A pandemia de COVID-19 tem afectado negócios de todos os sectores, em países de vários pontos do planeta. No entanto, os líderes e gestores devem ter em mente que a crise de saúde não será eterna e que os mercados e as necessidade de consumo continuarão a existir no pós-coronavírus.
Será importante, por isso, começar já a preparar a fase ascendente que vem depois da tempestade. Simplesmente ficar de braços cruzados enquanto o problema não chega ao fim esperar que os clientes continuem lá poderá não ser sensato. Num artigo publicado na CNBC, Nicholas Bahr, da DuPont Sustainable Solutions, reuniu sete dicas para que os negócios não párem, mesmo quando tudo parece imóvel:
1 – Cuidar das pessoas. Durante tempos mais conturbados, a sugestão passa por manter relações fortes e próximas com todos os funcionários para perceber de que forma estão a ser impactados pessoalmente pelo vírus. Como resposta, os líderes devem indicar qual o plano em vigor e de que modo irão ajudá-los;
2 – Construir um sistema de governance. Enquanto a crise não passa, as empresas podem aproveitar para criar um sistema de tomada de decisão que se baseie em dados em vez de emoções. Segundo Nicholas Bahr, este sistema pode compreender três níveis: o imediato (pessoas e actividades do dia-a-dia); a médio prazo (manutenção de dinheiro e potenciais lay-offs); e a longo prazo (contemplar a possibilidade de impactos económicos significativos);
3 – Avaliação de risco. Mesmo que a companhia já tenha uma avaliação de risco feita, poderá já não fazer sentido. O especialista aconselha a desenvolver um novo relatório, focado nas medidas de higiene e segurança necessárias para salvaguardar humanos, finanças, tecnologia e operações durante um surto;
4 – Reforçar comunicações externas. Nicholas Bahr acredita que, durante uma crise, a maior commodity de uma empresa é a confiança, o que significa que não pode deixar de comunicar com os seus stakeholders, incluindo os clientes. É boa ideia reservar algum tempo para garantir a todos que os passos necessários estão a ser tomados – e, quem sabe, até obter feedback ou contributos úteis;
5 – Avaliação da cadeia de abastecimento. A dica seguinte envolve perceber se os clientes ainda são, de facto, clientes e quais são, agora, as suas necessidades. Depois, é preciso falar com os fornecedores para assegurar que os novos pedidos podem ser respondidos – tendo em atenção que poderão prometer mais do que aquilo que conseguem cumprir;
6 – Rever riscos operacionais. Nicholas Bahr propõe que se avalie todos os aspectos operacionais do negócio e que se crie uma checklist que agilize o arranque de todas as estruturas assim que for possível;
7 – Usar o tempo em baixo de forma produtiva. Por fim, o especialista recomenda que quaisquer tempos livres que surjam na sequência do abrandamento do negócio sejam aproveitados de forma produtiva. Isso pode passar por pensar em novas oportunidades de negócio ou procedimentos internos, por exemplo.














