Paulo Portas participou ontem no Congresso “GS1 Portugal – (Des)codificar o futuro: desafios dos novos tempos”, na NOVA SBE. No evento, que contou com cerca de 300 participantes das mais variadas empresas portuguesas, o antigo governante deixou claro que “a subida progressiva da inflação, a principal inimiga da população mais pobre, e, por consequência das taxas de juros, irão surpreender toda a gente”.
Paulo Portas reforçou, ao longo da sua intervenção, a principal característica da pandemia: assimetria. “Esta situação fica marcada pela assimetria, tanto no que diz respeito à propagação do vírus, como à situação económica, ao processo de vacinação ou à velocidade de regressão para endemia”, explicou.
Para uma recuperação económica consistente, o antigo Vice-Primeiro ministro acredita que será necessária a retoma de três grandes eixos da globalização – o comércio aberto e livre, o investimento internacional e a inovação, que considera ser o coração do valor acrescentado das economias.
Ao longo da sessão, o ex-líder do CDS reforçou a importância que a Ásia, em particular a China, assumiu na economia mundial. “A Europa deixou-se ultrapassar em termos de inovação e demografia da população.
“A China é agora o principal fornecedor, o principal cliente, o principal parceiro e o principal destinatário de investimento estrangeiro”, assegurou.
No entanto, Paulo Portas alerta que não foi só a geografia do crescimento económico que mudou, mas também a “geografia do risco”, que agora está também na Ásia.
“Em poucas décadas a China deixou de ser um país rural, para passar a ser uma das economias mais desenvolvidas do mundo, em vias de ultrapassar até aos E.U.A”, afirmou o antigo líder centrista e camarada de governo de Pedro Passos Coelho.







