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A reabertura dos escritórios e as novas oportunidades pós-pandemia

Por Carlos Gonçalves, CEO do Avila Spaces

A pandemia veio mostrar a muitos colaboradores que o trabalho remoto é fazível ou até preferível à deslocação diária para o escritório. À medida que o confinamento é levantando, é evidente que uma grande maioria dos trabalhadores começa a expressar a preferência de ficar em casa a trabalhar, por precaução ou apenas por conveniência.

Este comportamento veio acelerar dramaticamente uma tendência que já se tinha verificado na última década no que respeita à adopção do trabalho remoto. Com isto pode ser levantada a questão: precisamos e queremos escritórios no pós-pandemia?

A resposta é sim, mas com um maior foco na flexibilidade, saúde e colaboração. Os profissionais têm agora uma escolha e, por isso, o escritório deve ser capaz de coexistir e competir com a segurança de casa, o conforto do café preferido ou a conveniência de um espaço de cowork. O resultado acaba por ser uma maior variedade em quando e como os escritórios são utilizados bem como um aumento das expectativas dos colaboradores em relação ao seu local de trabalho. Por exemplo, os millenninals, que agora são um terço da força de trabalho, já há muito que valorizam esta flexibilidade.

Para as empresas será um desafio acrescido fornecer um espaço de escritório adequado aos novos padrões de segurança e à frequência com que os colaboradores necessitam dele. Para solucionar este desafio, é necessário ter em conta três categorias: as novas necessidades base; as adaptações espaciais e incorporação de tecnologia para aumento de produtividade.

As necessidades base estão intimamente ligadas à segurança e higiene pessoal e consistem em barreiras ou equipamentos individuais (de acrílico), como máscaras, produtos desinfectantes que devem ser disponibilizadas em todos os espaços.

Em segundo lugar, é imperativo redesenhar espaços físicos (para minimizar interações) e workflows (para possibilitar que o trabalho seja feito em paralelo em vez de em conjunto), reinventando os processos de gestão de pessoas (para minimizar ou redireccionar interacções entre equipas ou grupos) de modo a que seja facilitado o regresso a um espaço comum.

Finalmente, existem tecnologias e processos que poderão desacelerar a difusão da pandemia, no geral. Se por um lado as tecnologias de controlo de temperatura e de monitorização de saúde poderão ser imperativas para que qualquer profissional possa circular livremente entre casa e espaços de trabalho, por outro lado os escritórios virtuais ou assistentes virtuais poderão permitir uma maior flexibilidade nos espaços de trabalho, garantindo que as comunicações telefónicas, correspondência física e encomendas são monitorizadas por uma equipa especializada, permitindo que as empresas estejam focadas no seu core business.

Na reabertura dos escritórios, é provável que se assista a um mix de vários modelos e a uma maior flexibilidade na escolha do local de trabalho. Algumas empresas necessitarão de mais espaço para garantirem o distanciamento dos colaboradores, outras passarão a teletrabalho permanente ou utilizarão um modelo híbrido entre home-office, cowork e espaço de escritório, para minimizar deslocações e maximizar distância social, mas também um maior equilíbrio entre a vida pessoal e profissional, produtividade e felicidade no trabalho.

O contexto de pandemia permitiu acelerar este processo de mudança e os resultados esperados são muito positivos, tanto para as empresas, como para os profissionais.

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