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	<title>Executive Digest</title>
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	<description>Notícias atualizadas ao minuto. Economia, política, sociedade, finanças e empresas e mercados</description>
	<lastBuildDate>Wed, 08 Jul 2026 18:37:38 +0000</lastBuildDate>
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		<title>Airbus entrega 351 aviões a 77 clientes no 1.º semestre</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Jul 2026 18:34:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A Airbus entregou 351 aviões a 77 clientes na primeira metade do ano e antecipa um total de 870 aeronaves até ao final de dezembro, foi hoje anunciado.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A Airbus entregou 351 aviões a 77 clientes na primeira metade do ano e antecipa um total de 870 aeronaves até ao final de dezembro, foi hoje anunciado. </P><br />
<P>Só em junho, a fabricante entregou 89 aviões comerciais a 49 clientes, no mesmo mês em que registou 71 encomendas. </P><br />
<P>Em comunicado, o grupo antecipou a entrega de 870 aviões até ao final deste ano. </P><br />
<P>No ano passado, a empresa entregou 793 aviões, um aumento de 4% face ao ano anterior. </P><br />
<P>Em 2023, a Airbus entregou 735 aeronaves.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_787087]]></sapo:autor>
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		<title>Valor de mercado foi o critério usado na venda de imóveis do Estado &#8211; Estamo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Jul 2026 18:17:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O valor de mercado foi o critério usado para a venda em hasta pública, em março, de dois imóveis do Estado situados no centro de Lisboa, disse hoje no parlamento o presidente da Estamo, Ricardo de Oliveira e Sousa.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O valor de mercado foi o critério usado para a venda em hasta pública, em março, de dois imóveis do Estado situados no centro de Lisboa, disse hoje no parlamento o presidente da Estamo, Ricardo de Oliveira e Sousa.</P><br />
<P>Defendendo que &#8220;os relatórios de avaliação são muito precisos&#8221;, o presidente da Estamo declarou que os imóveis em causa &#8220;foram vendidos 21% acima do valor do mercado, e não &#8220;abaixo do preço&#8221;. </P><br />
<P>Numa audição conjunta na Comissão de Orçamento e Finanças (COFAP) e na Comissão de Infraestruturas, Mobilidade e Habitação (CIMH), sobre a alienação de património imobiliário do Estado com aptidão habitacional, Ricardo Sousa disse que &#8220;o critério para alienação utilizado foi o do valor de mercado, mas sempre no melhor e máximo uso&#8221;.</P><br />
<P>Segundo afirmou, &#8220;todos os usos são contemplados, inclusive a demolição. E o valor que lá está é o valor máximo, seja para comércio, serviço ou habitação&#8221;. </P><br />
<P>Em maio, o jornal Público noticiou que a Estamo, empresa que gere o património imobiliário do Estado, vendeu em hasta pública dois imóveis no centro de Lisboa, na Avenida Visconde de Valmor e na Rua Filipe Folque, por um montante bastante inferior ao valor de mercado, apesar da sua capacidade para acolher habitação pública.</P><br />
<P>Contudo, o Ministério das Finanças esclareceu que os imóveis foram alienados por um valor superior &#8220;em cerca de 21,9% face ao valor-base inicial&#8221;. </P><br />
<P>Durante a audição, a requerimento do Livre e do PS, o presidente da Estamo declarou que os imóveis foram vendidos &#8220;porque há uma resolução do Conselho de Ministros que o determina&#8221;. </P><br />
<P>&#8220;A Estamo, no âmbito de quadro legal, tem a incumbência de promover esta operação, ou seja, tem que vender. À Estamo compete executar. E eu, como presidente da Estamo, quero trazer aqui a esta Comissão a garantia da conformidade legal da operação&#8221;, insistiu.</P><br />
<P>O responsável recordou ainda que os gestores públicos não podem decidir &#8220;a seu belo prazer o que fazer com o património do Estado&#8221;.</P><br />
<P>Ricardo de Oliveira e Sousa refutou também o critério usado na notícia do Público, que assenta num comparação com os valores medianos de venda calculados pelo INE em 2025, &#8220;e não em 2026, quando foi feita a avaliação&#8221;, sem visitar os imóveis e sem ter em conta &#8220;os instrumentos de gestão territorial aplicáveis ao local&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Se acho tecnicamente adequado comparar-se com a mediana do que existe na zona, não&#8221;, disse ainda, considerando que &#8220;não se pode pegar numa avaliação rigorosa e compará-la com uma coisa que é mais genérica&#8221;.</P><br />
<P>Perante a insistência dos deputados, o presidente da Estamo recusou-se a discutir se faz sentido alienar património do Estado com aptidão habitacional porque, como afirmou, &#8220;aí estaríamos a entrar na definição da política de habitação&#8221; do Governo.</P><br />
<P>&#8220;O património não deve ser visto como um fim em si mesmo, é um meio para servir a população. Se tiver que ser alienado, é, se tiver que ser reconvertido, é, se tiver que ser reabilitado, é. Tem é que servir o interesse da população, que é a escassez de habitação&#8221;, afirmou.</P><br />
<P>&#8220;O facto de se estar a vender, desde que seja para políticas de habitação, como esta resolução do Conselho de Ministros claramente diz, não estamos a escamotear ou a fugir a nenhuma defesa da falta de habitação&#8221;, acrescentou.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_787073]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Empresa que desenvolveu plataforma para classificação de exames diz que seguiu especificações definidas pela tutela</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Jul 2026 18:11:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A empresa que desenvolveu a plataforma utilizada para classificar os exames nacionais diz que seguiu as especificações definidas pelo Instituto de Educação, Qualidade e Avaliação (EduQA) e intervém no sistema "mediante solicitação".]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A empresa que desenvolveu a plataforma utilizada para classificar os exames nacionais diz que seguiu as especificações definidas pelo Instituto de Educação, Qualidade e Avaliação (EduQA) e intervém no sistema &#8220;mediante solicitação&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;A BLAT desenvolveu a plataforma de classificação para o IAVE/EduQA, sendo responsável pelo seu desenho e desenvolvimento, de acordo com as especificações definidas pelo IAVE/EduQA, intervindo mediante solicitação deste&#8221;, refere a empresa, numa resposta à agência Lusa.</P><br />
<P>Pela primeira vez este ano, as provas dos 11.º e 12.º anos, que continuam a ser realizadas em papel, estão a ser corrigidas em formato digital, um processo que implica que sejam digitalizadas e só depois distribuídas pelos professores para serem avaliadas.</P><br />
<P>Nesse processo, as folhas de resposta são primeiro digitalizadas e carregadas na plataforma de processamento e tratamento das provas, da responsabilidade do Instituto de Educação, Qualidade e Avaliação (EduQA), e só depois carregadas na plataforma de distribuição e classificação.</P><br />
<P>Segundo o ministro da Educação, Ciência e Inovação, a BLAT foi a única entidade externa envolvida no processo, enquanto empresa responsável por desenvolver a plataforma de distribuição e classificação, utilizada desde 2018, na altura sob orientação do Instituto de Avaliação Educativa (IAVE) (entidade, entretanto, extinta e cujas funções foram assumidas pelo recém-criado EduQA).</P><br />
<P>Desde o início do processo de classificação dos exames, os sistemas informáticos têm apresentado problemas, sobretudo relacionados com a digitalização das provas.</P><br />
<P>Para resolver as falhas na plataforma de processamento e tratamento dos exames, o EduQA solicitou, recentemente, o apoio de uma consultora externa &#8212; a Deloitte &#8212; que, segundo o ministro, está também a acompanhar as restantes fases do processo.</P><br />
<P>Questionada sobre a natureza da sua intervenção atualmente, a empresa responsável pela plataforma de classificação disse apenas que intervém &#8220;mediante solicitação&#8221; do EduQA e afastou quaisquer responsabilidades nos erros de digitalização.</P><br />
<P>&#8220;A BLAT não é responsável pela digitalização das provas, controlo de qualidade, submissão de ficheiros, gestão de utilizadores, definição de que provas são classificadas, quando o são ou por quem, nem por quaisquer outros procedimentos operacionais do processo de classificação&#8221;, refere a empresa.</P><br />
<P>Na resposta à Lusa, a BLAT explica que a plataforma &#8220;limita-se a disponibilizar aos classificadores os ficheiros tal como os recebe dos sistemas externos e disponibiliza as provas quando a entidade competente assim o entender&#8221;.</P><br />
<P>Na segunda-feira, a plataforma esteve em manutenção durante várias horas, devido a uma &#8220;fragilidade&#8221; na segurança do sistema, segundo explicou o ministro da Educação.</P><br />
<P>O sistema voltou a estar indisponível hoje, entre as 00:00 e as 02:00, período em que foi alvo de uma nova manutenção &#8220;para otimizar processos&#8221;, justificou Fernando Alexandre.</P><br />
<P>Questionado sobre as duas intervenções técnicas no sistema, a BLAT não esclareceu os motivos, nem o seu papel na identificação e resolução dos problemas.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_787071]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>João Ferreira é o sucessor de Duarte Gomes como diretor técnico de arbitragem</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Jul 2026 18:02:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O ex-árbitro internacional João Ferreira é o novo diretor técnico de arbitragem, após a demissão de Duarte Gomes, anunciou hoje o Conselho de Arbitragem (CA) da Federação Portuguesa de Futebol (FPF).]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O ex-árbitro internacional João Ferreira é o novo diretor técnico de arbitragem, após a demissão de Duarte Gomes, anunciou hoje o Conselho de Arbitragem (CA) da Federação Portuguesa de Futebol (FPF).</P><br />
<P>&#8220;O CA anuncia que João Ferreira, antigo árbitro da Associação de Futebol de Setúbal e ex-vice-presidente do CA, é o novo Diretor Técnico Nacional de Arbitragem. A escolha vem no seguimento do planeamento para a época 2026/2027, que está a ser preparada pelo órgão que tutela a arbitragem em Portugal&#8221;, lê-se num comunicado da FPF. </P><br />
<P>João Ferreira, que esteve 13 anos no mais alto escalão da arbitragem nacional, é atualmente observador internacional e inicia funções de diretor técnico na segunda-feira.</P><br />
<P>O ex-árbitro era candidato ao CA nas listas lideradas por Nuno Lobo nas últimas eleições na FPF, vencidas pelo atual presidente Pedro Proença.</P><br />
<P>Duarte Gomes renunciou ao cargo de diretor técnico da arbitragem da FPF, tendo o organismo remetido agora a situação para o MP, na sequência dos motivos alegados em participação formal pelo ex-árbitro internacional, que estava em funções há um ano e já disse estar disponível para prestar todos os esclarecimentos</P><br />
<P>Duarte Gomes ainda não revelou publicamente os motivos da demissão, mas a decisão da FPF em remeter a situação para o MP no âmbito da Regime Jurídico da Integridade do Desporto levanta suspeição no setor da arbitragem a pouco mais de um mês do início das provas profissionais.</P><br />
<P>O primeiro ponto do sexto artigo desse conjunto de normas menciona a denúncia obrigatória &#8220;sempre que os agentes desportivos tenham conhecimento ou suspeitem de comportamentos antidesportivos contrários aos valores da verdade, da lealdade e da correção e suscetíveis de alterar de forma fraudulenta uma competição desportiva ou o respetivo resultado&#8221;.</P><br />
<P>Em comunicado, Duarte Gomes não detalhou a situação nem os agentes envolvidos, revelando apenas que, no final da época 2025/26, um árbitro profissional partilhou consigo &#8220;um conjunto de informações que, pelo seu teor e sensibilidade&#8221;, lhe suscitaram &#8220;preocupações institucionais muito relevantes&#8221;.</P><br />
<P>Duarte Gomes afirmou ter conduzido o assunto &#8220;com reserva, neutralidade e transparência&#8221;, mas, no decurso das diligências que fez, considerou que &#8220;não era possível restaurar o grau de confiança institucional que considerava essencial ao desempenho&#8221; das suas funções.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_787069]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Ministro diz que não conhecia empresa dos exames, promete auditoria e garante que só falta distribuir 7% das provas</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/ministro-diz-que-nao-conhecia-empresa-dos-exames-promete-auditoria-e-garante-que-so-falta-distribuir-7-das-provas/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Jul 2026 17:51:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[exames nacionais]]></category>
		<category><![CDATA[Fernando Alexandre]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[politica]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>
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					<description><![CDATA[Numa altura em que pais e professores contestam a implementação do novo modelo digital de classificação, a tutela insiste que os problemas identificados no início do processo não comprometem a validade das provas]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O ministro da Educação admite que o processo de correção digital dos exames nacionais “não começou bem”, mas garante que os problemas estão a ser corrigidos e que os alunos poderão consultar as provas corrigidas em formato digital. &#8220;Nenhum aluno pode ser prejudicado. Este é um processo de avaliação externa em que tem de haver equidade na avaliação da aprendizagem ao longo de todo o percurso escolar.&#8221;</p>
<p>Fernando Alexandre reconheceu que houve “uma série de problemas” no arranque do processo, que este ano está a ser aplicado pela primeira vez. Um dos exemplos ocorreu na prova de Português, em que muitos professores terão agrafado os enunciados, obrigando a retirar os agrafos antes da digitalização.</p>
<p>“Este foi um dos percalços num processo que é novo, é a primeira vez que está a acontecer. Temos vindo a resolver todos os problemas”, afirmou o ministro, garantindo que a tutela está a fazer correções com verificação e “total rigor”.</p>
<p>A polémica surgiu depois de falhas na distribuição e classificação digital das provas terem obrigado o Ministério da Educação a ajustar o calendário dos exames nacionais. As notas da primeira fase passam a ser divulgadas a 17 de julho e a segunda fase arranca a 20 de julho, à tarde.</p>
<p>O Ministério garante que a distribuição das provas está a avançar já sem erros e que o processo de correção foi reforçado. Segundo Fernando Alexandre, na noite anterior estavam distribuídas 93% das provas e havia “equipas muito alargadas” a trabalhar no Ministério da Educação. O ministro adiantou ainda que 10.941 classificadores estavam já a corrigir exames, numa tentativa de normalizar o processo depois das falhas registadas no arranque da correção digital.</p>
<p>O Governo insiste que nenhum aluno será prejudicado e promete transparência no acesso às provas. “Os alunos e os encarregados de educação poderão ver a prova que foi corrigida no formato digital”, afirmou Fernando Alexandre, sublinhando que será possível consultar a prova, conhecer a classificação e decidir se há motivo para pedir revisão. &#8220;Este é o processo mais transparente de sempre, num processo que garante mais justiça na correção e avaliação dos alunos. Agora não temos um professor a corrigir um exame todo, o que é mais cómodo, e para o aluno, que não tem o viés de ter um professor mais ou menos exigente.&#8221;</p>
<p>O ministro também respondeu às questões sobre a empresa envolvida no processo. Fernando Alexandre disse que a contratação não passou por si nem pelo Governo, mas pelo EDUCA. “Nem sabia o nome da empresa, e não é um processo que veio ao ministro”, afirmou, acrescentando que a empresa terá sido contratada em 2018 pelo Ministério da Educação e que já prestava serviços nesta área digital.</p>
<p>Sobre eventuais ligações pessoais à empresa, o ministro negou qualquer conhecimento. “Assessora? Desconheço totalmente. A empresa, não conheço as pessoas. Eu não contratei a empresa, o Governo não contratou diretamente a empresa”, declarou.</p>
<p>Fernando Alexandre defendeu ainda que o processo é “eminentemente público”, envolvendo a Imprensa Nacional-Casa da Moeda, as forças de segurança e professores que trabalharam com equipamentos do Ministério da Educação. “Todos os dados são do ministério”, sublinhou.</p>
<p>O ministro anunciou que uma auditoria deverá esclarecer o que aconteceu. Até lá, a tutela tenta conter a contestação de pais, professores e sindicatos, que têm denunciado falhas na digitalização, atrasos na distribuição das provas e problemas na plataforma de classificação. &#8220;Temos por objetivo que a segunda fase corra sem qualquer perturbação.&#8221;</p>
<p>A partir de 17 de julho, quando forem conhecidas as notas, a promessa de transparência será posta à prova. O Governo garante que houve falhas, mas não fraude; que o processo começou mal, mas continua válido; e que a correção digital dos exames nacionais ainda pode ser defendida como um passo de modernização. &#8220;O meu papel como ministro é garantir, com todo o rigor, que a avaliação vai sair a tempo de entrarem no ensino superior sem perturbação. Estamos a trabalhar muito afincadamente.&#8221;</p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_787055]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>A polícia mandou parar um carro e encontrou o impensável: dois animais de meia tonelada cada no banco de trás</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/a-policia-mandou-parar-um-carro-e-encontrou-o-impensavel-dois-animais-de-meia-tonelada-cada-no-banco-de-tras/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Automonitor]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Jul 2026 17:39:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Automonitor]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Motores]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Colômbia]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[motores]]></category>
		<category><![CDATA[polícia]]></category>
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					<description><![CDATA[Uma operação de trânsito aparentemente normal acabou por revelar uma das cenas mais improváveis dos últimos dias na Colômbia]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Uma operação de trânsito aparentemente normal acabou por revelar uma das cenas mais improváveis dos últimos dias na Colômbia: duas vacas viajavam apertadas no banco de trás de um carro particular.</p>
<p>O caso aconteceu numa estrada do departamento de Boyacá, depois de as autoridades terem recebido uma denúncia sobre o alegado furto de dois animais na zona de El Estrillal, no município de Tibasosa. Com base nos alertas de moradores, a Polícia de Trânsito e Transporte montou uma operação e intercetou um veículo suspeito na ligação entre Tibasosa e Sogamoso.</p>
<p>Segundo o &#8216;El País&#8217;, quando os agentes abriram uma das portas do carro, encontraram duas vacas no interior: uma preta e outra castanha com manchas brancas. Os animais estavam espremidos no espaço limitado do banco traseiro, numa imagem que rapidamente começou a circular nas redes sociais.</p>
<p>As imagens gravadas durante a intervenção mostram os animais visivelmente desconfortáveis e quase sem espaço para se mexerem. A cena provocou surpresa entre os agentes, incredulidade entre moradores e uma onda de comentários online, muitos deles centrados na mesma pergunta: como é que alguém conseguiu colocar duas vacas dentro de um carro comum sem chamar a atenção antes?</p>
<p>Apesar do lado caricatural da situação, o caso está a ser tratado pelas autoridades como um alegado furto de gado. A operação permitiu recuperar os dois animais e levou à detenção de três pessoas suspeitas de envolvimento no caso.</p>
<p>O episódio também levantou críticas sobre as condições em que as vacas eram transportadas. Um veículo particular não está preparado para levar animais de grande porte, nem pelo peso, nem pelo espaço disponível, nem pelas condições mínimas de segurança.</p>
<p>As autoridades continuam a apurar as circunstâncias do episódio, incluindo a origem dos animais, o destino previsto e o papel de cada uma das pessoas detidas. Para já, a imagem que fica é difícil de esquecer: duas vacas no banco de trás, um carro parado pela polícia e uma operação de trânsito que acabou por parecer uma cena de comédia rural.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_787050]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Almada decreta situação de alerta e corta água em várias zonas entre as 22h00 e as 06h00</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Jul 2026 17:30:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[água]]></category>
		<category><![CDATA[Almada]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Enquanto vigorar a situação de alerta, ficam proibidas utilizações da água da rede pública que não correspondam a usos domésticos ou essenciais.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">A Câmara Municipal de Almada decretou esta quarta-feira a situação de alerta no concelho devido à evolução dos problemas no abastecimento de água. A decisão foi tomada perante a pressão crescente sobre o sistema, provocada por um aumento significativo do consumo, e inclui cortes noturnos, restrições ao uso da rede pública e reforço das medidas de monitorização.</p>
<p class="isSelectedEnd">No âmbito desta situação, os SMAS de Almada vão proceder à interrupção total do abastecimento de água esta quarta-feira, 8 de julho, entre as 22h00 e as 06h00, em várias zonas do concelho.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Corte total de água entre as 22h00 e as 06h00</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">O corte total do abastecimento vai abranger Charneca de Caparica, Aroeira, Marisol, Fonte da Telha, Palhais, Lazarim, Botequim, Vila Nova, Capuchos, Pilotos, Funchalinho, Vale Rosal, Vale Cavala, Quintinhas e Quinta de Santa Teresa.</p>
<p class="isSelectedEnd">O restabelecimento será feito de forma gradual, pelo que a reposição da água poderá não acontecer ao mesmo tempo em todas as zonas afetadas.</p>
<p class="isSelectedEnd">Além das áreas sujeitas a corte total, poderão verificar-se oscilações de pressão ou interrupções pontuais e temporárias no abastecimento no Pragal, na zona nordeste, Monte de Caparica, Banática e Murfacém, Raposeira, Corvina, Trafaria, na zona alta, e Costa da Caparica.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Consumo de água em Almada acima da média nacional</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Segundo a Câmara Municipal de Almada, a situação resulta de um consumo excecionalmente elevado, que tem pressionado os reservatórios e o sistema de abastecimento. O município considera essencial reduzir rapidamente os consumos para recuperar níveis de segurança e garantir a continuidade do fornecimento à população e aos serviços essenciais.</p>
<p class="isSelectedEnd">Os dados divulgados indicam que o consumo médio em Almada ultrapassa os 300 litros por habitante por dia, quando a média nacional ronda os 180 litros. Até junho de 2026, o consumo de água no concelho aumentou, em média, 4,3%.</p>
<p class="isSelectedEnd">As maiores subidas foram registadas na Charneca de Caparica, com mais 15,2%, em Sobreda/Lazarim, com mais 15%, e na Costa da Caparica, com um aumento de 14,2%.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Câmara reuniu com ERSAR e APA</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">No âmbito das medidas em curso, realizou-se uma reunião de trabalho entre a Câmara Municipal de Almada, a Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos e a Agência Portuguesa do Ambiente. A reunião contou com os presidentes das duas entidades, Vera Eiró e Pimenta Machado, e teve como objetivo avaliar a situação atual e coordenar soluções técnicas para reforçar a resposta do sistema.</p>
<p class="isSelectedEnd">A autarquia afirma estar consciente dos transtornos causados às famílias, empresas e instituições, lamentando os constrangimentos provocados pela situação.</p>
<p><strong>Proibido encher piscinas ou lavar carros </strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Enquanto vigorar a situação de alerta, ficam proibidas utilizações da água da rede pública que não correspondam a usos domésticos ou essenciais.</p>
<p class="isSelectedEnd">Entre as restrições estão a rega de jardins públicos e privados e de campos de golfe, a lavagem de viaturas, o enchimento de piscinas, a utilização de chuveiros e lava-pés nas zonas balneares, o funcionamento de fontes ornamentais, lagos artificiais e outros elementos decorativos com água, bem como a lavagem de pavimentos exteriores, logradouros, paredes e telhados, salvo intervenções de conservação do edificado.</p>
<p class="isSelectedEnd">Também ficam proibidos outros usos recreativos ou considerados não indispensáveis.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Reforço de equipas e meios alternativos</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A Câmara e os SMAS decidiram reforçar a monitorização do sistema de abastecimento e dos níveis dos reservatórios. Serão também reforçadas as equipas técnicas responsáveis pela deteção e reparação urgente de fugas e roturas.</p>
<p class="isSelectedEnd">Está previsto ainda o aumento da fiscalização para prevenir consumos abusivos, utilizações ilegais de água e desperdícios. A autarquia garante prioridade ao abastecimento de equipamentos e serviços essenciais, como hospitais, centros de saúde, lares, bombeiros e outras infraestruturas críticas.</p>
<p class="isSelectedEnd">Nas zonas onde tal venha a revelar-se necessário, poderão ser usados meios alternativos de abastecimento, incluindo camiões-cisterna. O município está também a reforçar a articulação com concelhos vizinhos e outras entidades competentes para assegurar a capacidade de resposta disponível.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Medidas adicionais estão em avaliação</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A Câmara Municipal de Almada admite avançar com novas medidas de redução de consumo, caso sejam necessárias para acelerar a recuperação do sistema. Entre as possibilidades em avaliação está a suspensão temporária de atividades ou equipamentos municipais com elevado consumo de água.</p>
<p class="isSelectedEnd">Os SMAS de Almada e a autarquia garantem que continuarão a acompanhar a situação de forma permanente e a divulgar informação sobre o estado do sistema, as medidas em vigor e eventuais alterações ao abastecimento.</p>
<p>O município apela à utilização responsável da água, sublinhando que a redução dos consumos é essencial para proteger o abastecimento no concelho e permitir o regresso à normalidade.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_787041]]></sapo:autor>
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		<title>França aprova lei que presume legítima defesa quando polícias disparam: oposição fala em “licença para matar”</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/franca-aprova-lei-que-presume-legitima-defesa-quando-policias-disparam-oposicao-fala-em-licenca-para-matar/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Jul 2026 17:29:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[França]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[polícia]]></category>
		<category><![CDATA[politica]]></category>
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					<description><![CDATA[Proposta foi aprovada esta terça-feira por 313 votos a favor e 199 contra, com apoio do Governo, dos partidos aliados de Emmanuel Macron, da direita conservadora e de deputados da extrema-direita da União Nacional]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Assembleia Nacional francesa aprovou uma lei polémica que estabelece uma presunção de legítima defesa para polícias e gendarmes que disparem as suas armas de serviço. Na prática, quando um agente abrir fogo, presume-se que agiu dentro da lei, salvo prova em contrário.</p>
<p>A proposta foi aprovada esta terça-feira por 313 votos a favor e 199 contra, com apoio do Governo, dos partidos aliados de Emmanuel Macron, da direita conservadora e de deputados da extrema-direita da União Nacional. O texto ainda terá de passar pelo Senado antes de poder entrar em vigor.</p>
<p>Segundo o &#8216;El País&#8217;, a iniciativa foi apresentada por um deputado dos Republicanos e é defendida pelos seus apoiantes como uma forma de proteger forças de segurança que, dizem, estão expostas todos os dias a uma violência sem precedentes. O argumento central é que os agentes não devem ser automaticamente tratados como suspeitos sempre que usam a arma de serviço.</p>
<p>O texto tem apenas um artigo e define situações em que polícias e gendarmes podem disparar: ameaça à vida ou à integridade física dos próprios agentes ou de terceiros, ou casos em que um suspeito desobedeça a ordens e, por exemplo, fuja num veículo colocando em risco a vida de outras pessoas.</p>
<p>Nessas circunstâncias, a intervenção armada passa a beneficiar de uma presunção de legalidade. Se existirem indícios em sentido contrário, essa presunção pode cair. Mas críticos da lei sublinham que o ónus passa, na prática, para as vítimas, para as famílias ou para o Ministério Público, que terão de provar que a intervenção policial não cumpriu os requisitos legais.</p>
<p>A sessão parlamentar foi tensa. Organizações que representam vítimas de violência policial interromperam o debate, enquanto associações de defesa dos direitos humanos denunciaram uma medida que, no seu entender, facilitará a impunidade. A esquerda tentou travar a votação com várias alterações, mas sem sucesso.</p>
<p>O ministro do Interior, Laurent Nuñez, defendeu a lei, argumentando que ela “protege os agentes da autoridade”. Ainda assim, insistiu que a medida não cria imunidade total: se as condições legais da presunção deixarem de estar reunidas, qualquer procurador poderá afastá-la.</p>
<p>As organizações de direitos humanos veem o texto de forma oposta. A Amnistia Internacional denunciou que a lei inverte o ónus da prova, porque deixa de caber ao Estado justificar o uso da força letal e passa a caber às vítimas ou familiares demonstrar que o disparo foi ilegal. A organização classificou a proposta como uma ameaça grave à responsabilização policial.</p>
<p>A Liga dos Direitos Humanos também alertou para consequências práticas na investigação. Segundo a organização, um agente que tenha usado a arma deixará de poder ser detido de forma imediata nas mesmas condições, o que poderá dificultar a recolha de testemunhos e de provas.</p>
<p>A lei surge num contexto de forte escrutínio sobre a atuação policial em França, em particular no controlo de manifestações, tumultos e perseguições rodoviárias. Segundo a &#8216;Reuters&#8217;, França registou 69 mortes em intervenções policiais em 2024, num debate marcado por acusações de uso excessivo da força e por críticas à atuação das forças de segurança.</p>
<p>O caso mais simbólico continua a ser o de Nahel Merzouk, o jovem de 17 anos morto a tiro por um polícia em Nanterre, nos arredores de Paris, em junho de 2023, durante uma operação de trânsito. O disparo foi filmado por testemunhas e desencadeou vários dias de protestos violentos em França.</p>
<p>Para a esquerda e para organizações de direitos humanos, a nova lei é inseparável desse contexto. Os opositores dizem que a presunção de legítima defesa pode reduzir a capacidade de escrutinar casos em que os agentes disparam contra suspeitos, sobretudo em situações de perseguição automóvel.</p>
<p>Os defensores respondem que a medida não autoriza disparos indiscriminados e que a presunção só se aplica nos casos previstos pela lei. Para a direita e a extrema-direita, trata-se de dar segurança jurídica a agentes que enfrentam situações perigosas e que, dizem, vivem sob suspeita permanente.</p>
<p>A batalha passa agora para o Senado. Mesmo que avance, o texto deverá continuar a dividir França entre duas leituras incompatíveis: para uns, é uma proteção necessária para quem está na linha da frente; para outros, é uma mudança perigosa que torna mais difícil responsabilizar o Estado quando uma intervenção policial acaba em morte.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_787039]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Esquadra do Rato: MP admite novas detenções e aponta envolvidos acima do previsto</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Jul 2026 17:27:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A investigação, que envolve vários agentes da PSP e suspeitas de crimes graves contra vítimas vulneráveis, foi considerada de especial complexidade, o que permite alargar os prazos de prisão preventiva.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">O Ministério Público admite que ainda há suspeitos por deter no processo relacionado com a Esquadra do Rato, em Lisboa. A investigação, que envolve vários agentes da PSP e suspeitas de crimes graves contra vítimas vulneráveis, foi considerada de especial complexidade, o que permite alargar os prazos de prisão preventiva.</p>
<p class="isSelectedEnd">De acordo com o <a href="https://www.publico.pt/2026/07/08/sociedade/noticia/caso-esquadra-rato-ministerio-publico-assume-ha-suspeitos-deter-2181015?utm_source=notifications&amp;utm_medium=web&amp;utm_campaign=2181015" target="_blank" rel="noopener">Público</a>, o MP justificou o pedido de declaração de especial complexidade com a dimensão crescente do caso, afirmando que o número de pessoas envolvidas é muito superior ao inicialmente previsto. A investigação aponta ainda para a existência de outros processos com factos semelhantes, envolvendo tanto arguidos já constituídos como outros suspeitos.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Investigação alarga-se a novos suspeitos e processos conexos</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">No requerimento enviado ao Tribunal Central de Instrução Criminal de Lisboa, o Ministério Público indicou que poderão ser necessárias novas detenções para apresentação de suspeitos a primeiro interrogatório judicial e eventual aplicação de medidas de coação.</p>
<p class="isSelectedEnd">A investigação deverá ainda obrigar a interrogatórios complementares aos arguidos já constituídos. O MP invoca também a necessidade de ouvir um elevado número de testemunhas, incluindo pessoas ligadas a processos conexos que ainda poderão ser apensados ao caso principal.</p>
<p class="isSelectedEnd">O facto de grande parte dos suspeitos serem agentes da PSP é outro dos elementos usados pelo Ministério Público para sustentar a especial complexidade do processo.</p>
<p class="isSelectedEnd">Três vagas de detenções desde 2025</p>
<p class="isSelectedEnd">O caso da Esquadra do Rato já deu origem a três momentos de detenções, distribuídos por dois processos autónomos. O primeiro ocorreu em julho de 2025, quando Guilherme Leme e Óscar Borges foram detidos num processo que entretanto seguiu para julgamento.</p>
<p class="isSelectedEnd">O segundo processo teve duas fases. Em março de 2026, sete agentes ficaram em prisão preventiva. Dois meses depois, em maio, foram detidos mais 15 agentes, quatro dos quais ficaram igualmente em prisão preventiva.</p>
<p class="isSelectedEnd">Neste segundo processo foram constituídos 23 arguidos. Destes, 11 encontram-se em prisão preventiva.</p>
<p class="isSelectedEnd">Crimes investigados incluem tortura, violação e abuso de poder</p>
<p class="isSelectedEnd">Segundo o Público, o Ministério Público considera que a gravidade dos crimes em investigação também justifica a classificação do processo como especialmente complexo. Em causa estão suspeitas de vários crimes de tortura e outros tratamentos cruéis, degradantes ou desumanos graves.</p>
<p class="isSelectedEnd">A investigação abrange ainda um crime de violação consumada, três crimes de violação na forma tentada, ofensa à integridade física qualificada e abuso de poder, entre outros ilícitos.</p>
<p class="isSelectedEnd">No despacho de acusação referente aos dois primeiros arguidos, são descritas agressões e atos de tortura atribuídos a agentes, incluindo a utilização de um bastão contra uma vítima e agressões com luvas de boxe.</p>
<p class="isSelectedEnd">Número de vítimas identificadas subiu para 15</p>
<p class="isSelectedEnd">O processo passou a integrar mais duas vítimas identificadas pelo Ministério Público, depois da apensação recente de dois inquéritos. Um deles está relacionado com uma queixa apresentada em junho de 2025 pela produtora Rita Rodrigues contra dois agentes que se encontram presos. O outro teve origem numa denúncia apresentada em maio de 2025 por Chloé Daquet.</p>
<p class="isSelectedEnd">Com estes dois processos, o número de vítimas conhecidas sobe de 13 para 15.</p>
<p class="isSelectedEnd">Rita Rodrigues foi acusada pelo Ministério Público de injúria agravada, depois de os agentes alegarem que lhes chamou “parvos”. A sentença desse caso está marcada para setembro. A produtora nega ter praticado injúria e apresentou queixa contra dois agentes arguidos que estão detidos em Évora, queixa essa que foi agora integrada no processo.</p>
<p class="isSelectedEnd">Telemóveis, vídeos e mensagens no centro da prova</p>
<p class="isSelectedEnd">Nas buscas realizadas, as autoridades apreenderam 34 equipamentos, sobretudo telemóveis, mas também tablets, computadores e suportes de armazenamento. Parte desse material ainda terá de ser analisada.</p>
<p class="isSelectedEnd">O Ministério Público considera estes dispositivos relevantes para a prova, uma vez que neles poderão existir conversas, vídeos e fotografias relacionados com os factos investigados.</p>
<p class="isSelectedEnd">A investigação aponta também para a existência de imagens das agressões e para a partilha desse conteúdo num grupo de WhatsApp que reunia dezenas de agentes, acompanhado de comentários.</p>
<p class="isSelectedEnd">Juíza sublinha vulnerabilidade das vítimas</p>
<p class="isSelectedEnd">A juíza de instrução Gabriela Lacerda Assunção aceitou o pedido de especial complexidade. Na decisão, considerou que os arguidos não podem beneficiar do facto de terem escolhido vítimas particularmente vulneráveis, circunstância que dificulta a investigação.</p>
<p class="isSelectedEnd">A magistrada destacou ainda que os suspeitos e arguidos são quase todos agentes da PSP, isto é, figuras de autoridade que, pelo menos na perceção das vítimas, estariam a atuar no exercício das suas funções.</p>
<p class="isSelectedEnd">A maioria das agressões terá ocorrido dentro da Esquadra do Rato, quando as vítimas já estavam algemadas e sem capacidade de resistência.</p>
<p class="isSelectedEnd">Ministério Público quer evitar vários julgamentos</p>
<p class="isSelectedEnd">Outro argumento apresentado pelo MP é o risco de fragmentar a investigação em vários processos e julgamentos. Para o Ministério Público, essa separação poderia aumentar a revitimização das pessoas ofendidas.</p>
<p>A investigação prossegue, com novos interrogatórios, análise de prova digital e eventual identificação de outros suspeitos. Para já, a declaração de especial complexidade permite ao processo avançar com prazos mais alargados, num caso que continua a crescer em dimensão e gravidade.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_787040]]></sapo:autor>
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		<title>“Arrumem-se lá, precisamos de vocês!”: presidente da Finlândia dá raspanete ao Reino Unido por voltar a trocar de primeiro-ministro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Jul 2026 17:20:20 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
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					<description><![CDATA[Para Alexander Stubb, é essencial que exista um Reino Unido “forte e estável” na Europa e no mundo, sobretudo numa fase em que as democracias liberais enfrentam desafios urgentes]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O presidente da Finlândia deixou um recado pouco diplomático, mas bastante direto, ao Reino Unido: está na hora de “arrumar a casa” e voltar a fazer o que se espera de Londres no palco internacional.</p>
<p>Alexander Stubb falava à &#8216;BBC Newsnight&#8217; à margem da cimeira da NATO em Ancara, na Turquia, onde os aliados se reuniram num ambiente marcado por tensão sobre o Irão, Ucrânia, despesas de defesa, autonomia europeia e o papel dos Estados Unidos na segurança do continente.</p>
<p>“Arrumem a casa, por favor. Precisamos de vocês”, afirmou Stubb, ao ser questionado sobre o papel britânico num momento que descreveu como “precário” para a política internacional. Depois suavizou a formulação, sem retirar o essencial: “Por outras palavras, continuem britânicos. Mantenham a calma. Façam o que tem de ser feito.”</p>
<p>A frase teve tom de conselho entre aliados, mas também de aviso. Para Stubb, é essencial que exista um Reino Unido “forte e estável” na Europa e no mundo, sobretudo numa fase em que as democracias liberais enfrentam desafios urgentes.</p>
<p>O presidente finlandês falou de forma calorosa da relação com Keir Starmer, a quem chamou “bom amigo”, e disse preferir líderes “frios, calmos e compostos”. A indireta contrastou com o ambiente turbulento da cimeira, marcada pela chegada de Donald Trump e por várias declarações que voltaram a inquietar aliados europeus.</p>
<p>Trump chegou à Turquia depois de autorizar novos ataques contra o Irão, exigir que os EUA cortem laços comerciais com Espanha e renovar reivindicações sobre a Gronelândia, território autónomo da Dinamarca. Segundo a &#8216;Reuters&#8217;, o presidente dos EUA criticou Espanha por não cumprir as metas de despesa militar e voltou a defender que Washington deve controlar a Gronelândia, provocando desconforto entre aliados da NATO.</p>
<p>A cimeira deveria centrar-se no reforço do investimento em defesa e nos planos de apoio de longo prazo à Ucrânia contra a Rússia. Mas Trump voltou a pressionar aliados que acusa de não assumirem responsabilidades suficientes em matéria de defesa, mesmo depois de o Reino Unido, França, Alemanha e outros países anunciarem mais de 50 mil milhões de dólares, cerca de 43 mil milhões de euros, para reforçar capacidades militares da NATO na Europa.</p>
<p>Os aliados europeus planeiam desenvolver armas de precisão de longo alcance sem envolvimento direto de Washington, numa tentativa de reduzir a dependência dos EUA. Segundo o Governo britânico, estes sistemas deverão conseguir atingir alvos a pelo menos 300 quilómetros de distância e, em alguns casos, a mais de 2.000 quilómetros.</p>
<p>Starmer deverá reunir aliados em Ancara para apresentar a iniciativa liderada pelo Reino Unido. A medida surge numa altura em que a administração Trump insiste que a Europa deve fazer mais pela sua própria defesa, enquanto vários governos europeus procuram maior autonomia estratégica.</p>
<p>A tensão não se limita à despesa militar. Continuam também as dúvidas sobre o compromisso dos EUA com a presença de tropas na Europa, depois de Washington ter suspendido e retomado a rotação militar na Polónia. O presidente polaco, Karol Nawrocki, disse ter falado com Trump sobre a presença militar dos EUA no país e alertou que é “sempre possível” que a Rússia recorra à força contra países do flanco oriental da NATO.</p>
<p>Apesar das declarações duras, Trump disse depois haver “muita unidade” na cimeira e, segundo a Reuters, terá adotado um tom mais conciliador nas reuniões à porta fechada, reafirmando apoio à NATO e a assistência à Ucrânia.</p>
<p>O comentário de Stubb ao Reino Unido acaba por resumir o estado de espírito de muitos aliados europeus: há demasiadas crises em simultâneo para que Londres, Washington ou qualquer outra capital se dê ao luxo de parecer distraída. Em versão finlandesa, a mensagem foi simples: respirem fundo, mantenham a pose britânica e façam o trabalho.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_787036]]></sapo:autor>
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		<title>Sociedade Teixeira Duarte 1886 reduz para 32,98% no capital da construtora</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Jul 2026 17:11:24 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
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		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
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		<category><![CDATA[Teixeira Duarte]]></category>
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					<description><![CDATA[A sociedade Teixeira Duarte 1886 reduziu a participação no capital da Teixeira Duarte S.A. para 32,98%, após a alienação de ações por permuta, segundo um comunicado, divulgado pela Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A sociedade Teixeira Duarte 1886 reduziu a participação no capital da Teixeira Duarte S.A. para 32,98%, após a alienação de ações por permuta, segundo um comunicado, divulgado pela Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).</P><br />
<P>&#8220;Em 06 de julho de 2026, em resultado de alienação de ações por permuta, a participação imputável à Teixeira Duarte 1886, S.A. nos direitos de voto da Teixeira Duarte, S.A. reduziu-se para valor inferior ao limiar de um terço&#8221;, destacou a empresa, na mesma nota.</P><br />
<P>De acordo com o grupo, a participação imputável à Teixeira Duarte 1886 passou, assim, &#8220;a ser composta por 138.505.552 ações, correspondentes a 32,98% do capital social e dos direitos de voto da Teixeira Duarte, S.A.&#8221;.</P><br />
<P>No comunicado, a empresa indicou ainda que o total de ações e de direitos de voto imputados à Teixeira Duarte 1886 incluem &#8220;138.495.492 direitos de voto, inerentes a ações&#8221; de que a sociedade é titular e &#8220;10.060 direitos de voto inerentes a ações detidas por Madalena Teixeira Duarte, membro do Conselho de Administração da Teixeira Duarte 1886&#8221;.</P></p>
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		<title>Irão: Preço do Brent sobe 7% para 79,5 dólares após Trump ameaçar Teerão</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Jul 2026 17:10:33 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Economia]]></category>
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		<category><![CDATA[Guerra no Médio Oriente]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Petróleo Brent]]></category>
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					<description><![CDATA[O preço do barril de petróleo Brent, uma referência na Europa, estava hoje a subir mais de 7%, após o Presidente dos EUA, Donald Trump, ter ameaçado atacar o Irão pelo segundo dia consecutivo.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O preço do barril de petróleo Brent, uma referência na Europa, estava hoje a subir mais de 7%, após o Presidente dos EUA, Donald Trump, ter ameaçado atacar o Irão pelo segundo dia consecutivo.</P><br />
<P>Pelas 16:22 (hora de Lisboa), o Brent estava a aumentar 7,2% para 79,48 dólares (cerca de 69,55 euros) por barril. </P><br />
<P>Ainda assim, o preço do Brent está abaixo do pico de quase 120 dólares (105 euros) por barril que atingiu no início da guerra do Médio Oriente. </P><br />
<P>Por sua vez, o petróleo West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, encareceu 7,01% para 75,38 dólares (quase 66 euros). </P><br />
<P>O Presidente norte-americano ameaçou hoje atacar o Irão pelo segundo dia consecutivo, visando nomeadamente infraestruturas civis, e tomar a ilha de Kharg, um importante polo petrolífero iraniano.</P><br />
<P>&#8220;Vamos atacá-los com força esta noite&#8221;, disse Donald Trump perante a imprensa em Ancara, Turquia, por ocasião da cimeira da NATO, quando questionado sobre o reinício dos ataques norte-americanos contra o Irão.</P><br />
<P>Se for necessário, adiantou o líder republicano, os Estados Unidos destruirão as centrais elétricas e as instalações de dessalinização do Irão, e ameaçou tomar o controlo da ilha de Kharg, atacada na terça-feira, uma vez que &#8220;não há nada que [os iranianos] possam fazer a esse respeito&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Atacámo-los com toda a força ontem [terça-feira] à noite [&#8230;]. Provavelmente voltaremos a atacá-los com toda a força esta noite&#8221;, afirmou Trump quando questionado sobre um possível regresso às hostilidades.</P></p>
]]></content:encoded>
					
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		<title>Combustível feito de óleo usado na sua cozinha pode salvar a aviação? A Europa já descobriu o problema</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Jul 2026 17:08:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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		<category><![CDATA[óleo de cozinha]]></category>
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		<category><![CDATA[tráfego aéreo]]></category>
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					<description><![CDATA[União Europeia já começou a apertar as regras. Desde o ano passado, 2% do combustível usado pelas aeronaves nos aeroportos da UE tem de ser sustentável. A meta vai subir gradualmente até atingir 70% em 2050]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O tráfego aéreo continua a crescer, os aeroportos anunciam expansões e a procura global por viagens de avião deverá mais do que duplicar até 2050. Mas a aviação enfrenta um problema difícil de resolver: é um dos setores mais complicados de descarbonizar e tem de chegar à neutralidade climática precisamente nesse horizonte.</p>
<p>A União Europeia já começou a apertar as regras. Desde o ano passado, 2% do combustível usado pelas aeronaves nos aeroportos da UE tem de ser sustentável. A meta vai subir gradualmente até atingir 70% em 2050, ao abrigo da legislação ReFuelEU Aviation. A intenção é reduzir a dependência do querosene fóssil, mas a transição levanta uma pergunta incómoda: haverá matéria-prima suficiente para alimentar a aviação sem criar uma nova dependência?</p>
<p>Segundo o &#8216;El Confidencial&#8217;, o combustível sustentável de aviação, conhecido pela sigla SAF, pode ser produzido a partir de resíduos agrícolas e florestais, algas, gorduras animais e óleo alimentar usado. Em teoria, até o óleo usado para fritar alimentos em casa pode acabar transformado em combustível para aviões.</p>
<p>A realidade industrial, porém, está longe da escala necessária. Existem cerca de 300 instalações no mundo em preparação para produzir SAF, mas apenas 22 estão atualmente em funcionamento, segundo dados citados pelo jornal espanhol a partir da Mission Possible Partnership, que acompanha projetos de descarbonização industrial.</p>
<p><strong>A maior biorrefinaria da Europa fica em Roterdão</strong></p>
<p>Uma das instalações mais relevantes fica no porto de Roterdão, nos Países Baixos. Pertence à petrolífera finlandesa Neste e opera há 15 anos entre terminais portuários, navios gigantes e fábricas ligadas à transição energética.</p>
<p>A biorrefinaria tem uma capacidade anual de 1,4 milhões de toneladas de produtos renováveis, das quais 500 mil toneladas são destinadas a combustível sustentável de aviação. O plano de expansão, entretanto adiado por um ano, prevê chegar a 2,7 milhões de toneladas por ano até 2027, com 1,2 milhões de toneladas dedicadas ao SAF. Se for concretizado, fará da instalação a maior biorrefinaria do mundo.</p>
<p>A vantagem da Neste está na escala e na experiência. “Conhecemos a cadeia de abastecimento e os processos melhor do que ninguém. Começámos a trabalhar com combustíveis renováveis no início dos anos 2000 e com SAF em 2011”, explicou ao &#8216;El Confidencial&#8217; Hanna van Luijk, vice-presidente de refinação de energias renováveis da Neste nos Países Baixos e responsável pela biorrefinaria.</p>
<p><strong>Como se imita o petróleo para o substituir</strong></p>
<p>A tecnologia usada pela empresa, chamada NExBTL, parte da mesma base do diesel renovável HVO. O processo remove moléculas de oxigénio e reconstrói os compostos para criar moléculas com propriedades semelhantes às dos hidrocarbonetos fósseis.</p>
<p>Na prática, o SAF imita o querosene que pretende substituir. As moléculas das matérias-primas são quebradas e reconstruídas para se comportarem como combustível de aviação convencional. O processo inclui técnicas que impedem o combustível de solidificar às temperaturas extremas registadas em altitude, que podem chegar aos -47 ºC.</p>
<p>A grande vantagem é que este combustível pode ser usado nos aviões atuais sem alterações nos motores. Por isso é chamado um combustível “drop-in”, ou seja, de substituição direta.</p>
<p>Mas ainda há uma limitação importante. As regras atuais não permitem abastecer um avião apenas com SAF. O combustível sustentável tem de ser misturado com querosene fóssil, normalmente até um limite máximo de 50%. A razão está nos motores mais antigos: os combustíveis fósseis contêm compostos aromáticos que influenciam o comportamento das juntas. O SAF é mais limpo, mas não reproduz esse efeito da mesma forma.</p>
<p><strong>Companhias aéreas já compram, mas a escala continua pequena</strong></p>
<p>A Neste já fornece SAF a companhias como Air France-KLM, United Airlines, Emirates, Lufthansa, Finnair e Singapore Airlines, além de aeroportos como Amesterdão e São Francisco. Também vende combustível sustentável a gigantes da logística, incluindo Amazon, FedEx e DHL.</p>
<p>Em Espanha, Iberia, Iberia Express, Level e Vueling compraram 28 mil toneladas de SAF à Repsol em 2024. A Repsol produz combustível sustentável em várias unidades espanholas, incluindo uma fábrica em Cartagena dedicada a combustíveis renováveis. Moeve e BP também produzem SAF, embora ainda em volumes limitados.</p>
<p>O problema é que estes números continuam muito longe da substituição total. Segundo a estimativa citada pelo &#8216;El Confidencial&#8217;, Espanha precisaria de cerca de 30 biorrefinarias para descarbonizar completamente o transporte aéreo. À escala mundial, seriam necessárias centenas ou mesmo milhares de instalações deste tipo para satisfazer toda a procura de combustível de aviação.</p>
<p>E mesmo que as fábricas fossem construídas, faltaria outra coisa: matéria-prima.</p>
<p><strong>O novo risco: depender de óleo usado importado</strong></p>
<p>Grande parte do SAF produzido a partir de óleos e gorduras depende de óleo alimentar usado importado. Restaurantes, hotéis, indústrias alimentares, casas e até estádios em regiões como Ásia-Pacífico, Europa e Estados Unidos alimentam uma cadeia logística global que transporta esses resíduos até biorrefinarias europeias.</p>
<p>Essa logística tem custos ambientais. Marcos Raufast, responsável de projetos e políticas públicas da Ecodes e especialista em aviação, alerta que importar matérias-primas também gera emissões. Segundo dados da fundação citados pelo &#8216;El Confidencial&#8217;, o transporte de óleo alimentar usado importado para produzir combustível HEFA emite mais de 24 mil toneladas de CO2, o equivalente a cerca de 300 mil viagens de ida e volta entre Lisboa e Porto por passageiro.</p>
<p>A Neste defende que, apesar das emissões na cadeia de abastecimento, o balanço global continua a ser melhor do que o dos combustíveis fósseis. A empresa afirma que os seus produtos renováveis permitiram aos clientes reduzir emissões em 14,2 milhões de toneladas.</p>
<p>Organizações ambientais e investigações jornalísticas, contudo, criticam a falta de transparência sobre as emissões dos processos industriais e da cadeia de fornecimento. A discussão central é saber se a redução obtida no uso final compensa a pegada criada pela recolha, transporte e transformação das matérias-primas.</p>
<p><strong>Nem a China teria óleo suficiente</strong></p>
<p>O limite físico é difícil de ignorar. Se a Europa tem de importar óleo alimentar usado, é porque não recolhe o suficiente internamente. Segundo a Ecodes, 85% da matéria-prima usada para biocombustíveis vem de países como Indonésia, Malásia, China, Estados Unidos ou Brasil.</p>
<p>No caso espanhol, apenas 16% do óleo alimentar transformado em querosene sustentável é de origem nacional. Cerca de 79% vem da Ásia. Para Raufast, isto mostra que será impossível satisfazer a procura de combustível de aviação apenas com o óleo usado recolhido em cada país. Nem a China, um dos maiores produtores mundiais deste resíduo, teria quantidade suficiente para produzir todo o SAF de que precisaria.</p>
<p>O risco é conhecido: substituir a dependência do petróleo por dependência de resíduos importados. “Replicar padrões como os das importações de combustíveis fósseis não é a melhor solução. Não nos dará soberania energética”, alerta Raufast.</p>
<p><strong>E-SAF pode ser solução, mas ainda não chegou à escala necessária</strong></p>
<p>A indústria procura alternativas. A Neste está a investigar novas matérias-primas, incluindo óleos e gorduras ácidas provenientes de águas residuais, lignocelulose e resíduos agrícolas e florestais.</p>
<p>Há também outras rotas tecnológicas para produzir SAF, como a conversão de metanol em combustível de aviação ou os e-SAF sintéticos, obtidos a partir de água, eletricidade renovável e CO2 capturado da atmosfera. Para Raufast, esta última é uma tecnologia verdadeiramente escalável, mas ainda enfrenta desafios de custo, produção e disponibilidade de eletricidade renovável.</p>
<p>O paradoxo da aviação está aqui: o setor precisa de crescer menos em emissões precisamente quando cresce mais em procura. O combustível sustentável é uma peça importante da transição, mas não é, por enquanto, uma solução completa.</p>
<p>O óleo de cozinha usado pode ajudar a descarbonizar parte dos voos. Não chega, contudo, para sustentar sozinho o futuro da aviação. E, se a Europa não acautelar a origem das matérias-primas, poderá trocar a velha dependência do petróleo por uma nova dependência global de resíduos.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_787024]]></sapo:autor>
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		<title>Canhões de água, bibliotecas-refúgio e ar condicionado: a Europa improvisa defesas contra o calor extremo que veio para ficar</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Jul 2026 16:44:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Calor]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Europa]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[onda de calor]]></category>
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					<description><![CDATA[Terceira grande vaga de calor deste verão voltou a empurrar temperaturas para perto dos 40 ºC em Portugal, Espanha e França, agravando incêndios, pressionando sistemas de saúde e expondo uma fragilidade crescente]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Canhões de água em Berlim para refrescar pessoas na rua, bombeiros a levar mangueiras para as ruas de Praga, parisienses a mergulhar no Canal Saint-Martin e espanhóis a procurar abrigo em bibliotecas. A resposta imediata às ondas de calor extremas na Europa já parece saída de um manual de emergência urbana.</p>
<p>Mas o alívio é temporário. A terceira grande vaga de calor deste verão voltou a empurrar temperaturas para perto dos 40 ºC em Portugal, Espanha e França, agravando incêndios, pressionando sistemas de saúde e expondo uma fragilidade crescente: o continente que mais depressa aquece no mundo continua longe de estar preparado para viver com calor extremo.</p>
<p>Segundo o &#8216;Financial Times&#8217;, a ciência mais recente estima que o aquecimento médio global desde a era industrial esteja já próximo de 1,4 ºC. Na Europa, porém, o ritmo é muito superior. Samantha Burgess, vice-diretora do Copernicus, agência europeia de observação da Terra, lembra que o continente está a aquecer a mais do dobro da média global e que os europeus estão expostos a níveis de stress térmico sem precedentes devido à continuação da queima de combustíveis fósseis.</p>
<p>Os números já são pesados. Dados provisórios da saúde pública francesa apontam para cerca de 2.025 mortes em excesso em junho associadas à última vaga de calor. Uma estimativa para todo o continente elevou o total para 20 mil mortes.</p>
<p>A Organização Mundial da Saúde também deixou um aviso claro. Hans Kluge, diretor regional da OMS para a Europa, afirmou que a maior lacuna é o facto de nem metade dos Estados-membros da região europeia terem um plano nacional de ação para calor extremo.</p>
<p><strong>Bruxelas prepara plano, mas custo será elevado</strong></p>
<p>Todos os Estados-membros da União Europeia têm políticas nacionais de adaptação, além das metas de redução de emissões. A Comissão Europeia prepara agora um plano de resiliência climática para toda a economia, que deverá incluir renovação e desenho de edifícios, adaptação dos transportes e novas respostas ao calor extremo.</p>
<p>A UE também está a mobilizar a maior resposta transfronteiriça de sempre contra incêndios florestais, depois de mais de 200 mil hectares terem ardido em 2025. Quase 800 bombeiros serão posicionados estrategicamente em vários países para apoiar Estados onde os fogos se propaguem.</p>
<p>Ainda assim, muitas das responsabilidades recaem sobre autoridades nacionais e locais. E é aí que a preparação falha. Cidades como Paris, Bruxelas e Berlim têm edifícios envelhecidos, pouco adaptados ao calor, bairros densamente povoados, pouco acesso a zonas verdes e uma relação difícil com a instalação de ar condicionado.</p>
<p>Na Europa, apenas cerca de um quinto das habitações tem ar condicionado, segundo a Agência Internacional de Energia. A diferença entre países é enorme: cerca de 7% das casas na Alemanha têm ar condicionado, contra quase 80% na Grécia.</p>
<p>O custo da adaptação também será pesado. A Comissão Europeia estima que reforçar a resiliência climática possa custar até 70 mil milhões de euros por ano até 2050. Mas não agir poderá sair ainda mais caro: os danos causados por cheias, secas, incêndios e perda de atividade económica atingiram cerca de 90 mil milhões de euros em 2025.</p>
<p><strong>O calor também é desigual</strong></p>
<p>O calor extremo não atinge todos da mesma forma. Em Bruxelas, as autoridades estimam que as temperaturas noturnas possam ser até 9 ºC mais elevadas em zonas densamente povoadas e desfavorecidas do que nos bairros arborizados do sul da cidade, onde vive parte da elite económica e administrativa da capital belga.</p>
<p>Ans Persoons, responsável pelo ambiente e clima na cidade de Bruxelas, promete subsídios para melhorar a eficiência energética dos edifícios e desbloquear projetos de natação ao ar livre no canal e em piscinas públicas. Mas essas soluções não deverão estar prontas antes de 2032. “Em Bruxelas, temos muitas piscinas ao ar livre, mas estão todas em jardins privados”, disse ao &#8216;Financial Times&#8217;.</p>
<p>A desigualdade repete-se em várias cidades. Quem tem dinheiro instala climatização, vive em zonas arborizadas ou consegue mudar rotinas. Quem trabalha na rua, mora em apartamentos mal isolados ou depende de transportes e equipamentos públicos fica mais exposto.</p>
<p><strong>Madrid cria refúgios climáticos e Barcelona dá pulseiras a trabalhadores</strong></p>
<p>Espanha conhece bem o calor, mas também está a adaptar-se a uma nova intensidade de vagas extremas e incêndios. Depois dos fogos devastadores do ano passado, o Governo antecipou para janeiro a campanha anual de prevenção de incêndios, que antes começava em junho, e reforçou meios com aviões, helicópteros, drones e veículos todo-o-terreno.</p>
<p>O Ministério da Energia e Ambiente atualizou o plano de adaptação às alterações climáticas e propôs criar mais zonas verdes e sombreadas. Também anunciou 200 milhões de euros de um fundo nacional de eficiência energética para melhorar aquecimento e arrefecimento em escolas.</p>
<p>Em Barcelona, a autarquia está a usar receitas da taxa turística para instalar ar condicionado em centenas de escolas. A cidade começou ainda a distribuir pulseiras de alerta térmico a 1.400 trabalhadores ao ar livre, incluindo jardineiros e funcionários da limpeza urbana.</p>
<p>Várias câmaras municipais estão a transformar bibliotecas, centros desportivos e outros espaços públicos em “refúgios climáticos”. Madrid oferece mesmo sessões gratuitas de cinema, concertos e espetáculos de flamenco em espaços interiores refrigerados, para atrair pessoas sem ar condicionado em casa.</p>
<p><strong>Roma minimiza, mas bairros pobres sofrem mais</strong></p>
<p>Em Itália, a resposta política tem sido mais hesitante. Quando o Ministério da Saúde emitiu alerta vermelho para 18 cidades durante uma vaga de calor recente, Ignazio La Russa, presidente do Senado e cofundador dos Irmãos de Itália, partido da primeira-ministra Giorgia Meloni, minimizou o tema.</p>
<p>“Dizem muitos sobre as alterações climáticas: ‘Meu Deus, vem aí um clima caribenho para a Europa’. Muito bem, mas as Caraíbas vivem com esse clima há muito tempo e sobrevivem. Isso significa que nos vamos habituar ao clima caribenho. Não significa que vamos todos morrer”, afirmou.</p>
<p>Críticos dizem que a retórica se reflete na política. Itália aprovou em 2023 um plano de adaptação às alterações climáticas para ajudar habitantes urbanos a lidar com calor extremo, mas pouco fez para o implementar.</p>
<p>Mariateresa Imparato, da organização ambiental Legambiente, afirma que o plano está “basicamente na gaveta”. Embora muitos centros históricos italianos tenham sido construídos com alguma adaptação ao calor, os bairros mais recentes e pobres estão pior preparados, com falta de árvores, espaços verdes inacessíveis e paragens de transportes sem sombra.</p>
<p><strong>Berlim foge para os lagos</strong></p>
<p>Na Alemanha, Berlim ultrapassou os 41 ºC em junho, um novo recorde para esse mês. Muitos habitantes fugiram para lagos e zonas balneares, mas a capital alemã só aprovou a sua primeira estratégia contra o calor no fim do ano passado, mais de duas décadas depois de Paris ter adotado uma, após a vaga de calor mortal de 2003.</p>
<p>O plano de Berlim inclui plantar árvores, instalar fontes de água potável e criar edifícios mais resistentes ao calor. Mas o mapeamento dos locais frescos continua incompleto.</p>
<p>O problema é também estrutural. O sistema federal alemão, dividido em 16 Estados, dificulta uma estratégia nacional coordenada. Apenas sete Estados têm planos municipais de proteção contra o calor.</p>
<p>O Governo de Friedrich Merz comprometeu-se a investir cerca de 10 mil milhões de euros por ano em resiliência climática durante a próxima década. Mas a implementação prática depende muitas vezes de municípios com falta de pessoal e capacidade técnica. Se a prevenção falhar, alertam especialistas, aumentarão os custos de saúde, a mortalidade, o absentismo laboral e os danos nas infraestruturas.</p>
<p><strong>Paris corre para o ar condicionado</strong></p>
<p>Em França, os 40 ºC registados em junho reacenderam a disputa política sobre a preparação do país. A União Nacional, de extrema-direita, que já teve posições céticas sobre o clima, defende agora um plano nacional massivo para instalar ar condicionado em escolas, hospitais e lares.</p>
<p>O primeiro-ministro Sébastien Lecornu afirmou que o ar condicionado pode fazer parte da solução, mas não deve ser uma “resposta automática” devido ao custo. Ainda assim, ordenou a compra urgente de 100 milhões de euros em unidades de refrigeração e ventiladores para hospitais e pediu aos carteiros que verificassem o estado de pessoas isoladas em casa.</p>
<p>França enfrenta ainda um problema arquitetónico. Muitos edifícios são difíceis de adaptar por causa das regras de preservação histórica, sobretudo em Paris, onde os telhados de zinco e metal do período haussmanniano estão sujeitos a restrições que dificultam até soluções simples como portadas exteriores.</p>
<p>Na vaga de calor recente, a maioria dos idosos morreu em casa e não em lares, ao contrário do que aconteceu em 2003, quando cerca de 15 mil pessoas morreram em França. O Governo usa esse dado para argumentar que houve progressos, mas a nova realidade mostra que o risco se deslocou para pessoas isoladas nas suas habitações.</p>
<p><strong>Zurique usa água fria dos lagos</strong></p>
<p>Na Suíça, onde o aquecimento é ainda mais rápido do que no resto da Europa, as autoridades estão a aproveitar os lagos como resposta ao calor. O derretimento de glaciares e neve expõe mais solo escuro, que absorve calor e acelera o aquecimento.</p>
<p>Genebra está a investir no sistema GeniLac, que retira água do lago a cerca de 45 metros de profundidade, onde a temperatura se mantém perto dos 7 ºC durante todo o ano. A água é usada para arrefecimento direto e aquecimento através de bombas de calor. O sistema poderá custar até 900 milhões de francos suíços, cerca de 960 milhões de euros.</p>
<p>Outras cidades suíças planeiam projetos semelhantes nos lagos de Zurique, Lugano e Lucerna. Zurique já aprovou mais de 300 milhões de francos suíços para o sistema CoolCity no centro da cidade.</p>
<p>Ainda assim, há pressão para aliviar as regras apertadas sobre ar condicionado, tradicionalmente limitado por receios de aumento do consumo elétrico e produção de calor residual. As autoridades de Genebra admitem simplificar procedimentos para instalação residencial, defendendo que o arrefecimento “não deve ser demonizado”.</p>
<p><strong>Atenas reorganiza a vida em torno do calor</strong></p>
<p>Em Atenas, temperaturas acima dos 35 ºC são comuns no verão, mas nos últimos cinco anos os termómetros têm ultrapassado os 40 ºC, com noites cada vez mais quentes devido ao betão que retém calor depois do pôr do sol.</p>
<p>A cidade tem uma responsável dedicada ao calor desde 2020 e classifica as ondas de calor de acordo com o risco para a saúde, usando dados meteorológicos e de mortalidade. Disponibiliza mapas térmicos em tempo real, pontos de arrefecimento, rotas pedonais mais seguras e uma linha telefónica de aconselhamento médico.</p>
<p>Atenas publicou também um guia de sobrevivência que recomenda reorganizar o dia em função do calor: fazer recados nas horas mais frescas, evitar deslocações desnecessárias ao meio-dia, usar chapéu e roupa clara, tomar duches frios e procurar locais frescos.</p>
<p>A cidade conta ainda com quatro satélites lançados em maio para monitorizar incêndios e tem recuperado antigas fontes subterrâneas de água. Mas continua a ser uma capital densa, com pouco espaço verde, tráfego poluente e blocos de apartamentos que funcionam como radiadores urbanos.</p>
<p>A Europa já entrou numa nova fase climática. A discussão deixou de ser apenas sobre reduzir emissões e passou também a ser sobre como viver, trabalhar, dormir, circular e proteger os mais vulneráveis num continente onde o calor extremo deixou de ser exceção.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_787017]]></sapo:autor>
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		<title>Bolsa de Lisboa fecha em baixa e só a Galp fica em terreno positivo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Jul 2026 16:29:25 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
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		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
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					<description><![CDATA[A bolsa de Lisboa encerrou hoje em baixa, com o índice PSI a cair 1,77% para 9.085,24 pontos, em linha com a restante Europa, e com apenas a Galp em terreno positivo.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A bolsa de Lisboa encerrou hoje em baixa, com o índice PSI a cair 1,77% para 9.085,24 pontos, em linha com a restante Europa, e com apenas a Galp em terreno positivo.</p>
<p>Das 16 cotadas que fazem parte do PSI, 15 desceram e a Galp avançou 4,20% para 19,75 euros.</p>
<p>A liderar as descidas ficou a Teixeira Duarte, que totalizou menos 5,28% para 0,50 euros.</p>
<p>No resto da Europa, Madrid retrocedeu 2,73%, Frankfurt 2,23%, Paris 2,18% e Londres 1,66%.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_787002]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Grupo no Centro terá lucrado milhões de euros com regularização fraudulenta de migrantes</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Jul 2026 16:28:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[imigração ilegal]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Polícia Judiciária]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>
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					<description><![CDATA[Operação policial "Neblina Atlântica" levou à detenção de cinco pessoas, entre as quais um funcionário das Finanças a trabalhar na região Centro, e à constituição de outros 15 arguidos]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Um alegado grupo criminoso, em que participava um chefe de um serviço das Finanças, terá lucrado milhões de euros com a regularização fraudulenta de milhares de migrantes, a maioria a viver noutros países da Europa, afirmou hoje a PJ.</p>
<p>A operação policial &#8220;Neblina Atlântica&#8221; levou à detenção de cinco pessoas, entre as quais um funcionário das Finanças a trabalhar na região Centro, e à constituição de outros 15 arguidos, num processo que procurava desmantelar um grupo que terá regularizado milhares de imigrantes, oriundos, sobretudo, do Brasil, disse o diretor da Diretoria do Centro, Avelino Lima, em conferência de imprensa realizada hoje.</p>
<p>De acordo com o responsável da Polícia Judiciária (PJ) do Centro, o grupo atuava sobretudo na região, nomeadamente entre Cantanhede e Mealhada, estando, entre os detidos, uma contabilista, uma empresária em nome individual e um empresário da área da silvicultura.</p>
<p>Os detidos, todos cidadãos portugueses, terão criado um grupo que se mascarava junto dos migrantes como &#8220;um prestador de serviços&#8221; a operar legalmente, cobrando, à cabeça, 200 euros por cada processo iniciado, aclarou.</p>
<p>Mediante as necessidades de cada processo de regularização, o grupo cobrava outros valores, assegurando questões como a criação do número de identificação fiscal, o registo de contratos de trabalho em empresas, &#8220;umas reais, outras fictícias&#8221; ou ainda a qualificação dos seus clientes como trabalhadores a título individual, passando recibos verdes, disse Avelino Lima.</p>
<p>Segundo o diretor da PJ do Centro, apenas uma das empresas envolvidas &#8212; do empresário detido &#8212; terá sido responsável pela emissão de recibos no valor de 1,5 milhões de euros.</p>
<p>A &#8220;grande maioria&#8221; dos imigrantes que pagou por estes serviços &#8220;não está sequer em Portugal&#8221;, encontrando-se sobretudo a viver na Bélgica, França e Suíça, acrescentou.</p>
<p>Avelino Lima afirmou que poderão estar em causa perto de dez mil imigrantes associados a este grupo, mas admitiu que o número ainda está a ser apurado, recordando que há processos iniciados em 2022.</p>
<p>No entanto, apenas uma das pessoas detidas &#8220;era representante de mais de 3.500 imigrantes&#8221;, salientou.</p>
<p>O responsável realçou que o grupo terá tido proveitos económicos na ordem dos milhões de euros.</p>
<p>Avelino Lima considerou que este tipo de investigação é &#8220;extremamente complexa e exigente&#8221;, referindo que, além do crime de auxílio à imigração ilegal, poderão estar em causa crimes como corrupção ativa, passiva, branqueamento de capitais e fraude fiscal.</p>
<p>O diretor da PJ do Centro alertou para a capacidade que estes grupos têm para se infiltrarem em estruturas do Estado &#8212; face aos proveitos económicos que geram.</p>
<p>No entanto, Avelino Lima realçou que a PJ e a Justiça têm feito &#8220;o seu caminho&#8221;, considerando que todos os institutos públicos &#8220;têm que estar preparados e atuar em conformidade&#8221;.</p>
<p>&#8220;Estamos a falar de uma atividade que, tendo em vista aquilo que é obtido ou tentado obter pelas organizações criminosas, vão tentar sempre conseguir infiltrar-se em três organismos: Finanças, Segurança Social e AIMA [Agência para a Integração Migrações e Asilo]&#8221;, vincou.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_787008]]></sapo:autor>
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		<title>Crise nos exames ameaça férias dos professores e pode obrigar escolas a pagar indemnizações</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Jul 2026 16:26:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A situação surge numa altura em que os atrasos, as falhas técnicas e os problemas na plataforma continuam a pressionar o processo dos exames nacionais.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">A crise na correção dos exames nacionais pode deixar de afetar apenas o calendário dos alunos e passar também para a gestão das férias dos professores. Com a segunda fase adiada e os prazos de classificação apertados, alguns docentes poderão ser chamados a corrigir provas em períodos de descanso já aprovados.</p>
<p class="isSelectedEnd">De acordo com o <a href="https://expresso.pt/educacao/2026-07-08-atrasos-nos-exames-professores-podem-ter-de-remarcar-ferias-e-ser-indemnizados-por-isso-7e098786" target="_blank" rel="noopener">Expresso</a>, há escolas que já estão a tentar perceber se os professores classificadores admitem alterar as férias para garantir a correção das provas. A situação surge numa altura em que os atrasos, as falhas técnicas e os problemas na plataforma continuam a pressionar o processo dos exames nacionais.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Férias só devem mudar com decisão formal</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">O ponto central está na forma como essa alteração pode ser feita. O movimento Missão Escola Pública alerta que os professores podem ser chamados a trabalhar durante as férias quando existam necessidades imperiosas de funcionamento do serviço, mas lembra que essa decisão tem consequências legais.</p>
<p class="isSelectedEnd">Cristina Mota, porta-voz do movimento, defende que os docentes não devem assumir voluntariamente a mudança dos dias de descanso. A recomendação é que qualquer alteração seja determinada formalmente pelas direções escolares, para que os professores possam ser ressarcidos de eventuais prejuízos.</p>
<p class="isSelectedEnd">Segundo o Expresso, a preocupação passa precisamente por evitar que a mudança seja tratada como uma disponibilidade pessoal do docente. Se for o empregador a alterar ou interromper férias já marcadas, os professores podem ter direito a indemnização por despesas entretanto assumidas.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Fenprof quer instruções claras do Ministério</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A Fenprof também já recebeu relatos de contactos feitos por direções escolares a professores sobre a possibilidade de adiarem férias. Para José Feliciano Costa, secretário-geral da federação, as escolas não devem avançar sem uma orientação clara do Ministério da Educação.</p>
<p class="isSelectedEnd">O dirigente sindical sustenta que, se os docentes forem impedidos de gozar férias no período aprovado, terão de ser compensados por custos já suportados. Em causa podem estar reservas, viagens ou outras despesas associadas ao descanso entretanto marcado.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Pressão acumula-se sobre os classificadores</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A eventual alteração das férias soma-se a um período já sobrecarregado para os professores. Além da correção dos exames, muitos docentes continuam envolvidos em tarefas de encerramento e preparação do ano letivo, incluindo funções de direção de turma, matrículas, organização de turmas, gestão de kits digitais e inventários.</p>
<p class="isSelectedEnd">Para o movimento Missão Escola Pública, esta acumulação pode agravar o desgaste da classe docente e prolongar os efeitos da crise até ao arranque do próximo ano letivo. A preocupação é que a falta de descanso se junte ao esforço adicional provocado pelos constrangimentos dos exames.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Plataforma continua a falhar</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">As dificuldades técnicas não desapareceram. A plataforma de correção esteve suspensa durante a madrugada desta quarta-feira, mas, durante a manhã, as atualizações ainda não eram visíveis, segundo o relato da porta-voz do MEP.</p>
<p class="isSelectedEnd">Cristina Mota afirma que o sistema continua a bloquear, a impedir a gravação de conteúdos e a deixar alguns professores sem condições para classificar provas. As classificações têm de ser entregues até 14 de julho, mas a Fenprof admite dúvidas sobre a capacidade de cumprir esse prazo.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Processo criticado pelos professores</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">José Feliciano Costa considera que a situação podia ter sido evitada. O dirigente da Fenprof critica a forma como o sistema foi lançado, apontando falta de testes completos e ausência de um plano de contingência.</p>
<p>O adiamento da segunda fase dos exames nacionais e os constrangimentos na classificação criaram um efeito em cadeia que pode atingir alunos, escolas e professores. Para já, a dúvida é se a correção das provas obrigará a mexer formalmente nas férias dos docentes — e, nesse caso, quem assumirá os custos.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_787006]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Médico condenado a prisão perpétua por matar 15 doentes: Alemanha investiga mais 76 casos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Jul 2026 16:26:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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		<category><![CDATA[justiça]]></category>
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					<description><![CDATA[Tribunal de Berlim considerou o médico de 41 anos, identificado apenas como Johannes M., culpado pela morte de 12 mulheres e três homens entre setembro de 2021 e julho de 2024]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Um médico alemão de cuidados paliativos foi condenado a prisão perpétua pelo homicídio de 15 doentes, num caso que as autoridades admitem poder ser apenas uma parte de uma investigação muito mais ampla.</p>
<p>Segundo a &#8216;BBC&#8217;, o tribunal de Berlim considerou o médico de 41 anos, identificado apenas como Johannes M., de acordo com as regras alemãs de privacidade, culpado pela morte de 12 mulheres e três homens entre setembro de 2021 e julho de 2024.</p>
<p>As vítimas tinham entre 25 e 94 anos. Todas estavam gravemente doentes, mas o tribunal ouviu que a morte não era iminente em nenhum dos casos.</p>
<p>De acordo com a acusação, o médico administrava, durante visitas domiciliárias, combinações letais de medicamentos sem o consentimento dos doentes. Em várias situações, terá ainda ateado fogos para tentar ocultar os crimes.</p>
<p>Num dos episódios mais graves descritos pelos procuradores, em julho de 2024, pouco antes da detenção, o médico matou dois pacientes no mesmo dia: um homem de 75 anos, em casa, no centro de Berlim, e, algumas horas depois, uma mulher de 76 anos noutro bairro da cidade. Segundo a acusação, tentou depois incendiar a casa da mulher, mas sem sucesso.</p>
<p>Durante grande parte do julgamento, que se prolongou por cerca de um ano, o médico manteve-se em silêncio. No mês passado, porém, confessou ter “matado pessoas”, admitindo a morte de 12 dos seus pacientes gravemente doentes.</p>
<p>Em tribunal, afirmou que se tinha convencido de que estava a agir corretamente, ao poupar os doentes ao “sofrimento e à enfermidade”. “Durante todo o processo, pensei que esta era a melhor coisa para todos”, declarou, antes de pedir desculpa pelo sofrimento causado.</p>
<p>A explicação não convenceu familiares das vítimas. A mãe da vítima mais jovem, uma mulher de 25 anos que morreu em 2021, disse em lágrimas que a filha nunca tinha afirmado que não queria continuar a viver. O filho de uma mulher de 72 anos, morta em 2024, contou que a mãe tinha planos para viajar até ao mar Báltico com a irmã. “A minha mãe queria continuar a viver”, afirmou.</p>
<p>O tribunal considerou a culpa do médico particularmente grave, o que na Alemanha limita de forma significativa a possibilidade de libertação antecipada. Além da prisão perpétua, foi ordenada detenção preventiva após o cumprimento da pena e aplicada uma proibição vitalícia de exercer medicina.</p>
<p>As autoridades suspeitam que o médico possa ter matado outros pacientes. Os procuradores estão atualmente a investigar mais 76 casos.</p>
<p>Segundo a imprensa alemã, se essas suspeitas forem confirmadas e resultarem em novas condenações, este poderá tornar-se um dos maiores casos de assassínio em série da história recente da Alemanha.</p>
<p>O médico disse ao tribunal que pretende colaborar “muito mais cedo” nos próximos processos. Para as famílias das vítimas, porém, a sentença deixa uma resposta judicial pesada, mas não encerra a pergunta que atravessa todo o caso: quantos doentes terão morrido às mãos de quem devia aliviar o seu sofrimento.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_786995]]></sapo:autor>
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		<title>Exames nacionais: sócia da empresa do sistema digital foi assessora de Carlos Moedas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Jul 2026 16:13:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A identificação da empresa surgiu depois de vários dias de indefinição sobre quem estava envolvido no tratamento do sistema que tem estado no centro das críticas de professores, alunos e partidos da oposição.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">A polémica em torno da correção digital dos exames nacionais ganhou um novo dado político. A empresa associada ao sistema usado no processo, a BLAT &#8211; Creative Powerhouse Lda., tem entre as suas sócias Inês Catarino, antiga assessora de Carlos Moedas na Câmara Municipal de Lisboa e ligada à campanha autárquica do presidente da autarquia em 2025.</p>
<p class="isSelectedEnd">De acordo com a <a href="https://www.sabado.pt/portugal/detalhe/socia-da-empresa-por-tras-de-exames-nacionais-e-antiga-assessora-de-carlos-moedas" target="_blank" rel="noopener">Sábado</a>, a identificação da empresa surgiu depois de vários dias de indefinição sobre quem estava envolvido no tratamento do sistema que tem estado no centro das críticas de professores, alunos e partidos da oposição. A correção dos exames do 11.º e 12.º anos passou este ano a ser feita digitalmente, embora as provas tenham sido realizadas em papel.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Da comunicação digital aos exames nacionais</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A BLAT apresenta-se publicamente como uma agência de marketing digital. Na página da empresa, segundo a Sábado, não surgem referências a experiência específica em tratamento informático de exames, plataformas de avaliação escolar ou sistemas de classificação de provas.</p>
<p class="isSelectedEnd">O conteúdo disponível no site da agência está sobretudo ligado a redes sociais e estratégia digital, com textos sobre publicações no Instagram e tendências de social media. Ainda assim, a empresa foi contratada em 2023 pelo Instituto de Avaliação Educativa para atualizar o Sistema de Classificação Online do IAVE, num contrato com duração de cinco meses, celebrado quando a empresa usava outra designação.</p>
<p class="isSelectedEnd">No âmbito do PRR, a BLAT surge também como fornecedora com contratos acima dos 30 mil euros. Desse total, 19 mil euros dizem respeito a projetos relacionados com a Transição Digital na Educação, através do ajuste direto feito em 2023 com o IAVE.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Sócia recebeu louvor de Moedas</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Inês Catarino entrou na sociedade da BLAT em novembro de 2022, juntamente com Inês Fernandes. A antiga assessora surgia associada à empresa como responsável pela área de redes sociais, embora essa ligação já não esteja disponível a partir da página principal da agência.</p>
<p class="isSelectedEnd">Antes da ligação conhecida à empresa, Inês Catarino tinha trabalhado com Carlos Moedas. Em 2023, assinou um contrato de prestação de serviços com a Câmara de Lisboa para funções de assessoria ao presidente da autarquia. O valor mensal era de cerca de 3.750 euros, acrescido de IVA, o que representava aproximadamente 4.615 euros por mês e mais de 100 mil euros em menos de dois anos.</p>
<p class="isSelectedEnd">Em julho de 2025, Carlos Moedas atribuiu-lhe um louvor pelo trabalho desenvolvido no seu gabinete, destacando qualidades como empenho, competência, rigor e disponibilidade.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Serviços a eurodeputada e campanhas políticas</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A BLAT também presta serviços à eurodeputada do PSD Lídia Pereira. A social-democrata explicou à Sábado que a contratação ocorreu em 2019, cumprindo as regras exigidas pelo Parlamento Europeu, e que o contrato foi recentemente renovado após um processo com outros concorrentes.</p>
<p class="isSelectedEnd">Segundo a mesma explicação, os pagamentos variam em função dos serviços de comunicação realizados e não ultrapassam 2.300 euros mensais mais IVA.</p>
<p class="isSelectedEnd">A Sábado refere ainda que a empresa participou em várias campanhas eleitorais do PSD e que uma versão anterior da página da BLAT, datada de maio, apresentava PS e PSD como clientes. A versão atual do site já não inclui essa referência.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Alegada fuga de dados não foi confirmada</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A empresa foi também associada, em maio, a rumores sobre uma eventual fuga de informação. As suspeitas, não confirmadas, apontavam para a divulgação de dados de 127 dirigentes do PSD e de académicos de universidades portuguesas.</p>
<p class="isSelectedEnd">Circularam imagens que sugeriam que essa informação teria sido colocada à venda na dark web. A BLAT foi contactada pela Sábado, mas não respondeu às perguntas até à publicação da notícia.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Falhas na correção digital mantêm exames sob pressão</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">O caso surge numa altura em que os exames nacionais continuam envoltos em contestação. As provas foram feitas em papel, mas o processo de correção passou a depender da digitalização das respostas e da distribuição eletrónica aos professores classificadores.</p>
<p class="isSelectedEnd">Os docentes têm denunciado atrasos na disponibilização das provas, falhas técnicas na plataforma e erros na digitalização das folhas de resposta. O Governo anunciou entretanto o adiamento da divulgação dos resultados e da segunda fase dos exames nacionais.</p>
<p class="isSelectedEnd">Fernando Alexandre afirmou que os problemas técnicos estavam resolvidos, mas confirmou depois que a plataforma usada na correção ficaria indisponível durante duas horas, entre as 00h00 e as 02h00 desta quarta-feira. A segunda fase dos exames foi remarcada para os dias 21 a 24 de julho, com o ministro da Educação a dizer que acredita que decorrerá de forma exemplar.</p>
<p>Mais de 5.700 pessoas já subscreveram uma petição a pedir a anulação dos exames nacionais deste ano, sem prejuízo para os alunos, por considerarem que as falhas técnicas comprometem a validade do processo. A oposição também tem exigido explicações ao Governo.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_786991]]></sapo:autor>
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		<title>Incêndios: Bruxelas salienta apoio a Portugal e alerta para arranque precoce da época de fogos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Jul 2026 16:03:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Calor]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Comissão Europeia]]></category>
		<category><![CDATA[incêndios]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[onda de calor]]></category>
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					<description><![CDATA[Hadja Lahbib apontou que "a época de incêndios começou de forma invulgarmente precoce, com duas ativações do Mecanismo já no final de abril e início de maio"]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Comissão Europeia salientou hoje o apoio prestado a Portugal devido aos fogos que deflagram no país na semana passada, alertando para ondas de calor cada vez mais extremas, que causam o arranque precoce da época de incêndios.</p>
<p>&#8220;Nos últimos dias, Portugal e França solicitaram assistência devido a incêndios florestais graves. Em resposta, foram destacados nove aviões da rescEU [reserva estratégica da União Europeia], três para Portugal e seis para França&#8221;, disse a comissária europeia para a Preparação, Gestão de Crises e Igualdade, Hadja Lahbib, na sessão plenária do Parlamento Europeu.</p>
<p>Falando num debate sobre a resposta da União Europeia às ondas de calor e aos incêndios florestais, na cidade francesa de Estrasburgo, Hadja Lahbib apontou que &#8220;a época de incêndios começou de forma invulgarmente precoce, com duas ativações do Mecanismo já no final de abril e início de maio&#8221;.</p>
<p>Embora o Mecanismo de Proteção Civil da União ainda não tenha sido ativado em resposta a emergências relacionadas com ondas de calor, a comissária europeia apontou que as altas temperaturas &#8220;aumentam o risco de incêndios florestais&#8221;.</p>
<p>&#8220;No ano passado, mais de um milhão de hectares arderam em toda a UE, o valor mais elevado alguma vez registado, o que levou a 19 pedidos de assistência ao abrigo do Mecanismo de Proteção Civil da União. Este é o maior número de sempre&#8221;, observou.</p>
<p>De acordo com Hadja Lahbib, &#8220;esta situação exige uma ação rápida&#8221; e, por isso, &#8220;a Comissão Europeia já tomou um conjunto de medidas nas áreas da prevenção, preparação, resposta e recuperação&#8221;.</p>
<p>Foi aliás devido ao &#8220;reforço da preparação operacional&#8221; para esta época que foi possível apoiar Portugal no combate aos incêndios rurais com a chegada de 118 bombeiros e 45 veículos de Espanha, bem como de dois aviões anfíbios enviados por Itália, no âmbito do Mecanismo Europeu de Proteção Civil.</p>
<p>Mais de 15.000 hectares arderam em Portugal nos primeiros dias de julho, tendo a área ardida duplicado entre 01 e 05, revelam dados provisórios do Sistema de Gestão Integrada de Fogos Rurais (SGIFR).</p>
<p>Segundo o SGIFR, gerido pela Agência para a Gestão Integrada de Fogos Rurais, os 4.592 incêndios florestais registados este ano provocaram 30.155 hectares de área queimada.</p>
<p>Em relação ao mesmo período de 2025, a área ardida quase quadruplicou, registando-se este ano a maior desde 2017.</p>
<p>Na sua intervenção, Hadja Lahbib assinalou ainda que &#8220;o Fundo de Solidariedade da União Europeia continua a desempenhar um papel importante, prestando apoio financeiro aos Estados-membros&#8221; situações de desastres naturais e emergências, e que &#8220;a política de coesão e os respetivos financiamentos desempenham um papel fundamental no reforço da resiliência&#8221;.</p>
<p>A comissária europeia anunciou, ainda, um novo Quadro Europeu Integrado para a Resiliência Climática, cuja adoção está prevista para o final deste ano.</p>
<p>Para esta época de incêndios, Bruxelas tem 777 bombeiros de 14 países destacados em Portugal, Espanha, França, Itália, Grécia e Chipre para permitir uma resposta mais rápida às emergências.</p>
<p>A capacidade europeia para este verão inclui 22 aviões de combate a incêndios, cinco helicópteros e 22 equipas terrestres certificadas distribuídas por 10 Estados-membros.</p>
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