Diretamente de Gotemburgo – e do coração industrial da Suécia -, a Volvo marca o início da produção do seu novo modelo EX60, que vem espelhar a visão daquilo que a marca entende como o futuro eletrificado.
A Volvo quer redefinir o conceito premium com este SUV 100 por cento elétrico que não será somente o sucessor eletrificado do XC60, um dos modelos mais bem-sucedidos da marca, mas o modelo que marca uma revolução tecnológica: para isso dotou de uma autonomia que vai até aos 810 km e de uma capacidade de carregar em 16 minutos 80% da sua carga.
Chega ao mercado carregando o peso de ser o primeiro elétrico – mesmo sendo da Geely – concebido, desenvolvido e fabricado na Suécia. E as perspetivas da marca são tão otimistas, pois a procura já superou as previsões, o que forçou a ter de aumentar a própria produção.
Mas este lançamento não pretende ser somente a de mais de um elétrico no mercado mas foca-se naquilo que a marca denomina como “arquitetura central”: é o software que assume o protagonismo principal transformando o Volvo num computador sobre rodas, seguro devido ao ADN da própria marca, mas sustentável pelo seu design.
A marca fez um investimento de 10.000 milhões de coroas suecas em novas tecnologias como o MEGA CASTIN, onde mostra mais uma vez a carga emocional da Suécia que olha para a Volvo como o espelho do seu próprio sucesso.
Vimos isso até na intervenção do porta-voz da marca que destacou a responsabilidade histórica deste momento no que denominam ‘Futuro para a Próxima Geração’ onde aplicaram a estratégia do OCEANonazul, reduzindo cada processo ao essencial.
A ministra da Indústria, Ebba Busch, evocou o ‘sonho sueco sobre rodas’ e, num discurso carregado de patriotismo e visão económica, emocionou a audiência ao ligar a tecnologia à esperança social. Ao destacar um dos maiores investimentos da história da marca, sublinhou que, mesmo num mundo marcado pela incerteza e pelos conflitos, este continua a ser, no seu entender, um exemplo de sucesso e de esperança num país pequeno em dimensão geográfica, mas enorme em capacidade de inovação — seja na música, no design ou na tecnologia, do Spotify à construção de submarinos.
Também se percebe, pelas suas palavras, a paixão dos suecos pela Volvo. Para a ministra, a marca não é apenas uma empresa: é parte da identidade nacional, feita de automóveis que transportaram gerações, marcaram a história da segurança rodoviária e ajudaram a afirmar um lugar onde o futuro da indústria se constrói, conciliando crescimento económico com emprego qualificado.
Para a Volvo e para o país este é o ‘Sonho Sueco’ renovado: verde, tecnológico e profundamente confiável. Para eles a Volvo será sempre sueca.





















