A primeira lição económica da crise? «Portugal terá de produzir o que se habituou a importar da China», diz Costa

O primeiro-ministro, António Costa, em entrevista à rádio “Renascença» defendeu que a Europa terá de diminuir a dependência das importações da China.

Ana Rita Rebelo

O primeiro-ministro, António Costa, em entrevista à rádio “Renascença» defendeu que a Europa terá de diminuir a dependência das importações da China.

«A maior reflexão que devemos fazer é que nós não podemos hoje estar a ter cadeias económicas tão extensas e tão dependentes de um só país, como é a China. Essa é a maior lição que nós podemos tirar», apontou.

O chefe do Governo considerou que a «Europa – designadamente Portugal – tem de se posicionar para isso. Tem de perceber que vai ter de voltar a produzir interiormente muito daquilo que se habituou simplesmente a importar à China». E «é muito positivo ver várias empresas a reorientar as suas produções, neste momento, quer seja para produção de máscaras, de viseiras, de batas e equipamento de protecção individual. Temos capacidade nacional para produzir isto», vincou.

Costa sobre lay-off da TAP: «É natural»

Confrontado com o facto de a TAP ter pedido a adesão a um lay-off, que promete compensar os rendimentos de todos aqueles que ganhem acima de 1900 euros (o máximo de rendimento neste regime), Costa evita pronunciar-se sobre o tema: «Não gosto de meter-me e pronunciar-se sobre o dia-a-dia das empresas». Logo de seguida, disse que «a aviação civil é um sector com níveis salariais muito diferenciados do que é comum, designadamente em algumas carreiras, como pilotos». «É natural que as empresas procurem ajustar o esforço que podem fazer», conclui.

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A companhia aérea de bandeira nacional TAP activou o regime de lay-off para 90% dos trabalhadores e avançou com uma redução do horário para os restantes 10%. As medidas entraram ontem em vigor e, para já, têm a duração de 30 dias.

O regime de lay-off simplificado, criado pelo Governo para fazer face à nova crise económica devido ao novo coronavírus, que entrou em vigor no dia 27 de Março, prevê que os trabalhadores fiquem a receber dois terços do salário até um limite máximo de 1950 (o equivalente a três salários mínimos». 70% serão pagos Segurança Social e 30% pela entidade patronal.

O segundo Estado de Emergência entrou em vigor à meia-noite desta sexta-feira, pelo período de 15 dias previstos na Constituição, que termina às 23:59 dia 17.

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Portugal regista, neste momento, 9.886 infectados pelo novo coronavírus e 246 vítimas mortais, mais 37 do que ontem, segundo dados do último boletim da Direção-Geral da Saúde, divulgado nesta sexta-feira, 3 de Abril.

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