“A sustentabilidade deixou de ser apenas uma questão de reputação ou de cumprimento regulatório”, afirma partner da ERA Group

Num momento em que a sustentabilidade se torna cada vez mais central nas decisões empresariais a nível europeu, apenas 58% das empresas portuguesas possuem uma estratégia ESG (Environmental, Social and Governance) formal, revela o Barómetro Internacional ESG 2025, da consultora Ayming.

Fábio Carvalho da Silva e André Mendes
Agosto 18, 2025
12:27

Num momento em que a sustentabilidade se torna cada vez mais central nas decisões empresariais a nível europeu, apenas 58% das empresas portuguesas possuem uma estratégia ESG (Environmental, Social and Governance) formal, revela o Barómetro Internacional ESG 2025, da consultora Ayming.

O estudo evidencia uma lacuna significativa: muitas organizações nacionais arriscam perder competitividade num mercado global em que investidores, reguladores e consumidores valorizam práticas responsáveis, transparentes e sustentáveis. Perante os desafios da instabilidade geopolítica, da pressão regulatória e da aceleração digital, investir em soluções sustentáveis torna-se essencial para fortalecer a resiliência e a autonomia do tecido empresarial português.

“A sustentabilidade deixou de ser apenas uma questão de reputação ou de cumprimento regulatório. Hoje, está profundamente interligada à eficiência operacional, à inovação e à capacidade de o tecido empresarial responder à crescente volatilidade dos mercados. Ao otimizar custos e processos de forma estratégica, é possível gerar valor económico e ambiental em simultâneo. É precisamente esse compromisso que assumimos todos os dias com os nossos clientes”, afirma Gonçalo Boléo Tomé, partner da ERA Group.

A ERA Group destaca quatro áreas prioritárias para conciliar responsabilidade ambiental com rentabilidade operacional:

Rever os custos “não core”: Contratos de energia, serviços logísticos ou manutenção representam uma fatia significativa dos gastos empresariais. Auditar e renegociar estas áreas pode reduzir entre 12% e 18% dos custos operacionais, libertando recursos para inovação e transição energética.

Consolidar fornecedores de forma inteligente: Centralizar contratos com parceiros alinhados com metas ESG permite maior rastreabilidade, transparência e mitigação de riscos associados a disrupções, incumprimento regulatório e reputação.

Integrar critérios de sustentabilidade no procurement: Considerar o ciclo de vida dos produtos, recorrer a materiais recicláveis e avaliar o desempenho ambiental dos fornecedores assegura que a sustentabilidade seja transversal às operações, além de atender a exigências do mercado.

Reduzir a pegada digital e o consumo energético: Avaliar a pegada digital, adotar tecnologias mais eficientes e recorrer a fontes renováveis pode gerar poupanças médias de até 15% no consumo energético, reforçando sustentabilidade e competitividade a longo prazo.

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