A economia não vai recuperar por magia: a profecia de Bill Gates

As escolas deverão reabrir portas no próximo Outono e algumas actividades poderão voltar a funcionar já em Maio, mas a economia não vai regressar ao normal como por magia.

Filipa Almeida

As escolas deverão reabrir portas no próximo Outono e algumas actividades poderão voltar a funcionar já em Maio, mas a economia não vai regressar ao normal como por magia. O cenário é traçado por Bill Gates que, em entrevista à CNBC, indica que manufactura, construção e educação deverão ser as primeiras áreas a ver as restrições suspensas.

Por outro lado, considera que outros sectores terão de esperar um pouco mais. Não acha que ir a grandes eventos de desporto, por exemplo, faça sentido até que tudo volte a como era antes da epidemia. A relação benefício/risco não é vantajosa, diz o co-fundador da Microsoft.

Bill Gates também sugere que os governos não podem simplesmente recorrer a uma varinha mágica para resolver os problemas económicos decorrentes da pandemia. Mesmo depois de decidirem que é seguro regressar ao trabalho e progressivamente deixar o isolamento social, o Mundo não voltará ao normal de um dia para o outro.

«O comportamento das pessoas em termos de quererem viajar, ir a eventos ou a um restaurante foi completamente alterado pelas preocupações associadas a esta doença», diz o bilionário. «Ninguém deve pensar que o governo pode acenar com uma varinha e, de reprente, a economia é tal como era antes de isto acontecer. Isso requer ou um milagre terapêutico com taxa de cura de 95% ou uma vacina de utilização alargada», refere vaticina ainda Bill Gates.

Sobre a vacina, o co-fundador da Microsoft lembra ainda que o Mundo terá de esperar pelo menos 18 meses para ter acesso a uma solução deste tipo. Por outro lado, deverão arrancar testes de tratamentos já no prazo de quatro ou seis meses.

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«Mas não queremos criar expectativas irrealistas», ressalva Bill Gates, recordando que a eficácia de uma vacina em pessoas mais idosas, por exemplo, representa um grande desafio. Na sua opinião, o grande benefício de uma vacina seria o facto de os mais jovens não espalharem o vírus.

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