«A situação alterou-se nas útimas semanas». Marta Temido faz balanço da reunião do Infarmed

A ministra da saúde, Marta Temido, fez esta terça-feira um balanço sobre a reunião do Infarmed, sublinhando que a situação se alterou nas últimas semanas». 

Simone Silva

A ministra da saúde, Marta Temido, fez esta terça-feira um balanço sobre a reunião do Infarmed, sublinhando que «a situação se alterou nas últimas semanas». «O Rt já é superior a 1, como tem sido tornado público. Estamos com uma incidência que contudo se mantém moderada. Ao nível nacional, está estimada em 71,5», afirmou.

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A responsável alertou ainda que dentro de «duas a quatro semanas podemos estar a atingir uma incidência de 120 casos/100 mil habitantes» e que «estes prazos temporais para atingir estes números dependem do número de crescimento se manter constante, um ritmo inferior ou superior, levará a que estes calendários sejam mais alargados ou reduzidos».

Adicionalmente, a governante destacou ainda que existem atualmente 22 concelhos em risco e sublinhou que os contágios aumentaram na faixa etária entre os 0 e 9 anos. Ainda assim ressalva que «o  número de casos encontrados em meio escolar é bastante reduzido».

Sobre a vacinação, a ministra disse que temos aí «o melhor instrumento de resposta à pandemia. Quando vacinarmos toda a população com mais de 60 anos teremos capacidade de ter um impacto em 96% dos casos fatais», afirmou sublinhando: «A vacinação é a aposta de médio prazo».

Na fase de questões dos jornalistas, Temido não adiantou será haverá mudanças na estratégia de desconfinamento a partir de dia 19 de Abril, sublinhando apenas que «estes dias são decisivos para que se consolidem tendências e para que possamos tomar decisões na quinta-feira para o período que vem a seguir a partir de dia 19».

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Ainda assim, a responsável admite: «Já estivemos numa situação epidemiológica mais favorável, com um nível de confinamento superior», disse adiantando: «Vamos procurar continuar a garantir o equilíbrio».

Sobre a possibilidade de aplicar confinamentos locais, a ministra indica que «a avaliação local, regional tem sido sempre feita» e que há um «histórico em relação a essa abordagem» que aconteceu no outono passado. «Não queremos perder mais vidas inutilmente, nem causar doença cujas consequências no longo prazo sejam ainda desconhecidas», afirmou.

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