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	<title>Executive Digest</title>
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	<description>Notícias atualizadas ao minuto. Economia, política, sociedade, finanças e empresas e mercados</description>
	<lastBuildDate>Mon, 01 Jun 2026 10:07:57 +0000</lastBuildDate>
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		<title>Celfocus aposta em estratégia AI First e forma cerca de 500 colaboradores em Inteligência Artificial</title>
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		<dc:creator><![CDATA[André Manuel Mendes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Jun 2026 10:07:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Linkedin]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
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					<description><![CDATA[A Celfocus lançou um programa interno de formação em Inteligência Artificial (IA) que vai abranger cerca de 500 colaboradores, num total de 2.880 horas de formação. A iniciativa reforça a estratégia AI First da empresa e a transição para um modelo centrado em Next-Gen Intelligence.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Celfocus lançou um programa interno de formação em Inteligência Artificial (IA) que vai abranger cerca de 500 colaboradores, num total de 2.880 horas de formação. A iniciativa reforça a estratégia AI First da empresa e a transição para um modelo centrado em Next-Gen Intelligence.</p>
<p>O programa insere-se numa transformação mais ampla em curso na tecnológica, que pretende integrar a IA de forma estruturada em todo o ciclo de vida de desenvolvimento de soluções — desde a identificação de necessidades e análise de requisitos até ao desenho, desenvolvimento, testes, validação, operação e melhoria contínua.</p>
<p>Mais do que acelerar processos ou automatizar tarefas, a Celfocus sublinha que o objetivo passa por melhorar a capacidade de compreender contextos complexos, apoiar a tomada de decisão e transformar dados em conhecimento acionável.</p>
<p>A iniciativa inclui mais de 60 sessões práticas e envolve profissionais de várias áreas, incluindo gestão de projeto, engenharia, cloud, dados, qualidade e delivery. O foco passa por capacitar as equipas para utilizarem ferramentas de IA em cenários reais e evoluírem para modelos de entrega mais inteligentes, colaborativos e orientados por dados.</p>
<p>No âmbito do modelo AI First, os profissionais assumem um papel central na orquestração de sistemas inteligentes, com responsabilidades críticas ao nível da arquitetura, desenho de soluções, governação, segurança, qualidade e validação. A IA funciona como um “amplificador” destas decisões, apoiando a execução com base em contexto e conhecimento especializado.</p>
<p>Neste contexto, competências como pensamento crítico, conhecimento sectorial e capacidade de decisão ganham ainda maior relevância, sobretudo na interpretação de resultados, validação de outputs e orientação de soluções com impacto.</p>
<p>“A inteligência artificial não redefine o valor apenas pelo que automatiza, mas pela capacidade que nos dá de compreender melhor, decidir com mais confiança e entregar com maior impacto. O verdadeiro salto acontece quando conseguimos ligar dados, contexto, conhecimento de domínio e engenharia numa nova forma de trabalhar”, afirma Nuno Justino Santos, AI Enablement Executive da Celfocus.</p>
<p>O responsável acrescenta ainda que preparar equipas para este novo paradigma implica “mais do que ensinar ferramentas”, destacando a importância de desenvolver competências para gerir equipas híbridas, garantir compliance, proteger a qualidade e tomar decisões críticas em ambientes onde humanos e sistemas inteligentes colaboram de forma integrada.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_770347]]></sapo:autor>
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		<title>Estamos a poupar para os nossos filhos ou apenas a guardar dinheiro?</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/estamos-a-poupar-para-os-nossos-filhos-ou-apenas-a-guardar-dinheiro/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com DECO]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Jun 2026 10:00:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Revista Risco]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O Dia Mundial da Criança é, por excelência, um momento de celebração. Mas é também uma oportunidade para refletirmos sobre uma das maiores preocupações das famílias: como garantir um futuro mais seguro para os nossos filhos.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Dia Mundial da Criança é, por excelência, um momento de celebração. Mas é também uma oportunidade para refletirmos sobre uma das maiores preocupações das famílias: como garantir um futuro mais seguro para os nossos filhos.</p>
<p>Muitos pais e avós fazem um esforço regular para colocar algum dinheiro de lado para as crianças. É um gesto de responsabilidade e de esperança, que procura criar uma base financeira para os estudos, para a entrada na vida adulta ou simplesmente para proporcionar maior tranquilidade no futuro. Contudo, uma questão essencial continua frequentemente esquecida: estará esse dinheiro realmente a crescer?</p>
<p>Durante décadas, as contas poupança para crianças e jovens foram encaradas como a solução natural para quem queria começar a poupar desde cedo. No entanto, num contexto económico marcado pela inflação e por historicamente reduzidas ou mesmo nulas, a realidade é que muitas destas soluções têm dificuldade em preservar o valor do dinheiro ao longo do tempo. Quando a rentabilidade é inferior ao aumento do custo de vida e não acompanha a evolução da inflação, a poupança pode transmitir uma sensação de segurança que, na prática, não corresponde à realidade.</p>
<p>Esta constatação obriga-nos a olhar para a poupança infantil e juvenil de uma forma diferente. O debate não deve centrar-se apenas no produto financeiro escolhido, mas sobretudo nos objetivos que se pretendem alcançar e no horizonte temporal disponível. Poupar para uma criança de dois anos não é o mesmo que poupar para um adolescente prestes a entrar no ensino superior. O tempo é um dos ativos mais valiosos do investimento e, quando utilizado de forma adequada, pode transformar pequenas contribuições regulares em resultados significativamente mais expressivos.</p>
<p>Mas talvez a dimensão mais relevante desta discussão seja outra. A poupança para os filhos não deve ser vista apenas como uma forma de acumular capital. Deve também ser encarada como uma ferramenta de educação financeira. Num mundo onde os jovens contactam cada vez mais cedo com cartões bancários, pagamentos digitais, aplicações financeiras e compras online, a literacia financeira deixou de ser uma competência opcional para se tornar uma necessidade básica.</p>
<p>Ensinar uma criança a poupar é importante. Explicar-lhe porque se poupa, como se define um objetivo financeiro, o que significa investir e quais os riscos associados às decisões financeiras é ainda mais importante. Afinal, o património financeiro que deixamos às gerações seguintes pode ser gasto. O conhecimento para o gerir acompanha-as para toda a vida.</p>
<p>Talvez por isso o verdadeiro desafio não seja apenas criar uma poupança para os nossos filhos. O desafio é garantir que essa poupança cumpre o seu propósito e, simultaneamente, contribui para formar adultos mais preparados para tomar decisões financeiras conscientes e responsáveis.</p>
<p>Porque proteger o futuro das crianças não passa apenas pelo dinheiro que lhes deixamos. Passa, sobretudo, pela capacidade que lhes damos para o fazer crescer.</p>
<p>Também por isso, é essencial que os próprios adultos se sintam mais preparados para tomar decisões financeiras informadas e compreender melhor as alternativas disponíveis para fazer crescer as suas poupanças no longo prazo. Nesse âmbito, no próximo dia 2 de junho, às 18 horas, a DECO PROteste vai realizar a masterclass gratuita “Investir com método em ETFs e Ações”, onde os consumidores terão oportunidade de conhecer um método simples e eficaz para investir com maior confiança e consistência. &#8211; <a href="https://eventos.deco.proteste.pt/investir-com-metodo" target="_blank" rel="noopener">https://eventos.deco.proteste.pt/investir-com-metodo</a></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_769670]]></sapo:autor>
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		<title>Massachusetts Institute of Technology: Por que razão os líderes &#8220;perdem&#8221; a sala em reuniões muito importantes</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/massachusetts-institute-of-technology-por-que-razao-os-lideres-perdem-a-sala-em-reunioes-muito-importantes/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Jun 2026 09:56:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MIT]]></category>
		<category><![CDATA[Facebook]]></category>
		<category><![CDATA[Linkedin]]></category>
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					<description><![CDATA[Em reuniões de alta pressão, muitos líderes não falham pelo conteúdo, mas pela forma como o seu próprio processo de pensamento impacta a sala — criando silêncio, confusão ou bloqueio na tomada de decisão]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Por: Nancy Duarte, CEO da Duarte Inc., uma empresa de comunicação de Silicon Valley</p>
<p style="text-align: justify;">A maior parte dos conselhos sobre comunicação em liderança centra-se nas competências de apresentação: ser conciso, ser claro, contar melhores histórias. Mas a comunicação de liderança mais consequente acontece em reuniões onde se discutem questões difíceis e se tomam decisões reais.</p>
<p style="text-align: justify;">Mesmo alguns dos líderes mais competentes encontram-se, por vezes, em momentos em que a comunicação falha. As recompensas potenciais são elevadas, a preparação está consistente e estamos bastante seguros de que o raciocínio é válido. E, no entanto, depois de apresentarem o seu argumento, a sala fica em silêncio, o alinhamento desfaz-se precisamente quando é mais necessário e a decisão fica bloqueada.</p>
<p style="text-align: justify;">Quando isto acontece, os líderes procuram normalmente a falha na execução: talvez o enquadramento não tenha sido o mais adequado, ou os diapositivos não estivessem suficientemente claros, ou o público estivesse distraído.</p>
<p style="text-align: justify;">O que raramente analisam é a forma como o seu próprio processo de apresentação mudou sob pressão — e como essa mudança aumentou inadvertidamente o esforço exigido ao público para processar e responder em tempo real.</p>
<p style="text-align: justify;">Após décadas a trabalhar com executivos em reuniões de decisão de alto risco, discussões de Conselho, retiros estratégicos e momentos cruciais em que escolhas reais têm de ser feitas, observei um padrão claro. Estes são alguns dos comunicadores mais fortes das organizações que servimos, mas a pressão expõe a forma particular de cada líder lidar com a complexidade — e os sinais que enviam inadvertidamente às outras pessoas na sala em momentos de grande stress.</p>
<p style="text-align: justify;">Eis como diagnosticar os seus próprios padrões e compreender porque pode estar a “perder a sala” precisamente quando está mais empenhado.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Os líderes têm os seus próprios processos de pensamento — e esperam que os outros acompanhem</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Alguns líderes pensam melhor através da preparação. Trabalham as ideias com antecedência, refinando a linguagem e a lógica até estas parecerem precisas e defensáveis, e só depois as levam para discussão. Outros pensam melhor no momento, apresentando um problema e decidindo o rumo em voz alta, ajustando-se em tempo real para fazer avançar o grupo. Outros ainda distribuem o pensamento pelas equipas, expondo o problema e confiando nos outros para analisar e moldar opções viáveis. E há aqueles que descobrem ideias através da exploração, testando conceitos em conversa à medida que avançam.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Sob pressão, processos de pensamento que normalmente são forças podem transformar-se em fraquezas</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Estes não são traços de personalidade. São processos de pensamento. E, na maioria dos casos, são a razão pela qual esses líderes progrediram.</p>
<p style="text-align: justify;">Cada processo é uma força.</p>
<p style="text-align: justify;">O problema surge sob pressão. Quando os riscos aumentam, os líderes tendem a apoiar-se ainda mais no processo que melhor conhecem. E, sob pressão, aquilo que normalmente funciona bem numa reunião torna-se mais pronunciado, um pouco mais duro, menos tolerante, um pouco mais caótico. Essa dependência excessiva altera a forma como a mensagem é recebida pelo público.</p>
<p style="text-align: justify;">Sob pressão, processos de pensamento que normalmente são forças podem transformar- -se em fraquezas. Trabalhei com líderes que se sentiam totalmente preparados enquanto as suas equipas se sentiam constrangidas e incertas quanto a saber se o seu contributo era bem-vindo.</p>
<p style="text-align: justify;">As pessoas deixaram de participar. Alguns líderes acreditavam estar a ser decisivos e não reconheciam que os colegas estavam desligados, percebendo que o resultado já estava determinado; estes membros da equipa não acreditavam que o seu contributo tivesse impacto. Vi outros líderes orgulharem-se da sua eficiência enquanto os participantes lutavam silenciosamente para perceber o que era realmente importante. A delegação pode deixar as equipas incertas sobre o que precisa efectivamente de ser decidido. A exploração pode seguir caminhos caóticos, deixando as pessoas a tentar perceber o que é real.</p>
<p style="text-align: justify;">Este tipo de falhas raramente é visível para os líderes porque, sob pressão, a sua percepção da sala altera‑se. À medida que aumenta o peso de tomar a decisão certa, o foco estreita‑se para a necessidade de certeza e de avançar. As abordagens que lhes são familiares parecem mais seguras. Nesse estado, torna‑se difícil notar que a participação está a diminuir ou que aquilo que para o líder é claro está, na verdade, a exigir esforço adicional de todos os outros.</p>
<p style="text-align: justify;">Eu própria já fiz isto. Em momentos em que os riscos eram elevados e o tempo escasso, explorei ideias em voz alta em tempo real, assumindo que a sala seguiria o meu raciocínio. A exploração energizou-me, mas criou ambiguidade para a minha equipa executiva. Noutra ocasião, avancei rapidamente com uma decisão a nível da empresa como um mandato para gerar impulso. Surgiu resistência porque não foram envolvidas pessoas suficientes na definição do resultado.</p>
<p style="text-align: justify;">Quando um líder se apoia demasiado num único estilo de pensamento, transfere trabalho para o público, pedindo-lhe que espere, cumpra, deduza intenções ou tolere incerteza durante mais tempo do que deveria. E quando os riscos são elevados, esse esforço adicional imposto ao público manifesta-se em decisões bloqueadas, resistência silenciosa e confiança enfraquecida — mesmo quando a ideia em si é forte.</p>
<p style="text-align: justify;">O que os líderes muitas vezes não percebem é isto: avaliam a sua comunicação pela intenção, enquanto o público a avalia pelo que pensa que lhes está a ser pedido. Os líderes perguntam: O raciocínio foi rigoroso? A recomendação estava correcta? A mensagem estava precisa? O público pergunta: Quão difícil é seguir isto? O que devo fazer? Onde devo colocar a minha confiança? Sob pressão, esse fosso alarga-se.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong><strong>Como ajustar o próprio comportamento sob pressão</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Depois de os líderes reconhecerem estes momentos de desconexão, tentam muitas vezes mudar o seu estilo, procurando tornar-se mais espontâneos, mais estruturados ou mais flexíveis. Mas isso raramente resulta. Mas isso raramente funciona.</p>
<p style="text-align: justify;">Os líderes que comunicam melhor sob pressão não tentam tornar-se outra pessoa. Em vez disso, aprendem a reconhecer como o seu processo de pensamento altera a experiência do público — e fazem ajustes. Eis os mais eficazes:</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Antecipe desafios.</strong> Os líderes mais eficazes com quem trabalhei antecipam de que forma a pressão irá distorcer os seus pontos fortes e criam mecanismos de segurança que reduzem a confusão e protegem a tomada de decisão partilhada nas suas reuniões. Isto exige que reflictam sobre falhas passadas e sobre os padrões que moldam o seu estilo de pensamento.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Confirme o que as pessoas sabem.</strong> Os líderes que dependem da preparação criam momentos explícitos para testar a compreensão, não apenas a exactidão.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Force uma pausa.</strong> Os líderes que tendem para o controlo introduzem pausas antes de as decisões ficarem fechadas, sinalizando que o contributo real continua a ser bem-vindo.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Clarifique o processo.</strong> Os líderes que delegam asseguram-se de que indicam claramente quem irá definir a recomendação final, em vez de deixarem os outros na dúvida sobre se estão a aconselhar ou a decidir.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Declare a sua abertura a novas opções</strong>. Os líderes que exploram ideias em tempo real deixam claro quando estão a pensar em voz alta. Isto ajuda todos na sala a perceber que partes das ideias ainda estão em formação e quais já estão consolidadas.</p>
<p style="text-align: justify;">Eu própria tive de aprender esta última. Quando começo a fazer brainstorming com a minha equipa em tempo real, faço questão de dizer: “Estou a pensar em voz alta neste momento. Ajudem-me, por favor, a clarificar isto.” Esse pequeno sinal muda a energia. Dá às pessoas permissão directa para moldarem o raciocínio comigo, em vez de tentarem perceber se eu já tomei uma decisão.</p>
<p style="text-align: justify;">Fazer ajustes não é fácil, porque inicialmente parece ineficiente, sobretudo para líderes cujo sucesso foi construído com base na rapidez ou na precisão. Mas, com o tempo, estes pequenos ajustes podem tornar-se parte da forma como lidera, permitindo-lhe manter-se fiel aos seus pontos fortes sem sobrecarregar o público.</p>
<p style="text-align: justify;">Quando os líderes compreendem como o seu pensamento se manifesta sob pressão, reduzem a confusão. Constroem confiança ao facilitar que as equipas avancem em conjunto quando isso realmente importa.</p>
<p style="text-align: justify;">O sucesso organizacional acontece em momentos em que as pessoas compreendem o que é importante, o que está a mudar e o que lhes está a ser pedido. Em vez de trabalharem para serem mais envolventes ou mais concisos, os líderes beneficiariam em perguntar a si próprios: “Quando a pressão aumenta nas minhas reuniões, como é que o meu processo de pensamento se manifesta — e que lacuna está a obrigar os outros a preencher?”</p>
<p style="text-align: justify;">Os líderes que conseguem responder honestamente a esta pergunta começam a ver a sua comunicação tal como os outros a experienciam.</p>
<p style="text-align: justify;">Reconhecem onde os seus pontos fortes criam fricção e ajustam-se para manter a boa vontade da equipa e impulsionar a tomada de decisões.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Artigo publicado na Revista Executive Digest n.º 242 de Maio de 2026</em></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_765301]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>PSI em baixa com BCP a cair 2,63% e a EDP Renováveis a subir mais de 1%</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Jun 2026 09:54:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
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					<description><![CDATA[A bolsa de Lisboa negociava hoje em baixa, com o BCP a cair 2,63% para 0,95 euros e a EDP Renováveis a subir 1,06% para 14,32 euros.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A bolsa de Lisboa negociava hoje em baixa, com o BCP a cair 2,63% para 0,95 euros e a EDP Renováveis a subir 1,06% para 14,32 euros. </P><br />
<P>Cerca das 09:20 em Lisboa, o PSI mantinha a tendência da abertura e baixava 0,12% para 9.065,57 pontos, com sete empresas a descer, sete a subir e duas a manter a cotação (Altri em 4,95 euros e Sonae em 1,91 euros). </P><br />
<P>Às ações do BCP seguiam-se as da Ibersol, Semapa e Teixeira Duarte, que recuavam 0,85% para 11,70 euros, 0,63% para 23,60 euros e 0,35 para 0,43 euros.       </P><br />
<P>Jerónimo Martins, NOS e CTT desvalorizavam-se 0,28% para 18,11 euros, 0,19% para 5,26 euros e 0,08% para 6,06 euros.</P><br />
<P>Em sentido contrário, além da EDP Renováveis, a Mota-Engil, EDP e Galp subiam 0,84% para 4,79 euros, 0,73% para 4,40 euros e 0,59% para 18,75 euros. </P><br />
<P>Com a mesma tendência, a Corticeira Amorim, Navigator e REN subiam 0,31% para 6,56 euros, 0,24% para 3,41 euros e 0,14% para 3,55 euros. </P><br />
<P>Na Europa, as principais bolsas iniciaram junho mistas, no meio da incerteza que rodeia o acordo de paz no Irão e a reabertura do estreito de Ormuz, com ataques cruzados entre Washington e Teerão que elevam o preço do petróleo.</P><br />
<P>O preço do petróleo Brent, de referência na Europa, para entrega em agosto, subia 3,05% para 93,90 dólares.</P><br />
<P>Os futuros do Dow Jones e do Nasdaq registam avanços de 0,08% e de 0,58%, respetivamente. </P><br />
<P>O Presidente dos EUA, Donald Trump, sublinhou no domingo que a sua proposta para um plano de paz com o Irão inclui cláusulas detalhadas sobre o programa nuclear iraniano, uma afirmação que surge depois de meios de comunicação dos EUA terem informado que o mandatário pediu para emendar algumas disposições do rascunho com base no qual Washington e Teerão têm estado a trabalhar há semanas.</P><br />
<P>Entretanto, continua o fogo cruzado entre os dois países. Os EUA anunciaram hoje que lançaram vários ataques contra o Irão no fim de semana em resposta a &#8220;ações agressivas&#8221; do país persa, incluindo o derrubamento de um drone em águas internacionais, enquanto continuam as negociações entre as partes para pôr fim ao conflito.</P><br />
<P>A reunião de Trump com a sua equipa na passada sexta-feira terminou sem qualquer anúncio, com os EUA a devolver o rascunho ao Irão com emendas.</P><br />
<P>Embora as negociações continuem, também se mantêm as fricções e a dificuldade de chegar a um acordo sobre a abertura total do estreito de Ormuz, a entrega ou destruição do urânio enriquecido e o fim do programa nuclear.</P><br />
<P>O euro estava estabilizado e subia 0,02% para 1,1661 dólares, no mercado de câmbios de Frankfurt.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_770273]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Reunião de trabalhadores encerra esta manhã vários de serviços de Finanças, avisa sindicato</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/reuniao-de-trabalhadores-encerra-esta-manha-varios-de-servicos-de-financas-sindicato/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Jun 2026 09:53:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Autoridade Tributária e Aduaneira]]></category>
		<category><![CDATA[greve]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>
		<category><![CDATA[STI]]></category>
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					<description><![CDATA[A reunião geral de trabalhadores da Autoridade Tributária e Aduaneira (AT), convocada pelo Sindicato dos Trabalhadores dos Impostos (STI) para hoje de manhã, está a provocar o encerramento de inúmeros serviços de Finanças, segundo a estrutura sindical.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A reunião geral de trabalhadores da Autoridade Tributária e Aduaneira (AT), convocada pelo Sindicato dos Trabalhadores dos Impostos (STI) para hoje de manhã, está a provocar o encerramento de inúmeros serviços de Finanças, segundo a estrutura sindical.</P><br />
<P>De acordo com o STI, a reunião decorre entre as 09:00 e as 13:00, em formato &#8216;online&#8217;, e conta com mais de duas mil pessoas inscritas, abrangendo trabalhadores de todas as unidades orgânicas da AT.</P><br />
<P>Em comunicado, a direção nacional do sindicato referiu que a forte participação &#8220;reflete a expressiva mobilização dos profissionais do setor&#8221; e evidencia o &#8220;profundo descontentamento dos trabalhadores face ao atual estado das carreiras&#8221; e à &#8220;ausência de respostas da tutela&#8221;.</P><br />
<P>O sindicato apontou ainda a necessidade de &#8220;clarificação urgente sobre matérias estruturantes para o futuro profissional de milhares de trabalhadores da AT&#8221;.</P><br />
<P>De acordo com a estrutura sindical, a reunião realiza-se ao abrigo da Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas (LTFP), que permite aos trabalhadores reunirem-se em horário laboral até ao limite de 15 horas anuais, contabilizadas como tempo de serviço efetivo.</P><br />
<P>A direção nacional do sindicato sublinhou que a adesão à iniciativa demonstra a determinação dos trabalhadores em defender &#8220;carreiras dignas, previsíveis e juridicamente sustentadas&#8221;, apelando ao Governo para que apresente &#8220;soluções concretas&#8221; para o setor.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_770309]]></sapo:autor>
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		<title>Taxa de desemprego da zona euro mantém-se estável nos 6,3% em abril</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Jun 2026 09:52:02 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
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					<description><![CDATA[A taxa de desemprego manteve-se estável nos 6,3% na zona euro e 6,0% na União Europeia (UE) em abril, segundo dados hoje divulgados pelo serviço estatístico europeu, Eurostat.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A taxa de desemprego manteve-se estável nos 6,3% na zona euro e 6,0% na União Europeia (UE) em abril, segundo dados hoje divulgados pelo serviço estatístico europeu, Eurostat.</P><br />
<P>Tanto na área do euro quanto na UE, o indicador manteve-se estável na comparação homóloga e em cadeia, estimando o Eurostat que em abril havia 13.238 milhões de pessoas desempregadas, das quais 11.075 na zona euro.</P><br />
<P>Entre os Estados-membros, as taxas de desemprego mais elevadas foram registadas na Finlândia (10,6%) em Espanha (10,3%) e na Grécia (9,5%), enquanto as mais baixas se observaram na Bulgária (2,8%), Polónia (3,0%) e República Checa (3,1%).</P><br />
<P>Em Portugal, o indicador recuou, em abril, para os 5,7% face aos 6,2% do mesmo mês de 2025 e aos 5,8% de março.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_770317]]></sapo:autor>
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		<title>Muitos trabalhadores da AIMA em greve mas sem fechar postos de atendimento</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Jun 2026 09:51:07 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
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					<description><![CDATA[A greve na Agência para a Integração, Migrações e Asilo arrancou hoje com a adesão de "muitos trabalhadores", mas com os postos de atendimento a funcionar, sem afetar quem "já é demasiado prejudicado: os imigrantes".]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A greve na Agência para a Integração, Migrações e Asilo arrancou hoje com a adesão de &#8220;muitos trabalhadores&#8221;, mas com os postos de atendimento a funcionar, sem afetar quem &#8220;já é demasiado prejudicado: os imigrantes&#8221;.</p>
<p>O balanço do primeiro dia de uma semana de paralisação foi feito à Lusa pela presidente do Sindicato dos Técnicos de Migração, que explicou que, até ao momento, &#8220;não está nada encerrado&#8221;, tal como projetado pela estrutura sindical.</p>
<p>&#8220;Qualquer greve tem de prejudicar quem serve, mas as pessoas que servimos já estão demasiado prejudicadas. Por isso, optámos por uma greve de uma semana para que não houvesse o encerramento total dos postos&#8221;, disse à Lusa Manuela Niza, admitindo, no enquanto, que na sexta-feira possa vir a haver postos encerrados.</p>
<p>Muita gente &#8220;aderiu ao primeiro dia de luta&#8221;, mas a presidente do sindicato explicou que o principal objetivo desta greve é &#8220;chamar a atenção da opinião pública para a problemática que se vive na AIMA&#8221; e esse objetivo foi atingido.</p>
<p>Segundo Manuela Niza, a AIMA é uma estrutura que &#8220;dificilmente funciona, por uma questão de gestão e de organização&#8221;.</p>
<p>O panorama traçado pela sindicalista é de serviços onde faltam funcionários e os que ainda ali trabalham estão &#8220;esgotados e desmotivados&#8221;, porque &#8220;não são acarinhados, nem valorizados&#8221;. Os funcionários sentem &#8220;uma pressão imensa&#8221; para dar resposta a quem os procura, mas &#8220;o sistema está criado para não ter um resultado&#8221;, acusou.</p>
<p>Além disso, acrescentou, as condições de trabalho &#8220;são miseráveis&#8221;: Há postos de atendimento &#8220;sem água para disponibilizar aos utentes ou funcionários&#8221;; outros postos onde &#8220;se morre de frio e de calor&#8221;; postos com os &#8220;tetos a cair&#8221; e outros onde faltam computadores para trabalhar.</p>
<p>Os trabalhadores estão esta semana de greve para exigir uma carreira especial, porque &#8220;o assunto da migração é especialíssimo&#8221;, defendeu Manuela Niza.</p>
<p>Enquanto não é criada a carreira especifica, o sindicato pede ao Governo que avance com o subsídio de especificidade de funções, &#8220;que foi prometido no primeiro governo de Montenegro&#8221;, disse Manuela Niza.</p>
<p>O sindicato pede também uma formação inicial de dois meses, no mínimo, para quem chega pela primeira vez à AIMA, para estar preparado para lidar com as situações e para que &#8220;não haja situações completamente desumanas&#8221;.</p>
<p>&#8220;Somos um instituto público e o que nós queremos é uma agência que funcione e não nos faça morrer de vergonha pelos casos que aparecem na comunicação social e que são resultado da falta de formação e gestão desta casa&#8221;, acusou.</p>
<p>Manuela Niza lembrou ainda que o Sindicato dos Técnicos de Migração pediu na semana passada uma audiência ao Presidente da República para poderem dar conta &#8220;da situação dos funcionários e da situação migratória em Portugal&#8221;.</p>
<p>A sindicalista criticou que a migração sirva de &#8220;arma de arremesso político, sendo visto como um ativo tóxico&#8221; por pessoas que se esquecem que, no final do dia, o que está em causa é a vida &#8220;das pessoas, muitas crianças&#8221;.</p>
<p>A greve começou hoje e irá continuar nos dias 2, 3 e 5 de junho na luta por melhores condições de trabalho e de funcionamento dos serviços, &#8220;incapazes de dar uma resposta célere aos processos de regularização&#8221;.</p>
<p>O recurso a serviços externos para funções de elevada complexidade técnica é outra das preocupações dos trabalhadores, que lamentam a &#8220;deterioração da imagem institucional da AIMA&#8221;.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_770327]]></sapo:autor>
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		<title>Habitação: entre a mercadoria e o direito – um apelo à responsabilidade do Estado</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Jun 2026 09:45:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
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					<description><![CDATA[Opinião de Pedro Ventura, Presidente da Associação dos Inquilinos Lisbonenses]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>Por Pedro Ventura, Presidente da Associação dos Inquilinos Lisbonenses</strong></em></p>
<p><em> </em></p>
<p><b>Enquanto Presidente da Associação dos Inquilinos Lisbonenses, falo todos os dias com famílias exaustas, jovens sem perspetivas, idosos angustiados e trabalhadores que, mesmo com emprego, já não conseguem pagar uma casa. Falamos de um país em que há casas a mais e pessoas sem casa a mais. Um paradoxo gritante que denuncia o fracasso das políticas públicas</b></p>
<p><strong> </strong>Por muito que se tente normalizar, aquilo que hoje se vive em Por-tugal em matéria de habitação não é normal. Não é conjuntural. Não é uma simples flutuação de mercado. É uma crise estrutural, profunda e socialmente devastadora, que ameaça a coesão do país, empurra gerações para a exclusão e transforma aquilo que devia ser um direito constitucional — a habitação — num privilégio para poucos.</p>
<p>Enquanto presidente da Associação dos Inquilinos Lisbonen-ses, falo todos os dias com famílias exaustas, jovens sem perspeti-vas, idosos angustiados e trabalhadores que, mesmo com emprego, já não conseguem pagar uma casa. Falamos de um país em que há casas a mais e pessoas sem casa a mais. Um paradoxo gritante que denuncia o fracasso das políticas públicas.</p>
<p>Portugal tem hoje cerca de 1,7 casas por família, mais de 700 mil fogos devolutos e, ao mesmo tempo, milhares de pessoas a viver em sobrelotação, em condições indignas, em alojamen-tos informais ou literalmente na rua. Temos rendas entre as mais caras da Europa e salários entre os mais baixos. Estamos no topo dos preços e no fundo dos rendimentos. Esta equação é social-mente explosiva — e ninguém pode fingir surpresa.</p>
<p>A crise da habitação deixou de ser apenas económica. Trans-formou-se numa crise social, geracional, territorial e democrática. A juventude portuguesa, altamente qualificada, vive encurralada entre rendas incomportáveis, contratos precários e a impossibili-dade de planear o futuro. A emancipação é adiada, a natalidade cai, a mobilidade social estagna. Criámos a trágica divisão entre os «herdeiros» e os «salariados»: os <em>insiders </em>que recebem patri-mónio familiar e os <em>outsiders </em>que sobrevivem apenas do salário.</p>
<p>Hoje, uma parte muito significativa das famílias portugue-sas já gasta mais de 40% e 50% do seu rendimento com a casa, quando o limite socialmente aceitável deveria situar-se nos 30%. Isso significa menos dinheiro para saúde, alimentação, educação, cultura. Significa empobrecimento, mesmo trabalhando.</p>
<p>Ao mesmo tempo, assistimos à desertificação funcional das cidades. Professores, enfermeiros, médicos, forças de segurança e outros trabalhadores essenciais são empurrados para a periferia ou simplesmente recusam colocação em Lisboa e no Porto porque… não conseguem viver onde trabalham. Este é um sinal gravíssimo de que o mercado falhou – e o Estado não pode continuar ausente.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>O erro histórico: entregar a habitação ao mercado</strong></p>
<p>Esta crise não caiu do céu. É o resultado de décadas de opções políticas erradas, que favoreceram a propriedade privada como modelo quase exclusivo, abandonaram o arrendamento e desman-telaram a habitação pública. Enquanto na Europa o parque habi-tacional público ronda os 9% a 15%, em Portugal mal chega aos 2%. Isto significa que o Estado praticamente abdicou de intervir como regulador estrutural.</p>
<p>A habitação passou a ser vista como ativo financeiro, não como bem essencial. A financeirização, os vistos <em>gold</em>, os regimes fiscais especiais, os fundos imobiliários e a explosão do alojamento local transformaram as casas em instrumentos de especulação. Os não residentes compram a valores 1,7 a 2 vezes superiores aos da média nacional, estabelecendo patamares inalcançáveis para quem vive e trabalha em Portugal.</p>
<p>Neste contexto, não espanta que os jovens, mesmo qualifica-dos, sejam empurrados para fora do país. Estamos a exportar uma geração inteira porque falhámos na política de habitação.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Respostas políticas: entre paliativos e riscos inflacionários</strong></p>
<p>Os dois programas mais recentes — Mais Habitação e Cons-truir Portugal — refletem bem esta dificuldade estrutural em defi-nir uma política de Estado consistente.</p>
<p>O primeiro tentou regular: limitar o alojamento local, aca-bar com os vistos <em>gold </em>imobiliários, tentar mobilizar devolutos, apoiar o arrendamento. Mas fê-lo sem construir parque público em escala suficiente, gerando insegurança jurídica, resistência dos proprietários e resultados muito aquém das promessas.</p>
<p>O segundo programa mudou o foco para a oferta e a simpli-ficação, mas voltou a cometer um erro clássico: estimular a pro-cura sem garantir oferta imediata. Isenções de IMT e garantias públicas para jovens, sem aumento rápido do parque habitacional, arriscam apenas inflacionar ainda mais os preços — como várias entidades independentes já alertaram.</p>
<p>Em ambos os casos, faltou uma coisa essencial: coragem polí-tica para enfrentar a financeirização da habitação e construir um verdadeiro parque público robusto.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>A urgência de regular, registar e fiscalizar</strong></p>
<p>Enquanto associação representativa dos inquilinos, temos sido claros: não há mercado saudável sem regras, sem registo e sem fis-calização. Hoje, o arrendamento continua a ser uma das ativida-des económicas menos reguladas do país. Isto é inaceitável.</p>
<p>Defendemos há anos a criação de uma Plataforma Nacional de Registo do Arrendamento, obrigatória, na qual constem os con-tratos, os intervenientes, as condições dos imóveis e os valores praticados. Defender isto não é atacar proprietários — é garantir transparência.</p>
<p>Defendemos também uma Autoridade Fiscalizadora do Arren-damento, com meios reais. Caso contrário, continuaremos a ter rendas ilegais, contratos simulados, despejos abusivos, exploração de imigrantes e uma economia paralela em plena expansão.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Segurança jurídica para inquilinos e senhorios</strong></p>
<p>A instabilidade contratual é outro dos problemas do sistema. O inquilino não sabe se pode criar raízes e o senhorio não sabe se terá continuidade, o que destrói a confiança e bloqueia o funcio-namento saudável do mercado. É fundamental estabelecer prazos mínimos de contrato com renovações automáticas que garantam estabilidade, criar um regime jurídico claro e unificado que acabe com o labirinto legislativo atual e assegurar a autonomização do arrendamento habitacional em relação ao não habitacional. Sem segurança jurídica não há mercado equilibrado — há medo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Seguros em vez de abusos</strong></p>
<p>Chegou o momento de substituir garantias arcaicas e abusi-vas por soluções modernas. Deve existir um Seguro de Renda da responsabilidade do senhorio e um Seguro Multirriscos da res-ponsabilidade do inquilino, ambos obrigatórios, universais e com prémios acessíveis. Só assim se elimina a chantagem das cauções excessivas, das fianças humilhantes e das exigências desproporcio-nadas que hoje bloqueiam o acesso à habitação.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Estimular o arrendamento — mas com justiça</strong></p>
<p>Não basta pedir mais casas no mercado, é preciso criar incenti-vos corretos. Devem existir benefícios fiscais para contratos longos e com rendas comportáveis, bem como controlo de rendas através de critérios objetivos como o valor patrimonial, os rendimentos</p>
<p>do inquilino e a localização. É igualmente indispensável pôr fim ao protecionismo fiscal injustificado a grandes fundos e investido-res estrangeiros e reforçar o apoio direto às famílias com taxa de esforço superior a 30%. Estimular o arrendamento não pode sig-nificar proteger a especulação.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Investir seriamente em construção pública</strong></p>
<p>Aqui reside o erro central de todas as políticas até hoje: não se construiu habitação pública em escala suficiente. É indispensá-vel reabilitar todo o património público devoluto para fins habi-tacionais, usar terrenos públicos para cooperativas de habitação e impor que 25% das novas construções em terrenos públicos sejam para arrendamento acessível. Deve ainda fixar-se como objetivo estratégico atingir, no médio prazo, pelo menos 5% de habitação pública, inscrever no Orçamento do Estado entre 1% e 2% do PIB por ano para a habitação, reintroduzir as rendas resolúveis e criar programas estruturados para estudantes, trabalhadores desloca-dos e funções públicas. Sem parque público, o Estado continuará refém do mercado.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Resolver conflitos com justiça, não com simulacros</strong></p>
<p>O atual modelo de resolução extrajudicial falhou. É funda-mental devolver aos tribunais, ou criar tribunais especializados, com competência efetiva para resolver conflitos entre senhorios e inquilinos, garantindo direitos, equilíbrio e defesa real para ambas as partes.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Fiscalidade ao serviço da função social da casa</strong></p>
<p>A política fiscal deve combater a especulação e não premiá-la. É necessário avançar para uma tributação progressiva e escalo-nada das rendas, garantir igualdade fiscal entre particulares, setor social e empresarial e criar uma dedução fiscal universal para todos os arrendatários.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Defender os contratos antigos e o comércio de proximidade</strong></p>
<p>Não podemos abandonar os inquilinos com contratos anterio-res a 1990, nem os pequenos senhorios vulneráveis, nem as coleti-vidades, o comércio tradicional e as lojas históricas que dão vida às cidades e garantem coesão social.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>A mudança de paradigma: da política de Governo à política de Estado</strong></p>
<p>Portugal precisa, com urgência, de uma política de Estado para a habitação assente em três pilares: o aumento massivo do parque público até, pelo menos, 9 a 10%, a regulação séria da financeiri-zação, do alojamento local e da procura externa, e a mobilização da oferta, dos devolutos e da capacidade de construção. Sem isto, continuaremos apenas a distribuir paliativos enquanto o edifício social continua a rachar.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Conclusão: a casa como lar, não como luxo</strong></p>
<p>A habitação é hoje o maior fator de desigualdade em Portugal. A maior causa de ansiedade coletiva. O maior bloqueio à mobili-dade social. O maior obstáculo à fixação de jovens e trabalhado-res. O maior teste à seriedade do nosso Estado social.</p>
<p>O direito à habitação digna não pode continuar a ser um artigo bonito na Constituição e invisível na prática. Uma sociedade que transforma casas em ativos especulativos e pessoas em descartá-veis está a falhar enquanto comunidade.</p>
<p>Cabe ao Estado assumir o seu papel de regulador, construtor, financiador e garante do direito à habitação. Cabe aos municípios planear com responsabilidade. Cabe aos cidadãos exigir. E cabe às associações, como a nossa, continuar a denunciar, propor e lutar.</p>
<p>Porque uma casa não é um produto financeiro. Uma casa é um lar. E um lar é a base da dignidade humana.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[Opinião de Pedro Ventura, Presidente da Associação dos Inquilinos Lisbonenses]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Cleanwatts instala quase 500 painéis solares em telhado de cervejeira em Leiria</title>
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		<dc:creator><![CDATA[André Manuel Mendes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Jun 2026 09:35:15 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A Cleanwatts e a Beam Park – Companhia de Cervejas de Leiria, detentora da marca XARLIE, lançaram uma Comunidade de Energia na zona centro do país, atualmente em fase de angariação de novos membros.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Cleanwatts e a Beam Park – Companhia de Cervejas de Leiria, detentora da marca XARLIE, lançaram uma Comunidade de Energia na zona centro do país, atualmente em fase de angariação de novos membros.</p>
<p>O projeto assenta numa Unidade de Produção para Autoconsumo (UPAC), já em operação, com uma potência instalada de 278,4 kWp e um total de 464 painéis solares. A produção anual estimada ronda os 364 MWh, valor que equivale ao consumo energético de cerca de 90 famílias, sublinham as empresas.</p>
<p>A iniciativa surge num contexto de elevada volatilidade nos mercados energéticos e aumento dos preços da eletricidade, com as duas entidades a defenderem que as Comunidades de Energia representam uma solução cada vez mais relevante para promover um sistema energético mais descentralizado, sustentável e colaborativo. O modelo permite reduzir custos energéticos e a pegada carbónica dos consumidores e empresas envolvidos.</p>
<p>“Setores como o da cerveja, onde a energia tem um papel central nos processos produtivos, enfrentam o desafio da descarbonização e da independência energética, numa altura crítica por motivos geopolíticos. Este projeto mostra como é possível dar passos concretos nesse caminho, através da integração de energia renovável local e modelos colaborativos. Na verdade, ao criarmos esta Comunidade de Energia e ao procurarmos membros para a integrarem, estamos a permitir que mais pessoas tenham acesso a energia renovável a custos competitivos”, afirma o CEO da Cleanwatts, Pedro Antão Alves.</p>
<p>Também a Beam Park sublinha a importância estratégica da iniciativa para a sua operação industrial e para a redução do impacto ambiental. A empresa, que produz a cerveja XARLIE, reforça que a sustentabilidade é um eixo central da sua atividade.</p>
<p>“Projetos como este são fundamentais para responder aos desafios energéticos que, atualmente, muitas empresas enfrentam em todo o mundo. Ao integrar produção de energia renovável local, estamos a reduzir a dependência de fontes tradicionais e a dar um contributo real para a descarbonização de todas as atividades instaladas na Beam Park, onde produzimos a XARLIE. A sustentabilidade deve estar no centro da atividade empresarial e esta parceria com a Cleanwatts permite-nos dar um passo concreto, ao mesmo tempo que criamos valor para a nossa comunidade”, refere Fábio Faustino, diretor da XARLIE.</p>
<p>A Comunidade de Energia encontra-se agora aberta à adesão de novos membros, que poderão beneficiar do acesso partilhado à energia produzida localmente.</p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_770315]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Kia EV2 chega a Portugal com autonomia até 453 km e preço para empresas abaixo dos 30 mil euros</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/kia-ev2-chega-a-portugal-com-autonomia-ate-453-km-e-preco-para-empresas-abaixo-dos-30-mil-euros/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Automonitor]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Jun 2026 09:33:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Automonitor]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
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		<category><![CDATA[portugal]]></category>
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					<description><![CDATA[Novo SUV está disponível em três versões de equipamento — Urban, Dynamic e Drive — e duas opções de bateria]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Kia iniciou em Portugal a comercialização do novo EV2, o SUV 100% elétrico mais compacto da marca e o novo ponto de entrada no seu portefólio elétrico. Representada no mercado nacional pela Astara, a marca posiciona o modelo como uma proposta europeia, prática e tecnologicamente avançada para famílias, particulares e empresas.</p>
<p>O novo Kia EV2 está disponível em três versões de equipamento — Urban, Dynamic e Drive — e duas opções de bateria. Os preços arrancam nos 29.990 euros para particulares e nos 28.490 euros para empresas, colocando o modelo num patamar particularmente relevante para quem procura um SUV elétrico de dimensões compactas, mas com autonomia suficiente para utilização diária e viagens mais longas.</p>
<p>Projetado, concebido e produzido na Europa, o EV2 assume-se como o SUV elétrico mais acessível da Kia. A versão com bateria de 42,2 kWh anuncia até 315 quilómetros de autonomia, enquanto a variante Drive Long Range, equipada com bateria de 61,0 kWh, eleva esse valor até 453 quilómetros.</p>
<p><strong>Autonomia até 453 km e carregamento em cerca de 30 minutos</strong></p>
<p>O EV2 utiliza uma arquitetura elétrica de 400V e permite carregamento rápido DC dos 10% aos 80% em 29 minutos na versão de autonomia standard e em cerca de 30 minutos na variante de autonomia alargada. Em corrente alternada, o carregamento pode chegar aos 11 kW.</p>
<p>Com esta configuração, a Kia procura responder a diferentes perfis de utilização. A bateria menor aponta para uma utilização mais urbana e suburbana, enquanto a opção Long Range reforça a aptidão familiar e permite deslocações mais longas com menor dependência de carregamentos frequentes.</p>
<p>No plano visual, o modelo segue a filosofia de design “Opposites United” da Kia e integra elementos já associados à restante gama elétrica da marca, incluindo a assinatura luminosa Star Map e luzes de circulação diurna verticais. As proporções inspiradas em modelos maiores reforçam a imagem de SUV, com linha de ombros marcada e arcos de rodas robustos.</p>
<p><strong>Interior flexível e espaço próximo do segmento C</strong></p>
<p>No habitáculo, uma das novidades é o sistema de bancos deslizantes e rebatíveis, disponível na variante de quatro lugares comercializada em Portugal com o nível Urban. Esta solução permite aumentar o espaço para as pernas atrás ou, com os bancos numa posição mais adiantada, elevar a capacidade da bagageira para mais de 400 litros.</p>
<p>Na configuração convencional de cinco lugares fixos, o EV2 oferece uma bagageira de 362 litros, procurando equilibrar espaço para os ocupantes traseiros com capacidade de carga. A Kia sublinha ainda que o desenho verticalizado do modelo permite oferecer um espaço interior comparável ao de modelos do segmento C.</p>
<p><strong>Tecnologia de segmentos superiores num SUV compacto</strong></p>
<p>O EV2 recebe o mais recente Cockpit de Navegação de Automóvel Conectado da Kia, aqui na versão Lite. O sistema integra três ecrãs: painel de instrumentos de 12,3 polegadas, ecrã tátil multimédia também de 12,3 polegadas e um ecrã intermédio de 5,3 polegadas dedicado à climatização.</p>
<p>Na segurança e assistência à condução, o modelo inclui um conjunto alargado de sistemas ADAS, normalmente associados a segmentos superiores. Entre os equipamentos disponíveis estão o Blind Collision Avoidance-Assist, o Front Collision Avoidance Assist 2.0 e o Smart Cruise Control 2.</p>
<p>O EV2 estreia ainda uma nova Unidade de Monitorização no Habitáculo. Integrado no espelho retrovisor, o sistema analisa em tempo real o nível de atenção do condutor e o posicionamento dos passageiros, ajudando a reforçar funções de segurança e a cumprir os mais recentes protocolos Euro NCAP.</p>
<p><strong>Afinação pensada para estradas europeias</strong></p>
<p>A componente dinâmica foi trabalhada especificamente para as estradas europeias, com suspensão, amortecimento e direção calibrados para garantir previsibilidade, conforto e estabilidade. A Kia destaca o controlo dos movimentos da carroçaria, a resposta suave da direção e o comportamento consistente em mudanças de faixa e condução mais dinâmica.</p>
<p>O modelo foi também validado em testes de inverno na Suécia, onde a marca confirmou estabilidade sobre neve e gelo. O Controlo Eletrónico de Estabilidade e o Modo Neve específico contribuem para um comportamento mais neutro em manobras a baixa e alta velocidade.</p>
<p>Na área do conforto acústico, o EV2 recebeu soluções de isolamento e redução de ruído adaptadas às condições europeias, incluindo materiais absorventes nas cavas das rodas, pneus Hankook ou Michelin selecionados pelo menor ruído de rolamento e componentes de isolamento em zonas como painel de instrumentos, bagageira dianteira e zona inferior da carroçaria.</p>
<p><strong>Garantia de sete anos e bateria coberta durante oito</strong></p>
<p>Tal como os restantes modelos elétricos da Kia, o EV2 beneficia de sete anos ou 150.000 quilómetros de garantia geral e oito anos ou 160.000 quilómetros para a bateria de tração. As manutenções estão previstas a cada 30.000 quilómetros ou dois anos.</p>
<p>A gama arranca no EV2 Urban, com bateria de 42,2 kWh, preço de 32.250 euros para particulares e 28.490 euros para empresas. O EV2 Dynamic custa 34.000 euros para particulares e 29.990 euros para empresas, enquanto o EV2 Drive começa nos 35.500 euros para particulares e 31.990 euros para empresas. A versão EV2 Drive Long Range, com bateria de 61,0 kWh, tem preço de 38.000 euros para particulares e 34.490 euros para empresas.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_770311]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Os cinco novos modelos da Peugeot até 2030 já foram oficialmente anunciados</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Automonitor]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Jun 2026 09:28:42 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Calendário foi detalhado por Alain Favey, responsável máximo da Peugeot, durante a apresentação do novo plano estratégico do grupo, conduzida pelo CEO Antonio Filosa]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Peugeot vai lançar cinco novos modelos entre 2027 e 2030, numa ofensiva de produto que pretende reforçar o peso da marca dentro da Stellantis. A &#8216;L’Automobile Magazine&#8217; avança que o calendário foi detalhado por Alain Favey, responsável máximo da Peugeot, durante a apresentação do novo plano estratégico do grupo, conduzida pelo CEO Antonio Filosa.</p>
<p>A estratégia surge num momento em que a Stellantis procura clarificar o papel das suas principais marcas europeias. No novo plano Fastlane, apresentado a 21 de maio, Peugeot e Fiat surgem como duas das marcas centrais para a ofensiva europeia do grupo, beneficiando do reconhecimento comercial e da presença já consolidada em vários mercados.</p>
<p>No caso da Peugeot, essa nova responsabilidade passa por manter um ritmo elevado de lançamentos. Os cinco modelos anunciados terão por base a plataforma STLA One, descrita como uma combinação de ferramentas já existentes, e vão cobrir alguns dos segmentos mais importantes para a marca, dos utilitários aos compactos.</p>
<p><strong>208 e 2008 abrem nova fase em 2027 e 2028</strong></p>
<p>Os primeiros modelos a chegar deverão ser os sucessores elétricos do 208 e do 2008. A marca francesa prepara uma estratégia invulgar: as atuais gerações dos dois modelos deverão continuar em produção, mas perderão as versões elétricas, abrindo espaço para novos E-208 e E-2008 tecnologicamente mais avançados.</p>
<p>Esta solução permite à Peugeot manter no mercado as versões com motor de combustão dos atuais 208 e 2008, ao mesmo tempo que lança novas gerações exclusivamente elétricas. A opção também ajuda a justificar preços mais elevados nos novos modelos elétricos, que deverão contar com tecnologias mais sofisticadas.</p>
<p>Entre as novidades previstas está a direção sem ligação mecânica tradicional, conhecida como &#8216;steer-by-wire&#8217;, uma tecnologia que a &#8216;L’Automobile Magazine&#8217; diz já ter conhecido antecipadamente. Os novos modelos deverão também marcar uma evolução no interior, incluindo elementos como o volante hiperquadrado, já antecipado para a próxima geração do SUV 2008.</p>
<p><strong>Novo 308 deverá chegar em 2028</strong></p>
<p>Num patamar acima, a Peugeot prepara também a nova geração do 308 e da respetiva carrinha. A atual terceira geração foi lançada em 2021, pelo que a chegada de um sucessor em 2028 encaixa no ciclo normal de renovação do modelo.</p>
<p>A próxima geração deverá manter uma oferta multienergia, com versões híbridas e uma variante totalmente elétrica, seguindo a estratégia já aplicada atualmente. O 308 continuará, assim, a desempenhar um papel central no segmento dos compactos, um dos mais importantes para a imagem europeia da Peugeot.</p>
<p>O desafio será conciliar a eletrificação com preços competitivos, numa altura em que o mercado automóvel europeu continua dividido entre a pressão regulatória para reduzir emissões e a procura dos clientes por soluções ainda acessíveis.</p>
<p><strong>Sucessor do 408 pode aproximar-se mais dos SUV</strong></p>
<p>A ofensiva da Peugeot deverá incluir ainda um sucessor do atual 408. Embora a marca não tenha confirmado oficialmente todos os detalhes, a silhueta sugerida durante a apresentação aponta para uma nova geração com maior altura ao solo.</p>
<p>Essa alteração poderá aproximar ainda mais o modelo do universo SUV, reduzindo a distância entre berlina elevada, coupé e crossover. A linha será particularmente delicada porque o 408 terá de coexistir com o 3008, que já assume uma postura de SUV coupé.</p>
<p>Também neste caso, a Peugeot deverá evitar uma aposta exclusivamente elétrica. A próxima geração deverá manter uma abordagem multienergia, com versões elétricas e híbridas, podendo incluir também variantes híbridas plug-in.</p>
<p><strong>Peugeot quer corrigir o percurso do 408</strong></p>
<p>O atual 408 não teve, até agora, o impacto comercial esperado na primeira fase do seu ciclo de vida. Ainda assim, Alain Favey considera que o modelo foi “injustamente julgado”, sugerindo que a Peugeot continua a acreditar no conceito.</p>
<p>A nova geração poderá, por isso, tentar corrigir o posicionamento, aproximando-se de uma linguagem mais SUV e beneficiando da nova organização estratégica da Stellantis. A questão será perceber se essa evolução será suficiente para dar ao 408 o sucesso que o modelo atual ainda não conseguiu consolidar.</p>
<p>Com estes lançamentos, a Peugeot prepara uma década decisiva. A marca terá de renovar modelos de grande volume, reforçar a sua oferta elétrica e, ao mesmo tempo, manter versões híbridas e térmicas onde o mercado ainda o justificar. A ambição é clara: continuar a ser uma das marcas europeias mais fortes dentro da Stellantis, sem perder terreno num mercado cada vez mais competitivo.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_770306]]></sapo:autor>
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		<title>Guerra com o Irão deixa arsenal dos EUA sob pressão e abre ‘janela de vulnerabilidade’ face à China</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Jun 2026 09:24:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[arsenais militares]]></category>
		<category><![CDATA[China]]></category>
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		<category><![CDATA[Guerra no Médio Oriente]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Pentágono poderá precisar de pelo menos três anos para reconstruir os níveis anteriores à guerra com o Irão em três tipos de munições consideradas fundamentais: Tomahawk, THAAD e Patriot]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A guerra com o Irão deixou os arsenais americanos sob pressão e pode ter criado uma “janela de vulnerabilidade” num eventual conflito com a China no Pacífico Ocidental, escreve o &#8216;ABC&#8217;, citando uma análise do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais. Em causa está o consumo elevado de munições essenciais, incluindo mísseis Tomahawk, sistemas de defesa antimíssil THAAD e mísseis Patriot.</p>
<p>A conclusão surge depois de Donald Trump ter admitido, durante o regresso de uma cimeira com Xi Jinping na China, que “a última coisa” de que os EUA precisam neste momento é de uma guerra a “15.300 quilómetros de distância”, numa referência a Taiwan e ao risco de conflito com Pequim.</p>
<p>Segundo a análise citada pelo &#8216;ABC&#8217;, o Pentágono poderá precisar de pelo menos três anos para reconstruir os níveis anteriores à guerra com o Irão em três tipos de munições consideradas fundamentais: Tomahawk, THAAD e Patriot. O problema, sublinha o estudo, já não será apenas financeiro, mas sobretudo industrial e temporal: produzir sistemas complexos demora anos.</p>
<p><strong>Mais de mil Tomahawk usados contra o Irão</strong></p>
<p>O CSIS estima que os EUA tenham usado mais de mil mísseis Tomahawk durante o conflito com o Irão, cerca de cinco vezes mais do que a quantidade prevista para reposição em 2026. Mesmo com uma aceleração da produção nos próximos anos, os níveis de stock anteriores à guerra só deverão ser recuperados no final de 2030 ou no início de 2031.</p>
<p>Também os sistemas THAAD foram fortemente utilizados. A análise estima que entre 190 e 290 unidades tenham sido empregues, com reposição apenas prevista para meados ou final de 2029.</p>
<p>No caso dos Patriot, o desgaste é igualmente expressivo. O número de unidades usadas no conflito é estimado entre 1&#8217;060 e 1&#8217;430, quando o Pentágono deverá adquirir apenas 172 novas unidades este ano. Os níveis anteriores só deverão ser recuperados em meados de 2029.</p>
<p>A situação é ainda mais sensível porque estes mísseis defensivos também fazem parte do apoio militar à Ucrânia contra a Rússia e têm sido enviados para outros aliados dos EUA.</p>
<p><strong>Pentágono recebe reforço, mas o dinheiro não resolve tudo</strong></p>
<p>O Departamento de Defesa apresentou ao Congresso uma proposta orçamental de 1,5 biliões de dólares, cerca de 1,29 biliões de euros, com uma parte significativa destinada ao reforço dos stocks de armas. A conversão tem por base a taxa de referência mais recente do Banco Central Europeu disponível antes de 1 de junho, de 1 euro por 1,1644 dólares.</p>
<p>“O financiamento para mais munição começou durante o Governo Biden e acelerou durante o Governo Trump. O Congresso apoiou esse financiamento com um acordo bipartidário”, refere a análise citada pelo &#8216;ABC&#8217;. Mas o mesmo relatório alerta que “o problema hoje não é dinheiro, é tempo”.</p>
<p>O próprio secretário da Defesa, Pete Hegseth, reconheceu perante o Congresso que a recuperação dos arsenais levará “meses e anos”, dependendo do tipo de munição. Já o porta-voz do Pentágono, Sean Parnell, garantiu que as Forças Armadas americanas continuam a ter “tudo o que é necessário” para executar missões onde e quando o Presidente decidir.</p>
<p><strong>China, Taiwan e o paradoxo das terras raras</strong></p>
<p>A vulnerabilidade americana ganha especial relevância perante a ambição militar da China. Pequim estabeleceu como objetivo estar preparada para invadir e tomar Taiwan até 2027, embora especialistas considerem essa data mais uma meta de preparação do que um prazo definitivo para uma operação militar.</p>
<p>Xi Jinping deixou uma mensagem direta a Trump durante a visita à China: se Washington não gerir bem a relação com Taiwan, num momento em que está em causa uma venda multimilionária de armas à ilha, poderão ocorrer confrontos e até conflitos.</p>
<p>Há ainda um paradoxo estratégico. Para reconstruir o seu arsenal e reduzir a vulnerabilidade face à China, os EUA dependem, em parte, da própria China, já que muitos sistemas militares exigem minerais de terras raras, área em que Pequim é o maior exportador mundial. A proposta orçamental americana inclui verbas para encontrar fontes alternativas, mas esse processo deverá demorar.</p>
<p><strong>Dissuasão ainda resiste</strong></p>
<p>Apesar do diagnóstico de vulnerabilidade, a análise do CSIS termina com uma nota menos pessimista. O relatório considera que a situação no Pacífico Ocidental “não é totalmente sombria”, porque a China também sabe que as forças americanas demonstraram capacidades relevantes no Irão, na Venezuela e contra os houthis.</p>
<p>Outro fator apontado é a experiência militar. Ao contrário dos EUA, a China não tem experiência recente de combate, e a sua última guerra, contra o Vietname em 1979, teve um desempenho considerado fraco. Essa diferença poderá ajudar a preservar a dissuasão enquanto Washington tenta reconstruir os seus arsenais.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_770296]]></sapo:autor>
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		<title>Católica e tecnológica bracarense F3M juntam-se para formar líderes e transformar a gestão do setor social em Portugal</title>
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		<dc:creator><![CDATA[André Manuel Mendes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Jun 2026 09:13:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Universidades]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
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		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
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		<category><![CDATA[setor social]]></category>
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					<description><![CDATA[A Universidade Católica Portuguesa – Centro Regional de Braga e a tecnológica bracarense F3M assinaram um protocolo de cooperação com o objetivo de desenvolver iniciativas de formação e qualificação dirigidas a profissionais de vários setores, com especial enfoque na Economia Social.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Universidade Católica Portuguesa – Centro Regional de Braga e a tecnológica bracarense F3M assinaram um protocolo de cooperação com o objetivo de desenvolver iniciativas de formação e qualificação dirigidas a profissionais de vários setores, com especial enfoque na Economia Social.</p>
<p>A primeira iniciativa no âmbito desta parceria decorrerá em outubro e terá como tema “Gestão e Comunicação no Setor Social”. O curso de especialização destina-se a líderes, técnicos e dirigentes do terceiro setor, procurando reforçar competências técnicas e estratégicas numa área considerada cada vez mais exigente.</p>
<p>A formação será realizada em formato online, com uma duração total de 51 horas, e dirige-se sobretudo a profissionais ligados ao setor social, embora esteja também aberta a participantes de outras áreas, como Serviço Social, Psicologia, Sociologia, Educação Social, Comunicação, Recursos Humanos ou Gestão.</p>
<p>Em comunicado, a F3M e a Universidade Católica sublinham que o objetivo do programa passa por dotar os profissionais de conhecimentos científicos, técnicos e tecnológicos que lhes permitam tomar decisões mais eficazes e responder com maior rapidez às necessidades do mercado.</p>
<p>Sérgio Agrelos destaca que o setor social “desempenha um papel fundamental na promoção da coesão social, inclusão e desenvolvimento sustentável”, mas enfrenta desafios crescentes relacionados com captação de recursos, visibilidade, credibilidade e impacto social. Neste contexto, acrescenta, a comunicação estratégica assume-se como “um elemento central na definição da identidade, na mobilização de públicos e na sustentabilidade das organizações”.</p>
<p>O responsável aponta ainda várias fragilidades estruturais do setor, incluindo dificuldades na atração e retenção de talento, comunicação limitada, falta de accountability e debilidades na colaboração interinstitucional. “Esta iniciativa visa precisamente fortalecer as competências de comunicação e gestão estratégica de atuais e futuros líderes, técnicos e dirigentes do setor social”, refere.</p>
<p>Para as duas entidades, esta parceria deverá permitir o desenvolvimento de outras ações conjuntas de formação e capacitação na região Norte. “Estamos certos da relevância desta parceria e acreditamos que terá um impacto significativo junto da comunidade”, sublinha Sérgio Agrelos.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_770298]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Atenção, passageiros. Metro de Lisboa encerra amanhã às 23h e só volta a abrir quinta-feira</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Jun 2026 09:06:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
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		<category><![CDATA[metro de lisboa]]></category>
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					<description><![CDATA[De acordo com a empresa, não haverá circulação entre as 23h00 do dia 2 de junho e todo o dia 3 de junho]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Metropolitano de Lisboa informou que os sindicatos representativos dos trabalhadores da empresa apresentaram um pré-aviso de greve para o próximo dia 3 de junho, o que irá afetar a circulação de comboios na rede.</p>
<p>De acordo com a empresa, não haverá circulação entre as 23h00 do dia 2 de junho e todo o dia 3 de junho.</p>
<p>A normalização do serviço está prevista para as 06h30 de 4 de junho.</p>
<p>O Metropolitano de Lisboa agradece, em comunicado, &#8220;a compreensão dos clientes e lamenta os inconvenientes causados pela paralisação&#8221;.</p>
<p>A paralisação no Metropolitano de Lisboa insere-se na greve geral convocada pela CGTP para 3 de junho, em protesto contra o pacote laboral que o Governo quer aprovar. A greve deverá afetar vários setores, incluindo transportes, escolas e hospitais, com especial impacto na mobilidade nas áreas metropolitanas.</p>
<p>No caso dos transportes, foram definidos serviços mínimos para operadores como CP, Fertagus, Carris e TAP, mas não para a circulação de composições no Metropolitano de Lisboa. O Tribunal Arbitral não decretou serviços mínimos para o Metro, pelo que a rede deverá estar encerrada ao público durante a paralisação.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_770288]]></sapo:autor>
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		<title>Navio ligado a três mortes por hantavírus recebe luz verde para retomar cruzeiros</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Jun 2026 09:02:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[hantavírus]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[MV Hondius]]></category>
		<category><![CDATA[Países Baixos]]></category>
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					<description><![CDATA[Agência municipal de saúde da cidade holandesa anunciou, após uma inspeção final realizada na passada sexta-feira, que já não existem obstáculos de saúde pública à entrada em funcionamento da embarcação]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O navio &#8216;MV Hondius&#8217;, que esteve associado a um surto de hantavírus que provocou a morte de três passageiros, foi autorizado a voltar a operar depois de ter sido limpo, desinfetado e aprovado pelas autoridades de saúde de Roterdão, noticia o &#8216;El Mundo&#8217;.</p>
<p>A agência municipal de saúde da cidade holandesa anunciou, após uma inspeção final realizada na passada sexta-feira, que já não existem obstáculos de saúde pública à entrada em funcionamento da embarcação.</p>
<p>“Do ponto de vista da saúde pública, já não existem obstáculos à entrada em funcionamento da embarcação Hondius”, indicou a autoridade sanitária de Roterdão no seu site.</p>
<p>Segundo a mesma entidade, especialistas em prevenção de infeções concluíram que o navio tinha sido “efetivamente limpo” e que a desinfeção fora realizada de acordo com as diretrizes estabelecidas.</p>
<p><strong>Cruzeiros devem ser retomados a 13 de junho</strong></p>
<p>A Oceanwide Expeditions, companhia proprietária do navio, já tinha indicado esta semana que a embarcação deixaria Roterdão assim que as inspeções estivessem concluídas.</p>
<p>A empresa prevê agora retomar o programa de cruzeiros a partir de 13 de junho, depois de a autorização das autoridades sanitárias ter afastado os impedimentos à operação.</p>
<p>O &#8216;MV Hondius&#8217;, de bandeira holandesa, tinha visto a sua viagem interrompida depois de ter sido detetado um surto de hantavírus a bordo. O navio fazia a rota entre Ushuaia, na Argentina, e o arquipélago de Cabo Verde.</p>
<p><strong>Três passageiros morreram</strong></p>
<p>O episódio levou à morte de três passageiros e à evacuação dos restantes para Tenerife, nas Canárias, antes de serem repatriados de avião para os respetivos países.</p>
<p>A embarcação concluiu a viagem a 18 de maio, em Roterdão, o maior porto da Europa. A tripulação que permanecia a bordo foi então colocada em quarentena.</p>
<p>De acordo com o &#8216;El Mundo&#8217;, a Organização Mundial da Saúde registou até agora 13 casos confirmados ou prováveis relacionados com este surto, incluindo as três mortes.</p>
<p><strong>Hantavírus é raro e não tem tratamento específico</strong></p>
<p>O hantavírus é considerado raro e não existe vacina nem tratamento específico para a infeção. A situação obrigou por isso a medidas de contenção, inspeção sanitária e desinfeção da embarcação antes de ser autorizada a retomar atividade.</p>
<p>A decisão das autoridades de Roterdão não elimina a gravidade do episódio, mas confirma que, após a limpeza e desinfeção, o navio deixou de representar um obstáculo do ponto de vista da saúde pública.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_770283]]></sapo:autor>
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		<title>“Em Portugal, a IA está a ganhar velocidade, mas nem sempre acompanhada pela preparação das pessoas”, diz o Head of Human Capital da Aon Portugal</title>
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		<dc:creator><![CDATA[André Manuel Mendes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Jun 2026 08:53:50 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
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		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
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		<category><![CDATA[pessoas]]></category>
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					<description><![CDATA[A esmagadora maioria das empresas portuguesas acredita que a Inteligência Artificial (IA) terá um impacto positivo nos negócios, criando novas oportunidades e exigindo novas competências. ]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p>A esmagadora maioria das empresas portuguesas acredita que a Inteligência Artificial (IA) terá um impacto positivo nos negócios, criando novas oportunidades e exigindo novas competências. No entanto, a velocidade da adoção tecnológica continua a superar a preparação das organizações e dos colaboradores para esta transformação.</p>
<p>A conclusão é do mais recente Human Capital Trends Study da Aon, que revela que 98% das organizações em Portugal consideram que a IA irá gerar novas oportunidades nas suas áreas de atividade e obrigar ao desenvolvimento de novas competências. O valor coloca Portugal 12 pontos percentuais acima da média global, fixada nos 86%.</p>
<p>O estudo mostra também que 72% das empresas nacionais já implementaram ou estão a testar soluções de Inteligência Artificial, um número praticamente alinhado com a média mundial de 73%, demonstrando que a tecnologia já faz parte da realidade da maioria das organizações.</p>
<p>Contudo, a preparação dos colaboradores para esta mudança continua a revelar fragilidades. Segundo o relatório, em 17% das empresas portuguesas nenhum trabalhador participou em iniciativas de requalificação ou capacitação em IA nos últimos 12 meses.</p>
<p>&#8220;Os dados mostram que, em Portugal, a IA está a ganhar velocidade, mas nem sempre acompanhada pela preparação das pessoas. O verdadeiro desafio não está na tecnologia, está na forma como capacitamos quem a usa. É aí que se ganha ou se perde valor&#8221;, afirma Nuno Abreu, responsável de Human Capital da Aon Portugal.</p>
<p>A escassez de profissionais com competências em Inteligência Artificial surge como outro dos principais obstáculos identificados pelas organizações. Apenas 24% das empresas portuguesas considera conseguir recrutar e reter talento especializado nesta área, um valor semelhante ao observado a nível global.</p>
<p>Perante esta dificuldade, o estudo conclui que a aposta na formação interna e no desenvolvimento de competências dos atuais colaboradores será determinante para reduzir o fosso entre a ambição tecnológica das empresas e a sua capacidade efetiva de execução.</p>
<p>Apesar das preocupações frequentemente associadas ao impacto da IA no emprego, 84% das organizações portuguesas acreditam que a tecnologia irá automatizar determinadas tarefas, mas não eliminar a necessidade das funções existentes. A tendência aponta para uma transformação das competências exigidas e das atividades desempenhadas, mais do que para uma substituição generalizada de postos de trabalho.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Empresas portuguesas atrás da média global </strong></p>
<p>O estudo identifica ainda desafios na gestão estratégica do capital humano. Apenas 30% das organizações portuguesas afirma possuir um elevado nível de maturidade na utilização de dados de Recursos Humanos, abaixo dos 38% registados globalmente.</p>
<p>Esta limitação poderá dificultar a tomada de decisões relacionadas com talento, remuneração, benefícios, desenvolvimento de competências e planeamento organizacional, numa altura em que os dados assumem um papel cada vez mais relevante na gestão das pessoas.</p>
<p>Também a proposta de valor para os colaboradores continua a ser uma área com margem de progressão. Apenas 17% das empresas nacionais afirma ter uma proposta de valor para os colaboradores claramente definida e compreendida pelas equipas, ligeiramente abaixo da média global de 19%.</p>
<p>Para Nuno Abreu, as organizações que conseguirem alinhar a adoção tecnológica com estratégias sólidas de desenvolvimento de talento estarão melhor posicionadas para transformar a atual revolução tecnológica em ganhos de desempenho e competitividade.</p>
<p>O Human Capital Trends Study da Aon reuniu as respostas de 2.361 administradores, líderes empresariais e responsáveis de recursos humanos de 62 países, entre novembro de 2025 e janeiro de 2026.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_770281]]></sapo:autor>
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		<title>Nomeia dispositivo Bluetooth como “bomba” e obriga avião para Maiorca a voltar para os EUA: jovem de 16 anos detido</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Jun 2026 08:46:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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		<category><![CDATA[Bomba]]></category>
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		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Palma de Maiorca]]></category>
		<category><![CDATA[United Airlines]]></category>
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					<description><![CDATA[O aparelho descolou às 17h58 com destino à ilha espanhola, mas a viagem foi interrompida algumas horas depois]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Um voo da United Airlines entre Newark, nos Estados Unidos, e Palma de Maiorca, em Espanha, foi obrigado a regressar ao aeroporto de origem depois de um dispositivo Bluetooth ter surgido com um nome associado a uma ameaça de segurança. O caso, relatado pelo &#8217;20 Minutos&#8217;, ocorreu num avião que tinha partido este sábado do Aeroporto Internacional Newark Liberty e que já seguia sobre o Atlântico quando foi tomada a decisão de voltar para trás.</p>
<p>O aparelho descolou às 17h58 com destino à ilha espanhola, mas a viagem foi interrompida algumas horas depois. De acordo com relatos de passageiros citados pela imprensa especializada em aviação, a tripulação ordenou que todos os dispositivos Bluetooth fossem imediatamente desligados, explicando que a instrução vinha da sede da United Airlines, em Chicago.</p>
<p>Aos passageiros terá sido comunicado que, se todos os equipamentos não fossem desativados, o avião teria de regressar a Newark. “Disseram que alguém tinha feito algo com o Bluetooth que colocou em risco a segurança do voo”, contou um passageiro ao site &#8216;AirLive&#8217;.</p>
<p><strong>Dispositivo continuou ligado após avisos da tripulação</strong></p>
<p>Segundo os mesmos relatos, a tripulação fez vários pedidos aos passageiros e chegou a dar um último aviso de um minuto para que todos os dispositivos fossem desligados. Ainda assim, pelo menos dois equipamentos permaneceram ativos.</p>
<p>Foi nessa altura que os pilotos decidiram inverter a rota e regressar ao aeroporto de partida, tratando o episódio como uma emergência de segurança.</p>
<p>Uma gravação áudio da conversa entre os pilotos e o controlo de tráfego aéreo indicava que a ameaça tinha origem num dispositivo identificado por “uma certa palavra de quatro letras”. Passageiros citados pela imprensa de aviação explicaram que essa palavra seria “BOMB”, ou seja, “bomba”.</p>
<p><strong>Jovem de 16 anos terá sido detido</strong></p>
<p>Os dispositivos Bluetooth podem ser renomeados pelos utilizadores, e esse nome pode aparecer a outros equipamentos próximos. Depois da aterragem em Newark, os passageiros foram retirados do avião com os passaportes e telemóveis, enquanto as equipas de segurança inspecionavam a aeronave.</p>
<p>Mais tarde, as autoridades concluíram que se tratava apenas do nome atribuído a um dispositivo Bluetooth, e não de um explosivo ou de uma ameaça real dentro do avião. Ainda assim, segundo os relatos citados pelo &#8217;20 Minutos&#8217;, o responsável, um jovem de 16 anos, acabou por ser detido.</p>
<p>As eventuais acusações ainda não foram divulgadas, mas o caso poderá ter consequências legais sérias, sobretudo por ter obrigado ao desvio de um voo internacional e à mobilização dos procedimentos de segurança aeroportuária.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_770276]]></sapo:autor>
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		<title>Custo da habitação afasta famílias dos centros urbanos e pressiona Lisboa e Porto</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/custo-da-habitacao-afasta-familias-dos-centros-urbanos-e-pressiona-lisboa-e-porto/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Jun 2026 08:35:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
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					<description><![CDATA['Iberia Property Market Report Q1 2026', elaborado pela MVGM, aponta a perda de acessibilidade habitacional como o principal risco para os próximos trimestres]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O custo da habitação continua a afastar famílias dos centros urbanos, com Lisboa e Porto a manterem uma trajetória de valorização no mercado residencial, embora com ritmos diferentes. Os dados constam do &#8216;Iberia Property Market Report Q1 2026&#8217;, elaborado pela MVGM, que aponta a perda de acessibilidade habitacional como o principal risco para os próximos trimestres.</p>
<p>Lisboa mantém-se como o mercado residencial mais caro do país, tanto na compra como no arrendamento. No primeiro trimestre de 2026, o preço médio de venda na capital situou-se nos 6.769 euros por metro quadrado, apesar de uma ligeira descida trimestral de 0,6%. Em termos anuais, contudo, os preços subiram 2,3%, sinalizando uma procura ainda robusta.</p>
<p>No arrendamento, Lisboa registou uma renda média de 23,2 euros por metro quadrado por mês, mais 3,3% do que no mesmo período do ano anterior. A subida é mais moderada do que em ciclos anteriores, mas parte de uma base já muito elevada, o que limita o espaço para novas valorizações expressivas sem agravar ainda mais a pressão sobre os orçamentos familiares.</p>
<p><strong>Porto acelera e aproxima-se de Lisboa</strong></p>
<p>O Porto apresenta uma dinâmica diferente. O preço médio de venda fixou-se nos 4.366 euros por metro quadrado, com um crescimento anual de 7,9%, o mais elevado na comparação entre as duas cidades. Este desempenho revela uma pressão crescente da procura e reforça a atratividade da cidade junto de residentes e investidores.</p>
<p>No arrendamento, a renda média no Porto chegou aos 17,5 euros por metro quadrado por mês, com uma subida anual de 7,2%. O crescimento é significativamente superior ao registado em Lisboa, o que mostra que o Porto continua a partir de uma base mais acessível, mas está a aproximar-se progressivamente dos níveis da capital.</p>
<p>Esta evolução reforça a ideia de que a pressão habitacional deixou de estar concentrada apenas em Lisboa. O Porto continua a beneficiar da procura por alternativas à capital, mas essa mesma atratividade está a traduzir-se em aumentos relevantes nos preços de venda e nas rendas.</p>
<p><strong>Acessibilidade habitacional é o principal risco</strong></p>
<p>Para a MVGM, o indicador mais crítico a acompanhar nos próximos trimestres será o arrendamento, por refletir de forma mais direta a pressão real sobre a habitação disponível. Se as rendas continuarem a crescer acima dos rendimentos das famílias, a perda de acessibilidade poderá intensificar-se nas duas maiores cidades portuguesas.</p>
<p>“Os dados do primeiro trimestre de 2026 confirmam que o mercado residencial português está a entrar numa fase de maior maturidade em Lisboa, enquanto o Porto mantém um dinamismo que reflete a crescente atratividade da cidade”, afirma Ana Luísa Santos, Head of Residential da MVGM Portugal.</p>
<p>A responsável sublinha, contudo, que a sustentabilidade do mercado depende da capacidade de garantir habitação acessível para quem trabalha e vive nas cidades. “O que nos preocupa, e que acompanhamos de perto, é o impacto real deste crescimento nos orçamentos das famílias. A sustentabilidade do mercado depende, em última análise, de garantir que há habitação acessível para quem trabalha e vive nestas cidades”, acrescenta.</p>
<p><strong>Lisboa deverá continuar a liderar a venda</strong></p>
<p>Para os próximos trimestres, a MVGM antecipa que Lisboa continue a liderar o mercado residencial, sobretudo no segmento de venda. Ainda assim, o Porto poderá manter uma posição particularmente dinâmica no arrendamento, com uma diferença face à capital que poderá diminuir de forma gradual.</p>
<p>Os dados mostram, assim, um mercado residencial ainda valorizado, mas cada vez mais condicionado pela capacidade financeira das famílias. Lisboa continua a ser o principal polo de preços elevados, enquanto o Porto acelera e ganha peso como mercado alternativo, mas também mais pressionado.</p>
<p>A questão central passa agora pela acessibilidade. Com os preços e rendas a subirem nas duas cidades, o risco é que cada vez mais famílias sejam empurradas para fora dos centros urbanos, aumentando a distância entre local de residência, emprego e serviços.</p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_770272]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Easyjet nega conversações com fundo Castlelake sobre possível aquisição</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/easyjet-nega-conversacoes-com-fundo-castlelake-sobre-possivel-aquisicao/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Jun 2026 08:29:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Castlelake]]></category>
		<category><![CDATA[easyJet]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A companhia aérea britânica 'low-cost' EasyJet garantiu hoje que o Conselho de Administração não manteve conversações, nem recebeu qualquer oferta de aquisição do fundo de investimento norte-americano Castlelake, tendo classificado uma eventual proposta como "altamente oportunista".]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A companhia aérea britânica &#8216;low-cost&#8217; EasyJet garantiu hoje que o Conselho de Administração não manteve conversações, nem recebeu qualquer oferta de aquisição do fundo de investimento norte-americano Castlelake, tendo classificado uma eventual proposta como &#8220;altamente oportunista&#8221;.</p>
<p>Num comunicado enviado à Bolsa de Londres, a empresa referiu que tomou nota do anúncio feito na sexta-feira pela Castlelake de que estava a considerar apresentar uma eventual oferta pela EasyJet, e salientou que está focada em gerar lucros para os acionistas e que considerará qualquer proposta, caso venha a ser recebida.</p>
<p>No entanto, a companhia aérea classificou uma eventual proposta como oportunista, uma vez que os preços das ações estão temporariamente em baixa devido à atual situação no Médio Oriente e ao seu impacto na confiança dos consumidores em relação aos preços dos combustíveis.</p>
<p>O fundo Castlelake revelou na sexta-feira à noite, após o encerramento da bolsa de valores de Londres, que se encontrava nas fases iniciais de análise de uma oferta pela EasyJet, mas que ainda não tinha contactado o Conselho de Administração da empresa.</p>
<p>A companhia &#8216;low-cost&#8217;, com sede em Luton (nos arredores de Londres), salientou também que &#8220;tem em conta os consideráveis desafios regulamentares, financeiros e de execução associados a uma eventual aquisição&#8221;.</p>
<p>A EasyJet recordou que a Castlelake tem até 26 de junho para apresentar uma oferta firme ou retirar-se, de acordo com as regras de aquisição do Reino Unido.</p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_770263]]></sapo:autor>
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		<title>Casas em Portugal ficam 10,2% mais caras e batem recorde pelo sétimo mês consecutivo</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/casas-em-portugal-ficam-102-mais-caras-e-batem-recorde-pelo-setimo-mes-consecutivo/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Jun 2026 08:27:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
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		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[Idealista]]></category>
		<category><![CDATA[mercado imobiliário]]></category>
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		<category><![CDATA[portugal]]></category>
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					<description><![CDATA[Em termos trimestrais, os preços das casas à venda aumentaram 2,2%, confirmando a continuidade da pressão sobre o mercado residencial. A subida foi transversal a todas as regiões do país e a todas as capitais de distrito e regiões autónomas analisadas]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Comprar casa em Portugal ficou 10,2% mais caro em maio, face ao mesmo mês de 2025, com o preço mediano a atingir os 3.142 euros por metro quadrado. O valor representa um novo máximo histórico no mercado nacional, alcançado pelo sétimo mês consecutivo, segundo o índice de preços do idealista.</p>
<p>Em termos trimestrais, os preços das casas à venda aumentaram 2,2%, confirmando a continuidade da pressão sobre o mercado residencial. A subida foi transversal a todas as regiões do país e a todas as capitais de distrito e regiões autónomas analisadas.</p>
<p><strong>Santarém, Portalegre e Beja lideram subidas nas capitais de distrito</strong></p>
<p>Entre as capitais de distrito e regiões autónomas, Santarém registou a maior valorização anual, com uma subida de 30,9%. Seguiram-se Portalegre, com 28,2%, Beja, com 23,6%, Bragança, com 23,1%, Coimbra, com 22,3%, e Viseu, com 22,1%.</p>
<p>Também Viana do Castelo, Castelo Branco, Leiria e Faro apresentaram aumentos expressivos, com subidas de 20%, 17,5%, 16,8% e 15,3%, respetivamente. Aveiro, Setúbal, Ponta Delgada e Braga registaram igualmente valorizações de dois dígitos.</p>
<p>As subidas mais moderadas verificaram-se em Vila Real, com 4%, Lisboa, com 7,1%, Porto, com 7,8%, Funchal, com 8,1%, e Évora, com 9,4%.</p>
<p><strong>Lisboa continua a ser a cidade mais cara para comprar casa</strong></p>
<p>Lisboa mantém-se como a cidade mais cara do país para comprar casa, com um preço mediano de 6.124 euros por metro quadrado. O Porto surge em segundo lugar, com 4.064 euros por metro quadrado, seguido do Funchal, com 3.863 euros, e de Faro, com 3.792 euros.</p>
<p>Setúbal ocupa a quinta posição, com 3.108 euros por metro quadrado, à frente de Aveiro, Évora, Coimbra, Ponta Delgada, Viana do Castelo e Braga.</p>
<p>Na parte inferior da tabela, com valores abaixo dos 2.000 euros por metro quadrado, surgem Leiria, Santarém, Viseu, Beja, Vila Real, Bragança, Portalegre e Castelo Branco. Esta última apresenta o valor mais baixo entre as capitais analisadas, com 1.050 euros por metro quadrado.</p>
<p><strong>Porto Santo regista a maior valorização entre distritos e ilhas</strong></p>
<p>Na análise por distritos e ilhas, os preços das casas subiram em 24 dos 25 mercados analisados. A única exceção foi a ilha do Faial, onde os preços recuaram 3,7%.</p>
<p>A maior subida anual foi registada na ilha de Porto Santo, com uma valorização de 26,8%. Seguiram-se a ilha Terceira, com 26,3%, Santarém, com 25,6%, Coimbra, com 22,8%, Castelo Branco, com 19,7%, e Portalegre, com 19,6%.</p>
<p>Lisboa continua a ser o distrito mais caro para comprar casa, com um preço mediano de 4.709 euros por metro quadrado. Depois surgem Faro, com 4.057 euros, a ilha da Madeira e a ilha de Porto Santo, ambas com 3.647 euros, e Setúbal, com 3.328 euros.</p>
<p>No extremo oposto, a Guarda é o mercado mais acessível entre os distritos e ilhas analisados, com um preço mediano de 865 euros por metro quadrado. Seguem-se Bragança, Portalegre, Castelo Branco e Vila Real.</p>
<p><strong>Alentejo lidera valorização regional</strong></p>
<p>A nível regional, os preços das casas à venda aumentaram em todo o país. O Alentejo liderou as valorizações, com uma subida anual de 19,9%, seguido do Centro, com 15,4%, e da Região Autónoma dos Açores, com 12,7%.</p>
<p>O Algarve registou um aumento de 10,7%, enquanto a Área Metropolitana de Lisboa subiu 9,2% e a Região Autónoma da Madeira valorizou 9,1%. O Norte apresentou a subida mais moderada, com 8,2%.</p>
<p>Apesar de não liderar a valorização anual, a Área Metropolitana de Lisboa continua a ser a região mais cara para comprar casa, com um preço mediano de 4.391 euros por metro quadrado. O Algarve surge em segundo lugar, com 4.057 euros, seguido da Região Autónoma da Madeira, com 3.647 euros.</p>
<p>O Centro mantém-se como a região mais barata para adquirir habitação, com um preço mediano de 1.794 euros por metro quadrado.</p>
<p><strong>Pressão continua no mercado da habitação</strong></p>
<p>Os dados mostram que a subida dos preços da habitação em Portugal continua a alastrar-se para lá dos grandes centros urbanos. Embora Lisboa e Porto se mantenham entre os mercados mais caros, as maiores valorizações estão a ocorrer em capitais de distrito e regiões onde os preços partem de bases mais baixas.</p>
<p>Santarém, Portalegre, Beja, Bragança, Coimbra e Viseu destacam-se entre os mercados com maiores aumentos, sinalizando uma pressão crescente sobre a habitação em várias zonas do país.</p>
<p>De acordo com o idealista, o índice tem por base os preços de oferta publicados pelos anunciantes, sendo eliminados anúncios atípicos e valores fora de mercado. O cálculo final resulta da mediana dos anúncios válidos em cada mercado.</p>
]]></content:encoded>
					
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