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88 mil portugueses poderão ser afectados por inundações nos próximos 20 anos

Não é novidade que Amesterdão ou Veneza estão em risco devido à subida do nível da água, mas e as cidades portuguesas? A mais recente avaliação da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) aumenta para 63 o número de áreas de risco potencial significativo de inundação. Além disso, o risco de inundações e cheias ameaça 88 mil pessoas nos próximos 20 anos.

Os números são avançado pelo JN, segundo o qual as alterações climáticas estão por detrás da evolução negativa desta análise. Olhando para a cartografia das chamadas “zonas inundáveis” ou com risco de inundações, encontram-se construções e edifícios como a ponte 25 de Abril e o Oceanário de Lisboa, num total de 215 estruturas. Juntam-se dezenas de escolas, centros de saúde, postos da PSP e GNR ou quartéis de bombeiros.

Esta mesma cartografia foi colocada em discussão pública, encontrando-se neste momento em debate através de seis webconferências. Tejo e Oeste é a região hidrográfica com mais pessoas em risco, chegando a peto de 32 mil cidadãos.

Logo depois surgem as regiões do Vouga, Mondego e Lis, nos distritos de Aveiro, Coimbra e Leiria, respectivamente. Segundo a resolução do Conselho de Ministros que deu origem ao mapa da APA, as pessoas são mesmo “o elemento exposto mais determinante nesta estratégia” de definição de medidas para evitar as inundações previstas.

O JN indica ainda que a cartografia apresenta também previsões para os próximos 100 e mil anos. No caso dos próximos 100 anos, o número de pessoas em risco sobe para 111 mil. Na estimativa para mil anos, são perto de 126 mil as pessoas ameaçadas.

Subida do nível da água do mar (que inclui também rios) ou fenómenos de precipitação intensa e repentina serão as principais causas de cheias. Contudo, além das alterações climáticas, há que ter em atenção também a impermeabilização dos solos que potencia a ocorrência de cheias.

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