“A beijar-lhe o rabo” para fazer um acordo: Trump revela ‘desespero’ dos países para evitar aplicação das tarifas

Presidente americano justificou ainda as tarifas de 104% sobre os produtos chineses como uma vingança económica. “Durante anos, eles fizeram o que quiseram connosco. Agora é a nossa vez de tirar vantagem”, garantiu Trump

Executive Digest
Abril 9, 2025
9:11

Donald Trump garantiu esta quarta-feira que há dezenas de países “a beijar-lhe o rabo” e desesperados por acordos para evitar a aplicação das tarifas.

“Estes países estão a ligar-me, a beijar-me o rabo… estão desesperados por fazer um acordo”, atirou Trump, durante um evento republicano em Washington DC, perante aplausos de uma sala cheia de apoiantes. E continuou: “‘Por favor, por favor, senhor, faça um acordo. Eu faço tudo’. É isto que me dizem!”

O presidente americano justificou ainda as tarifas de 104% sobre os produtos chineses como uma vingança económica. “Durante anos, eles fizeram o que quiseram connosco. Agora é a nossa vez de tirar vantagem”, garantiu Trump, salientando: “Eu sei o que estou a fazer. E vocês sabem que eu sei. Sou o único que teria feito isto, porque os outros têm medo. Têm medo de ser criticados.”

A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, confirmou que “os telefones não param de tocar” e garantiu que já são mais de 70 países os que procuraram negociar com Donald Trump.

Os Estados Unidos da América iniciam esta quarta-feira a cobrança de taxa de 20% de direitos alfandegários aos países da União Europeia. O aço, o alumínio e os automóveis estão sujeitos a uma taxa separada de 25%. No total, serão afetados mais de 380 mil milhões de euros de produtos fabricados na UE. Os produtos farmacêuticos, o cobre, a madeira, os semicondutores e a energia ficaram isentos.

Os países asiáticos foram atingidos com taxas mais elevadas do que o bloco europeu: 24% para a Malásia, 26% para a Índia, 32% para a Indonésia, 36% para a Tailândia, 46% para o Vietname, 48% para o Laos e 49% para o Camboja, entre outros. A China foi alvo de uma tarifa “recíproca” de 34%, para além da anterior taxa de 20%, o que perfaz um total de 54%. Mas há mais a partir de hoje para Pequim. As tarifas aplicadas pelos Estados Unidos às importações oriundas da China sobem hoje para um total de 104%, confirmou a Casa Branca ontem à tarde. A medida representa um novo capítulo na escalada da guerra comercial entre as duas maiores economias do mundo e surge após Pequim recusar recuar nas medidas retaliatórias previamente anunciadas.

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