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A verdade sobre as sondagens das eleições dos EUA: podemos acreditar nas previsões?

As sondagens mostram que Joe Biden está bem posicionado para conquistar a presidência dos Estados Unidos da América. Porém, que peso têm estas previsões? Em 2016, três dias antes das eleições, o Princeton Election Consortium anunciava que Hillary Clinton tinha uma probabilidade de 99% de vencer. Porém, não foi isso que aconteceu, tal como lembra a Fortune.

Recentemente, o The Economist apresentou uma previsão semelhante para Joe Biden: mais de 99% de probabilidade de sair vencedor na próxima terça-feira, dia 3 de Novembro. No entanto, há que considerar alguns factores antes de os apoiantes do candidato Democrata começarem já a preparar a festa.

De acordo com a Fortune, as sondagens de 2016 não apresentavam problemas ou falhas significativas, com uma margem de erro de 3,1%. Desde 1972 até 2016, a média deste indicador relativamente a eleições presidenciais situava-se nos 4,1%.

Contudo, isso não significa que sejam uma fiel e exacta representação da realidade. Para isso, é necessário garantir que a amostra inquirida é representativa da população que, de facto, vota. Há ainda que ter em consideração qual a melhor forma de chegar aos eleitores: telefone, email ou mensagem de texto?

Junta-se ainda outro factor. Será que quem participa na sondagem diz a verdade? Ou será que mente, não só sobre a sua idade ou rendimento mas também sobre em quem irá votar?

A mesma publicação sublinha ainda que as sondagens não têm qualquer efeito no resultado final das eleições. Quer isto dizer que as pessoas não devem desistir de votar, por exemplo, só porque aparece na televisão que determinado candidato aparece à frente nas intenções de voto.

Além disso, num sistema em que os colégios eleitorais são reis, o que importa saber é para que lado pende cada um dos estados. E terá sido esse o problema de 2016: nas últimas eleições dos EUA, as sondagens nacionais apresentavam uma margem de erro relativamente pequena, mas as sondagens por estado tinham uma margem de erro de 5,2%.

Avançando até 2020, o cenário mostra algumas melhorias. Face a 2016, a diferença entre os dois candidatos nas várias sondagens a nível nacional e nos estados é significativamente superior. Caso estejam erradas, a Fortune refere que teriam de estar mesmo muito erradas para falhar o resultado final.

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