Quando uma pessoa muda de morada, também a sua riqueza vê as coordenadas GPS serem alteradas. De acordo com o banco UBS, cerca de metade das grandes fortunas da União Europeia planeia mudar-se permanentemente para o campo, deixando a actual residência na cidade.
A conclusão tem por base um inquérito realizado a 3.750 empresários de 15 países europeus, todos com activos financeiros entre 250 e um milhão de dólares. A análise, reportada pelo jornal El Economista, mostra que 46% equaciona mesmo essa possibilidade, o que resultaria numa migração da riqueza em direcção a ambientes rurais.
Sinal já desta intenção será o aumento dos preços no mercado imobiliário do Reino Unido no que a casas de campo avaliadas em mais de cinco milhões de libras diz respeito. Verifica-se o maior salto dos últimos meses: mais 1,2% no segundo trimestre de 2020.
De uma forma mais geral, o mesmo estudo indica que aproximadamente três quartos dos donos das grandes fortunes querem fazer mudanças estruturais nas suas vidas. Este plano pode passar por reduzir o número de viagens de negócios ou o tempo passado no escritório, por exemplo. Quatro em cada 10 diz ter tomado consciência do que é realmente importante durante os meses de confinamento: querem passar mais tempo com a família.
Trocar a cidade pelo campo e a vida acelerada por um ritmo mais lento poderá ajudar a cumprir todos estes objectivos. Junta-se ainda a preocupação com a saúde, apontada por 88% dos inquiridos.
O top de principais receios actualmente aponta ainda para outras questões relacionadas com a pandemia de COVID-19. Os donos das grandes fortunas temem que a conta no banco não seja capaz de sobreviver a uma segunda vaga de contágio e que o dinheiro que tencionam deixar aos herdeiros seja significativamente reduzido.





