A sua equipa em casa está a enfrentar a ‘culpa do sobrevivente’? Solução pode estar nestes passos

Redefina expectativas e limites, bem como mantenha a transparência entre as equipas e os líderes, afirmam especialistas.

Sónia Bexiga

Durante toda a pandemia, o bem-estar mental dos trabalhadores tem sido fundamental na manutenção do sucesso organizacional mas há trabalhadores que estão a sentir a ‘culpa do sobrevivente’, ou seja, mesmo passando ao lado de demissões ou processos de lay-off a pressão pode agigantar-se e prejudicar a sua produtividade.

Além de se despedir dos colegas, enquanto se pergunta quem será o próximo, os trabalhadores enfrentam muitas vezes mais responsabilidades, o que pode levar ao esgotamento, alertam os especialistas, consultados pela ‘Bloomberg’ .

E nestas situações, como pode o empresário manter uma atmosfera de segurança e sanidade? Os especialistas acreditam ser possível preservar a moral das equipas e ajudar os trabalhadores a aumentar a sua resiliência.

Segundo a psicoterapeuta Babita Spinelli, as repercussões negativas das demissões incluem desânimo, tristeza e desconfiança. “Quando sobrevivemos aos cortes, não é de da nossa responsabilidade sobreviver e não é algo que tenhamos controlo mas a culpa é irracional e desproporcional à situação”, reforçou.

Assim, a especialista sugere que funcionários e organizações com reduções ponderem incentivar a aceitação e o processamento de emoções negativas resultantes de uma experiência tão estridente e reconheça sentimentos de confusão e angústia; a ligação a um líder em desafios que se revelam particularmente intimidadores para manter uma sensação de controlo numa situação incerta; o combate a um diálogo interno negativo, reconhecendo que cada sobrevivente é importante, apoiado e apreciado; e ainda, a divulgação e incentivo do uso de recursos de saúde mental da empresa.

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Para ser um líder de sucesso, mesmo em contexto de demissões, as sugestões são:

Diga aos trabalhadores que não há problema em continuar a relacionar-se com colegas que foram demitidos e permanecer em contacto com eles;

Permita pausas e folgas aos funcionários que agora têm cargas de trabalho maiores;

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Reconheça que as pessoas respondem de maneira diferente ao trauma e use isso para criar um diálogo sobre novas expectativas e limites;

Priorize a transparência – realize reuniões da prefeitura com frequência e partilhe o plano de ação atualizado da empresa;

Realize sondagens anónimas, com intervalos de poucas semanas, para verificar o que mais preocupa os seus funcionários;

Ofereça recursos como sessões de saúde mental, acesso a equipamentos de escritório ou dias sem reunião uma vez por semana para que os funcionários possam trabalhar sem distrações externas;

Implemente ‘check-ins’ individuais para dar aos funcionários em questão a chance de fazer mais perguntas pessoais.

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