Na edição impressa da revista ‘The Economist’ os analistas fazem a previsão negativa que “a inflação será mais difícil de derrubar do que os mercados pensam”.
De acordo com estes analistas mesmo com o péssimo desempenho das ações e títulos ao longo do último ano os mercados financeiros estão a flutuar em alto otimismo. Os investidores investem cada vez mais e o resultado será “cortes nas taxas de juros no final de 2023, o que ajudará as principais economias do mundo – e mais importante a América – a evitar uma recessão”, referem.
Investors might be betting on good times—but inflation will be harder to bring down than they think. Whatever happens next, market turbulence is likely: https://t.co/uR9PG9sIh1 pic.twitter.com/JEUP1VQlVq
— The Economist (@TheEconomist) February 16, 2023
Enquanto todo este processo se desenrola os investidores atiram a economia para um “precipício dourado” na qual “os lucros das empresas crescem de forma saudável enquanto o capital cai”.
Desta forma, e antecipando esta realidade o índice S&P 500 de ações americanas subiu quase 8% desde o início do ano, sendo que as empresas estão a ser avaliadas cerca de 18 vezes a mais do que os seus lucros futuros.
Não são apenas os mercados americanos que deram um salto. As ações europeias subiram ainda mais, em parte graças a um inverno quente que reduziu os preços da energia. O dinheiro foi despejado nas economias emergentes, que estão a desfrutar do facto da China abandonar sua política covid-zero, e um dólar mais barato.
Esta é uma imagem cor-de-rosa é “provavelmente um equívoco”, referem, tendo em conta a batalha mundial contra a inflação que está longe de terminar. E isso significa que os mercados podem sofrer uma correção desagradável.
A revista adianta ainda que existe a possibilidade dos bancos centrais “diante de um persistente problema inflacionário, não tenham estômago para tolerar uma recessão”. Em vez disso os reguladores “podem permitir que a inflação fique um pouco acima das suas metas”. No curto prazo, isso traria uma grande corrida económica. Da mesma forma, “também pode trazer benefícios a longo prazo: eventualmente as taxas de juros iriam embelecer-se mais altas por causa da inflação mais alta, mantendo-as seguramente longe de zero e dando aos bancos centrais mais munição monetária durante a próxima recessão. Por isso, muitos economistas acham que a meta de inflação ideal é acima de 2%”, sublinham.














