O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, promoveu uma teoria da conspiração difundida pelos seus seguidores, que questiona o direito da senadora democrata, Kamala Harris, ocupar a vice-presidência, sugerindo que a responsável não nasceu nos Estados Unidos, avança o ‘elEconomista’.
Após a eleição de Harris como braço direito do candidato democrata à Casa Branca Joe Biden, Trump não mediu esforços para desacreditá-la, chegando a chamá-la de «radical» e «louca». Contudo, nas últimas horas, o presidente foi ainda mais longe ao questionar a nacionalidade da senadora.
Uma conselheira de campanha de Trummp, Jenna Ellis, partilhou no Twitter na quinta-feira uma mensagem de um líder conservador que questionou a legitimidade de Harris para ocupar o segundo cargo mais alto do país, invocando a Cláusula de Cidadania da Constituição.
It’s almost like they think @SenTomCotton wrote it. https://t.co/T8avgRN4Ir
— Jenna Ellis 🐊 (@realJennaEllis) August 14, 2020
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Um artigo de opinião do professor universitário John Eastman – publicado na revista Newsweek – também suscita dúvidas de que os pais de Harris, de origem jamaicana e indiana, estivessem a residir legalmente no país norte-americano, quando a senadora nasceu, supostamente em Oakland, Califórnia, em 1964.
Trump afirmou em declarações aos jornalistas que «ouviu» que Harris «não cumpre os requisitos» para ocupar a posição, porque «se diz que não nasceu neste país». O responsável continua: «Não tenho ideia se é verdade. Suponho que os democratas tenham verificado essa questão antes de a eleger como vice-presidente».
Trump disse ainda que esta era uma situação «muito séria» e que prometeu que iria «ter atenção» às dúvidas que possam surgir.









