87% dos contágios são de origem desconhecida. Cadeias de transmissão estão incontroláveis

A grande maioria dos contágios por Covid-19, cerca de 87%, são de origem desconhecida, uma vez que as autoridades de saúde não contactaram as pessoas em questão para realizar os habituais inquéritos epidemiológicos, de acordo com o ‘Público’.

Segundo a mesma publicação, na altura do Natal e do Ano Novo realizaram-se muito testes mas não foi feito o «controlo epidemiológico adequado», o que causou esta percentagem tão elevada de infeções cuja origem se desconhece. A informação foi avançada ontem na segunda parte da reunião do Infarmed, que aconteceu à porta fechada, sabe o jornal.

Os dados revelados na mesma reunião dão conta de um maior número de testes no total, mas um menor número nas possíveis cadeias de contágio, onde realmente eram necessários, adianta o ‘Público’, sublinhando que, segundo os especialistas, devem ter ficado por identificar cerca de cinco mil infeções devido às lacunas na testagem.

Perante este cenário verificou-se um descontrolo nas cadeias de transmissão, com os transmissores do vírus a continuar sem saber que o fizeram, nem a quem, contagiando assim um maior número de pessoas, e dando origem aos 87% dos casos que não se sabe como foram infetados, porque nunca foram questionados sobre o assunto.

Segundo a Direção Geral da Saúde (DGS), numa resposta enviada ao ‘Público’, registavam-se na segunda-feira 494 surtos ativos em Portugal. «246 surtos ativos em Estabelecimentos Residenciais Para Idosos/Instituições Particulares de Segurança Social (237 IPSS/IPSS mais nove na Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados), 63 em estabelecimentos de ensino (creches, escolas e ensino superior) e 31 em instituições de saúde», adiantou a mesma fonte.


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