77% dos portugueses querem voltar ao trabalho presencial. 59% dizem que terão mais oportunidades depois de recebida a vacina

Maior vontade em regressar ao local de trabalho, confiança nas vacinas e um maior otimismo sobre novas oportunidades de trabalho no final do ano, estas são algumas das principais conclusões do primeiro Workmonitor 2021 da Randstad.

Simone Silva

Maior vontade em regressar ao local de trabalho, confiança nas vacinas e um maior otimismo sobre novas oportunidades de trabalho no final do ano, estas são algumas das principais conclusões do primeiro Workmonitor 2021 da Randstad.

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Segundo a pesquisa, 77% dos trabalhadores que estão a trabalhar remotamente em Portugal querem regressar ao local de trabalho. Uma tendência que se mantém no mundo (78%) e também na Europa (77%). Como principal motivo para o facto de ser difícil trabalhar a partir de casa, os portugueses apontam a saudade da interação com os colegas (61%).

Também a dificuldade em manter o equilíbrio entre a vida pessoal e profissional e referida por 39% dos inquiridos, bem como o facto de se sentirem sozinhos ou isolados (29%). São ainda sugeridas como razões, o facto de as crianças estarem em casa e requerem atenção (24%) e a ligação à internet não ser estável (18%).

Vacinas aumentam a confiança no local de trabalho

59% dos portugueses consideram que terão mais oportunidades de emprego depois de vacinados. Um valor que desce na média europeia para os 49% e a nível global está nos 56%. Os países com menos confiança nesta relação entre a vacina e o trabalho são a França (34%), o Luxemburgo (34%) e a Suíça (35%) e em sentido contrário a India (86%), China (80%) e o Brasil (77%).

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A confiança no local de trabalho é também reforçada quando os outros forem vacinados (55% Portugal, 48% Europa e 53% Global). Quanto a preferir continuar a trabalhar de casa até a vacina ser amplamente administrada, 59% dos portugueses estão de acordo, um valor semelhante ao Global (51%) mas que está acima da média europeia (45%).

Para os portugueses, se a vacina estivesse disponível, 85% estariam dispostos a tomar para continuarem a trabalhar (71% Europa e 75% Global).

Máscara é a principal dificuldade no local de trabalho

A pesquisa mostra ainda que os portugueses que continuaram ou regressaram ao local de trabalho referem que a principal dificuldade é ter que usar máscara durante o trabalho, seguida do medo de ficarem infetados.

Cerca de 65% dos inquiridos apontam como principal dificuldade «ter que usar máscara o tempo todo (62% Europa, 58% Global). Já 59% sentem-se continuamente em risco de contaminação (40% Europa, 42% Global) e 28% dizem que a carga de trabalho aumentou porque muitos colegas estão doentes ou em quarentena, o que representa também uma agravante.

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Há ainda 27% dos portugueses que consideram difícil manter o equilíbrio entre vida pessoal e profissional e 15%, que apontam como dificuldade a necessidade de fornecer documentação para justificar o trabalho fora de casa.

Em relação à produtividade os portugueses diferenciam-se dos resultados globais e mesmo da Europa ao considerar que foi afetada de forma negativa porque estão com o stress de poderem ficar contaminados (51% Portugal, 32% Europa, 33% Global).

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