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	<title>Executive Digest</title>
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	<description>Notícias atualizadas ao minuto. Economia, política, sociedade, finanças e empresas e mercados</description>
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		<title>Lei do arrendamento pode mudar: o que está previsto para rendas, cauções e despejos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com DECO]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 11 Jul 2026 08:15:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
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					<description><![CDATA[Veja o que já se sabe sobre esta revisão à lei do arrendamento.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">O Governo quer alterar o Novo Regime do Arrendamento Urbano e já apresentou as linhas gerais da revisão. A proposta ainda não entrou no Parlamento e poderá sofrer alterações durante a discussão, mas há mudanças relevantes em preparação para senhorios e inquilinos.</p>
<p class="isSelectedEnd">Segundo a DECO PROteste, a revisão deverá concentrar-se no controlo das rendas nos novos contratos, no número de rendas antecipadas, no valor das cauções, na renovação automática dos contratos e nos despejos por incumprimento.</p>
<p><strong>O limite de 2% nas rendas pode acabar</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Uma das principais alterações previstas é o fim do limite de 2% aplicado aos aumentos das rendas em novos contratos. Na prática, o valor passaria a ser definido por acordo entre senhorio e inquilino.</p>
<p class="isSelectedEnd">A proposta prevê ainda o descongelamento das rendas de contratos anteriores a 1990. Os inquilinos com mais de 65 anos e rendimento anual inferior a 64.400 euros poderão manter o valor antigo. Já quem tenha rendimentos superiores poderá ver a renda atualizada para um quinze avos do valor patrimonial tributário da casa.</p>
<p><strong>Senhorios poderão pedir três rendas antecipadas</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Atualmente, o senhorio pode exigir até duas rendas adiantadas. Com a revisão da lei, esse limite poderá aumentar para três. Numa renda mensal de 2.300 euros, o inquilino teria de entregar 6.900 euros logo no início do contrato.</p>
<p class="isSelectedEnd">Também a caução poderá mudar. O limite atual de duas rendas deverá desaparecer, permitindo ao senhorio definir o montante que pretende exigir.</p>
<p class="isSelectedEnd">De acordo com a DECO PROteste, esta medida representa um retrocesso, porque o limite foi criado para impedir cauções excessivas. A organização considera que os seguros de renda podem ser uma alternativa para proteger proprietários e arrendatários.</p>
<p><strong>Renovação automática pode deixar de estar protegida durante três anos</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A lei atual impede que a oposição do senhorio à primeira renovação produza efeitos antes de decorridos três anos desde o início do contrato. A proposta do Governo pretende eliminar essa limitação.</p>
<p class="isSelectedEnd">Assim, o senhorio poderá recusar a renovação automática através de comunicação prévia, independentemente do tempo decorrido. Para a DECO PROteste, esta mudança poderá reduzir a estabilidade dos inquilinos.</p>
<p class="isSelectedEnd">O prazo dos contratos com duração determinada deverá manter-se entre um e 30 anos.</p>
<p><strong>Despejo poderá avançar após dois meses de atraso</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Outra alteração importante diz respeito ao incumprimento no pagamento das rendas. Atualmente, o despejo pode avançar quando o atraso atinge três meses. O Governo pretende reduzir esse prazo para dois meses.</p>
<p class="isSelectedEnd">Também será mais fácil resolver o contrato quando os atrasos forem superiores a oito dias. A regra atual exige mais de quatro atrasos, seguidos ou interpolados, num período de 12 meses. A proposta permite avançar com o despejo quando existirem três atrasos num ano ou quatro num período de 18 meses.</p>
<p class="isSelectedEnd">O prazo para o senhorio exercer o direito de resolução deverá aumentar de três para seis meses. O procedimento especial de despejo continuará dependente da existência de contrato e do pagamento do imposto do selo.</p>
<p><strong>Fundo de emergência pode apoiar quem fique sem casa</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">O Governo pretende criar um fundo de emergência habitacional para pessoas despejadas por incumprimento e para vítimas de violência doméstica.</p>
<p class="isSelectedEnd">O fundo deverá ser gerido pelo Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana, em articulação com outras entidades públicas, incluindo a Segurança Social e a Autoridade Tributária.</p>
<p class="isSelectedEnd">Segundo a DECO PROteste, o apoio destina-se a agregados com rendimentos inferiores a três vezes o salário mínimo nacional, ou seja, 2.760 euros em 2026. Poderá ser acumulado com outros apoios ao arrendamento e atingir 537,13 euros por mês, durante seis meses, para despesas de alojamento até 2.300 euros.</p>
<p>A proposta junta-se a outras medidas aprovadas para aumentar a oferta de habitação, como benefícios fiscais para senhorios, isenções de mais-valias ligadas ao arrendamento acessível e apoios à compra de casa por jovens até aos 35 anos.</p>
<p>&nbsp;</p>
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<h3>Principais alterações à lei do arrendamento que podem entrar em vigor</h3>
<p><strong>Fonte</strong>: Conselho de Ministros</p>
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<div class="js-sticky-td-table"></div>
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<table class="table table-bordered">
<thead>
<tr>
<th>Medidas</th>
<th>Lei atual</th>
<th>O que pode mudar</th>
</tr>
</thead>
<tbody>
<tr>
<td><strong>Controlo das rendas dos novos contratos</strong></td>
<td>Novos contratos não podem ser superiores ao valor da última renda.</td>
<td>Rendas podem ser definidas pelas partes.</td>
</tr>
<tr>
<td><strong>Rendas antecipadas e cauções</strong></td>
<td>Limite de duas rendas antecipadas e duas rendas de caução.</td>
<td>Limite de três rendas antecipadas e valor de caução ilimitado.</td>
</tr>
<tr>
<td><strong>Duração do contrato com prazo certo</strong></td>
<td>Não pode ser inferior a um ano nem superior a 30 anos.</td>
<td>Mantém-se igual.</td>
</tr>
<tr>
<td><strong>Renovação automática de contratos</strong></td>
<td> Oposição do senhorio à primeira renovação só terá efeitos após três anos da celebração do contrato.</td>
<td>Senhorio pode recusar a renovação automática do contrato mediante comunicação prévia.</td>
</tr>
<tr>
<td><strong>Resolução por incumprimento</strong></td>
<td>Despejo é possível se atraso for igual ou superior a três meses no pagamento; a oito dias, por mais de quatro vezes, seguidas ou interpoladas, num período de 12 meses. Direito de resolução caduca após três meses.</td>
<td>Despejo é possível se atraso for igual ou superior a dois meses no pagamento; a oito dias, por mais de três vezes, seguidas ou interpoladas, num período de 12 meses, ou mais de quatro vezes num período de 18 meses. Direito de resolução caduca após seis meses.</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
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<p>&nbsp;</p>
</div>
</div>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_788103]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Explicador. O novo IUC: o que muda, quando paga e quem pode dividir o imposto em prestações</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Automonitor]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 11 Jul 2026 08:00:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Automonitor]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Motores]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Grande diferença é esta: o IUC deixa de estar ligado ao aniversário da matrícula e passa a obedecer a um calendário fiscal fixo]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Imposto Único de Circulação vai deixar de ser pago no mês da matrícula do veículo. A alteração ao modelo de pagamento do IUC já foi aprovada e cria um calendário fixo, com datas comuns para os proprietários automóveis, em vez do sistema atual, em que cada contribuinte paga o imposto no mês correspondente à matrícula.</p>
<p>A mudança foi aprovada pelo Governo após autorização do Parlamento e tem como objetivo tornar o pagamento do imposto mais previsível. O ministro da Presidência, António Leitão Amaro, explicou que o modelo atual gera “incerteza e imprevisibilidade”, razão pela qual o período de tributação e liquidação do IUC vai ser alterado.</p>
<p>Na prática, a grande diferença é esta: o IUC deixa de estar ligado ao aniversário da matrícula e passa a obedecer a um calendário fiscal fixo. Mas a mudança não acontece de uma só vez. O ano de 2027 será um período de transição, com regras próprias. Só em 2028 entrará em vigor o modelo definitivo.</p>
<p>Em 2027, os proprietários cujo IUC seja igual ou inferior a 500 euros pagarão o imposto numa única prestação, durante o mês de outubro. Nos casos em que o valor seja superior a 500 euros, o pagamento será dividido em duas prestações, nos meses de julho e outubro. Ainda assim, quem tiver IUC superior a 500 euros poderá optar por pagar tudo de uma vez em julho.</p>
<p>Este regime transitório foi criado para evitar que alguns contribuintes tivessem de pagar o IUC relativo a 2026 e 2027 num intervalo demasiado curto. O Governo defendeu que a transição assegura a neutralidade fiscal da medida e dá tempo aos proprietários para se adaptarem às novas datas.</p>
<p>O regime definitivo chega em 2028. A partir daí, quem tiver um IUC igual ou inferior a 100 euros terá de pagar o imposto até ao final de abril. Para valores superiores a 100 euros e iguais ou inferiores a 500 euros, o pagamento será feito em duas prestações: abril e outubro. Nos casos em que o IUC ultrapasse os 500 euros, o imposto será dividido em três prestações, a pagar em abril, julho e outubro.</p>
<p>O pagamento em prestações não impede, contudo, que o contribuinte liquide o imposto de uma só vez. O Governo já esclareceu que quem quiser pagar integralmente em abril, no regime definitivo, poderá fazê-lo, mesmo quando o valor permitir a divisão por prestações.</p>
<p>O que muda para os condutores é sobretudo o calendário. Até agora, o mês de pagamento dependia da data da matrícula do veículo, o que levava cada proprietário a ter uma obrigação fiscal num momento diferente do ano. Com o novo modelo, passam a existir datas fixas, organizadas em função do valor do IUC.</p>
<p>A alteração também obriga a maior atenção em 2027, porque esse será um ano excecional. Para a maioria dos contribuintes, o pagamento ficará concentrado em outubro. Já os proprietários de veículos com IUC superior a 500 euros terão de contar com uma primeira prestação em julho e uma segunda em outubro, salvo se preferirem pagar tudo em julho.</p>
<p>Em 2028, o sistema passa a ser mais estável: abril torna-se o mês principal do IUC, com julho e outubro reservados para os casos de imposto mais elevado ou para as prestações seguintes. Assim, o valor do imposto passa a determinar se o pagamento é feito numa, duas ou três vezes.</p>
<p>O IUC continua a ser um imposto anual associado à propriedade do veículo. O que muda não é a existência do imposto, nem o critério de cálculo do valor a pagar, mas sim o momento em que deve ser liquidado. O novo calendário pretende simplificar a cobrança e reduzir a dispersão de prazos ao longo do ano.</p>
<p>Em resumo, 2026 mantém as regras atuais. Em 2027, haverá um regime transitório: até 500 euros, pagamento em outubro; acima de 500 euros, pagamento em julho e outubro. A partir de 2028, aplica-se o modelo definitivo: até 100 euros, pagamento em abril; entre 100 e 500 euros, abril e outubro; acima de 500 euros, abril, julho e outubro.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_787955]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Alcobaça: Militar da Brigada de Trânsito da GNR morre por atropelamento no IC2</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 11 Jul 2026 08:00:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Um militar da Brigada de Trânsito (BT) da GNR foi atropelado mortalmente por um veículo no IC2 na sexta-feira à noite, em Redondas, concelho de Alcobaça, confirmou fonte da instituição.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Um militar da Brigada de Trânsito (BT) da GNR foi atropelado mortalmente por um veículo no IC2 na sexta-feira à noite, em Redondas, concelho de Alcobaça, confirmou fonte da instituição. </P><br />
<P>O militar da BT de Leiria estava a controlar o trânsito junto de um camião que se havia incendiado pouco antes e, cerca das 23:20, foi atropelado por um condutor que não parou no local mas depois regressou e apresentou-se junto das autoridades, tendo sido detido. </P><br />
<P>O condutor apresentava uma taxa de alcoolemia superior a 1,2 gramas por litro, que é considerado um crime punível com pena de prisão.</P><br />
<P>O caso verificou-se ao quilómetro 88 do IC2, perto da localidade de Redondas, freguesia de Turquel, concelho de Alcobaça e, no momento do acidente, o incêndio já estava extinto. </P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_788232]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Almada entra em fim de semana crítico: cortes de água podem repetir-se e crise ainda vai durar semanas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 11 Jul 2026 07:45:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
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		<category><![CDATA[água]]></category>
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		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Costa da Caparica, Charneca da Caparica e Sobreda estão entre as áreas com maiores consumos, também marcadas por mais construção e maior afluência sazonal]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Almada entra no fim de semana em situação crítica no abastecimento de água, com cortes noturnos já aplicados em 15 zonas do concelho e a possibilidade de novas interrupções nos próximos dias. A crise deverá prolongar-se por, pelo menos, mais duas semanas, apesar da entrada em funcionamento de um novo furo de captação até ao fim de semana, que poderá aumentar em cerca de 20% a capacidade de abastecimento.</p>
<p>Na noite passada, várias zonas entre a Costa da Caparica e a Charneca da Caparica ficaram sem água entre as 22h00 e as 06h00. O corte afetou áreas de seis freguesias: Charneca da Caparica, Sobreda, Costa da Caparica, Palhais, Caparica e Trafaria. A autarquia admite que a medida poderá repetir-se noutras zonas do concelho, de forma rotativa, caso a pressão sobre o sistema se mantenha.</p>
<p>Durante a tarde, a Câmara Municipal de Almada tinha declarado situação de alerta devido à escassez de água e avançado com várias restrições ao consumo. Estão proibidas a rega de jardins públicos e privados, a rega de campos de golfe, a lavagem de viaturas e o enchimento de piscinas. Também foi vedada a utilização de chuveiros e lava-pés nas zonas balneares.</p>
<p>Num vídeo divulgado nas redes sociais, a presidente da Câmara Municipal de Almada, Inês de Medeiros, afirmou que o plano de contingência é a forma encontrada para evitar que algumas zonas fiquem sem água durante 24 horas seguidas. Os problemas arrastam-se há mais de uma semana: primeiro com redução da pressão durante a noite, agora com cortes integrais por zonas, entre as 22h00 e as 06h00.</p>
<p>Perante a dificuldade no abastecimento, o município vai recorrer ao apoio de camiões cisterna para distribuir água à população. A falta de água tem provocado forte contestação no concelho e levou, esta semana, a protestos com cortes de estradas e confrontos entre manifestantes e polícia. Moradores têm criticado a gestão da crise e pedido responsabilidades à liderança da autarquia.</p>
<p>A ministra do Ambiente, Maria da Graça Carvalho, anunciou, após uma reunião com a Câmara de Almada, a Agência Portuguesa do Ambiente, as Águas de Portugal e a EPAL, que um novo furo de captação deverá entrar em funcionamento até este fim de semana. A medida deverá reforçar em cerca de 20% a capacidade de abastecimento municipal.</p>
<p>A governante admitiu, contudo, que a normalização completa não será imediata. A expectativa é que a estabilização do abastecimento ocorra de forma gradual ao longo das próximas duas a três semanas. Segundo Maria da Graça Carvalho, o objetivo não é interromper o abastecimento, mas ajustar o sistema para recuperar níveis adequados de pressão e disponibilidade de água.</p>
<p>A ministra revelou ainda que está identificado um segundo furo, de maior dimensão, atualmente em fase de licenciamento. A Agência Portuguesa do Ambiente deverá acelerar esse processo, e a nova captação poderá vir a garantir praticamente toda a quantidade de água necessária para o concelho. A construção poderá demorar duas a três semanas após o licenciamento.</p>
<p>O consumo elevado é um dos fatores apontados para a crise. Almada terá um consumo médio de cerca de 300 litros por habitante por dia, acima da média nacional de 180 litros. Nos últimos seis meses, algumas zonas do concelho registaram ainda um aumento de consumo de cerca de 4%, agravando a pressão sobre a rede.</p>
<p>Inês de Medeiros tem defendido que o aumento do consumo não se deve maioritariamente a ruturas na rede, mas a um crescimento significativo da procura, associado ao aumento da população e à chegada de mais pessoas às zonas de verão. Costa da Caparica, Charneca da Caparica e Sobreda estão entre as áreas com maiores consumos, também marcadas por mais construção e maior afluência sazonal.</p>
<p>A autarquia admite ainda que possa existir água a sair do sistema sem ser faturada, incluindo eventuais ligações ilegais, e diz que as equipas municipais continuam a fazer inspeções para identificar situações anómalas. O município insiste, porém, que nenhuma zona do concelho ficou sem água por mais de 24 horas.</p>
<p>A crise ganhou também dimensão política. Maria da Graça Carvalho acusou a Câmara de Almada de não ter feito os investimentos necessários para evitar a atual situação e alertou para perdas de água próximas dos 40%, uma das situações mais graves a nível nacional. O secretário-geral do PS criticou as declarações da ministra, dizendo que faltaram à verdade, enquanto o PSD acusou o PS de tentar “mascarar a incompetência” da gestão municipal.</p>
<p>Para já, Almada avança para o fim de semana entre restrições, cortes noturnos e medidas de emergência. O novo furo poderá aliviar a pressão no sistema já nos próximos dias, mas a autarquia e o Governo admitem que a reposição plena do abastecimento só deverá acontecer dentro de algumas semanas.</p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_787248]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Arma secreta ou ciência atmosférica? A teoria sem provas que voltou depois dos sismos na Venezuela</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/arma-secreta-ou-ciencia-atmosferica-a-teoria-sem-provas-que-voltou-depois-dos-sismos-na-venezuela/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 11 Jul 2026 07:30:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[EUA]]></category>
		<category><![CDATA[HAARP]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[sismos]]></category>
		<category><![CDATA[Venezuela]]></category>
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					<description><![CDATA[Várias publicações nas redes sociais, sobretudo no X, começaram a afirmar, sem apresentar provas, que os Estados Unidos teriam usado o projeto HAARP para provocar os terramotos na Venezuela]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Sempre que acontece uma grande catástrofe natural, há uma palavra que volta a circular nas redes sociais: HAARP. Aconteceu depois de terramotos, furacões, cheias e incêndios florestais. Agora, voltou a acontecer após os sismos registados na Venezuela.</p>
<p>Segundo a &#8216;Euronews&#8217;, várias publicações nas redes sociais, sobretudo no X, começaram a afirmar, sem apresentar provas, que os Estados Unidos teriam usado o projeto HAARP para provocar os terramotos na Venezuela. A alegação foi desmentida por verificadores de factos e rejeitada por cientistas, que sublinham não existir qualquer evidência científica que ligue o programa a atividade sísmica.</p>
<p>HAARP é a sigla de High-frequency Active Auroral Research Program. Trata-se de uma instalação científica localizada no Alasca, criada para estudar a ionosfera, uma camada da atmosfera terrestre situada entre cerca de 60 e mais de 500 quilómetros acima da superfície.</p>
<p>O projeto utiliza ondas de rádio de alta frequência para produzir pequenas perturbações controladas nessa região superior da atmosfera. O objetivo é compreender melhor fenómenos que afetam comunicações por rádio, navegação por satélite e outros sistemas tecnológicos. Entre 1993 e 2014, o programa foi gerido pela Força Aérea e pela Marinha dos Estados Unidos. Desde 2015, está sob responsabilidade da Universidade do Alasca Fairbanks.</p>
<p>Apesar da finalidade científica, o HAARP tornou-se, ao longo dos anos, um alvo recorrente de teorias da conspiração. Já foi falsamente associado à capacidade de provocar terramotos, furacões, cheias, incêndios florestais ou até de controlar o clima. Depois da DANA que atingiu a região de Valência, em Espanha, em outubro de 2024, voltaram também a circular publicações que atribuíam a catástrofe ao mesmo programa.</p>
<p>O padrão é quase sempre o mesmo. Uma catástrofe natural provoca destruição, mortes ou imagens difíceis de explicar para muitos utilizadores. Pouco depois, surgem publicações que atribuem o evento a tecnologias secretas, armas climáticas ou experiências militares. O HAARP aparece frequentemente no centro dessas narrativas, apesar de os seus responsáveis insistirem que a instalação tem fins científicos e investigação aberta.</p>
<p>A pergunta central é simples: o HAARP pode provocar terramotos ou controlar o clima? A resposta dos responsáveis pelo projeto e da comunidade científica é não.</p>
<p>O próprio programa explica que as ondas de rádio utilizadas interagem apenas com a ionosfera, e não com a troposfera ou a estratosfera, que são as camadas inferiores da atmosfera onde se formam os fenómenos meteorológicos. Por essa razão, os responsáveis defendem que o HAARP não tem capacidade para alterar o clima.</p>
<p>Quanto aos terramotos, a explicação é ainda mais direta. Os sinais emitidos pela instalação servem para estudar processos físicos na alta atmosfera e não têm capacidade para afetar a crosta terrestre nem os processos geológicos responsáveis pela atividade sísmica. Por isso, os especialistas rejeitam a ideia de que o HAARP possa causar ou intensificar terramotos, furacões ou cheias.</p>
<p>Os verificadores de factos que analisaram as publicações sobre os sismos na Venezuela chegaram à mesma conclusão: não há provas que liguem o HAARP aos abalos sísmicos. A teoria circula, mas não tem base científica.</p>
<p>A confusão é alimentada pelo facto de o projeto ter estado ligado durante anos a instituições militares dos Estados Unidos e por lidar com conceitos pouco familiares para o público, como ionosfera, ondas de rádio de alta frequência e clima espacial. Mas “clima espacial” não é o mesmo que clima terrestre. Refere-se a fenómenos no ambiente espacial próximo da Terra, como efeitos da atividade solar sobre comunicações, satélites e sistemas elétricos.</p>
<p>No caso da Venezuela, a teoria segue uma lógica já vista noutros desastres: transforma um fenómeno natural complexo numa narrativa simples, com um culpado externo e uma suposta tecnologia secreta. Essa explicação pode parecer sedutora em momentos de medo e incerteza, mas não substitui a evidência científica.</p>
<p>O HAARP continua a ser uma instalação de investigação atmosférica no Alasca. Estuda a ionosfera, comunicações e fenómenos do chamado clima espacial. Não há provas de que consiga controlar o tempo, provocar furacões ou desencadear terramotos. Ainda assim, sempre que o planeta treme ou o clima extremo causa destruição, a teoria regressa às redes sociais — e volta a confundir ciência com conspiração.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_788013]]></sapo:autor>
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		<title>ENTREVISTA: The Legendary Tigerman levou a música de Paião &#8220;para outros sítios&#8221; mantendo-se fiel ao original</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 11 Jul 2026 07:15:02 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[*** Joana Ramos Simões (texto) e José Sena Goulão (fotos), da agência Lusa ***]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>*** Joana Ramos Simões (texto) e José Sena Goulão (fotos), da agência Lusa ***</P><br />
<P></P><br />
<P>Oeiras, Lisboa, 11 jul 2026 (Lusa) &#8212; O músico Paulo Furtado (The Legendary Tigerman), responsável pela banda sonora do filme &#8220;Playback&#8221;, sobre Carlos Paião, levou a música do cantor &#8220;para outros sítios&#8221;, mas mantendo-se fiel ao original, como se tivessem produzido um disco juntos.</P><br />
<P>Em entrevista à Lusa na sexta-feira, no festival NOS Alive, no Passeio Marítimo de Algés, horas antes da estreia do espetáculo &#8220;Playback &#8212; Paião por Tigerman&#8221;, Paulo Furtado contou que trabalhou o repertório do artista, que morreu com 30 anos em 1988, &#8220;um bocadinho na ótica da banda sonora, por um lado, e por outro sem tirar uma certa componente de pop, que faz parte&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Se o fizesse [tirar a componente pop] acho que estava a fazer um mau trabalho, acho que não iria ser correto, mas fui acrescentando umas camadas que quase não se percebe, mas que são camadas muito densas por baixo daquela pop mais &#8216;bubblegum&#8217; e isso deu-me muito gozo também&#8221;, disse.</P><br />
<P>Por ser sobretudo um músico de rock, Paulo Furtado não seria a escolha mais óbvia para criar a banda sonora de um filme sobre Carlos Paião, mais do universo da pop, algo em que &#8216;Tigerman&#8217; pensou quando lhe fizeram o convite.</P><br />
<P>&#8220;Acho que o convite vem muito pelo meu lado que é menos visível, mas cada vez mais visível também, de fazer muitas bandas sonoras para cinema, e de nos últimos anos ter feito mesmo muitas coisas&#8221;, considerou.</P><br />
<P>Paulo Furtado partilhou que trabalhou as músicas como se tivesse produzido um disco de Carlos Paião com o próprio, à semelhança do que fez recentemente com os Expresso Transatlântico.</P><br />
<P>&#8220;Eu ia respeitar o que o artista é, não iria torná-lo noutra coisa. Iria introduzir elementos que acho que poderiam levar a música dele para outros sítios e acho que foi um bocadinho isso que fiz. Fiz com respeito, obviamente, mas depois também fiz a divertir-me e a fazer o que achava que era correto&#8221;, contou.</P><br />
<P>O músico partilhou que quando começou a trabalhar nas canções da banda sonora quase conseguiu ouvir &#8220;uma fase do [cantor Leonard] Cohen dos anos 1980 em algumas das coisas&#8221;, o que o levou numa determinada direção e a juntar depois &#8220;umas guitarras que levam as músicas um bocadinho para o universo de [realizador] David Lynch e [da série] &#8216;Twin Peaks'&#8221;.</P><br />
<P> &#8220;A Sara Badalo [cantora que faz parte da banda que acompanha Paulo Furtado], que canta também no projeto, é uma cantora incrível que faz coisas inacreditáveis. Na [versão da] &#8216;Playback&#8217;, por exemplo, há uma linha de violinos que acaba por ser feita com a voz dela e harmonizada com a voz dela&#8221;, referiu.</P><br />
<P>Embora Carlos Paião não fosse um artista que Paulo Furtado ouvisse com regularidade, reconhece que as suas canções, como &#8220;Playback&#8221;, &#8220;Cinderela&#8221; ou &#8220;Discoteca&#8221; &#8211; tema que redescobriu ao trabalhar na banda sonora do filme -, &#8220;estão completamente instaladas no cancioneiro português&#8221;.</P><br />
<P>Entre as músicas de Carlos Paião escolhidas para a banda sonora há um inédito, &#8220;Lisboa Lisboa&#8221;, tema &#8220;que se destacava claramente&#8221; entre os vários que o cantor nunca chegou a editar.</P><br />
<P>&#8220;É uma canção super bonita que ainda descreve de muitas formas Lisboa hoje em dia. Brinca um bocadinho com algumas coisas que se calhar já estavam mal na altura e continuam mal. Continua a ser uma canção de amor dedicada a Lisboa, que eu acho que é muito bonita. Essa então foi mesmo a que me deu mais gozo fazer, porque havia uma gravação em que se ouvia muito mal. Basicamente havia uma linha melódica e harmónica e pronto, não se ouvia muito mais do que isso&#8221;, partilhou.</P><br />
<P>Para recriar as canções, bem como a banda sonora do filme, Paulo Furtado recorreu aos músicos que habitualmente o acompanham. Além de Sara Badalo, a banda do projeto &#8220;Playback &#8212; Paião por Tigerman&#8221; inclui Mike Ghost e João Cabrita, a quem se juntou ainda Rafael Ferreira, o ator que é Carlos Paião no filme de Sérgio Graciano.</P><br />
<P>Além de protagonista do filme, Rafael Ferreira é também o vocalista nos concertos.</P><br />
<P>Nascido dez anos depois de Carlos Paião ter morrido, o ator conhecia &#8220;três ou quatro músicas&#8221; do cantor, &#8220;as principais&#8221;, antes de começar a preparar-se para o papel.</P><br />
<P>Cantar é algo que nele surge &#8220;por instinto, e alguma formação&#8221;, contou à Lusa também horas antes de subir a palco.</P><br />
<P>Nos cursos de teatro, no secundário e na faculdade, teve alguns módulos de canto e recentemente fez parte do elenco do espetáculo musical &#8220;Quis saber quem sou&#8221;, de Pedro Penim, o que lhe permitiu ter &#8220;alguma bagagem&#8221;. &#8220;Mas não sou cantor&#8221;, fez questão de dizer.</P><br />
<P>No filme &#8220;Playback&#8221;, Rafael Ferreira consegue fazer o que mais gosta: representar, dançar e cantar. &#8220;Neste projeto tive a felicidade de juntar os três e foi maravilhoso&#8221;, referiu.</P><br />
<P>Desafiado a partilhar qual a sua música preferida de Carlos Paião, apontou duas: uma que entra no filme e outra que não.</P><br />
<P>&#8220;A que não entra no filme é a &#8216;Lá Longe Senhora&#8217; e a que entra no filme é a &#8216;Discoteca&#8217;, que muita pouca gente conhece. Eu não conhecia, mas é assim uma balada para dançar agarradinho, é muito gira&#8221;, partilhou.</P><br />
<P>O espetáculo &#8220;Playback &#8212; Paião por Tigerman&#8221; foi apresentado já na madrugada de hoje no Palco Fado Café do festival, onde pode ser visto novamente hoje à noite.</P><br />
<P>Embora não haja mais datas anunciadas, Paulo Furtado acredita que poderão surgir entretanto, &#8220;ainda para este ano&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Playback &#8211; Um Filme Sobre Carlos Paião&#8221;, que chega aos cinemas em 06 de agosto, é um filme biográfico, com momentos-chave do percurso do cantor e compositor, como a passagem pelo Festival da Canção.</P><br />
<P>Além de Rafael Ferreira, o elenco integra Laura Dutra, Rita Durão, António Mortágua, Anabela Moreira e Albano Jerónimo, entre outros atores.</P><br />
<P>O filme é uma produção da Caos Calmo, tem argumento de Mário Cenicante e contou com a colaboração de Zaida Cardoso, a mulher de Carlos Paião, que não só relembrou a história do artista como deu a ouvir algumas músicas à produção. </P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_788231]]></sapo:autor>
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		<title>REPORTAGEM: Incêndios: &#8220;Tanto trabalho queimado&#8221; em Sernada, Águeda</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 11 Jul 2026 07:05:14 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Águeda, Aveiro 11 jul 2026 (Lusa) -- Não há habitante, nos cerca de 20, em Sernada, Águeda, que não tenha sido afetado pelo incêndio que devorou parte de uma primeira habitação, uma carpintaria, animais e muitos hectares de cultivo e pomares.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>*** Isabel Marques Nogueira (texto) e Paulo Novais (fotos), da agência Lusa ***</P><br />
<P></P><br />
<P>Águeda, Aveiro 11 jul 2026 (Lusa) &#8212; Não há habitante, nos cerca de 20, em Sernada, Águeda, que não tenha sido afetado pelo incêndio que devorou parte de uma primeira habitação, uma carpintaria, animais e muitos hectares de cultivo e pomares.</P><br />
<P>&#8220;Tanto trabalho queimado!&#8221;, lamentou Adelaide Vidal, que, a caminho dos 81 anos, nunca viu um incêndio assim na sua terra, em Sernada, na União de Freguesias de Préstimo e Macieira de Alcôba, no concelho de Águeda, distrito de Aveiro.</P><br />
<P>Adelaide Vidal, após o incêndio que começou em Vouzela e atingiu aquela região, explicou: &#8220;Ali, na casa que ardeu, morava um pai e uma filha&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Ele não queria sair, mas os bombeiros partiram as janelas e lá os tiraram. Estão em casa de uma outra filha para os lados de Oliveira de Frades [distrito de Viseu]&#8221;, relatou.</P><br />
<P>Mais à frente, no meio da povoação, António Vidal, irmão de Adelaide, mostrou à agência Lusa a lista de material e maquinaria que tinha na sua carpintaria que ardeu na totalidade com as chamas que &#8220;chegaram por trás, pelos terrenos&#8221; agrícolas.</P><br />
<P>&#8220;Esta oficina era de 1712, já vinha do meu bisavô. Tinha maquinaria muito antiga e outras coisas mais recentes. Ardeu tudo, não consegui salvar nada. E não há cálculo financeiro que se consiga fazer, porque era uma herança muito estimável que tinha e onde eu ocupei os meus últimos quase 30 anos&#8221;.</P><br />
<P>A carpintaria, &#8220;infelizmente, não foi tudo&#8221; o que as chamas reduziram a cinza. Com elas, foram também 44 hectares de terreno agrícola e de árvores de fruto.</P><br />
<P>&#8220;Não tenho um pau verde na minha lavoura. Tenho 93 pés de oliveira todos derretidos, mais 50 pés de castanheiros, já com castanha grossa, grande, em boa fase de produção. Ardeu tudo, não sobrou nada&#8221;, descreveu.</P><br />
<P>Adelaide Vidal mostrou ainda &#8220;todas as hortênsias&#8221; perfiladas e que &#8220;eram de uma beleza enorme, dava gosto olhar para o corredor azul&#8221; que agora se transformou num castanho acinzentado ao longo do caminho que diariamente percorria para alimentar os animais e trabalhar os terrenos.</P><br />
<P>&#8220;Ainda nem tinha tido coragem de vir aqui ver. É a primeira vez que aqui venho&#8221;, reconheceu à agência Lusa, enquanto guiava os passos, caminho abaixo, onde &#8220;estava a lenha para o inverno, debaixo desse zinco para a proteger da chuva&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Protegia da chuva, mas não do fogo&#8221;, lamentou.</P><br />
<P>Segundo disse, &#8220;sobrou um galo e uma ou duas galinhas, todas as outras morreram, como morreu o porco e a cabra&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Olhe, foi uma desgraça, nem posso pensar nisso&#8221;.</P><br />
<P>Da área agrícola &#8220;é mais fácil contar o que não ardeu, ou seja, o milho e pouco mais, um bocadinho de uma vinha também, de resto, foi tudo&#8221;.</P><br />
<P>Laranjeiras, pereiras, macieiras, &#8220;foi quanta árvore de fruto tinha&#8221; que agora deixa de ter, assim como &#8220;toda a alfaia agrícola que também ardeu, estava tudo junto&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Nunca vi um incêndio como este! Repare nas covas onde estavam as raízes dos pinheiros e que o fogo consumiu. Olhe estes troncos, esta oliveira, queimou toda por dentro, só tem o casco. Aquele sobreiro ali caiu, não se aguentou de pé. Um perigo, o meu irmão tinha acabado de passar quando ele tombou&#8221;.</P><br />
<P>Adelaide Vidal disse que em Sernada &#8220;não chegam a morar 20 pessoas&#8221;, quase todas da sua família, &#8220;mas não há ninguém que possa dizer que não foi afetada, porque toda a gente foi&#8221;.</P><br />
<P>O incêndio andou em todo o lado. Aqui e nas aldeias vizinhas&#8221; como Sernadinha ou Vale do Lobo.</P><br />
<P>Este incêndio teve início às 03:04 do dia 02 em Tourelhe, freguesia de Cambra e Carvalhal de Ermidas, concelho de Vouzela, distrito de Viseu, e foi dado como dominado às 12:40 do dia 05.</P><br />
<P>Com mais de 15 mil hectares destruídos, o fogo, até agora o maior do ano e que provocou dois feridos graves e seis ligeiros, chegou a ser combatido por mais de 1.200 operacionais e atingiu os concelhos de Vouzela, Tondela e Oliveira de Frades, no distrito de Viseu, e também Águeda, já no distrito de Aveiro.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_788230]]></sapo:autor>
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		<title>REPORTAGEM: Incêndios: Baldios de Préstimo em Águeda praticamente todos destruídos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 11 Jul 2026 07:05:10 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Águeda, Aveiro 11 jul 2026 (Lusa) -- Cerca de 70% da totalidade dos baldios de Préstimo, em Águeda, ardeu neste incêndio, uma mancha verde ordenada e alguma dela plantada nos últimos 10 anos, disse à agência Lusa o presidente da associação.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>*** Isabel Marques Nogueira (texto) e Paulo Novais (fotos), da agência Lusa ***</P><br />
<P></P><br />
<P>Águeda, Aveiro 11 jul 2026 (Lusa) &#8212; Cerca de 70% da totalidade dos baldios de Préstimo, em Águeda, ardeu neste incêndio, uma mancha verde ordenada e alguma dela plantada nos últimos 10 anos, disse à agência Lusa o presidente da associação.</P><br />
<P>&#8220;Isto é muito desolador. Andamos há anos a trabalhar em projetos e a organizar a floresta e agora foi tudo consumido pelas chamas. Mais de 70% da área gerida pelos Baldios ardeu e o que ficou é uma área que nem tem nada para produzir&#8221;, explicou Jorge Simões sobre o incêndio que começou em Vouzela no dia 02 e atingiu aquele território.</P><br />
<P>A Comunidade Local dos Baldios da Freguesia do Préstimo gere um total de 850 hectares de mancha verde na União de Freguesias de Préstimo e Macieira de Alcôba, concelho de Águeda, distrito de Aveiro, e desde há oito anos que estão com novos projetos de plantações.</P><br />
<P>&#8220;Ardeu tudo. Desde as novas plantações a pinheiros que tinham 30 anos. Só de pinheiro tínhamos 350 hectares. Depois, temos eucalipto em quase 130 hectares, não chega a tanto, e tudo o resto são outras espécies&#8221;.</P><br />
<P>Jorge Simões disse à agência Lusa que nos últimos oito anos a associação comunitária dos baldios &#8220;tem realizado diversos projetos que têm permitido reorganizar o território&#8221;.</P><br />
<P>Uma semana depois do incêndio, percorreu os terrenos para &#8220;tentar perceber os danos&#8221; causados, que &#8220;são de centenas de milhares de euros&#8221;.</P><br />
<P>Segundo contou, os baldios recorreram há três anos a financiamento europeu para plantarem &#8220;88 mil pinheiros e mais de 8.500 medronheiros&#8221; e, no fogo que por ali passou há dois anos, &#8220;ardeu cerca de 40% desse projeto e, agora, ardeu o resto&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Ficámos sem espécie nenhuma deste projeto que foi financiado&#8221;, vincou.</P><br />
<P>Ainda &#8220;sem dar a volta por completo&#8221; a toda a área gerida pelos Baldios de Préstimo, Jorge Simões indicou que &#8220;está praticamente tudo dizimado&#8221; e, &#8220;por incrível que pareça, as únicas plantações que não arderam por completo, só nas orlas, foram justamente as do eucalipto&#8221;.</P><br />
<P>Na localidade de Vale do Lobo, em Préstimo, exemplificou, &#8220;foi plantada uma área de 33 hectares, sendo que, destes, quase oito eram de pinho que já tinham quatro a cinco metros de altura, mas agora desapareceu por completo&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Desapareceu o eucalipto e o pinho, porque, apesar de os terrenos estarem limpos, o incêndio entrou por cima, pelas copas, quer por projeções, quer pela passagem nas próprias copas. Foi tudo&#8221;, lamentou.</P><br />
<P>Jorge Simões disse que a paisagem demonstra o estado de espírito das pessoas e da própria direção dos Baldios: &#8220;Estamos desolados e desorientados, porque ainda não sabemos como vamos fazer para dar a volta a isto&#8221;, admitiu.</P><br />
<P>Uma desorientação que também nasce da dúvida do que fazer com o queimado, já que disse que &#8220;ninguém quer a madeira queimada, porque não tem qualquer interesse&#8221;.</P><br />
<P>Pelos caminhos, entre as localidades da freguesia, como por exemplo entre Carvalhal e Rio de Maçãs, é visível a destruição causada pelo incêndio, numa via em que circular obriga a atenção redobrada, quer pelos ramos e troncos na estrada, como pedras que rolam pelas escarpas ou mesmo um poste, em jeito de balouço, preso pelos cabos.</P><br />
<P>Na localidade de Cambra, &#8220;a água da nascente falhou, porque os canos arderam&#8221;, e &#8220;a eletricidade falhou, mas colocaram um gerador&#8221;, apontou António Duarte.</P><br />
<P>Desligaram o gerador &#8220;na tarde de quinta-feira&#8221;, altura em que a energia voltou a chegar às casas de uma aldeia em que &#8220;não há memória de um incêndio com esta força&#8221;, pelo menos, nos 78 anos de António Duarte.</P><br />
<P>Este incêndio teve início às 03:04 do dia 02 em Tourelhe, freguesia de Cambra e Carvalhal de Ermidas, concelho de Vouzela, distrito de Viseu, e foi dado como dominado às 12:40 do dia 05.</P><br />
<P>Com mais de 15 mil hectares destruídos, o fogo, até agora o maior do ano e que provocou dois feridos graves e seis ligeiros, chegou a ser combatido por mais de 1.200 operacionais e atingiu os concelhos de Vouzela, Tondela e Oliveira de Frades, no distrito de Viseu, e também Águeda, já no distrito de Aveiro.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_788229]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>REPORTAGEM: Incêndios: Câmara de Tondela leva água a aldeias da serra do Caramulo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 11 Jul 2026 07:05:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Tondela, Viseu 11 jul 2026 (Lusa) -- Sete aldeias e cerca de 50 pessoas, na encosta da serra do Caramulo, em São João do Monte, recebem água da Câmara de Tondela, depois de os tubos terem derretido com o incêndio que começou em Vouzela no dia 02 e que também queimou colmeias.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>*** Isabel Marques Nogueira (texto) e Paulo Novais (fotos), da agência Lusa ***</P><br />
<P></P><br />
<P>Tondela, Viseu 11 jul 2026 (Lusa) &#8212; Sete aldeias e cerca de 50 pessoas, na encosta da serra do Caramulo, em São João do Monte, recebem água da Câmara de Tondela, depois de os tubos terem derretido com o incêndio que começou em Vouzela no dia 02 e que também queimou colmeias.</P><br />
<P>&#8220;Por aqui não tivemos falta de energia, felizmente, mas ficámos sem água. Nós e toda esta localidade e área, acredito. Nós somos abastecidos por minas que existem na serra, mas o incêndio queimou os tubos&#8221;, contou à agência Lusa Carlos Silva.</P><br />
<P>Este habitante de Matadegas, em São João do Monte, concelho de Tondela, no distrito de Viseu, disse que foi &#8220;comprar cerca de quilómetro e meio de tubo&#8221; para fazer a ligação e &#8220;poder ter alguma água em casa para as máquinas funcionarem&#8221;.</P><br />
<P>As comunicações que &#8220;já eram más, ficaram piores&#8221;, acrescentou. Carlos Silva disse haver um &#8220;grande problema de rede móvel&#8221; na aldeia, que também &#8220;é deficitária de internet&#8221; e, &#8220;agora, com o incêndio, só piorou&#8221;.</P><br />
<P>Matadegas é uma das sete localidades da freguesia de São João do Monte que ficou sem acesso à água, a par de Belazeima, Carvalhal, Mançores, Almejofa, Caselho e Vale do Lobo.</P><br />
<P>Segundo disse à agência Lusa o presidente da Junta de Freguesia de São João do Monte, Paulo Dinis, as sete localidades perfazem um total de &#8220;pouco mais de 50 pessoas e, ao fim de semana, o número praticamente duplica&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;A nossa maior preocupação agora é a água e o saneamento, devido aos quilómetros de tubo que arderam. Para minimizar os danos, as pessoas estão a receber água potável que a Câmara de Tondela está a levar às suas casas&#8221;, disse o autarca.</P><br />
<P>Paulo Dinis realçou que &#8220;outra grande preocupação&#8221; que este incêndio causou, &#8220;além de toda a mancha florestal que ardeu, foi a morte de dezenas de colmeias e, consequentemente, o pasto para as que ficaram&#8221; vivas.</P><br />
<P>&#8220;Ainda não está tudo contabilizado, mas, para já, sabemos que arderam mais de 80 colmeias e temos de ver o que vamos fazer para alimentar as que ficaram, se vamos fazer transumância ou não. Temos de pensar bem&#8221;, disse.</P><br />
<P>Da mancha verde da encosta da serra do Caramulo arderam, entre outras áreas, &#8220;80 hectares dos baldios&#8221; de São João do Monte, &#8220;sobretudo pinheiro, mas também alguns eucaliptos&#8221;, acrescentou Paulo Dinis.</P><br />
<P>Este incêndio teve início às 03:04 do dia 02 em Tourelhe, freguesia de Cambra e Carvalhal de Ermidas, concelho de Vouzela, distrito de Viseu, e foi dado como dominado às 12:40 do dia 05.</P><br />
<P>Com mais de 15 mil hectares destruídos, o fogo, até agora o maior do ano e que provocou dois feridos graves e seis ligeiros, chegou a ser combatido por mais de 1.200 operacionais e atingiu os concelhos de Vouzela, Tondela e Oliveira de Frades, no distrito de Viseu, e também Águeda, já no distrito de Aveiro.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_788228]]></sapo:autor>
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		<title>REPORTAGEM: Incêndios: Chamas destruíram Reserva Botânica de loendros em Vouzela</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 11 Jul 2026 07:05:05 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Vouzela, Viseu 11 jul 2026 (Lusa) -- Os 24 hectares da Reserva Botânica de Cambarinho, Vouzela, foram destruídos pelas chamas e os passadiços junto ao rio ficaram transformados em pó, num concelho em que também morreram animais e arderam pastos.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>*** Isabel Marques Nogueira (texto) e Paulo Novais (fotos), da agência Lusa ***</P><br />
<P></P><br />
<P>Vouzela, Viseu 11 jul 2026 (Lusa) &#8212; Os 24 hectares da Reserva Botânica de Cambarinho, Vouzela, foram destruídos pelas chamas e os passadiços junto ao rio ficaram transformados em pó, num concelho em que também morreram animais e arderam pastos.</P><br />
<P>&#8220;Aqui estava uma casinha de madeira e ali, naquele corredor de pó mais claro, eram os passadiços. Davam a volta à reserva, com vista para o rio e para uma paisagem de loendros muito bonita. Todos os dias havia aqui visitas e ao fim de semana era muita gente mesmo, porque isto era muito bonito, cheio de cor e agora está assim, negro&#8221;, disse à agência Lusa um morador, a propósito do incêndio que começou no dia 02 em Vouzela e antes de apanhar pregos que uniam a madeira das estruturas.</P><br />
<P>&#8220;É para evitar que cheguem ao rio&#8221;, justificou.</P><br />
<P>A reserva Botânica tem 24 hectares e &#8220;não restou nada, apesar do loendro ser uma planta difícil de queimar&#8221;, acrescentou.</P><br />
<P>À agência Lusa, o presidente da Câmara de Vouzela, Carlos Oliveira, prometeu que o município &#8220;vai intervir para tentar recuperar ao máximo&#8221; a reserva que fica a poucos metros da Zona Industrial de Campia, onde ardeu uma fábrica na totalidade.</P><br />
<P>Uma semana depois, o fumo ainda persiste, assim como pequenos focos, inclusive com chamas e que indicam o local onde outrora existiu madeira e uma unidade industrial de produção de energia por biomassa, hoje reduzida a paredes.</P><br />
<P>Nas vias, são vários os profissionais que andam a restabelecer as comunicações, cujos fios arderam.</P><br />
<P>&#8220;Estou há uma semana sem televisão. Não sei o que se passa no mundo, porque também não há internet&#8221;, relatou Irene Marques.</P><br />
<P>&#8220;Isto foi muito assustador! Não saí de casa, mas as chamas estiveram aqui, à porta&#8221;, acrescentou esta moradora.</P><br />
<P>No terreno de Irene Marques não havia &#8220;grandes sinais&#8221; de incêndio, mas do outro lado do caminho &#8220;morreram as galinhas&#8221; do vizinho e, &#8220;vá lá, que ainda conseguiu tirar as cabras, mas não houve tempo para mais&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Ardeu lenha, ardeu tudo aí&#8221;, a um par de metros de distância.</P><br />
<P>Seguindo a linha do incêndio, na freguesia de Alcofra, é visível a destruição na mancha florestal: uma plantação recente de pinheiros bem alinhados, terreno agrícola cultivado e várias árvores de fruto, tudo com a mesma tonalidade deixada pelas chamas.</P><br />
<P>&#8220;Felizmente, não houve vítimas, nem arderam casas por aqui, mas as nossas coisinhas e o pasto dos animais&#8230; As chamas levaram tudo&#8221;, indicou Piedade Tomé, que ainda não decidiu &#8220;se é melhor comprar pasto ou vender os animais&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Mas nesta altura, ninguém os quer e os que se oferecem para comprar não dão dinheiro nenhum, porque sabem que estamos com a corda ao pescoço. Ainda tenho de ver, porque isto dá muito trabalho e já ninguém quer tomar conta de animais&#8221;.</P><br />
<P>Ali, na localidade de Mogueirães, em Campia, no sopé da serra do Caramulo, &#8220;a aldeia foi salva pelos bombeiros e pela população mais jovem que ajudou muito&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Alguns largaram os empregos para darem uma mão&#8221; na defesa dos bens da comunidade.</P><br />
<P>Este incêndio teve início às 03:04 do dia 02 em Tourelhe, freguesia de Cambra e Carvalhal de Ermidas, concelho de Vouzela, distrito de Viseu, e foi dado como dominado às 12:40 do dia 05.</P><br />
<P>Com mais de 15 mil hectares destruídos, o fogo, até agora o maior do ano e que provocou dois feridos graves e seis ligeiros, chegou a ser combatido por mais de 1.200 operacionais e atingiu os concelhos de Vouzela, Tondela e Oliveira de Frades, no distrito de Viseu, e também Águeda, já no distrito de Aveiro.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_788227]]></sapo:autor>
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		<title>REPORTAGEM: Em Cabo Verde, passageiros viajam em &#8216;Adidas&#8217;, &#8216;Emirates&#8217; e outras marcas famosas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 11 Jul 2026 07:05:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[*** Rosana Semedo, da agência Lusa ***]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>*** Rosana Semedo, da agência Lusa ***</P><br />
<P></P><br />
<P>Praia, 11 jul 2026 (Lusa) &#8212; Na ilha de Santiago, Cabo Verde, há passageiros que viajam em &#8216;Adidas&#8217;, &#8216;Dsquared&#8217; ou &#8216;Emirates&#8217;, logótipos com que identificam as &#8216;hiaces&#8217;, transportes coletivos do arquipélago.</P><br />
<P>&#8220;Desde que comecei a trabalhar, sempre foi assim. Sou apaixonado pela Adidas&#8221;, conta José Paiva, 64 anos, motorista que decidiu colocar as icónicas três riscas da marca na carrinha de 15 lugares.</P><br />
<P>Ele próprio está quase sempre equipado a rigor com bonés, camisolas e fatos de treino da marca que também ostenta através de autocolantes nos vidros e nos bancos.</P><br />
<P>Enquanto aguarda que os 15 lugares da viatura se preencham no &#8220;terminal&#8221; de Sucupira, rua adjacente ao maior mercado informal do país, conta à Lusa que é assim que os passageiros identificarem melhor o transporte de que precisam.</P><br />
<P>&#8220;Perguntam logo: &#8216;Já chegou a Adidas&#8217;? Procuram mais pela marca do que pela matrícula&#8221;, afirma, recordando-se de um grupo de turistas alemães contente por viajar num carro com uma marca do seu país.</P><br />
<P>A Adidas liga Praia e São Domingos, município a 20 quilómetros da capital.</P><br />
<P>Na fila há &#8216;Dsquared&#8217;, &#8216;Emirates&#8217;, &#8216;Armani&#8217;, &#8216;Nike&#8217;, &#8216;Kaporal&#8217;, &#8216;TAP&#8217; ou &#8216;Emporio Armani&#8217;, mas há também frases religiosas e nomes de familiares.</P><br />
<P>As &#8216;hiaces&#8217; são parecidas &#8212; como indicia o nome &#8212; e às vezes fazem o mesmo percurso, pelo que sempre foi necessária uma marca ou sinal para se distinguirem, explica Aguinaldo Mendes, 47 anos, ao volante da Dsquared desde 2015.</P><br />
<P>&#8220;Posso estar estacionado mais longe ou mesmo durante a viagem: assim que veem a marca, sabem logo que sou eu e não perco passageiros, mesmo os mais distraídos&#8221;, relata, também a caminho de São Domingos.</P><br />
<P>Bruno Brito, de 28 anos, conduz a &#8216;Emirates&#8217;, numa homenagem à companhia aérea internacional: &#8220;Sinto que o meu carro é como um avião&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Se alguém tem um escritório e o identifica à sua maneira, nós também fazemos o mesmo com os nossos veículos&#8221;, acrescenta.</P><br />
<P>A aviação também inspirou Hélder Lopes, 32 anos, que trabalha como condutor no carro de um primo que, desde 2020, escolheu a TAP&#8217; companhia aérea de Portugal, como marca.</P><br />
<P>&#8220;Na altura era muito difícil conseguir visto para Portugal. O meu primo tinha o grande sonho de viajar, mas não conseguia. Disse que, como nunca tinha andado de avião, ia pôr a TAP no carro. Pouco depois viajou mesmo na TAP&#8221;, descreve.</P><br />
<P>Décio Vilarinho, 38 anos, visitante frequente de Cabo Verde, diz que basta olhar para a frente das carrinhas para perceber como vai organizar a viagem.</P><br />
<P>&#8220;Se não vejo a marca Adidas, já sei que o carro se foi embora&#8221;, diz, ao apontar para uma forma de identificação &#8220;que transmite confiança aos passageiros&#8221; e que já se tornou numa das características dos transportes coletivos cabo-verdianos.</P><br />
<P>&#8220;Já nem estranho ver estas marcas. Pelo contrário, estranho é uma &#8216;hiace&#8217; não ter nenhuma&#8221;, afirma, defendendo que as próprias empresas podiam aproveitar esta visibilidade.</P><br />
<P>Os carros &#8220;vão para todo o lado&#8221; e &#8220;as marcas podiam apoiar mais os condutores. Era publicidade para elas&#8221;.</P><br />
<P>Com sacos de compras nas mãos, Helida Lopes, 32 anos, aproxima-se de um veículo estacionado no terminal e confirma o nome inscrito na frente do carro.</P><br />
<P>&#8220;Nunca decoro a matrícula. Procuro sempre pelos nomes que colocam. Quando vejo a Emirates ou a Dsquared, que nem sei pronunciar, já sei que vão para a minha zona&#8221;, na localidade de Rui Vaz, a 30 quilómetros.</P><br />
<P>&#8220;É muito mais fácil e já estamos todos habituados&#8221;, diz.</P><br />
<P>Em Assomada, interior da ilha de Santiago, a cerca de 40 quilómetros da capital, além de &#8216;hiaces&#8217;, o terminal acolhe carrinhas de caixa aberta que transportam pessoas, com bancos corridos e uma cobertura.</P><br />
<P>Entre jantes cromadas e ritmos de funaná, género musical de Cabo Verde, destacam-se autocolantes de &#8216;Louis Vuitton&#8217;, &#8216;Guess&#8217;, &#8216;Gucci&#8217;, &#8216;Chanel&#8217; e &#8216;Nike&#8217;.</P><br />
<P>As marcas cruzam-se com lemas pintados nos para-brisas, como &#8220;Deus no Comando&#8221; ou palavras de ordem como &#8220;Determinação&#8221;.</P><br />
<P>O modelo pode ser diferente, mas o ritual de batismo com marcas é idêntico.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_788226]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Venezuela/Sismo: Governo venezuelano pondera apoiar portugueses afetados &#8212; SEC</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 11 Jul 2026 06:20:10 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[ ]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Emídio Sousa, disse hoje que o Governo venezuelano está a ponderar apoiar economicamente os portugueses afetados pelos sismos, um processo que será acompanhado por Portugal.</P><br />
<P>&#8220;Tive a oportunidade de falar com a presidente [interina] Delcy Rodríguez, que agradeceu imenso a Portugal, todo o trabalho que estávamos a fazer. Disse que da comunidade portuguesa [local] tinha a melhor das impressões, que era uma comunidade que tocava o coração dos venezuelanos, e que, por isso, o próprio governo da Venezuela iria pensar no apoio aos negócios e às vidas que ficaram afetadas&#8221;, disse.</P><br />
<P>O SEC falava à Agência Lusa em Caracas, onde hoje terminará uma visita de quatro dias, centrada em reforçar a atenção e solidariedade de Portugal para com os afetados pelo duplo sismo que abalou a Venezuela e durante a qual manteve contactos com diversas autoridades locais, representantes da comunidade portuguesa e do movimento associativo português, assim como com parceiros internacionais presentes no terreno.</P><br />
<P>&#8220;Portanto, nós vamos agora trabalhar nesses processos com as autoridades venezuelanas, vamos ver a sua evolução, e nos próximos tempos vamos estar muito atentos a ver o que é possível fazer&#8221;, disse, sublinhando que foi a própria presidente Delcy Rodríguez que o convidou a reunir-se com ela.</P><br />
<P>Emídio Sousa sublinhoi que Portugal está &#8220;a fazer&#8221; o que entende ser &#8220;apropriado e que era necessário&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Na primeira fase, foi a busca e salvamento e tivemos as nossas equipas altamente especializadas no terreno, que tiveram um trabalho notável&#8221;, elogiou, e a ajuda humanitária constitui a segunda fase do processo, que Portugal está a fazer &#8220;com o transporte de diferentes bens nos aviões da Força Aérea, mais um transporte na próxima segunda-feira, no avião da TAP. Mais 8 toneladas&#8221;.</P><br />
<P>Emídio Sousa explicou ainda que Portugal vai permitir que muitos dos apoios financeiros dados aos movimentos associativos e sociais luso-venezuelanos sejam realocados para a ajuda humanitária.</P><br />
<P>&#8220;Há uma verba de 400 mil euros que o Instituto Camões disponibiliza para estes projetos de apoio às famílias (&#8230;), que nós esperamos que ajude as famílias portuguesas, não só, mas em especial as famílias portuguesas, a enfrentarem este drama tão terrível&#8221;, disse.</P><br />
<P>Os sismos registados na Venezuela em 24 de junho causaram pelo menos 4.118 mortos e 16.740 feridos, segundo o mais recente balanço oficial.</P><br />
<P>Entre os mortos, há pelo menos 107 portugueses e lusodescendentes, e outros 57 estão desaparecidos ou incontactáveis.</P><br />
<P>Vários países, incluindo Portugal e outros Estados da União Europeia, enviaram equipas de busca e salvamento para a Venezuela.</P><br />
<P>Os sismos de magnitude 7,2 e 7,5 ocorreram a 200 quilómetros de Caracas, com menos de um minuto de intervalo, e foram seguidos por centenas de réplicas, de acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_788225]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Total de 90 jovens dos PALOP recebem formação em pensamento crítico e arte em Maputo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 11 Jul 2026 06:20:07 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Noventa jovens dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) vão receber formação em pensamento crítico e linguagens artísticas contemporâneas em Maputo, no âmbito de um programa promovido pela Fundação Fernando Leite Couto.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Noventa jovens dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) vão receber formação em pensamento crítico e linguagens artísticas contemporâneas em Maputo, no âmbito de um programa promovido pela Fundação Fernando Leite Couto.</P><br />
<P>A iniciativa abrange participantes entre os 18 e os 30 anos de Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe e conta com um apoio de 120 mil euros da Fundação Calouste Gulbenkian.</P><br />
<P>O programa é desenvolvido em parceria com os coletivos CACAU, de São Tomé e Príncipe, Kino Yetu, de Angola, e Ur-GENTE, da Guiné-Bissau, além do Instituto Pedro Pires, de Cabo Verde.</P><br />
<P>Segundo a fundação, o projeto arrancou em fevereiro e entra na fase de conferências e oficinas em agosto, devendo terminar em fevereiro de 2027.</P><br />
<P>Designado &#8220;A Arte do Pensamento Crítico&#8221;, o programa pretende promover a reflexão sobre temas como desinformação, identidade, linguagem e circulação de narrativas contemporâneas.</P><br />
<P>A iniciativa inclui &#8216;masterclasses&#8217; conduzidas pelo escritor moçambicano Mia Couto e pelo sociólogo Elísio Macamo, bem como oficinas práticas, sessões de mentoria e uma mostra pública dos trabalhos produzidos.</P><br />
<P>Entre os participantes na programação estão ainda escritores, académicos, jornalistas e criadores como Francisco Noa, Eduardo Quive, Raquel Lima, Nástio Mosquito e Mehak Vieira.</P><br />
<P>Nas oficinas, os participantes vão desenvolver projetos em áreas como escrita, fotografia e vídeo, acompanhados por facilitadores como José dos Remédios, Luísa Nhantumbo e João Graça.</P><br />
<P>O percurso inclui ainda sessões de acompanhamento individual, culminando numa mostra pública das obras realizadas ao longo da formação.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_788224]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Ex-caçadores tornam-se guardiões da floresta e ajudam a salvar pangolins em Angola</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/ex-cacadores-tornam-se-guardioes-da-floresta-e-ajudam-a-salvar-pangolins-em-angola/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 11 Jul 2026 06:20:05 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Um projeto de conservação ambiental ajudou a converter caçadores de pangolins em guardiões da floresta em Angola, permitindo resgatar mais de 50 exemplares deste mamífero ameaçado desde 2024, na província do Cuanza Sul.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Um projeto de conservação ambiental ajudou a converter caçadores de pangolins em guardiões da floresta em Angola, permitindo resgatar mais de 50 exemplares deste mamífero ameaçado desde 2024, na província do Cuanza Sul.</P><br />
<P>O projeto está a ser desenvolvido pela Fundação Cuerama, que ganhou o mesmo nome da aldeia do Cuanza Sul onde está instalada, a mais de 350 quilómetros de Luanda, e que se tem dedicado ao desenvolvimento da comunidade local com foco na educação, formação profissional, empreendedorismo social e saúde.</P><br />
<P>Segundo a diretora de impacto da instituição, Sara Carvalho, foi durante as atividades de educação ambiental com as crianças da aldeia que a fundação começou a prestar atenção ao pangolim, cuja carne é consumida pela população local, mas é também tristemente reconhecido por ser o animal mais traficado do mundo.</P><br />
<P>As escamas e as unhas do animal, por exemplo, são vendidas para fins medicinais nos mercados asiáticos ou usadas em práticas associadas à feitiçaria e rituais tradicionais.</P><br />
<P>Perante as ameaças, a fundação decidiu criou o projeto Guardiões da Floresta, sensibilizando os caçadores da aldeia para deixarem de caçar o animal.</P><br />
<P>&#8220;Eles, que eram caçadores do pangolim, tornaram-se guardiões&#8221;, para preservar a espécie, educar a comunidade e evitar a caça ilegal, contou Sara Carvalho à Lusa.</P><br />
<P>Questionada sobre como se convence um caçador que obtém vantagem financeira com a venda do animal a converter-se em protetor da espécie, Sara Carvalho explicou que fundação tem realizado encontros com as autoridades tradicionais, os &#8220;sobas&#8221;, que apoiaram a preservação do pangolim e são hoje mensageiros da causa na aldeia.</P><br />
<P>Têm também conversado com os caçadores sobre a importância da conservação e biodiversidade, sublinhando que o pangolim &#8220;é um recurso natural&#8221; que &#8220;merece proteção, cuidado e vida&#8221;.</P><br />
<P>O projeto conta atualmente com 13 guardiões, incluindo mulheres que, não sendo ex-caçadoras, se juntaram por vontade de preservar a natureza, motivadas pelo trabalho dos guardiões, referiu.</P><br />
<P>Desde 2024, foram resgatados mais de 50 pangolins, encontrados em armadilhas e no mato, e os guardiões estão a sensibilizar a comunidade noutras regiões em torno da Cuerama.</P><br />
<P>Já o trabalho de identificação das rotas do tráfico está ainda &#8220;em fase inicial&#8221;, mas a fundação tem feito o mapeamento das zonas onde os pangolins são encontrados e onde há tráfico, trabalhando com as administrações locais em medidas de prevenção, acrescentou a mesma responsável.</P><br />
<P>As duas espécies existentes em Angola, o pangolim-terrestre-de-Temminck e o pangolim-de-barriga-branca, ambas classificadas como Vulneráveis na Lista Vermelha das Espécies de Angola, coexistem na Cuerama, reconhecida como um ponto importante para a sua proteção.</P><br />
<P>Neste projeto, a Fundação Cuerama tem colaborado com o Instituto Nacional da Biodiversidade e Áreas de Conservação (INBAC) e com a Pangolin Conservation and Research Foundation (PCRF), organização internacional dedicada à conservação do pangolim, que fornece &#8220;ferramentas técnicas e pedagógicas&#8221; para a sensibilização da comunidade, com conteúdo ajustado à realidade dos caçadores e da aldeia.</P><br />
<P>No mês passado, INBAC e a Fundação Cuerama assinaram um memorando de entendimento para a implementação do projeto Guardiões do Pangolim, reforçando as bases de cooperação para proteger e conservar a espécie em Angola.</P><br />
<P>Além da formação de guardiões comunitários, o projeto prevê reflorestar áreas degradadas, educar os jovens sobre a biodiversidade, monitorizar os habitats dos pangolins e sensibilizar a comunidade contra o comércio ilegal de vida selvagem.</P><br />
<P>Mamíferos tímidos e noturnos que se alimentam de formigas e térmitas, os pangolins podem comer mais de 70 milhões de insetos por ano, ajudando a controlar pragas e a melhorar a fertilidade do solo, essencial para a agricultura e os ecossistemas de Angola.</P><br />
<P>A palavra &#8220;pangolim&#8221; vem do malaio &#8216;pengguling&#8217;, que significa &#8220;aquele que se enrola&#8221;, em referência à forma de bola que o animal adota quando se sente ameaçado.</P><br />
<P>Segundo um relatório elaborado da Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies da Fauna e da Flora Selvagens Ameaçadas de Extinção (CITES), divulgado em agosto de 2025, as oito espécies conhecidas de pangolim continuam em elevado risco de extinção devido à sobre-exploração e à perda de habitat.</P><br />
<P>Entre 2016 e 2024, as apreensões de produtos de pangolim envolveram mais de meio milhão de animais, em 75 países e 178 rotas de comércio, com as escamas a representarem 99% das partes confiscadas, de acordo com o mesmo documento, que ressalva que os registos captam apenas uma fração do comércio total.</P><br />
<P>Em Angola, as autoridades têm também reportado apreensões de escamas de pangolim ao longo dos últimos anos, destacando-se uma operação, em 2018, que permitiu confiscar uma tonelada deste material e a detenção de um grupo ligado à caça furtiva e ao tráfico de marfim e escamas, em 2019.</P><br />
<P>A Fundação Cuerama é um projeto de responsabilidade social e de desenvolvimento local dedicado ao meio rural, que nasceu da reativação, em 2012, da fazenda com o mesmo nome, construída em 1968.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_788223]]></sapo:autor>
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		<title>Família de antigo deputado detido em Macau pondera recorrer à ONU</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 11 Jul 2026 06:15:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O advogado internacional de Au Kam San disse à Lusa que a família do cidadão português está a ponderar recorrer à ONU e garantiu que Macau não deixou o Consulado de Portugal visitar o arguido, o que Lisboa negou.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O advogado internacional de Au Kam San disse à Lusa que a família do cidadão português está a ponderar recorrer à ONU e garantiu que Macau não deixou o Consulado de Portugal visitar o arguido, o que Lisboa negou.</P><br />
<P>Na quinta-feira, a Justiça da Região Admnistrativa Especial de Macau (RAEM) anunciou que Au vai a julgamento, após 11 meses de prisão preventiva, por &#8220;subversão contra o poder político do Estado&#8221; e &#8220;estabelecimento de ligações&#8221; com entidades externas &#8220;para prática de atos contra a segurança do Estado&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;É bastante claro que se trata de uma detenção arbitrária&#8221;, disse Michael Polak, diretor da Justice Abroad, organização de apoio jurídico em casos de violação dos direitos humanos.</P><br />
<P>&#8220;Não tenho dúvidas de que o Grupo de Trabalho sobre a Detenção Arbitrária das Nações Unidas chegará a esta conclusão quando lhes apresentarmos uma queixa relativa a este caso&#8221;, sublinhou o advogado britânico.</P><br />
<P>&#8220;Se Macau deseja que isso seja confirmado na ONU por este organismo, é uma questão que cabe às autoridades de Macau, naturalmente&#8221;, sublinhou Polak, numa entrevista com a Lusa por videochamada.</P><br />
<P>O Grupo de Trabalho sobre a Detenção Arbitrária (WGAD, na sigla em inglês), que está sob a tutela do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas, tem regularmente criticado detenções na China continental e em Hong Kong.</P><br />
<P>Em 2024, o WGAD concluiu que Jimmy Lai Chee-ying, antigo magnata da comunicação social pró-democracia de Hong Kong, estava detido ilegal e arbitrariamente. Em fevereiro, Jimmy Lai foi condenado a 20 anos de prisão por conluio com entidades estrangeiras.</P><br />
<P>Michael Polak defendeu que as autoridades portuguesas &#8220;deviam manifestar-se veementemente contra a detenção [de Au Kam San] por um delito de expressão, e dizer que isso está errado&#8221;.</P><br />
<P>A China não reconhece dupla nacionalidade e Michael Polak disse que &#8220;o consulado português solicitou acesso [a Au Kam San], mas viu o pedido ser negado pelas autoridades chinesas, o que é preocupante&#8221;, uma informação que foi negada pelo ministério português dos Negócios Estrangeiros (MNE). </P><br />
<P>&#8220;Não houve nenhuma notificação oficial sobre a detenção do duplo nacional Au Kam San, nem foi recebido qualquer pedido de apoio consular&#8221;, afirmou à Lusa fonte oficial.</P><br />
<P>&#8220;Nos termos da Convenção de Viena sobre Relações Consulares, assim como do Regulamento Consular, nestas situações, os postos consulares accionam os mecanismos de protecção e apoio consulares a pedido do interessado, respeitando a sua vontade&#8221;, explicou o MNE numa nota em resposta a um pedido de confirmação da Lusa.</P><br />
<P>&#8220;Tratando-se de um cidadão igualmente detentor de nacionalidade chinesa, não se exclui que o expediente processual aplicado pelas autoridades locais esteja circunscrito à sua condição de cidadão chinês&#8221;, explicou ainda o MNE, acrescentando que, &#8220;apesar destes pressupostos, o Consulado Geral de Macau continua a acompanhar o caso&#8221;. </P><br />
<P>A Lusa tentou igualmente confirmar esta informação junto do Governo de Macau, mas não recebeu até ao momento qualquer resposta.</P><br />
<P>Em setembro, numa visita a Macau, o primeiro-ministro Luís Montenegro admitiu que não discutiu a detenção de Au Kam San numa reunião com o líder do Governo local, Sam Hou Fai, e defendeu que o caso exige &#8220;a necessária discrição&#8221; e &#8220;algum recato&#8221;.</P><br />
<P>Montenegro e Sam Hou Fai voltaram a encontrar-se em abril, em Lisboa, mas nada foi dito publicamente sobre a detenção do antigo deputado.</P><br />
<P>Na mesma entrevista, Cherry Au, filha de Au Kam San, disse à Lusa que a detenção do pai viola a Declaração Conjunta Sino-Portuguesa de 1987.</P><br />
<P>O acordo, que enquadrou a transição de Macau para a administração chinesa em 1999, prevê que a região deveria manter os direitos e liberdades fundamentais &#8212; incluindo a liberdade de expressão &#8212; durante um período de transição de 50 anos.</P><br />
<P>&#8220;O Governo chinês não deveria mexer nestes direitos nem alterar todas as leis para as adequar à sua ideologia. Por isso, é muito frustrante ver Macau a ir nesse caminho, e perder tudo o que está na nossa identidade&#8221;, lamentou Cherry.</P><br />
<P>Também em abril, após visitar Lisboa, o chefe do Executivo, Sam Hou Fai, passou por Bruxelas.</P><br />
<P>Michael Polak disse que dirigentes da União Europeia (UE) aproveitaram para levantar o caso de Au Kam San: &#8220;Eles estão envolvidos no caso. Eles estão preocupados com o caso&#8221;, afirmou.</P><br />
<P>A Lusa tentou também confirmar esta informação junto do Governo de Macau e do Gabinete da UE em Hong Kong, mas não recebeu até ao momento qualquer resposta.</P><br />
<P>O advogado acredita que uma das razões que levou à detenção do ativista foram encontros com o Gabinete da UE em Hong Kong e Macau, liderado pelo diplomata britânico Harvey Rouse.</P><br />
<P>Em novembro, Rouse disse que tinha expressado &#8220;preocupação com questões políticas&#8221; numa reunião com o então secretário para a Economia e Finanças de Macau, Anton Tai Kin Ip.</P><br />
<P>&#8220;A China já demonstrou anteriormente que se preocupa com a opinião da comunidade internacional, especialmente da União Europeia. Existe uma enorme relação comercial bilateral&#8221;, sublinhou Michael Polak.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_788222]]></sapo:autor>
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		<title>Ativista e cidadão português detido há 11 meses em Macau sem falar com família</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 11 Jul 2026 06:15:04 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Uma das filhas do ex-deputado de Macau Au Kam San disse à Lusa que a família não consegue falar com o ativista pró-democracia e cidadão português desde que foi detido há mais de 11 meses.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Uma das filhas do ex-deputado de Macau Au Kam San disse à Lusa que a família não consegue falar com o ativista pró-democracia e cidadão português desde que foi detido há mais de 11 meses.</P><br />
<P>O antigo deputado foi detido em 30 de julho de 2025 em Macau e depois submetido a prisão preventiva por alegado conluio com &#8220;forças externas anti-China&#8221; e por &#8220;suspeita de violar a Lei relativa à defesa da segurança do Estado&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Apareceram na nossa casa, sem qualquer aviso e levaram a minha mãe primeiro. Depois, começaram a recolher provas na nossa casa. E logo a seguir levaram o meu pai também. Foi um choque&#8221;, disse Cherry Au, numa videochamada com a Lusa.</P><br />
<P>&#8220;Nunca imaginámos que algo assim pudesse acontecer em Macau. Em Hong Kong, talvez. Em Macau, era algo absurdo até de se pensar. Era nisso que o meu pai acreditava. Dizia: &#8216;Não há forma de isto acontecer. Macau é diferente'&#8221;, recordou.</P><br />
<P>Mais de 400 pessoas foram detidas em casos ligados à segurança nacional em Hong Kong desde a implementação de uma lei imposta por Pequim, em resposta aos protestos antigovernamentais, por vezes violentos, de 2019. </P><br />
<P>Há quase um ano que a família não consegue falar com Au Kam San.</P><br />
<P>&#8220;Não nos deram nenhum motivo, mas ele está simplesmente proibido de ter qualquer contacto com o mundo cá fora&#8221;, disse Cherry.</P><br />
<P>&#8220;A única informação que temos sobre ele é através de um assistente social, e ele também não é capaz de nos dizer grande coisa. Só nos diz que ele está a alimentar-se bem e está bem&#8221;, lamentou a filha.</P><br />
<P>A revisão da lei de segurança nacional de Macau, de 2023, prevê que os arguidos em prisão preventiva podem ser proibidos de receber visitas, para não revelarem segredos de Estado.</P><br />
<P>&#8220;Não tenho a certeza se isto inclui advogados, porque tentámos enviar um advogado para o ver, mas foi-lhe negado acesso&#8221;, disse Cherry, que preferiu não revelar a identidade do defensor.</P><br />
<P>&#8220;Ele não pôde sequer aceitar o caso, já que nem sequer lhe era permitido ver o meu pai. Além disso, houve muita pressão por parte das autoridades para que nenhum advogado em Macau aceitasse o caso&#8221;, acrescentou.</P><br />
<P>Na mesma entrevista, o defensor internacional de Au Kam San, Michael Polak, disse que passou &#8220;bastante tempo a contactar outros advogados em Macau, que se sentiram incapazes de aceitar o caso&#8221;.</P><br />
<P>Na quinta-feira, a Justiça da Região Administrativa Especial de Macau (RAEM) anunciou que Au Kam San vai a julgamento e mencionou que o advogado foi &#8220;designado oficiosamente e reconhecido anteriormente pelo arguido&#8221;.</P><br />
<P>Cherry Au diz que a família não sabe quem é o defensor oficioso: &#8220;Por mais emails que enviemos e seja qual for o departamento que contactemos, todos nos ignoram&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;A probabilidade de ele ter um julgamento justo, com um advogado capaz de ter a coragem de se levantar e questionar as acusações que lhe são feitas, é muito pequena&#8221;, admitiu o britânico Michael Polak, diretor da Justice Abroad, organização de apoio jurídico em casos de defesa dos direitos humanos.</P><br />
<P>A entrevista decorreu por videoconferência, a partir do Reino Unido, onde Cherry Au mora desde os 13 anos. A jovem não voltou a Macau desde a detenção do pai.</P><br />
<P>&#8220;A minha família também estava preocupada com a minha segurança, caso eu regressasse&#8221;, sublinhou.</P><br />
<P>Em 2020, Cherry e a irmã, Christy Au, foram detidas por transmitirem, atrás das redes sociais, uma vigília privada em memória da repressão de 1989 na Praça de Tiananmen, em Pequim.</P><br />
<P>Durante três décadas, Hong Kong e Macau foram os únicos locais em solo chinês onde o 04 de junho era lembrado com vigílias públicas, que em Macau tinham Au Kam San como um dos organizadores.</P><br />
<P>&#8220;Estamos todos muito preocupados com ele e só queremos vê-lo e falar com ele&#8221;, disse Cherry Au.</P><br />
<P>&#8220;É muito difícil não ver alguém com quem costumava falar ao telefone todos os dias. Ele ligava-me para falar de uma coisa qualquer a caminho de ir nadar, de manhã e, de repente, desapareceu&#8221;, acrescentou.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_788221]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Portugal deve questionar envio de juízes para Macau &#8212; defensor de Au Kam San</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 11 Jul 2026 06:15:02 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O advogado internacional do ativista pró-democracia Au Kam San disse à Lusa que Portugal deveria questionar o envio de juízes para trabalhar nos tribunais de Macau, que descreveu como "um sistema político de perseguição".]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O advogado internacional do ativista pró-democracia Au Kam San disse à Lusa que Portugal deveria questionar o envio de juízes para trabalhar nos tribunais de Macau, que descreveu como &#8220;um sistema político de perseguição&#8221;.</P><br />
<P>Na quinta-feira, a Justiça da região chinesa anunciou que Au Kam San vai a julgamento por &#8220;subversão contra o poder político do Estado&#8221; e &#8220;estabelecimento de ligações&#8221; com entidades externas &#8220;para prática de atos contra a segurança do Estado&#8221;.</P><br />
<P>O Juízo de Instrução Criminal aprovou o advogado de Au, &#8220;designado oficiosamente e reconhecido anteriormente pelo arguido (&#8230;) tendo-se assegurado, nos termos da lei, os direitos processuais a que o mesmo tem direito&#8221;.</P><br />
<P>Numa entrevista com a Lusa, porém, Michael Polak disse que Au Kam San está detido há quase um ano sem poder falar com a família ou com o advogado de Macau a quem a família pediu para defender o também cidadão português.</P><br />
<P>&#8220;Claro que, em Portugal, se houvesse um caso em que alguém fosse preso sem acesso a um advogado por dizer alguma coisa, haveria um clamor público&#8221;, sublinhou o britânico.</P><br />
<P>Polak defendeu que Au Kam San está a ser acusado &#8220;simplesmente por coisas que disse, expressando a sua liberdade de expressão, ou por se encontrar com pessoas. Isso não deveria acontecer&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Os juízes portugueses e a Ordem de Advogados não o tolerariam e não participariam num tal sistema&#8221;, acrescentou o diretor da Justice Abroad, organização de apoio jurídico em casos de defesa dos direitos humanos.</P><br />
<P>Em março, o Conselho Superior da Magistratura (CSM) português abriu o recrutamento de dois juízes para trabalhar na área cível dos tribunais de primeira instância de Macau.</P><br />
<P>&#8220;O judiciário português terá de se questionar, o Ministério da Justiça [português] terá de se questionar: &#8216;Podemos fazer parte deste sistema (&#8230;), onde alguém pode ser preso e [mantido] incomunicável por algo que disse?'&#8221;, perguntou Polak.</P><br />
<P>O advogado disse que a situação em Macau &#8220;é semelhante ao que aconteceu em Hong Kong, onde a maioria dos juízes estrangeiros sente que não consegue continuar a atuar num sistema deste tipo&#8221;.</P><br />
<P>Vários juízes estrangeiros, incluindo do Reino Unido e do Canadá, abandonaram Hong Kong. Em 2024, um deles, o britânico Jonathan Sumption, avisou que o Estado de direito está &#8220;em perigo&#8221; no território devido à pressão de Pequim.</P><br />
<P>&#8220;Sem acesso a um advogado independente, se estamos a processar pessoas por coisas que disseram sobre a democracia, é possível chamar-lhe justiça? Ou é apenas um sistema político de perseguição?&#8221;, reforçou Polak.</P><br />
<P>&#8220;Sei que os juízes portugueses não tolerariam isso em Portugal. Por isso, é difícil perceber como podem tolerar isto em Macau&#8221;, lamentou o advogado escolhido pela família de Au Kam San.</P><br />
<P>Portugal e Macau mantêm um acordo de cooperação judiciária que assegura a continuidade de magistrados portugueses &#8211; juízes e procuradores &#8211; no território, que apoiam o sistema jurídico de matriz portuguesa.</P><br />
<P>O único juiz vindo de Portugal a trabalhar em Macau atualmente é Jerónimo Alberto Gonçalves Santos, juiz do Tribunal de Segunda Instância, depois de o juiz Rui Ribeiro ter antecipado para o final de outubro de 2025 o fim da comissão especial, que terminava em maio de 2026.</P><br />
<P>Em 2024, o CSM rejeitou a permanência do juiz português do Tribunal de Primeira Instância Carlos Carvalho, que estava em Macau há 16 anos e tinha sido convidado pela Comissão Independente para a Indigitação dos Juízes do território a continuar por mais dois.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_788220]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Mundial2026: &#8216;Sobrevivente&#8217; Argentina enfrenta Suíça, Halland contra Kane</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 11 Jul 2026 04:08:22 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A campeã Argentina, única seleção fora da Europa em prova, defronta hoje a Suíça, num último dia dos 'quartos' do Mundial2026 de futebol que arranca com o embate entre o inglês Harry Kane e o norueguês Erling Haaland.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A campeã Argentina, única seleção fora da Europa em prova, defronta hoje a Suíça, num último dia dos &#8216;quartos&#8217; do Mundial2026 de futebol que arranca com o embate entre o inglês Harry Kane e o norueguês Erling Haaland.</P><br />
<P>Em Miami Gardens, nos Estados Unidos, a partir das 17:00 locais (22:00 em Lisboa), a Inglaterra vai tentar manter-se na corrida a um título que lhe foge há 70 anos, desde 1966, perante uma Noruega que nunca tinha chegado tão longe.</P><br />
<P>Os ingleses chegam aos quartos de final, pela 11ª vez, depois de dois triunfos muito difíceis a eliminar, perante a República Democrática do Congo (2-1) e o coanfitrião México (3-2), jogando com 10 desde os 53 minutos, por expulsão de Jarell Quansah.</P><br />
<P>Nas 10 anteriores, os ingleses só seguiram três vezes para as &#8216;meias&#8217;, em 1966, 1990 e 2018, caindo em 1954, 1962, 1970, 1986, 2002, 2006 e 2022.</P><br />
<P>Para conseguir ultrapassar mais uma ronda, a Inglaterra conta com a inspiração de Harry Kane, autor de seis golos &#8211; três dos quais, mais uma assistência, a eliminar -, menos um do que Erling Haaland, que está a fazer um incrível primeiro Mundial.</P><br />
<P>O jogador de 25 anos &#8216;bisou&#8217; com Iraque (4-1) e Senegal (3-2), antes de descansar frente à França (1-4), na fase de grupos, somou um golo, aos 86 minutos, diante da Costa do Marfim (2-1), nos &#8217;16 avos&#8217;, e novo &#8216;bis&#8217; ao Brasil (2-1), nos &#8216;oitavos&#8217;.</P><br />
<P>Feitas as contas, o jogador do Manchester City soma sete tentos em quatro jogos e, pela seleção da Noruega, contabiliza números &#8216;irreais&#8217;: 62 golos, em 54 jogos.</P><br />
<P>Ao seu dispor, o selecionador Stale Solbakken tem, porém, muito mais qualidade, incluindo os benfiquistas Andres Aschjelderup, autor de duas assistências no embate com o Brasil, e Fredrik Aursnes.</P><br />
<P>No fecho dos &#8216;quartos&#8217;, em Kansas City, pelas 20:00 (02:00 de domingo), a detentora do troféu Argentina vai tentar evitar que a Europa assegure desde já o 13.º título, precisando para isso de superar a Suíça, que nunca chegou às meias-finais.</P><br />
<P>Os sul-americanos chegam aos &#8216;quartos&#8217; depois de dois sofridos triunfos por 3-2, primeiro com Cabo Verde, que só afastaram após prolongamento, e depois frente ao Egito, num jogo que os &#8216;faraós&#8217; venciam por 2-0 aos 78 minutos.</P><br />
<P>Os argentinos, que têm tido em Lionel Messi a sua grande referência, com golos em todos os jogos, num total de oito, procuram a sexta presença nas &#8216;meias&#8217; (1930, 1986, 1990, 2014 e 2022), fase em que nunca caíram.</P><br />
<P>O conjunto &#8216;albi-celeste&#8217; já foi eliminado quatro vezes nos &#8216;quartos&#8217;, em 1966, 1998, 2006 e 2010, enquanto os helvéticos perderam nos três que disputaram, em 1934, 1938 e 1954, há 72 anos, quando perderam 5-7 com a Áustria.</P><br />
<P>A Suíça está invicta e atingiu os &#8216;quartos&#8217; depois de, a eliminar, superar Argélia (2-0), nos &#8217;16 avos&#8217;, e Colômbia (4-3 nos penáltis, após 120 minutos sem golos), nos oitavos de final.</P><br />
<P>Em 2014, no Brasil, argentinos e helvéticos defrontaram-se nos &#8216;oitavos&#8217;, e o triunfo foi dos sul-americanos, por 1-0, após prolongamento, com um golo do ex-benfiquista Ángel Di María, aos 118 minutos, assistido por Lionel Messi.</P><br />
<P>Nas meias-finais, os vencedores dos encontros que fecham os &#8216;quartos&#8217; encontram-se em Atlanta, nos Estados Unidos, na quarta-feira, pelas 15:00 (20:00).</P><br />
<P>A primeira semifinal realiza-se na terça-feira, entre a vice-campeã em título França, &#8216;carrasca&#8217; de Marrocos (2-0), e a Espanha, que bateu a Bélgica por 2-1.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_788219]]></sapo:autor>
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		<title>Venezuela/Sismo: Caracas espera que Portugal e as empresas portuguesas participem na reconstrução do país &#8212; SEC</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 11 Jul 2026 02:30:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[ ]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A presidente interina da Venezuela Delcy Rodríguez expressou ao secretário de Estado das Comunidades Portuguesas (SEC), Emídio Sousa, a esperança de contar com Portugal e com as empresas portuguesas para reconstruir o país, assolado recentemente por dois sismos.</P><br />
<P>&#8220;Fiquei muito surpreendido com as autoridades venezuelanas. Falei com quatro ministros e ministras, com dois ou três vice-ministros e com a presidente em exercício Delcy Rodríguez. Fui recebido por todos, com muita simpatia, e notei uma verdadeira vontade de que Portugal e as empresas portuguesas participem no esforço da reconstrução e de desenvolvimento económico futuro&#8221;, disse à Lusa Emídio Sousa.</P><br />
<P>O SEC falava à Agência Lusa em Caracas, onde hoje terminará uma visita de quatro dias, centrada em reforçar a atenção e solidariedade de Portugal para com os afetados pelo duplo sismo que abalou a Venezuela e durante a qual manteve contactos com diversas autoridades locais, representantes da comunidade portuguesa e do movimento associativo português, assim como com parceiros internacionais presentes no terreno.</P><br />
<P>&#8220;Fiquei muito impressionado porque em dois dias tive um conjunto de contatos que é quase inédito&#8221;, disse.</P><br />
<P>O SEC explicou ainda que percebeu também &#8220;que as sanções económicas que ainda não foram levantadas e algumas contas congeladas&#8221; são &#8220;uma grande preocupação e uma reivindicação das autoridades, [que pedem] para se libertar essas verbas para poderem avançar para a reconstrução&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;É um processo que terá de ser feito a nível da União Europeia. Portugal não está sozinho neste processo. É um processo que foi desenvolvido a nível internacional e nós temos os nossos compromissos. Obviamente que irei, em Portugal, transmitir ao primeiro-ministro estes pedidos e ver qual é a evolução futura que poderão ter&#8221;, afirmou.</P><br />
<P>Emídio Sousa explicou ainda que os vários ministros venezuelanos pediram também ajuda técnica a Portugal na análise dos solos e na formação de um corpo de engenheiros para riscos sísmicos.</P><br />
<P>&#8220;Há uma plena consciência de que a Venezuela é um território sujeito a terremotos. De que isto vai voltar a acontecer e de que, por isso, todo o processo construtivo, todo o processo de análise de solos de potenciais riscos tem de ser desenvolvido&#8221;, disse.</P><br />
<P>O governante sublinhou que &#8220;Portugal tem grandes competências nestas matérias&#8221;, designadamente nas universidades e no Laboratório Nacional de Engenharia Civil.</P><br />
<P>&#8220;Portanto foi-nos pedida esta ajuda técnica, quer em termos de peritos, agora, para verificar os edifícios, se estão estruturalmente em condições de receber pessoas, quer em termos de formação de um corpo de engenheiros futuros na própria Venezuela, para preparar uma nova geração de engenheiros com o conhecimento que Portugal tem para trabalharem nestes riscos&#8221;, revelou.</P><br />
<P>O SEC sublinhou ainda ter ficado &#8220;particularmente sensibilizado por este apelo a Portugal e às empresas portuguesas para participarem no processo de reconstrução e no processo de desenvolvimento económico que o futuro da Venezuela reclama&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Muitas vezes pensamos na Venezuela apenas em termos de petróleo, obviamente que é uma grande riqueza natural que o país tem, mas é um país riquíssimo noutros aspetos: Tem uma costa de cerca de 3 mil quilómetros como praias paradisíacas. São praias das Caraíbas. Tem recursos agrícolas e produtividade fantástica. Tem recursos pesqueiros, florestais e minerais de diferentes qualidades&#8221;, enumerou.</P><br />
<P>Segundo Emídio Sousa, a Venezuela tem um potencial muito grande e, &#8220;se esta vontade de desenvolvimento económico, for devidamente conduzida e se forem feitos os ajustes legislativos&#8221;, será &#8220;muito interessante para os portugueses e as empresas portuguesas participarem neste esforço&#8221;, considerou.</P><br />
<P>Os sismos registados na Venezuela em 24 de junho causaram pelo menos 4.118 mortos e 16.740 feridos, segundo o mais recente balanço oficial.</P><br />
<P>Entre os mortos, há pelo menos 107 portugueses e lusodescendentes, e outros 57 estão desaparecidos ou incontactáveis.</P><br />
<P>Os sismos de magnitude 7,2 e 7,5 ocorreram a 200 quilómetros de Caracas, com menos de um minuto de intervalo, e foram seguidos por centenas de réplicas, de acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_788218]]></sapo:autor>
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		<title>A Apple processa a OpenAI por apropriação indevida de informações confidenciais</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 11 Jul 2026 01:51:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A gigante norte-americana Apple interpôs na sexta-feira uma ação judicial contra a OpenAI, acusando vários dos seus ex-funcionários de terem transmitido informações confidenciais à start-up californiana, após terem sido recrutados por esta.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A gigante norte-americana Apple interpôs na sexta-feira uma ação judicial contra a OpenAI, acusando vários dos seus ex-funcionários de terem transmitido informações confidenciais à start-up californiana, após terem sido recrutados por esta.</P><br />
<P>A ação judicial marca uma escalada das tensões entre as duas empresas, que se tinham associado em 2024 para integrar o ChatGPT, a interface de inteligência artificial (IA) da OpenAI, nos produtos da Apple.</P><br />
<P>Desde então, a relação entre as duas empresas deteriorou-se significativamente.</P><br />
<P>O documento judicial, apresentado num tribunal federal de San Jose (Califórnia), alega uma &#8220;estratégia&#8221; da OpenAI &#8220;para extrair informações confidenciais&#8221; provenientes da Apple.</P><br />
<P>Num comunicado, um porta-voz da OpenAI afirmou que a empresa &#8220;não está interessada em informações confidenciais de outras empresas&#8221;, ao mesmo tempo que indicou que ainda está a analisar as acusações que lhe são feitas.</P><br />
<P>Para além da OpenAI, são especificamente visados pelo processo dois antigos quadros da Apple, entre os quais Tang Tan, cofundador da start-up io Products com Jony Ive, antigo responsável pelo design dos produtos da marca da maçã.</P><br />
<P>A io Products foi adquirida pela OpenAI em maio de 2025 por 6,5 mil milhões de dólares, um passo importante na diversificação da criadora do ChatGPT, que prevê lançar, até 2027, uma gama de dispositivos centrados na IA.</P><br />
<P>Segundo a Apple, Tang Tan levou consigo documentos internos quando saiu da empresa em 2024.</P><br />
<P>Agora responsável pelos produtos físicos na OpenAI, estaria a procurar ativamente obter dados adicionais junto de funcionários da Apple que se candidatam a um cargo na empresa líder em IA, de acordo com o documento judicial.</P><br />
<P>Outro ex-funcionário da Apple, Chang Liu, é acusado de ter guardado dispositivos internos depois de ter deixado a empresa em 2026 e de ter continuado a aceder à rede informática interna.</P><br />
<P>&#8220;Na medida em que mais de 400 ex-funcionários da Apple trabalham atualmente na OpenAI, não é surpreendente que alguns tenham conhecimento de informações confidenciais e protegidas&#8221;, reconhece o gigante da eletrónica de consumo.</P><br />
<P>&#8220;Mas a OpenAI decidiu explorar essas informações&#8221;, afirma, porém, o criador do iPhone.</P><br />
<P>A Apple classificou estas descobertas, e agora acusações, como &#8220;a ponta do iceberg&#8221;, afirmando ter apenas uma visão limitada do que se passa na OpenAI.</P><br />
<P>Para a empresa, estas supostas manobras inscrevem-se no desenvolvimento, por parte da OpenAI, de dispositivos físicos, domínio em que o laboratório de IA não tinha qualquer experiência prévia.</P><br />
<P>A Apple pede ao tribunal que proíba a OpenAI de explorar informações confidenciais provenientes dos seus colaboradores, antigos ou atuais, bem como que lhe seja concedida uma indemnização por danos, sem fixar o montante.</P><br />
<P>Esta ação judicial ameaça colocar algumas &#8220;pedras no caminho&#8221; da OpenAI, num momento em que a empresa se prepara para uma entrada na bolsa muito aguardada.</P><br />
<P>Para a empresa, avaliada em cerca de 852 mil milhões de dólares, a diversificação no setor dos dispositivos de consumo é considerada um importante motor de crescimento.</P></p>
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