«A América não escapará às suas consequências». Como vai responder o Irão ao ataque orquestrado por Trump?

«O regime norte-americano será responsabilizado pelas consequências desta sua aventura criminal», afirmou o Conselho Supremo de Segurança Nacional iraniano, citado pela “Reuters”, referindo-se ao assassinato do general iraniano Qassem Soleimani, em Bagdad, Iraque.

Executive Digest

«O regime norte-americano será responsabilizado pelas consequências desta sua aventura criminal», afirmou o Conselho Supremo de Segurança Nacional iraniano, citado pela “Reuters”, referindo-se ao assassinato do general iraniano Qassem Soleimani, em Bagdad, Iraque. «Este foi o maior erro estratégico dos Estados Unidos na região da Ásia Ocidental e a América não escapará às suas consequências com facilidade», avisou.

A especialista do Atlantic Council, Kirsten Fontenrose, não acredita que se irá assistir a uma guerra entre os dois países, mas considera que «iremos ver uma série de ataques assimétricos e algo imprevisíveis contra os interesses de cada um». 

Citada pelo “Público”, a ex-responsável pelo Golfo no conselho de Segurança Nacional da Administração Trump antecipa: «Eles provavelmente vão tentar atingir-nos noutras partes do mundo, talvez na África Ocidental ou na América Latina para enviarem a mensagem de que nos conseguem atingir em qualquer local, que não nos podemos sentir seguros».

Ali Vaez, do International Crisis Group, por sua vez, atira várias opções. «O Irão terá de decidir se a represália irá seguir a linha da resposta proporcional característica de Khamenei, ou não, directa ou indirecta, imediata ou diferida, no Iraque ou noutro local (…) Mas uma resposta terá de haver, uma vez que isto está próximo de uma declaração de guerra a um país encurralado que tem cada vez menos a perder», refere.

Recorde-se que, apesar de o Departamento de Defesa norte-americano ter confirmado que o ataque foi ordenado pelo líder da Casa Branca, Trump optou, inicialmente, por reagir com uma fotografia da bandeira dos Estados Unidos no Twitter.

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Mais tarde, meia hora depois, Trump regressou à rede social para referir que o general iraniano, que coordenava a força Al-Quds, foi responsável pela morte «de milhares de norte-americanos e planeava matar muitos mais». 

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Em declarações à “TSF”, o general Garcia Leandro, antigo director do instituto de Defesa Nacional e analista em questões de estratégia, considerou que «a maior ameaça mundial não vem de nenhum outro lado a não ser do presidente Trump». «Isto é muito grave», disse Garcia Leandro, recordando que é um episódio inédito e que comprova os alertas várias vezes reiterados por especialistas alemães. Neste momento, acredita que «tudo pode acontecer».

*Notícia actualizada com mais informação às 15:55

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