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	<title>Executive Digest</title>
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	<description>Notícias atualizadas ao minuto. Economia, política, sociedade, finanças e empresas e mercados</description>
	<lastBuildDate>Mon, 01 Jun 2026 08:53:50 +0000</lastBuildDate>
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		<title>“Em Portugal, a IA está a ganhar velocidade, mas nem sempre acompanhada pela preparação das pessoas”, diz o Head of Human Capital da Aon Portugal</title>
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		<dc:creator><![CDATA[André Manuel Mendes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Jun 2026 08:53:50 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A esmagadora maioria das empresas portuguesas acredita que a Inteligência Artificial (IA) terá um impacto positivo nos negócios, criando novas oportunidades e exigindo novas competências. ]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p>A esmagadora maioria das empresas portuguesas acredita que a Inteligência Artificial (IA) terá um impacto positivo nos negócios, criando novas oportunidades e exigindo novas competências. No entanto, a velocidade da adoção tecnológica continua a superar a preparação das organizações e dos colaboradores para esta transformação.</p>
<p>A conclusão é do mais recente Human Capital Trends Study da Aon, que revela que 98% das organizações em Portugal consideram que a IA irá gerar novas oportunidades nas suas áreas de atividade e obrigar ao desenvolvimento de novas competências. O valor coloca Portugal 12 pontos percentuais acima da média global, fixada nos 86%.</p>
<p>O estudo mostra também que 72% das empresas nacionais já implementaram ou estão a testar soluções de Inteligência Artificial, um número praticamente alinhado com a média mundial de 73%, demonstrando que a tecnologia já faz parte da realidade da maioria das organizações.</p>
<p>Contudo, a preparação dos colaboradores para esta mudança continua a revelar fragilidades. Segundo o relatório, em 17% das empresas portuguesas nenhum trabalhador participou em iniciativas de requalificação ou capacitação em IA nos últimos 12 meses.</p>
<p>&#8220;Os dados mostram que, em Portugal, a IA está a ganhar velocidade, mas nem sempre acompanhada pela preparação das pessoas. O verdadeiro desafio não está na tecnologia, está na forma como capacitamos quem a usa. É aí que se ganha ou se perde valor&#8221;, afirma Nuno Abreu, responsável de Human Capital da Aon Portugal.</p>
<p>A escassez de profissionais com competências em Inteligência Artificial surge como outro dos principais obstáculos identificados pelas organizações. Apenas 24% das empresas portuguesas considera conseguir recrutar e reter talento especializado nesta área, um valor semelhante ao observado a nível global.</p>
<p>Perante esta dificuldade, o estudo conclui que a aposta na formação interna e no desenvolvimento de competências dos atuais colaboradores será determinante para reduzir o fosso entre a ambição tecnológica das empresas e a sua capacidade efetiva de execução.</p>
<p>Apesar das preocupações frequentemente associadas ao impacto da IA no emprego, 84% das organizações portuguesas acreditam que a tecnologia irá automatizar determinadas tarefas, mas não eliminar a necessidade das funções existentes. A tendência aponta para uma transformação das competências exigidas e das atividades desempenhadas, mais do que para uma substituição generalizada de postos de trabalho.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Empresas portuguesas atrás da média global </strong></p>
<p>O estudo identifica ainda desafios na gestão estratégica do capital humano. Apenas 30% das organizações portuguesas afirma possuir um elevado nível de maturidade na utilização de dados de Recursos Humanos, abaixo dos 38% registados globalmente.</p>
<p>Esta limitação poderá dificultar a tomada de decisões relacionadas com talento, remuneração, benefícios, desenvolvimento de competências e planeamento organizacional, numa altura em que os dados assumem um papel cada vez mais relevante na gestão das pessoas.</p>
<p>Também a proposta de valor para os colaboradores continua a ser uma área com margem de progressão. Apenas 17% das empresas nacionais afirma ter uma proposta de valor para os colaboradores claramente definida e compreendida pelas equipas, ligeiramente abaixo da média global de 19%.</p>
<p>Para Nuno Abreu, as organizações que conseguirem alinhar a adoção tecnológica com estratégias sólidas de desenvolvimento de talento estarão melhor posicionadas para transformar a atual revolução tecnológica em ganhos de desempenho e competitividade.</p>
<p>O Human Capital Trends Study da Aon reuniu as respostas de 2.361 administradores, líderes empresariais e responsáveis de recursos humanos de 62 países, entre novembro de 2025 e janeiro de 2026.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_770281]]></sapo:autor>
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		<title>Nomeia dispositivo Bluetooth como “bomba” e obriga avião para Maiorca a voltar para os EUA: jovem de 16 anos detido</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Jun 2026 08:46:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Bomba]]></category>
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		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Palma de Maiorca]]></category>
		<category><![CDATA[United Airlines]]></category>
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					<description><![CDATA[O aparelho descolou às 17h58 com destino à ilha espanhola, mas a viagem foi interrompida algumas horas depois]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Um voo da United Airlines entre Newark, nos Estados Unidos, e Palma de Maiorca, em Espanha, foi obrigado a regressar ao aeroporto de origem depois de um dispositivo Bluetooth ter surgido com um nome associado a uma ameaça de segurança. O caso, relatado pelo &#8217;20 Minutos&#8217;, ocorreu num avião que tinha partido este sábado do Aeroporto Internacional Newark Liberty e que já seguia sobre o Atlântico quando foi tomada a decisão de voltar para trás.</p>
<p>O aparelho descolou às 17h58 com destino à ilha espanhola, mas a viagem foi interrompida algumas horas depois. De acordo com relatos de passageiros citados pela imprensa especializada em aviação, a tripulação ordenou que todos os dispositivos Bluetooth fossem imediatamente desligados, explicando que a instrução vinha da sede da United Airlines, em Chicago.</p>
<p>Aos passageiros terá sido comunicado que, se todos os equipamentos não fossem desativados, o avião teria de regressar a Newark. “Disseram que alguém tinha feito algo com o Bluetooth que colocou em risco a segurança do voo”, contou um passageiro ao site &#8216;AirLive&#8217;.</p>
<p><strong>Dispositivo continuou ligado após avisos da tripulação</strong></p>
<p>Segundo os mesmos relatos, a tripulação fez vários pedidos aos passageiros e chegou a dar um último aviso de um minuto para que todos os dispositivos fossem desligados. Ainda assim, pelo menos dois equipamentos permaneceram ativos.</p>
<p>Foi nessa altura que os pilotos decidiram inverter a rota e regressar ao aeroporto de partida, tratando o episódio como uma emergência de segurança.</p>
<p>Uma gravação áudio da conversa entre os pilotos e o controlo de tráfego aéreo indicava que a ameaça tinha origem num dispositivo identificado por “uma certa palavra de quatro letras”. Passageiros citados pela imprensa de aviação explicaram que essa palavra seria “BOMB”, ou seja, “bomba”.</p>
<p><strong>Jovem de 16 anos terá sido detido</strong></p>
<p>Os dispositivos Bluetooth podem ser renomeados pelos utilizadores, e esse nome pode aparecer a outros equipamentos próximos. Depois da aterragem em Newark, os passageiros foram retirados do avião com os passaportes e telemóveis, enquanto as equipas de segurança inspecionavam a aeronave.</p>
<p>Mais tarde, as autoridades concluíram que se tratava apenas do nome atribuído a um dispositivo Bluetooth, e não de um explosivo ou de uma ameaça real dentro do avião. Ainda assim, segundo os relatos citados pelo &#8217;20 Minutos&#8217;, o responsável, um jovem de 16 anos, acabou por ser detido.</p>
<p>As eventuais acusações ainda não foram divulgadas, mas o caso poderá ter consequências legais sérias, sobretudo por ter obrigado ao desvio de um voo internacional e à mobilização dos procedimentos de segurança aeroportuária.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_770276]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Custo da habitação afasta famílias dos centros urbanos e pressiona Lisboa e Porto</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/custo-da-habitacao-afasta-familias-dos-centros-urbanos-e-pressiona-lisboa-e-porto/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Jun 2026 08:35:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
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		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
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		<category><![CDATA[portugal]]></category>
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					<description><![CDATA['Iberia Property Market Report Q1 2026', elaborado pela MVGM, aponta a perda de acessibilidade habitacional como o principal risco para os próximos trimestres]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O custo da habitação continua a afastar famílias dos centros urbanos, com Lisboa e Porto a manterem uma trajetória de valorização no mercado residencial, embora com ritmos diferentes. Os dados constam do &#8216;Iberia Property Market Report Q1 2026&#8217;, elaborado pela MVGM, que aponta a perda de acessibilidade habitacional como o principal risco para os próximos trimestres.</p>
<p>Lisboa mantém-se como o mercado residencial mais caro do país, tanto na compra como no arrendamento. No primeiro trimestre de 2026, o preço médio de venda na capital situou-se nos 6.769 euros por metro quadrado, apesar de uma ligeira descida trimestral de 0,6%. Em termos anuais, contudo, os preços subiram 2,3%, sinalizando uma procura ainda robusta.</p>
<p>No arrendamento, Lisboa registou uma renda média de 23,2 euros por metro quadrado por mês, mais 3,3% do que no mesmo período do ano anterior. A subida é mais moderada do que em ciclos anteriores, mas parte de uma base já muito elevada, o que limita o espaço para novas valorizações expressivas sem agravar ainda mais a pressão sobre os orçamentos familiares.</p>
<p><strong>Porto acelera e aproxima-se de Lisboa</strong></p>
<p>O Porto apresenta uma dinâmica diferente. O preço médio de venda fixou-se nos 4.366 euros por metro quadrado, com um crescimento anual de 7,9%, o mais elevado na comparação entre as duas cidades. Este desempenho revela uma pressão crescente da procura e reforça a atratividade da cidade junto de residentes e investidores.</p>
<p>No arrendamento, a renda média no Porto chegou aos 17,5 euros por metro quadrado por mês, com uma subida anual de 7,2%. O crescimento é significativamente superior ao registado em Lisboa, o que mostra que o Porto continua a partir de uma base mais acessível, mas está a aproximar-se progressivamente dos níveis da capital.</p>
<p>Esta evolução reforça a ideia de que a pressão habitacional deixou de estar concentrada apenas em Lisboa. O Porto continua a beneficiar da procura por alternativas à capital, mas essa mesma atratividade está a traduzir-se em aumentos relevantes nos preços de venda e nas rendas.</p>
<p><strong>Acessibilidade habitacional é o principal risco</strong></p>
<p>Para a MVGM, o indicador mais crítico a acompanhar nos próximos trimestres será o arrendamento, por refletir de forma mais direta a pressão real sobre a habitação disponível. Se as rendas continuarem a crescer acima dos rendimentos das famílias, a perda de acessibilidade poderá intensificar-se nas duas maiores cidades portuguesas.</p>
<p>“Os dados do primeiro trimestre de 2026 confirmam que o mercado residencial português está a entrar numa fase de maior maturidade em Lisboa, enquanto o Porto mantém um dinamismo que reflete a crescente atratividade da cidade”, afirma Ana Luísa Santos, Head of Residential da MVGM Portugal.</p>
<p>A responsável sublinha, contudo, que a sustentabilidade do mercado depende da capacidade de garantir habitação acessível para quem trabalha e vive nas cidades. “O que nos preocupa, e que acompanhamos de perto, é o impacto real deste crescimento nos orçamentos das famílias. A sustentabilidade do mercado depende, em última análise, de garantir que há habitação acessível para quem trabalha e vive nestas cidades”, acrescenta.</p>
<p><strong>Lisboa deverá continuar a liderar a venda</strong></p>
<p>Para os próximos trimestres, a MVGM antecipa que Lisboa continue a liderar o mercado residencial, sobretudo no segmento de venda. Ainda assim, o Porto poderá manter uma posição particularmente dinâmica no arrendamento, com uma diferença face à capital que poderá diminuir de forma gradual.</p>
<p>Os dados mostram, assim, um mercado residencial ainda valorizado, mas cada vez mais condicionado pela capacidade financeira das famílias. Lisboa continua a ser o principal polo de preços elevados, enquanto o Porto acelera e ganha peso como mercado alternativo, mas também mais pressionado.</p>
<p>A questão central passa agora pela acessibilidade. Com os preços e rendas a subirem nas duas cidades, o risco é que cada vez mais famílias sejam empurradas para fora dos centros urbanos, aumentando a distância entre local de residência, emprego e serviços.</p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_770272]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Easyjet nega conversações com fundo Castlelake sobre possível aquisição</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/easyjet-nega-conversacoes-com-fundo-castlelake-sobre-possivel-aquisicao/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Jun 2026 08:29:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Castlelake]]></category>
		<category><![CDATA[easyJet]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A companhia aérea britânica 'low-cost' EasyJet garantiu hoje que o Conselho de Administração não manteve conversações, nem recebeu qualquer oferta de aquisição do fundo de investimento norte-americano Castlelake, tendo classificado uma eventual proposta como "altamente oportunista".]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A companhia aérea britânica &#8216;low-cost&#8217; EasyJet garantiu hoje que o Conselho de Administração não manteve conversações, nem recebeu qualquer oferta de aquisição do fundo de investimento norte-americano Castlelake, tendo classificado uma eventual proposta como &#8220;altamente oportunista&#8221;.</p>
<p>Num comunicado enviado à Bolsa de Londres, a empresa referiu que tomou nota do anúncio feito na sexta-feira pela Castlelake de que estava a considerar apresentar uma eventual oferta pela EasyJet, e salientou que está focada em gerar lucros para os acionistas e que considerará qualquer proposta, caso venha a ser recebida.</p>
<p>No entanto, a companhia aérea classificou uma eventual proposta como oportunista, uma vez que os preços das ações estão temporariamente em baixa devido à atual situação no Médio Oriente e ao seu impacto na confiança dos consumidores em relação aos preços dos combustíveis.</p>
<p>O fundo Castlelake revelou na sexta-feira à noite, após o encerramento da bolsa de valores de Londres, que se encontrava nas fases iniciais de análise de uma oferta pela EasyJet, mas que ainda não tinha contactado o Conselho de Administração da empresa.</p>
<p>A companhia &#8216;low-cost&#8217;, com sede em Luton (nos arredores de Londres), salientou também que &#8220;tem em conta os consideráveis desafios regulamentares, financeiros e de execução associados a uma eventual aquisição&#8221;.</p>
<p>A EasyJet recordou que a Castlelake tem até 26 de junho para apresentar uma oferta firme ou retirar-se, de acordo com as regras de aquisição do Reino Unido.</p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_770263]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Casas em Portugal ficam 10,2% mais caras e batem recorde pelo sétimo mês consecutivo</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/casas-em-portugal-ficam-102-mais-caras-e-batem-recorde-pelo-setimo-mes-consecutivo/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Jun 2026 08:27:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
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		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[Idealista]]></category>
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					<description><![CDATA[Em termos trimestrais, os preços das casas à venda aumentaram 2,2%, confirmando a continuidade da pressão sobre o mercado residencial. A subida foi transversal a todas as regiões do país e a todas as capitais de distrito e regiões autónomas analisadas]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Comprar casa em Portugal ficou 10,2% mais caro em maio, face ao mesmo mês de 2025, com o preço mediano a atingir os 3.142 euros por metro quadrado. O valor representa um novo máximo histórico no mercado nacional, alcançado pelo sétimo mês consecutivo, segundo o índice de preços do idealista.</p>
<p>Em termos trimestrais, os preços das casas à venda aumentaram 2,2%, confirmando a continuidade da pressão sobre o mercado residencial. A subida foi transversal a todas as regiões do país e a todas as capitais de distrito e regiões autónomas analisadas.</p>
<p><strong>Santarém, Portalegre e Beja lideram subidas nas capitais de distrito</strong></p>
<p>Entre as capitais de distrito e regiões autónomas, Santarém registou a maior valorização anual, com uma subida de 30,9%. Seguiram-se Portalegre, com 28,2%, Beja, com 23,6%, Bragança, com 23,1%, Coimbra, com 22,3%, e Viseu, com 22,1%.</p>
<p>Também Viana do Castelo, Castelo Branco, Leiria e Faro apresentaram aumentos expressivos, com subidas de 20%, 17,5%, 16,8% e 15,3%, respetivamente. Aveiro, Setúbal, Ponta Delgada e Braga registaram igualmente valorizações de dois dígitos.</p>
<p>As subidas mais moderadas verificaram-se em Vila Real, com 4%, Lisboa, com 7,1%, Porto, com 7,8%, Funchal, com 8,1%, e Évora, com 9,4%.</p>
<p><strong>Lisboa continua a ser a cidade mais cara para comprar casa</strong></p>
<p>Lisboa mantém-se como a cidade mais cara do país para comprar casa, com um preço mediano de 6.124 euros por metro quadrado. O Porto surge em segundo lugar, com 4.064 euros por metro quadrado, seguido do Funchal, com 3.863 euros, e de Faro, com 3.792 euros.</p>
<p>Setúbal ocupa a quinta posição, com 3.108 euros por metro quadrado, à frente de Aveiro, Évora, Coimbra, Ponta Delgada, Viana do Castelo e Braga.</p>
<p>Na parte inferior da tabela, com valores abaixo dos 2.000 euros por metro quadrado, surgem Leiria, Santarém, Viseu, Beja, Vila Real, Bragança, Portalegre e Castelo Branco. Esta última apresenta o valor mais baixo entre as capitais analisadas, com 1.050 euros por metro quadrado.</p>
<p><strong>Porto Santo regista a maior valorização entre distritos e ilhas</strong></p>
<p>Na análise por distritos e ilhas, os preços das casas subiram em 24 dos 25 mercados analisados. A única exceção foi a ilha do Faial, onde os preços recuaram 3,7%.</p>
<p>A maior subida anual foi registada na ilha de Porto Santo, com uma valorização de 26,8%. Seguiram-se a ilha Terceira, com 26,3%, Santarém, com 25,6%, Coimbra, com 22,8%, Castelo Branco, com 19,7%, e Portalegre, com 19,6%.</p>
<p>Lisboa continua a ser o distrito mais caro para comprar casa, com um preço mediano de 4.709 euros por metro quadrado. Depois surgem Faro, com 4.057 euros, a ilha da Madeira e a ilha de Porto Santo, ambas com 3.647 euros, e Setúbal, com 3.328 euros.</p>
<p>No extremo oposto, a Guarda é o mercado mais acessível entre os distritos e ilhas analisados, com um preço mediano de 865 euros por metro quadrado. Seguem-se Bragança, Portalegre, Castelo Branco e Vila Real.</p>
<p><strong>Alentejo lidera valorização regional</strong></p>
<p>A nível regional, os preços das casas à venda aumentaram em todo o país. O Alentejo liderou as valorizações, com uma subida anual de 19,9%, seguido do Centro, com 15,4%, e da Região Autónoma dos Açores, com 12,7%.</p>
<p>O Algarve registou um aumento de 10,7%, enquanto a Área Metropolitana de Lisboa subiu 9,2% e a Região Autónoma da Madeira valorizou 9,1%. O Norte apresentou a subida mais moderada, com 8,2%.</p>
<p>Apesar de não liderar a valorização anual, a Área Metropolitana de Lisboa continua a ser a região mais cara para comprar casa, com um preço mediano de 4.391 euros por metro quadrado. O Algarve surge em segundo lugar, com 4.057 euros, seguido da Região Autónoma da Madeira, com 3.647 euros.</p>
<p>O Centro mantém-se como a região mais barata para adquirir habitação, com um preço mediano de 1.794 euros por metro quadrado.</p>
<p><strong>Pressão continua no mercado da habitação</strong></p>
<p>Os dados mostram que a subida dos preços da habitação em Portugal continua a alastrar-se para lá dos grandes centros urbanos. Embora Lisboa e Porto se mantenham entre os mercados mais caros, as maiores valorizações estão a ocorrer em capitais de distrito e regiões onde os preços partem de bases mais baixas.</p>
<p>Santarém, Portalegre, Beja, Bragança, Coimbra e Viseu destacam-se entre os mercados com maiores aumentos, sinalizando uma pressão crescente sobre a habitação em várias zonas do país.</p>
<p>De acordo com o idealista, o índice tem por base os preços de oferta publicados pelos anunciantes, sendo eliminados anúncios atípicos e valores fora de mercado. O cálculo final resulta da mediana dos anúncios válidos em cada mercado.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_770252]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Explicador: Uma polémica pode custar milhões. Como é que os investidores medem o impacto das controvérsias?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[André Manuel Mendes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Jun 2026 08:24:32 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Investidores]]></category>
		<category><![CDATA[polemica]]></category>
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					<description><![CDATA[As controvérsias empresariais podem surgir a qualquer momento e ter impactos significativos na reputação e no desempenho financeiro das empresas. No entanto, para os investidores, o verdadeiro desafio está em separar os riscos efetivamente materiais das manchetes que dominam o ciclo noticioso.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>As controvérsias empresariais podem surgir a qualquer momento e ter impactos significativos na reputação e no desempenho financeiro das empresas. No entanto, para os investidores, o verdadeiro desafio está em separar os riscos efetivamente materiais das manchetes que dominam o ciclo noticioso.</p>
<p>Numa análise assinada por Marie Navarre, da Allianz Global Investors, é defendido que a avaliação de controvérsias corporativas exige uma abordagem estruturada, combinando dados quantitativos e análise qualitativa para compreender a verdadeira dimensão dos acontecimentos e o seu impacto na sustentabilidade das empresas.</p>
<p>As controvérsias podem estar relacionadas com questões ambientais, sociais, de governação ou comportamento empresarial, abrangendo toda a cadeia de valor das organizações. Entre os exemplos mais frequentes encontram-se acidentes ambientais, alegações de trabalho infantil, fraude financeira ou evasão fiscal.</p>
<p>Segundo a gestora de ativos, nem todas as alegações se traduzem em factos comprovados, sendo essencial distinguir entre denúncias e incidentes efetivamente verificados. Esta diferença assume especial relevância numa altura em que os critérios ESG (ambientais, sociais e de governação) têm um peso crescente nas decisões de investimento.</p>
<p>A análise destaca ainda que a perceção sobre o que constitui uma controvérsia pode variar significativamente entre geografias, culturas e participantes do mercado. O que é considerado problemático num país pode ser encarado de forma diferente noutro, especialmente quando estão em causa questões éticas ou sociais.</p>
<p>Esta diversidade de interpretações reflete-se também nas avaliações dos diferentes fornecedores de dados ESG. De acordo com a AllianzGI, as metodologias e os critérios utilizados para medir a materialidade dos incidentes diferem substancialmente, originando classificações distintas para uma mesma empresa.</p>
<p>Determinados setores apresentam uma exposição mais elevada a este tipo de riscos. Entre os mais vulneráveis encontram-se as indústrias de mineração e metais, alimentação, energia e software, devido às características específicas das suas operações e cadeias de abastecimento.</p>
<p>Para responder a este desafio, a AllianzGI desenvolveu um modelo de avaliação assente em cinco etapas. O processo começa pela monitorização contínua de dados provenientes de fornecedores ESG, meios de comunicação, reguladores e organizações não-governamentais. Segue-se uma avaliação preliminar para determinar a relevância do caso, antes de uma análise aprofundada que considera fatores como a responsabilidade da empresa, a gravidade do incidente, a frequência de ocorrências semelhantes, a capacidade de resposta da organização e a qualidade dos mecanismos de gestão implementados.</p>
<p>O diálogo com as empresas constitui igualmente uma componente central desta metodologia. Através do engagement, os investidores procuram esclarecer factos, compreender as medidas corretivas adotadas e incentivar ações de mitigação que reduzam o risco de reincidência.</p>
<p>A AllianzGI sublinha que as controvérsias não desaparecem simplesmente com o passar do tempo. A recuperação da confiança exige provas concretas de que foram tomadas medidas eficazes para resolver os problemas identificados e evitar a sua repetição.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_770259]]></sapo:autor>
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		<title>Presidente da República realça pobreza infantil e apela à proteção da infância</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Jun 2026 08:14:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[António José Seguro]]></category>
		<category><![CDATA[DIa Mundial da Criança]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[pobreza infantil]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>
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					<description><![CDATA[Nesta mensagem escrita, publicada no sítio oficial da Presidência da República na Internet, António José Seguro faz referência aos dados sobre a pobreza infantil]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Presidente da República, António José Seguro, realçou hoje os dados sobre a pobreza infantil em Portugal e apelou à proteção da infância como um dever coletivo, numa mensagem por ocasião do Dia Mundial da Criança.</p>
<p>&#8220;Num tempo marcado pelo agravamento das desigualdades e pela crescente exposição das crianças a novos riscos, precisamos de instituições mais articuladas, de comunidades mais próximas, de escolas mais inclusivas, de famílias mais acompanhadas e de uma sociedade mais consciente do dever coletivo de proteger a infância&#8221;, considera o chefe de Estado.</p>
<p>Nesta mensagem escrita, publicada no sítio oficial da Presidência da República na Internet, António José Seguro faz referência aos dados sobre a pobreza infantil. Há duas semanas foi divulgado um estudo da Nova SBE, Faculdade de Economia da Universidade Nova de Lisboa, segundo o qual em 2024 havia cerca de 301 mil crianças pobres em Portugal.</p>
<p>Para o Presidente da República, o Dia Mundial da Criança é uma data de celebração, mas que deve, também, convocar à reflexão sobre o país que se constrói para as novas gerações.</p>
<p>&#8220;Nas últimas semanas fomos confrontados com estatísticas alarmantes sobre a realidade das crianças em Portugal. Sabemos que há crianças que passam fome; crianças privadas de atividades escolares, culturais ou desportivas por falta de recursos; crianças que crescem em contextos de pobreza, negligência, violência ou exclusão; crianças vítimas de abuso sexual e de violência doméstica&#8221;, refere.</p>
<p>António José Seguro salienta que &#8220;por detrás de cada um destes casos há um rosto, uma infância que é forçada a enfrentar demasiado cedo o peso da adversidade&#8221;, e &#8220;há sonhos que se vão apagando, talentos que ficam por revelar e caminhos que se estreitam quando deveriam abrir-se ao mundo&#8221;.</p>
<p>&#8220;A forma como protegemos as nossas crianças constitui uma das mais exigentes provas da nossa humanidade e da nossa maturidade democrática. Quando uma criança vê o seu futuro limitado pelas circunstâncias em que nasceu, é o próprio país que falha no dever de lhe garantir dignidade, igualdade de oportunidades e esperança&#8221;, defende.</p>
<p>O Presidente da República menciona que &#8220;Portugal conheceu avanços significativos na promoção dos direitos das crianças&#8221; e que &#8220;está em curso a implementação da Estratégia Única dos Direitos das Crianças e Jovens 2025-2035, um instrumento importante para uma resposta pública mais integrada e eficaz&#8221;, mas sustenta que &#8220;nenhuma estratégia produzirá os resultados desejados nas políticas públicas sem o compromisso ativo de toda a sociedade&#8221;.</p>
<p>O chefe de Estado afirma que é preciso &#8220;garantir a todas as crianças o direito de continuarem a sonhar, sem esquecer aquelas que vivem em situações de maior vulnerabilidade: as crianças em situação de pobreza, com deficiência ou doenças crónicas, pertencentes a minorias ou expostas à violência, ao abandono e aos riscos do ambiente digital&#8221;.</p>
<p>&#8220;Porque proteger a infância não é apenas responder às fragilidades do presente. É manter acesa a chama da esperança. É garantir que cada criança encontra espaço para crescer livre, descobrir os seus talentos e alimentar os sonhos que darão forma ao país de amanhã&#8221;, argumenta.</p>
<p>Na parte final deste texto, António José Seguro sugere que os adultos se deixem inspirar pelas crianças &#8220;a olhar o outro com mais humanidade, a reconhecer na diferença uma riqueza e não uma ameaça, e a construir uma sociedade mais justa, mais livre, mais humana e mais solidária&#8221;, porque &#8220;nenhuma criança nasce a odiar, a discriminar ou a excluir&#8221;.</p>
<p>O Presidente da República deseja a todas as crianças e às suas famílias &#8220;um feliz Dia Mundial da Criança&#8221;.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_770247]]></sapo:autor>
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		<title>Bolsas europeias iniciam junho no meio da incerteza que rodeia acordo de paz no Médio Oriente</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Jun 2026 08:14:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[bolsas europeis]]></category>
		<category><![CDATA[Guerra no Médio Oriente]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[As principais bolsas europeias iniciaram junho mistas, no meio da incerteza que rodeia o acordo de paz no Irão e a reabertura do estreito de Ormuz, com ataques cruzados entre Washington e Teerão que elevam o preço do petróleo.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>As principais bolsas europeias iniciaram junho mistas, no meio da incerteza que rodeia o acordo de paz no Irão e a reabertura do estreito de Ormuz, com ataques cruzados entre Washington e Teerão que elevam o preço do petróleo.</p>
<p>Cerca das 08:30 em Lisboa, o EuroStoxx 600 recuava 0,12% para 625,26 pontos.</p>
<p>As bolsas de Paris, Frankfurt e Milão subiam 0,06%, 0,16% e 0,25%, enquanto Londres e Madrid desciam 0,26% e 0,11%, respetivamente.</p>
<p>A bolsa de Lisboa mantinha a tendência de baixa da abertura, com o principal índice, o PSI, a baixar 0,06% para 9.070,97 pontos, depois de ter terminado num novo máximo desde junho de 2008 em 09 de abril (9.484,93 pontos).</p>
<p>O preço do petróleo Brent, de referência na Europa, para entrega em agosto, subia 3,05% para 93,90 dólares, enquanto o West Texas Intermediate (WTI), para entrega em julho, de referência nos EUA, avançava 3,29% para 90,23 dólares.</p>
<p>O gás natural para entrega em junho no mercado TFF dos Países Baixos, referência na Europa, subia 1,09% para 46,921 euros por megawatt-hora (MWh).</p>
<p>Na Ásia, o índice Nikkei da bolsa de Tóquio fechou com um ganho de 0,91% para um novo máximo, impulsionado pelos valores relacionados com o setor da inteligência artificial (IA), o Hang Seng de Hong Kong subia 1% quando faltava pouco para o final da sessão.</p>
<p>A bolsa de Xangai cedeu 0,27% e a de Shenzhen perdeu 1,51%.</p>
<p>Os futuros do Dow Jones e do Nasdaq registam avanços de 0,08% e de 0,58%, respetivamente.</p>
<p>O Presidente dos EUA, Donald Trump, sublinhou no domingo que a sua proposta para um plano de paz com o Irão inclui cláusulas detalhadas sobre o programa nuclear iraniano, uma afirmação que surge depois de meios de comunicação dos EUA terem informado que o mandatário pediu para emendar algumas disposições do rascunho com base no qual Washington e Teerão têm estado a trabalhar há semanas.</p>
<p>Entretanto, continua o fogo cruzado entre os dois países. Os EUA anunciaram hoje que lançaram vários ataques contra o Irão no fim de semana em resposta a &#8220;ações agressivas&#8221; do país persa, incluindo o derrubamento de um drone em águas internacionais, enquanto continuam as negociações entre as partes para pôr fim ao conflito.</p>
<p>A reunião de Trump com a sua equipa na passada sexta-feira terminou sem qualquer anúncio, com os EUA a devolver o rascunho ao Irão com emendas.</p>
<p>Embora as negociações continuem, também se mantêm as fricções e a dificuldade de chegar a um acordo sobre a abertura total do estreito de Ormuz, a entrega ou destruição do urânio enriquecido e o fim do programa nuclear.</p>
<p>Hoje na Europa, são conhecidos os PMI da indústria de maio de vários países, o BCE publicará as expectativas de inflação de abril a um ano e na Alemanha serão divulgadas as vendas a retalho de abril.</p>
<p>Nos EUA, será divulgado o PMI da indústria de maio.</p>
<p>No mercado de dívida, a rentabilidade do título alemão a 10 anos sobe para 2,974%, depois de ter fechado em 2,937% na sessão anterior.</p>
<p>O euro estava estabilizado e subia 0,02% para 1,1661 dólares, no mercado de câmbios de Frankfurt.</p>
<p>Os metais preciosos estão mistos, com uma descida de 0,81% no caso do ouro, para 4.503,65 dólares a onça, e um avanço de 0,53% no caso da prata, para 75,695 dólares.</p>
<p>Em relação às criptomoedas, a bitcoin desce 0,82% para 73.032,20 dólares.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_770251]]></sapo:autor>
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		<title>Celfocus : Decidir melhor com cloud e analytics</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Jun 2026 08:05:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cadernos Especiais]]></category>
		<category><![CDATA[Celfocus]]></category>
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					<description><![CDATA[Na Celfocus, os dados assumem um papel central na resposta aos actuais desafios de negócio, suportados por plataformas cloud que reforçam a competitividade das organizações]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong>Na Celfocus, os dados assumem um papel central na resposta aos actuais desafios de negócio, suportados por plataformas cloud que reforçam a competitividade das organizações.</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A consolidação de plataformas de cloud computing, aliada a soluções de analytics e inteligência artificial, está a redefinir a forma como as organizações estruturam a informação, escalam capacidades analíticas e integram tecnologia nos seus modelos de operação. Num contexto empresarial marcado pela volatilidade dos mercados, pela pressão competitiva E por exigências regulatórias crescentes, esta evolução assumiu uma dimensão claramente estratégica.</p>
<p style="text-align: justify;">Tiago Simões, director of Data &amp; Analytics Solutions da Celfocus, analisa este percurso, os principais desafios associados à adopção destas soluções e as tendências que irão marcar os próximos anos, partilhando a sua visão sobre o papel da cloud na criação de valor, na eficiência operacional e no suporte às decisões ao mais alto nível da gestão.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>De que forma a adopção de soluções de Cloud &amp; Analytics tem vindo a transformar o modelo de negócio das organizações em Portugal?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A adopção de soluções de Data &amp; Analytics é uma peça chave na estratégia de transformação digital que as organizações em Portugal têm seguido.</p>
<p style="text-align: justify;">A democratização do acesso a este tipo de soluções na cloud permite que tanto uma PME como um grupo empresarial introduzam componentes analíticos em contexto operacional, tornando o negócio cada vez mais data driven – colocando os dados no centro do processo de decisão – e possibilitando também a introdução de modelos avançados de inteligência artificial, abrindo a possibilidade de inovação do serviço, melhoria da eficiência operacional e criação de novas fontes de receita.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Quais são hoje os principais drivers que levam as empresas a investir em cloud e analytics de forma integrada?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Este investimento e visão de ecossistema de Data &amp; Analytics na Cloud deve ser visto como uma alavanca para a competitividade das empresas.</p>
<p style="text-align: justify;">Uma plataforma de dados na cloud ou híbrida garante escalabilidade, capacidade de processamento, gestão eficiente de custos e controlos de segurança essenciais para que todas as equipas e departamentos tenham acesso rápido a dados consolidados. Isto acelera o time-to-market de novos casos de uso, melhora a tomada de decisão e permite, de forma ágil, analisar dados ou activar AI agents para execução autónoma de tarefas com impacto real e mensurável no negócio.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Como é que a cloud está a potenciar uma utilização mais eficaz e em tempo real dos dados nas empresas?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A utilização de plataformas cloud facilita o processamento de fluxos de dados de forma contínua (streaming), permitindo acções imediatas.</p>
<p style="text-align: justify;">Este processamento de dados em streaming pode ser suportado por uma arquitectura baseada em eventos, recorrendo a tecnologias como Apache Kafka para o processamento instantâneo, ou por uma solução de data lakehouse que permite relacionar o streaming de dados com informação histórica na mesma plataforma. Em ambos os casos, a escalabilidade é garantida pela infra-estrutura na cloud, o que permite lidar com flutuações no volume de eventos de forma automática sem necessidade de configurações adicionais.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Que desafios continuam a existir na migração para a cloud, sobretudo em sectores mais regulados?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Sectores mais regulados, como a banca ou os seguros, enfrentam o desafio acrescido de garantir simultaneamente a conformidade com um conjunto de regulamentos de aplicação transversal, como o GDPR e o AI Act, e outros específicos do sector financeiro, como o DORA, Basileia, Solvência, efietc. Associada a esta regulação, acaba por surgir também o tema da soberania dos dados, o que leva muitas empresas a adoptar uma estratégia híbrida, garantindo que, apesar da utilização de uma cloud pública, os dados críticos são sempre mantidos localmente ou numa cloud privada (e certificada).</p>
<p style="text-align: justify;">Outro tópico a considerar é a necessidade da definição de uma estratégia multi-cloud ou de uma estratégia de saída da cloud, para endereçar temas de continuidade do negócio e resiliência, evitando vendor lock-in. Estas estratégias podem levar ao aumento da complexidade da arquitectura da solução através da utilização de tecnologias agnósticas aos fornecedores de cloud, evitando soluções nativas destes.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>De que forma as organizações podem garantir que estão a retirar valor real dos seus dados e não apenas a acumulá-los?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Para evitar a acumulação de dados desnecessários, as organizações devem aplicar a mesma lógica que já era recomendada anteriormente para as soluções analíticas locais: definir o problema de negócio que queremos resolver, identificar os dados necessários para a análise e trazer apenas esses dados para a plataforma.</p>
<p style="text-align: justify;">Para garantir a gestão deste processo de forma sustentável, evitando não só a acumulação, mas também replicação desnecessária, pode ser relevante seguir uma estratégia de criação de data products, com uma definição clara do conteúdo, identificação de um responsável (owner) e possibilidade de consumo do produto por várias equipas em paralelo. Esta estratégia permite um maior controlo da qualidade e do consumo real da informação, suportado por objectivos e métricas (KPIs/OKRs), permitindo identificar produtos sem utilização e que, por isso, não geram valor.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Qual é o papel da analytics avançada e da inteligência artificial na criação de vantagem competitiva?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A vantagem competitiva criada por estas tecnologias passa, em grande medida, pela agilidade e velocidade nas acções embebidas nos processos de negócio.</p>
<p style="text-align: justify;">As capacidades de previsão, personalização e simulação em escala que a inteligência artificial nos traz podem ter impacto imediato no negócio se suportadas por dados com qualidade e pela infra-estrutura cloud adequada.</p>
<p style="text-align: justify;">Alguns exemplos de acções suportadas por IA ou pela introdução de agentes são: a criação e sugestão em tempo real de uma oferta personalizada para um cliente particular; o ajuste automático dos preços com base em informação interna ou externa recolhida por um agente; ou a simulação do impacto de alterações num processo logístico de forma a encontrar a configuração ideal para o contexto actual.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Como é que a combinação entre cloud e analytics está a influenciar a tomada de decisão ao nível da gestão de topo?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Com este tipo de soluções, os C-Level podem realmente tomar decisões data-driven, têm as principais métricas actualizadas em tempo real, possibilidade de ter projecções ou simulações baseadas em inteligência artificial e um maior grau de confiança na informação disponibilizada.~</p>
<p style="text-align: justify;">Este tipo de plataformas permite também que a informação seja disponibilizada para toda a empresa aplicando sempre as mesmas regras de negócio, i.e. um operacional no terreno ou um executivo utilizam a mesma fonte para as suas análises e por isso baseiam as suas decisões nos mesmos números.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Que cuidados devem as empresas ter ao nível da segurança e governance dos dados num contexto cloud?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A segurança e o governance dos dados são críticos no contexto de um ecossistema de dados total ou parcialmente na cloud.</p>
<p style="text-align: justify;">A definição de papéis e responsabilidades relativamente à segurança e ao governance deve ser muito clara, começando pelo modelo de responsabilidade partilhada: o fornecedor de cloud normalmente limita-se à segurança física do hardware e de componentes base da plataforma, enquanto a organização é responsável pela configuração, acessos, dados e utilização segura.</p>
<p style="text-align: justify;">As empresas devem ter o cuidado de garantir o controlo de identidades e acessos, protecção e rastreabilidade dos dados, incluindo estratégia de encriptação e anonimização, e a definição do catálogo de dados com categorização de dados sensíveis. Deve também ser considerada a definição de um plano de resiliência, que pode implicar o backup de dados e processos e uma possível estratégia de portabilidade da solução.</p>
<p style="text-align: justify;">No entanto, a responsabilidade passa por toda a organização, pelo que é essencial garantir a literacia de todos os elementos da equipa para temas de segurança de dados e infra-estrutura.</p>
<p style="text-align: justify;">A cultura organizacional continua a ser uma barreira à adoção destas tecnologias? Que mudanças são necessárias?</p>
<p style="text-align: justify;">A cultura organizacional pode estar a impedir, em alguns casos, a realização do retorno esperado sobre todo o investimento feito nos últimos anos em soluções analíticas ou que recorrem a inteligência artificial.</p>
<p style="text-align: justify;">Para atingir este potencial será necessário garantir que as decisões são suportadas por dados e não apenas por intuição ou porque “sempre foi assim”. Esta mudança de mentalidade tem de se espalhar por toda a organização, mas deve começar na camada executiva.</p>
<p style="text-align: justify;">Será também necessário garantir a literacia acerca dos dados e das soluções que os disponibilizam por toda a empresa, fomentando a partilha e consumo de data products entre departamentos.</p>
<p style="text-align: justify;">Não menos importante, será endereçar algum receio ou incerteza que estes tipos de tecnologias podem causar. Para isso, é necessário mostrar o valor que a solução acrescenta (com casos de uso concretos e quick wins), garantir patrocínio executivo, criar incentivos alinhados com a utilização de dados e investir em formação por perfis. Assim, a tecnologia pode suportar o trabalho de cada indivíduo, libertando tempo para tarefas que acrescentem ainda mais valor.</p>
<p style="text-align: justify;">Como vê a evolução das arquitecturas de dados nos próximos anos, nomeadamente com o crescimento de soluções multi-cloud e híbridas?</p>
<p style="text-align: justify;">As evoluções das arquitecturas de dados caminham no sentido de tornar transparente para o utilizador a localização física dos dados e garantir um acesso único e consistente a cada conceito de negócio disponibilizado pelas plataformas.</p>
<p style="text-align: justify;">A criação de camadas semânticas a nível empresarial vai “mascarar” a utilização de soluções multi-cloud ou híbridas, garantindo a consistência necessária para a exploração e utilização dos dados pelas equipas de negócio.</p>
<p style="text-align: justify;">Também é relevante destacar a evolução para estratégias de dados baseadas em data products, com cada equipa ou departamento a assumir a responsabilidade pelos seus produtos, enquanto a equipa de dados garante a regulação da plataforma – modelo federado.</p>
<p style="text-align: justify;">Este tipo de soluções colocará um peso maior nas componentes de FinOps, observabilidade e orquestração, suportada cada vez mais por agentes, de forma a permitir uma maior optimização dos consumos cloud considerando o contexto e benefício de cada actividade executada na plataforma na selecção do local onde esta será realmente executada.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Que sectores ou áreas de negócio estão mais avançados na adopção de cloud &amp; analytics e porquê?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Ainda temos exemplos de vários níveis de maturidade, desde empresas que estão a criar o seu ecossistema de dados consolidado com recurso a cloud até empresas que já se poderiam considerar AI Native.</p>
<p style="text-align: justify;">As empresas mais avançadas neste caminho normalmente sentiram a pressão de um mercado mais competitivo ou tiveram de assegurar o alinhamento com exigências regulatórias, estando associadas a sectores como Banca, Seguros, Energia, Retalho e Telecomunicações.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Olhando para o futuro, quais serão as principais tendências que irão marcar a evolução da cloud e analytics nos próximos três a cinco anos?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">As evoluções que estarão mais próximas de ficar disponíveis serão a democratização no acesso e análise de dados através de linguagem natural, permitindo que um utilizador de negócio sem qualquer contexto técnico proceda a uma análise de dados para a qual necessitaria, hoje em dia, de conhecimento de SQL ou Python, e a disseminação do Agentic AI com a criação de agentes autónomos embebidos nos processos de negócio, deixando o papel de suporte e passando a executantes que fomentam a evolução dos próprios processos.</p>
<p style="text-align: justify;">Num horizonte mais longo e em casos específicos, poderá ganhar expressão o acesso à computação quântica via fornecedores de cloud, com impacto em contextos como a indústria farmacêutica e optimização, acelerando a resolução de alguns problemas de dias para minutos ou segundos.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>E</em><em>ste artigo faz parte da edição de Maio  (n.º 242</em><em>) da Executive Digest.</em></p>
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	</item>
		<item>
		<title>Portugal perdeu 265 nadadores-salvadores em dois anos e há praias em risco de ficar sem vigilância</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Revista de Imprensa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Jun 2026 08:05:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>
		<category><![CDATA[praias]]></category>
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					<description><![CDATA[País passou de 5.178 nadadores-salvadores certificados há dois anos para 4.913 no início de maio]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Portugal tem menos 265 nadadores-salvadores certificados do que há dois anos, numa altura em que a maioria das praias portuguesas inicia oficialmente a época balnear e os concessionários alertam para dificuldades crescentes na contratação destes profissionais.</p>
<p>Os dados avançados pelo &#8216;Jornal de Notícias&#8217;, com base na Autoridade Marítima Nacional, mostram que o país passou de 5.178 nadadores-salvadores certificados há dois anos para 4.913 no início de maio. A redução de efetivos surge num contexto de maior pressão sobre a segurança balnear, depois de, nos últimos dois anos, terem sido registados 24 acidentes mortais em praias, 12 dos quais por afogamento.</p>
<p>A falta de profissionais preocupa sobretudo os concessionários, que temem não conseguir garantir assistência a banhistas em todos os areais já este mês. A época balnear começa esta segunda-feira na maioria das praias portuguesas, mas o arranque coincide com um problema recorrente: muitos nadadores-salvadores são estudantes e estão indisponíveis nas primeiras semanas por causa da época de exames.</p>
<p>Segundo a Federação Portuguesa de Concessionários de Praia, cerca de 90% dos nadadores-salvadores são estudantes, o que torna mais difícil assegurar equipas completas logo no início da época. A Federação Portuguesa de Nadadores Salvadores estima que seriam necessários cerca de seis mil profissionais para garantir a cobertura de todas as praias e piscinas do país.</p>
<p><strong>Menos vigilantes, mais risco nos areais sem assistência</strong></p>
<p>A quebra no número de nadadores-salvadores certificados surge num momento particularmente sensível. Dos 12 afogamentos mortais registados nos últimos dois anos, nove ocorreram em praias sem vigilância. A Autoridade Marítima Nacional indica ainda que metade dos afogamentos mortais aconteceu no Norte do país, seguindo-se a região Centro, com 25%, a Madeira, com 17%, e o Algarve, com 8%.</p>
<p>Até ao início de maio, tinham sido registados 111 salvamentos em praias portuguesas sem vigilância. Este ano, já morreram duas pessoas na Costa da Caparica, em Almada: dois jovens, de 17 e 24 anos.</p>
<p>O caso mais recente ocorreu na passada quinta-feira, quando um banhista de 24 anos foi arrastado por uma corrente forte, ou agueiro, enquanto estava na água com a namorada. A praia ainda não era vigiada, uma vez que Almada só arranca esta segunda-feira com a época balnear e com os nadadores-salvadores contratados pelos concessionários.</p>
<p>A Autoridade Marítima Nacional apela à frequência de praias vigiadas e com assistência a banhistas. O risco é agravado pelas tempestades deste inverno, que alteraram a morfologia da costa e podem ter tornado alguns banhos de mar mais perigosos, sobretudo em zonas sem sinalização.</p>
<p>Os agueiros, ou correntes de retorno, são apontados como uma das principais causas de risco de afogamento. Ainda assim, a AMN sublinha que, na maioria dos casos, os acidentes resultam da combinação de vários fatores, como a escolha de zonas não vigiadas, o desconhecimento das condições do mar, a sobrevalorização das capacidades físicas, a menor perceção do risco entre os mais jovens e comportamentos de risco.</p>
<p><strong>Concessionários pedem profissionais durante todo o ano</strong></p>
<p>Perante a falta de efetivos, os concessionários defendem uma mudança no modelo da profissão. Paula Vilafanha, presidente da Federação Portuguesa de Concessionários de Praia, reconhece que associações, concessões e capitanias têm feito “um esforço enorme” para garantir assistência a banhistas, mas considera que esse esforço é insuficiente.</p>
<p>A responsável defende a presença de nadadores-salvadores nos areais ao longo de todo o ano, para que a atividade deixe de ser vista como uma profissão apenas sazonal e se torne mais atrativa.</p>
<p>A Federação Portuguesa de Nadadores Salvadores reclama há 11 anos a criação de incentivos à profissão, sobretudo dirigidos aos estudantes. Entre as propostas estão a isenção total de propinas em caso de bom aproveitamento no ano anterior, o estatuto de trabalhador-estudante, o acesso a uma nova época de exames em setembro, a reserva de 5% das vagas nos cursos do IEFP e incentivos à contratação no primeiro emprego.</p>
<p>Estes benefícios seriam destinados a nadadores-salvadores com mil horas de trabalho.</p>
<p><strong>Títulos caducados voltam a pesar na disponibilidade</strong></p>
<p>Outro fator que pode limitar o número de profissionais disponíveis é o fim da prorrogação automática dos títulos que caducam ao longo do ano. Tal como em 2025, o Instituto de Socorros a Náufragos não vai prolongar até dezembro os títulos que expiram em 2026.</p>
<p>A medida tinha sido criada durante a pandemia, devido à falta de piscinas para realizar certificações, e permitia que nadadores-salvadores que tivessem de revalidar o título antes do verão fossem dispensados temporariamente desse processo. Este ano, foram certificados 413 nadadores-salvadores pelo ISN, incluindo profissionais que tinham de renovar a certificação.</p>
<p><strong>Municípios reforçam vigilância em praias não oficiais</strong></p>
<p>Na costa portuguesa, há municípios a investir em vigilância nas praias não balneares, para garantir a segurança das populações, numa altura em que a redução de nadadores-salvadores certificados aumenta a pressão sobre o dispositivo de segurança.</p>
<p>Em Portugal há mais de 670 áreas balneares: 523 no continente, 88 nos Açores e 60 na Madeira. Mas há também praias que não estão classificadas como zonas balneares e que, ainda assim, são muito frequentadas por banhistas.</p>
<p>Segundo o &#8216;Jornal de Notícias&#8217;, há câmaras municipais que estão a assumir diretamente a vigilância destes locais para evitar acidentes. É o caso de Esposende, que garante vigilância nas praias das Pedrinhas/Cedovém, em Apúlia, e de Rio de Moinhos, em Marinhas, entre 13 de junho e 13 de setembro.</p>
<p>Em Viana do Castelo, a autarquia assegura vigilância na praia fluvial da Argaçosa, com um investimento de cerca de 10 mil euros. Em Sintra, o município investiu 100 mil euros em ações de vigilância em zonas que não estão classificadas como praias balneares, incluindo as praias Pequena, Aguda, Samarra e Vigia.</p>
<p>Também Gaia, Porto, Vila do Conde, Matosinhos, Almada e Nazaré têm medidas específicas para reforçar a segurança balnear em praias não concessionadas, não oficiais ou com grande afluência. Em Almada, o Programa Praia Protegida representa um investimento de 140 mil euros para assegurar vigilância em areais não oficiais ou não concessionados.</p>
<p><strong>Marinha reforça resposta em zonas sem vigilância</strong></p>
<p>A partir desta segunda-feira, a Autoridade Marítima Nacional, com o apoio da Marinha, vai reforçar a resposta a incidentes balneares em zonas não vigiadas. O dispositivo inclui 31 viaturas e 62 militares com cursos de nadadores-salvadores distribuídos pelo litoral.</p>
<p>O reforço pretende responder ao aumento da pressão sobre as zonas costeiras, mas não substitui a vigilância permanente nas praias. A recomendação das autoridades mantém-se: escolher praias vigiadas, respeitar a sinalização e evitar entrar no mar em zonas sem assistência, sobretudo depois de um inverno que alterou a configuração de vários areais.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_770245]]></sapo:autor>
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		<title>A Audição da Criança: um sinal de maturidade do sistema</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Jun 2026 08:00:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Joana Paulino dos Santos]]></category>
		<category><![CDATA[Legal Ties]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>
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					<description><![CDATA[Opinião de Joana Paulino dos Santos, Sócia da Legal Ties Law Firm]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Por Joana Paulino dos Santos, advogada de Direito da Família e das Sucessões na Legal Ties</p>
<p>Neste Dia Mundial da Criança, importa não esquecer que durante muitos anos as Crianças ocuparam um lugar silencioso nas famílias e nos processos em matérias de Direito da Família e das Crianças. Decidia-se pelas Crianças, sob o pretexto de se estar a proteger o seu alegado Superior Interesse, desvalorizando-se, assim, a voz das mesmas sobre as decisões que lhes diziam respeito. Seria isto proteger o Superior Interesse das Crianças?</p>
<p>Acontece que, a referida realidade se transformou com a introdução da audição da Criança nos processos que lhe digam respeito, o que muito diz sobre a evolução da sociedade em que vivemos.</p>
<p>A audição da Criança representa uma das transformações mais relevantes no Direito da Família e das Crianças. Não porque transfira para a Criança o peso das decisões que devem ser da responsabilidade dos adultos, mas porque se reconhece algo essencial: as Crianças como sujeitos de direitos com identidade, perceções, emoções e capacidade de gozo dos mesmos.</p>
<p>Ouvir uma Criança é, acima de tudo, reconhecê-la como pessoa.</p>
<p>A presente evolução resulta de uma mudança gradual na forma como entendemos a infância, a parentalidade e a própria Justiça. A Convenção sobre os Direitos da Criança veio afirmar o direito da Criança a ser ouvida sobre as decisões que lhe digam respeito, em função da sua idade, maturidade e capacidade de compreensão dos assuntos em discussão. Desde então, que o paradigma se alterou profundamente.</p>
<p>Na atualidade, o princípio do Superior Interesse da Criança já não pode ser interpretado apenas a partir do olhar dos adultos. Não se trata de decidir de acordo com o que os Pais ou o Tribunal entendem ser o melhor para a Criança segundo a sua experiência ou base de crenças. É necessário compreender quem é determinada Criança, como é que a mesma vive e sente a respetiva realidade, quais são os seus receios, os seus vínculos, as suas necessidades e os seus objetivos para se apurar o respetivo Superior Interesse, isto é, os seus interesses e as suas necessidades, e, consequentemente, decidir em conformidade.</p>
<p>Contudo, importa desmistificar um mito que persiste: ouvir uma Criança não significa permitir que seja a Criança a decidir. A responsabilidade da decisão continua a pertencer aos adultos, quer seja aos Pais, quer seja ao Tribunal.</p>
<p>Não obstante, uma Criança ouvida sente-se vista, o que tem um enorme impacto no processo judicial e na forma como a Criança compreende e aceita a decisão final, da qual ao entender fazer parte, mais facilmente contribui para o efeito útil da mesma.</p>
<p>No entanto, a audição da Criança tem de respeitar a sua condição específica, devendo garantir-se a existência de condições adequadas para o efeito, designadamente a não sujeição da Criança a espaço ou a ambiente intimidatório, hostil ou inadequado à sua idade, maturidade e características pessoais e a intervenção de operadores judiciários com formação adequada, de modo a assegurar uma abordagem cuidadosa, capaz de distinguir vontade, influência, medo, lealdade e maturidade emocional por parte da Criança. Não pode a audição da Criança transformar-se num momento de pressão emocional nem num instrumento de validação das posições parentais.</p>
<p>É precisamente aqui que a audição da Criança se revela como um sinal de maturidade do sistema. Os sistemas mais evoluídos são aqueles que compreendem que proteger não é silenciar e que a vulnerabilidade não elimina a capacidade.</p>
<p>Ainda assim, persistem desafios. A verdade é que nem sempre existem práticas uniformes aquando da audição da Criança, nomeadamente quanto ao grau de especialização ou à sensibilidade dos profissionais que a realizam. Em algumas situações, continua a existir o risco de a audição da Criança ser encarada como uma formalidade processual ou uma reprodução da posição de um dos Pais pela Criança.</p>
<p>Pelo que, a evolução do sistema deverá passar pela consolidação de práticas uniformes, assentes na especialização e na sensibilidade dos operadores judiciários que realizam a audição da Criança, de modo a que esta não se reduza aos referidos desafios, mas seja encarada como um instrumento de compreensão da realidade familiar de cada Criança e de construção de decisões equilibradas e sustentáveis.</p>
<p>Até porque, tal como vimos, a forma como um sistema escuta as suas Crianças revela muito sobre o seu grau de maturidade, dado que uma sociedade evoluída não decide apenas pelas Crianças, decide com base e com respeito pela sua voz.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[Joana Paulino dos Santos, Sócia da Legal Ties Law Firm]]></sapo:autor>
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		<title>ANSR, PSP e GNR amanhã na estrada: campanha &#8220;Viajar Sem Pressa&#8221; sensibiliza condutores para excessos de velocidade</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Jun 2026 07:55:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Automonitor]]></category>
		<category><![CDATA[Motores]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA["Viajar sem Pressa”]]></category>
		<category><![CDATA[ansr]]></category>
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		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>
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					<description><![CDATA[Inserida no Plano Nacional de Fiscalização de 2026, esta campanha, a sexta de onze previstas até ao fim do ano, decorre até ao dia 8 de junho e integrará ações de sensibilização e fiscalização direcionadas aos comportamentos de risco relacionados com a velocidade]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR), a PSP e a GNR iniciam esta terça-feira a campanha rodoviária &#8220;Viajar Sem Pressa&#8221; para alertar os condutores para os riscos da condução em excesso de velocidade, foi hoje anunciado.</p>
<p>Inserida no Plano Nacional de Fiscalização de 2026, esta campanha, a sexta de onze previstas até ao fim do ano, decorre até ao dia 8 de junho e integrará ações de sensibilização e fiscalização direcionadas aos comportamentos de risco relacionados com a velocidade.</p>
<p>&#8220;Sob o lema &#8216;Viaje sem Pressa&#8217;, esta campanha pretende alertar os condutores para os riscos da velocidade excessiva ou inadequada às condições da via, uma das principais causas da sinistralidade rodoviária grave&#8221;, indicam a ANSR, PSP e GNR hoje num comunicado conjunto.</p>
<p>Na nota, lembram que entre 01 de janeiro de 2022 e 31 dezembro de 2024, a velocidade excessiva para as condições existentes esteve diretamente associada a 6.824 acidentes, 177 vítimas mortais, 588 feridos graves e 8.396 feridos ligeiros.</p>
<p>&#8220;O excesso de velocidade continua a representar a principal tipologia de infração rodoviária em Portugal Continental, correspondendo a mais de 60% do total das infrações registadas em 2025&#8221;, é referido na nota.</p>
<p>A velocidade excessiva para as condições climatéricas ou do estado da via, a condução acima dos limites legais de velocidade, a redução das distâncias de segurança e manobras bruscas associadas a velocidade inadequada aumentam, segundo as autoridades, significativamente o risco de acidente grave.</p>
<p>A ANSR, a GNR e a PSP recordam que conduzir a velocidade adequada salva vidas e contribui para uma circulação mais segura para todos os utilizadores da estrada.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_770232]]></sapo:autor>
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		<title>Bolsa de Lisboa abre a cair 0,31%</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Jun 2026 07:55:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
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		<category><![CDATA[Bolsa de Lisboa]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A bolsa de Lisboa abriu hoje em terreno negativo, com o índice PSI (Portuguese Stock Index) a cair 0,31%, para 9.048,09 pontos.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A bolsa de Lisboa abriu hoje em terreno negativo, com o índice PSI (Portuguese Stock Index) a cair 0,31%, para 9.048,09 pontos.</P><br />
<P>Na sexta-feira, a bolsa de Lisboa encerrou em terreno negativo, com o PSI a cair 0,12% para 9.076,53 pontos, num dia em que a Corticeira Amorim liderou as perdas, ao recuar mais de 2%.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_770226]]></sapo:autor>
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		<title>Irão: Amnistia Internacional denuncia repressão dos países do Golfo contra liberdade de expressão</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Jun 2026 07:54:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Amnistia Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Guerra no Médio Oriente]]></category>
		<category><![CDATA[Irão]]></category>
		<category><![CDATA[liberdade de expressão]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Mais de mil pessoas foram presas pelas autoridades dos países do Golfo Pérsico por expressarem as suas opiniões sobre a Guerra Irão-Iraque ou por publicarem imagens de ataques iranianos na região, numa "repressão generalizada", segundo a Amnistia Internacional.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Mais de mil pessoas foram presas pelas autoridades dos países do Golfo Pérsico por expressarem as suas opiniões sobre a Guerra Irão-Iraque ou por publicarem imagens de ataques iranianos na região, numa &#8220;repressão generalizada&#8221;, segundo a Amnistia Internacional.</p>
<p>A organização aponta os países do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG) &#8211; Kuwait, Bahrein, Emirados Árabes Unidos (EAU), Catar, Arábia Saudita e Omã &#8211; como responsáveis por &#8220;criminalizar indiscriminadamente a troca de informações&#8221;, segundo a diretora regional da Amnistia Internacional (AI) para o Médio Oriente e Norte da África, Heba Morayef.</p>
<p>Para a responsável, esta criminalização das autoridades do Golfo Pérsico acontece por razões praticamente cosméticas, &#8220;a fim de protegerem a sua imagem imaculada de refúgios seguros&#8221;.</p>
<p>Para a AI, estas medidas excedem em muito as margens de manobra permitidas pelos estados de emergência em conflitos e representam mais um exemplo da &#8220;abordagem autoritária&#8221; usada por estes estados, que recorreram a &#8220;disposições vagas e excessivamente amplas de leis sobre crimes cibernéticos, contraterrorismo e segurança nacional&#8221;.</p>
<p>Segundo os dados divulgados, os Emirados Árabes Unidos e o Catar lideram a lista de infratores: dos mais de 1.000 detidos registados pela AI, mais de 700 foram identificados nestes dois países, segundo a organização não-governamental de direitos humanos, que conversou com jornalistas, ativistas comunitários, cidadãos ou residentes dos países do Golfo, assim como com familiares de detidos, para elaborar o relatório hoje divulgado.</p>
<p>Entre 03 de março e 08 de abril, as autoridades dos Emirados Árabes Unidos anunciaram a prisão e detenção de pelo menos 375 pessoas. Segundo declarações oficiais, estas pessoas foram acusadas de publicar e partilhar vídeos ou outros conteúdos visuais, verdadeiros ou falsos, condutas que não são consideradas crime pelo direito internacional.</p>
<p>Já no Catar, entre 28 de fevereiro e 09 de março, 313 pessoas de diversas nacionalidades foram presas por gravar e compartilhar vídeos e divulgar &#8220;informações enganosas&#8221; e boatos que poderiam &#8220;incitar a opinião pública&#8221;. Nenhum destes atos constitui crime segundo o direito internacional humanitário.</p>
<p>Outros casos específicos incluem o Kuwait e o Bahrein, onde as autoridades também retiraram a nacionalidade a algumas pessoas como represália pelo exercício da liberdade de expressão, entre outros motivos.</p>
<p>No Kuwait, as autoridades anunciaram a retirada da cidadania a mais de 1.200 pessoas através de um decreto emitido pelo emir, que não especificou os motivos.</p>
<p>No Bahrein, onde mais de 303 pessoas foram detidas até 05 de maio, as autoridades confirmaram os processos de revogação da cidadania de 69 pessoas por expressarem solidariedade e elogiarem &#8220;atos criminosos de hostilidade do Irão&#8221; ou pela sua &#8220;conivência com atores externos&#8221;.</p>
<p>A AI reitera que a revogação arbitrária da cidadania é estritamente proibida e que os estados não podem privar as pessoas da sua cidadania como punição por expressarem pacificamente opiniões políticas ou supostas simpatias.</p>
<p>Mesmo que as autoridades aleguem que uma pessoa participou de atos de hostilidade ou violência, a revogação da cidadania deve ser baseada em provas claras e individualizadas, seguir o devido processo legal e atender aos requisitos de legalidade, estrita necessidade e proporcionalidade, lembra a organização.</p>
<p>Na Arábia Saudita, a repressão resultou na detenção de três estrangeiros por mensagens divulgadas &#8216;online&#8217; relacionadas com a guerra &#8212; um número ínfimo em comparação com os países vizinhos. No entanto, a repressão existe na forma de restrições ao acesso à informação e à publicação de opiniões.</p>
<p>De acordo com a Meta, empresa detentora do Facebook, em abril de 2026, a Arábia Saudita solicitou que a plataforma restringisse o acesso a 144 contas e páginas de redes sociais por conteúdo relacionado a &#8220;conflitos geopolíticos regionais, questões de segurança e sátira política&#8221; ou por serem &#8220;considerados ofensivos a sensibilidades religiosas&#8221;, citando a Lei de Crimes Cibernéticos.</p>
<p>Um jornalista baseado em Riade, que falou sob condição de anonimato, disse à AI que as restrições prejudicaram severamente a sua capacidade de identificar testemunhas e documentar incidentes.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_770231]]></sapo:autor>
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		<title>Cada vez mais funcionários públicos trabalham até mais tarde: pensão média sobe para 1.760 euros</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Revista de Imprensa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Jun 2026 07:52:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[Função Pública]]></category>
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		<category><![CDATA[reforma]]></category>
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					<description><![CDATA[Idade média de entrada na reforma na função pública fixou-se, no ano passado, nos 65,6 anos, ficando próxima da idade legal então em vigor, de 66 anos e sete meses]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Os funcionários públicos estão a reformar-se cada vez mais tarde e, em alguns casos, apenas no limite legal dos 70 anos, de acordo com uma análise do Conselho de Finanças Públicas a dados da Caixa Geral de Aposentações referentes a 2025, citada pelo &#8216;Correio da Manhã&#8217;.</p>
<p>A idade média de entrada na reforma na função pública fixou-se, no ano passado, nos 65,6 anos, ficando próxima da idade legal então em vigor, de 66 anos e sete meses. Segundo o Conselho de Finanças Públicas, esta evolução é explicada pelas penalizações aplicadas às reformas antecipadas e também pelas dificuldades de acesso a esse regime.</p>
<p>As aposentações voluntárias não antecipadas tornaram-se a modalidade dominante entre as novas pensões atribuídas pela Caixa Geral de Aposentações. Nos últimos cinco anos, o seu peso passou de 54,8%, em 2021, para 64,1%, em 2025, reforçando a tendência de permanência dos trabalhadores públicos no ativo até mais tarde.</p>
<p>O número de funcionários públicos que se reformou aos 70 anos atingiu também, em 2025, o valor mais elevado dos últimos cinco anos. O dado confirma que há cada vez mais trabalhadores a permanecerem em funções até ao limite da idade permitido.</p>
<p><strong>Pensão média sobe 53 euros</strong></p>
<p>Além da idade de reforma, a análise do Conselho de Finanças Públicas revela também um aumento no valor médio das novas pensões de velhice. Em 2025, a pensão média passou para 1.760 euros, mais 53 euros do que em 2024, ano em que se situava nos 1.707 euros.</p>
<p>De acordo com a entidade, este aumento é explicado sobretudo pelas novas pensões atribuídas a aposentados e reformados oriundos da administração central. Neste grupo, o valor médio das novas pensões foi de 2.521 euros, mais 2,5% do que em 2024, representando 44,3% do total das novas pensões de aposentação e reforma atribuídas pela CGA em 2025.</p>
<p>O &#8216;Correio da Manhã&#8217; refere ainda que, no ano passado, foram atribuídas 21.769 novas pensões de aposentação e reforma, menos 912 do que no ano anterior, o equivalente a uma descida de 4%.</p>
<p>Apesar da redução no número total de novas pensões, a Caixa Geral de Aposentações registou o número mais elevado de pensões por velhice dos últimos cinco anos e, em sentido contrário, o valor mais baixo de pensões por invalidez no mesmo período.</p>
<p><strong>Quase 500 mil reformados na CGA</strong></p>
<p>O número médio de reformados abrangidos pela Caixa Geral de Aposentações também aumentou. Passou de 490.084, em 2024, para 497.247, em 2025, o que corresponde a mais 7.163 beneficiários.</p>
<p>Esta evolução resulta do aumento de 9.267 pensões por velhice e outros motivos, parcialmente compensado pela redução de 2.104 pensões de invalidez.</p>
<p>Os dados mostram, assim, uma dupla tendência na função pública: os trabalhadores reformam-se mais tarde, ao mesmo tempo que as novas pensões de velhice atingem valores médios mais elevados.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_770235]]></sapo:autor>
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		<title>Vítimas sobem para 15. Denuncia polícias do Rato por agressão. Agora vai a tribunal acusada pelos mesmos agentes</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Revista de Imprensa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Jun 2026 07:42:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[Esquadra do Rato]]></category>
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		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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		<category><![CDATA[PSP]]></category>
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					<description><![CDATA[Julgamento está marcado para esta quarta-feira, com Rita Rodrigues acusada de dois crimes de injúria agravada pelos próprios agentes que acusa de a terem agredido]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A queixa de Rita Rodrigues contra dois agentes da PSP da esquadra do Rato foi integrada no processo que investiga agressões, tortura e outros crimes atribuídos a vários polícias, mas a produtora de cinema, de 47 anos, vai entretanto sentar-se no banco dos arguidos. </p>
<p>O caso é relatado esta segunda-feira pelo jornal &#8216;PÚBLICO&#8217; e tem julgamento marcado para esta quarta-feira, com Rita Rodrigues acusada de dois crimes de injúria agravada pelos próprios agentes que acusa de a terem agredido.</p>
<p>Em causa estão Bruno Testa e António Teixeira, ambos em prisão preventiva no âmbito do processo da esquadra do Rato. Segundo a acusação contra Rita Rodrigues, a arguida terá injuriado os agentes durante a intervenção policial, ao dizer frases como “Isso são maneiras de falar para as pessoas!?” e “Vocês não podem fazer isso!”.</p>
<p>A queixa apresentada por Rita Rodrigues em junho de 2025 foi recentemente apensada ao processo principal, que já envolvia 13 vítimas identificadas. Com esta denúncia e com outra, feita por Chloé Daquet em maio de 2025, o número de vítimas conhecidas sobe para 15.</p>
<p>O episódio relatado por Rita Rodrigues ocorreu a 13 de dezembro de 2024, no Chiado, em Lisboa. A produtora de cinema diz que passava pela Rua do Carmo quando viu agentes da PSP a serem agressivos com um vendedor de rua africano. Ao interpelar os polícias, afirma ter recebido ordens para se afastar e, pouco depois, ter sido agarrada de forma violenta pelo agente Bruno Testa, sem explicação.</p>
<p>“Foi uma espécie de choque total”, contou ao &#8216;PÚBLICO&#8217;. Rita Rodrigues descreve ter sido empurrada contra uma parede, forçada a abrir as pernas numa “posição de rusga” e algemada de forma dolorosa, com os braços para cima, numa posição que mais tarde associou ao que foi descrito nas notícias sobre uma das vítimas do caso da esquadra do Rato.</p>
<p>No momento da detenção, a mãe estava ao seu lado. Rita Rodrigues recorda que, sem saber o que lhe iria acontecer, começou a gritar: “Mãe, decora estes nomes: Bruno Testa e António Teixeira.” Diz que a mãe perguntou o que se passava e que um dos agentes respondeu: “Ou calas a boca ou vais detida também.”</p>
<p>Na queixa apresentada ao Departamento de Investigação e Ação Penal, Rita Rodrigues acusa os polícias de agressões e de terem inventado declarações. Os agentes chegaram a imputar-lhe resistência e coação, mas esse crime acabou por cair no Ministério Público. Mantém-se, contudo, a acusação por injúria agravada.</p>
<p>Houve possibilidade de suspensão provisória do processo, o que permitiria deixar cair a acusação, mas Rita Rodrigues recusou. Os dois polícias, por se encontrarem em prisão preventiva, deverão depor por videoconferência.</p>
<p>O caso da produtora cruza-se com o processo mais vasto da esquadra do Rato, que envolve vários agentes da PSP e acusações de agressões a pessoas em situação vulnerável. Bruno Testa está indiciado por agressões em dois episódios do processo, um deles também com António Teixeira. Entre os casos mais graves está a agressão a dois homens em situação de sem-abrigo, num episódio em que outro agente, Guilherme Leme, é acusado de sodomizar uma das vítimas com um bastão.</p>
<p>O processo da esquadra do Rato está dividido em vários momentos. Em julho de 2025, foram acusados Guilherme Leme e Óscar Borges, que deverão ir a julgamento. Em março, outros sete agentes foram alvo de mandados de captura e ficaram em prisão preventiva. Em maio, mais 15 agentes foram detidos e presentes a interrogatório, tendo quatro ficado em prisão preventiva. No total, há 13 agentes em prisão preventiva.</p>
<p>Os factos investigados terão ocorrido entre 2023 e 2025 e envolvem agora pelo menos 11 episódios. A acusação descreve agressões maioritariamente ocorridas dentro da esquadra do Rato, com vítimas já algemadas e sem risco de resistência. Há também imagens e partilhas das agressões num grupo de WhatsApp que reunia dezenas de agentes, acompanhadas de comentários.</p>
<p>A denúncia de Chloé Daquet, também integrada no processo, tem pontos em comum com a de Rita Rodrigues. Ambas dizem ter interpelado polícias durante a detenção de um homem africano. Chloé Daquet, marceneira, então com 47 anos, relatou ter sido agredida e detida depois de começar a filmar aquilo que descreveu como a agressão de dois agentes a um homem negro.</p>
<p>“Empurraram-me a cara para a esquina do passeio. E um dos polícias dizia: ‘Sua lésbica, drogada de merda, nasceste torta. És do bem ou és do mal?’”, contou na altura. Chloé Daquet disse ainda ter sido transportada para a esquadra do Rato, algemada a um banco durante cerca de uma hora e meia e pressionada a apagar imagens do telemóvel.</p>
<p>Na altura, a PSP informou que tinha remetido a queixa ao Ministério Público e instaurado um processo disciplinar para apurar os factos e avaliar a conformidade da atuação dos polícias com os deveres da função e o código de conduta.</p>
<p>Rita Rodrigues diz agora sentir que a detenção dos agentes cumpriu, em parte, o motivo que a levou a não aceitar a suspensão provisória do processo. Mas não sabe o que acontecerá no julgamento. Está também a preparar uma curta-metragem sobre o episódio.</p>
<p>“É importante divulgar. Porque a questão é: quem é que te protege da polícia?”, afirma. “Estes elementos são os últimos com quem eu vou ter se tiver alguma aflição. Não confio neles à partida.”</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_770229]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Conselho de Segurança da ONU reúne-se de emergência devido à ofensiva israelita no Líbano</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/conselho-de-seguranca-da-onu-reune-se-de-emergencia-devido-a-ofensiva-israelita-no-libano/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Jun 2026 07:15:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Os confrontos entre Israel e o movimento xiita libanês Hezbollah continuam quase diariamente, apesar da trégua teoricamente em vigor desde 17 de abril. Conflito entre EUA/Israel e o Irão iniciado em março agravou a situação.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="item-1 item-1-13 item-odd item-first first CT-html">
<p>O Conselho de Segurança da ONU vai realizar uma reunião de emergência na segunda-feira à noite, a pedido da França, depois de o exército israelita ter tomado a icónica fortaleza medieval de Beaufort, no Líbano.</p>
</div>
<div class="item-2 item-2-13 item-even CT-html">
<p>A reunião vai acontecer imediatamente após outro encontro de emergência solicitado pela Roménia, em consequência da queda de um drone num edifício em Galati, agendada para as 15h00 locais (20h00 em Lisboa), avançou a agência de notícias francesa AFP citando fontes diplomáticas.</p>
</div>
<div class="item-3 item-3-13 item-odd CT-html">
<p>A reunião do Conselho de Segurança das Nações Unidas sobre o Líbano foi pedida pela França, como avançou este domingo o ministro dos Negócios Estrangeiros francês, Jean-Noël Barrot.</p>
</div>
<div class="item-4 item-4-13 item-even CT-html">
<p>Em entrevista à estação de televisão BFMTV, Barrot anunciou o seu pedido, que surge depois de Israel ter noticiado uma nova extensão da sua ofensiva terrestre no Líbano. “Nada justifica o prolongamento das operações militares israelitas no Líbano ou uma ocupação cada vez mais profunda do território libanês”, argumentou o ministro francês, descrevendo a situação como um “grave erro”.</p>
</div>
<div class="item-5 item-5-13 item-odd CT-html">
<p>Os confrontos entre Israel e o movimento xiita libanês Hezbollah continuam quase diariamente, apesar da trégua teoricamente em vigor desde 17 de abril. As hostilidades intensificaram-se no início de março, num contexto de crescentes tensões regionais ligadas ao conflito entre EUA/Israel e o Irão.</p>
</div>
<div class="item-6 item-6-13 item-even CT-html">
<p>Por seu lado, o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, cujo Governo considera grandes áreas do sul do Líbano como zonas de combate, anunciou na sexta-feira que as forças israelitas tinham atravessado o rio Litani, situado a cerca de 30 quilómetros a norte da fronteira entre os dois países.</p>
</div>
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<div class="ad-container-inner"></div>
</div>
<div class="item-8 item-8-13 item-even CT-html">
<p>Hoje, o exército israelita declarou, nas redes sociais, que tinha alargado as suas operações contra alvos do Hezbollah a norte do Litani e que a ofensiva se estenderia a outras zonas.</p>
</div>
<div class="item-9 item-9-13 item-odd CT-html">
<p>O ministro da Defesa israelita, Israel Katz, afirmou que o objetivo é “destruir o poder do Hezbollah” e garantir a segurança das comunidades no norte de Israel e confirmou que as forças israelitas tinham assumido o controlo da fortaleza medieval de Beaufort, no sul do Líbano.</p>
</div>
<div class="item-10 item-10-13 item-even CT-html">
<p>“Esta continuação das operações israelitas, este avanço, é contrário aos compromissos assumidos por Israel” no acordo de cessar-fogo, “ao direito internacional [&#8230;] e aos interesses e à segurança de Israel”, disse hoje o ministro dos Negócios Estrangeiros francês.</p>
</div>
<div class="item-11 item-11-13 item-odd CT-html">
<p>Segundo Barrot, “cada cidade bombardeada, cada cidade ocupada, cada civil morto fortalece o Hezbollah a longo prazo”.</p>
</div>
<div class="item-12 item-12-13 item-even CT-html">
<p>Em meados de abril, Israel estabeleceu uma “linha amarela” (semelhante à que utiliza em Gaza) a cerca de 10 quilómetros da fronteira entre os dois países, sendo a área entre as duas linhas ocupada por tropas israelitas com vista a estabelecer a segurança do país.</p>
</div>
<div class="item-13 item-13-13 item-odd item-last CT-html">
<p>Nos últimos dias, as forças armadas lançaram uma invasão para além dessa mesma linha divisória, o que gerou novas críticas internacionais e aumentou a pressão diplomática sobre o já que vários países e organizações internacionais alertam para o risco de uma maior desestabilização na região.</p>
</div>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_770198]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Compras online vão mudar este mês: UE obriga plataformas a facilitar cancelamentos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Jun 2026 07:00:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Entram em vigor este mês, a 19 de junho, as novas regras europeias destinadas a reforçar os direitos dos consumidores nas compras online, numa alteração que promete mudar profundamente a forma como os utilizadores cancelam contratos, subscrições e serviços digitais.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Entram em vigor este mês, a 19 de junho, as novas regras europeias destinadas a reforçar os direitos dos consumidores nas compras online, numa alteração que promete mudar profundamente a forma como os utilizadores cancelam contratos, subscrições e serviços digitais. O objetivo da União Europeia é simples: tornar o cancelamento de uma compra tão fácil e rápido como o processo de adesão ou aquisição.</p>
<p>A medida resulta da Diretiva UE 2023/1673 e surge numa altura em que Bruxelas intensifica o escrutínio sobre o comércio eletrónico e as práticas utilizadas por muitas plataformas digitais. Depois de várias iniciativas dirigidas a gigantes do comércio online e marketplaces internacionais, a União Europeia avança agora com novas exigências focadas na proteção dos consumidores e na eliminação de obstáculos considerados abusivos.</p>
<p><strong>Botão de cancelamento passa a ser obrigatório</strong><br />
Uma das mudanças mais relevantes previstas na nova legislação é a criação obrigatória de um botão de cancelamento visível, acessível e simples de utilizar. As empresas passam a ter de garantir que o utilizador consegue anular um contrato sem enfrentar processos complexos, menus escondidos ou múltiplas etapas que dificultem a desistência.</p>
<p>Segundo as novas regras, esse mecanismo terá de permanecer disponível durante todo o período legal de livre resolução e deverá ser facilmente identificável pelo consumidor. Além disso, o cancelamento terá de poder ser efetuado com a mesma rapidez e simplicidade com que a compra ou adesão foi realizada.</p>
<p>A intenção da Comissão Europeia é travar práticas frequentemente utilizadas em plataformas digitais para desencorajar os utilizadores de cancelar serviços, especialmente em áreas como subscrições automáticas, conteúdos digitais ou serviços financeiros contratados online.</p>
<p><strong>Bruxelas quer eliminar os chamados “padrões obscuros”</strong><br />
A nova regulamentação europeia aponta diretamente aos chamados “padrões obscuros” (“dark patterns”), estratégias de design utilizadas em muitos sites e aplicações para influenciar o comportamento dos utilizadores.</p>
<p>Estas técnicas incluem, por exemplo, botões escondidos, processos longos de cancelamento, mensagens insistentes para manter uma subscrição ativa ou interfaces desenhadas para levar o utilizador a desistir da anulação do serviço.</p>
<p>Com a entrada em vigor das novas regras, as empresas deixam de poder recorrer a mecanismos considerados manipuladores para dificultar cancelamentos ou pressionar os consumidores a manter contratos contra a sua vontade.</p>
<p><strong>Empresas terão de enviar comprovativo automático</strong><br />
Outra das novidades previstas na legislação europeia é a obrigatoriedade de envio automático de um comprovativo de cancelamento. Sempre que um consumidor terminar um contrato ou cancelar uma compra, a empresa terá de fornecer um registo com data e hora da operação.</p>
<p>A medida pretende reduzir conflitos entre clientes e plataformas digitais, criando uma prova imediata de que o cancelamento foi efetuado dentro dos prazos legais.</p>
<p>Novas regras aplicam-se a vários tipos de serviços digitais</p>
<p>As alterações não dizem apenas respeito à compra de produtos físicos em lojas online. A diretiva europeia abrange também vários serviços digitais e financeiros contratados através da internet.</p>
<p>Entre os setores abrangidos encontram-se:</p>
<ul>
<li>serviços financeiros contratados online;</li>
<li>plataformas de conteúdos digitais;</li>
<li>serviços de subscrição;</li>
<li>contratos digitais realizados através de aplicações e plataformas eletrónicas.</li>
</ul>
<p>Desta forma, a União Europeia pretende garantir que os direitos dos consumidores sejam aplicados de forma uniforme em todo o ambiente digital.</p>
<p><strong>União Europeia reforça pressão sobre o comércio eletrónico</strong><br />
A entrada em vigor destas regras representa mais um passo da estratégia europeia para reforçar a proteção dos consumidores no espaço digital. Bruxelas tem vindo a endurecer a regulamentação sobre plataformas de comércio online, sobretudo perante o crescimento das subscrições digitais e do consumo através de aplicações móveis.</p>
<p>Com esta nova legislação, a União Europeia procura equilibrar a relação entre empresas tecnológicas e consumidores, impondo regras mais transparentes e dificultando práticas consideradas abusivas ou enganadoras.</p>
<p>A partir de 19 de junho, cancelar uma compra online, terminar uma subscrição ou desistir de um serviço digital deverá passar a ser um processo imediato, simples e sem barreiras artificiais para os consumidores europeus.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_761980]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Irão: Dois alegados manifestantes antigovernamentais foram executados em Teerão</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Jun 2026 06:49:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Dois cidadãos iranianos foram executados em Teerão durante a última madrugada depois de terem sido acusados de ataque a uma mesquita durante os protestos antigovernamentais de janeiro, anunciaram as autoridades do Irão.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Dois cidadãos iranianos foram executados em Teerão durante a última madrugada depois de terem sido acusados de ataque a uma mesquita durante os protestos antigovernamentais de janeiro, anunciaram as autoridades do Irão.  </P><br />
<P>De acordo com a agência Mizan, ligada ao poder judicial iraniano, Mehrdad Mohammadinia e Ashkan Maleki, os principais autores do incêndio de uma mesquita no centro de Teerão, foram enforcados. </P><br />
<P>O comunicado difundido pela agência oficial Mizan não especificou a data da detenção nem a data do julgamento dos dois cidadãos iranianos.</P><br />
<P>No final de dezembro do ano passado, um movimento de protesto inicialmente provocado pelo agravamento do custo de vida expandiu-se por todo o país com reivindicações políticas contra o regime. </P><br />
<P>As manifestações que se prolongaram durante o mês de janeiro foram reprimidas pelas autoridades iranianas provocando milhares de mortos, de acordo com organizações não-governamentais. </P><br />
<P>O Governo iraniano acusou &#8220;terroristas&#8221; a soldo dos Estados Unidos e de Israel de serem os responsáveis pelos protestos.</P><br />
<P>O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou intervir na altura.</P><br />
<P>Israel e os Estados Unidos lançaram um ataque aéreo conjunto contra o Irão em 28 de fevereiro, desencadeando a guerra no Médio Oriente.</P><br />
<P>Desde o início do ataque, as detenções e execuções têm aumentado no Irão.</P><br />
<P>De acordo com organizações não-governamentais, incluindo a Amnistia Internacional, o Irão é o país que mais frequentemente aplica a pena de morte a seguir à República Popular da China.</P><br />
<P>As autoridades executaram pelo menos 1.639 pessoas em 2025, o número mais elevado desde 1989, segundo relatórios recentes dos organismos Iran Human Rights e Together Against the Death Penalty (ECPM), sediados na Noruega.</P></p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_770224]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Líder da Nvidia diz que &#8220;não faz sentido&#8221; causar IA de destruir empregos</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/lider-da-nvidia-diz-que-nao-faz-sentido-causar-ia-de-destruir-empregos/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Jun 2026 06:49:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O diretor executivo da gigante norte-americana de semicondutores Nvidia, Jensen Huang, afirmou hoje que "não faz sentido" dizer que a inteligência artificial (IA) está a destruir postos de trabalho.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O diretor executivo da gigante norte-americana de semicondutores Nvidia, Jensen Huang, afirmou hoje que &#8220;não faz sentido&#8221; dizer que a inteligência artificial (IA) está a destruir postos de trabalho.</P><br />
<P>Durante o discurso de abertura da conferência de programadores GTC da Nvidia, em Taipé, Huang sublinhou que o setor está a contratar um número crescente de engenheiros de programação.</P><br />
<P>O executivo explicou que 30 milhões de programadores de software representam atualmente cerca de três biliões de dólares (2,48 biliões de euros) em salários, e que a sua produtividade é três vezes superior, atingindo nove biliões de dólares (7,73 biliões de euros).</P><br />
<P>&#8220;Este é o potencial, esta é a promessa da IA. O número de engenheiros está, na verdade, a aumentar. As pessoas falam que a IA reduz os empregos, e isso não faz sentido; está a levar à contratação de mais engenheiros de programação&#8221;, declarou Huang.</P><br />
<P>&#8220;A razão para isto é muito simples: se pode contratar um engenheiro de programação, pode gerar nove biliões de dólares em trabalho produtivo, então por que não contrataria mais engenheiros?&#8221;, acrescentou.</P><br />
<P>As declarações do empresário surgem no meio de crescentes preocupações sobre o impacto da IA no mundo do trabalho, receios que procurou dissipar ao enfatizar que a tecnologia com impacto produtivo real &#8220;já está aqui&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;A IA gera agora lucros, a IA gera agora PIB [Produto Interno Bruto]&#8221;, enfatizou Huang.</P><br />
<P>Também hoje, a Nvidia apresentou um novo processador para portáteis com Windows, concebido para quebrar o domínio da Intel nesta área e modernizar os dispositivos para a era da IA.</P><br />
<P>&#8220;A Microsoft e a Nvidia vão reinventar o PC; este será o novo PC&#8221;, disse o empresário, ao anunciar o lançamento do &#8220;RTX Spark&#8221; no Outono.</P><br />
<P>As duas gigantes norte-americanas da tecnologia &#8220;otimizaram meticulosamente tudo para que este computador possa executar literalmente qualquer coisa que o mundo já tenha criado e, além disso, agora executa agentes de IA&#8221;, acrescentou Huang.</P><br />
<P>&#8220;Se quiser fazer biologia digital, processamento sísmico ou astrofísica, não há problema&#8221;, afirmou.</P><br />
<P>A Nvidia é conhecida principalmente pelas suas GPU, unidades de processamento gráfico dedicadas à renderização de imagens, especialmente para videojogos, e que mais recentemente se tornaram o motor para ferramentas de IA, desde chatbots e geradores de imagens a agentes capazes de realizar tarefas para os utilizadores.</P><br />
<P>Enquanto os governos e as empresas têm investido em infraestruturas de IA, a avaliação da empresa ultrapassou cinco biliões de dólares (4,29 biliões de euros), superando o PIB do Japão ou da Índia.</P><br />
<P>No entanto, o anúncio de hoje centra-se numa nova CPU, ou unidade central de processamento, que atua como o cérebro do computador.</P><br />
<P>&#8220;A Nvidia está a ignorar a cadeia de fornecimento tradicional de PC para construir um monopólio de hardware completo&#8221;, disse Stephen Wu, antigo engenheiro de IA e fundador do fundo de investimento Carthage Capital, à agência de notícias France-Presse (AFP).</P><br />
<P>&#8220;A Intel e a AMD são as vítimas imediatas&#8221;, acrescentou, especificando que &#8220;para os utilizadores de IA, este equipamento fornecerá finalmente a largura de banda de memória necessária para executar modelos robustos localmente, sem latência&#8221;.</P></p>
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