A escassez de talento em cibersegurança: um problema que as empresas podem evitar

Opinião de Pedro Viana, Diretor de Pré-venda da Kaspersky para Portugal e Espanha 

Executive Digest

Por Pedro Viana, Diretor de Pré-venda da Kaspersky para Portugal e Espanha 

O setor da cibersegurança tem registado um crescimento significativo, impulsionado pela transformação digital nas empresas e pelo aumento das ameaças digitais. No entanto, de acordo com um estudo recente, o tempo necessário para preencher uma vaga nesta área continua a ser um desafio para a maioria das organizações. Para além da dificuldade em encontrar talento especializado, as empresas enfrentam ainda outro obstáculo significativo: a retenção de profissionais de cibersegurança.

Os dados indicam que a maior parte das empresas leva entre 1 a 6 meses para preencher vagas de especialistas júnior e até 9 meses ou mais para posições de profissionais sénior. Isso reflete não apenas a falta de candidatos qualificados, mas, também questões relacionadas com as condições de trabalho e das expectativas em relação ao setor. Muitas vezes, os profissionais mais experientes acabam por ser atraídos para outras oportunidades, criando uma lacuna significativas de conhecimento nas empresas.

O ciclo de retenção: um alerta para o setor

Os dados evidemciam uma tendência preocupante no que diz respeito à retenção de profissionais. Quase metade dos especialistas sénior deixa a empresa após cinco anos, e 23% dos profissionais júnior saem nos primeiros dois anos. Estes datos sugeremque as empresas precisam de fazer mais para oferecer planos de carreira atrativos e condições de trabalho adequadas para manter os seus melhores talentos.

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As razões para a saída

Entre os motivos principais que levam os profissionais a deixarem as empresas estão a falta de oportunidades de crescimento (59%) e o elevado nível de stress (54%). Adicionalmente, outros fatores apontados incluem a falta de suporte por parte das equipas de gestão, a monotonia do trabalho, uma remuneração desadequada e a falta de oportunidade para trabalhar com as tecnologias e ferramentas mais recentes estão entre os principais fatores que impulsionam a procura por novas oportunidades.

Estas questões devem ser vistas como um ponto de reflexão para todas as empresas que pretendem construir equipas de cibersegurança robustas e capazes de responder aos desafios crescentes do mundo digital.

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Como inverter esta tendência?

Para evitar este ciclo de alta rotatividade, as empresas devem de investir em planos de desenvolvimento contínuo para os seus colaboradores, incluindo oportunidades de formação em tecnologias emergentes e práticas inovadoras no setor. A flexibilidade nas condições de trabalho, aliada a uma gestão mais proativa e participativa, poderá também ajudar a reduzir o stress e aumentar o nível de satisfação dos profissionais.

Além disso, oferecer projetos desafiantes e diversificados pode ajudar a combater a monotonia, uma das principais queixas dos profissionais que abandonam o setor. O investimento em programas de compensação competitivos e em planos de carreira bem estruturados pode fazer a diferença, garantindo que o talento não só é atraído para a empresa, mas também a sua retenção.

A guerra pelo talento em cibersegurança

As empresas que operam no setor de cibersegurança estão a competir por um número limitado de profissionais altamente qualificados. Para sair vitoriosas nesta “guerra pelo talento”, é crucial adotar estratégias eficazes de atração e, sobretudo, retenção dos seus melhores profissionais. Num mercado em constante transformação, garantir que as equipas permanecem motivadas e alinhadas com os objetivos da organização é o único caminho para o sucesso a longo prazo.

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