agosto, é um filme biográfico, com momentos-chave do percurso do cantor e compositor, como a passagem pelo Festival da Canção.</P><br />
<P>Além de Rafael Ferreira, o elenco integra Laura Dutra, Rita Durão, António Mortágua, Anabela Moreira e Albano Jerónimo, entre outros atores.</P><br />
<P>O filme é uma produção da Caos Calmo, tem argumento de Mário Cenicante e contou com a colaboração de Zaida Cardoso, a mulher de Carlos Paião, que não só relembrou a história do artista como deu a ouvir algumas músicas à produção. </P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_788231]]></sapo:autor>
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		<title>REPORTAGEM: Incêndios: &#8220;Tanto trabalho queimado&#8221; em Sernada, Águeda</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 11 Jul 2026 07:05:14 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Águeda, Aveiro 11 jul 2026 (Lusa) -- Não há habitante, nos cerca de 20, em Sernada, Águeda, que não tenha sido afetado pelo incêndio que devorou parte de uma primeira habitação, uma carpintaria, animais e muitos hectares de cultivo e pomares.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>*** Isabel Marques Nogueira (texto) e Paulo Novais (fotos), da agência Lusa ***</P><br />
<P></P><br />
<P>Águeda, Aveiro 11 jul 2026 (Lusa) &#8212; Não há habitante, nos cerca de 20, em Sernada, Águeda, que não tenha sido afetado pelo incêndio que devorou parte de uma primeira habitação, uma carpintaria, animais e muitos hectares de cultivo e pomares.</P><br />
<P>&#8220;Tanto trabalho queimado!&#8221;, lamentou Adelaide Vidal, que, a caminho dos 81 anos, nunca viu um incêndio assim na sua terra, em Sernada, na União de Freguesias de Préstimo e Macieira de Alcôba, no concelho de Águeda, distrito de Aveiro.</P><br />
<P>Adelaide Vidal, após o incêndio que começou em Vouzela e atingiu aquela região, explicou: &#8220;Ali, na casa que ardeu, morava um pai e uma filha&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Ele não queria sair, mas os bombeiros partiram as janelas e lá os tiraram. Estão em casa de uma outra filha para os lados de Oliveira de Frades [distrito de Viseu]&#8221;, relatou.</P><br />
<P>Mais à frente, no meio da povoação, António Vidal, irmão de Adelaide, mostrou à agência Lusa a lista de material e maquinaria que tinha na sua carpintaria que ardeu na totalidade com as chamas que &#8220;chegaram por trás, pelos terrenos&#8221; agrícolas.</P><br />
<P>&#8220;Esta oficina era de 1712, já vinha do meu bisavô. Tinha maquinaria muito antiga e outras coisas mais recentes. Ardeu tudo, não consegui salvar nada. E não há cálculo financeiro que se consiga fazer, porque era uma herança muito estimável que tinha e onde eu ocupei os meus últimos quase 30 anos&#8221;.</P><br />
<P>A carpintaria, &#8220;infelizmente, não foi tudo&#8221; o que as chamas reduziram a cinza. Com elas, foram também 44 hectares de terreno agrícola e de árvores de fruto.</P><br />
<P>&#8220;Não tenho um pau verde na minha lavoura. Tenho 93 pés de oliveira todos derretidos, mais 50 pés de castanheiros, já com castanha grossa, grande, em boa fase de produção. Ardeu tudo, não sobrou nada&#8221;, descreveu.</P><br />
<P>Adelaide Vidal mostrou ainda &#8220;todas as hortênsias&#8221; perfiladas e que &#8220;eram de uma beleza enorme, dava gosto olhar para o corredor azul&#8221; que agora se transformou num castanho acinzentado ao longo do caminho que diariamente percorria para alimentar os animais e trabalhar os terrenos.</P><br />
<P>&#8220;Ainda nem tinha tido coragem de vir aqui ver. É a primeira vez que aqui venho&#8221;, reconheceu à agência Lusa, enquanto guiava os passos, caminho abaixo, onde &#8220;estava a lenha para o inverno, debaixo desse zinco para a proteger da chuva&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Protegia da chuva, mas não do fogo&#8221;, lamentou.</P><br />
<P>Segundo disse, &#8220;sobrou um galo e uma ou duas galinhas, todas as outras morreram, como morreu o porco e a cabra&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Olhe, foi uma desgraça, nem posso pensar nisso&#8221;.</P><br />
<P>Da área agrícola &#8220;é mais fácil contar o que não ardeu, ou seja, o milho e pouco mais, um bocadinho de uma vinha também, de resto, foi tudo&#8221;.</P><br />
<P>Laranjeiras, pereiras, macieiras, &#8220;foi quanta árvore de fruto tinha&#8221; que agora deixa de ter, assim como &#8220;toda a alfaia agrícola que também ardeu, estava tudo junto&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Nunca vi um incêndio como este! Repare nas covas onde estavam as raízes dos pinheiros e que o fogo consumiu. Olhe estes troncos, esta oliveira, queimou toda por dentro, só tem o casco. Aquele sobreiro ali caiu, não se aguentou de pé. Um perigo, o meu irmão tinha acabado de passar quando ele tombou&#8221;.</P><br />
<P>Adelaide Vidal disse que em Sernada &#8220;não chegam a morar 20 pessoas&#8221;, quase todas da sua família, &#8220;mas não há ninguém que possa dizer que não foi afetada, porque toda a gente foi&#8221;.</P><br />
<P>O incêndio andou em todo o lado. Aqui e nas aldeias vizinhas&#8221; como Sernadinha ou Vale do Lobo.</P><br />
<P>Este incêndio teve início às 03:04 do dia 02 em Tourelhe, freguesia de Cambra e Carvalhal de Ermidas, concelho de Vouzela, distrito de Viseu, e foi dado como dominado às 12:40 do dia 05.</P><br />
<P>Com mais de 15 mil hectares destruídos, o fogo, até agora o maior do ano e que provocou dois feridos graves e seis ligeiros, chegou a ser combatido por mais de 1.200 operacionais e atingiu os concelhos de Vouzela, Tondela e Oliveira de Frades, no distrito de Viseu, e também Águeda, já no distrito de Aveiro.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_788230]]></sapo:autor>
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		<title>REPORTAGEM: Incêndios: Baldios de Préstimo em Águeda praticamente todos destruídos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 11 Jul 2026 07:05:10 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[Águeda, Aveiro 11 jul 2026 (Lusa) -- Cerca de 70% da totalidade dos baldios de Préstimo, em Águeda, ardeu neste incêndio, uma mancha verde ordenada e alguma dela plantada nos últimos 10 anos, disse à agência Lusa o presidente da associação.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>*** Isabel Marques Nogueira (texto) e Paulo Novais (fotos), da agência Lusa ***</P><br />
<P></P><br />
<P>Águeda, Aveiro 11 jul 2026 (Lusa) &#8212; Cerca de 70% da totalidade dos baldios de Préstimo, em Águeda, ardeu neste incêndio, uma mancha verde ordenada e alguma dela plantada nos últimos 10 anos, disse à agência Lusa o presidente da associação.</P><br />
<P>&#8220;Isto é muito desolador. Andamos há anos a trabalhar em projetos e a organizar a floresta e agora foi tudo consumido pelas chamas. Mais de 70% da área gerida pelos Baldios ardeu e o que ficou é uma área que nem tem nada para produzir&#8221;, explicou Jorge Simões sobre o incêndio que começou em Vouzela no dia 02 e atingiu aquele território.</P><br />
<P>A Comunidade Local dos Baldios da Freguesia do Préstimo gere um total de 850 hectares de mancha verde na União de Freguesias de Préstimo e Macieira de Alcôba, concelho de Águeda, distrito de Aveiro, e desde há oito anos que estão com novos projetos de plantações.</P><br />
<P>&#8220;Ardeu tudo. Desde as novas plantações a pinheiros que tinham 30 anos. Só de pinheiro tínhamos 350 hectares. Depois, temos eucalipto em quase 130 hectares, não chega a tanto, e tudo o resto são outras espécies&#8221;.</P><br />
<P>Jorge Simões disse à agência Lusa que nos últimos oito anos a associação comunitária dos baldios &#8220;tem realizado diversos projetos que têm permitido reorganizar o território&#8221;.</P><br />
<P>Uma semana depois do incêndio, percorreu os terrenos para &#8220;tentar perceber os danos&#8221; causados, que &#8220;são de centenas de milhares de euros&#8221;.</P><br />
<P>Segundo contou, os baldios recorreram há três anos a financiamento europeu para plantarem &#8220;88 mil pinheiros e mais de 8.500 medronheiros&#8221; e, no fogo que por ali passou há dois anos, &#8220;ardeu cerca de 40% desse projeto e, agora, ardeu o resto&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Ficámos sem espécie nenhuma deste projeto que foi financiado&#8221;, vincou.</P><br />
<P>Ainda &#8220;sem dar a volta por completo&#8221; a toda a área gerida pelos Baldios de Préstimo, Jorge Simões indicou que &#8220;está praticamente tudo dizimado&#8221; e, &#8220;por incrível que pareça, as únicas plantações que não arderam por completo, só nas orlas, foram justamente as do eucalipto&#8221;.</P><br />
<P>Na localidade de Vale do Lobo, em Préstimo, exemplificou, &#8220;foi plantada uma área de 33 hectares, sendo que, destes, quase oito eram de pinho que já tinham quatro a cinco metros de altura, mas agora desapareceu por completo&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Desapareceu o eucalipto e o pinho, porque, apesar de os terrenos estarem limpos, o incêndio entrou por cima, pelas copas, quer por projeções, quer pela passagem nas próprias copas. Foi tudo&#8221;, lamentou.</P><br />
<P>Jorge Simões disse que a paisagem demonstra o estado de espírito das pessoas e da própria direção dos Baldios: &#8220;Estamos desolados e desorientados, porque ainda não sabemos como vamos fazer para dar a volta a isto&#8221;, admitiu.</P><br />
<P>Uma desorientação que também nasce da dúvida do que fazer com o queimado, já que disse que &#8220;ninguém quer a madeira queimada, porque não tem qualquer interesse&#8221;.</P><br />
<P>Pelos caminhos, entre as localidades da freguesia, como por exemplo entre Carvalhal e Rio de Maçãs, é visível a destruição causada pelo incêndio, numa via em que circular obriga a atenção redobrada, quer pelos ramos e troncos na estrada, como pedras que rolam pelas escarpas ou mesmo um poste, em jeito de balouço, preso pelos cabos.</P><br />
<P>Na localidade de Cambra, &#8220;a água da nascente falhou, porque os canos arderam&#8221;, e &#8220;a eletricidade falhou, mas colocaram um gerador&#8221;, apontou António Duarte.</P><br />
<P>Desligaram o gerador &#8220;na tarde de quinta-feira&#8221;, altura em que a energia voltou a chegar às casas de uma aldeia em que &#8220;não há memória de um incêndio com esta força&#8221;, pelo menos, nos 78 anos de António Duarte.</P><br />
<P>Este incêndio teve início às 03:04 do dia 02 em Tourelhe, freguesia de Cambra e Carvalhal de Ermidas, concelho de Vouzela, distrito de Viseu, e foi dado como dominado às 12:40 do dia 05.</P><br />
<P>Com mais de 15 mil hectares destruídos, o fogo, até agora o maior do ano e que provocou dois feridos graves e seis ligeiros, chegou a ser combatido por mais de 1.200 operacionais e atingiu os concelhos de Vouzela, Tondela e Oliveira de Frades, no distrito de Viseu, e também Águeda, já no distrito de Aveiro.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_788229]]></sapo:autor>
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		<title>REPORTAGEM: Incêndios: Câmara de Tondela leva água a aldeias da serra do Caramulo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 11 Jul 2026 07:05:07 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Tondela, Viseu 11 jul 2026 (Lusa) -- Sete aldeias e cerca de 50 pessoas, na encosta da serra do Caramulo, em São João do Monte, recebem água da Câmara de Tondela, depois de os tubos terem derretido com o incêndio que começou em Vouzela no dia 02 e que também queimou colmeias.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>*** Isabel Marques Nogueira (texto) e Paulo Novais (fotos), da agência Lusa ***</P><br />
<P></P><br />
<P>Tondela, Viseu 11 jul 2026 (Lusa) &#8212; Sete aldeias e cerca de 50 pessoas, na encosta da serra do Caramulo, em São João do Monte, recebem água da Câmara de Tondela, depois de os tubos terem derretido com o incêndio que começou em Vouzela no dia 02 e que também queimou colmeias.</P><br />
<P>&#8220;Por aqui não tivemos falta de energia, felizmente, mas ficámos sem água. Nós e toda esta localidade e área, acredito. Nós somos abastecidos por minas que existem na serra, mas o incêndio queimou os tubos&#8221;, contou à agência Lusa Carlos Silva.</P><br />
<P>Este habitante de Matadegas, em São João do Monte, concelho de Tondela, no distrito de Viseu, disse que foi &#8220;comprar cerca de quilómetro e meio de tubo&#8221; para fazer a ligação e &#8220;poder ter alguma água em casa para as máquinas funcionarem&#8221;.</P><br />
<P>As comunicações que &#8220;já eram más, ficaram piores&#8221;, acrescentou. Carlos Silva disse haver um &#8220;grande problema de rede móvel&#8221; na aldeia, que também &#8220;é deficitária de internet&#8221; e, &#8220;agora, com o incêndio, só piorou&#8221;.</P><br />
<P>Matadegas é uma das sete localidades da freguesia de São João do Monte que ficou sem acesso à água, a par de Belazeima, Carvalhal, Mançores, Almejofa, Caselho e Vale do Lobo.</P><br />
<P>Segundo disse à agência Lusa o presidente da Junta de Freguesia de São João do Monte, Paulo Dinis, as sete localidades perfazem um total de &#8220;pouco mais de 50 pessoas e, ao fim de semana, o número praticamente duplica&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;A nossa maior preocupação agora é a água e o saneamento, devido aos quilómetros de tubo que arderam. Para minimizar os danos, as pessoas estão a receber água potável que a Câmara de Tondela está a levar às suas casas&#8221;, disse o autarca.</P><br />
<P>Paulo Dinis realçou que &#8220;outra grande preocupação&#8221; que este incêndio causou, &#8220;além de toda a mancha florestal que ardeu, foi a morte de dezenas de colmeias e, consequentemente, o pasto para as que ficaram&#8221; vivas.</P><br />
<P>&#8220;Ainda não está tudo contabilizado, mas, para já, sabemos que arderam mais de 80 colmeias e temos de ver o que vamos fazer para alimentar as que ficaram, se vamos fazer transumância ou não. Temos de pensar bem&#8221;, disse.</P><br />
<P>Da mancha verde da encosta da serra do Caramulo arderam, entre outras áreas, &#8220;80 hectares dos baldios&#8221; de São João do Monte, &#8220;sobretudo pinheiro, mas também alguns eucaliptos&#8221;, acrescentou Paulo Dinis.</P><br />
<P>Este incêndio teve início às 03:04 do dia 02 em Tourelhe, freguesia de Cambra e Carvalhal de Ermidas, concelho de Vouzela, distrito de Viseu, e foi dado como dominado às 12:40 do dia 05.</P><br />
<P>Com mais de 15 mil hectares destruídos, o fogo, até agora o maior do ano e que provocou dois feridos graves e seis ligeiros, chegou a ser combatido por mais de 1.200 operacionais e atingiu os concelhos de Vouzela, Tondela e Oliveira de Frades, no distrito de Viseu, e também Águeda, já no distrito de Aveiro.</P></p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_788228]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>REPORTAGEM: Incêndios: Chamas destruíram Reserva Botânica de loendros em Vouzela</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 11 Jul 2026 07:05:05 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Vouzela, Viseu 11 jul 2026 (Lusa) -- Os 24 hectares da Reserva Botânica de Cambarinho, Vouzela, foram destruídos pelas chamas e os passadiços junto ao rio ficaram transformados em pó, num concelho em que também morreram animais e arderam pastos.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>*** Isabel Marques Nogueira (texto) e Paulo Novais (fotos), da agência Lusa ***</P><br />
<P></P><br />
<P>Vouzela, Viseu 11 jul 2026 (Lusa) &#8212; Os 24 hectares da Reserva Botânica de Cambarinho, Vouzela, foram destruídos pelas chamas e os passadiços junto ao rio ficaram transformados em pó, num concelho em que também morreram animais e arderam pastos.</P><br />
<P>&#8220;Aqui estava uma casinha de madeira e ali, naquele corredor de pó mais claro, eram os passadiços. Davam a volta à reserva, com vista para o rio e para uma paisagem de loendros muito bonita. Todos os dias havia aqui visitas e ao fim de semana era muita gente mesmo, porque isto era muito bonito, cheio de cor e agora está assim, negro&#8221;, disse à agência Lusa um morador, a propósito do incêndio que começou no dia 02 em Vouzela e antes de apanhar pregos que uniam a madeira das estruturas.</P><br />
<P>&#8220;É para evitar que cheguem ao rio&#8221;, justificou.</P><br />
<P>A reserva Botânica tem 24 hectares e &#8220;não restou nada, apesar do loendro ser uma planta difícil de queimar&#8221;, acrescentou.</P><br />
<P>À agência Lusa, o presidente da Câmara de Vouzela, Carlos Oliveira, prometeu que o município &#8220;vai intervir para tentar recuperar ao máximo&#8221; a reserva que fica a poucos metros da Zona Industrial de Campia, onde ardeu uma fábrica na totalidade.</P><br />
<P>Uma semana depois, o fumo ainda persiste, assim como pequenos focos, inclusive com chamas e que indicam o local onde outrora existiu madeira e uma unidade industrial de produção de energia por biomassa, hoje reduzida a paredes.</P><br />
<P>Nas vias, são vários os profissionais que andam a restabelecer as comunicações, cujos fios arderam.</P><br />
<P>&#8220;Estou há uma semana sem televisão. Não sei o que se passa no mundo, porque também não há internet&#8221;, relatou Irene Marques.</P><br />
<P>&#8220;Isto foi muito assustador! Não saí de casa, mas as chamas estiveram aqui, à porta&#8221;, acrescentou esta moradora.</P><br />
<P>No terreno de Irene Marques não havia &#8220;grandes sinais&#8221; de incêndio, mas do outro lado do caminho &#8220;morreram as galinhas&#8221; do vizinho e, &#8220;vá lá, que ainda conseguiu tirar as cabras, mas não houve tempo para mais&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Ardeu lenha, ardeu tudo aí&#8221;, a um par de metros de distância.</P><br />
<P>Seguindo a linha do incêndio, na freguesia de Alcofra, é visível a destruição na mancha florestal: uma plantação recente de pinheiros bem alinhados, terreno agrícola cultivado e várias árvores de fruto, tudo com a mesma tonalidade deixada pelas chamas.</P><br />
<P>&#8220;Felizmente, não houve vítimas, nem arderam casas por aqui, mas as nossas coisinhas e o pasto dos animais&#8230; As chamas levaram tudo&#8221;, indicou Piedade Tomé, que ainda não decidiu &#8220;se é melhor comprar pasto ou vender os animais&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Mas nesta altura, ninguém os quer e os que se oferecem para comprar não dão dinheiro nenhum, porque sabem que estamos com a corda ao pescoço. Ainda tenho de ver, porque isto dá muito trabalho e já ninguém quer tomar conta de animais&#8221;.</P><br />
<P>Ali, na localidade de Mogueirães, em Campia, no sopé da serra do Caramulo, &#8220;a aldeia foi salva pelos bombeiros e pela população mais jovem que ajudou muito&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Alguns largaram os empregos para darem uma mão&#8221; na defesa dos bens da comunidade.</P><br />
<P>Este incêndio teve início às 03:04 do dia 02 em Tourelhe, freguesia de Cambra e Carvalhal de Ermidas, concelho de Vouzela, distrito de Viseu, e foi dado como dominado às 12:40 do dia 05.</P><br />
<P>Com mais de 15 mil hectares destruídos, o fogo, até agora o maior do ano e que provocou dois feridos graves e seis ligeiros, chegou a ser combatido por mais de 1.200 operacionais e atingiu os concelhos de Vouzela, Tondela e Oliveira de Frades, no distrito de Viseu, e também Águeda, já no distrito de Aveiro.</P></p>
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		<title>REPORTAGEM: Em Cabo Verde, passageiros viajam em &#8216;Adidas&#8217;, &#8216;Emirates&#8217; e outras marcas famosas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 11 Jul 2026 07:05:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[*** Rosana Semedo, da agência Lusa ***]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>*** Rosana Semedo, da agência Lusa ***</P><br />
<P></P><br />
<P>Praia, 11 jul 2026 (Lusa) &#8212; Na ilha de Santiago, Cabo Verde, há passageiros que viajam em &#8216;Adidas&#8217;, &#8216;Dsquared&#8217; ou &#8216;Emirates&#8217;, logótipos com que identificam as &#8216;hiaces&#8217;, transportes coletivos do arquipélago.</P><br />
<P>&#8220;Desde que comecei a trabalhar, sempre foi assim. Sou apaixonado pela Adidas&#8221;, conta José Paiva, 64 anos, motorista que decidiu colocar as icónicas três riscas da marca na carrinha de 15 lugares.</P><br />
<P>Ele próprio está quase sempre equipado a rigor com bonés, camisolas e fatos de treino da marca que também ostenta através de autocolantes nos vidros e nos bancos.</P><br />
<P>Enquanto aguarda que os 15 lugares da viatura se preencham no &#8220;terminal&#8221; de Sucupira, rua adjacente ao maior mercado informal do país, conta à Lusa que é assim que os passageiros identificarem melhor o transporte de que precisam.</P><br />
<P>&#8220;Perguntam logo: &#8216;Já chegou a Adidas&#8217;? Procuram mais pela marca do que pela matrícula&#8221;, afirma, recordando-se de um grupo de turistas alemães contente por viajar num carro com uma marca do seu país.</P><br />
<P>A Adidas liga Praia e São Domingos, município a 20 quilómetros da capital.</P><br />
<P>Na fila há &#8216;Dsquared&#8217;, &#8216;Emirates&#8217;, &#8216;Armani&#8217;, &#8216;Nike&#8217;, &#8216;Kaporal&#8217;, &#8216;TAP&#8217; ou &#8216;Emporio Armani&#8217;, mas há também frases religiosas e nomes de familiares.</P><br />
<P>As &#8216;hiaces&#8217; são parecidas &#8212; como indicia o nome &#8212; e às vezes fazem o mesmo percurso, pelo que sempre foi necessária uma marca ou sinal para se distinguirem, explica Aguinaldo Mendes, 47 anos, ao volante da Dsquared desde 2015.</P><br />
<P>&#8220;Posso estar estacionado mais longe ou mesmo durante a viagem: assim que veem a marca, sabem logo que sou eu e não perco passageiros, mesmo os mais distraídos&#8221;, relata, também a caminho de São Domingos.</P><br />
<P>Bruno Brito, de 28 anos, conduz a &#8216;Emirates&#8217;, numa homenagem à companhia aérea internacional: &#8220;Sinto que o meu carro é como um avião&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Se alguém tem um escritório e o identifica à sua maneira, nós também fazemos o mesmo com os nossos veículos&#8221;, acrescenta.</P><br />
<P>A aviação também inspirou Hélder Lopes, 32 anos, que trabalha como condutor no carro de um primo que, desde 2020, escolheu a TAP&#8217; companhia aérea de Portugal, como marca.</P><br />
<P>&#8220;Na altura era muito difícil conseguir visto para Portugal. O meu primo tinha o grande sonho de viajar, mas não conseguia. Disse que, como nunca tinha andado de avião, ia pôr a TAP no carro. Pouco depois viajou mesmo na TAP&#8221;, descreve.</P><br />
<P>Décio Vilarinho, 38 anos, visitante frequente de Cabo Verde, diz que basta olhar para a frente das carrinhas para perceber como vai organizar a viagem.</P><br />
<P>&#8220;Se não vejo a marca Adidas, já sei que o carro se foi embora&#8221;, diz, ao apontar para uma forma de identificação &#8220;que transmite confiança aos passageiros&#8221; e que já se tornou numa das características dos transportes coletivos cabo-verdianos.</P><br />
<P>&#8220;Já nem estranho ver estas marcas. Pelo contrário, estranho é uma &#8216;hiace&#8217; não ter nenhuma&#8221;, afirma, defendendo que as próprias empresas podiam aproveitar esta visibilidade.</P><br />
<P>Os carros &#8220;vão para todo o lado&#8221; e &#8220;as marcas podiam apoiar mais os condutores. Era publicidade para elas&#8221;.</P><br />
<P>Com sacos de compras nas mãos, Helida Lopes, 32 anos, aproxima-se de um veículo estacionado no terminal e confirma o nome inscrito na frente do carro.</P><br />
<P>&#8220;Nunca decoro a matrícula. Procuro sempre pelos nomes que colocam. Quando vejo a Emirates ou a Dsquared, que nem sei pronunciar, já sei que vão para a minha zona&#8221;, na localidade de Rui Vaz, a 30 quilómetros.</P><br />
<P>&#8220;É muito mais fácil e já estamos todos habituados&#8221;, diz.</P><br />
<P>Em Assomada, interior da ilha de Santiago, a cerca de 40 quilómetros da capital, além de &#8216;hiaces&#8217;, o terminal acolhe carrinhas de caixa aberta que transportam pessoas, com bancos corridos e uma cobertura.</P><br />
<P>Entre jantes cromadas e ritmos de funaná, género musical de Cabo Verde, destacam-se autocolantes de &#8216;Louis Vuitton&#8217;, &#8216;Guess&#8217;, &#8216;Gucci&#8217;, &#8216;Chanel&#8217; e &#8216;Nike&#8217;.</P><br />
<P>As marcas cruzam-se com lemas pintados nos para-brisas, como &#8220;Deus no Comando&#8221; ou palavras de ordem como &#8220;Determinação&#8221;.</P><br />
<P>O modelo pode ser diferente, mas o ritual de batismo com marcas é idêntico.</P></p>
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