9 em cada 10 líderes de TI temem erros da IA Generativa possam comprometer as estratégias de cibersegurança das empresas

Um novo estudo da Sophos revelou que 89% dos líderes de TI receiam que erros nas ferramentas de Inteligência Artificial Generativa (GenAI) possam comprometer as estratégias de cibersegurança das empresas.

André Manuel Mendes

Um novo estudo da Sophos revelou que 89% dos líderes de TI receiam que erros nas ferramentas de Inteligência Artificial Generativa (GenAI) possam comprometer as estratégias de cibersegurança das empresas.

O relatório, intitulado “Beyond the Hype: The Businesses Reality of AI for Cybersecurity”, foi baseado numa pesquisa com 400 líderes de TI e destacou que, apesar de 65% das organizações já adotarem a GenAI nas suas operações de segurança, o receio de riscos permanece elevado.

O estudo também apontou uma tendência crescente no uso de IA por cibercriminosos. A investigação da Sophos X-Ops, “Update: Cybercriminals still not fully on board the AI train (yet)”, revelou que, embora ainda exista ceticismo, alguns cibercriminosos já estão a utilizar a IA para automatizar tarefas como a criação em massa de e-mails e análise de dados, além de a incorporarem em kits de ferramentas de SPAM e engenharia social.

“Tal como noutros aspetos da vida, no que toca às ferramentas de IA generativa o nosso mantra deve ser ‘confiar, mas verificar’. Na verdade, não ensinámos as máquinas a pensar; simplesmente fornecemos-lhes o contexto para acelerarem o processamento de grandes quantidades de dados,” notou Chester Wisniewski, Global Field CTO da Sophos. “O potencial dessas ferramentas para acelerar as cargas de trabalho de segurança é incrível, mas ainda requer o contexto e os conhecimentos de supervisores humanos para que este benefício se possa materializar.”

O relatório também revelou que 98% das organizações já incorporaram algum tipo de IA na sua infraestrutura de cibersegurança. No entanto, a falta de responsabilidade em relação à IA preocupa os líderes de TI, com 87% expressando preocupações sobre os riscos de um excesso de confiança.

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O estudo conclui ainda que 75% dos líderes de TI indicaram que os custos da GenAI em ferramentas de cibersegurança são difíceis de quantificar, e que, apesar da expectativa de aumento nos custos (80% dos líderes acreditam que a GenAI encarecerá as ferramentas de cibersegurança), 87% acreditam que as poupanças geradas pela IA irão compensar os gastos adicionais.

Além disso, o relatório identificou diferenças nas prioridades das empresas. As grandes empresas (com mais de 1.000 colaboradores) priorizam a melhoria da proteção, enquanto as de menor dimensão (50-99 colaboradores) estão mais focadas na redução do burnout dos profissionais de cibersegurança. Contudo, 84% dos líderes estão preocupados com a pressão para reduzir o número de especialistas na área devido a expectativas exageradas sobre as capacidades da IA.

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