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	<title>Executive Digest</title>
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	<description>Notícias atualizadas ao minuto. Economia, política, sociedade, finanças e empresas e mercados</description>
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		<title>Cromos do Mundial&#8217;2026 já atraem burlas online: Portal da Queixa alerta para sites falsos e pagamentos suspeitos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 20 May 2026 11:24:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
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		<category><![CDATA[Mundial'2026]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Portal da Queixa]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>
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					<description><![CDATA[De acordo com os dados da plataforma, os consumidores denunciam sites que aparentam vender produtos oficiais, mas que, na prática, poderão estar a simular lojas legítimas para captar pagamentos e dados dos compradores]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O entusiasmo em torno das coleções de cromos do Mundial&#8217;2026 está a ser aproveitado por burlões para enganar consumidores em compras online. O alerta é do Portal da Queixa, que já recebeu mais de 60 reclamações relacionadas com alegados esquemas fraudulentos associados à venda de cadernetas e cromos do campeonato.</p>
<p>De acordo com os dados da plataforma, os consumidores denunciam sites que aparentam vender produtos oficiais, mas que, na prática, poderão estar a simular lojas legítimas para captar pagamentos e dados dos compradores. Entre os domínios mencionados nas reclamações surgem panini-pt.com, panini-loja.lat e panini-portugal.com.</p>
<p>As queixas seguem padrões semelhantes. Há consumidores que dizem ter pago por encomendas que nunca chegaram, outros que não receberam comprovativos de compra e alguns que foram confrontados, depois do pagamento inicial, com pedidos adicionais suspeitos, como alegadas “taxas de desalfandegamento”.</p>
<p>Segundo os relatos recebidos pelo Portal da Queixa, alguns pagamentos terão sido encaminhados para entidades associadas a outros sites, nomeadamente educapt.com e eletropt.com, o que reforça as dúvidas sobre a legitimidade das operações. Há também consumidores que afirmam ter chegado aos sites através de publicidade nas redes sociais, acreditando tratar-se de uma venda oficial.</p>
<p>O alerta surge num momento em que aumenta a procura por cadernetas e cromos ligados ao Mundial&#8217;2026. Em paralelo, o Portal da Queixa regista também um crescimento das reclamações relacionadas com a marca Panini, que já soma 58 ocorrências em 2026. Entre os motivos apontados estão produtos danificados ou defeituosos, mas também várias denúncias de possíveis fraudes online com utilização indevida da imagem da marca.</p>
<p>Perante este cenário, a plataforma recomenda que os consumidores verifiquem sempre a reputação das lojas online antes de efetuarem qualquer compra, sobretudo quando se trata de anúncios nas redes sociais, campanhas com preços demasiado apelativos ou sites que imitam marcas conhecidas.</p>
<p>O Portal da Queixa lembra que disponibiliza gratuitamente a ferramenta “Não Sejas Pato”, através da qual os consumidores podem avaliar a credibilidade de sites e reduzir o risco de cair em esquemas fraudulentos.</p>
<p>“Num momento em que o entusiasmo em torno do Mundial mobiliza milhares de consumidores, é fundamental garantir que a experiência de compra é feita com segurança. A informação e a prevenção continuam a ser as melhores ferramentas no combate à fraude digital. Sendo um esquema em crescimento, aconselhamos os consumidores a consultar sempre plataformas de reputação online antes de efetuarem qualquer compra”, adverte Pedro Lourenço, fundador do Portal da Queixa by Consumers Trust.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_765198]]></sapo:autor>
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		<title>Investigação clínica: Acelerar da lei à prática</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/investigacao-clinica-acelerar-da-lei-a-pratica/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 20 May 2026 11:24:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Facebook]]></category>
		<category><![CDATA[Linkedin]]></category>
		<category><![CDATA[Investigação clínica]]></category>
		<category><![CDATA[lei]]></category>
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					<description><![CDATA[Opinião de Duarte Mesquita, Diretor Médico da Sanofi Portugal]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong><em>Por Duarte Mesquita, Diretor Médico da Sanofi Portugal</em></strong></p>
<p>No Dia Mundial dos Ensaios Clínicos, Portugal assinala um avanço decisivo com a entrada em vigor da nova Lei da Investigação Clínica  <a href="https://www.infarmed.pt/web/infarmed/infarmed/-/journal_content/56/15786/12573617" target="_blank" rel="noopener">(Lei n.º 9/2026</a>). Ao alinhar o país com o enquadramento europeu, esta lei cria as condições para um sistema mais eficiente, atrativo e centrado no doente. O seu verdadeiro impacto dependerá, porém, da nossa capacidade de transformar ambição legislativa em mudança concreta no terreno e no que realmente impacta a vida dos portugueses.</p>
<p>Um retrato claro do ponto em que nos encontramos é dado pelo mais recente <em>Barómetro de Inovação Clínica</em>, da NTT DATA. Os dados revelam um ecossistema em clara evolução. Os Centros de Investigação Clínica (CIC) portugueses são cada vez mais reconhecidos pelas administrações hospitalares, mantêm uma relação próxima com a indústria farmacêutica e investem de forma consistente na desmaterialização de processos e em plataformas de gestão e recrutamento. Portugal dispõe de talento científico, infraestrutura clínica e integração hospitalar — ativos essenciais para competir num contexto global.</p>
<p>Persistem, no entanto, desafios que condicionam a aceleração e são necessárias mudanças para inverter a tendência dos últimos anos uma vez que há um declínio evidente nos ensaios clínicos na Europa: a participação europeia em ensaios clínicos comerciais diminuiu drasticamente de 22% para 12% entre 2013 e 2023, privando 60.000 doentes europeus do acesso a tratamentos experimentais. A autonomia efetiva dos CIC continua limitada em áreas críticas, como a contratação de recursos humanos e a definição de incentivos, atrasando a adaptação ao novo enquadramento legal. A transformação digital, embora relevante, tem-se traduzido sobretudo em ganhos administrativos, sem impacto proporcional na experiência do doente. E a ligação às associações de doentes permanece insuficiente, afastando a investigação de quem lhe dá verdadeiro sentido.</p>
<p>Estes desafios devem ser encarados como oportunidades estratégicas. O próprio setor demonstra que a inovação já oferece respostas concretas. Hoje, plataformas digitais avançadas, apoiadas em Inteligência Artificial, permitem analisar grandes volumes de dados clínicos, dados do mundo real e literatura científica para <strong>identificar populações elegíveis para ensaios clínicos em minutos</strong>, processos que anteriormente podiam demorar meses. Estas soluções aumentam a eficiência, melhoram a representatividade dos estudos e democratizam o acesso à investigação clínica — colocando o doente no centro, desde o primeiro momento.</p>
<p>Esta capacidade de adoção tecnológica reforça uma mensagem essencial: <strong>Portugal reúne condições únicas para se afirmar como um verdadeiro <em>hub</em> de inovação em ensaios clínicos</strong>. A dimensão do país, a proximidade entre decisores, centros hospitalares e investigadores, a qualidade dos profissionais de saúde e a integração crescente de ferramentas digitais tornam possível testar, escalar e validar modelos inovadores com rapidez e rigor científico. São, contudo, necessárias mais políticas públicas que permitam operacionalizar a independência dos CIC, no âmbito financeiro, de gestão e de e na criação de uma <em>framework </em>de referenciação.</p>
<p>A aceleração da investigação clínica é também um pilar de sustentabilidade. Sistemas mais ágeis reduzem custos e desperdícios, aumentam a atratividade do país para investimento em I&amp;D e, sobretudo, permitem que os doentes tenham acesso mais cedo a terapêuticas inovadoras. A evidência é clara: quanto maior a atividade de investigação clínica numa molécula em Portugal, mais rapidamente essa inovação chega à prática clínica.</p>
<p>A nova lei deu-nos a linha de partida. Os dados mostram-nos onde precisamos de acelerar. O próximo passo exige ação concertada: autonomia real para os centros de investigação, digitalização orientada ao doente e formação das novas gerações de médicos e investigadores com competências alinhadas com a ciência do futuro.</p>
<p>O propósito da indústria é claro: perseguir os milagres da ciência para melhorar a vida das pessoas. Esse caminho não se faz sozinho. Exige colaboração entre indústria, decisores políticos, academia e sociedade civil. A nova lei é o convite para essa ambição coletiva. Cabe-nos agora aceitá‑lo com urgência — e garantir que Portugal não apenas acompanha a inovação, mas se posiciona para a liderar.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[Opinião de Duarte Mesquita, Diretor Médico da Sanofi Portugal]]></sapo:autor>
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		<title>Hospital do Grupo Lusíadas cria resposta inovadora em cuidados paliativos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[André Manuel Mendes]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 20 May 2026 11:19:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Linkedin]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Alfragide]]></category>
		<category><![CDATA[Lusíadas]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[paliativos]]></category>
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					<description><![CDATA[O Hospital Lusíadas Alfragide anunciou a abertura de uma nova Unidade de Cuidados Paliativos, reforçando a sua oferta clínica com uma resposta especializada dirigida a pessoas com doença avançada e às suas famílias.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Hospital Lusíadas Alfragide anunciou a abertura de uma nova Unidade de Cuidados Paliativos, reforçando a sua oferta clínica com uma resposta especializada dirigida a pessoas com doença avançada e às suas famílias.</p>
<p>A nova unidade tem como objetivo assegurar uma abordagem integrada e humanizada, centrada no controlo rigoroso da dor e de sintomas complexos, bem como no acompanhamento contínuo do doente e no apoio estruturado à família. Destina-se a pessoas com patologias oncológicas e hematológicas avançadas, insuficiências cardíaca, respiratória, hepática ou renal em fase avançada, doenças neurológicas progressivas e outras situações de fragilidade clínica, mediante avaliação individual e critérios médicos definidos.</p>
<p>Segundo a unidade hospitalar, os cuidados serão prestados por uma equipa multidisciplinar com formação específica em cuidados paliativos, responsável pela definição de planos de cuidados personalizados ajustados à evolução clínica e às necessidades de cada doente. O modelo prevê ainda a possibilidade de articulação com outros tratamentos, contribuindo para a redução do sofrimento, a prevenção de internamentos desnecessários e uma maior qualidade na tomada de decisão clínica.</p>
<p>A nova resposta assistencial integra duas dimensões complementares: cuidados hospitalares — incluindo internamento, consulta externa e hospital de dia — e cuidados domiciliários, assegurados pela Lusíadas Home Care, promovendo a continuidade entre o acompanhamento em meio hospitalar e em casa.</p>
<p>A unidade dispõe de quartos individuais e duplos, concebidos para garantir conforto, privacidade e um ambiente tranquilo, com horários de visita alargados e possibilidade de permanência de familiares. Está também previsto apoio emocional, reuniões de esclarecimento, planeamento antecipado de cuidados e acompanhamento no processo de luto.</p>
<p>“A criação desta Unidade permite-nos oferecer uma resposta mais estruturada e diferenciada a pessoas com doença avançada, garantindo não só o controlo eficaz dos sintomas, mas também um acompanhamento próximo e contínuo ao paciente e à sua família”, afirma Filipa Pinheiro Marques, CEO do Hospital Lusíadas Alfragide.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_765181]]></sapo:autor>
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		<title>Irão ameaça alargar guerra para fora do Médio Oriente se EUA voltarem a atacar</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 20 May 2026 11:18:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Estreito de Ormuz]]></category>
		<category><![CDATA[EUA]]></category>
		<category><![CDATA[Guerra no Médio Oriente]]></category>
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		<category><![CDATA[Irão]]></category>
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					<description><![CDATA[Irão já tinha ameaçado retaliar contra países do Médio Oriente que acolhem bases militares americanas, mas os Guardas Revolucionários sugeriram esta quarta-feira que a resposta poderá ir mais longe]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Irão ameaçou alargar a guerra para fora do Médio Oriente caso os Estados Unidos voltem a atacar o país, depois de Donald Trump ter afirmado que esteve a uma hora de retomar a campanha militar suspensa há cerca de seis semanas. A ameaça, noticiada pela &#8216;Reuters&#8217;, surge numa altura em que as negociações para encerrar o conflito continuam praticamente bloqueadas.</p>
<p>Teerão apresentou esta semana uma nova proposta aos Estados Unidos, mas os termos divulgados publicamente repetem exigências já rejeitadas por Trump. Entre elas estão o controlo iraniano do Estreito de Ormuz, compensações pelos danos causados pela guerra, levantamento de sanções, libertação de ativos congelados e retirada das tropas americanas da região.</p>
<p>Trump disse na segunda-feira e voltou a repetir na terça-feira que esteve perto de ordenar uma nova campanha de bombardeamentos, mas decidiu adiar a decisão no último momento para dar mais tempo à diplomacia. “Estive a uma hora de tomar a decisão de avançar hoje”, afirmou o presidente americano aos jornalistas, na Casa Branca.</p>
<p>O aviso iraniano subiu agora de tom. O Irão já tinha ameaçado retaliar contra países do Médio Oriente que acolhem bases militares americanas, mas os Guardas Revolucionários sugeriram esta quarta-feira que a resposta poderá ir mais longe. “Se a agressão contra o Irão se repetir, a guerra regional prometida estender-se-á desta vez para além da região”, indicaram, em comunicado divulgado pelos meios estatais.</p>
<p>A tensão militar mantém-se ligada à pressão sobre o Estreito de Ormuz, uma das passagens marítimas mais sensíveis para o comércio mundial de energia. Desde o início da campanha americano-israelita, em fevereiro, o Irão tem mantido o estreito praticamente fechado a navios que não sejam seus, provocando aquela que é descrita como a maior perturbação de sempre no fornecimento global de energia. Em resposta, os Estados Unidos avançaram no mês passado com um bloqueio aos portos iranianos.</p>
<p>Apesar disso, Teerão tem dado sinais de abertura seletiva a países considerados aliados. Dois grandes petroleiros chineses, com cerca de quatro milhões de barris de crude, aproximadamente 636 milhões de litros, atravessaram esta quarta-feira o Estreito de Ormuz. A passagem ocorre depois de o Irão ter anunciado, na semana passada, durante uma visita de Trump a Pequim, um acordo para aliviar as regras aplicadas a navios chineses. A Coreia do Sul indicou também que um navio-tanque sul-coreano atravessava o estreito em coordenação com o Irão.</p>
<p>Segundo a Lloyd’s List, citada pela &#8216;Reuters&#8217;, pelo menos 54 navios passaram pelo estreito na semana passada, cerca do dobro da semana anterior. O número continua, ainda assim, muito abaixo do ritmo anterior à guerra, quando cerca de 140 navios atravessavam diariamente aquela rota.</p>
<p>A pressão sobre Trump aumenta também no plano interno. A subida dos preços da energia está a criar dificuldades ao Partido Republicano antes das eleições para o Congresso, marcadas para novembro. Desde o cessar-fogo, as declarações públicas do Presidente americano têm oscilado entre ameaças de novos bombardeamentos e garantias de que um acordo de paz pode estar próximo.</p>
<p>Na terça-feira, Trump disse que a guerra terminaria “muito rapidamente”. O vice-presidente JD Vance, que liderou a delegação americana na única ronda de negociações realizada até agora, também procurou transmitir otimismo. “Estamos numa posição bastante boa”, afirmou numa conferência de imprensa na Casa Branca.</p>
<p>O cessar-fogo com o Irão tem resistido, embora de forma instável. Houve uma intensificação dos ataques contra navios e países do Golfo no início de maio, depois de Trump ter anunciado uma missão naval para reabrir o Estreito de Ormuz. Essa operação, chamada Project Freedom, acabou por ser cancelada ao fim de 48 horas.</p>
<p>Esta semana, uma nova vaga de drones foi lançada contra a Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos, que atribuíram a origem dos ataques ao Iraque, onde operam milícias aliadas do Irão.</p>
<p>Quando lançaram a guerra, Trump e o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, apresentaram como objetivos travar o apoio iraniano a milícias regionais, desmantelar o programa nuclear de Teerão, destruir as capacidades de mísseis do país e enfraquecer o regime iraniano. Até agora, porém, o conflito não retirou ao Irão o seu stock de urânio enriquecido a níveis próximos dos necessários para uso militar, nem a capacidade de ameaçar países vizinhos através de mísseis, drones e milícias aliadas.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_765188]]></sapo:autor>
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		<title>Mestrados em ensino da Nova passam a custar 697 euros após pressão política</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 20 May 2026 11:15:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[educação]]></category>
		<category><![CDATA[ensino]]></category>
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		<category><![CDATA[nova]]></category>
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					<description><![CDATA[Os estudantes dos mestrados em ensino da Universidade Nova de Lisboa vão passar a pagar uma propina anual de 697 euros, valor idêntico ao aplicado nas licenciaturas do ensino superior público e já praticado por várias universidades portuguesas.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Os estudantes dos mestrados em ensino da Universidade Nova de Lisboa vão passar a pagar uma propina anual de 697 euros, valor idêntico ao aplicado nas licenciaturas do ensino superior público e já praticado por várias universidades portuguesas. A alteração surge depois de críticas ao montante anteriormente cobrado pela instituição, que em alguns cursos ultrapassava mais do dobro do limite agora aplicado, levando a protestos estudantis e a uma intervenção política sobre o tema.</p>
<p>Segundo recorda o <a href="https://www.publico.pt/2026/05/20/sociedade/noticia/propina-mestrados-ensino-universidade-nova-lisboa-desce-697-euros-apos-intervencao-ministerio-2175277" target="_blank" rel="noopener">Público</a>, a polémica ganhou dimensão após o Bloco de Esquerda questionar o Ministério da Educação, Ciência e Inovação sobre as diferenças entre as propinas cobradas pela Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa (Nova FCT) e as praticadas noutras instituições públicas. Em causa estava, em particular, o mestrado em Ensino de Matemática no 3.º Ciclo do Ensino Básico e no Ensino Secundário, cuja propina para o ano letivo de 2025/26 tinha sido fixada em 1.500 euros.</p>
<p>Na pergunta dirigida ao ministério, o deputado do Bloco de Esquerda, Fabian Figueiredo, argumentava que os mestrados de habilitação profissional para a docência estão abrangidos pelo regime previsto no artigo 16.º, n.º 3, da Lei n.º 37/2003, que estabelece um limite máximo equivalente ao valor das propinas das licenciaturas no ensino superior público, atualmente fixado em 697 euros. O partido defendia que estes cursos constituem formação indispensável para o exercício da profissão docente nos ensinos básico e secundário, sendo essenciais para a profissionalização dos futuros professores.</p>
<p>O Bloco de Esquerda alertava ainda para o impacto financeiro da cobrança de propinas superiores ao teto legal, considerando que tal criava “uma barreira financeira” ao acesso à profissão docente, numa altura marcada pela escassez de professores em áreas como Matemática, Física, Química e Informática. Segundo o partido, o valor de 1.500 euros — que incluía também outras taxas — representava um acréscimo superior a 115% face ao limite legalmente previsto, colocando os estudantes da Nova FCT em desvantagem relativamente aos colegas da Universidade de Lisboa, Universidade do Porto ou Universidade de Aveiro, onde os mestrados em ensino já aplicavam a propina de 697 euros.</p>
<p>Na resposta enviada à Assembleia da República, o Ministério da Educação confirmou que a situação foi entretanto regularizada. A tutela esclareceu que “o caso em apreço foi identificado pela então Direção-Geral do Ensino Superior — atual Instituto para o Ensino Superior —, que contactou a instituição em causa, tendo acompanhado subsequentemente o processo de regularização”. O gabinete do ministro da Educação, Fernando Alexandre, acrescentou ainda que “a situação se encontra atualmente regularizada, sendo a propina aplicável a todos os mestrados em ensino no valor de 697 euros”. A alteração abrange também cursos da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova, incluindo mestrados ligados às áreas das línguas, História e Geografia.</p>
<p>Apesar da redução agora anunciada, a discussão política mantém-se em torno dos valores anteriormente pagos pelos estudantes. O Bloco de Esquerda sustenta que os alunos atualmente inscritos nestes mestrados, tanto no primeiro como no segundo ano, “suportaram propinas muito superiores ao limite legal” e, por isso, deverão ter direito à devolução dos montantes cobrados em excesso. Numa nova pergunta dirigida ao ministério, o partido exige que o Governo assegure essa restituição e fiscalize outras instituições de ensino superior que possam estar a aplicar propinas acima do permitido em cursos de formação de professores. O Público refere ainda que questionou a Universidade Nova de Lisboa sobre a possibilidade de pagamento de retroativos, mas a instituição não respondeu até ao momento.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_765179]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Irão diz ter feito história ao abater F-35 americano e ameaça EUA com “mais surpresas”</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 20 May 2026 11:07:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[EUA]]></category>
		<category><![CDATA[F-35]]></category>
		<category><![CDATA[Guerra no Médio Oriente]]></category>
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		<category><![CDATA[Irão]]></category>
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					<description><![CDATA[Reivindicação foi feita pelo ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araghchi, e citada pelo 'Le Monde', num momento de tensão persistente entre Teerão e Washington]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Irão garante ter abatido um caça F-35 dos Estados Unidos durante o recente conflito com Israel e os EUA, afirmando que se tornou o primeiro país a destruir um dos mais avançados aviões de combate americanos. A reivindicação foi feita pelo ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araghchi, e citada pelo &#8216;Le Monde&#8217;, num momento de tensão persistente entre Teerão e Washington.</p>
<p>Numa publicação na rede social &#8216;X&#8217;, Araghchi afirmou que o Congresso americano reconheceu, meses depois do início da guerra contra o Irão, a destruição de dezenas de aeronaves militares avaliadas em milhares de milhões de dólares. Segundo o chefe da diplomacia iraniana, as forças armadas iranianas foram as primeiras a conseguir abater um F-35, aparelho furtivo de quinta geração usado pelos Estados Unidos e por vários aliados.</p>
<blockquote class="twitter-tweet">
<p lang="en" dir="ltr">Months after initiation of war on Iran, US Congress acknowledges loss of dozens of aircraft worth billions.</p>
<p>Our powerful Armed Forces are confirmed as 1st to strike down a touted F-35.</p>
<p>With lessons learned and knowledge we gained, return to war will feature many more surprises.</p>
<p>&mdash; Seyed Abbas Araghchi (@araghchi) <a href="https://twitter.com/araghchi/status/2056843793458979009?ref_src=twsrc%5Etfw" target="_blank" rel="noopener">May 19, 2026</a></p></blockquote>
<p> <script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script></p>
<p>As declarações de Teerão surgem depois da divulgação de dados atribuídos a um relatório preparado para o Congresso americano, segundo os quais os EUA terão perdido, sofrido danos ou visto destruídas pelo menos 42 aeronaves durante 40 dias de conflito com o Irão. A estimativa inicial dos custos aponta para cerca de 2,6 mil milhões de dólares, aproximadamente 2,19 mil milhões de euros, embora responsáveis americanos admitam que o valor final possa ser superior.</p>
<p>A lista de perdas atribuída ao relatório inclui caças, aviões de vigilância, aviões de reabastecimento, helicópteros de resgate e drones. Entre os meios referidos estão quatro F-15E Strike Eagle, um F-35A Lightning II, um A-10 Thunderbolt II, sete KC-135 Stratotanker, um E-3 Sentry, dois MC-130J Commando II, um HH-60W Jolly Green II, 24 MQ-9 Reaper e um MQ-4C Triton. A informação sobre a extensão das perdas continua, porém, envolta em cautela, uma vez que responsáveis do Pentágono não confirmaram publicamente todos os números apresentados.</p>
<p>Araghchi usou esses dados para reforçar a mensagem política de Teerão. “Com as lições aprendidas e os conhecimentos adquiridos, o regresso à guerra trará muitas outras surpresas”, escreveu o ministro iraniano, deixando uma ameaça direta aos Estados Unidos caso o conflito volte a escalar.</p>
<p>Os EUA ainda não responderam publicamente às declarações mais recentes do chefe da diplomacia iraniana, segundo relatos internacionais. A ausência de confirmação americana é relevante, porque as alegações sobre a destruição de aeronaves avançadas, em particular de um F-35, têm forte valor militar e simbólico e podem ser usadas por Teerão como instrumento de propaganda interna e externa.</p>
<p>O eventual abate de um F-35 teria impacto particular pela reputação do caça furtivo, concebido para reduzir a deteção por radar e operar em ambientes de elevada ameaça. O Irão tem procurado apresentar o episódio como prova da vulnerabilidade dos sistemas militares americanos perante as suas capacidades de defesa aérea, mísseis e drones.</p>
<p>Ainda assim, a formulação da notícia exige prudência. Até ao momento, a informação disponível resulta sobretudo de declarações iranianas, de dados atribuídos a documentos e referências discutidas por responsáveis americanos, mas sem uma confirmação pública detalhada do Pentágono sobre todas as perdas e circunstâncias. A diferença entre aeronaves abatidas, danificadas ou perdidas em operações continua a ser central para avaliar a dimensão real do episódio.</p>
<p>A tensão entre Irão, Estados Unidos e Israel agravou-se nos últimos meses, com acusações sucessivas de ataques militares, retaliações e operações contra ativos regionais. Para Teerão, a narrativa das perdas americanas serve para mostrar capacidade de dissuasão. Para Washington, qualquer confirmação formal de perdas desta dimensão teria implicações militares, orçamentais e políticas.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_765178]]></sapo:autor>
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		<title>Katran X1.2: Tudo sobre o novo drone naval da Ucrânia que caça Shahed russos a 380 km/h</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 20 May 2026 11:00:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mundo]]></category>
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		<category><![CDATA[Especial Ucrânia]]></category>
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					<description><![CDATA[A Ucrânia apresentou uma nova plataforma naval não tripulada concebida para reforçar a defesa contra os drones russos Shahed, utilizados regularmente em ataques de longa distância contra cidades ucranianas. ]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Ucrânia apresentou uma nova plataforma naval não tripulada concebida para reforçar a defesa contra os drones russos Shahed, utilizados regularmente em ataques de longa distância contra cidades ucranianas. O sistema, denominado Katran X1.2, combina guerra naval e defesa aérea numa única embarcação autónoma, funcionando como uma base móvel de lançamento para dezenas de drones intercetores guiados por inteligência artificial.</p>
<p>Segundo informações divulgadas pelo portal Euromaidan Press, o novo drone marítimo foi testado pela Inteligência de Defesa da Ucrânia no rio Dnipro, numa demonstração realizada para a publicação alemã WELT. O projeto resulta de uma cooperação entre a empresa ucraniana MAC HUB e o ramo naval da “Legião do Mar Negro”, integrado na unidade de ação ativa FERRATA da Inteligência de Defesa ucraniana.</p>
<p>O Katran X1.2 é uma embarcação de superfície não tripulada com cerca de nove metros de comprimento, equipada com um motor de 350 cavalos de potência e autonomia declarada até 1.600 quilómetros. A plataforma foi concebida para desempenhar várias funções operacionais, incluindo missões kamikaze, transporte de drones aéreos e utilização de dois mísseis de curto alcance R-73.</p>
<p>Durante os testes realizados no rio Dnipro, a embarcação transportava 27 drones intercetores MAC Dead Fly, equipados com sistemas de inteligência artificial capazes de detetar alvos autonomamente. Estes aparelhos conseguem atingir velocidades até 380 quilómetros por hora, embora os engenheiros estejam a trabalhar para elevar esse valor para 450 km/h, a pedido das forças militares ucranianas.</p>
<p>A lógica operacional do sistema está diretamente relacionada com a estratégia utilizada pela Rússia nos ataques com drones Shahed. Segundo os dados divulgados, estes aparelhos utilizam frequentemente os rios ucranianos como corredores de baixa altitude para se aproximarem de Kiev e de outras cidades, dificultando a sua deteção e interceção pelos sistemas convencionais de defesa aérea. O Katran X1.2 surge precisamente como uma resposta móvel e flexível a esse tipo de ameaça.</p>
<p>O controlo do drone marítimo e dos respetivos intercetores é efetuado a partir de um posto de comando móvel em terra, através do sistema MAC Mission Control. Esta plataforma permite integrar várias unidades de combate numa única rede de coordenação em tempo real, facilitando a gestão simultânea dos drones marítimos e aéreos envolvidos nas operações.</p>
<p>A plataforma Katran já possui histórico operacional no conflito. Desenvolvida pela MAC HUB e operada pela “Legião do Mar Negro”, a embarcação foi anteriormente utilizada em operações contra plataformas russas de petróleo e gás no Mar Negro. De acordo com informações anteriormente divulgadas pela própria unidade, algumas missões terão alcançado distâncias próximas dos 3.000 quilómetros, apesar da autonomia oficialmente declarada ser de 1.600 quilómetros.</p>
<p>A apresentação do Katran X1.2 surge numa fase em que a Ucrânia continua a apostar fortemente em sistemas autónomos e inteligência artificial para compensar a superioridade numérica russa. O desenvolvimento deste tipo de plataformas integra-se numa campanha mais vasta de drones navais ucranianos, que, entre 2022 e 2024, contribuiu para destruir ou neutralizar parte significativa da frota russa no Mar Negro.</p>
<p>Além deste novo sistema marítimo, foi também recentemente revelada a evolução do avião ucraniano An-28, conhecido como “Shahed Hunter”, que passou a funcionar como plataforma aérea móvel de defesa anti-drone, equipada com drones intercetores P1-Sun. Segundo os dados divulgados, esta aeronave já terá abatido mais de 200 alvos durante o conflito.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_765170]]></sapo:autor>
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		<title>Dona da Peugeot, Fiat e Jeep aposta em elétricos chineses para reforçar oferta na Europa</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Automonitor]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 20 May 2026 10:51:37 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Operação surge menos de duas semanas depois de a Stellantis ter anunciado uma expansão da parceria com a também chinesa Leapmotor]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Stellantis, dona de marcas como Peugeot, Fiat, Jeep, Citroën e Opel, vai criar uma nova empresa conjunta com a chinesa Dongfeng para comercializar na Europa os veículos elétricos da Voyah, a marca premium do grupo asiático. O acordo, noticiado pelo &#8216;El Español&#8217;, prevê que a Stellantis controle 51% da nova sociedade e abre a porta à montagem destes modelos na fábrica de Rennes, em França.</p>
<p>A operação surge menos de duas semanas depois de a Stellantis ter anunciado uma expansão da parceria com a também chinesa Leapmotor, que deverá fabricar veículos elétricos nas unidades espanholas de Madrid e Saragoça. Agora, o grupo automóvel volta a reforçar a ligação à indústria chinesa, desta vez através do seu parceiro histórico Dongfeng, com quem mantém uma relação há 34 anos.</p>
<p>A nova joint venture ficará responsável pela venda e distribuição dos elétricos da Voyah através da rede de concessionários da Stellantis. Além da vertente comercial, a sociedade deverá desenvolver atividades conjuntas nas áreas de compras e engenharia, tirando partido do ecossistema chinês de veículos elétricos da Dongfeng.</p>
<p>Um dos pontos mais sensíveis do acordo está na possibilidade de produção europeia. A Stellantis admite a “produção potencial” dos modelos da Voyah na fábrica de Rennes, atualmente abaixo da sua capacidade. A unidade francesa, inaugurada nos anos 1960, tem cerca de 1.300 trabalhadores e produz hoje apenas o Citroën C5 Aircross, dispondo de margem para fabricar mais 40 mil veículos sem necessidade de grandes investimentos, segundo dados citados pela Efe.</p>
<p>A escolha de Rennes permitiria também responder às novas exigências associadas ao ‘Made in Europe’, num momento em que os construtores chineses procuram formas de produzir dentro do continente para reduzir riscos comerciais e aproximar-se dos consumidores europeus. O Voyah Free já é comercializado em Espanha, sinal de que a marca premium da Dongfeng já começou a ganhar presença no mercado europeu.</p>
<p>“Com este novo capítulo da nossa colaboração, oferecemos aos nossos clientes uma oferta ainda maior, produtos competitivos e preços atrativos, combinando o melhor da presença mundial da Stellantis com o acesso da Dongfeng ao ecossistema avançado dos veículos elétricos na China”, afirmou Antonio Filosa, CEO da Stellantis.</p>
<p>Do lado chinês, o presidente da Dongfeng, Qing Yang, defendeu que o acordo está alinhado com as estratégias nacionais chinesas de abertura económica, promoção de trocas comerciais equilibradas e apoio ao investimento estrangeiro na China.</p>
<p>Segundo o &#8216;El Español&#8217;, esta nova aliança surge depois de a Stellantis ter apresentado uma reativação da cooperação com a Dongfeng. Essa parceria prevê que, a partir de 2027, a Stellantis fabrique na unidade da DPCA em Wuhan, na China, dois modelos Peugeot para o mercado chinês e para exportação, além de dois veículos todo-o-terreno da Jeep.</p>
<p>A ofensiva mostra como a Stellantis está a tentar equilibrar dois movimentos: usar a escala e a tecnologia elétrica chinesa para reforçar a oferta na Europa e, ao mesmo tempo, proteger a produção industrial no continente. Para a Dongfeng, a parceria representa uma entrada mais estruturada no mercado europeu através da rede, da experiência comercial e da capacidade industrial de um dos maiores grupos automóveis do mundo.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_765169]]></sapo:autor>
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		<title>Elon Musk mais perto de fazer história: SpaceX escolhe Goldman Sachs para liderar IPO recorde</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 20 May 2026 10:45:16 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Banco americano terá assegurado a posição principal na operação, conhecida no setor como 'lead left']]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A SpaceX escolheu o Goldman Sachs para liderar a sua aguardada entrada em bolsa, num sinal de que os preparativos para a estreia da empresa de Elon Musk nos mercados públicos poderão estar a acelerar, avança a &#8216;Euronews&#8217;, citando informação inicialmente noticiada pela &#8216;CNBC&#8217;.</p>
<p>O banco americano terá assegurado a posição principal na operação, conhecida no setor como &#8216;lead left&#8217;, ou seja, o banco que surge em primeiro lugar nos documentos oficiais da transação e que assume a coordenação central da oferta, o contacto com investidores e o apoio à definição do preço final das ações.</p>
<p>Além do Goldman Sachs, a operação deverá contar com Morgan Stanley, Bank of America, Citigroup e JPMorgan Chase. Nem a SpaceX nem o Goldman Sachs confirmaram publicamente a informação, e continuam por esclarecer detalhes essenciais, como o calendário definitivo, o tamanho da oferta e a avaliação final da empresa.</p>
<p>Ainda assim, a expectativa é que a entrada em bolsa possa acontecer este ano e avaliar a SpaceX em 1,25 biliões de dólares, cerca de 1,05 biliões de euros, ou até acima desse valor. A concretizar-se, a operação poderá tornar-se a maior oferta pública inicial de sempre e colocar a empresa aeroespacial e tecnológica entre as dez companhias cotadas mais valiosas do mundo, acima da Tesla, outra das empresas de Elon Musk.</p>
<p>A estreia em bolsa também poderá ter impacto direto na fortuna de Musk, abrindo caminho para que se torne o primeiro bilionário em dólares da história, caso a valorização da SpaceX se confirme nos termos atualmente discutidos.</p>
<p>Uma das particularidades da operação poderá estar na participação dos pequenos investidores. A empresa estará a estudar a possibilidade de reservar até 30% das ações da oferta para investidores de retalho, uma estrutura pouco habitual numa entrada em bolsa desta dimensão e que permitiria alargar o acesso à operação para além dos grandes fundos institucionais.</p>
<p>A avaliação da SpaceX tem sido impulsionada sobretudo pela Starlink, a unidade de internet por satélite, que tem um modelo de receitas recorrentes e uma base global de subscritores em expansão. A &#8216;Euronews&#8217; refere ainda que a empresa adquiriu em fevereiro a xAI, outra companhia de Elon Musk, numa transação realizada em ações que avaliou a SpaceX em 1 bilião de dólares, cerca de 842 mil milhões de euros, e a xAI em 250 mil milhões de dólares, cerca de 210 mil milhões de euros.</p>
<p>Essa integração reforçou a exposição da futura cotada à inteligência artificial e ajudou a criar uma entidade avaliada em 1,25 biliões de dólares, cerca de 1,05 biliões de euros, no mercado privado.</p>
<p>Uma entrada em bolsa bem-sucedida da SpaceX seria também um momento relevante para os mercados acionistas globais, depois de vários anos de menor dinamismo nas ofertas públicas iniciais, num contexto marcado por juros elevados e avaliações voláteis no setor tecnológico.</p>
<p>Para o Goldman Sachs, liderar uma operação desta dimensão seria uma vitória importante no competitivo mercado das grandes entradas em bolsa tecnológicas, numa altura em que os principais bancos de investimento procuram ganhar espaço nas próximas vagas de IPO ligadas à inteligência artificial, ao espaço e às novas infraestruturas digitais.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_765161]]></sapo:autor>
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		<title>Nova SBE acolhe summit internacional sobre o novo ecossistema da economia espacial</title>
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		<dc:creator><![CDATA[André Manuel Mendes]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 20 May 2026 10:38:57 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Economia]]></category>
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		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nova SBE]]></category>
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					<description><![CDATA[A Nova SBE vai acolher a segunda edição do Space Education Summit, um encontro internacional que junta investigadores, representantes da indústria e especialistas em educação para debater o papel crescente do espaço na inovação, na formação de talento e na economia.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Nova SBE vai acolher a segunda edição do Space Education Summit, um encontro internacional que junta investigadores, representantes da indústria e especialistas em educação para debater o papel crescente do espaço na inovação, na formação de talento e na economia.</p>
<p>O evento, que terá lugar nos dias 22 e 23 de maio, em Carcavelos, pretende reforçar a discussão sobre a economia espacial enquanto motor estratégico de competitividade, num momento em que a articulação entre conhecimento científico, desenvolvimento tecnológico e políticas públicas ganha maior relevância.</p>
<p>A iniciativa da Nova SBE procura posicionar a escola como um agente catalisador no ecossistema da economia espacial, promovendo a reflexão sobre a transição tecnológica e o desenvolvimento de novas competências num setor em rápida expansão.</p>
<p>Entre os oradores já confirmados destaca-se o astronauta suíço Claude Nicollier, o primeiro cidadão suíço no espaço e veterano de quatro missões do Space Shuttle, que irá partilhar a sua visão sobre a evolução da economia espacial e o seu impacto na sociedade.</p>
<p>O programa contará ainda com a intervenção de Dominique Foray, professor no Collège du Management de la Technologie da École Polytechnique Fédérale de Lausanne, reconhecido internacionalmente pelo seu trabalho na área da economia da inovação, que apresentará uma keynote dedicada às oportunidades emergentes na economia espacial, com especial enfoque no contexto europeu.</p>
<p>“O espaço já não é apenas uma fronteira científica: é o próximo grande ecossistema económico. Queremos que os líderes que formamos na Nova SBE estejam preparados para pensar, investir e decidir neste novo contexto”, afirma Pedro Oliveira, Dean da Nova SBE, sublinhando que o encontro pretende “reunir quem explora o espaço com quem constrói a economia do futuro”.</p>
<p>O Space Education Summit integra-se na agenda do programa New Space Portugal, financiado pelo PRR e que reúne 41 entidades, promovendo a transição tecnológica e o desenvolvimento da economia espacial em Portugal, com foco na criação de talento, na valorização da investigação e desenvolvimento e na atração de investimento.</p>
<p>A participação no evento é gratuita, mas sujeita a inscrição prévia.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_765162]]></sapo:autor>
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		<title>Poderá o momento atual do Bitcoin moldar o mercado em 2026?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 20 May 2026 10:36:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Branded Content]]></category>
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					<description><![CDATA[O Bitcoin continua a chamar a atenção de investidores em todo o mundo, mesmo depois de anos de fortes subidas e quedas. Em 2026, o momento atual da criptomoeda poderá influenciar não apenas o mercado cripto, mas também a forma como muitas pessoas olham para dinheiro, investimento e tecnologia.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Bitcoin continua a chamar a atenção de investidores em todo o mundo, mesmo depois de anos de fortes subidas e quedas. Em 2026, o momento atual da criptomoeda poderá influenciar não apenas o mercado cripto, mas também a forma como muitas pessoas olham para dinheiro, investimento e tecnologia.</p>
<p><strong>O interesse pelo Bitcoin continua forte</strong></p>
<p>Há alguns anos, muitas pessoas viam o Bitcoin apenas como algo ligado à tecnologia ou a investidores dispostos a correr grandes riscos. Hoje, a situação é diferente. O Bitcoin passou a fazer parte das conversas sobre investimento, inflação e diversificação financeira.</p>
<p>Muitos investidores acompanham diariamente o <a href="https://www.plus500.com/pt/instruments/btcusd" target="_blank" rel="noopener">preço do Bitcoin CFD</a> para tentar perceber onde o mercado poderá ir a seguir. Alguns procuram oportunidades de curto prazo, enquanto outros acreditam que o Bitcoin poderá ganhar ainda mais importância no futuro.</p>
<p>O mais curioso é que o Bitcoin já não vive isolado do resto da economia. Notícias sobre inflação, juros ou decisões dos bancos centrais conseguem mexer diretamente com o mercado cripto. Quando existe mais confiança na economia, o Bitcoin costuma ganhar força. Quando cresce o medo nos mercados, muitas vezes acontece o contrário.</p>
<p><strong>O mercado está mais maduro do que antes</strong></p>
<p>Uma das maiores diferenças em comparação com os primeiros anos do Bitcoin é que hoje existem mais investidores institucionais no mercado. Bancos, fundos e grandes empresas passaram a olhar para o setor de forma mais séria.</p>
<p>Isso ajudou a trazer mais atenção e credibilidade para o Bitcoin. Ao mesmo tempo, também mudou a forma como o mercado reage aos acontecimentos globais.</p>
<p>No passado, os movimentos do Bitcoin pareciam quase impossíveis de prever. Atualmente, ainda existe muita volatilidade, mas o mercado tornou-se um pouco mais maduro. Existem mais plataformas, mais informação e mais investidores profissionais a acompanhar tudo de perto.</p>
<p>Em 2026, esta tendência poderá continuar. Se mais empresas decidirem investir ou aceitar pagamentos em Bitcoin, a criptomoeda poderá ganhar ainda mais espaço no sistema financeiro global.</p>
<p><strong>As decisões dos bancos centrais continuam importantes</strong></p>
<p>As taxas de juro continuam a ter grande impacto sobre o Bitcoin. Nos últimos anos, ficou claro que quando os juros sobem muito, os investidores tendem a evitar ativos considerados mais arriscados.</p>
<p>Foi exatamente isso que aconteceu em vários momentos recentes. Muitos investidores preferiram transferir o seu dinheiro para ativos mais seguros, reduzindo a procura por criptomoedas.</p>
<p>Por outro lado, se os bancos centrais começarem a cortar juros em 2026, ativos tecnológicos e especulativos podem voltar a ganhar força. O Bitcoin normalmente beneficia quando existe maior apetite pelo risco.</p>
<p>Além disso, existe uma geração mais jovem que já cresceu habituada às criptomoedas. Para muitos desses investidores, comprar Bitcoin parece algo natural, quase como investir em ações ou ETFs.</p>
<p><strong>A regulamentação poderá mudar muita coisa</strong></p>
<p>Outro tema importante para 2026 será a regulamentação. Muitos governos continuam a tentar perceber como lidar com o crescimento das criptomoedas.</p>
<p>Alguns países estão a criar regras mais claras para o setor, enquanto outros ainda mostram preocupação com riscos ligados a fraude, lavagem de dinheiro ou proteção dos investidores.</p>
<p>A verdade é que regras claras podem ajudar o mercado. Muitos investidores institucionais sentem-se mais confortáveis quando existe maior segurança jurídica.</p>
<p>Ao mesmo tempo, regulamentações demasiado apertadas podem criar medo e pressão negativa a curto prazo. O mercado cripto continua muito sensível a notícias políticas e económicas.</p>
<p><strong>O Bitcoin continua diferente das outras criptomoedas</strong></p>
<p>Apesar do crescimento de milhares de projetos cripto, o Bitcoin continua a ser a moeda digital mais conhecida do mundo.</p>
<p>Existem blockchains mais rápidas e projetos com tecnologias mais modernas, mas o Bitcoin mantém uma vantagem importante: confiança e reconhecimento global.</p>
<p>Muitos investidores continuam a olhar para o Bitcoin como a principal referência do mercado cripto. Quando o Bitcoin sobe, normalmente o resto do mercado acompanha. Quando cai, grande parte das outras criptomoedas também sofre pressão.</p>
<p>Isso mostra como o Bitcoin ainda tem um papel central dentro do setor.</p>
<p><strong>Poderá 2026 marcar uma nova fase?</strong></p>
<p>É difícil prever exatamente o que vai acontecer ao mercado cripto em 2026. O Bitcoin continua a ser um ativo volátil e sujeito a movimentos rápidos.</p>
<p>Mesmo assim, o mercado parece muito diferente daquele de há alguns anos. Existe mais interesse institucional, maior atenção mediática e uma presença crescente das criptomoedas no sistema financeiro.</p>
<p>Se o ambiente económico ajudar, e se a regulamentação evoluir de forma equilibrada, o Bitcoin poderá continuar a crescer em influência durante os próximos anos.</p>
<p>Talvez o mais importante seja perceber que o Bitcoin já deixou de ser apenas um tema de nicho. Hoje, faz parte das conversas económicas globais e poderá continuar a moldar o mercado financeiro em 2026 e além disso.</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_765159]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Céu laranja e ar irrespirável: poeiras do Saara atingem todo o país já a partir de amanhã</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 20 May 2026 10:35:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[Uma vasta intrusão de poeiras do Saara vai atingir Portugal continental a partir das últimas horas de hoje prolongando-se pelo menos até à tarde de sábado. ]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Uma vasta intrusão de poeiras do Saara vai atingir Portugal continental a partir das últimas horas de hoje prolongando-se pelo menos até à tarde de sábado. O fenómeno deverá provocar uma deterioração significativa da qualidade do ar, alterar a cor do céu e reduzir a visibilidade em várias regiões do país, sobretudo no litoral. A massa de ar quente e seca proveniente do Norte de África será transportada por um fluxo de sul e sudeste, empurrando consigo enormes quantidades de partículas em suspensão oriundas do deserto do Saara.</p>
<p>Segundo as previsões do portal especializado <a href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/extensa-lingua-de-poeiras-do-saara-invade-portugal-a-partir-de-quinta-21-de-maio-eis-ate-quando-e-zonas-mais-afetadas.html" target="_blank" rel="noopener">Tempo.pt</a>, o pico da concentração destas poeiras deverá ocorrer entre quinta-feira, 21 de maio, e sexta-feira, 22 de maio. Os mapas meteorológicos da Meteored, baseados no sistema CAMS (Copernicus Atmosphere Monitoring Service), indicam que a intrusão começará pelo Algarve e avançará gradualmente de sul para norte, abrangendo todo o território continental ao longo de quinta-feira.</p>
<p>O fenómeno será impulsionado por uma configuração atmosférica que favorecerá a deslocação de uma massa de ar tropical continental desde o Norte de África até à Península Ibérica. Essa circulação permitirá não apenas o transporte de ar muito quente e seco, mas também o levantamento e dispersão de grandes quantidades de poeiras saarianas. O resultado será uma extensa “língua” de partículas em suspensão, capaz de transformar o aspeto do céu, que poderá apresentar tonalidades esbranquiçadas, amareladas, acastanhadas ou mesmo alaranjadas, dependendo da concentração registada em cada região.</p>
<p>As previsões apontam para uma maior exposição das regiões do litoral português. Durante a segunda metade de quinta-feira, a área entre Lisboa e o Barlavento Algarvio deverá concentrar níveis particularmente elevados de poeiras. Já entre a madrugada e o final da manhã de sexta-feira, o fenómeno deverá intensificar-se no litoral entre a Marinha Grande e Viana do Castelo. Os modelos meteorológicos sugerem ainda a formação de um corredor contínuo de transporte atmosférico entre o deserto africano e a Península Ibérica durante cerca de três dias consecutivos.</p>
<p>Além do impacto visual, as poeiras saarianas representam riscos para a saúde pública, sobretudo para pessoas com doenças respiratórias e cardiovasculares. Estas partículas podem agravar sintomas de asma, desencadear reações alérgicas e dificultar a respiração. Apesar de terem origem mineral, podem transportar bactérias, vírus, fungos, pólens, ferro, mercúrio e resíduos de pesticidas recolhidos ao longo do percurso atmosférico. A previsão aponta também para uma redução da visibilidade e para a acumulação de poeiras em veículos, edifícios e outras superfícies expostas no exterior.</p>
<p>De acordo com os dados divulgados, a concentração de poeiras começará a diminuir gradualmente a partir da segunda metade de sexta-feira, embora o fenómeno deva persistir até sábado, sobretudo nas regiões situadas a sul do sistema montanhoso Montejunto-Estrela. Os modelos meteorológicos mostram ainda que esta massa de poeiras poderá atingir vários países do Norte da Europa, incluindo zonas tão distantes como a Noruega, evidenciando a dimensão da intrusão africana prevista para os próximos dias.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_765144]]></sapo:autor>
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		<title>AION UT chega a Portugal: o elétrico urbano chinês com 622 km de autonomia e preço abaixo dos 27 mil euros</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Automonitor]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 20 May 2026 10:26:50 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
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					<description><![CDATA[Apresentação decorreu no rooftop do IDB Lisbon, sob o conceito “Mais do que imaginas”, e marcou mais um passo na ofensiva da GAC Motor em Portugal, depois da chegada do SUV AION V]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A GAC apresentou oficialmente em Portugal o novo AION UT, o segundo modelo 100% elétrico da marca no mercado nacional e a proposta com que o fabricante chinês quer reforçar a sua presença no mercado europeu. Com preço de campanha a partir de 26.560 euros, autonomia urbana de 622 quilómetros WLTP e produção europeia, o compacto elétrico posiciona-se como uma alternativa direta aos principais modelos urbanos de emissões zero.</p>
<p>A apresentação decorreu no rooftop do IDB Lisbon, sob o conceito “Mais do que imaginas”, e marcou mais um passo na ofensiva da GAC Motor em Portugal, depois da chegada do SUV AION V, lançado em setembro de 2025. A marca é representada no mercado nacional pelo Grupo JAP.</p>
<p>Desenvolvido para responder às exigências da mobilidade urbana e interurbana, o AION UT combina design concebido em Itália, produção na Europa e tecnologia elétrica de última geração. O modelo foi desenhado no GAC Advanced Design Center, em Milão, e é produzido na fábrica da Magna, na Áustria, dois elementos que a marca destaca como parte da sua estratégia de aproximação ao consumidor europeu.</p>
<p>“A Europa é o foco na estratégia de crescimento da GAC. O AION UT foi pensado desde o primeiro momento para responder às expectativas do consumidor europeu em termos de design, espaço, autonomia e qualidade de construção”, afirma Rita Fernandez, Marketing Manager da GAC Portugal.</p>
<p>Disponível em três versões — Premium Green, Premium e Luxury —, o novo AION UT integra uma bateria de 60 kWh e anuncia uma autonomia urbana de 622 quilómetros WLTP. O consumo combinado é de 16,4 kWh/100 km, enquanto o carregamento rápido permite passar dos 30% aos 80% em 24 minutos em corrente contínua.</p>
<p>No interior, o compacto elétrico aposta numa configuração tecnológica assente em dois ecrãs: um ecrã tátil central de 14,6 polegadas e um painel de instrumentos digital de 8,88 polegadas. A conectividade inclui ainda controlo por voz online.</p>
<p>O espaço interior é outro dos argumentos usados pela marca. Com uma distância entre eixos de 2.750 mm, o AION UT promete uma habitabilidade acima da média do segmento. A bagageira oferece até 440 litros de capacidade, valor que pode chegar aos 1.600 litros com os bancos traseiros rebatidos.</p>
<p>A segurança surge também como um dos pontos centrais da proposta. O modelo integra uma estrutura de dupla argola nas portas, airbags laterais de cortina em forma de V e sistemas avançados de assistência à condução de Nível 2. Entre os equipamentos disponíveis estão Travagem Autónoma de Emergência, Cruise Control Adaptativo, Assistência à Manutenção na Faixa e Deteção de Ângulo Morto.</p>
<p>Fundado em 1997, o GAC Group é atualmente um dos cinco maiores fabricantes de automóveis da China. A empresa sublinha o investimento superior a 6,5 mil milhões de euros em investigação e desenvolvimento, bem como a fiabilidade das suas baterias, como argumentos para acelerar a expansão internacional.</p>
<p>O novo AION UT estará disponível para test-drives na rede oficial da marca em Portugal a partir deste mês.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_765147]]></sapo:autor>
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		<title>“Procure abrigo sem demora”: Lituânia e Letónia em alerta por ameaça aérea</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 20 May 2026 10:15:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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		<category><![CDATA[Rússia]]></category>
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					<description><![CDATA[Na Lituânia, as autoridades chegaram a emitir um alerta vermelho, aconselhando os habitantes da capital, Vilnius, a procurar abrigo]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Um alerta de ameaça aérea emitido esta quarta-feira na Lituânia e na Letónia levou residentes das zonas afetadas a procurar abrigo, enquanto caças da NATO foram mobilizados para investigar objetos voadores detetados por radar. O aviso, noticiado pelo &#8217;20 Minutos&#8217;, foi acionado depois de as autoridades lituanas terem identificado a aproximação de um &#8220;drone suspeito&#8221; vindo da Bielorrússia.</p>
<p>Na Lituânia, as autoridades chegaram a emitir um alerta vermelho, aconselhando os habitantes da capital, Vilnius, a procurar abrigo. A medida acabou por ser levantada mais tarde, mas, durante o período de alerta, o presidente lituano, Gitanas Nauseda, e a primeira-ministra, Inga Ruginiene, terão sido encaminhados para abrigos, de acordo com o site &#8217;15min.lit&#8217;.</p>
<p>Os telemóveis na Lituânia receberam uma mensagem das autoridades militares com a indicação de &#8220;perigo aéreo&#8221; e a recomendação para que a população procurasse &#8220;abrigo ou um local seguro sem demora&#8221;, cuidasse dos familiares e aguardasse novas instruções. O fim do perigo seria comunicado numa mensagem separada.</p>
<p>Na Letónia, o alerta também foi suspenso cerca de uma hora depois de ter sido anunciado, pouco depois das 9 horas, mas chegou a ter impacto direto no funcionamento das escolas. As aulas foram interrompidas em vários distritos orientais e uma prova centralizada de física para alunos do nono ano foi cancelada.</p>
<p>Segundo a televisão letã, até 260 mil residentes foram abrangidos pelos avisos de ameaça aérea, que se estenderam para além das regiões orientais próximas das fronteiras com a Rússia e a Bielorrússia. Estudantes de uma cidade do leste da Letónia relataram que se refugiaram, assustados, numa cave, depois de o alerta ter interrompido uma prova centralizada de língua letã.</p>
<p>O episódio ocorre num contexto de tensão crescente na região báltica, depois de, na terça-feira, as forças armadas letãs terem orientado caças F-16 romenos, integrados numa missão de vigilância aérea no Mar Báltico e estacionados na Lituânia, para abater um drone perdido sobre a Estónia.</p>
<p>Na Letónia, os alertas surgem ainda num momento de instabilidade política interna, com um governo interino em funções após a demissão da primeira-ministra Evika Siliņa. A crise política agravou-se depois do colapso da coligação de três partidos e da demissão do ministro da Defesa, Andris Sprūds, na sequência do impacto de drones perdidos num depósito de petróleo vazio em Rēzekne, no leste do país, a 7 de maio.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_765132]]></sapo:autor>
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		<title>Duas crianças francesas encontradas abandonadas em estrada entre Alcácer do Sal e Comporta</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Revista de Imprensa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 20 May 2026 10:12:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Duas crianças de nacionalidade francesa, com apenas três e cinco anos de idade, foram encontradas sozinhas ao final da tarde desta terça-feira numa zona isolada da estrada que liga Alcácer do Sal à Comporta.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Duas crianças de nacionalidade francesa, com apenas três e cinco anos de idade, foram encontradas sozinhas ao final da tarde desta terça-feira numa zona isolada da estrada que liga Alcácer do Sal à Comporta. Os menores estavam sem qualquer identificação e o caso está agora a ser investigado pelas autoridades, que admitem a possibilidade de abandono.</p>
<p>Segundo o <a href="https://www.cmjornal.pt/portugal/detalhe/duas-criancas-francesas-encontradas-sozinhas-em-estrada-que-liga-alcacer-do-sal-a-comporta" target="_blank" rel="noopener">Correio da Manhã</a>, as crianças foram encontradas por um popular cerca das 19h30, num local ermo daquela via do litoral alentejano. O homem alertou imediatamente a GNR, que se deslocou ao local para prestar auxílio aos menores e assegurar a sua proteção.</p>
<p>As duas crianças foram posteriormente encaminhadas para o posto da GNR de Alcácer do Sal, tendo sido também contactada a Comissão de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ). Até ao momento, as autoridades continuam a tentar identificar os menores e perceber em que circunstâncias foram deixados naquela zona.</p>
<p>Ao que tudo indica, os dois meninos poderão ter sido abandonados, embora as autoridades estejam ainda a apurar todos os contornos do caso. A investigação prossegue no sentido de localizar familiares ou responsáveis legais pelas crianças e esclarecer o que aconteceu antes de serem encontradas sozinhas na estrada entre Alcácer do Sal e a Comporta.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_765130]]></sapo:autor>
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		<title>KPMG lança ofensiva para “industrializar” a Inteligência Artificial nas empresas em Portugal</title>
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		<dc:creator><![CDATA[André Manuel Mendes]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 20 May 2026 10:09:20 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Economia]]></category>
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					<description><![CDATA[A KPMG acaba de lançar em Portugal uma nova área de Managed Services (MS), com o objetivo de ajudar as empresas a escalar a adoção de Inteligência Artificial (IA), passando de projetos-piloto dispersos para operações estruturadas, governadas e com impacto mensurável.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A KPMG acaba de lançar em Portugal uma nova área de Managed Services (MS), com o objetivo de ajudar as empresas a escalar a adoção de Inteligência Artificial (IA), passando de projetos-piloto dispersos para operações estruturadas, governadas e com impacto mensurável.</p>
<p>A iniciativa surge num momento em que a pressão para industrializar a IA nas organizações se intensifica, acompanhada por maiores exigências de controlo, segurança e criação de valor.</p>
<p>Segundo o estudo global “Accelerating AI with Managed Services”, da KPMG, desenvolvido com contributos da IDC, 98% dos líderes empresariais consideram a implementação de IA uma capacidade crítica. Além disso, 91% reconhecem a relevância dos Managed Services para a entrega de IA agêntica e 87% afirmam já integrar estes modelos nas suas estratégias de transformação digital.</p>
<p>“A próxima fase da IA será ganha pelas organizações que sejam capazes de industrializar a tecnologia em processos críticos, com governance, com controlo e com resultados mensuráveis. Os MS permitem precisamente isso: combinar tecnologia, automação e conhecimento especializado para reduzir complexidade, acelerar a geração de valor e tornar a transformação operacionalmente sustentável”, afirma Pedro Penedo, Partner e Managed Services Lead da KPMG Portugal.</p>
<p>Mais do que uma evolução do outsourcing tradicional, os Managed Services posicionam-se agora como um modelo de operação orientado a resultados, que combina tecnologia, dados, automação, conhecimento setorial e equipas especializadas. Num contexto em que a confiança é cada vez mais determinante para escalar a IA, estes modelos são vistos como fundamentais para a criação de estruturas de governance, controlos robustos, regras claras de utilização de dados e mecanismos de monitorização contínua.</p>
<p>Em Portugal, a nova área de MS da KPMG nasce alinhada com a estratégia global da consultora e com a ambição de transformar processos críticos das empresas em operações mais eficientes, resilientes e orientadas a resultados. A oferta vai além do outsourcing tradicional, recorrendo a modelos “as-a-service” que combinam tecnologia avançada, automação e equipas especializadas para apoiar a operação contínua e a transformação das funções de negócio.</p>
<p>De acordo com o estudo, os Managed Services estão também a ganhar um papel crescente na criação de valor estratégico, deixando de estar centrados apenas na eficiência e redução de custos. Ainda assim, continuam a permitir poupanças relevantes, que podem variar entre 15% e 45%.</p>
<p>O relatório identifica, no entanto, desafios persistentes na adoção de IA em escala, como a complexidade da integração tecnológica, a governance de dados e a escassez de talento especializado. Estes fatores explicam a crescente procura por modelos estruturados como os Managed Services, vistos como essenciais para ultrapassar barreiras de implementação.</p>
<p>Atualmente, cerca de 44,5% das organizações já consideram estes serviços de elevada ou extrema importância para a criação de valor, percentagem que poderá subir para 71% nos próximos dois anos. As principais áreas de aplicação incluem gestão de infraestruturas de IT (40%), gestão de IA (36%) e cibersegurança (34%).</p>
<p>A médio prazo, o estudo aponta uma mudança clara nas prioridades, com a gestão de IA a assumir a liderança (56%), seguida da cibersegurança (33%) e da auditoria (28%), evidenciando uma transição para funções cada vez mais estratégicas e orientadas ao risco e à inteligência operacional.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_765138]]></sapo:autor>
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		<title>&#8220;Pânico total&#8221; na AIMA após avalanche de 12 mil despachos e 7 mil sentenças dos tribunais administrativos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 20 May 2026 09:59:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A pressão sobre a Agência para a Integração, Migrações e Asilo (AIMA) está a atingir níveis considerados “avassaladores” pelo presidente do Supremo Tribunal Administrativo (STA), Jorge Aragão Seia, que descreve um cenário de “desorganização e falta de meios” perante a avalanche de ações judiciais apresentadas por imigrantes.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A pressão sobre a Agência para a Integração, Migrações e Asilo (AIMA) está a atingir níveis considerados “avassaladores” pelo presidente do Supremo Tribunal Administrativo (STA), Jorge Aragão Seia, que descreve um cenário de “desorganização e falta de meios” perante a avalanche de ações judiciais apresentadas por imigrantes. Só numa fase inicial da operação criada para responder ao aumento dos processos, os tribunais administrativos emitiram mais de 12 mil despachos e cerca de sete mil sentenças, numa realidade que o magistrado admite estar a provocar “pânico total” dentro da estrutura da AIMA.</p>
<p>Segundo a <a href="https://rr.pt/especial/direito-a-justica/2026/05/20/mais-de-12-mil-despachos-da-justica-administrativa-lancam-panico-total-na-aima/471478/" target="_blank" rel="noopener">Rádio Renascença</a>, o presidente do STA revelou, no podcast “Direito à Justiça”, que a justiça administrativa portuguesa não estava preparada para enfrentar um volume desta dimensão. Desde o verão de 2024 que chegam diariamente aos tribunais administrativos centenas ou mesmo milhares de novos processos relacionados com imigração, num universo que já ronda os 133 mil casos. Para responder à situação, foi criada uma “task force” composta por 28 juízes, encarregados de despachar estes processos para além do trabalho habitual.</p>
<p>Jorge Aragão Seia explica que o impacto das decisões judiciais está a criar enormes dificuldades operacionais na AIMA. “No espaço de um mês e meio já foram feitas sete mil e tal sentenças e 12 mil e tal despachos. Isto causa uma certa perturbação na AIMA, porque receber de repente estas decisões paralisa os serviços”, afirmou. O magistrado acrescenta que os tribunais vão continuar a decidir processos e admite que a única informação que recebeu da agência foi a de existir “pânico total” perante a dimensão do problema. Ainda assim, recusa travar o andamento dos casos judiciais, insistindo que não pode deixar os processos acumularem-se sem resposta.</p>
<p>O presidente do STA considera que a única solução possível passa pelo reforço massivo de meios humanos e técnicos, quer nos tribunais quer na própria AIMA. Defende a criação de uma força extraordinária de funcionários para responder às notificações judiciais e atender os imigrantes, além de alterações legislativas que permitam acomodar indeferimentos administrativos sem obrigar imediatamente ao afastamento dos cidadãos estrangeiros. Entre as hipóteses levantadas está a possibilidade de flexibilizar situações em que faltem documentos nos processos, permitindo aos imigrantes manterem-se legalmente em Portugal enquanto regularizam a situação.</p>
<p>A pressão sobre os tribunais poderá agravar-se com as futuras medidas de afastamento coercivo de imigrantes defendidas pelo Governo. Jorge Aragão Seia alerta que, sem alterações compatíveis com as diretivas europeias, muitas expulsões poderão acabar travadas nos tribunais administrativos. O juiz conselheiro avisa mesmo que Portugal arrisca condenações e indemnizações caso sejam aplicadas regras consideradas ilegais face ao direito europeu. “Está a ir-se em confronto direto com os regulamentos da União e com as diretivas da União”, afirmou, defendendo uma adaptação da legislação nacional às orientações comunitárias.</p>
<p>Além da crise migratória, o responsável máximo da jurisdição administrativa e fiscal chama a atenção para a escassez de magistrados e para o elevado número de processos antigos ainda pendentes. Quando tomou posse, em outubro de 2024, existiam cerca de 2.800 processos com mais de dez anos. Atualmente, esse número terá baixado para 555. Ainda assim, Jorge Aragão Seia sustenta que são necessários pelo menos 60 juízes adicionais, sobretudo para o Tribunal Central Administrativo Sul, para eliminar atrasos históricos e garantir decisões em tempo útil. O objetivo definido é chegar a 2029 sem processos anteriores a 2024 ou 2025.</p>
<p>O magistrado admite também preocupação com o aumento de expedientes dilatórios nos tribunais, incluindo sucessivos recursos e incidentes processuais considerados infundados. Segundo refere, o Supremo já começou a condenar litigantes por má-fé em situações manifestamente abusivas. Critica ainda o tom agressivo usado em alguns articulados apresentados em tribunal, considerando que essa linguagem apenas gera animosidade sem qualquer utilidade prática. Paralelamente, destaca o peso crescente da justiça tributária, onde estão em causa cerca de 19 mil milhões de euros em processos, muitos relacionados com avaliações de grandes projetos como parques eólicos e fotovoltaicos.</p>
<p>Perante este cenário, Jorge Aragão Seia insiste que a reforma da justiça administrativa exige investimento estrutural e uma mudança na formação dos magistrados. Embora reconheça o esforço do atual Governo ao abrir 48 vagas para esta jurisdição, alerta que os novos juízes só estarão aptos dentro de três anos. Por isso, defende uma formação mais curta e mais prática no Centro de Estudos Judiciários, centrada na tramitação processual. “Se pudessem ser formados em dois anos para mim era o ideal”, concluiu, garantindo que fará “o possível e impossível” para melhorar a resposta dos tribunais administrativos aos cidadãos.</p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_765122]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Sem antecedência: Empresas podem impor horas extra imediatas no novo banco de horas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Revista de Imprensa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 20 May 2026 09:39:54 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O novo modelo de banco de horas individual proposto pelo Governo poderá permitir às empresas exigir trabalho suplementar sem aviso prévio em determinadas situações excecionais, criando diferenças nas regras aplicadas a empregadores e trabalhadores.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O novo modelo de banco de horas individual proposto pelo Governo poderá permitir às empresas exigir trabalho suplementar sem aviso prévio em determinadas situações excecionais, criando diferenças nas regras aplicadas a empregadores e trabalhadores. A proposta de alteração ao Código do Trabalho recupera o mecanismo de banco de horas por negociação individual, permitindo aumentar o período normal de trabalho até duas horas por dia, com o limite máximo de 50 horas semanais e 150 horas anuais.</p>
<p>Segundo o <a href="https://www.jornaldenegocios.pt/economia/emprego/lei-laboral/detalhe/banco-de-horas-empresas-podem-exigir-tempo-extra-sem-antecedencia" target="_blank" rel="noopener">Jornal de Negócios</a>, a proposta de lei já entregue no Parlamento contradiz parcialmente declarações recentes da ministra do Trabalho, Maria do Rosário Palma Ramalho, que tinha assegurado que o sistema poderia ser utilizado “exatamente da mesma forma pelo empregador e pelo trabalhador”, com ambos obrigados a respeitar um pré-aviso de três dias. No entanto, o diploma prevê exceções apenas a favor das entidades patronais.</p>
<p>A proposta estabelece que a antecedência mínima de três dias será a regra geral, mas admite que as empresas possam recorrer ao aumento do tempo de trabalho “logo que possível” em situações de força maior ou quando tal seja considerado indispensável para evitar prejuízos graves para a empresa ou para garantir a sua viabilidade. A advogada Inês Arruda, sócia responsável pela área laboral da Pérez-Llorca, exemplifica que tal poderá aplicar-se, por exemplo, “numa fábrica com laboração contínua em que falta um trabalhador”, ou em casos em que seja necessário concluir urgentemente uma proposta para um concurso público. A jurista refere ainda cenários extraordinários como apagões, cheias ou incêndios.</p>
<p>Os especialistas ouvidos pelo Negócios consideram, contudo, que o novo modelo não coloca trabalhadores e empregadores em pé de igualdade. Durante o chamado período de referência, que pode ir até seis meses, o empregador pode comunicar unilateralmente a necessidade de trabalho adicional, enquanto o trabalhador apenas pode solicitar uma redução equivalente do horário. “Um informa, o outro pede”, resume Inês Arruda, defendendo que o empregador poderá recusar esses pedidos. Também Leal Amado, professor da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, sustenta que “não há paridade”, explicando que a empresa “pode aumentar a carga de trabalho, limitando-se a dar uma ordem ao trabalhador”, enquanto o trabalhador não tem direito automático à redução do horário.</p>
<p>Ainda assim, a proposta prevê uma compensação mais favorável ao trabalhador no final do período de referência. Caso exista saldo positivo de horas acumuladas, será o trabalhador a decidir se prefere gozar esse tempo em descanso até ao final do mês seguinte ou receber o correspondente pagamento com um acréscimo de 25%. Segundo Inês Arruda, esta solução representa uma melhoria face ao regime revogado em 2019, durante o fim das medidas associadas ao período da troika, por impedir que as empresas imponham períodos de redução de trabalho para compensar horas acumuladas.</p>
<p>Outro dos pontos destacados pela ministra do Trabalho é que o banco de horas individual apenas poderá avançar quando não exista convenção coletiva aplicável sobre essa matéria. No entanto, a redação da proposta levanta dúvidas entre especialistas. Inês Arruda considera que, tal como está formulada, a norma poderá impedir a aplicação do banco de horas individual sempre que a empresa esteja abrangida por qualquer convenção coletiva, independentemente do conteúdo específico dessa convenção.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_765119]]></sapo:autor>
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		<title>BPI e Fundação ”la Caixa” destinam 1,1 milhões de euros para apoiar projetos de inclusão social em Portugal</title>
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		<dc:creator><![CDATA[André Manuel Mendes]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 20 May 2026 09:32:08 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O Prémio BPI Fundação “la Caixa” Capacitar reforça este ano o apoio à inclusão social em Portugal, disponibilizando uma dotação de 1,1 milhões de euros para financiar projetos dirigidos a pessoas com deficiência, doença mental ou outras patologias, bem como às suas famílias.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Prémio BPI Fundação “la Caixa” Capacitar reforça este ano o apoio à inclusão social em Portugal, disponibilizando uma dotação de 1,1 milhões de euros para financiar projetos dirigidos a pessoas com deficiência, doença mental ou outras patologias, bem como às suas famílias.</p>
<p>Promovida pelo Banco BPI e pela Fundação “la Caixa”, a iniciativa tem como objetivo incentivar respostas sociais que promovam a autonomia, a inclusão, a empregabilidade e o bem-estar destas populações, reforçando a sua participação ativa na sociedade. Entre as áreas prioritárias estão a capacitação para as atividades da vida diária, a educação inclusiva, a participação social e o acesso ao mercado de trabalho, com especial destaque nesta edição para projetos focados na inserção laboral e na empregabilidade. O programa mantém ainda a atenção a públicos em maior situação de vulnerabilidade, incluindo as mulheres.</p>
<p>Desde o seu lançamento, em 2010, o Prémio Capacitar já apoiou 360 projetos, num investimento global de cerca de 12 milhões de euros, com impacto em mais de 53.500 pessoas em todo o país. Na edição de 2025, foram financiadas 25 iniciativas, num montante superior a 1,1 milhões de euros, que beneficiaram diretamente cerca de 1.750 pessoas.</p>
<p>Ao longo das várias edições, o programa tem apoiado soluções sociais diversificadas, desde apoio domiciliário integrado e casas de autonomia até centros de apoio psicossocial, programas de capacitação profissional e projetos de desenvolvimento pessoal, artístico e desportivo.</p>
<p>As candidaturas decorrem até 18 de junho de 2026 e o BPI e a Fundação “la Caixa” irão promover uma sessão de esclarecimento online no dia 21 de maio para apoiar as entidades interessadas. Toda a informação está disponível nos sites das duas instituições.</p>
<p>Em 2026, os Prémios BPI Fundação “la Caixa” — que incluem também as categorias Infância, Solidário e Seniores — totalizam uma dotação global de 5 milhões de euros destinada a projetos de inclusão social e combate à vulnerabilidade.</p>
<p>O processo de seleção das candidaturas decorre em três fases, passando por uma avaliação técnica, uma análise por avaliadores voluntários do BPI e uma decisão final de um júri presidido pelo sociólogo António Barreto e composto por António Seruca Salgado, Carlos Farinha Rodrigues, José Pena do Amaral, Marc Simón e Rafael Chueca.</p>
<p>Desde 2010, os Prémios BPI Fundação “la Caixa” já atribuíram mais de 42,3 milhões de euros a 1.288 projetos de inclusão social em Portugal, consolidando-se como uma das maiores iniciativas de apoio social no país.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_765123]]></sapo:autor>
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		<title>Relação devolve poder parental a dirigente do Chega que cortava cebola ao pé da filha para ser entregue ao pai a chorar</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Revista de Imprensa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 20 May 2026 09:16:10 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Uma longa disputa judicial pela guarda de uma menina de 12 anos voltou a ganhar novos contornos depois de o Tribunal da Relação de Évora ter revogado a decisão que inibia uma dirigente nacional do Chega do exercício das responsabilidades parentais.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Uma longa disputa judicial pela guarda de uma menina de 12 anos voltou a ganhar novos contornos depois de o Tribunal da Relação de Évora ter revogado a decisão que inibia uma dirigente nacional do Chega do exercício das responsabilidades parentais. O processo inclui relatos considerados graves pelos tribunais, entre os quais alegados rituais para desejar a morte da madrasta da criança, agressões a um peluche que representaria o pai e um episódio em que cebola foi cortada junto aos olhos da menor para a entregar a chorar ao progenitor.</p>
<p>Segundo o <a href="https://www.cmjornal.pt/portugal/detalhe/cebola-no-olho-de-menina-durante-guerra-pela-guarda-entre-casal-divorciado" target="_blank" rel="noopener">Correio da Manhã</a>, as decisões judiciais consultadas descrevem um conflito familiar que se arrasta há vários anos. O casal casou em 2010, viveu em Lisboa e teve uma filha em 2014. Após o divórcio, em 2015, a mãe mudou-se para o Algarve com a criança. Já em dezembro de 2021, o Tribunal de Família e Menores de Setúbal alterou o regime de regulação das responsabilidades parentais, fixando a residência da menor com o pai, em Setúbal. A mãe contestou a decisão, mas esta acabaria confirmada pela Relação e pelo Supremo Tribunal de Justiça.</p>
<p>O episódio mais grave relatado no acórdão remonta a 6 de novembro de 2022. Depois de um fim de semana passado com a mãe no Algarve, a menina deveria regressar a Setúbal com o pai. De acordo com a decisão judicial, pouco antes da entrega, “foi agarrada pelo tio materno”, enquanto a avó lhe abria os olhos e a mãe cortava cebola junto ao rosto da criança para que esta surgisse a chorar quando fosse entregue ao pai. Após o sucedido, a menor queixou-se de problemas de visão e acabou levada ao hospital pelo progenitor, tendo referido que via dois dedos quando lhe mostravam apenas um.</p>
<p>Foi no contexto dessa ida ao hospital que surgiram outros relatos posteriormente integrados no processo judicial. Segundo o tribunal, a criança descreveu alegados rituais realizados com velas do Santuário de Fátima, nos quais participariam a avó e uma amiga da mãe, sendo pedida a morte da madrasta da menor e da irmã mais nova desta. O acórdão refere ainda que a menina era obrigada a participar nesses momentos, apesar de manifestar medo. Entre os comportamentos relatados constam também episódios em que a mãe batia num peluche “como se fosse o pai da criança” e outro em que terá colocado comida de bebé na boca da filha para simular vómitos e evitar a entrega ao progenitor.</p>
<p>Na sequência destes factos, o Tribunal de Família e Menores de Setúbal retirou à mãe a guarda partilhada e decretou a inibição do exercício das responsabilidades parentais. Contudo, a Relação de Évora decidiu agora revogar essa medida, entendendo que, apesar da gravidade das situações descritas, continua a existir ligação afectiva entre mãe e filha. Os desembargadores consideraram que “as actuações agora apuradas (o ritual e o episódio da cebola) são graves, mas não revestem um grau de ofensividade exacerbado, que denote deterioração irreversível do respeito devido pela recorrente [mãe] à filha”.</p>
<p>O caso continua a gerar forte impacto devido à natureza dos relatos descritos nos tribunais e à sucessão de decisões contraditórias sobre o exercício das responsabilidades parentais. A disputa judicial, marcada por acusações graves entre os dois progenitores, prolonga-se há vários anos e permanece centrada na avaliação do superior interesse da criança e da relação desta com ambos os pais.</p>
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