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	<description>Notícias atualizadas ao minuto. Economia, política, sociedade, finanças e empresas e mercados</description>
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		<title>Autonomia até 500 km, carregamento mais rápido e Gemini a bordo: Renault atualiza o Megane E-Tech elétrico</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Automonitor]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Jun 2026 10:17:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Automonitor]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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		<category><![CDATA[Renault Mégane E-tech]]></category>
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					<description><![CDATA[Modelo, lançado em 2022 como um dos primeiros representantes da nova geração elétrica da marca, passa a contar com uma bateria LFP de 67 kWh, uma autonomia WLTP de até 500 quilómetros e carregamento rápido em corrente contínua até 165 kW]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Renault atualizou o Megane E-Tech elétrico com uma nova bateria, mais autonomia, carregamento rápido melhorado, uma imagem exterior redesenhada e uma gama mais simples, composta agora por dois níveis de equipamento: Techno e Esprit Alpine.</p>
<p>O modelo, lançado em 2022 como um dos primeiros representantes da nova geração elétrica da marca, passa a contar com uma bateria LFP de 67 kWh, uma autonomia WLTP de até 500 quilómetros e carregamento rápido em corrente contínua até 165 kW. Segundo a Renault, esta evolução permite carregar a bateria dos 15% aos 80% em cerca de 24 minutos.</p>
<p>A atualização surge num segmento dos familiares compactos elétricos cada vez mais competitivo, no qual a marca francesa pretende reforçar o posicionamento do Megane E-Tech elétrico. A Renault sublinha que mais de dois em cada três compradores do modelo são novos no universo dos automóveis elétricos, razão pela qual procurou tornar a experiência de utilização mais simples, eficiente e intuitiva.</p>
<p>A nível visual, o novo Megane E-Tech elétrico recebe uma dianteira profundamente remodelada. À exceção dos faróis, todos os elementos são novos, incluindo o para-choques, a grelha fechada em preto brilhante e a nova assinatura luminosa com componentes em forma de diamante. O objetivo passa por reforçar a perceção de largura, presença em estrada e dinamismo.</p>
<p>Na traseira, as luzes mantêm a disposição em toda a largura, mas passam a ter uma construção tridimensional, sem lente de cobertura. O modelo fica também ligeiramente mais alto, em 20 milímetros, devido à nova bateria, mantendo elementos de identidade como os puxadores embutidos, a linha de tejadilho inclinada, a linha de cintura elevada e as jantes de 19 ou 20 polegadas.</p>
<p>Laurens van den Acker, diretor de Design do Grupo Renault, afirma que a marca aumentou a largura aparente e a postura em estrada do novo Megane E-Tech elétrico para lhe dar maior presença, com um estilo “desportivo e moderno” que reflete as suas qualidades dinâmicas.</p>
<p>No interior, a versão Techno passa a contar com um painel de instrumentos com acabamento em TEP, enquanto a Esprit Alpine recebe detalhes específicos, incluindo novos acabamentos nos painéis das portas em cinzento espectral. A iluminação LED mantém um papel importante na criação de ambiente a bordo e pode ser personalizada pelo condutor.</p>
<p>A experiência digital continua centrada no sistema openR, composto por um painel digital de 12,3 polegadas e um ecrã multimédia de 12 polegadas. O Megane E-Tech elétrico mantém o sistema openR link com Google integrado, incluindo Google Maps, Google Assistant e acesso a aplicações através do Google Play.</p>
<p>Uma das novidades tecnológicas é a integração do Gemini, que permite ao condutor interagir com o automóvel através de linguagem natural e conversacional. O sistema compreende pedidos em contexto e fornece respostas em tempo real, com o objetivo de facilitar tarefas a bordo sem retirar a atenção da estrada.</p>
<p>A Renault reforçou também a conectividade do modelo, com três anos de Internet incluída no automóvel. Esta atualização permite aceder diretamente ao catálogo de aplicações no sistema openR link, incluindo conteúdos multimédia, sem necessidade de partilhar a ligação de dados do telemóvel.</p>
<p>Entre as novas funcionalidades está ainda o reconhecimento do condutor através de uma câmara instalada no pilar esquerdo do para-brisas. Depois de criado um perfil, o veículo pode ativar automaticamente definições personalizadas, como a posição de condução, os meios favoritos ou o ambiente digital. A Renault garante que estes dados ficam armazenados apenas no automóvel e não são transmitidos para servidores externos.</p>
<p>O novo Megane E-Tech elétrico passa também a disponibilizar a função Smart Mode, que substitui o modo MySense e ajusta automaticamente os modos de condução Multi-Sense entre Eco, Comfort e Sport, em função do comportamento do condutor. A função One Pedal permite acelerar e abrandar até à paragem completa usando apenas o pedal do acelerador, com quatro níveis de travagem regenerativa selecionáveis através das patilhas no volante.</p>
<p>No capítulo da segurança e assistência à condução, o modelo mantém mais de 30 sistemas, incluindo controlo de cruzeiro adaptativo inteligente, visão realista melhorada, assistência à paragem de emergência, conselhos de condução ecológica preditiva, Safety Coach e monitorização do estado de alerta do condutor.</p>
<p>A nova bateria LFP utiliza uma arquitetura “cell-to-pack”, com 232 células dispostas de forma compacta, e está associada a um motor síncrono de rotor bobinado, sem terras raras, produzido em Cléon, em França. O motor desenvolve 220 cv e 300 Nm de binário.</p>
<p>A Renault destaca ainda a disponibilidade de carregador bidirecional de 11 kW ou 22 kW em corrente alternada, consoante a versão ou opção. A função V2L permite alimentar dispositivos externos de 220 V até 3.700 W, enquanto a função V2G, dependendo do país, poderá devolver energia à rede e ajudar a reduzir o custo do carregamento doméstico.</p>
<p>A gama passa a estar estruturada em dois níveis de equipamento. A versão Techno inclui de série o duplo ecrã openR, Google integrado, planeador de percursos para automóveis elétricos, bomba de calor, pré-condicionamento da bateria, motor de 220 cv e jantes de 19 polegadas. A versão Esprit Alpine assume o topo da gama, com jantes de 20 polegadas, elementos de design específicos, bancos com massagem elétrica, sistema de som premium Harman Kardon e uma dotação mais completa de assistências à condução.</p>
<p>O modelo continua a ser produzido em França, no complexo industrial Ampere ElectriCity, em Douai, onde são montados o automóvel e a bateria. O motor é fabricado nas instalações de Cléon, na Normandia.</p>
<p>Fabrice Cambolive, diretor de Crescimento e CEO da marca Renault, defende que a prioridade da empresa é tornar a transição para os veículos elétricos “simples e atrativa”. Para o responsável, a nova bateria LFP é um elemento central desta evolução, ao melhorar a autonomia e o desempenho de carregamento, enquanto o novo design e as tecnologias reforçadas procuram consolidar o Megane E-Tech elétrico como uma referência entre os elétricos compactos.</p>

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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_779519]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Dez anos depois, dois terços dos britânicos consideram que o Brexit foi um erro e um fracasso</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Jun 2026 10:12:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Dez anos depois do referendo que decidiu a saída do Reino Unido da União Europeia, a perceção dos britânicos sobre o Brexit mudou significativamente.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Dez anos depois do referendo que decidiu a saída do Reino Unido da União Europeia, a perceção dos britânicos sobre o Brexit mudou significativamente. Uma nova análise divulgada esta segunda-feira pelo European Council on Foreign Relations (ECFR) revela que a maioria dos cidadãos considera que a decisão teve consequências negativas para o país, tanto a nível económico como social, e demonstra agora uma maior abertura a uma aproximação à União Europeia.</p>
<p>O estudo, divulgado na véspera do décimo aniversário do referendo de 23 de junho de 2016, conclui que 66% dos britânicos acreditam que o Brexit teve um impacto negativo no Reino Unido. Segundo os dados, os cidadãos associam a saída da União Europeia ao agravamento de diversos problemas considerados centrais para o país, incluindo o aumento do custo de vida, o abrandamento económico, a redução de oportunidades para os mais jovens, dificuldades comerciais e uma gestão menos eficaz da imigração ilegal.</p>
<p>Entre os aspetos mais frequentemente apontados como prejudicados pelo Brexit, destacam-se o custo de vida, referido por 66% dos inquiridos, a economia, mencionada por 65%, e as oportunidades para os jovens, apontadas por 57%. A imigração ilegal e os impactos no comércio e na burocracia também surgem entre as áreas mais afetadas, ambas com 56% das respostas.</p>
<p>Um dos dados mais significativos do relatório é o facto de a avaliação negativa não se limitar aos eleitores que votaram pela permanência na União Europeia. Mesmo entre aqueles que apoiaram a saída em 2016, 58% consideram agora que o Brexit agravou os problemas relacionados com a imigração ilegal, precisamente um dos temas centrais da campanha que conduziu ao referendo.</p>
<p>A análise revela igualmente uma mudança na forma como os britânicos encaram o futuro das relações com Bruxelas. Atualmente, 46% dos inquiridos defendem uma aproximação económica mais estreita à União Europeia, enquanto apenas 13% se opõem a esse caminho. Além disso, 63% afirmam que aceitariam o regresso da liberdade de circulação entre o Reino Unido e os países europeus se isso permitisse reforçar as relações comerciais com a UE.</p>
<p><strong>Apoio crescente à cooperação europeia</strong><br />
A mudança de atitude estende-se também às questões de segurança e defesa. Os resultados mostram que os britânicos olham cada vez mais para os seus vizinhos europeus como parceiros estratégicos preferenciais.</p>
<p>Apenas 18% dos participantes no estudo consideram atualmente os Estados Unidos como o principal aliado do Reino Unido. Em contraste, uma maioria identifica países europeus como França, Alemanha, Polónia e Espanha como parceiros que partilham valores comuns e interesses estratégicos.</p>
<p>No domínio da defesa, 58% dos inquiridos defendem uma cooperação mais estreita com a Europa, enquanto apenas 19% preferem um reforço das ligações aos Estados Unidos. Quando confrontados com a hipótese de uma crise internacional, 47% afirmam que procurariam apoio junto da União Europeia, ao passo que apenas 10% recorreriam prioritariamente a Washington.</p>
<p><strong>Maioria considera que a saída da UE foi um erro</strong><br />
Outra conclusão marcante do relatório prende-se com a avaliação global da decisão tomada há uma década. Segundo o estudo, 57% dos britânicos acreditam agora que foi um erro o Reino Unido abandonar a União Europeia.</p>
<p>Quando questionados sobre os principais benefícios resultantes do Brexit, a resposta mais frequente foi simplesmente “não sei”. Logo atrás surgiu a opção “nenhuma das anteriores”, demonstrando a dificuldade de muitos cidadãos em identificar ganhos concretos decorrentes da saída do bloco europeu.</p>
<p>Estes resultados reforçam a perceção de que uma parte significativa da população considera que as promessas feitas durante a campanha do Brexit não se materializaram e que muitos dos problemas que motivaram o voto de saída continuam por resolver.</p>
<p>O relatório baseia-se em quatro sondagens online realizadas junto de eleitores britânicos adultos pelas empresas Mandate — anteriormente conhecida como Datapraxis — e YouGov, por iniciativa do European Council on Foreign Relations, um centro de investigação pan-europeu dedicado ao estudo das relações internacionais e da política externa europeia.</p>
<p>A divulgação dos dados acontece num momento particularmente simbólico da vida política britânica. Além de anteceder o décimo aniversário do referendo do Brexit, coincide com o dia em que o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, anunciou a sua demissão.</p>
<p>Starmer torna-se assim o sexto chefe de Governo britânico desde a realização do referendo de 2016. Antes dele passaram por Downing Street David Cameron, Theresa May, Boris Johnson, Liz Truss e Rishi Sunak.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_779491]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Portugal chega aos 11,4 milhões de residentes: estrangeiros já representam 14% do total</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Jun 2026 10:11:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A população residente em Portugal atingiu 11,4 milhões em 2025, com um crescimento de 0,32% face a 2024, devido principalmente a fluxos migratórios positivos. ]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">A população residente em Portugal foi estimada em 11.424.031 pessoas em 31 de dezembro de 2025, mais 36.809 habitantes do que em 2024. O aumento corresponde a uma variação de 0,32% e confirma a manutenção do crescimento demográfico, apesar de o país continuar a registar mais mortes do que nascimentos, adianta o INE.</p>
<p class="isSelectedEnd">Entre 2021 e 2025, Portugal ganhou 824.914 residentes, o equivalente a um crescimento de 7,8%. A evolução foi marcada sobretudo pelos anos de 2022, 2023 e 2024, períodos em que os fluxos migratórios atingiram níveis excecionalmente elevados.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Migração compensa saldo natural negativo</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Os msmos dados mostram que o crescimento da população em 2025 resultou essencialmente da imigração. O saldo migratório foi positivo em 70.862 pessoas e compensou o saldo natural negativo, que se fixou em -34.053.</p>
<p class="isSelectedEnd">Esta tendência tem sido decisiva nos últimos anos. Entre 2022 e 2025, Portugal continuou a aumentar a população mesmo com saldos naturais negativos, graças a saldos migratórios elevados. O saldo migratório atingiu 371.277 pessoas em 2022, 307.288 em 2023 e 216.629 em 2024.</p>
<p class="isSelectedEnd">Sem este contributo migratório, a população residente teria diminuído, uma vez que a dinâmica natural continua negativa.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Norte é a região mais populosa, Algarve lidera crescimento</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A região Norte concentrava, em 2025, a maior parcela da população residente, com 3.790.554 habitantes, correspondentes a 33,2% do total nacional. Seguiam-se a Grande Lisboa, com 2.415.261 residentes, ou 21,1%, e o Centro, com 1.771.259 pessoas, equivalente a 15,5%.</p>
<p class="isSelectedEnd">O crescimento populacional entre 2021 e 2025 foi, contudo, mais expressivo noutras regiões. O Algarve registou o maior aumento, com 13,8%, seguido pela Península de Setúbal, com 12,8%, pela Grande Lisboa, com 10,6%, e pelo Oeste e Vale do Tejo, com 9,7%.</p>
<p class="isSelectedEnd">Estes dados mostram uma evolução territorial diferenciada, com maior dinamismo nas regiões mais expostas à imigração, à pressão urbana e à concentração de população estrangeira, explica o INE.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Portugal continua a envelhecer</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Apesar do crescimento da população residente, o envelhecimento demográfico mantém-se como uma das principais tendências estruturais do país.</p>
<p class="isSelectedEnd">Em 2025, o índice de envelhecimento subiu para 188,8 idosos por cada 100 jovens, acima dos 178,3 registados em 2021. A proporção de jovens entre os 0 e os 14 anos diminuiu para 12,4% da população total.</p>
<p class="isSelectedEnd">Ao mesmo tempo, a população em idade ativa, entre os 15 e os 64 anos, aumentou para 64,3%. A idade mediana da população residente situou-se nos 45,8 anos, ligeiramente abaixo dos 46,1 anos observados em 2021.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>População estrangeira mais do que duplicou desde 2021</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Em 2025, residiam em Portugal 1.597.539 pessoas de nacionalidade estrangeira, representando 14,0% da população total. Face a 2024, houve um aumento de 59.113 estrangeiros residentes.</p>
<p class="isSelectedEnd">Desde 2021, a população estrangeira mais do que duplicou, com um acréscimo de 849.384 pessoas. O crescimento foi especialmente impulsionado pelos anos de 2022, 2023 e 2024, quando os fluxos migratórios atingiram níveis particularmente elevados.</p>
<p class="isSelectedEnd">A Grande Lisboa concentrava 34,2% dos estrangeiros residentes no país, seguida pelo Norte, com 19,5%. O Algarve destacava-se, porém, pelo maior peso relativo de estrangeiros na população local, com 27,9%.</p>
<p class="isSelectedEnd">A população estrangeira residente apresenta uma estrutura etária distinta da população total. É maioritariamente composta por pessoas em idade ativa, que representam 86,1% do total, e tem predominância do sexo masculino.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Brasil é a principal nacionalidade estrangeira</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Os nacionais de países fora da União Europeia representavam 89,5% da população estrangeira residente em Portugal em 2025.</p>
<p class="isSelectedEnd">Segundo o INE, o Brasil era, de forma destacada, a nacionalidade estrangeira mais representativa, com 574.195 residentes, equivalentes a 35,9% do total de estrangeiros. Desde 2021, o número de brasileiros residentes em Portugal mais do que duplicou.</p>
<p class="isSelectedEnd">Entre as principais nacionalidades estrangeiras surgiam também Angola, com 103.140 residentes, Índia, com 93.683, Cabo Verde, com 76.099, Nepal, com 56.866, Bangladeche, com 56.724, e Guiné-Bissau, com 53.555.</p>
<p>Os dados confirmam que o crescimento demográfico recente em Portugal está fortemente dependente da imigração. Ao mesmo tempo, mostram que o país continua a enfrentar uma pressão estrutural associada ao envelhecimento, à baixa proporção de jovens e ao saldo natural negativo.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_779514]]></sapo:autor>
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		<title>O gene que ajuda a crescer depressa pode esconder uma armadilha na velhice</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Jun 2026 10:09:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[biologia genética]]></category>
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					<description><![CDATA[Descoberta oferece uma das provas experimentais mais fortes até agora para a chamada pleiotropia antagónica, uma teoria evolutiva segundo a qual alguns genes podem ser vantajosos na juventude, mas prejudiciais na velhice]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Um gene capaz de acelerar o crescimento e antecipar a reprodução no início da vida pode também trazer custos escondidos mais tarde, aumentando o risco de doença e encurtando a longevidade. A descoberta, descrita pelo &#8216;ScienceAlert&#8217;, ajuda a perceber uma das trocas mais difíceis da evolução: a mesma biologia que constrói um corpo jovem e vigoroso pode, anos depois, abrir caminho ao envelhecimento e ao cancro.</p>
<p>O estudo identificou o papel do gene vgll3 no killifish-turquesa-africano, um pequeno peixe muito usado em investigação sobre envelhecimento por ter um ciclo de vida naturalmente curto. A equipa foi liderada por Eitan Moses, Marva Bergman e Itamar Harel, da Universidade Hebraica, em colaboração com Nabieh Ayoub, do Technion, e Alexei A. Maklakov, da Universidade de East Anglia.</p>
<p>A descoberta oferece uma das provas experimentais mais fortes até agora para a chamada pleiotropia antagónica, uma teoria evolutiva segundo a qual alguns genes podem ser vantajosos na juventude, mas prejudiciais na velhice. Durante décadas, os cientistas procuraram identificar, em vertebrados, genes capazes de demonstrar diretamente esta troca entre sucesso inicial e custos tardios.</p>
<p>Com recurso à tecnologia de edição genética CRISPR, os investigadores alteraram o gene vgll3 e observaram mudanças relevantes. Os peixes com a versão modificada cresceram mais depressa e atingiram a maturidade sexual mais cedo, duas características que, na natureza, podem aumentar as hipóteses de reprodução.</p>
<p>Mas a vantagem teve um preço. Os mesmos peixes viveram menos tempo e desenvolveram mais tumores associados à idade, incluindo cancros semelhantes ao melanoma. Para Itamar Harel, citado no artigo, a equipa conseguiu “apanhar a evolução em pleno ato de troca”: a natureza, explicou, não privilegia a longevidade, mas a continuidade da espécie.</p>
<p>As experiências mostraram ainda que o vgll3 influencia funções biológicas importantes, como a divisão celular, a atividade das células estaminais e a reparação do ADN. Esse aumento de atividade celular pode ajudar a construir mais rapidamente um corpo jovem, mas também facilitar a acumulação de danos que, mais tarde, contribuem para o aparecimento de doença.</p>
<p>O &#8216;ScienceAlert&#8217; refere que a equipa criou também um novo modelo de killifish imunodeficiente, permitindo transplantar e estudar células tumorais nesta espécie de uma forma que antes não era possível. A ferramenta poderá abrir caminho a novas experiências sobre a relação entre envelhecimento, imunidade e cancro.</p>
<p>A relevância da descoberta não se limita aos peixes. O gene vgll3 também existe nos seres humanos e estudos anteriores já o tinham associado ao momento da puberdade e aos níveis hormonais. Faltava, porém, uma demonstração direta do seu papel biológico mais amplo.</p>
<p>Para os investigadores, o próximo passo será perceber se é possível separar os benefícios iniciais do gene dos seus efeitos negativos mais tarde. A ambição é clara: compreender se a ciência poderá, no futuro, preservar o crescimento saudável e a vitalidade sem carregar o mesmo risco acrescido de envelhecimento e cancro.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_779515]]></sapo:autor>
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		<title>José Furtado cessa funções no Banco Português de Fomento para assumir liderança do maior banco de Moçambique</title>
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		<dc:creator><![CDATA[André Manuel Mendes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Jun 2026 09:58:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Linkedin]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
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		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Banco Português de Fomento]]></category>
		<category><![CDATA[Moçambique]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O atual presidente da Comissão Executiva da Sociedade de Garantia Mútua (SGM), do Grupo Banco Português de Fomento (BPF), José Furtado, vai cessar funções para assumir o cargo de CEO do Banco Comercial e de Investimentos (BCI), em Moçambique, já a partir da segunda metade de julho.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O atual presidente da Comissão Executiva da Sociedade de Garantia Mútua (SGM), do Grupo Banco Português de Fomento (BPF), José Furtado, vai cessar funções para assumir o cargo de CEO do Banco Comercial e de Investimentos (BCI), em Moçambique, já a partir da segunda metade de julho.</p>
<p>A nomeação foi comunicada aos colaboradores da SGM e do Banco Português de Fomento, sendo destacada como um reconhecimento do percurso e das competências do gestor português. O BCI é detido em 60% pela Caixa Geral de Depósitos e em 40% pelo Banco BPI, liderando atualmente o mercado moçambicano com cerca de 30% de quota.</p>
<p>Em reação à nomeação, o CEO do Banco Português de Fomento, Gonçalo Regalado, sublinhou o impacto do trabalho desenvolvido por José Furtado no grupo. “Esta nomeação deixa-nos, naturalmente, satisfeitos, pois é reveladora dos gestores de enorme valor que temos no nosso Grupo e das suas capacidades técnicas e humanas”, afirmou, acrescentando que a sua saída “deixa um vazio”, embora o grupo vá continuar a apostar em profissionais de excelência.</p>
<p>Gonçalo Regalado destacou ainda o papel central de José Furtado na transformação recente da SGM, nomeadamente na fusão das quatro sociedades de garantia mútua — Agrogarante, Garval, Lisgarante e Norgarante — num processo que descreveu como “eficaz e tranquilo”, sublinhando a capacidade de mobilização de diferentes stakeholders internos e externos.</p>
<p>Sob a liderança de José Furtado, a SGM registou uma forte expansão da atividade, com a produção a multiplicar-se por dez, num contexto de integração no Grupo Banco Português de Fomento e de reforço das sinergias entre entidades.</p>
<p>O próprio gestor assinala que a passagem pela SGM foi marcada por um período de forte transformação. “Foi com um orgulho enorme e satisfação que conduzi a Garantia Mútua neste período tão intenso de transformação”, referiu, sublinhando que a fusão das quatro sociedades foi concretizada “com grande eficácia e tranquilidade” e com a mobilização de todos os intervenientes.</p>
<p>Com mais de três décadas de experiência em cargos de administração e supervisão, José Furtado já desempenhou funções em Moçambique como administrador e coordenador da comissão executiva do BCI, tendo também ocupado posições em Portugal na Caixa Capital, na IPE – Investimentos e Participações do Estado e na presidência do Grupo Águas de Portugal.</p>
<p>Ao longo da sua carreira, representou Portugal em diversas instituições internacionais, incluindo a OCDE, o Parlamento Europeu, a Comissão Europeia, o Banco Europeu de Investimento e o Fundo Europeu de Investimento, tendo ainda estado envolvido em redes europeias de private equity e de garantia mútua.</p>
<p>Licenciado em Gestão pelo ISCTE, aprofundou a sua formação no MIT, na City University de Londres e na Universidade de Lisboa, mantendo também uma ligação ao meio académico como docente e dirigente em várias instituições de ensino e investigação.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_779507]]></sapo:autor>
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		<title>António Costa era o consenso em Bruxelas. Um contacto com Moscovo mudou o ambiente</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/antonio-costa-era-o-consenso-em-bruxelas-um-contacto-com-moscovo-mudou-o-ambiente/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Jun 2026 09:47:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[António Costa atravessa o primeiro momento sério de tensão desde que assumiu a presidência do Conselho Europeu.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">António Costa atravessa o primeiro momento sério de tensão desde que assumiu a presidência do Conselho Europeu. O antigo primeiro-ministro português, até agora elogiado pela capacidade de construir consensos entre os 27 líderes da União Europeia, está sob escrutínio depois de um contacto não anunciado entre o seu chefe de gabinete e responsáveis russos, escreve a POLITICO.</p>
<p class="isSelectedEnd">O episódio abriu dúvidas entre diplomatas europeus precisamente quando Costa se prepara para uma fase particularmente exigente: conduzir os chefes de Estado e de Governo da UE nas negociações sobre o próximo orçamento de sete anos do bloco, avaliado em 2 biliões de euros.</p>
<p class="isSelectedEnd">Desde que iniciou funções, em dezembro de 2024, Costa tinha recebido sobretudo elogios dos líderes europeus, de cujo apoio depende para continuar no cargo. Mas, nas últimas semanas, começavam já a surgir sinais de irritação nos bastidores. A controvérsia tornou-se mais visível na cimeira que presidiu na semana passada, quando vários líderes foram surpreendidos pelo contacto com Moscovo, que quebrou anos de silêncio diplomático entre a UE e a Rússia.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Apoio público, desconforto nos bastidores</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Em público, vários líderes defenderam António Costa. O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, considerou o contacto com a Rússia “compreensível”, enquanto o primeiro-ministro belga, Bart De Wever, o descreveu como “completamente normal”. Perante as câmaras, chegou mesmo a brincar com Costa, sugerindo que a União Europeia deveria enviá-lo pessoalmente a Moscovo.</p>
<p class="isSelectedEnd">Nos bastidores, porém, o ambiente foi diferente. Nove diplomatas que trabalham para nove líderes nacionais distintos descreveram desconforto com a forma como o processo foi conduzido. Falaram sob anonimato devido à natureza sensível e confidencial do tema.</p>
<p class="isSelectedEnd">Uma das avaliações mais duras resumiu a crítica numa frase: “Costa fez um Michel”. A expressão remete para Charles Michel, antecessor de António Costa na presidência do Conselho Europeu, que vários líderes consideravam ter uma tendência para ultrapassar o seu papel e tentar definir políticas sem consultar devidamente os Estados-membros.</p>
<p class="isSelectedEnd">É precisamente essa a acusação que alguns diplomatas dirigem agora a Costa: a de ter avançado numa questão particularmente sensível sem preparação política suficiente junto das capitais europeias.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Críticas mais visíveis vieram do Báltico</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A crítica pública mais clara partiu do primeiro-ministro da Estónia, Kristen Michal, que classificou a iniciativa de Costa como “mal orientada” numa entrevista à POLITICO. Michal defendeu que a União Europeia não pode ser simultaneamente mediadora no conflito e apoiante da Ucrânia.</p>
<p class="isSelectedEnd">Também o Presidente da Lituânia, Gitanas Nausėda, se mostrou crítico, afirmando à Bloomberg que não considera este o momento certo para iniciar negociações com Vladimir Putin.</p>
<p class="isSelectedEnd">Qualquer crítica ao presidente do Conselho Europeu por parte de governos nacionais tem peso político. A função de Costa é agir em nome dos líderes dos Estados-membros e garantir consensos entre eles. Embora o desagrado tenha sido contido em público, o Presidente francês, Emmanuel Macron, e sobretudo o chanceler alemão, Friedrich Merz, deixaram perceber em privado que estavam insatisfeitos. Um outro líder mostrou-se visivelmente irritado numa conversa privada com jornalistas.</p>
<p class="isSelectedEnd">Um diplomata admitiu que “há problemas, sem dúvida”, mas acrescentou que a situação ainda não chegou ao nível de Charles Michel. Outro descreveu a iniciativa de Costa como uma surpresa desagradável.</p>
<p class="isSelectedEnd">O gabinete de Costa recusou comentar o artigo. Na semana passada, a sua equipa insistiu que o contacto com o Kremlin não teve como objetivo iniciar negociações ou mediar o conflito entre Rússia e Ucrânia. A intenção, explicou, seria contribuir para a abertura de um canal de comunicação que permitisse à União Europeia estar preparada caso Putin venha a demonstrar disponibilidade séria para conversações de paz.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Orçamento europeu aumenta pressão sobre Costa</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A controvérsia pode ter impacto em dois planos. Por um lado, pode afetar a confiança política em António Costa quando se aproxima o momento da sua eventual recondução para um novo mandato de dois anos e meio. Por outro, pode dificultar a sua capacidade para liderar uma das negociações internas mais complexas da União Europeia: o próximo orçamento plurianual.</p>
<p class="isSelectedEnd">A negociação do orçamento de sete anos, avaliado em cerca de 2 biliões de euros, será uma corrida contra o tempo. Muitos em Bruxelas acreditam que Costa terá de fechar um acordo antes de várias eleições importantes previstas para 2027, com destaque para as presidenciais francesas de abril. Caso essa eleição leve a extrema-direita à chefia do Estado, a margem para compromissos europeus poderá diminuir.</p>
<p class="isSelectedEnd">“Costa tem uns meses muito importantes pela frente”, afirmou um diplomata. “Até agora, foi discretamente eficiente. Espera-se que estas dúvidas sobre ele não tornem as coisas mais difíceis.”</p>
<p class="isSelectedEnd">O debate sobre quem deve representar a União Europeia perante a Rússia prolongou-se de tal forma na noite de quinta-feira que os líderes chegaram duas horas atrasados ao jantar e tiveram de adiar uma discussão prevista sobre a China. Para um dos diplomatas, a situação expôs uma fragilidade de Costa: a dificuldade em controlar o tempo da reunião e garantir que todos os pontos da agenda eram tratados de forma adequada.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Reeleição ainda parece provável</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Apesar das críticas, a maioria dos diplomatas ouvidos alertou contra exageros. António Costa ainda mantém capital político junto de muitos governos e há dúvidas sobre se a polémica será suficiente para colocar em causa a sua sobrevivência política.</p>
<p class="isSelectedEnd">Um diplomata foi taxativo ao dizer que a recondução de Costa não está em risco. Na sua leitura, o contacto com a Rússia foi apoiado pela maioria dos países e todos continuam alinhados no objetivo de defender o melhor interesse da Ucrânia.</p>
<p class="isSelectedEnd">O mandato de dois anos e meio de António Costa termina em maio de 2027, cabendo aos próprios líderes europeus decidir se continua no cargo. A perceção dominante entre governos é que será reconduzido. Ainda assim, qualquer dúvida sobre essa continuidade pode alterar o equilíbrio político delicado em torno da distribuição dos principais cargos em Bruxelas.</p>
<p class="isSelectedEnd">A presidência do Conselho Europeu é frequentemente vista como uma função difícil. O titular precisa de gerir líderes com prioridades nacionais distintas, equilíbrios partidários variados e pressões domésticas próprias. A isso junta-se a tensão permanente sobre quem representa a União Europeia no plano internacional, especialmente quando as funções do presidente do Conselho Europeu se cruzam com as da presidente da Comissão Europeia.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Fico apoia Costa e expõe divisão europeia</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Entre os líderes que saíram em defesa de Costa esteve Robert Fico, primeiro-ministro da Eslováquia, frequentemente uma das vozes mais discordantes dentro da União Europeia.</p>
<p class="isSelectedEnd">“Eu apoio o presidente do Conselho Europeu e saúdo o facto de a sua equipa ter avançado nessa direção”, disse Fico sobre o contacto com a Rússia. O líder eslovaco acrescentou que há vários primeiros-ministros que partilham essa visão e que ele será “provavelmente um dos mais vocais” entre eles.</p>
<p class="isSelectedEnd">Esse apoio pode ser bem-vindo para Costa, mas também evidencia a divisão que a iniciativa provocou à mesa do Conselho Europeu. O presidente do Conselho Europeu entra agora numa fase decisiva: terá de reconstruir confiança entre líderes, conduzir a discussão sobre o orçamento europeu e preservar o apoio necessário para garantir a recondução.</p>
<p>Até aqui, António Costa era visto como uma figura discreta, eficiente e relativamente imune a críticas. O contacto com Moscovo mudou o ambiente. A dúvida, agora, é se o episódio ficará como uma falha pontual ou se marcará o início de uma fase mais difícil para o português em Bruxelas.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_779495]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Explicador: A euforia nos mercados é sustentável ou perigosa? Esta é a opinião de um estratega de ações</title>
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		<dc:creator><![CDATA[André Manuel Mendes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Jun 2026 09:44:53 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Os mercados acionistas globais mantêm-se num quadro globalmente construtivo, sustentado por uma combinação de resiliência macroeconómica, recuperação dos resultados empresariais e o impulso contínuo da inteligência artificial.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Os mercados acionistas globais mantêm-se num quadro globalmente construtivo, sustentado por uma combinação de resiliência macroeconómica, recuperação dos resultados empresariais e o impulso contínuo da inteligência artificial, segundo uma análise de Michele Morganti, estratega de ações e responsável pela investigação em seguros e gestão de ativos da Generali Investments.</p>
<p>Na sequência do acordo anunciado entre os Estados Unidos e o Irão, o sentimento nos mercados continua positivo. A dinâmica da IA está a impulsionar o setor industrial, enquanto a economia norte-americana demonstra solidez e os mercados emergentes revelam maior resiliência do que em crises anteriores. Na Europa, apesar de algum atraso relativo, a descida dos preços da energia deverá contribuir para uma melhoria das perspetivas económicas.</p>
<p>Segundo a análise, os fundamentais das empresas nos EUA e na Europa permanecem robustos, com forte geração de cash flow, baixos níveis de endividamento, elevada rentabilidade e ganhos de produtividade em aceleração. As revisões de resultados por ação (EPS) recuperaram de forma significativa após uma forte época de resultados do primeiro trimestre, apoiadas por custos laborais controlados e poder de fixação de preços.</p>
<p>No plano das avaliações, os mercados transacionam acima das médias históricas — ainda que de forma menos acentuada na Europa. Nos Estados Unidos, o setor tecnológico continua a ser visto como relativamente bem valorizado no curto prazo, com a inteligência artificial a manter-se como principal motor de crescimento. O grupo das chamadas “Magnificent 7” continua também a apresentar métricas atrativas em termos de relação preço-crescimento.</p>
<p>Apesar disso, a entidade mantém uma posição ligeiramente positiva em ações, sustentada por condições financeiras favoráveis e por um pipeline robusto de operações de fusões e aquisições. Os modelos de machine learning da casa continuam igualmente a favorecer ações face a obrigações.</p>
<p>Na alocação por regiões e segmentos, a preferência recai sobre áreas com melhor relação risco-retorno, incluindo tecnologia norte-americana, Alemanha — através do DAX e do MDAX — bem como mid-caps dos EUA e mercados emergentes selecionados como Coreia do Sul, Polónia e China.</p>
<p>Para os próximos 12 meses, as projeções apontam para retornos totais de cerca de 7% para o S&amp;P 500 e de 9% para as ações da zona euro, com potencial de valorização mais elevado — até cerca de 13% e 16%, respetivamente — caso as expectativas de resultados sejam cumpridas.</p>
<p>Entre os principais riscos identificados estão uma subida mais acentuada das taxas de juro e um retorno inferior ao esperado dos investimentos em inteligência artificial, que atualmente sustentam parte significativa do otimismo nos mercados globais.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_779493]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Escolas fechadas e vários mortos por afogamento: França enfrenta onda de calor</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/franca-enfrenta-onda-de-calor-com-termometros-nos-40-graus-ate-sexta-feira/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Jun 2026 09:39:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[As autoridades francesas anunciaram hoje que o país centro-europeu enfrenta uma semana de temperaturas recorde, numa onda de calor com máximas diurnas acima de 40 graus.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>As autoridades francesas anunciaram hoje que o país centro-europeu enfrenta uma semana de temperaturas recorde, numa onda de calor com máximas diurnas acima de 40 graus.</p>
<p>O serviço meteorológico francês, Meteo France, declarou que a maior parte do país &#8212; o maior da União Europeia e o segundo com maior população &#8212; estará sujeito àquelas condições meteorológicas extremas até sexta-feira, no mínimo.</p>
<p>Centenas de escolas ficaram hoje fechadas e muitas outras centenas cancelaram algumas aulas, segundo o ministro da Educação francês.</p>
<p>As autoridades reprimiram o consumo de álcool em público e há registo de vários afogamentos relatados quando algumas pessoas procuraram alívio nos rios, apesar dos avisos sobre correntes e outros perigos.</p>
<p>Os transportes públicos estão a transmitir mensagens a aconselhar os passageiros a terem cuidados de hidratação.</p>
<p>Mais de metade do território continental de França está sob &#8220;alerta vermelho&#8221; devido ao calor, com grandes áreas com previsões de temperaturas mínimas noturnas de pelo menos 20 graus.</p>
<p>No Reino Unido, o serviço meteorológico local também emitiu um alerta de &#8220;calor extremo&#8221; para grande parte do sul da Inglaterra e partes do País de Gales de segunda a quinta-feira.</p>
<p>A previsão era de que as temperaturas poderiam atingir 38 graus, sendo que o recorde atual para um dia de junho é de 35,6° graus, alcançado em 1976.</p>
<p>Nos últimos quatro anos, mais de 200 mil pessoas em toda a Europa morreram por causas ligadas ao calor extremo, segundo a Organização Mundial de Saúde.</p>
<p>Portugal também está a enfrentar um episódio de temperaturas elevados e hoje os distritos de Bragança, Guarda e Vila Real estão sob aviso laranja, o segundo mais elevado, que se deverá prolongar até terça-feira.</p>
<p>Onze 11 distritos estão sob aviso amarelo devido à previsão de tempo quente, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_779494]]></sapo:autor>
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		<title>Nigel Farage quer eleições legislativas após demissão de Starmer</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Jun 2026 09:34:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O líder do Partido Reformista, Nigel Farage, exigiu a realização de eleições legislativas, após o anúncio do primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, de se demitir da liderança do Partido Trabalhista.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O líder do Partido Reformista, Nigel Farage, exigiu a realização de eleições legislativas, após o anúncio do primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, de se demitir da liderança do Partido Trabalhista.</p>
<p>&#8220;O Reform exige eleições e estamos prontos para promover uma mudança radical. Se o Partido Trabalhista pensa que pode enfiar mais um político profissional no número 10 [de Downing Street], está enganado&#8221;, escreveu na rede social X.</p>
<p>O Partido Reformista lidera as sondagens há quase dois anos e foi o partido com melhores resultados nas eleições locais e regionais de maio.</p>
<p>Keir Starmer revelou esta manhã ter informado o Rei Carlos III da intenção de renunciar à liderança do Partido Trabalhista, iniciando o processo para a sua sucessão.</p>
<p>Os candidatos a uma eleição interna deverão reunir o apoio de 81 deputados e formalizar o interesse até 16 de julho.</p>
<p>Segundo a tradição do sistema parlamentar britânico, o vencedor herdará também a chefia do Governo enquanto líder do partido com maioria na Câmara dos Comuns.</p>
<p>Esta manhã, o deputado do Partido Conservador Alex Burghart reconheceu não haver necessidade de o governo convocar eleições legislativas.</p>
<p>Questionado na BBC sobre se o principal partido da oposição exigia a realização de eleições, Burghart respondeu &#8220;constitucionalmente não é obrigatório que haja eleições gerais&#8221; e que &#8220;é possível mudar de primeiro-ministro&#8221;.</p>
<p>No domingo, o deputado trabalhista Mike Tapp, e aliado de Starmer, foi bastante criticado por colegas após sugerir legislação para forçar eleições legislativas se os líderes dos partidos no poder mudassem.</p>
<p>&#8220;Será que chegou a altura de legislar? Se uma mudança de líder for imposta pelo próprio partido, então devem ser convocadas eleições gerais. Isso poria fim à rotatividade constante e faria com que todos os políticos se concentrassem na concretização das políticas, em vez de se dedicarem a intrigas políticas internas&#8221;, escreveu na X.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_779492]]></sapo:autor>
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		<title>Executivo rejeita travar alienação de edifícios do Estado que podem dar origem a 450 casas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Revista de Imprensa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Jun 2026 09:33:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O Governo reafirmou que não pretende cancelar a venda de vários imóveis do Estado atualmente destinados ao mercado privado, apesar das críticas de partidos da oposição, académicos e defensores do direito à habitação, que consideram que estes edifícios poderiam ser utilizados para reforçar a oferta de habitação pública.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Governo reafirmou que não pretende cancelar a venda de vários imóveis do Estado atualmente destinados ao mercado privado, apesar das críticas de partidos da oposição, académicos e defensores do direito à habitação, que consideram que estes edifícios poderiam ser utilizados para reforçar a oferta de habitação pública. Em causa estão 16 imóveis públicos identificados para alienação, incluindo vários edifícios localizados em Lisboa que ficaram desocupados após a concentração de ministérios e serviços do Estado num único espaço administrativo.</p>
<p>Segundo o <a href="https://www.publico.pt/2026/06/22/economia/noticia/governo-nao-ve-fundamento-travar-venda-imoveis-casas-publicas-2178817" target="_blank" rel="noopener">Público</a>, dois desses edifícios já foram vendidos em hasta pública no final de março: um imóvel na Avenida Visconde de Valmor por cerca de 15,7 milhões de euros e outro na Rua Filipe Folque por aproximadamente 5,2 milhões de euros. Um terceiro edifício, anteriormente ocupado pela Presidência do Conselho de Ministros, acabou por sair da lista após ter sido cedido à Câmara Municipal de Lisboa. Permanecem, contudo, vários imóveis na capital que o Executivo continua determinado a alienar, apesar das críticas de quem defende a sua integração na Bolsa de Imóveis Públicos para Habitação.</p>
<p>A controvérsia assenta em duas questões principais. Por um lado, os críticos argumentam que os edifícios localizados em Lisboa poderiam contribuir para a criação de cerca de 450 habitações públicas numa cidade marcada por fortes dificuldades de acesso à habitação. Por outro, é apontado que os imóveis já vendidos terão sido alienados por valores inferiores aos preços medianos praticados nas respetivas zonas. O Governo rejeita esta leitura e sustenta que os preços base foram definidos através de avaliações independentes realizadas por entidades externas qualificadas e posteriormente validadas pela Estamo. O Executivo argumenta ainda que não podem ser comparados diretamente imóveis públicos que necessitam de adaptação ou investimento com imóveis habitacionais transacionados no mercado.</p>
<p>Na resposta enviada ao PCP, que questionou a legalidade e a oportunidade destas operações, o Governo defende que eventuais projetos de reconversão para habitação exigiriam processos de licenciamento, obras e investimentos significativos, considerando que as estimativas sobre o potencial habitacional dos edifícios representam apenas cenários hipotéticos. O Executivo sublinha que muitos dos imóveis foram concebidos para funções administrativas ou de serviços e que uma eventual transformação em habitação implicaria custos adicionais que não estão demonstrados. Esta posição contrasta com avaliações de especialistas citadas no debate público, segundo as quais algumas adaptações poderiam ser relativamente reduzidas.</p>
<p>Perante as críticas, o Governo mantém a posição de que não existe qualquer fundamento para interromper os processos de venda em curso nem para avançar com auditorias ou inquéritos específicos. Na resposta ao PCP, o Executivo afirma não identificar qualquer elemento objetivo que demonstre desconformidade legal nos procedimentos realizados ou que justifique medidas extraordinárias de fiscalização. Assim, a estratégia de alienação do património público considerado excedentário deverá prosseguir, mantendo-se o confronto político em torno da utilização destes imóveis num contexto de crescente pressão sobre o mercado da habitação em Portugal.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_779484]]></sapo:autor>
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		<title>Vendeu uma casa? Seis formas de evitar pagar mais IRS sobre as mais-valias</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com DECO PROTeste]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Jun 2026 09:30:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[Revista Risco]]></category>
		<category><![CDATA[como poupar]]></category>
		<category><![CDATA[Deco Proteste]]></category>
		<category><![CDATA[irs]]></category>
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					<description><![CDATA[Existem regras, deduções e benefícios fiscais que podem reduzir significativamente a tributação ou até eliminar o imposto sobre as mais-valias]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Com o prazo para a entrega da declaração de IRS a aproximar-se do fim, muitos contribuintes continuam com dúvidas sobre as mais-valias imobiliárias. Quem vendeu uma casa durante o ano passado tem de declarar a operação às Finanças, mas isso não significa necessariamente que tenha de pagar imposto.</p>
<p>Existem regras, deduções e benefícios fiscais que podem reduzir significativamente a tributação ou até eliminar o imposto sobre as mais-valias.</p>
<p><strong>1. Declare sempre a venda, mesmo que pense estar isento</strong></p>
<p>A venda de um imóvel tem de ser comunicada na declaração de IRS do ano seguinte à transação.</p>
<p>Além do valor de venda, deve indicar o valor de aquisição e os encargos associados à operação. A Autoridade Tributária fará depois o cálculo da eventual mais-valia.</p>
<p>O erro de omitir a transação pode sair caro e originar correções futuras.</p>
<p><strong>2. Não se esqueça das despesas que podem ser deduzidas</strong></p>
<p>Muitos contribuintes acabam por pagar mais imposto do que deveriam porque não incluem todos os encargos elegíveis.</p>
<p>Podem ser consideradas despesas como as comissões pagas à agência imobiliária, os custos com certificação energética e até obras de valorização realizadas nos últimos 12 anos, desde que devidamente comprovadas por faturas emitidas em nome do proprietário.</p>
<p>Quanto maior for o valor das despesas dedutíveis, menor será a mais-valia sujeita a tributação, podendo até anulá-la.</p>
<p><strong>3. Reinvestir pode eliminar o imposto</strong></p>
<p>Uma das formas mais eficazes de evitar a tributação consiste em reinvestir o valor obtido na venda numa outra habitação própria e permanente.</p>
<p>Quando o reinvestimento é total e cumpre os requisitos legais, a mais-valia pode ficar totalmente isenta de imposto.</p>
<p>Esta possibilidade aplica-se não apenas em Portugal, mas também a imóveis localizados noutros países da União Europeia.</p>
<p><strong>4. Conheça os prazos para reinvestir</strong></p>
<p>Os prazos são determinantes para beneficiar da isenção.</p>
<p>Se vender primeiro a habitação, dispõe de 36 meses para adquirir uma nova casa e reinvestir o valor obtido. Até lá a tributação da mais-valia fica suspensa. Se comprar primeiro, pode vender o imóvel anterior nos 24 meses seguintes e beneficiar igualmente do regime de reinvestimento.</p>
<p>Quem pretenda usufruir deste benefício deve declarar às Finanças a intenção de reinvestir, bem como indicar a parte dos montantes que foi paga com recurso a crédito, se aplicável, para calcular o eventual lucro.</p>
<p><strong>5. O reinvestimento pode ser parcial</strong></p>
<p>Nem sempre é necessário aplicar todo o valor da venda numa nova habitação.</p>
<p>Quando apenas uma parte é reinvestida, a isenção também é parcial. Neste caso, a Autoridade Tributária calcula a parcela da mais-valia que continua sujeita a imposto e a que beneficia da exclusão de tributação.</p>
<p><strong>6. Os maiores de 65 anos têm um benefício adicional</strong></p>
<p>Os contribuintes com mais de 65 anos ou pensionistas podem beneficiar de uma solução alternativa ao reinvestimento em habitação, mas com regras específicas.</p>
<p>A lei permite aplicar o valor obtido com a venda em determinados produtos de poupança, como fundos de pensões, seguros financeiros do ramo Vida ou certificados de reforma, mantendo a possibilidade de isenção total ou parcial das mais-valias.</p>
<p>Este reinvestimento deve ocorrer nos seis meses seguintes à venda e obedecer às condições previstas na legislação.</p>
<p>Antes de entregar o IRS, vale a pena confirmar se está a declarar corretamente todos os valores e despesas associados à venda do imóvel. Uma simples omissão pode traduzir-se num imposto mais elevado, enquanto o conhecimento das regras pode representar uma poupança de milhares de euros. A plataforma irssimples.pt ajuda no cálculo, na escolha do melhor cenário e até promove a entrega.</p>
<p>Nesse sentido fique a saber que valor vai ser considerado nos cálculos do IRS e como preencher o Anexo G através da <a href="https://www.deco.proteste.pt/dinheiro/impostos/calculadora-mais-valias-imoveis" target="_blank" rel="noopener">Calculadora de Mais-Valias</a>.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_778232]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Draycott conclui aquisição da Square Asset Management após aprovação da Concorrência</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/draycott-conclui-aquisicao-da-square-asset-management-apos-aprovacao-da-concorrencia/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Jun 2026 09:27:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Revista Risco]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A gestora de ativos Draycott anunciou hoje ter concluído a compra da congénere Square Asset Management, que gere quase 3.000 milhões de euros em ativos imobiliários, por um valor não divulgado.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A gestora de ativos Draycott anunciou hoje ter concluído a compra da congénere Square Asset Management, que gere quase 3.000 milhões de euros em ativos imobiliários, por um valor não divulgado.</p>
<p>Num comunicado conjunto, a Draycott &#8211; sociedade gestora diversificada de ativos alternativos e que reclama a liderança em &#8216;private equity&#8217; em Portugal &#8212; e a Square AM indicam que a operação foi agora oficializada, depois de a Autoridade da Concorrência (AdC) ter aprovado o processo de compra.</p>
<p>Com mais de 20 anos de atividade, a Square AM dedica-se à gestão de fundos de investimento imobiliário, de rendimento e especializados, dirigidos a investidores institucionais e particulares, sendo apresentada como &#8220;a maior sociedade gestora independente de fundos de investimento imobiliários abertos na Península Ibérica&#8221;.</p>
<p>&#8220;Gere quase 3.000 milhões de euros em ativos imobiliários e, entre os principais veículos sob gestão, destaca-se o fundo CA Património Crescente, comercializado pelo Crédito Agrícola, o maior fundo de investimento imobiliário aberto na Península Ibérica, com mais de 23.500 subscritores e mais de 1.400 milhões de euros de valor líquido global sob gestão&#8221;, lê-se no comunicado.</p>
<p>A gestora é também responsável pelo Property Core Real Estate Fund, fundo de investimento imobiliário comercializado pelo Banco Best, Novo Banco e Novo Banco dos Açores, com mais de 500 milhões de euros de ativos sob gestão em Portugal e em Espanha e mais de 9.600 subscritores.</p>
<p>Entre os fundos especializados, conta no seu portefólio com ativos de investidores institucionais como a Invesco, Lighthouse, Premonial, LCN, Tristan e Signal.</p>
<p>&#8220;Ao integrar a Square AM, a Draycott consolida a sua posição enquanto sociedade gestora de grande relevância em Portugal&#8221;, sustentam as empresas.</p>
<p>Citado no comunicado, o presidente executivo (CEO) e sócio-fundador da Draycott afirma que a Square vai reforçar a presença da empresa no investimento imobiliário, &#8220;trazendo escala, distribuição e uma base de investidores muito relevante&#8221;.</p>
<p>&#8220;A complementaridade entre as duas plataformas permite-nos capturar sinergias evidentes ao nível de produto e acesso ao mercado, acelerando o nosso crescimento&#8221;, sustenta João Coelho Borges, considerando que &#8220;este é um passo importante na construção de uma plataforma de referência no universo dos ativos alternativos em Portugal&#8221;.</p>
<p>Por sua vez, o CEO da Square AM, Pedro Coelho, afirma-se confiante &#8220;no sucesso e inovação que esta aquisição vai trazer à operação&#8221; da empresa: &#8220;Ao longo dos últimos 20 anos, a Square AM construiu uma reputação sólida no mercado ibérico dos fundos de investimento imobiliário e entra agora, com naturalidade, numa nova fase&#8221;, refere.</p>
<p>Além desta aquisição, a Draycott recorda ter protagonizado recentemente operações como a Verescence, em 2025, &#8220;a maior transação de sempre liderada por uma &#8216;private equity&#8217; portuguesa, e a entrada da Purever, em 2024.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_779485]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Andy Burnham: quem é o trabalhista que pode desafiar Starmer e disputar o poder no Reino Unido</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/andy-burnham-quem-e-o-trabalhista-que-pode-desafiar-starmer-e-disputar-o-poder-no-reino-unido/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Jun 2026 09:20:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O antigo presidente da Câmara da Grande Manchester não é novo em corridas internas no Partido Trabalhista.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">Andy Burnham voltou a Westminster com um objetivo político claro: disputar a liderança trabalhista e, eventualmente, chegar a primeiro-ministro. O antigo presidente da Câmara da Grande Manchester não é novo em corridas internas no Partido Trabalhista. Há mais de uma década tentou duas vezes chegar à liderança, mas falhou em ambas.</p>
<p class="isSelectedEnd">Agora, o cenário é diferente. Burnham conta com o apoio de muitos deputados trabalhistas, que o veem como uma das melhores hipóteses de recuperação do partido, depois de meses de maus resultados nas sondagens e de um ciclo eleitoral particularmente negativo em maio.</p>
<p class="isSelectedEnd">O regresso ao Parlamento aconteceu através da eleição suplementar em Makerfield, onde conseguiu travar o avanço do Reform UK. O partido ficou em segundo lugar, mas a mais de nove mil votos de distância do Labour. A vitória teve ainda outro dado relevante: Burnham aumentou a percentagem de votos trabalhistas dos 45% registados nas eleições gerais de 2024 para quase 55%.</p>
<p class="isSelectedEnd">Mais do que uma vitória local, o resultado em Makerfield removeu um obstáculo essencial a qualquer candidatura à liderança. Para entrar numa corrida ao comando do Partido Trabalhista, é necessário ser deputado. Antes da votação, Burnham já tinha dito que tentaria entrar numa eventual disputa contra Keir Starmer caso conseguisse vencer em Makerfield.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>De Liverpool a Cambridge</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Andy Burnham nasceu em Liverpool, em 1970, e cresceu em Culcheth, uma localidade tranquila perto de Warrington, em Cheshire. O pai era engenheiro da BT e a mãe trabalhava como rececionista num consultório médico. Ambos eram apoiantes firmes do Partido Trabalhista, e Burnham desenvolveu cedo interesse pela política.</p>
<p class="isSelectedEnd">O próprio contou que decidiu juntar-se ao Labour aos 14 anos, depois de ficar marcado pela série televisiva “Boys from the Blackstuff”, sobre a vida no desemprego em Liverpool.</p>
<p class="isSelectedEnd">Adepto de longa data do Everton, Burnham era descrito pelos amigos como uma criança competitiva e apaixonada por desporto. Jogou críquete como lançador rápido pela equipa escolar de Lancashire e, na escola católica que frequentou, já dava sinais de vocação política: o seu professor de Inglês recordou que Burnham se apresentou como candidato trabalhista em eleições simuladas e venceu por larga margem.</p>
<p class="isSelectedEnd">Burnham e os dois irmãos foram os primeiros da família a frequentar a universidade. Estudou Inglês em Cambridge, embora tenha escrito no livro “Head North” que teve dificuldade em sentir-se integrado e que se sentia como um “impostor”.</p>
<p class="isSelectedEnd">A música ajudou-o a construir identidade. Fã de bandas indie do norte de Inglaterra, como The Smiths e The Stone Roses, Burnham escreveu que o crescente interesse pela música de Manchester lhe deu uma identidade e até uma vantagem.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Da imprensa à política</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Depois da universidade, começou por trabalhar no jornalismo, em publicações especializadas como Tank World e Passenger World Management. A entrada na política surgiu no início dos seus 20 anos, quando se tornou investigador de Tessa Jowell, então deputada por Dulwich e West Norwood, que mais tarde viria a ser ministra nos governos de Tony Blair e Gordon Brown.</p>
<p class="isSelectedEnd">Apesar da crítica que viria a fazer à política de Westminster, Burnham subiu rapidamente dentro do sistema. Foi assessor especial do secretário da Cultura Chris Smith e, em 2001, foi eleito deputado por Leigh, na Grande Manchester, a sua terra natal.</p>
<p class="isSelectedEnd">Começou por exercer funções governativas como ministro júnior no governo de Tony Blair. Mais tarde, já com Gordon Brown, entrou no Governo como secretário-chefe do Tesouro e viria também a ocupar as pastas da Cultura e da Saúde.</p>
<p class="isSelectedEnd">Foi enquanto secretário de Estado da Cultura, Media e Desporto que Burnham foi interrompido por protestos durante uma cerimónia de homenagem aos 20 anos da tragédia de Hillsborough, na qual morreram 97 adeptos do Liverpool em 1989.</p>
<p class="isSelectedEnd">O episódio acabou por ter impacto político. Burnham levou o tema ao Conselho de Ministros e contribuiu para o lançamento de uma segunda investigação à tragédia. Em 2014, discursou em Anfield, no 25.º aniversário do desastre.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Duas derrotas na liderança trabalhista</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Depois da demissão de Gordon Brown, na sequência da derrota trabalhista nas eleições gerais de 2010, Burnham apresentou-se pela primeira vez à liderança do Labour. Ficou em quarto lugar entre cinco candidatos, numa disputa vencida por Ed Miliband.</p>
<p class="isSelectedEnd">Nos cinco anos seguintes, trabalhou para reforçar a sua ligação às bases do partido. Em 2015 tentou novamente chegar à liderança, mas foi derrotado por Jeremy Corbyn.</p>
<p class="isSelectedEnd">Os críticos acusam-no de mudar de posição conforme o vento político, ajustando as suas ideias ao que lhe possa dar maior probabilidade de sucesso. Durante o referendo do Brexit, Burnham apoiou a permanência do Reino Unido na União Europeia e disse que gostaria de ver o país regressar ao bloco durante a sua vida.</p>
<p class="isSelectedEnd">Ainda assim, apesar de ter reiterado recentemente que existe um argumento para esse regresso “a longo prazo”, afirmou que não defenderia essa posição durante a eleição suplementar em Makerfield, uma zona onde o voto a favor do Brexit foi forte.</p>
<p class="isSelectedEnd">Burnham serviu no gabinete-sombra de Corbyn como responsável pela Administração Interna, apesar de ser visto como pertencente à ala centrista e blairista do partido. Com o tempo, as suas posições deslocaram-se mais para a esquerda, tendo defendido a nacionalização da água e da energia.</p>
<p class="isSelectedEnd">Em 2016, não esteve entre os que se demitiram em protesto contra a liderança de Corbyn. No ano seguinte, abandonou Westminster para se candidatar a primeiro presidente da Câmara metropolitana da Grande Manchester.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>O “rei do Norte”</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Burnham venceu essa eleição com mais de 60% dos votos e foi reeleito em 2021 com uma margem ainda maior. Como autarca, recebeu elogios pela transformação do sistema de transportes da região.</p>
<p class="isSelectedEnd">Sob a sua liderança, a Grande Manchester tornou-se a primeira zona fora de Londres a devolver os serviços de autocarro ao controlo público, integrando-os depois com outros meios de transporte sob a marca “Bee Network”.</p>
<p class="isSelectedEnd">Nem todas as promessas foram cumpridas. Entre os compromissos mais ambiciosos estava o fim das pessoas sem-abrigo na região até 2020, meta que não foi atingida.</p>
<p class="isSelectedEnd">A notoriedade nacional de Burnham aumentou durante a pandemia de Covid-19, quando acusou o governo conservador de tratar o norte de Inglaterra com “desprezo” por causa das restrições regionais. O braço de ferro valeu-lhe a alcunha de “rei do Norte”.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>O caminho de regresso a Westminster</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">No outono de 2025, durante a época das conferências partidárias, Burnham já se movimentava de forma evidente para uma eventual candidatura à liderança trabalhista, recusando afastar essa hipótese.</p>
<p class="isSelectedEnd">As intervenções, porém, provocaram reações negativas. Uma das frases que gerou contestação foi a sugestão de que o Governo estava “refém” dos mercados obrigacionistas, numa referência às regras autoimpostas de limitação da despesa e do endividamento.</p>
<p class="isSelectedEnd">Em janeiro surgiu uma possível oportunidade de regresso a Westminster, quando Andrew Gwynne, deputado da Grande Manchester, anunciou que deixaria o cargo, provocando uma eleição suplementar no círculo de Gorton e Denton. Burnham, porém, foi impedido de concorrer pelo órgão dirigente do Labour, com aprovação do primeiro-ministro.</p>
<p class="isSelectedEnd">Em maio, o contexto político mudou. O Partido Trabalhista sofreu maus resultados eleitorais em Inglaterra, Escócia e País de Gales, enquanto o Reform UK subia nas sondagens e obtinha resultados relevantes até em zonas próximas da base política de Burnham.</p>
<p class="isSelectedEnd">Keir Starmer passou então a enfrentar maior pressão interna, com alguns deputados a pedirem mudança e com demissões ministeriais a ocorrerem. Josh Simons anunciou que deixaria o lugar de deputado trabalhista por Makerfield para abrir caminho ao regresso de Burnham ao Parlamento.</p>
<p class="isSelectedEnd">Burnham foi escolhido como candidato trabalhista no círculo e, no mês seguinte, garantiu o regresso à Câmara dos Comuns.</p>
<p>A vitória em Makerfield reforçou a sua posição como figura central numa eventual disputa pela liderança do Labour. Depois de duas derrotas em corridas internas e de vários anos a governar a Grande Manchester, Andy Burnham regressa agora ao Parlamento com ambições nacionais renovadas e com um objetivo que já não esconde: chegar ao número 10 de Downing Street.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_779473]]></sapo:autor>
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		<title>Quatro crianças morreram este ano em contexto de violência doméstica e 2026 já iguala recorde de 2019</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Revista de Imprensa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Jun 2026 09:09:47 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A morte de uma menina de quatro anos em Santarém elevou para quatro o número de crianças que perderam a vida este ano em contexto de violência doméstica ou familiar em Portugal.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A morte de uma menina de quatro anos em Santarém elevou para quatro o número de crianças que perderam a vida este ano em contexto de violência doméstica ou familiar em Portugal. Com menos de sete meses decorridos de 2026, o país já igualou o registo mais mortal para menores desde 2019, um dado que volta a colocar o foco na vulnerabilidade das crianças expostas a ambientes de violência dentro do agregado familiar.</p>
<p>Segundo avança o <a href="https://www.jn.pt/justica/artigo/quatro-criancas-morreram-este-ano-vitimas-de-violencia-domestica/18097744" target="_blank" rel="noopener">Jornal de Notícias (JN)</a>, a mais recente tragédia ocorreu na madrugada de domingo, quando um homem de 33 anos terá agarrado na filha de quatro anos e se terá lançado com ela de um oitavo andar de um prédio situado na Urbanização de São Domingos, em Santarém. Pai e filha morreram na queda. A mãe da criança, que assistiu ao sucedido, necessitou de assistência médica e foi hospitalizada em estado de choque. De acordo com informações recolhidas pelo jornal, o casal, de origem indiana e residente em Portugal há vários anos, encontrava-se em processo de separação e o homem estava referenciado pela PSP desde 2024 por suspeitas de violência doméstica, tendo sido alvo de pelo menos duas denúncias.</p>
<p>A investigação passou entretanto para a Polícia Judiciária, que encara o caso como um homicídio da criança seguido de suicídio, num alegado contexto de violência doméstica. Segundo os elementos divulgados, a discussão entre o casal terá escalado durante a madrugada, quando a mulher ameaçou contactar familiares do companheiro para denunciar a situação. Terá sido nesse momento que o homem pegou na filha e se lançou da varanda. Vizinhos relataram cenas de desespero, tendo alguns tentado prestar assistência à criança até à chegada dos meios de emergência, mas sem sucesso.</p>
<p>Os dados da Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género, citando informação da Polícia Judiciária, mostram que as quatro mortes de menores registadas este ano igualam o pior registo desde 2022. Em 2025 tinham sido contabilizadas duas vítimas mortais e em 2023 não foi registada qualquer morte de crianças neste contexto. Entre os casos recentes contam-se ainda a morte de uma menina de oito anos em Valpaços, alegadamente às mãos da madrasta, o homicídio de um jovem de 13 anos em Tomar por parte do ex-companheiro da mãe, e o assassinato de uma criança de sete anos em Vila Franca de Xira por um familiar. Os números revelam ainda a dimensão do problema da violência doméstica em Portugal: só no ano passado, a Rede Nacional de Apoio a Vítimas de Violência Doméstica acolheu 2.973 mulheres e 2.585 menores.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_779449]]></sapo:autor>
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		<title>Investimento em infraestruturas aproxima China e países de língua portuguesa</title>
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		<dc:creator><![CDATA[André Manuel Mendes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Jun 2026 09:07:43 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O Secretariado Permanente do Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa (Macau) encerrou, a 18 de junho, o Colóquio sobre o Investimento e Construção de Infraestruturas entre a China e os Países de Língua Portuguesa, iniciativa que reuniu durante duas semanas responsáveis governamentais e técnicos dos países participantes para debater desafios e oportunidades no setor.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Secretariado Permanente do Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa (Macau) encerrou, a 18 de junho, o Colóquio sobre o Investimento e Construção de Infraestruturas entre a China e os Países de Língua Portuguesa, iniciativa que reuniu durante duas semanas responsáveis governamentais e técnicos dos países participantes para debater desafios e oportunidades no setor.</p>
<p>Realizado entre 8 e 21 de junho, o programa contou com a participação de 17 representantes de departamentos ligados às obras públicas, ambiente, indústria e áreas conexas da China e dos Países de Língua Portuguesa.</p>
<p>Na cerimónia de encerramento, o secretário-geral do Fórum de Macau, Ji Xianzheng, destacou o papel da organização na promoção da cooperação económica entre a China e o espaço lusófono, sublinhando que o colóquio foi concebido para responder às necessidades comuns de desenvolvimento das partes envolvidas.</p>
<p>Segundo o responsável, a iniciativa teve como foco a cooperação em infraestruturas, enquadrada nas prioridades definidas pelo Plano de Acção para a Cooperação Económica e Comercial 2024-2027, que estabelece orientações para áreas como transportes, comunicações, energia e recursos hídricos. Ji Xianzheng salientou ainda que Macau continua a afirmar-se como plataforma privilegiada para aprofundar a cooperação internacional em investimento e construção de infraestruturas, destacando a crescente relevância da inteligência artificial aplicada ao setor.</p>
<p>O programa formativo incluiu sessões dedicadas à experiência chinesa em grandes projetos de infraestruturas, financiamento verde, construção sustentável, análise do ciclo de vida dos projetos e mecanismos de precificação de carbono aplicados a parques industriais de emissões zero e infraestruturas verdes.</p>
<p>Os participantes tiveram ainda oportunidade de visitar várias instituições e projetos de referência, entre os quais o Laboratório de Referência do Estado de Internet das Coisas para a Cidade Inteligente da Universidade de Macau, a Autoridade Monetária de Macau, a Direção dos Serviços de Obras Públicas e o Parque Eólico Offshore de Jinwan, em Zhuhai. O programa contemplou também sessões de intercâmbio com centros de investigação locais e a participação no 17.º Fórum e Exposição Internacional sobre o Investimento e Construção de Infraestruturas e no 12.º Fórum Paralelo de Cooperação em Infraestruturas entre a China e os Países de Língua Portuguesa.</p>
<p>De acordo com os participantes, a ação contribuiu para aprofundar o conhecimento sobre o desenvolvimento das infraestruturas no Interior da China e em Macau, reforçando simultaneamente a compreensão do papel estratégico de Macau enquanto plataforma de serviços para a cooperação económica e comercial entre a China e os países lusófonos. Os responsáveis consideraram ainda que os conhecimentos adquiridos poderão traduzir-se em novas oportunidades de cooperação futura no domínio das infraestruturas.</p>
<p>A cerimónia de encerramento contou com a presença de várias entidades institucionais, incluindo o professor José Alves, em representação do reitor da Universidade da Cidade de Macau, o cônsul-geral de Angola em Macau, Eduardo Velasco Galiano, o cônsul-geral de Moçambique em Macau, Rodrigues Vitorino Muebe, e o chefe do Departamento de Comércio do Gabinete de Economia e Finanças do Gabinete de Ligação do Governo Central na Região Administrativa Especial de Macau, Zhao Xin. Também estiveram presentes os membros do Secretariado Permanente do Fórum de Macau.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_779463]]></sapo:autor>
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		<title>Starmer prepara saída no outono: como pode decorrer a transição no Reino Unido</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Jun 2026 09:01:49 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[A sucessão de Starmer poderá seguir dois caminhos: uma transição quase direta para Andy Burnham ou uma disputa interna curta dentro do Partido Trabalhista.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">Keir Starmer anunciou um calendário para deixar Downing Street no outono, abrindo uma nova fase de transição política no Reino Unido. De acordo com o The Guardian, a máquina do Governo britânico voltará a preparar uma passagem de poder, mas desta vez com um ritmo relativamente mais lento do que é habitual no país.</p>
<p class="isSelectedEnd">No sistema político britânico, as mudanças de primeiro-ministro tendem a acontecer rapidamente. Após uma derrota eleitoral, é comum que o líder cessante abandone o número 10 de Downing Street logo na manhã seguinte, enquanto a equipa do sucessor se prepara para entrar. Desta vez, porém, o processo poderá decorrer de forma mais organizada, com Starmer a manter-se em funções até setembro.</p>
<p class="isSelectedEnd">A saída surge cerca de dois anos depois de Starmer ter chegado ao poder. Em julho de 2024, depois das eleições, o então novo primeiro-ministro realizou a primeira conferência de imprensa em Downing Street e admitiu ainda estar a orientar-se no complexo de edifícios que passara a ser simultaneamente residência e local de trabalho.</p>
<p class="isSelectedEnd">Hoje, Starmer anunciou que vai abandonar o cargo. A equipa de Andy Burnham terá defendido que o primeiro-ministro se mantenha em funções até setembro, um calendário que permitiria preparar dois cenários principais para a sucessão.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Andy Burnham pode chegar à liderança sem oposição</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">O primeiro cenário, e aquele que mais interessa a Andy Burnham, passaria por uma escolha sem verdadeira disputa interna. O presidente da Câmara da Grande Manchester, agora deputado por Makerfield, poderia ser nomeado líder trabalhista com apoio esmagador dos deputados do partido.</p>
<p class="isSelectedEnd">Para isso, nenhum adversário teria de avançar ou, caso surgissem concorrentes, estes teriam de falhar o apoio mínimo necessário de 20% do grupo parlamentar trabalhista, equivalente a 81 deputados.</p>
<p class="isSelectedEnd">Este cenário daria maior clareza a ministros e funcionários públicos sobre o processo de transição. Também permitiria a Burnham começar a escolher a sua equipa governativa e a definir prioridades políticas, evitando uma entrada em funções com sinais de indefinição.</p>
<p class="isSelectedEnd">Segundo o The Guardian, Darren Jones, ministro do Governo e responsável por garantir a execução de tarefas transversais no Executivo, já terá reunido com Louise Haigh, antiga ministra dos Transportes e aliada próxima de Burnham.</p>
<p class="isSelectedEnd">Jones deverá ter um papel relevante para garantir a continuidade do trabalho governativo, em particular numa fase sensível de preparação do orçamento do outono. As decisões políticas de fundo caberiam, no entanto, ao sucessor de Starmer.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>A hipótese de uma disputa rápida</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">O segundo cenário envolve uma disputa interna pela liderança trabalhista. Wes Streeting, antigo ministro da Saúde, ou outro candidato, poderia reunir apoio suficiente para enfrentar Burnham. Alguns deputados trabalhistas prefeririam essa via, por considerarem que as ideias e propostas de Burnham devem ser testadas num confronto político interno.</p>
<p class="isSelectedEnd">Nesse caso, os candidatos teriam primeiro de provar que contam com apoios suficientes no grupo parlamentar. Além disso, precisariam de nomeações de pelo menos 5% das estruturas locais do partido ou de, pelo menos, três organizações afiliadas, sendo necessário que duas delas fossem sindicatos.</p>
<p class="isSelectedEnd">Os candidatos que ultrapassassem esse limiar seguiriam para votação dos militantes trabalhistas. O calendário seria definido pelo comité executivo nacional do partido, que deverá procurar tornar o processo tão rápido quanto possível.</p>
<p class="isSelectedEnd">A eleição interna que levou Starmer à liderança em 2020, numa altura em que o Labour estava na oposição, durou três meses. Mas, em 2025, quando Angela Rayner se demitiu da vice-liderança, o partido encontrou uma sucessora em apenas seis semanas e meia, usando as mesmas regras.</p>
<p class="isSelectedEnd">A transição avançaria durante todo esse período, embora fosse naturalmente mais complexa enquanto a disputa interna estivesse em curso.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Starmer como primeiro-ministro de transição</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Mesmo permanecendo em Downing Street, Starmer entraria numa fase política de autoridade limitada. O seu papel seria semelhante ao de Theresa May em 2019, quando a então primeira-ministra definiu o próprio calendário de saída.</p>
<p class="isSelectedEnd">Nessa situação, um primeiro-ministro continua formalmente em funções, mas passa a atuar mais como figura de transição. Ainda assim, pode procurar concluir projetos pessoais ou consolidar parte do seu legado político.</p>
<p class="isSelectedEnd">Theresa May usou esse período para inscrever na lei a meta de neutralidade carbónica, em junho de 2019, seis semanas antes de entregar o poder a Boris Johnson.</p>
<p class="isSelectedEnd">No caso de Starmer, é esperado que continue ativo, tanto no plano internacional, com uma cimeira da NATO prevista para julho, como na tentativa de fechar prioridades políticas antes de deixar o cargo.</p>
<p>A sucessão de Starmer poderá, assim, seguir dois caminhos: uma transição quase direta para Andy Burnham ou uma disputa interna curta dentro do Partido Trabalhista. Em ambos os casos, o objetivo será garantir que o novo líder chega ao poder até setembro, enquanto o primeiro-ministro cessante tenta preservar margem suficiente para concluir o seu legado.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_779454]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>FEP está entre as melhores escolas de gestão do mundo em impacto social e ambiental</title>
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		<dc:creator><![CDATA[André Manuel Mendes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Jun 2026 08:48:49 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A Faculdade de Economia e Gestão da Universidade do Porto (FEP) mantém, pelo segundo ano consecutivo, o estatuto de “Escola Transformadora” no Positive Impact Rating for Business Schools (PIR) 2026.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Faculdade de Economia e Gestão da Universidade do Porto (FEP) voltou a ser reconhecida como uma das escolas de gestão com maior impacto social e ambiental a nível internacional, ao manter, pelo segundo ano consecutivo, o estatuto de “Escola Transformadora” no Positive Impact Rating for Business Schools (PIR) 2026.</p>
<p>A distinção coloca a FEP no Nível 4 – “Transforming School”, o segundo mais elevado da classificação, que distingue instituições que integram de forma consistente a sustentabilidade, a responsabilidade social e o impacto positivo na sua governação, programas académicos e práticas internas. O ranking internacional avalia as escolas de gestão com base na perceção dos próprios estudantes.</p>
<p>Depois de ter alcançado este reconhecimento pela primeira vez em 2025, a FEP consolida agora a sua posição entre as instituições de ensino superior que procuram transformar a forma como ensinam, investigam e se relacionam com a sociedade.</p>
<p>Na edição de 2026, a escola destacou-se particularmente na dimensão “Culture”, igualando a média global das instituições participantes. Segundo a avaliação dos estudantes, a FEP evidencia uma cultura organizacional alinhada com o seu propósito, aberta à inovação, à mudança e à responsabilidade social. A área “Energizing”, que mede a forma como a governação e a cultura institucional promovem o impacto positivo, também obteve reconhecimento.</p>
<p>Para Óscar Afonso, diretor da FEP, o resultado demonstra que a excelência académica deve caminhar lado a lado com a responsabilidade social. “Este resultado confirma aquilo em que acreditamos: que uma escola de excelência em Economia e Gestão tem de ser, ao mesmo tempo, uma escola responsável e comprometida com a sociedade”, afirma.</p>
<p>Um dos indicadores com maior evolução foi a dimensão “Programs”, refletindo uma crescente integração de temas relacionados com ética, sustentabilidade e responsabilidade nos planos de estudo. Em 2025, a FEP identificou mais de uma centena de unidades curriculares alinhadas com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e reforçou a sua oferta com novas disciplinas dedicadas à sustentabilidade, como Sustentabilidade Empresarial e Transição e Ação Climática nas Organizações.</p>
<p>A instituição prepara ainda o lançamento do Mestrado Executivo em Gestão da Transformação Sustentável, destinado a formar profissionais capazes de responder aos desafios da transição sustentável nas organizações.</p>
<p>A aposta da FEP na sustentabilidade estende-se também às iniciativas dirigidas à comunidade académica. Entre as ações recentes destacam-se a Semana da Sustentabilidade, dedicada em 2025 ao tema da diversidade e inclusão, e a criação do Selo de Diversidade e Inclusão, destinado a distinguir organismos estudantis que adotem boas práticas alinhadas com padrões europeus.</p>
<p>No plano da governação, a escola reforçou as suas estruturas dedicadas à sustentabilidade e responsabilidade social, criando um pelouro específico no Conselho Executivo, um Comité de Sustentabilidade, uma Comissão de Ética e uma Comissão de Gestão de Crise e Emergência. A nível ambiental, alcançou ainda a certificação das emissões de gases com efeito de estufa nos âmbitos Scope 1, 2 e 3.</p>
<p>Cláudia Ribeiro, membro do Conselho Executivo responsável pela Sustentabilidade e Responsabilidade Social, destaca o facto de o ranking refletir diretamente a opinião dos estudantes. “O PIR é um dos poucos instrumentos que dá voz direta aos estudantes sobre o impacto real da sua escola. Por isso, este resultado tem um significado especial”, sublinha.</p>
<p>A ligação à comunidade continua igualmente a ser uma das prioridades da FEP. Através do projeto “Um Ano | Uma Causa”, a faculdade apoia anualmente uma instituição de solidariedade social. Entre outras iniciativas realizadas em 2025, destacam-se a Feira de Voluntariado, que reuniu mais de 20 organizações, e a Semana Europeia da Prevenção de Resíduos, durante a qual foram recolhidos 260 equipamentos eletrónicos, evitando a emissão de 3,5 toneladas de dióxido de carbono equivalente.</p>
<p>Na área da investigação, a segunda edição do FEP Research Meeting in Sustainability reuniu especialistas internacionais dedicados ao estudo da sustentabilidade. No mesmo ano, foram desenvolvidas 16 dissertações de mestrado centradas em temas como ESG, economia circular, política climática e comportamento do consumidor.</p>
<p>O Positive Impact Rating for Business Schools é uma avaliação internacional independente criada por uma coligação de especialistas e organizações como a WWF, a Oxfam e o UN Global Compact. Na sua sétima edição, o ranking avaliou 87 escolas de gestão de 32 países, com base em 19.789 respostas válidas de estudantes. A classificação é organizada em cinco níveis de maturidade, sendo publicados os níveis 3 (“Progressing”), 4 (“Transforming”) e 5 (“Pioneering”). Com a manutenção no Nível 4, a FEP reforça o seu posicionamento entre as escolas de gestão que procuram integrar a sustentabilidade na formação de futuros líderes, na investigação e na relação com a sociedade.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_779450]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Keir Starmer anuncia demissão do cargo de primeiro-ministro do Reino Unido</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/keir-starmer-anuncia-demissao-do-cargo-de-primeiro-ministro-do-reino-unido/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Jun 2026 08:37:34 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O primeiro-ministro britânico anunciou hoje a sua demissão do cargo de chefe de Governo e da liderança do Partido Trabalhista, numa decisão que abre um processo de sucessão política no Reino Unido.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, anunciou hoje a sua demissão do cargo de chefe de Governo e da liderança do Partido Trabalhista, numa decisão que abre um processo de sucessão política no Reino Unido. A declaração foi feita à porta de Downing Street, onde o líder trabalhista confirmou que permanecerá em funções apenas até ser escolhido um sucessor, processo que, segundo indicou, deverá ficar concluído até ao final do verão.</p>
<p>No discurso de despedida, Starmer recordou a chegada ao número 10 de Downing Street, em 2024, classificando esse momento como “o mais orgulhoso” da sua vida. O líder britânico afirmou que entrou na política com o objetivo de melhorar a vida de milhões de pessoas e fez um balanço do percurso que levou o Partido Trabalhista ao poder após anos na oposição. Segundo afirmou, herdou uma força política que considerava estar “politicamente, financeiramente e moralmente falida”, mas garantiu ter conseguido contrariar as previsões de quem considerava que o partido estava acabado.</p>
<p>O ainda primeiro-ministro destacou as mudanças realizadas na formação política, apontando como prioridades a eliminação do antissemitismo no partido, a recuperação da confiança dos cidadãos na economia, na defesa e na segurança nacional. “Disseram-me vezes sem conta que o partido estava acabado”, recordou, acrescentando que conseguiu provar que esses prognósticos estavam errados. Starmer sustentou ainda que todo o processo de transformação teve um único objetivo: “mudar o Reino Unido para melhor”.</p>
<p>Ao justificar a decisão de abandonar a liderança, Starmer revelou que a principal questão colocada internamente era saber se continuava a ser a pessoa mais indicada para conduzir o Partido Trabalhista às próximas eleições gerais. “Ouvi a resposta e aceitei essa resposta com graça”, afirmou. O líder britânico acrescentou que todas as decisões tomadas durante o mandato tiveram como prioridade “colocar o país em primeiro lugar”, razão pela qual decidiu avançar com a saída.</p>
<p>Starmer revelou ainda que já comunicou formalmente a decisão ao rei durante a manhã e que solicitará a criação de um calendário para a sucessão. Até que seja escolhido um novo líder trabalhista, continuará a desempenhar as funções de primeiro-ministro. A demissão surge apenas dois anos depois da vitória eleitoral que devolveu o Partido Trabalhista ao poder, num desfecho que representa uma das mais significativas reviravoltas da política britânica recente.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_779438]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Famílias portuguesas sobre-endividadas recorrem cada vez mais a créditos para pagar alimentação e renda</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/familias-portuguesas-sobre-endividadas-recorrem-cada-vez-mais-a-creditos-para-pagar-alimentacao-e-renda/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Revista de Imprensa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Jun 2026 08:30:38 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O aumento do custo de vida e o peso crescente das despesas com habitação estão a empurrar cada vez mais famílias portuguesas para situações de sobre-endividamento, levando muitas a recorrer a créditos pessoais e cartões de crédito para suportar gastos básicos como alimentação, renda ou prestações da casa.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O aumento do custo de vida e o peso crescente das despesas com habitação estão a empurrar cada vez mais famílias portuguesas para situações de sobre-endividamento, levando muitas a recorrer a créditos pessoais e cartões de crédito para suportar gastos básicos como alimentação, renda ou prestações da casa. Os dados mais recentes apontam para um agravamento das dificuldades financeiras, com o número médio de créditos por agregado familiar a aumentar para seis, face aos cinco registados no mesmo período do ano passado.</p>
<p>Segundo dados da DECO divulgados pelo <a href="https://www.dn.pt/economia/famlias-sobre-endividadas-esto-a-pedir-cada-vez-mais-crditos-pessoais-para-pagar-despesas-bsicas#google_vignette" target="_blank" rel="noopener">Diário de Notícias</a>, as famílias acompanhadas pela associação acumulam atualmente, excluindo o crédito à habitação, responsabilidades financeiras médias de cerca de 27.500 euros entre créditos pessoais e cartões de crédito. Até meados de junho, a associação recebeu aproximadamente 15 mil pedidos de ajuda. A coordenadora do Gabinete de Proteção Financeira (GPF), Natália Nunes, alerta que a habitação continua a representar “o grande sufoco” dos orçamentos familiares, agravado pelos aumentos dos custos energéticos e alimentares. “Há famílias numa situação muito, muito preocupante do ponto de vista financeiro. A média é de seis créditos por família, mas temos casos de agregados com 15 responsabilidades financeiras”, afirmou.</p>
<p>Apesar de o rendimento médio dos agregados acompanhados ter subido para cerca de 1.400 euros mensais, a margem financeira continua a diminuir devido ao aumento dos encargos fixos. A taxa de esforço destas famílias ultrapassa os 57%, o que significa que cerca de 800 euros por mês são destinados ao pagamento de prestações de crédito. Natália Nunes sustenta que muitos destes financiamentos estão a ser utilizados para assegurar despesas correntes. “A finalidade dos créditos e dos cartões de crédito é clara: estão a ser usados para pagar despesas básicas, as contas do dia a dia e, em muitos casos, a renda da casa”, sublinhou, defendendo também uma maior responsabilização da banca na concessão de crédito.</p>
<p>O perfil dos consumidores acompanhados pela DECO revela uma forte incidência entre trabalhadores do setor privado, que representam 43,1% dos casos, seguindo-se reformados e desempregados, ambos com 18,6%. A faixa etária entre os 35 e os 49 anos concentra o maior número de pedidos de apoio, embora o peso dos jovens entre os 18 e os 34 anos tenha aumentado para 16,4%. Os solteiros são o grupo mais afetado pelo sobre-endividamento, com 43,9% dos processos, e as famílias unipessoais representam mais de 80% dos casos acompanhados pela associação.</p>
<p>A distribuição geográfica mostra que o fenómeno é particularmente expressivo nos grandes centros urbanos. Lisboa lidera o número de situações de sobre-endividamento acompanhadas pela DECO, com 38,8% dos processos, seguida pelo Porto (17,8%) e Setúbal (12,1%). Em contraste, distritos do interior como Guarda, Vila Real e Bragança apresentam uma incidência significativamente menor. Para a associação de defesa do consumidor, os números refletem um problema estrutural que continua a afetar milhares de famílias portuguesas, pressionadas por custos crescentes e por uma capacidade financeira cada vez mais limitada.</p>
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		<title>Vinhos do Grupo Nabeiro crescem mais de 40% em Angola. “É um mercado de enorme relevância para a Adega Mayor”</title>
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		<dc:creator><![CDATA[André Manuel Mendes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Jun 2026 08:27:18 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A Adega Mayor, marca vínica do Grupo Nabeiro liderada pela neta do fundador, Rita Nabeiro, registou um crescimento de 41% em valor e 15% em volume em Angola nos primeiros cinco meses de 2026, consolidando a importância daquele mercado na sua estratégia de internacionalização.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Adega Mayor, marca vínica do Grupo Nabeiro liderada pela neta do fundador, Rita Nabeiro, registou um crescimento de 41% em valor e 15% em volume em Angola nos primeiros cinco meses de 2026, consolidando a importância daquele mercado na sua estratégia de internacionalização. Atualmente, Angola representa cerca de 25% das exportações da empresa e afirma-se, a par da Suíça, como um dos seus principais mercados externos.</p>
<p>Os resultados foram divulgados no âmbito da participação da Adega Mayor na Grande Prova Vinhos de Portugal 2026, iniciativa promovida pela ViniPortugal que decorreu no Hotel InterContinental Miramar, em Luanda, reunindo dezenas de produtores portugueses, profissionais do setor, líderes de opinião, imprensa especializada e consumidores.</p>
<p>Com cerca de 40 mil garrafas comercializadas anualmente no mercado angolano, a marca está presente nos principais canais de distribuição do país, desde o retalho moderno à hotelaria, restauração e comércio informal.</p>
<p>“Angola é um mercado de enorme relevância para a Adega Mayor e para a nossa estratégia de internacionalização. Para além de representar cerca de um quarto das nossas exportações, é um mercado com o qual mantemos uma relação de proximidade construída ao longo dos anos e onde continuamos a identificar um elevado potencial de crescimento”, afirma Pedro Foles, Diretor-Geral da Adega Mayor.</p>
<p>Segundo o responsável, os resultados alcançados em 2026 reforçam a confiança da empresa na estratégia seguida e sustentam o investimento contínuo na consolidação da marca junto dos consumidores angolanos.</p>
<p>Durante a Grande Prova Vinhos de Portugal, a Adega Mayor apresentou algumas das suas referências mais emblemáticas, incluindo os vinhos das gamas Caiado, Reserva, Monocastas, Reserva do Comendador e Grande Reserva Pai Chão.</p>
<p>Para Pedro Foles, o evento constituiu uma oportunidade para estreitar relações com clientes, parceiros e consumidores locais. “Angola continua a ser um mercado prioritário para a marca e pretendemos continuar a investir na consolidação da nossa presença e no fortalecimento das relações que temos vindo a construir ao longo dos anos”, sublinha.</p>
<p>A Adega Mayor pretende agora aprofundar a sua presença junto dos principais operadores dos setores do retalho, hotelaria e restauração em Angola, dando continuidade ao crescimento registado nos últimos anos.</p>
<p>A história da Adega Mayor remonta a 1997, quando foram plantadas as primeiras vinhas em Campo Maior, fruto da paixão de Rui Nabeiro pelo vinho e pela região. Uma década mais tarde, nasceu a primeira adega de autor em Portugal, projetada pelo arquiteto português Álvaro Siza Vieira. Atualmente, sob a visão de Rita Nabeiro, a marca continua a reforçar a sua aposta na valorização dos vinhos do Alentejo e na expansão internacional.</p>
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