«A vacina é a nossa melhor arma». Marta Temido apela à confiança da população e diz que é prematuro falar na suspensão do fármaco da J&J

A ministra da saúde, Marta Temido, lançou esta terça-feira um apelo para que a população mantenha a confiança nas entidades reguladoras de medicamentos, num dia em que os Estados Unidos recomendaram a suspensão da vacina da Johnson & Johnson.

Simone Silva

A ministra da Saúde, Marta Temido, considerou ser ainda muito cedo para comentar a recomendação hoje emitida pelas autoridades de saúde dos Estados Unidos para uma pausa na administração da vacina contra a covid-19 da Johnson & Johnson, por ligações a coágulos sanguíneos.

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“Recebemos essa notícia enquanto decorria a reunião. Neste momento é prematuro falar. Essa vacina não foi ainda iniciada no território da União Europeia, estamos a receber as primeiras doses esta semana. Os efeitos adversos estão descritos, mas no balanço risco-benefício continuamos a saber que a vacina é a nossa melhor arma para sairmos desta doença”, explicou a governante.

A ministra lançou um apelo para que a população mantenha a confiança nas entidades reguladoras de medicamentos: «Sabemos que a vacina é a nossa melhor arma a longo prazo para sairmos desta doença e por isso a confiança nas autoridades reguladoras, sejam elas europeias ou não, na tomada deste tipo de decisões deve ser mantida», reiterou o governante.

Portugal, adiantou ainda Marta Temido, «tem um plano de vacinação com mais de 65 anos, graças ao qual o país recuperou em muitos indicadores, estando numa posição muito honrosa em saúde pública e portanto pode haver confiança naquilo que são as vacinas e o papel das autoridades», concluiu.

As autoridades norte-americanas pediram hoje a suspensão da inoculação com a vacina da Johnson & Johnson, depois de terem sido registados seis casos de problemas com coágulos sanguíneos. Segundo avança o New York Times, a vacinação será suspensa a nível federal, mas a Food and Drug Administration (FDC) e o Centers for Disease Control (CDC) apelam a que também os estados tomem a mesma decisão.

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A mesma publicação indica que os seis cidadãos afetados por este efeito secundário desenvolveram coágulos sanguíneos duas semanas após a vacinação. São mulheres entre os 18 e os 48 anos e uma delas morreu. Outra encontra-se neste momento hospitalizada em estado crítico.

Recorde-se que Portugal vai receber amanhã as primeiras vacinas da Janssen (Johnson & Johnson) contra a Covid-19. Trata-se de uma vacina de toma única que demonstrou uma eficácia de 66,9% 14 dias após a injeção, no ensaio global. A percentagem sobe para 85% quando se trata de evitar que a doença progrida de maneira grave ou crítica. E até 100% de proteção contra a morte.

O primeiro lote é de 30 mil doses, o que significa que o país fica com 1,9 milhões de doses disponíveis para administrar durante o mês de abril, segundo indica o jornal Público. De acordo com o coordenador da task force para a vacinação, plano é administrar pelo menos a primeira dose de uma das vacinas a todos os cidadãos com mais de 60 anos de idade até à primeira semana de junho.

Regulador dos EUA pede suspensão imediata da vacina da Johnson & Johnson após casos de coágulos. Portugal recebe amanhã 30 mil doses

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