A estratégia do CEO do Zoom para resolver as falhas de privacidade e manter o Mundo em contacto

A plataforma Zoom ganhou popularidade numa altura em que grande parte da população está em casa – passou de 10 milhões de utilizadores activos diários em Dezembro para 200 milhões em Março.

Executive Digest

A plataforma Zoom ganhou popularidade numa altura em que grande parte da população está em casa – passou de 10 milhões de utilizadores activos diários em Dezembro para 200 milhões em Março. É uma ferramenta importante para o teletrabalho, uma vez que permite a realização de conversas de grupo, encurtando a distância imposta pelo isolamento social e pela quarentena. No entanto, se as suas funcionalidades são aplaudidas – fazendo até com que o Skype da Microsoft caísse para segundo plano -, a segurança é vista com maus olhos.

Têm sido reportados casos de falhas de privacidade que deixam os utilizadores preocupados. Mas Eric Yuan, CEO da Zoom, garante ter em marcha um plano para tornar o serviço de videoconferência melhor e mais forte. Tudo para garantir que os seus milhões de novos utilizadores se mantêm em contacto e que podem continuar a trabalhar (e não só) a partir de casa sem dificuldades.

Em entrevista ao Business Insider, Eric Yuan garante que o foco da empresa é o mesmo desde que a pandemia de COVID-19 teve início: fazer o que está certo para ajudar aqueles afectados pela crise. Nesse sentido, aumentou a capacidade do servidor de cloud – em parceria com a Amazon Web Services e com a Oracle, que ofereceram um desconto – e dedicou esforços à segurança da plataforma.

Segundo o CEO, a Zoom estava pensada para empresas com departamentos de TI, não para salas de aulas virtuais ou encontros de amigos. Não estava, por isso, preparada para uma utilização doméstica e de âmbito alargado, o que poderá ajudar a compreender as falhas ocorridas.
Eric Yuan garante, porém, que existe um plano de 90 dias para a Zoom resolver todos os problemas e dar resposta a todos os receios dos utilizadores. «Todas as amanhãs digo a mim mesmo: toda a dor no curto prazo chegará ao fim», conta o profissional à mesma publicação, explicando que o processo tem sido difícil.

«Quero garantir que fazemos o que está certo para a sociedade», vinca o CEO da Zoom. Isso significa, por exemplo, pôr fim ao limite de 40 minutos gratuitos para os utilizadores na China e oferecer a versão para empresas a escolas em mais de 20 países.

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