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	<description>Notícias atualizadas ao minuto. Economia, política, sociedade, finanças e empresas e mercados</description>
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		<title>Bolsa de Lisboa abre a subir 0,34%</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 12 Jun 2026 07:09:10 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A bolsa de Lisboa abriu hoje em terreno positivo, com o índice PSI (Portuguese Stock Index) a subir 0,34%, para 9.055,55 pontos.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A bolsa de Lisboa abriu hoje em terreno positivo, com o índice PSI (Portuguese Stock Index) a subir 0,34%, para 9.055,55 pontos.</P><br />
<P>Na quinta-feira, a bolsa de Lisboa fechou no &#8216;verde&#8217;, com o PSI a subir 1,44% para 9.024,89 pontos, acompanhando a tendência das restantes principais praças europeias e com a NOS a subir 5%. </P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_775082]]></sapo:autor>
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		<title>Governo quer criar programa para aproximar jovens lusodescendentes de Portugal</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 12 Jun 2026 07:07:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O secretário de Estado das Comunidades disse em Toronto que Portugal está a preparar um programa académico e profissional para lusodescendentes, defendendo uma ligação mais forte entre as novas gerações da diáspora e o país de origem das famílias.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O secretário de Estado das Comunidades disse em Toronto que Portugal está a preparar um programa académico e profissional para lusodescendentes, defendendo uma ligação mais forte entre as novas gerações da diáspora e o país de origem das famílias.</P><br />
<P>Em declarações à Lusa durante uma visita oficial à maior comunidade portuguesa do Canadá, na quinta-feira, Emídio Sousa explicou que a iniciativa pretende funcionar como uma espécie de Erasmus para jovens de ascendência portuguesa espalhados pelo mundo.</P><br />
<P>&#8220;Vamos desafiar os nossos jovens a irem a Portugal, no fim dos seus estudos ou quando começam a sua atividade profissional, para terem uma experiência numa universidade ou numa empresa&#8221;, afirmou.</P><br />
<P>Segundo Emídio Sousa, o programa está em fase de preparação legislativa e deverá incluir apoio financeiro aos participantes, embora os critérios de acesso ainda estejam a ser definidos.</P><br />
<P>&#8220;Mais do que estarmos obcecados com o regresso, é importante que, estejamos onde estivermos, nos mantenhamos conectados, ligados, com este orgulho de ser português&#8221;, sublinhou.</P><br />
<P>O secretário de Estado destacou que Portugal é hoje &#8220;um país desenvolvido, com uma boa imagem internacional&#8221; e considerou que o domínio da língua portuguesa pode representar uma vantagem competitiva para os jovens lusodescendentes num mercado global cada vez mais interligado.</P><br />
<P>Durante a visita, Emídio Sousa participou na cerimónia de entrega dos prémios do Portuguese Heritage Essay Contest, promovido pela Federação de Empresários e Profissionais Luso-Canadianos (FPCBP), que distinguiu oito estudantes lusodescendentes pelos seus trabalhos sobre identidade, herança cultural e ligação a Portugal.</P><br />
<P>O governante elogiou os jovens participantes pela preservação da língua e da cultura portuguesas e incentivou-os a utilizarem os prémios monetários recebidos para aprofundarem a sua ligação ao país, através de experiências de estudo, formação ou contacto direto com Portugal.</P><br />
<P>Na mesma ocasião, destacou o percurso das gerações que emigraram para o Canadá e agradeceu o contributo da comunidade portuguesa para a imagem do país no estrangeiro.</P><br />
<P>&#8220;Eu é que queria bater palmas para vocês&#8221;, afirmou perante os presentes, considerando que os emigrantes portugueses construíram uma reputação de trabalho, seriedade e integração nas sociedades de acolhimento, sem perderem as suas raízes culturais.</P><br />
<P>A agenda da visita incluiu ainda a entrega das Medalhas de Mérito das Comunidades Portuguesas, Grau Ouro, a Joel Filipe, Cristina Martins, Lena Barreto e Aida Jordão, personalidades distinguidas pelos seus percursos de serviço à comunidade portuguesa no Canadá.</P><br />
<P>Joel Filipe foi reconhecido pelo trabalho desenvolvido ao longo de mais de cinco décadas no movimento sindical e na defesa dos trabalhadores emigrantes, bem como pelo envolvimento comunitário através do Peniche Community Club de Toronto.</P><br />
<P>Cristina Martins, antiga deputada provincial do Ontário, foi distinguida pelo percurso político e pela defesa da educação, da participação cívica e do ensino da língua portuguesa.</P><br />
<P>Lena Barreto recebeu a condecoração pelo trabalho desenvolvido em diversas organizações sociais e comunitárias, incluindo o Abrigo Centre, a Luso Canadian Charitable Society (LCCS) e o Magellan Community Charities.</P><br />
<P>Já Aida Jordão foi homenageada pelo contributo para a valorização da cultura portuguesa no Canadá, através do teatro, da investigação académica e da preservação da memória da emigração portuguesa.</P><br />
<P>Emídio Sousa vai entregar hoje mais duas Medalhas de Mérito das Comunidades Portuguesas aos empresários luso-canadianos Aníbal Claudino e Paulo Távora, visitando a LCCS, com o almoço programado no Centro cultural Português de Mississauga, junto da comunidade local, para assistir na televisão ao jogo do grupo B do Mundial entre o Canadá e a Bósnia e Herzegovina.</P><br />
<P>De acordo com os dados do recenseamento de 2021, residem atualmente no Canadá cerca de 480 mil pessoas de origem portuguesa, concentradas sobretudo nas províncias do Ontário, Quebeque e Colúmbia Britânica.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_775081]]></sapo:autor>
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		<title>China alerta para uso de tartarugas e peixes &#8220;espiões&#8221; por forças estrangeiras</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 12 Jun 2026 07:04:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O ministério da Segurança do Estado da China alertou hoje que serviços de informações estrangeiros estão a utilizar animais marinhos, como tartarugas e peixes equipados com sensores, para recolher informações sensíveis sobre o meio marítimo chinês.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O ministério da Segurança do Estado da China alertou hoje que serviços de informações estrangeiros estão a utilizar animais marinhos, como tartarugas e peixes equipados com sensores, para recolher informações sensíveis sobre o meio marítimo chinês.</P><br />
<P>Num artigo publicado na plataforma WeChat, o ministério afirmou que a fauna marinha é uma das formas utilizadas por outros países para obter dados sobre a temperatura e salinidade da água, a topografia dos fundos marinhos e as correntes oceânicas.</P><br />
<P>Segundo o organismo, as autoridades chinesas já capturaram &#8220;tartarugas e peixes espiões&#8221; munidos de sensores enquanto nadavam em águas sob jurisdição chinesa, sem especificar a localização.</P><br />
<P>O ministério acrescentou que identificou também outros equipamentos destinados à recolha de informação marítima, incluindo boias, planadores oceânicos (&#8216;gliders&#8217;) e dispositivos eletrónicos embarcados, cuja presença constitui &#8220;uma séria ameaça à segurança territorial, militar e económica&#8221; da China.</P><br />
<P>Entre os exemplos referidos está uma boia esférica instalada por um instituto estrangeiro de investigação marinha, equipada com sensores meteorológicos e acústicos de elevada precisão, capazes de recolher dados ambientais e sinais acústicos emitidos por submarinos chineses em tempo real.</P><br />
<P>O texto menciona ainda um planador oceânico alimentado por energia solar e pelo movimento das ondas, dotado de sistemas de comunicação por rádio e de transmissão via satélite, que permitiria recolher informações ambientais com potencial relevância militar e dados sobre a atividade marítima.</P><br />
<P>Outro caso citado é o de um equipamento comercializado como dispositivo de &#8220;serviços marítimos&#8221; para navios de carga, mas que, segundo o ministério, seria capaz de monitorizar atividades portuárias em tempo real e integrar dados meteorológicos e coordenadas de navegação para criar uma &#8220;rede de vigilância marítima&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;A segurança marítima é uma componente importante da segurança nacional e a sua proteção exige esforços de todos&#8221;, sublinhou o ministério, apelando à população para denunciar equipamentos suspeitos e aos proprietários de embarcações para desconfiarem de ofertas de material provenientes de empresas desconhecidas.</P><br />
<P>O ministério da Segurança do Estado, que em 2023 apelou à mobilização de toda a sociedade para &#8220;prevenir e combater a espionagem&#8221;, divulga regularmente no WeChat alegados casos de espionagem e tem incentivado os cidadãos chineses a desconfiarem de ofertas de emprego ou pedidos de informação considerados suspeitos, sobretudo quando têm origem estrangeira.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_775080]]></sapo:autor>
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		<title>“Levar as corridas às pessoas foi o toque de mágica”: Penafiel vive hoje a grande festa dos motores</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Automonitor]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 12 Jun 2026 07:00:56 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Óscar Coelho]]></category>
		<category><![CDATA[Penafiel Racing Fest]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>
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					<description><![CDATA[Óscar Coelho, responsável pela organização, falou à 'Executive Digest' sobre os dias de animação motorizada que estão reservados até domingo
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Durante três dias, Penafiel deixa de ser apenas cidade anfitriã. As ruas, a serra, a variante e os espaços públicos passam a funcionar como palco de competição, exposição, música, restauração e encontro entre pilotos e público. É esta lógica — levar os motores para junto das pessoas, em vez de esperar que as pessoas se desloquem até aos motores — que Óscar Coelho, da organização do Penafiel Racing Fest, descreve como o ponto de viragem do evento.</p>
<p>“O intuito de levar as corridas às pessoas e não esperar que as pessoas vão às corridas foi, sem dúvida, o toque de mágica que este evento trouxe ao panorama nacional”, afirma o responsável da organização, em entrevista à &#8216;Executive Digest&#8217;.</p>
<p>A 8.ª edição do Penafiel Racing Fest arranca hoje e prolonga-se até domingo, juntando seis modalidades âncora, milhares de visitantes, centenas de pilotos e equipas, atividades para famílias e uma ambição que já não cabe apenas no calendário nacional.</p>
<p>A organização é conjunta da Câmara Municipal de Penafiel e da CDDC — Cooperativa para o Desenvolvimento Desportivo e Cultural, em parceria com clubes e associações do concelho. O programa cruza ralis, SuperEnduro, Trial 4&#215;4, Drag Racing, motos clássicas, automóveis clássicos, atividades “family friendly”, concertos, DJs, praça da alimentação e parque de exposições dedicado ao universo motorizado.</p>
<p>Mas a história que distingue o Penafiel Racing Fest vai além da lista de provas. O evento nasceu, em 2017, como uma homenagem aos pilotos da região do Tâmega e Sousa, em especial aos do concelho de Penafiel. O conceito urbano surgiu precisamente para aproximar esses pilotos das suas modalidades, dos espectadores, das famílias e dos amigos que, por norma, não se deslocam às serras ou às zonas mais afastadas para assistir a este tipo de espetáculo.</p>
<p><strong>A cidade que virou circuito</strong></p>
<p>A fórmula transformou Penafiel numa espécie de circuito urbano multimodalidade. O Rally da Taça Joaquim Santos mantém-se como o grande símbolo do programa, mas o festival alarga-se ao SuperEnduro urbano, organizado pelo Brenha Off-Road, ao Trial Extremo 4&#215;4, com prólogo no centro da cidade e prova na Serra da Brenha, ao Drag Racing na Variante do Cavalum, às corridas de motos 50cc Clássicas e 85cc no Circuito do Sameiro e ao Passeio de Automóveis Clássicos do Clube Penafidelense de Automóveis Antigos.</p>
<p>Para quem organiza, esta proximidade é precisamente o que tornou o evento diferente. “Foi criado com este conceito urbano para aproximar os pilotos e as suas modalidades dos espectadores, familiares e amigos”, explica Óscar Coelho. O objetivo inicial era local, mas a notoriedade cresceu rapidamente. Segundo o responsável, o festival já recebeu pilotos de cerca de oito nacionalidades nas várias modalidades.</p>
<p>A internacionalização, diz, aconteceu de forma quase natural, mas ainda há passos a dar para que o Penafiel Racing Fest se torne uma referência incontornável a nível europeu. “Há bastantes fatores a ter em conta. Em primeiro lugar, o espaço físico, para que pudéssemos acolher um maior número de inscritos sem perder a qualidade e a mobilidade do paddock, e, em segundo, uma aposta forte na divulgação do evento além-fronteiras”, sublinha.</p>
<p><strong>O impacto que vai além dos hotéis</strong></p>
<p>O efeito mais imediato do festival vê-se na restauração, na hotelaria e no movimento acrescido da cidade. Mas, para Óscar Coelho, esse é apenas o lado mais visível. “O impacto é gigante”, afirma. Durante o fim de semana, Penafiel recebe espectadores de várias zonas da Península Ibérica, ocupando unidades hoteleiras e gerando movimento no comércio e na restauração.</p>
<p>A leitura da organização, porém, é mais ampla. A região é apresentada como um território com forte ligação ao setor motorizado, não apenas pelo número de pilotos e equipas, mas também pela presença de empresas, preparadores e mão de obra especializada em áreas como engenharia mecânica, eletrónica, estruturas e metalomecânica.</p>
<p>“Esta vertente empresarial não é muito visível para o público menos atento aos desportos motorizados, mas é um marco muito forte na projeção dos nossos especialistas”, defende Óscar Coelho. Para a organização, o Penafiel Racing Fest funciona também como montra dessa capacidade técnica, mostrando que a região consegue produzir, manter e desenvolver veículos e estruturas competitivas ao mais alto nível.</p>
<p>É por isso que o festival não se resume à festa dos motores. Serve para projetar pilotos, equipas, empresas, especialistas e a própria marca Penafiel. A cidade ganha movimento imediato, mas a região ganha também exposição numa área onde, segundo a organização, já tem competências reconhecidas a nível nacional e internacional.</p>
<p><strong>Joaquim Santos, a memória que ainda acelera Penafiel</strong></p>
<p>No centro emocional do evento continua a estar o Rally da Taça Joaquim Santos. Para Óscar Coelho, é “o evento rei” do Penafiel Racing Fest e uma homenagem que ajuda a explicar a identidade do festival.</p>
<p>Manter viva a memória de Joaquim Santos, piloto penafidelense e tetracampeão nacional de ralis, é visto pela organização como uma declaração de orgulho regional. “Manter viva a memória do Joaquim Santos, que foi uma figura muito querida a nível nacional e inspirou no início dos anos 80 todas as gerações futuras de pilotos, é como que um statement da região de que somos feitos de uma fibra diferente”, afirma.</p>
<p>A força simbólica está no percurso. Óscar Coelho recorda que Joaquim Santos veio de uma família humilde e de uma pequena comunidade, mas conseguiu tornar-se uma das grandes figuras do automobilismo nacional e medir forças com nomes de dimensão internacional.</p>
<p>“Depois disso, acho que todos criaram a expectativa de que, se ele pode estar naquele nível, todos podemos almejar chegar lá”, acrescenta. É neste ponto que a homenagem deixa de ser apenas memória e passa a funcionar como motor de ambição para pilotos, equipas e aficionados da região.</p>
<p><strong>O espetáculo está perto do público. O risco também</strong></p>
<p>Levar modalidades exigentes para o centro da cidade cria impacto, mas também aumenta a complexidade. A organização assume que os desafios são “gigantes”, sobretudo nas áreas da logística, operação e segurança.</p>
<p>“Inquestionavelmente, a segurança do público e dos participantes é o maior desafio e a principal prioridade da organização”, sublinha Óscar Coelho. Num evento urbano, a proximidade é parte do espetáculo, mas exige controlo, planeamento e intervenção técnica das federações.</p>
<p>Segundo o responsável, o apoio das federações de cada modalidade, bem como dos respetivos observadores de segurança de nível internacional, é decisivo para garantir o bom desenrolar das competições em ambiente urbano.</p>
<p>A aposta em provas próximas do público ajudou também a inspirar outros eventos. Óscar Coelho diz que, nos últimos anos, nasceram projetos noutras cidades tendo o Penafiel Racing Fest como referência. “Muito nos orgulha a todos e aos quais nunca negamos o nosso apoio”, afirma.</p>
<p><strong>O festival que já não é só para aficionados</strong></p>
<p>Apesar da força competitiva, o Penafiel Racing Fest não quer falar apenas para quem conhece cada modalidade em detalhe. Desde a primeira edição, a organização procurou criar um conceito “family friendly”, capaz de integrar crianças, jovens, famílias e até pessoas com necessidades especiais.</p>
<p>Na Fun Zone, regressam atividades como Street Basket 3&#215;3, Radiomodelismo, Corrida dos Lentos, Racing4All e McDonald’s Rally Kids. A estas juntam-se zonas de exposição, praça da alimentação, clubes, empresas ligadas ao mundo motorizado e o Palco PRF, com DJs, bandas e animação ao longo do fim de semana.</p>
<p>Óscar Coelho explica que esta dimensão não surgiu por acaso. “Desde a primeira edição, em 2017, tivemos esse cuidado em criar o conceito ‘family friendly’ com o radiomodelismo e o Rally Kids de carrinhos a pedais”, recorda. Passados dez anos e oito edições, estas atividades estão consolidadas dentro do evento.</p>
<p>A lógica é simples: manter a competição séria, federada e tecnicamente exigente, mas criar em redor dela um ambiente de festival. “As seis modalidades âncora em competição séria, renhida e federada, cumprindo os mais altos padrões da FPAK e da FMP, são o motor deste festival”, afirma. Mas o programa é desenhado para que nem todos tenham de ser especialistas em motores para se sentirem parte do evento.</p>
<p><strong>Onde está a ousadia de 2026</strong></p>
<p>A organização descreve o Penafiel Racing Fest como irreverente e ousado. Em 2026, essa irreverência nem sempre estará imediatamente visível para o público, admite Óscar Coelho. Em muitos casos, estará nas pistas e nos detalhes preparados para os pilotos e atletas.</p>
<p>“As dificuldades das pistas foram redesenhadas em algumas modalidades com vista a criar mais momentos ‘UAU’ e de espetáculo para o imenso público que nos visita e segue fielmente”, explica.</p>
<p>As expectativas estão especialmente elevadas no Rally da Taça Joaquim Santos, pela qualidade dos pilotos e carros inscritos, no SuperEnduro, pelas alterações da pista, e no Trial 4&#215;4, que poderá proporcionar “um espetáculo colossal” na Serra da Brenha, caso a meteorologia o permita.</p>
<p>Fora da competição, uma das novidades passa pela nova gestão do Palco PRF, entregue à equipa do PontoC. Para Óscar Coelho, essa aposta é uma garantia de espetáculos e artistas de qualidade, reforçando a vertente cultural do evento.</p>
<p><strong>Crescer sem perder a fórmula</strong></p>
<p>Depois de oito edições, a pergunta já não é apenas se o Penafiel Racing Fest pode crescer. A organização admite que o evento está próximo de alguns limites físicos e operacionais. As listas de inscritos estão cheias, o público ocupa a cidade e a hotelaria da região sente o impacto.</p>
<p>Por isso, o objetivo passa menos por crescer em volume e mais por consolidar a experiência. “O principal objetivo da organização conjunta da CDDC e do município de Penafiel é projetar os nossos pilotos, os nossos especialistas, as nossas empresas e a marca Penafiel”, afirma Óscar Coelho.</p>
<p>O responsável defende que reforçar a projeção internacional, sobretudo junto de pilotos, equipas e público espanhol, será fundamental para o futuro. A ambição europeia existe, mas depende de espaço, divulgação além-fronteiras e investimento.</p>
<p>“Após oito edições, o Penafiel Racing Fest já se afirmou como o evento mais eclético da Europa dentro dos desportos motorizados”, sustenta Óscar Coelho. A frase é ambiciosa, mas ajuda a perceber a dimensão com que a organização olha para o projeto.</p>
<p>O passo seguinte poderá passar pela profissionalização da equipa, pela captação de marcas e empresas com capacidade de investimento em marketing ou até pela criação de infraestruturas que respondam às necessidades dos clubes e associações ligados aos desportos motorizados de alta competição.</p>
<p>Penafiel, por agora, volta a fazer aquilo que tornou o festival diferente: transformar a cidade num palco onde motores, memória, economia local, famílias e espetáculo se encontram. O evento já não parece estar a tentar provar que Penafiel pode receber um grande festival motorizado. A questão, agora, é até onde pode levar essa fórmula urbana, popular e tecnicamente complexa.</p>

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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_774639]]></sapo:autor>
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		<title>Lisboa em modo Santo António: como chegar aos arraiais, ver as Marchas e sobreviver à noite mais popular do ano</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 12 Jun 2026 06:45:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
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		<category><![CDATA[Santos Populares]]></category>
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					<description><![CDATA[Esta sexta-feira, os Casamentos de Santo António voltam a marcar o dia, com 16 casais, entre os 27 e os 51 anos, provenientes de 11 freguesias e representando mais de seis nacionalidades]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Lisboa vive esta sexta-feira uma das noites mais esperadas do ano. A véspera de Santo António leva milhares de pessoas para a rua, entre marchas, casamentos, sardinhas, música popular, manjericos e arraiais espalhados pelos bairros históricos da capital.</p>
<p>A noite de Santo António é o ponto alto das Festas de Lisboa, mas a programação começa mais cedo. Esta sexta-feira, os Casamentos de Santo António voltam a marcar o dia, com 16 casais, entre os 27 e os 51 anos, provenientes de 11 freguesias e representando mais de seis nacionalidades.</p>
<p>A cerimónia civil realiza-se às 11h30, no Salão Nobre dos Paços do Concelho, onde cinco casais oficializam a união. A partir das 14h00, a Sé de Lisboa recebe a cerimónia religiosa, com os restantes onze casais.</p>
<p>Depois da troca de alianças e do copo-d’água na Estufa Fria, os casais descem à Avenida da Liberdade para se juntarem ao desfile das Marchas Populares, levando o branco nupcial para uma das noites mais coloridas da cidade.</p>
<p><strong>Marchas Populares na Avenida</strong></p>
<p>O desfile das Marchas Populares começa às 21h00, na Avenida da Liberdade, com a apresentação da Dança do Dragão e dos Leões Dourados, pela Associação Geral Desportiva de Macau Lo Leong.</p>
<p>Seguem-se as Marchas Infantis das Escolas de Lisboa, da Voz do Operário, dos Mercados e da Santa Casa, antes da entrada das 20 marchas a concurso. Cada bairro leva à avenida figurinos próprios, músicas inéditas, coreografias e histórias pensadas para conquistar o júri e o público.</p>
<p>Para quem quiser ver as Marchas, a Avenida da Liberdade será o grande palco da noite. Para quem preferir mergulhar diretamente nos bairros, o difícil será escolher o arraial.</p>
<p><strong>Alfama, Graça, Mouraria e Bica: o coração popular da noite</strong></p>
<p>Alfama continua a ser uma das zonas mais procuradas nas noites de Santo António. O Arraial de São Miguel, nas ruas e escadinhas do bairro, é um dos pontos clássicos para quem procura o ambiente mais tradicional dos Santos Populares, com música, sardinhas, enchidos, cerveja e muita gente nas ruas.</p>
<p>Na Graça, o Arraial da Vila Berta volta a ser uma das referências. A festa, que nasceu como uma brincadeira de vizinhos e se tornou um dos arraiais mais conhecidos da cidade, promete animação pela noite dentro, especialmente nesta véspera de Santo António.</p>
<p>A Mouraria oferece uma alternativa mais diversa e multicultural. O arraial da Associação Renovar a Mouraria, no Largo da Rosa, junta música, comida e uma programação mais marcada pela mistura de culturas, sem perder o espírito popular da cidade.</p>
<p>Na Bica e na Madragoa, a festa faz-se também de ruas apertadas, escadas, varandas, música e mesas improvisadas. São zonas onde a experiência é menos de palco e mais de bairro, com o cheiro da sardinha assada a funcionar quase como mapa.</p>
<p><strong>Santos, Estrela, Campo Pequeno e Campolide também entram na rota</strong></p>
<p>Para quem quer uma festa com mais espaço, Santos é uma das opções fortes. O Santos em Santos, no Terrapleno de Santos, prolonga-se muito além da noite de Santo António e junta comes e bebes, diversões, concertos e transmissão de jogos do Mundial de Futebol.</p>
<p>Na zona da Estrela, o arraial “Os Combatentes”, na Rua Possidónio da Silva, promete música popular, porco no espeto e animação para os mais novos. Já a Praça da Alegria oferece uma opção mais calma, com música ao vivo, sardinhas assadas, porco no espeto e bebidas.</p>
<p>O Grande Arraial das Avenidas Novas, no Campo Pequeno, transforma os jardins à volta da praça num espaço de festa com música portuguesa, petiscos e ambiente popular. Em Campolide, o Santos à Campolide ocupa a Quinta do Zé Pinto com bailarico, sardinhas e um cartaz de música popular com nomes bem conhecidos.</p>
<p><strong>Belém, Benfica e Alvalade alargam a festa</strong></p>
<p>Fora do eixo mais central, há também opções para quem prefere fugir à maior concentração de pessoas nos bairros históricos. O Grande Arraial de Belém, no Parque dos Moinhos de Santana, é apresentado como uma opção especialmente adequada para famílias, com vista para o Tejo e ambiente mais desafogado.</p>
<p>Em Alvalade, o arraial no Complexo Desportivo Municipal de São João de Brito inclui música e atividades para os mais pequenos, incluindo insufláveis. Benfica entra na festa mais tarde, com o Grande Arraial de Benfica, na Alameda Padre Álvaro Proença, que promete música popular, comes e bebes e ambiente de bairro.</p>
<p>A Penha de França também tem festa no Mercado de Sapadores, com o arraial “A Minha Penha é Linda”, que junta vizinhos, comida típica e animação para todas as idades.</p>
<p><strong>Metro como ponto de partida</strong></p>
<p>Numa noite em que o trânsito, os cortes de circulação e a procura de estacionamento podem complicar a deslocação, o Metro surge como uma opção prática para chegar perto dos principais pontos da festa.</p>
<p>O Cais do Sodré é uma das portas naturais para Santos, Bica, Madragoa e zonas ribeirinhas. A Alameda funciona como ponto de ligação importante entre várias linhas e pode servir quem se desloca de diferentes zonas da cidade antes de seguir para os bairros.</p>
<p>Entre as 17h00 e as 20h00, as ações especiais nas estações Cais do Sodré e Alameda querem precisamente transformar a viagem numa espécie de início oficial da noite. Música, manjericos e flores ajudam a marcar a transição entre o fim da tarde e a festa que toma conta da cidade.</p>
<p><strong>Como escolher a noite</strong></p>
<p>Para quem quer tradição pura, Alfama, São Miguel, Graça e Mouraria continuam a ser apostas fortes. Para quem prefere mais espaço e programação alargada, Santos, Campo Pequeno, Belém ou Campolide podem ser escolhas mais confortáveis. Para famílias, Alvalade, Belém e alguns arraiais de freguesia oferecem alternativas menos concentradas.</p>
<p>A regra principal é simples: chegar cedo, usar transportes públicos, evitar levar carro para o centro e planear o regresso. A cidade vai estar cheia, as filas serão inevitáveis e os bairros mais populares deverão concentrar milhares de pessoas.</p>
<p>Esta sexta-feira, Lisboa volta a cumprir o ritual. As Marchas descem a Avenida, os casais de Santo António juntam-se à festa, os bairros acendem grelhadores e a noite prolonga-se entre música popular, sardinhas e manjericos.</p>
<p>Quando todos os caminhos vão dar aos Santos, talvez a melhor forma de começar seja mesmo no Metro.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_774799]]></sapo:autor>
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		<title>&#8220;Trump quer resolver isto antes das eleições, Netanyahu quer prolongar o conflito&#8221;: O impasse que ameaça a guerra no Irão (e os cenários possíveis), segundo um especialista</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 12 Jun 2026 06:30:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[EUA]]></category>
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		<category><![CDATA[Trump]]></category>
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					<description><![CDATA[A recente troca de ataques entre os Estados Unidos e o Irão, que ocorreu em dois dias consecutivos apesar da existência formal de um cessar-fogo, está a mergulhar o conflito numa nova fase marcada pela incerteza estratégica, pela pressão política e pela ausência de objetivos claros.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A recente troca de ataques entre os Estados Unidos e o Irão, que ocorreu em dois dias consecutivos apesar da existência formal de um cessar-fogo, está a mergulhar o conflito numa nova fase marcada pela incerteza estratégica, pela pressão política e pela ausência de objetivos claros. A avaliação é de Rui Henrique Santos, especialista em relações internacionais, professor universitário, investigador e politólogo, em entrevista exclusiva à Executive Digest.</p>
<p>Para o especialista, a situação atual desafia qualquer definição tradicional de conflito armado ou de trégua diplomática. Embora os confrontos militares tenham regressado e a retórica agressiva tenha aumentado de tom, as negociações entre Washington e Teerão continuam formalmente em curso.</p>
<p>“O cessar-fogo aparentemente ainda se mantém e ainda se mantêm as negociações”, afirmou Rui Henrique Santos, sublinhando que, apesar da escalada militar, “quer os Estados Unidos, quer o Irão, não abandonaram o cessar-fogo” e continuam a existir contactos diretos e indiretos através de mediadores.</p>
<p><strong>Um conflito sem definição clara</strong><br />
Segundo o politólogo, a principal característica da atual crise é precisamente a sua natureza contraditória.</p>
<p>“Número um, em que fase é que estamos? Não é uma guerra, não é um cessar-fogo, é o que ainda não sabemos”, resumiu.</p>
<p>A situação torna-se ainda mais paradoxal quando confrontada com as declarações da administração norte-americana. Rui Henrique Santos recorda que tanto Donald Trump como outros responsáveis da sua equipa chegaram a afirmar que a guerra tinha terminado no início de maio.</p>
<p>“Se não há uma guerra, se se mantém o cessar-fogo, até que ponto é possível perceber o que está a acontecer?”, questionou.</p>
<p>Na sua análise, os acontecimentos dos últimos dias demonstram que ambas as partes estão a utilizar a pressão militar como instrumento negocial.</p>
<p>“As duas partes estão a tentar sinalizar uma à outra que estão disponíveis para escalar do ponto de vista militar e essa disponibilidade demonstra que querem obter mais daquilo que está a ser negociado”, explicou.</p>
<p><strong>Escalada militar para ganhar vantagens negociais</strong><br />
O especialista considera que tanto Teerão como Washington procuram alcançar através da pressão militar objetivos que, na realidade, só poderão ser concretizados à mesa das negociações.</p>
<p>“Qualquer delas quer escalar para tentar ganhar objetivos que apenas podem ser ganhos do ponto de vista negocial”, afirmou.</p>
<p>Na perspetiva de Rui Henrique Santos, o Irão procura evitar concessões excessivas, enquanto Donald Trump enfrenta uma pressão crescente para alcançar um entendimento que possa ser apresentado como superior ao acordo nuclear alcançado durante a administração Obama.</p>
<p>“Os Estados Unidos querem obter mais face àquilo que Donald Trump percebe neste momento que é hipoteticamente uma fragilidade da sua parte em não conseguir um acordo melhor do que aquilo que Obama fez em 2015”, referiu.</p>
<p>Ao mesmo tempo, alerta, nenhuma das partes tem interesse numa escalada descontrolada devido aos elevados custos políticos, militares e económicos.</p>
<p>“As partes neste momento têm mais a perder, não só do ponto de vista militar, mas acima de tudo da sua política interna e da sua política externa”, salientou.</p>
<p><strong>A ressão crescente sobre Donald Trump</strong><br />
Questionado sobre as constantes mudanças de tom do Presidente norte-americano, que alterna entre promessas de ataques e previsões de acordos iminentes, Rui Henrique Santos identifica múltiplas fontes de pressão sobre a Casa Branca.</p>
<p>Uma delas é a situação económica interna dos Estados Unidos.</p>
<p>“Donald Trump já não tem como esconder a situação da inflação e a situação do custo de vida”, observou.</p>
<p>Outra prende-se com a relação cada vez mais complexa com Israel e com o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu.</p>
<p>Embora exista a perceção pública de uma forte coordenação entre ambos, o especialista lembra que o relacionamento pessoal tem sido marcado por vários episódios de tensão ao longo dos últimos anos.</p>
<p>“Existe aqui uma relação pessoal instável e que pode afetar o relacionamento maior entre os Estados Unidos e Israel”, afirmou.</p>
<p>Rui Henrique Santos recordou que Trump criticou Netanyahu em diversas ocasiões desde 2020 e manifestou desagrado quando o líder israelita felicitou rapidamente Joe Biden pela vitória nas eleições presidenciais norte-americanas.</p>
<p>Além disso, cresce o desconforto entre os apoiantes mais fiéis do Presidente norte-americano.</p>
<p>“A base MAGA cada vez está mais insatisfeita com o facto de os Estados Unidos estarem a fazer uma guerra quase a pedido de Israel”, destacou.</p>
<p><strong>“Donald Trump é confrontado diariamente com o espelho”</strong><br />
Para o investigador, existe ainda uma dimensão mais profunda que ajuda a explicar o comportamento errático da administração norte-americana.</p>
<p>“A terceira dimensão, e eu acho que aí é a mais importante, é o espelho”, afirmou.</p>
<p>Segundo Rui Henrique Santos, Trump percebe que as constantes mudanças de posição podem estar a fragilizar a sua credibilidade internacional.</p>
<p>“Donald Trump reconhece que em cada dia que passa, a sua figura a dizer que vamos atacar, ou vamos resolver, ou hoje vamos atacar e depois vamos resolver, lhe dá mais fragilidade do que força”, explicou.</p>
<p>O especialista considera que o fracasso da estratégia inicial norte-americana contribuiu para esta situação.</p>
<p>“O Irão não cedeu completamente, porque era essa a sua ideia inicial: um ataque em força para se tentarem ganhar os objetivos pretendidos. Isso não aconteceu”, afirmou.</p>
<p>Como consequência, aliados, adversários e rivais internacionais estão atentos aos sinais de vulnerabilidade da Casa Branca.</p>
<p>“Neste momento está toda a gente alerta a tentar perceber as fraquezas e as fragilidades que Donald Trump tem”, declarou.</p>
<p><strong>“A ficção é que se está a negociar um acordo”</strong><br />
Um dos aspetos mais relevantes da análise de Rui Henrique Santos prende-se com a natureza das atuais negociações.</p>
<p>Na sua opinião, a ideia de que Washington e Teerão estão prestes a alcançar um acordo é enganadora.</p>
<p>“Donald Trump está constantemente a falar de um acordo que é uma coisa que não existe”, afirmou.</p>
<p>Segundo explicou, aquilo que está verdadeiramente em discussão é apenas um memorando de entendimento preliminar.</p>
<p>“A ficção é que se está a negociar um acordo. Não há acordo nenhum. Aquilo que Donald Trump e o Irão já sinalizaram é que têm de fechar um memorando de entendimento”, sustentou.</p>
<p>Esse entendimento teria como principal objetivo aliviar a crise em torno do Estreito de Ormuz, um dos pontos mais sensíveis do comércio energético mundial.</p>
<p>Contudo, Rui Henrique Santos alerta para uma contradição fundamental. “Não se retira uma alavanca de coerção quando ela, hipoteticamente, pode ter funcionado”, argumentou.</p>
<p>Na sua leitura, se os Estados Unidos reduzirem a pressão antes de resolver a questão nuclear, poderão perder precisamente o principal instrumento de influência sobre Teerão.</p>
<p><strong>O cenário mais provável: prolongamento do impasse</strong><br />
Questionado sobre os próximos meses, Rui Henrique Santos considera improvável tanto uma retirada norte-americana como uma intervenção militar terrestre de grande escala.</p>
<p>“Os Estados Unidos ou se vão embora, o que eu acho impensável; ou tentam uma operação militar com boots on the ground, que eu também considero impensável; ou então mantêm esta opção do meio”, afirmou.</p>
<p>É precisamente esta terceira hipótese que considera mais provável.</p>
<p>“Estamos hoje em dia a viver mais neste hiato, mais neste lapso de tempo, qual como o dia da marmota, em que diariamente vamos vivendo sempre alguma coisa nova, mas que não sai disto”, descreveu.</p>
<p>Ainda assim, existe uma variável que poderá alterar profundamente o rumo dos acontecimentos: Israel.</p>
<p>“A grande questão para Israel era derrubar o regime. E neste momento já percebeu que Donald Trump compreendeu que isso é impossível”, afirmou.</p>
<p><strong>Eleições podem ditar os próximos passos</strong><br />
O calendário político surge igualmente como um fator determinante.</p>
<p>“Donald Trump quer resolver isto antes de chegar às eleições dele, que são em novembro. Netanyahu quer manter isto, ou até piorar, até outubro. Para o Irão, quer uma data quer outra são perfeitamente indiferentes”, explicou.</p>
<p>Essa divergência de interesses torna particularmente difícil antecipar a evolução do conflito.</p>
<p>No entanto, para Rui Henrique Santos, o principal problema continua a residir na ausência de uma estratégia claramente definida por parte de Washington.</p>
<p>“A administração norte-americana, como não consegue identificar os objetivos e não consegue neste momento saber que tipo de resolução vai dar, está numa política do dia-a-dia”, afirmou.</p>
<p>E concluiu com um alerta sobre a dificuldade de qualquer previsão sólida neste contexto.</p>
<p>“Não é possível fazer uma análise quando o ator fundamental dessa análise, que são os Estados Unidos, não tem objetivos definidos.”</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_774853]]></sapo:autor>
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		<title>Quando a inteligência artificial deixa de responder e começa a agir</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 12 Jun 2026 06:22:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Executive IT]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Foursys]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Opinião de Maurício Teixeira Barbieri, Foursys]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A inteligência artificial entrou numa nova fase dentro das organizações. Já não se limita a apoiar decisões, gerar conteúdo ou automatizar tarefas pontuais. Começa agora a assumir atividades mais complexas, com impacto direto na eficiência, na escala e a capacidade de resposta das empresas. É neste contexto que os agentes de IA começam a ganhar um papel relevante.</p>
<p>O seu valor mede-se menos pela novidade tecnológica e mais pelo efeito concreto que podem ter nas operações. Ao integrarem contexto, dados, sistemas e objetivos, através da orientação humana, estes agentes tornam possível uma execução mais contínua, mais adaptável e mais veloz, de múltiplas atividades. Não é só por que preconiza o EU AI Act, mas a supervisão humana é fundamental, especialmente nos estágios ainda iniciais da adoção desta tecnologia. Aliás, implementar agentes de IA sem um modelo de governance bem definido, e dinâmico, transforma o potencial de vantagem competitiva em risco operacional.</p>
<p>Este contexto traz um desafio adicional às empresas e entidades que adotam ou pretendem adotar os agentes de IA. A adoção de agentes de IA não depende apenas da tecnologia. Exige preparação da administração, das equipas em geral e dos próprios processos, para que a integração seja feita com critério e gere valor. O <em>governance</em> deste modelo operativo é crucial para que se alcance impacto positivo e sustentável. Não há atalhos nem soluções mágicas. Há um trabalho contínuo de definição e ajustamento de funções, permissões, mecanismos de supervisão e papéis, tanto para humanos como para agentes de IA.</p>
<p>As instituições estão hoje a tentar acompanhar a velocidade da evolução da Inteligência Artificial Generativa, enquanto procuram reforçar as suas capacidades de governo, resiliência, aprendizagem e agilidade. Não é preciso destacar qual é mais fácil de se perceber, não é? São nestas e outras capacidades das empresas que está o real gargalo, não é na IA.</p>
<p>Da geração, qualidade, gestão e controlo dos dados, à priorização de <em>business cases e</em> ao <em>compliance </em>com todas as leis e normas, são inúmeros os fatores que se tem de ter em conta quando se quer adotar Agentes sintéticos na cadeia produtiva, independentemente do setor. Não é um caminho óbvio e requer maturidade de todos os envolvidos. Se uma empresa demora demasiado a avançar, arrisca-se a perder competitividade e relevância. Se avança sem critérios, sem preparação e sem mecanismos de controlo adequados, pode colocar em risco as operações que já tem.</p>
<p>É por isso que a resiliência organizacional passa a assumir um papel central nesta equação. Num cenário em que a IA começa a interagir com sistemas centrais, fluxos críticos e informação sensível, as empresas precisam de garantir não apenas capacidade de inovação, mas também capacidade de absorver mudança, responder a falhas, corrigir desvios e manter confiança. As obrigações regulatórias deixam, por isso, de ser vistas apenas como imposições externas e passam a funcionar como referenciais de confiança para um ecossistema empresarial cada vez mais automatizado. A robustez tecnológica deixa de ser apenas um tema técnico para passar a ser uma condição de negócio.</p>
<p>Tudo isto reforça outra prioridade essencial. Há que investir na preparação e evolução contínua das pessoas. Porque, por mais evoluídos que sejam, os agentes operam com base em padrões, probabilidades e instruções. Não têm consciência ética, sensibilidade contextual ou capacidade de julgamento humano. Isso significa que a supervisão continua a ser indispensável, não como travão à inovação, mas como garantia de critério, responsabilidade e qualidade.</p>
<p>No fundo, os agentes sintéticos tornam-se incontornáveis porque respondem a necessidades concretas das empresas. A necessidade de ganhar eficiência, acelerar a capacidade de execução, diferenciar-se e manter relevância num contexto cada vez mais exigente. A oportunidade está em adotá-los com ambição. O desafio está em fazê-lo com responsabilidade.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[Maurício Teixeira Barbieri, Foursys]]></sapo:autor>
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		<title>Funeral de Lyhanna realiza-se esta sexta-feira com França em revolta e 70 mil denúncias de menores sob revisão</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/funeral-de-lyhanna-realiza-se-esta-sexta-feira-com-franca-em-revolta-e-70-mil-denuncias-de-menores-sob-revisao/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 12 Jun 2026 06:15:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[França]]></category>
		<category><![CDATA[Lyhanna]]></category>
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					<description><![CDATA[Lyhanna foi vista pela última vez a 29 de maio, à saída da escola, a entrar no carro de Jérôme Barella, pai de uma colega]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O funeral de Lyhanna, a menina de 11 anos encontrada sem vida em França depois de alegadamente ter sido sequestrada pelo pai de uma amiga, realiza-se esta sexta-feira em Fleurance, no departamento de Gers. O corpo será entregue à família após a autópsia, permitindo a realização das cerimónias fúnebres a partir das 14h30.</p>
<p>O caso continua a provocar forte comoção em França e mantém várias perguntas por responder. Lyhanna foi vista pela última vez a 29 de maio, à saída da escola, a entrar no carro de Jérôme Barella, pai de uma colega. O homem, de 41 anos, começou por negar ter transportado a menor, mas, confrontado com imagens de videovigilância, acabou por admitir que a levou até uma piscina municipal, que estaria encerrada nesse dia.</p>
<p>O corpo da criança foi encontrado seis dias depois num silo de cereais onde o suspeito terá trabalhado no passado. Jérôme Barella foi formalmente acusado de rapto e sequestro e colocado em prisão preventiva. O suspeito nega ter matado Lyhanna.</p>
<p>A morte da menina expôs uma sucessão de falhas atribuídas ao sistema judicial francês. Barella acumulava queixas relacionadas com menores há quase dez anos, mas nunca chegou a ser preso. A primeira denúncia conhecida remonta a 2017, tendo o processo sido arquivado em 2018. Em 2021, foi despedido de uma escola após um processo disciplinar por comportamento considerado inadequado com uma aluna. Em 2022, voltou a ser denunciado por alegados abusos sexuais contra uma menor, mas o caso acabou arquivado por falta de provas.</p>
<p>A denúncia mais recente foi apresentada pela mãe de uma menina que acusa Barella de abusos repetidos entre setembro de 2024 e maio de 2025. A mulher voltou esta semana a dar a cara pela filha, lamentando que a sua queixa não tenha sido tratada com maior urgência. “Chorava todas as noites com a culpa de não ter conseguido proteger a minha filha”, afirmou numa conferência de imprensa. O seu advogado foi mais longe, acusando magistrados e investigadores de “desinteresse” e defendendo que houve “erros humanos por trás deste drama”.</p>
<p><strong>França saiu à rua por Lyhanna</strong></p>
<p>A morte de Lyhanna levou milhares de pessoas às ruas no último domingo. Segundo números divulgados pelo Ministério do Interior francês, mais de 60 mil manifestantes reuniram-se junto a tribunais em quase 200 cidades, de Toulouse a Lille, com cartazes como “Je suis Lyhanna”.</p>
<p>Os protestos apontaram o dedo à Justiça francesa e à alegada falta de resposta perante denúncias anteriores contra o principal suspeito. Muitos manifestantes pediram a demissão do ministro da Justiça, Gérald Darmanin, que recusou abandonar o cargo, mas pediu desculpa à família de Lyhanna e aos franceses.</p>
<p>Darmanin admitiu falhas das autoridades e classificou o caso como um “enorme fracasso”. O Presidente francês, Emmanuel Macron, também condenou aquilo que descreveu como falhas “inaceitáveis” do sistema judicial, afirmando que houve uma disfunção evidente.</p>
<p>O primeiro-ministro francês, Sébastien Lecornu, convocou reuniões de emergência com os ministros da Justiça, do Interior e do Orçamento e pediu conclusões iniciais de um inquérito administrativo no prazo de duas semanas. Está também prevista a discussão de novas medidas para reforçar a proteção das crianças e combater a violência sexual.</p>
<p><strong>70 mil processos vão ser reavaliados</strong></p>
<p>Na sequência do caso, o Ministério da Justiça francês ordenou aos procuradores uma revisão de todas as queixas pendentes envolvendo vítimas menores de idade. Em causa estarão cerca de 70 mil processos relacionados com crimes sexuais ou violentos contra menores.</p>
<p>A revisão deverá estar concluída até 14 de julho e pretende identificar casos em que as investigações não avançaram suficientemente ou em que os suspeitos ainda não foram interrogados.</p>
<p>O objetivo é responder à pressão pública criada pelo caso Lyhanna e perceber até que ponto a lentidão ou arquivamento de processos anteriores pode ter deixado crianças em risco.</p>
<p>O debate intensificou-se ainda mais depois de ter sido revelado que o pai de Jérôme Barella, Joël Barella, também tinha sido alvo de acusações de abusos sexuais feitas por duas netas da sua companheira, relativas a factos alegadamente ocorridos entre 2010 e 2018. Esses processos foram encerrados sem condenação, mas pelo menos um deles foi agora reaberto.</p>
<p><strong>Um caso que expõe a confiança na Justiça</strong></p>
<p>O caso de Lyhanna tornou-se mais do que uma investigação criminal. Em França, transformou-se num símbolo das falhas de resposta institucional perante denúncias de violência sexual contra menores.</p>
<p>Segundo dados citados pela Comissão Independente sobre o Incesto e Violência Sexual contra Crianças, apenas 7% das queixas por agressão sexual de menores e 3% das queixas por violação de crianças resultam em condenações em França.</p>
<p>A investigação à morte de Lyhanna prossegue, agora sem o corpo, que será entregue à família para o funeral. As autoridades dizem que as provas recolhidas permitirão continuar o trabalho.</p>
<p>Para a família, porém, esta sexta-feira será antes de mais o dia da despedida. Para França, o caso continua a ser uma pergunta aberta sobre o que falhou, quem devia ter agido mais cedo e como impedir que outras crianças fiquem sem proteção.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_774886]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Tribunal Constitucional completa lugares: quatro novos juízes vão hoje a votos no Parlamento</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/tribunal-constitucional-completa-lugares-quatro-novos-juizes-vao-hoje-a-votos-no-parlamento/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 12 Jun 2026 06:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[politica]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>
		<category><![CDATA[Tribunal Constitucional]]></category>
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					<description><![CDATA[Em causa estão quatro vagas no Tribunal Constitucional, incluindo a que resulta da renúncia do atual presidente, José João Abrantes. A eleição exige maioria qualificada de dois terços dos deputados em efetividade de funções, o que obrigou os partidos a um entendimento alargado]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Assembleia da República vota esta sexta-feira a eleição dos quatro juízes em falta para o Tribunal Constitucional, depois de um processo que se arrastou durante meses e foi adiado por seis vezes. PSD, PS e Chega estão finalmente de acordo sobre os nomes para completar o plenário de 13 lugares do Palácio Ratton.</p>
<p>Em causa estão quatro vagas no Tribunal Constitucional, incluindo a que resulta da renúncia do atual presidente, José João Abrantes. A eleição exige maioria qualificada de dois terços dos deputados em efetividade de funções, o que obrigou os partidos a um entendimento alargado.</p>
<p>A data de 12 de junho foi fixada pela Conferência de Líderes parlamentares depois de uma divergência sobre o número de juízes a eleger. A intenção inicial do Chega era avançar apenas com três nomes, deixando a quarta escolha para depois da saída formal de José João Abrantes.</p>
<p>O presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar-Branco, apresentou entretanto um parecer a defender a eleição dos quatro juízes. O entendimento foi que a renúncia do atual presidente do Tribunal Constitucional é “definitiva e pública” e cria uma “vaga futura certa”, mesmo que só produza efeitos formais quando tomar posse o juiz que o substituir.</p>
<p><strong>Quatro nomes para completar o Palácio Ratton</strong></p>
<p>Os nomes que chegam ao voto parlamentar refletem três perfis: juristas ligados ao Estado, academia e magistratura dos tribunais superiores.</p>
<p>O PSD indicou Joaquim Cardoso da Costa e Maria Paula Ribeiro de Faria. O PS escolheu Gabriela Cunha Rodrigues. O Chega avançou com Luís Filipe Brites Lameiras.</p>
<p>Antes da votação, os quatro candidatos foram ouvidos no Parlamento e procuraram deixar uma mensagem comum de independência, respeito pela Constituição e distância face a condicionamentos partidários.</p>
<p><strong>Joaquim Cardoso da Costa, o jurista do Estado</strong></p>
<p>Joaquim Cardoso da Costa, indicado pelo PSD, tem 61 anos e é jurista desde 1991. O seu percurso inclui passagens por vários órgãos de soberania e estruturas do Estado.</p>
<p>Foi secretário de Estado da Modernização Administrativa no Governo de Pedro Passos Coelho, entre 2013 e 2015, assessor jurídico na Presidência da República, passou por gabinetes da Assembleia da República e do Tribunal Constitucional e exerceu funções como provedor-adjunto de Justiça.</p>
<p>Atualmente dirige o Centro Jurídico do Estado, a JurisAPP, estrutura que presta apoio jurídico ao Governo.</p>
<p>Na audição parlamentar, defendeu que o Tribunal Constitucional não pode ser visto apenas como uma instância que declara se algo é ou não inconstitucional. Para o candidato, as decisões do TC só fazem sentido acompanhadas da respetiva fundamentação, sob pena de se tornarem “meros atos de poder sem sentido”.</p>
<p>Recusou também a ideia de politização do Palácio Ratton, sustentando que o “programa” de um juiz constitucional não é político, mas constitucional.</p>
<p><strong>Paula Ribeiro de Faria, a académica</strong></p>
<p>Também indicada pelo PSD, Maria Paula Ribeiro de Faria é professora catedrática da Universidade Católica Portuguesa e representa o perfil académico entre os quatro nomes.</p>
<p>A sua carreira tem incidido sobretudo sobre direito penal, responsabilidade penal, política criminal e proteção de vítimas. Entre os temas de investigação estão violência doméstica, criminalidade contra idosos e direito médico.</p>
<p>Na audição, sublinhou a “missão insubstituível” do Tribunal Constitucional enquanto garante dos direitos fundamentais e do equilíbrio entre poderes do Estado.</p>
<p>Questionada sobre posições anteriores associadas à interrupção voluntária da gravidez, afirmou não se recordar do contexto em que terão sido proferidas e insistiu numa abordagem baseada na ponderação e articulação de pontos de vista jurídicos.</p>
<p>Paula Ribeiro de Faria manifestou reservas quanto ao recurso de amparo, mecanismo que permitiria a qualquer cidadão recorrer diretamente ao Constitucional, alertando para o risco de sobrecarga e bloqueio funcional do tribunal.</p>
<p><strong>Gabriela Cunha Rodrigues, a magistrada indicada pelo PS</strong></p>
<p>O PS indicou Gabriela Cunha Rodrigues, juíza desembargadora e atual chefe de gabinete do presidente do Supremo Tribunal de Justiça, cargo que ocupa desde 2021.</p>
<p>A escolha segue uma lógica de valorização de magistrados de carreira, com experiência no funcionamento dos tribunais superiores e conhecimento interno do sistema judicial.</p>
<p>Na audição parlamentar, Gabriela Cunha Rodrigues afirmou que ao Tribunal Constitucional chegam hoje não apenas conflitos individuais, mas também questões estruturais do equilíbrio democrático, com impacto no “futuro coletivo”.</p>
<p>Defendeu que o TC não deve funcionar como “legislador alternativo”, sublinhando que cabe ao legislador democrático definir políticas públicas dentro dos limites constitucionais.</p>
<p>Alertou ainda para dois riscos opostos: excesso de intervenção ou excesso de abstenção do Tribunal Constitucional, ambos capazes de fragilizar a confiança dos cidadãos nas instituições.</p>
<p><strong>Luís Filipe Brites Lameiras, o nome do Chega</strong></p>
<p>O Chega indicou o juiz desembargador Luís Filipe Brites Lameiras, de 62 anos. Ao longo da carreira, exerceu funções nos tribunais da Relação de Lisboa e do Porto, foi chefe de gabinete do presidente do Supremo Tribunal de Justiça entre 2013 e 2018 e desempenhou funções de inspetor judicial no Conselho Superior da Magistratura.</p>
<p>Na audição parlamentar, afirmou o seu “completo desligamento de qualquer ligação ou condicionamento que não fosse à lei, ao direito e à sua consciência jurídica”. Defendeu que um juiz deve ser “imune a influências, vindas de onde vierem”.</p>
<p>Questionado sobre pena de morte e prisão perpétua, afirmou ser contra ambas, invocando a sua formação católica e o facto de estas soluções não integrarem a tradição jurídica portuguesa.</p>
<p>Sobre o funcionamento do Tribunal Constitucional, defendeu que o órgão tem desempenhado um papel de adaptação da Constituição aos tempos através de uma interpretação evolutiva do texto constitucional.</p>
<p><strong>Processo arrastou-se durante meses</strong></p>
<p>A eleição dos novos juízes arrasta-se desde o ano passado. Em julho terminaram os mandatos de nove anos de três juízes. Dois deles, Gonçalo Almeida Ribeiro e José Teles Pereira, renunciaram em outubro. Joana Fernandes Costa manteve-se em funções à espera de substituição.</p>
<p>Em maio, José João Abrantes anunciou também a renúncia ao mandato de juiz, abrindo uma quarta vaga no plenário. Depois de ocupadas as 13 cadeiras, os juízes deverão eleger o novo presidente do Tribunal Constitucional.</p>
<p>O acordo entre PSD, PS e Chega foi necessário porque a eleição exige dois terços dos votos dos deputados em efetividade de funções. Essa exigência explica os sucessivos adiamentos e as negociações sobre a distribuição dos lugares.</p>
<p>Provedoria de Justiça também vai a votos</p>
<p>A votação desta quinta-feira não se limita ao Tribunal Constitucional. O Parlamento deverá votar também o nome para provedor de Justiça, depois do falhanço da eleição de Tiago Antunes em abril.</p>
<p>O PS avançou agora com o nome de Maria Luísa Neto, presidente do Instituto Nacional de Administração desde 2022, professora catedrática da Faculdade de Direito da Universidade do Porto e jurista.</p>
<p>A escolha da Provedoria de Justiça também exige maioria qualificada de dois terços.</p>
<p>Além destes cargos, os deputados têm ainda de eleger representantes da Assembleia da República para vários órgãos externos, incluindo o Conselho de Fiscalização do Sistema de Informações da República Portuguesa, a Comissão Nacional de Eleições, o novo Conselho Consultivo da Agência Lusa, o Conselho Nacional de Saúde e o Mecanismo Nacional de Monitorização da Implementação da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência.</p>
<p>O que está em jogo</p>
<p>A eleição dos quatro juízes permitirá completar o plenário do Tribunal Constitucional, órgão responsável por fiscalizar a constitucionalidade das leis, validar processos eleitorais, apreciar normas e intervir em matérias sensíveis da vida política e institucional.</p>
<p>Num Parlamento fragmentado, o acordo para o Palácio Ratton é também um teste à capacidade de entendimento entre PSD, PS e Chega em matérias que exigem maiorias qualificadas.</p>
<p>Depois de seis adiamentos, a votação desta quinta-feira pode encerrar uma das negociações institucionais mais prolongadas da atual legislatura. Mas o resultado só será definitivo se os nomes reunirem os votos necessários no plenário.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_774801]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Explicador. Prestação Social Única vai hoje a debate: Governo procura acordo entre exigências do Chega e críticas do PS</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/explicador-prestacao-social-unica-vai-hoje-a-debate-governo-procura-acordo-entre-exigencias-do-chega-e-criticas-do-ps/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 12 Jun 2026 05:50:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[politica]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>
		<category><![CDATA[Prestação Social Única]]></category>
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					<description><![CDATA[ A proposta, que pretende concentrar num único mecanismo 13 apoios sociais atualmente dispersos, tornou-se um dos primeiros grandes testes políticos da nova legislatura]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A criação da Prestação Social Única chega esta sexta-feira ao Parlamento sem aprovação garantida, depois de o Governo ter reunido com PS e Chega numa tentativa de desbloquear a autorização legislativa que permitirá avançar com a reforma. A proposta, que pretende concentrar num único mecanismo 13 apoios sociais atualmente dispersos, tornou-se um dos primeiros grandes testes políticos da nova legislatura.</p>
<p>O Executivo reuniu esta quinta-feira com os principais partidos da oposição, em antecipação do debate parlamentar. À saída dos encontros, o ministro dos Assuntos Parlamentares, Carlos Abreu Amorim, não prestou declarações. Já PS e Chega deixaram sinais diferentes sobre o estado das negociações.</p>
<p>Do lado do Chega, a mensagem foi de abertura. O líder parlamentar, Pedro Pinto, não quis prestar declarações detalhadas, mas admitiu haver “caminho para andar”. Fonte oficial do partido descreveu a reunião como “positiva”, indicando que há margem para diálogo tendo em vista um acordo.</p>
<p>O PS, pelo contrário, manteve reservas fortes. O líder parlamentar socialista, Eurico Brilhante Dias, afirmou que a reunião “não foi conclusiva” e avisou que, “tal como está”, a proposta merece o voto contra do partido. “O PS não pode subscrever uma iniciativa injusta, que trata de forma estigmatizante as pessoas mais pobres e vulneráveis”, afirmou.</p>
<p><strong>O que é a Prestação Social Única?</strong></p>
<p>A Prestação Social Única pretende reunir num só mecanismo vários apoios sociais atualmente dispersos, incluindo o Rendimento Social de Inserção, o subsídio social de desemprego, pensões sociais e apoios ligados à parentalidade, gravidez, invalidez e viuvez.</p>
<p>O Governo defende que a reforma permitirá simplificar procedimentos, acelerar a atribuição de apoios e reforçar os incentivos à integração profissional. A medida pretende reduzir a dispersão de prestações, cruzar informação e criar regras comuns para acesso, acompanhamento e fiscalização.</p>
<p>A proposta prevê também novas obrigações para beneficiários em idade ativa que não estejam empregados. Segundo a ministra do Trabalho, Maria do Rosário Palma Ramalho, estas pessoas poderão ser chamadas a aceitar ofertas de emprego adequadas, frequentar ações de formação, demonstrar procura ativa de trabalho ou participar em atividades de solidariedade social.</p>
<p>Entre os pontos mais discutidos está precisamente a possibilidade de até 15 horas de trabalho social obrigatório para alguns beneficiários, bem como sanções em caso de incumprimento das obrigações definidas.</p>
<p><strong>PS acusa Governo de pedir “cheque em branco”</strong></p>
<p>Os socialistas não contestam o princípio de criar uma prestação social única. Recordam, aliás, que a medida já constava do Plano de Recuperação e Resiliência durante o Governo de António Costa. A divergência está no desenho concreto da proposta apresentada agora pelo Executivo.</p>
<p>Mariana Vieira da Silva acusou o Governo de remeter “tudo o que é importante” para regulamentação futura, através de portaria, sem que o Parlamento conheça elementos centrais da nova prestação. A deputada socialista destacou que ainda não se conhece o valor de referência da PSU nem a forma como algumas das principais novidades serão aplicadas.</p>
<p>Eurico Brilhante Dias reforçou a crítica, defendendo que o Parlamento e o Presidente da República não podem ficar afastados da fiscalização de aspetos centrais da política social. Na carta enviada ao Governo, o PS pediu que a autorização legislativa fosse transformada numa proposta de lei com o essencial da reforma, remetendo apenas a regulamentação operacional para decreto-lei.</p>
<p>Outra das críticas socialistas incide sobre o trabalho social previsto para alguns beneficiários, que o PS considera “desequilibrado”. O partido rejeita ainda a criação de um canal de denúncias, que entende como uma medida com risco de colocar “portugueses atrás de portugueses”.</p>
<p>Ainda assim, o PS não fecha totalmente a porta. Brilhante Dias admitiu que “não é impossível” chegar a um acordo, mas sublinhou que “está nas mãos do Governo” construir esse caminho.</p>
<p><strong>Chega admite viabilizar, mas exige limites</strong></p>
<p>O Chega também não garantiu ainda o voto favorável, mas surge mais próximo de viabilizar a proposta se o Governo aceitar alterações. O partido quer sobretudo regras mais restritivas para o acesso de cidadãos estrangeiros aos apoios sociais.</p>
<p>André Ventura já tinha defendido a criação de “um tempo mínimo de contribuição” para quem vem de fora e pretende aceder à PSU, bem como cortes nos rendimentos mínimos. O Chega quer ainda que as prestações sejam direcionadas para famílias com crianças com necessidades especiais, pessoas incapacitadas para trabalhar por motivos de saúde e emigrantes portugueses que regressem ao país.</p>
<p>A deputada Felicidade Vital afirmou que uma pessoa em situação ilegal no país não deve ter acesso a prestações sociais. O partido defende ainda limites temporais para beneficiários considerados aptos para trabalhar, reavaliações periódicas e reforço dos mecanismos de fiscalização.</p>
<p>Apesar dos alertas de constitucionalistas sobre eventuais problemas em regimes diferenciados entre cidadãos nacionais e estrangeiros, o Chega insiste que a questão deve ser juridicamente analisada e que o acesso deve ser restringido a quem esteja em situação legal.</p>
<p><strong>PSD tenta aproximar posições</strong></p>
<p>O PSD promete fazer um esforço para esclarecer PS e Chega antes da discussão parlamentar. A deputada Carla Barros afirmou que “é preciso haver uma aproximação” e que os sociais-democratas tentarão responder aos “medos” e “receios” levantados pela oposição.</p>
<p>Em relação às críticas sobre pessoas com deficiência, Carla Barros procurou tranquilizar o PS, lembrando que já existe uma medida de promoção da empregabilidade de pessoas com mais de 60% de incapacidade. Quanto ao trabalho social, garantiu que nenhum beneficiário será colocado nessas funções sem adaptação ao posto de trabalho.</p>
<p>O PSD rejeita a acusação de estigmatização da pobreza. Para Carla Barros, o objetivo da reforma é reduzir o número de beneficiários por via da integração profissional e aumentar o apoio a quem mais precisa.</p>
<p><strong>O que está em causa na votação?</strong></p>
<p>O Governo precisa de aprovar uma autorização legislativa para poder avançar com a Prestação Social Única. Na atual composição parlamentar, o Executivo terá de procurar entendimento com o Chega ou com o PS para garantir a viabilização.</p>
<p>A discussão decorre em processo de urgência, o que aumenta a pressão negocial. Para já, não há novas reuniões marcadas entre Governo e partidos antes do debate desta sexta-feira.</p>
<p>A PSU é apresentada pelo Governo como uma reforma estrutural do sistema de apoios sociais. Para o PS, o problema é a falta de detalhe e o risco de uma prestação desenhada por regulamentação posterior, fora do escrutínio parlamentar. Para o Chega, a viabilização depende de regras mais apertadas, sobretudo no acesso de imigrantes e na duração dos apoios.</p>
<p>A votação desta sexta-feira dirá se o Governo consegue transformar a PSU numa das suas primeiras grandes reformas sociais ou se terá de redesenhar a proposta para evitar um chumbo no Parlamento.</p>
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		<title>Pacto das Migrações entra hoje em vigor: o que muda nas fronteiras, no asilo e nos retornos na UE</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 12 Jun 2026 05:40:43 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
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		<category><![CDATA[UE]]></category>
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					<description><![CDATA[Depois de dois anos de preparação, o pacto torna-se obrigatório em todos os países da UE. O objetivo declarado é substituir respostas fragmentadas por um sistema comum, com regras mais previsíveis para gerir entradas irregulares, pedidos de proteção internacional e partilha de responsabilidades]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A União Europeia passa a aplicar plenamente esta sexta-feira o novo Pacto para as Migrações e Asilo, uma reforma que muda as regras de controlo nas fronteiras externas, acelera procedimentos de asilo, reforça os mecanismos de retorno e cria novas obrigações de solidariedade entre Estados-membros.</p>
<p>Depois de dois anos de preparação, o pacto torna-se obrigatório em todos os países da UE. O objetivo declarado é substituir respostas fragmentadas por um sistema comum, com regras mais previsíveis para gerir entradas irregulares, pedidos de proteção internacional e partilha de responsabilidades.</p>
<p><strong>O que é o Pacto para as Migrações e Asilo?</strong></p>
<p>O Pacto em matéria de Migração e Asilo é um novo sistema europeu para gerir a migração, o asilo, as fronteiras externas e os retornos. Foi aprovado em 2024 e, esta sexta-feira, termina o período de transição de dois anos, passando as regras a ter de ser cumpridas pelos Estados-membros.</p>
<p>O pacote legislativo é composto por uma diretiva e nove regulamentos europeus, destinados a harmonizar procedimentos no espaço comunitário. Na prática, a UE quer regras comuns para identificar quem chega, avaliar rapidamente pedidos de asilo, devolver quem não tem direito a permanecer e repartir responsabilidades entre países.</p>
<p><strong>O que está em causa?</strong></p>
<p>No centro da reforma está a resposta europeia ao aumento dos fluxos migratórios irregulares registados desde a crise de refugiados de 2015 e 2016. A UE pretende reforçar o controlo das fronteiras externas, acelerar a análise dos pedidos de proteção internacional e tornar mais eficazes os processos de retorno.</p>
<p>A Europa continua a ser um dos principais destinos de migrantes irregulares. Segundo a Frontex, as travessias irregulares para território europeu totalizaram quase 178 mil, menos 26% face a 2024 e o nível mais baixo desde 2021.</p>
<p>Apesar da descida, Bruxelas quer evitar que cada país responda isoladamente às pressões migratórias. A nova lógica passa por criar um sistema comum, com registos obrigatórios, dados biométricos, centros de triagem, procedimentos rápidos e mecanismos de solidariedade.</p>
<p><strong>O que muda nas fronteiras?</strong></p>
<p>A principal mudança é a triagem obrigatória de migrantes nas fronteiras externas da União Europeia. Quem chegar de forma irregular será sujeito a uma avaliação rápida para determinar se o pedido de asilo pode avançar ou se é considerado inadmissível.</p>
<p>Enquanto esse processo decorre, os requerentes não poderão entrar em nenhum Estado-membro. Deverão permanecer em centros especialmente criados para este procedimento.</p>
<p>A triagem deverá ser feita em cerca de uma semana e incluirá identificação, controlos sanitários e de segurança, recolha de impressões digitais e registo na base de dados biométrica Eurodac.</p>
<p>Essa base de dados passará a conter imagens faciais e dados pessoais, incluindo nome, data de nascimento, nacionalidade, data e local do pedido de proteção internacional.</p>
<p><strong>Quem fica fora da triagem?</strong></p>
<p>O processo de triagem obrigatória terá exceções. Ficam excluídos os menores não acompanhados e os cidadãos ucranianos abrangidos pela proteção temporária.</p>
<p>Para os restantes casos, a regra passa a ser o registo mais exaustivo nas fronteiras externas, com avaliação rápida e cruzamento de dados de segurança.</p>
<p><strong>O que muda nos pedidos de asilo?</strong></p>
<p>Os Estados-membros passam a ter de realizar um número mínimo de análises de pedidos de entrada, calculado com base nas passagens irregulares de fronteira e nas recusas de entrada durante um período de três anos.</p>
<p>No conjunto da União Europeia, deverão ser feitos 30.000 procedimentos por ano.</p>
<p>Embora continue a vigorar o princípio geral de que o país de entrada é responsável pela análise do processo, o pacto introduz novas formas de partilha de responsabilidades. Outros Estados-membros terão de ajudar, acolhendo requerentes de asilo, prestando apoio financeiro ou disponibilizando recursos humanos e materiais.</p>
<p><strong>O que significa a solidariedade obrigatória?</strong></p>
<p>O pacto cria um mecanismo de solidariedade entre Estados-membros. Os países sob maior pressão migratória poderão receber ajuda dos restantes, seja através da relocalização de requerentes de asilo, seja através de apoio financeiro ou operacional.</p>
<p>Os países que não participem através do acolhimento poderão ter de contribuir financeiramente. A compensação prevista é de 20 mil euros por pessoa não acolhida, valor que poderá aumentar em anos de crise.</p>
<p>A intenção é aliviar os países de primeira linha de chegada, como os do Mediterrâneo, sem obrigar todos os Estados a receber o mesmo número de requerentes.</p>
<p><strong>O que são os “países terceiros seguros”?</strong></p>
<p>Outra mudança relevante é a possibilidade de os Estados-membros enviarem requerentes de asilo para chamados “países terceiros seguros”, onde estes poderão apresentar os seus pedidos de proteção.</p>
<p>Esta solução segue uma tendência já iniciada por alguns países, como Itália, e faz parte da tentativa europeia de deslocar parte da gestão migratória para fora do território da União.</p>
<p>O modelo é politicamente sensível, porque levanta questões sobre garantias de proteção, condições de acolhimento, controlo judicial e respeito pelos direitos fundamentais.</p>
<p><strong>O que muda em situações de crise?</strong></p>
<p>O pacto inclui também um Regulamento de Crise. Este instrumento permite aos Estados-membros derrogar temporariamente os prazos normais de asilo e prolongar períodos de detenção em fronteira em situações de crise migratória.</p>
<p>O regulamento aplica-se também a casos de “instrumentalização” de migrantes por países terceiros, ou seja, quando fluxos migratórios são usados como forma de pressão política contra a União Europeia ou contra um Estado-membro.</p>
<p>A ideia é dar aos governos maior margem de resposta em momentos de pressão excecional, mantendo o enquadramento comum europeu.</p>
<p><strong>O que significa para Portugal?</strong></p>
<p>Em Portugal, o Governo afirma que já está em curso a adaptação ao novo pacto. O ministro da Presidência, Leitão Amaro, considera que o acordo europeu deve funcionar como um “travão à imigração ilegal”, mas também como incentivo à migração “regular, segura e ordeira”.</p>
<p>Segundo o governante, o objetivo “não é ter a porta toda fechada”, mas garantir canais legais e regulares de entrada. Leitão Amaro defende que o pacto permite reforçar o controlo dos fluxos migratórios, com respeito pelos direitos fundamentais.</p>
<p>O ministro destacou um investimento superior a 30 milhões de euros num novo sistema de controlo de entradas e saídas, com recolha de dados biométricos, mais obrigações de fiscalização e bases de dados interoperáveis.</p>
<p>No quadro da implementação, está prevista a expansão da capacidade do centro de instalação temporária do Porto, com mais de 100 vagas, cuja conclusão deverá ocorrer em agosto. Está também em curso um centro de triagem junto ao aeroporto de Lisboa, com pouco mais de uma centena de vagas, que deverá ficar pronto provavelmente ainda em julho.</p>
<p><strong>Portugal está preparado?</strong></p>
<p>A resposta oficial é que parte do trabalho está feito, mas a execução ainda está em curso. Leitão Amaro afirmou que, das 105 medidas do plano nacional de implementação, 22 estão concluídas e 72 estão em curso.</p>
<p>Já Manuel Jarmela Palos, coordenador do grupo de trabalho para a implementação nacional do pacto, alertou que a entrada em vigor desta sexta-feira não significa que fique “tudo feito”. Para o responsável, o dia 12 de junho é uma meta importante, mas também o início de uma nova fase de aplicação prática.</p>
<p>O grupo de trabalho propôs 172 medidas para implementar o pacote legislativo europeu. Entre elas está a criação de juízos especializados em migração e asilo nos tribunais administrativos e fiscais, com o objetivo de melhorar a articulação entre a administração e o poder judicial e responder às novas exigências de rapidez nos procedimentos.</p>
<p>A implementação deverá ser financiada a 90% por fundos comunitários, num montante de 68 milhões de euros, ficando os restantes 10% a cargo das entidades envolvidas.</p>
<p><strong>Quais são os atrasos?</strong></p>
<p>Apesar da entrada em vigor, há sinais de atraso na execução prática em vários países europeus. Um relatório da Comissão Europeia, divulgado a 8 de maio, apontou dificuldades na implementação de novos sistemas informáticos para rastreio de migrantes e na construção de centros de detenção nas fronteiras.</p>
<p>Entre os países com atrasos surgem Espanha, Itália, Grécia, Alemanha e Chipre.</p>
<p>O próprio coordenador português da implementação nacional avisou que a execução será o verdadeiro teste do pacto. “Não bastará aprovar normas nem elaborar documentos estratégicos. Será necessário que as instituições consigam aplicá-las de forma eficaz, coerente e respeitadora dos direitos fundamentais”, afirmou Manuel Jarmela Palos.</p>
<p><strong>Qual é a posição política em Portugal?</strong></p>
<p>O PSD defende que a entrada em vigor do pacto marca uma mudança importante na forma como a Europa responde à migração. Para o partido, a UE passa a ter um quadro comum capaz de introduzir maior previsibilidade, coordenação e responsabilidade na gestão dos fluxos migratórios.</p>
<p>Os sociais-democratas sustentam que um sistema de asilo só é credível se conseguir distinguir entre quem necessita efetivamente de proteção internacional e quem não reúne condições para permanecer legalmente no território europeu.</p>
<p>O partido considera ainda que o futuro Regulamento dos Retornos deve ser visto como parte da mesma resposta europeia. Para o PSD, retornos eficazes não significam abdicar de uma visão humanista da migração, mas garantir que as regras são aplicadas de forma coerente.</p>
<p>O eurodeputado Paulo Cunha defendeu que a política migratória europeia precisava de abandonar os extremos. “A verdadeira escolha não é entre fronteiras abertas ou fronteiras fechadas. A verdadeira escolha é entre uma política migratória assente na desordem ou uma política migratória assente na responsabilidade”, afirmou.</p>
<p><strong>O que muda para quem chega à UE?</strong></p>
<p>Para quem chega de forma irregular às fronteiras externas da União Europeia, o processo será mais controlado, mais rápido e mais digitalizado.</p>
<p>Haverá registo biométrico, verificação de identidade, controlos de segurança e avaliação inicial do pedido antes da entrada formal no território de um Estado-membro. Em muitos casos, os requerentes ficarão em centros próprios enquanto o processo decorre.</p>
<p>Se o pedido for considerado admissível, segue para análise. Se for recusado ou considerado inadmissível, o processo de retorno poderá ser acelerado.</p>
<p><strong>O que muda para os Estados-membros?</strong></p>
<p>Os Estados terão de adaptar leis, tribunais, serviços de imigração, sistemas informáticos, centros de instalação e mecanismos de cooperação com os restantes países da UE.</p>
<p>Os países de primeira linha terão de reforçar guardas de fronteira, funcionários e estruturas de registo. Os países do norte da Europa têm apostado mais no financiamento de alojamento para requerentes de asilo.</p>
<p>Todos, porém, ficam sujeitos a um quadro comum de regras, procedimentos e responsabilidades.</p>
<p><strong>O que significa no essencial?</strong></p>
<p>O pacto muda a política migratória europeia em quatro dimensões: mais controlo à entrada, mais rapidez na triagem, mais pressão para retornos eficazes e mais partilha de responsabilidades entre Estados-membros.</p>
<p>Para Bruxelas e para os governos que o apoiam, trata-se de criar uma política comum mais previsível, capaz de proteger quem precisa de asilo, travar entradas irregulares e garantir que as decisões são cumpridas.</p>
<p>Para os críticos, os pontos mais sensíveis estarão nos centros de fronteira, na recolha biométrica, na utilização de países terceiros, no prolongamento de detenções em cenários de crise e no risco de pressão sobre direitos fundamentais.</p>
<p>A partir desta sexta-feira, a reforma deixa de ser apenas um plano europeu. Passa a ser uma obrigação prática para todos os Estados-membros. E é nessa execução, mais do que na letra da lei, que se jogará o verdadeiro impacto do novo pacto migratório da União Europeia.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_774823]]></sapo:autor>
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		<title>Das ‘secretas’ à Lusa: Parlamento decide hoje novos nomes para órgãos externos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 12 Jun 2026 05:30:27 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Votação surge num dia particularmente carregado de escolhas institucionais no Parlamento. Além destes dois órgãos, a agenda inclui a eleição de quatro novos juízes para o Tribunal Constitucional e do novo provedor de Justiça, processos que também exigem entendimentos políticos alargados e maiorias qualificadas]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Assembleia da República vota esta sexta-feira a eleição de novos membros para o Conselho de Fiscalização do Sistema de Informações da República Portuguesa e para o Conselho Consultivo da Agência Lusa, numa sessão parlamentar marcada também pela escolha de quatro juízes para o Tribunal Constitucional e do novo provedor de Justiça.</p>
<p>A eleição para o Conselho de Fiscalização do Sistema de Informações da República Portuguesa, conhecido pela sigla CFSIRP, exige uma maioria qualificada de dois terços. O órgão ainda em funções foi eleito em abril de 2022 e é presidido pela antiga ministra socialista da Administração Interna Constança Urbano de Sousa, integrando também Mário Belo Morgado e Joaquim da Ponte.</p>
<p>Cabe ao CFSIRP fiscalizar a atividade dos agentes do Serviço de Informações Estratégicas de Defesa e do Serviço de Informações de Segurança, os dois serviços de informações portugueses. Os seus membros são eleitos pela Assembleia da República por voto secreto e maioria de dois terços dos deputados presentes, desde que esse número não seja inferior à maioria dos deputados em efetividade de funções.</p>
<p>À semelhança do que acontece com os candidatos ao Tribunal Constitucional ou ao cargo de provedor de Justiça, a eleição dos membros do CFSIRP é precedida de audição parlamentar na Comissão de Assuntos Constitucionais, que avalia o perfil e o currículo dos candidatos antes da votação em plenário.</p>
<p>Além das ‘secretas’, os deputados votam também três membros para o Conselho Consultivo da Agência Lusa. De acordo com os estatutos em vigor, cabe ao Parlamento eleger três dos 13 elementos deste órgão, segundo o método da média mais alta de Hondt.</p>
<p>A votação surge num dia particularmente carregado de escolhas institucionais no Parlamento. Além destes dois órgãos, a agenda inclui a eleição de quatro novos juízes para o Tribunal Constitucional e do novo provedor de Justiça, processos que também exigem entendimentos políticos alargados e maiorias qualificadas.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_768764]]></sapo:autor>
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		<title>Férias à vista: aulas terminam hoje para alunos do 5.º ao 10.º ano</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 12 Jun 2026 05:20:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[Data faz parte do calendário escolar de 2025/2026, que prevê diferentes momentos de encerramento consoante o ano de escolaridade]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O terceiro período termina esta sexta-feira para os alunos dos 5.º, 6.º, 7.º, 8.º e 10.º anos dos estabelecimentos públicos de ensino, marcando o arranque das férias de verão para milhares de estudantes do ensino básico e secundário. A data faz parte do calendário escolar de 2025/2026, que prevê diferentes momentos de encerramento consoante o ano de escolaridade.</p>
<p>O fim das aulas não acontece ao mesmo tempo para todos. Os alunos do 9.º, 11.º e 12.º anos já tinham terminado o terceiro período a 5 de junho, enquanto a educação pré-escolar e os alunos do 1.º ciclo, do 1.º ao 4.º ano, continuam com atividades letivas até 30 de junho. Para os anos que encerram agora o período, as férias de verão começam oficialmente este sábado.</p>
<p>O calendário escolar é uma ferramenta essencial para as famílias organizarem férias, tempos livres, atividades extracurriculares e rotinas de verão. É também importante para os alunos planificarem estudo, avaliações e provas externas, especialmente nos anos sujeitos a exames ou provas finais, cujo calendário pode ser consultado no portal do Instituto de Avaliação Educativa.</p>
<p>No ano letivo de 2025/2026, as escolas mantiveram a possibilidade de se organizarem por trimestres ou semestres. Continuou também prevista a possibilidade de substituir, durante um ou dois dias, atividades letivas por outras atividades escolares de caráter formativo, envolvendo alunos, pais e encarregados de educação.</p>
<p>Este ano letivo trouxe ainda mudanças nas regras das escolas, incluindo a proibição do uso de telemóveis para alunos dos 1.º e 2.º ciclos, abrangendo do 1.º ao 6.º ano, e restrições no 3.º ciclo, do 7.º ao 9.º ano. No ensino secundário, manteve-se a recomendação de envolver os alunos na definição de regras para uma utilização responsável dos smartphones nos espaços escolares.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_768814]]></sapo:autor>
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		<title>Sexta-feira será o dia mais quente do ano, mas o fim de semana traz trovoada e alívio nas temperaturas</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/sexta-feira-sera-o-dia-mais-quente-do-ano-mas-o-fim-de-semana-traz-trovoada-e-alivio-nas-temperaturas/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 12 Jun 2026 05:10:06 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
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		<category><![CDATA[estado do tempo]]></category>
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					<description><![CDATA[Calor intenso deverá manter todo o país sob aviso amarelo, mas o fim de semana já trará uma mudança no estado do tempo, com descida gradual das temperaturas, chuva irregular e trovoada em várias regiões]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Portugal continental enfrenta esta sexta-feira o dia mais quente do ano até agora, com temperaturas que podem chegar aos 40 graus em grande parte do território e ultrapassar esse valor em alguns vales do interior. O calor intenso deverá manter todo o país sob aviso amarelo, mas o fim de semana já trará uma mudança no estado do tempo, com descida gradual das temperaturas, chuva irregular e trovoada em várias regiões.</p>
<p>O Instituto Português do Mar e da Atmosfera colocou todos os distritos de Portugal continental sob aviso amarelo devido à persistência de valores elevados da temperatura máxima. O aviso está em vigor até este sábado, devido a uma massa de ar quente e seco transportada para a Península Ibérica pela ação conjunta de um anticiclone localizado a nordeste dos Açores, estendido em crista até França, e de um vale depressionário que se prolonga desde o norte de África.</p>
<p>Esta sexta-feira deverá ser o ponto mais crítico do episódio de calor. As temperaturas máximas deverão variar, na generalidade do território, entre os 35 e os 40 graus, com valores localmente superiores nos vales do Mondego, Tejo, Douro, Guadiana e Sado. Em alguns destes locais, os termómetros poderão aproximar-se dos 42 ou 43 graus.</p>
<p>O calor será particularmente invulgar no litoral Norte, onde os valores máximos tendem normalmente a ser mais contidos devido à influência marítima. No Porto, as temperaturas poderão atingir ou ultrapassar os 33 graus à hora de almoço, enquanto Aveiro poderá chegar aos 34 graus. Em zonas a oeste da chamada Barreira de Condensação, algumas localidades poderão aproximar-se dos 37 graus durante a tarde.</p>
<p><strong>Noite quente e mínimas elevadas</strong></p>
<p>O episódio de calor não se fará sentir apenas durante o dia. As temperaturas mínimas também deverão subir, com noites tropicais em várias regiões do país. Em alguns pontos do litoral Norte e do Vale do Douro, os valores poderão manter-se acima dos 20 graus durante a madrugada, havendo modelos que apontam para temperaturas muito elevadas ainda ao amanhecer em zonas localizadas.</p>
<p>No Porto e na Maia, a madrugada desta sexta-feira poderá registar valores próximos dos 24 graus. No Vale do Douro, algumas localidades poderão manter temperaturas entre os 22 e os 24 graus, com possibilidade de valores ainda mais elevados em zonas abrigadas.</p>
<p>A massa de ar quente, impulsionada por um fluxo de sudeste, chega desta vez sem poeiras significativas, o que aumenta o potencial para temperaturas muito elevadas. O céu deverá manter-se geralmente pouco nublado ou limpo, embora possam surgir nuvens de desenvolvimento vertical no interior durante a tarde.</p>
<p><strong>Vento, praia e risco de incêndio</strong></p>
<p>O vento deverá soprar de leste, moderado, podendo ser forte nas terras altas e no Algarve durante a madrugada e a manhã. Ao longo da tarde, é provável uma rotação para noroeste na faixa costeira ocidental, o que poderá trazer algum alívio junto ao mar.</p>
<p>Esse alívio, porém, não deverá impedir um dia de calor intenso. A brisa de norte poderá fazer descer ligeiramente a temperatura no litoral depois da hora de almoço, mas o ambiente continuará quente e favorável à ida à praia. A água do mar manter-se-á fresca na costa ocidental, com valores entre os 15 e os 17 graus, e um pouco mais amena no Algarve, entre os 18 e os 19 graus.</p>
<p>A combinação de temperaturas muito elevadas, ar seco e vento aumenta também a preocupação com o risco de incêndio. A humidade relativa deverá manter-se baixa em grande parte do território, mesmo durante a madrugada, o que agrava as condições meteorológicas de risco.</p>
<p><strong>Sábado traz calor, mas também instabilidade</strong></p>
<p>No sábado, o calor deverá continuar, embora já com sinais de mudança. O aviso amarelo deverá manter-se em praticamente todo o território continental, mas a instabilidade atmosférica começa a ganhar terreno, sobretudo nas regiões Norte e Centro.</p>
<p>A nebulosidade poderá aumentar e, durante a manhã, há possibilidade de chuva em alguns pontos da região Centro. Ao início da tarde, a precipitação poderá surgir também no Norte, de forma fraca a moderada e irregular, estendendo-se novamente a zonas do Centro ao longo do dia.</p>
<p>A trovoada poderá começar a fazer-se sentir ainda de madrugada no litoral Centro e evoluir nas horas seguintes para várias áreas do Norte e Centro. O período mais instável deverá ocorrer durante a tarde, em especial entre as 15h e as 16h, quando poderão ocorrer episódios de trovoada mais intensa.</p>
<p>No Algarve, o vento também poderá ganhar força, sobretudo no Sotavento, com rajadas na ordem dos 65 km/h. Ao final do dia, a intensidade do vento poderá aumentar também no Ribatejo.</p>
<p><strong>Domingo com descida, mas ainda calor no interior</strong></p>
<p>No domingo, deverá sentir-se um alívio mais claro nas temperaturas, embora o calor continue presente em algumas regiões interiores. O Vale do Douro poderá ainda atingir valores próximos dos 36 graus, mantendo-se como uma das zonas mais quentes do país, seguido pelo Vale do Guadiana, onde as máximas poderão chegar aos 34 graus.</p>
<p>A instabilidade, no entanto, deverá manter-se. O período mais crítico para trovoada deverá ocorrer entre as 13h e as 19h, podendo afetar toda a região Norte e uma parte significativa da região Centro. A chuva deverá abranger uma área maior do que no sábado, incluindo o Norte e zonas da Beira Interior ao final da tarde.</p>
<p>O vento poderá voltar a soprar com rajadas mais intensas durante a tarde, especialmente na Beira Interior, onde poderá atingir cerca de 60 km/h. A tendência deverá prolongar-se para segunda-feira, com novos episódios de trovoada e chuva fraca, podendo chegar a uma parte mais alargada do território.</p>
<p><strong>Cuidados a ter nos dias de maior calor</strong></p>
<p>Perante a persistência de temperaturas elevadas, a Direção-Geral da Saúde recomenda cuidados acrescidos, sobretudo para idosos, crianças, pessoas com doenças crónicas e trabalhadores ao ar livre.</p>
<p>Durante os períodos de maior calor, deve procurar ambientes frescos e arejados, beber água com regularidade, evitar bebidas alcoólicas, gaseificadas, com cafeína ou muito açucaradas, e reduzir a exposição direta ao sol entre as 11h e as 17h.</p>
<p>É também aconselhável usar roupa leve, solta e de cor clara, aplicar protetor solar com fator 30 ou superior, usar chapéu e óculos de sol, evitar esforços físicos intensos no exterior e nunca permanecer dentro de viaturas estacionadas ao sol.</p>
<p>Esta sexta-feira será, assim, o dia mais exigente deste episódio de calor, mas o fim de semana não será apenas de temperaturas elevadas. Depois do pico do calor, chegam nuvens, trovoada, vento e uma descida gradual dos valores, num cenário meteorológico que obriga a atenção redobrada até ao início da próxima semana.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_774792]]></sapo:autor>
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		<title>A maior entrada em bolsa de sempre? SpaceX prepara hoje estreia com procura quatro vezes superior à oferta</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 12 Jun 2026 05:00:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
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		<category><![CDATA[Revista Risco]]></category>
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		<category><![CDATA[Elon Musk]]></category>
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		<category><![CDATA[Wall Street]]></category>
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					<description><![CDATA[Empresa de Elon Musk deverá entrar no Nasdaq sob o símbolo “SPCX”, com ações fixadas em 135 dólares, cerca de 117 euros, e uma avaliação próxima de 1,75 biliões de dólares, cerca de 1,5 biliões de euros]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A SpaceX prepara-se para fazer esta sexta-feira a sua estreia em bolsa, numa operação que poderá tornar-se a maior oferta pública inicial de sempre. A empresa de Elon Musk deverá entrar no Nasdaq sob o símbolo “SPCX”, com ações fixadas em 135 dólares, cerca de 117 euros, e uma avaliação próxima de 1,75 biliões de dólares, cerca de 1,5 biliões de euros.</p>
<p>A operação prevê a venda de 555,6 milhões de ações, o que poderá permitir à SpaceX angariar cerca de 75 mil milhões de dólares, aproximadamente 64,9 mil milhões de euros. A dimensão da oferta colocaria a empresa à frente das maiores entradas em bolsa já realizadas, superando os recordes da Saudi Aramco e da Alibaba.</p>
<p>O atual máximo pertence à petrolífera estatal saudita Aramco, que angariou 25,6 mil milhões de dólares, cerca de 22,1 mil milhões de euros, na Bolsa da Arábia Saudita em 2019. A Alibaba, por sua vez, levantou 25 mil milhões de dólares, cerca de 21,6 mil milhões de euros, na Bolsa de Nova Iorque em 2014.</p>
<p><strong>Procura quatro vezes superior à oferta</strong></p>
<p>A procura dos investidores pelo IPO da SpaceX terá já ultrapassado em mais de quatro vezes o número de ações disponíveis, segundo fontes citadas pela Bloomberg. A Reuters avançou também que a operação atraiu forte interesse de investidores institucionais e de retalho, com a procura total a superar largamente a oferta disponível.</p>
<p>Os bancos envolvidos na operação deverão deixar de aceitar ordens de compra dos investidores institucionais depois do fecho dos mercados em Wall Street. O preço final será definido antes da estreia em bolsa, embora a empresa tenha sinalizado que não pretende alterar o valor de 135 dólares por ação.</p>
<p>A operação está a ser liderada por Goldman Sachs, Morgan Stanley, Bank of America, Citigroup e JPMorgan Chase, com a participação de outros bancos.</p>
<p><strong>Foguetões, Starlink e inteligência artificial</strong></p>
<p>A SpaceX chega ao mercado com uma combinação rara de negócios: lançamento de foguetões, comunicação por satélite através da Starlink e uma aposta crescente em inteligência artificial, ligada à xAI.</p>
<p>A empresa tornou-se dominante no setor aeroespacial com os lançamentos reutilizáveis do Falcon 9 e com a expansão da constelação Starlink, que transformou a conectividade por satélite num dos seus principais motores de receita.</p>
<p>Segundo dados divulgados no âmbito da operação, a SpaceX registou receitas de 18,7 mil milhões de dólares em 2025, cerca de 16,2 mil milhões de euros, mas fechou o ano com um prejuízo líquido de 4,9 mil milhões de dólares, cerca de 4,2 mil milhões de euros. O resultado reflete os elevados investimentos em projetos de crescimento, incluindo inteligência artificial e desenvolvimento tecnológico.</p>
<p><strong>Musk mantém controlo da empresa</strong></p>
<p>Elon Musk continuará a dominar a estrutura acionista da SpaceX mesmo após a entrada em bolsa. De acordo com a documentação divulgada, o fundador, presidente executivo, diretor de tecnologia e presidente do conselho de administração manterá 82,4% do poder de voto da empresa cotada.</p>
<p>A estrutura reforça a continuidade do controlo de Musk sobre as decisões estratégicas da SpaceX, mesmo com a abertura do capital ao mercado.</p>
<p>A avaliação projetada colocaria a SpaceX entre as maiores empresas cotadas do mundo, à frente de gigantes como Aramco e Tesla, dependendo da evolução das cotações após a estreia.</p>
<p><strong>Uma operação que pode marcar Wall Street</strong></p>
<p>A estreia da SpaceX surge num ano em que outras grandes tecnológicas ligadas à inteligência artificial, como OpenAI e Anthropic, também são apontadas como candidatas a entradas em bolsa. Em conjunto, estas operações poderão acrescentar vários biliões de dólares em valor de mercado às bolsas americanas.</p>
<p>Para Wall Street, a SpaceX será mais do que uma estreia de grande dimensão. A operação poderá testar o apetite dos investidores por empresas de crescimento intenso, avaliações elevadas e forte exposição a setores estratégicos como espaço, satélites, defesa, conectividade e inteligência artificial.</p>
<p>Se a procura se confirmar no primeiro dia de negociação, a empresa de Elon Musk poderá transformar uma estreia já histórica num novo ponto de viragem para o mercado tecnológico americano.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_774890]]></sapo:autor>
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		<title>China muda as regras dos híbridos plug-in. E as marcas ocidentais ficaram subitamente velhas&#8230;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Automonitor]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 11 Jun 2026 19:30:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Automonitor]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Motores]]></category>
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		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Novas regras fiscais chinesas passaram a favorecer híbridos plug-in com autonomias elétricas muito mais longas]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Durante anos, os híbridos plug-in foram vendidos como o compromisso ideal: alguns quilómetros em modo elétrico para o dia a dia, um motor a combustão para as viagens longas e benefícios fiscais suficientes para tornar a fórmula atraente. Mas a China acabou de mudar o significado desse compromisso.</p>
<p>As novas regras fiscais chinesas passaram a favorecer híbridos plug-in com autonomias elétricas muito mais longas. O patamar que antes exigia cerca de 43 quilómetros em modo elétrico subiu para 100 quilómetros. Na prática, muitos modelos que ainda parecem competitivos na Europa deixaram de cumprir o novo padrão no maior mercado automóvel do mundo.</p>
<p>O resultado é uma mudança silenciosa, mas profunda. Os híbridos plug-in ocidentais, tradicionalmente assentes em baterias pequenas e autonomias elétricas modestas, passaram a parecer desatualizados ao lado dos modelos chineses. Alguns construtores locais já oferecem autonomias elétricas superiores a 160 quilómetros, enquanto outros começam a transformar veículos elétricos em híbridos de grande bateria, invertendo a lógica tradicional usada por muitas marcas europeias.</p>
<p><strong>O híbrido deixou de ser meia medida</strong></p>
<p>A diferença está na forma como a China redefiniu o produto. Para muitas marcas europeias, o híbrido plug-in nasceu como uma evolução do automóvel a combustão: acrescenta-se uma bateria, um motor elétrico e capacidade de carregamento externo. Para vários fabricantes chineses, o ponto de partida começa a ser outro: uma base elétrica forte, à qual se junta um motor a combustão como extensor ou complemento.</p>
<p>Essa mudança tem consequências diretas. Quando a autonomia elétrica passa a ser decisiva para benefícios fiscais, os modelos com baterias pequenas perdem atratividade. E quando o funcionamento a gasolina também passa a ser escrutinado com maior exigência, os híbridos plug-in de luxo, pesados e com motores grandes, ficam ainda mais expostos.</p>
<p>Segundo a &#8216;Carscoops&#8217;, marcas como Audi, BMW, Mercedes-Benz e Jaguar Land Rover reduziram fortemente ou eliminaram parte da oferta híbrida plug-in na China. O problema não é apenas regulamentar. É também tecnológico e comercial: o que antes era visto como solução sofisticada começa a parecer uma transição incompleta.</p>
<p><strong>O maior mercado do mundo não espera</strong></p>
<p>A pressão é ainda maior porque a China atravessa uma fase difícil no mercado automóvel. De acordo com a &#8216;Reuters&#8217;, as vendas de automóveis no país caíram 22,3% em maio, para 1,53 milhões de veículos, marcando o oitavo mês consecutivo de descida. Nos primeiros cinco meses do ano, a quebra foi de 19,7%.</p>
<p>Mesmo nesse contexto, os veículos elétricos e híbridos plug-in continuam a ter um peso enorme: representaram 62,2% das vendas em maio. Ou seja, a desaceleração do mercado não apaga a direção da indústria. Pelo contrário, reforça a competição dentro dos modelos eletrificados e torna mais dura a vida de quem chega atrasado.</p>
<p>A Volkswagen é um dos exemplos mais visíveis da pressão sobre os construtores estrangeiros. A marca está a tentar defender a sua posição histórica na China com uma estratégia elétrica mais localizada, incluindo uma parceria com a XPENG para acelerar o desenvolvimento de modelos com software, assistência à condução e arquitetura mais adaptados ao mercado chinês.</p>
<p><strong>A Europa pode ser a próxima frente</strong></p>
<p>O que acontece na China dificilmente ficará fechado na China. Marcas chinesas com híbridos plug-in de longa autonomia já começaram a olhar para a Europa, onde muitos consumidores continuam hesitantes em passar diretamente para um elétrico puro. Se conseguirem oferecer longas distâncias em modo elétrico, preços competitivos e motores a combustão como rede de segurança, estes modelos podem encontrar terreno fértil.</p>
<p>Isso coloca as marcas europeias perante um dilema desconfortável. Durante anos, o híbrido plug-in foi uma forma de cumprir metas, preservar motores tradicionais e tranquilizar clientes que ainda receavam a autonomia dos elétricos. Mas se a comparação passar a ser feita com modelos chineses capazes de circular quase toda a semana em modo elétrico, a velha fórmula perde força.</p>
<p>A questão deixa de ser apenas se um híbrido plug-in tem tomada. Passa a ser quanto consegue fazer sem acordar o motor a combustão, quanto consome quando a bateria acaba e se ainda faz sentido pagar mais por tecnologia que já não lidera.</p>
<p><strong>O atraso que se vê na autonomia</strong></p>
<p>A China não matou o híbrido plug-in. Fez algo mais incómodo para os rivais: mudou o patamar mínimo para que ele continue a ser levado a sério. Ao exigir mais autonomia elétrica e maior eficiência, empurrou o mercado para uma definição mais ambiciosa do que deve ser um carro de transição.</p>
<p>Para os fabricantes chineses, que cresceram rapidamente em baterias, software e eletrificação, esse novo padrão joga em casa. Para muitas marcas ocidentais, obriga a acelerar decisões que foram adiadas: baterias maiores, plataformas mais elétricas, motores a combustão menos dominantes e produtos pensados para mercados onde o consumidor já compara tecnologia, não apenas emblemas.</p>
<p>A consequência é simples: no país onde o automóvel elétrico mais avançou, o híbrido plug-in deixou de ser um plano B confortável. Passou a ser mais uma frente da corrida tecnológica. E, nessa corrida, muitas marcas ocidentais descobriram que a China já mudou de velocidade.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_774563]]></sapo:autor>
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		<title>Irão: Teerão não aprovou qualquer texto de acordo com Washington, avançam media iranianos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 11 Jun 2026 19:15:04 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O Irão negou hoje ter aprovado qualquer texto relativo a um eventual acordo com os Estados Unidos, depois de o Presidente norte-americano suspender os ataques anunciaram para esta noite, avançaram os meios de comunicação iranianos.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Irão negou hoje ter aprovado qualquer texto relativo a um eventual acordo com os Estados Unidos, depois de o Presidente norte-americano suspender os ataques anunciaram para esta noite, avançaram os meios de comunicação iranianos.</p>
<p>&#8220;Não foi aprovado qualquer texto para um protocolo de acordo inicial com os Estados Unidos&#8221;, escreveu a Fars, citando uma fonte apresentada como bem informada e próxima da equipa de negociação iraniana.</p>
<p>O Presidente norte-americano, Donald Trump, tinha declarado pouco antes que &#8220;as negociações com a República Islâmica do Irão foram levadas ao mais alto nível da liderança iraniana e aprovadas&#8221;.</p>
<p>&#8220;Eu, na qualidade de Presidente dos Estados Unidos da América, cancelei os ataques aéreos e bombardeamentos previstos contra o Irão para esta noite&#8221;, escreveu Donald Trump na sua rede social Truth Social.</p>
<p>&#8220;As discussões e os últimos pontos foram, tanto em conceito como em grande detalhe, aprovados por todas as partes envolvidas, incluindo os Estados Unidos, Israel, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Turquia, Paquistão, Bahrein, Kuwait, Jordânia, Egito e outros&#8221;, adianta na publicação, sem especificar a que se refere.</p>
<p>Trump acrescentou que &#8220;a hora e o local da assinatura serão anunciados em breve&#8221; e garantiu que o bloqueio naval norte-americano aos portos iranianos permanecerá vigor.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_774995]]></sapo:autor>
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		<title>Governo prolonga prazo para municípios decidirem sobre regulamento para alojamento local</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/governo-prolonga-prazo-para-municipios-decidirem-sobre-regulamento-para-alojamento-local/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 11 Jun 2026 19:14:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O Governo aprovou hoje um decreto-lei para um regime excecional que prolonga até ao final do ano o prazo para os municípios com mais de mil alojamentos locais decidirem se pretendem elaborar um regulamento para a atividade.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Governo aprovou hoje um decreto-lei para um regime excecional que prolonga até ao final do ano o prazo para os municípios com mais de mil alojamentos locais decidirem se pretendem elaborar um regulamento para a atividade.</p>
<p>De acordo com o comunicado do Conselho de Ministros, foi aprovado &#8220;um decreto-lei que cria um regime excecional e temporário que prolonga até 31 de dezembro de 2026 o prazo para os municípios que atinjam mais de 1.000 alojamentos locais decidirem se pretendem elaborar um regulamento para esta atividade&#8221;.</p>
<p>O diploma, acrescenta-se, &#8220;permite também, de forma excecional, que os municípios prolonguem ou voltem a aplicar a suspensão de novos registos de alojamento local, apenas pelo tempo estritamente necessário para elaborarem regulamentos&#8221; para a atividade.</p>
<p>&#8220;A suspensão não afeta registos já existentes. Com este regime é reforçada a autonomia local e é assegurado o equilíbrio entre turismo e habitação, sem alterar estruturalmente o regime legal em vigor&#8221;, considera o executivo.</p>
<p>Os municípios podem, desde outubro de 2024, adotar um regulamento administrativo próprio que defina &#8220;os procedimentos e os meios de atuação&#8221; para o alojamento local no respetivo território.</p>
<p>Segundo um decreto-lei, que altera o regime jurídico da exploração dos estabelecimentos de alojamento local, nos municípios com mais de um milhar de estabelecimentos de alojamento local, &#8220;a assembleia municipal deve deliberar expressamente, no prazo máximo de 12 meses contados da data em que o município atinja os 1.000 registos, se exerce o poder regulamentar&#8221; que lhe é atribuído.</p>
<p>O Governo já tinha anunciado a intenção de descentralizar as competências em matéria de registo de alojamentos locais, voltando a remeter para as autarquias a decisão de pôr fim a alojamentos locais em edifícios de habitação ou, em alternativa, não decretar o cancelamento imediato do registo de alojamento local e &#8220;convidar os intervenientes à obtenção de um acordo&#8221;.</p>
<p>No caso do cancelamento do registo, o decreto-lei estabeleceu as &#8220;condições&#8221; em que pode ser feito, o que o anterior não especificava, nomeadamente a inexistência de seguro obrigatório válido, e a prática reiterada e comprovada de atos que perturbem a normal utilização do prédio urbano.</p>
<p>Os municípios, com base nesse diploma, passaram a dispor das &#8220;ferramentas jurídicas para decidir em matéria de atribuição, regulação, fiscalização e promoção de processos de intervenção nas unidades de alojamento local&#8221;.</p>
<p>Essa atribuição inclui, designadamente, definir &#8220;os procedimentos e os meios de atuação em regulamento próprio&#8221;, isto &#8220;sem prejuízo das competências da Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) e do Instituto do Turismo de Portugal&#8221;.</p>
<p>No decreto-lei, o Governo considerou que importava &#8220;criar condições para que a atividade do alojamento local se consolide de forma equilibrada com o ambiente habitacional, com respeito dos direitos de iniciativa privada, de propriedade privada e de habitação&#8221;.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_774993]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Nem elétrico, nem SUV: há uma pera motorizada a atravessar os EUA</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/nem-eletrico-nem-suv-ha-uma-pera-motorizada-a-atravessar-os-eua/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Automonitor]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 11 Jun 2026 18:45:39 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Motores]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Há carros que nascem para vencer corridas, outros para bater recordes de autonomia e outros para provar que a estrada ainda tem espaço para ideias completamente improváveis]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Há carros que nascem para vencer corridas, outros para bater recordes de autonomia e outros para provar que a estrada ainda tem espaço para ideias completamente improváveis. O de Andrew Glubbey pertence ao terceiro grupo: é um ciclomotor transformado numa pera gigante sobre rodas, construído para atravessar os Estados Unidos de costa a costa.</p>
<blockquote class="instagram-media" data-instgrm-captioned data-instgrm-permalink="https://www.instagram.com/reel/DYunlnuxK9x/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" data-instgrm-version="14" style=" background:#FFF; border:0; border-radius:3px; box-shadow:0 0 1px 0 rgba(0,0,0,0.5),0 1px 10px 0 rgba(0,0,0,0.15); margin: 1px; max-width:540px; min-width:326px; padding:0; width:99.375%; width:-webkit-calc(100% - 2px); width:calc(100% - 2px);">
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<p><script async src="//www.instagram.com/embed.js"></script></p>
<p>Glubbey, escultor de Merritt Island, na Florida, decidiu levar a sua paixão pela fruta para a estrada. A base é uma Genuine Hooligan de 170 cc, mas quase nada no resultado final parece convencional. À volta do ciclomotor, o artista construiu uma estrutura em forma de pera com ripas de madeira e latas de alumínio, criando uma escultura rolante que tanto parece uma instalação artística como uma piada levada demasiado a sério.</p>
<p>A viagem começou na Florida e tem como destino o noroeste do Pacífico. Pelo caminho, o objetivo é atravessar milhares de quilómetros, parar em cidades diferentes e transformar cada etapa num pequeno espetáculo de rua. A pera não é apenas decorativa: a estrutura também serve para arrumação, dispensando malas laterais ou outros acessórios exteriores.</p>
<p><strong>Uma pera contra o preço da gasolina</strong></p>
<p>Por trás da imagem absurda há uma razão bastante prática. Glubbey já tinha feito viagens longas em veículos artísticos, incluindo uma carrinha personalizada, mas os custos de combustível levaram-no a procurar uma solução mais eficiente. A resposta foi trocar a escala de um automóvel por um ciclomotor e usar a forma de pera como assinatura visual.</p>
<p>O resultado é uma máquina lenta, estranha e difícil de ignorar. A velocidade máxima ronda os 88 km/h, suficiente para avançar com calma entre cidades, mas longe de qualquer ideia de viagem rápida. Essa lentidão, contudo, faz parte da experiência. Glubbey não está a tentar chegar primeiro; está a tentar ser visto, provocar sorrisos e transformar a estrada numa galeria em movimento.</p>
<p>A escolha da pera também não é acidental. O escultor já tinha trabalhado esta forma noutras obras e considera-a visualmente feliz, quase cómica. No ciclomotor, a silhueta encaixou com espaço suficiente para manter a condução possível e ainda criar uma espécie de casulo artístico à volta da máquina.</p>
<p><strong>O veículo mais simpático da estrada</strong></p>
<p>Uma das surpresas da viagem tem sido a reação das pessoas. Glubbey já conduziu outros veículos invulgares e nem sempre recebeu respostas positivas. Desta vez, segundo contou, a pera tem provocado buzinas amigáveis, sinais de aprovação e curiosidade.</p>
<p>Essa talvez seja a parte mais interessante da história. Num mundo automóvel cada vez mais dominado por potência, ecrãs, software, autonomia e carregamentos rápidos, uma pera motorizada consegue chamar a atenção por uma razão quase infantil: é divertida. Não promete eficiência revolucionária, não antecipa o futuro da mobilidade e não quer convencer ninguém de que é a próxima grande tendência.</p>
<p>Ainda assim, diz alguma coisa sobre a cultura automóvel. A estrada nunca foi apenas transporte. Também foi liberdade, exposição, excentricidade e desejo de fazer parte da paisagem. Glubbey levou essa ideia ao literal: fez de uma escultura um veículo e de um veículo uma conversa ambulante.</p>
<p><strong>O automóvel como objeto de imaginação</strong></p>
<p>A história também mostra como a mobilidade pode continuar a ser um território de criatividade, mesmo quando a indústria se torna cada vez mais racional. Enquanto marcas discutem plataformas, baterias, margens e software, um artista decidiu resolver o problema da gasolina cara com madeira, latas de alumínio e uma pera gigante.</p>
<p>Não é uma solução para o mercado, nem tem de ser. É uma peça visual, uma experiência e, acima de tudo, uma forma de lembrar que os veículos mais memoráveis nem sempre são os mais rápidos, caros ou sofisticados.</p>
<p>Andrew Glubbey não está apenas a atravessar os Estados Unidos. Está a fazê-lo dentro de uma pera motorizada, a menos de 90 km/h, enquanto transforma cada paragem numa pequena cena de espanto. E talvez seja precisamente por isso que esta seja uma das histórias automóveis mais improváveis do ano.</p>
<blockquote class="instagram-media" data-instgrm-captioned data-instgrm-permalink="https://www.instagram.com/reel/DY_IzfhPE_8/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" data-instgrm-version="14" style=" background:#FFF; border:0; border-radius:3px; box-shadow:0 0 1px 0 rgba(0,0,0,0.5),0 1px 10px 0 rgba(0,0,0,0.15); margin: 1px; max-width:540px; min-width:326px; padding:0; width:99.375%; width:-webkit-calc(100% - 2px); width:calc(100% - 2px);">
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<p style=" color:#c9c8cd; font-family:Arial,sans-serif; font-size:14px; line-height:17px; margin-bottom:0; margin-top:8px; overflow:hidden; padding:8px 0 7px; text-align:center; text-overflow:ellipsis; white-space:nowrap;"><a href="https://www.instagram.com/reel/DY_IzfhPE_8/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" style=" color:#c9c8cd; font-family:Arial,sans-serif; font-size:14px; font-style:normal; font-weight:normal; line-height:17px; text-decoration:none;" target="_blank" rel="noopener">Um post compartilhado por The Ploppet (@theploppet)</a></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_774557]]></sapo:autor>
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		<title>Ex-secretário-geral adjunto insiste em &#8220;beliscadura&#8221; na folha o presidente da empresa que gere o SIRESP</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 11 Jun 2026 18:32:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O ex-secretário-geral adjunto do Ministério da Administração Interna (MAI), António Pombeiro, insistiu hoje "que existe alguma beliscadura" na folha do atual presidente da empresa que gere o SIRESP, contra quem disse não ter "nada pessoal".]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O ex-secretário-geral adjunto do Ministério da Administração Interna (MAI), António Pombeiro, insistiu hoje &#8220;que existe alguma beliscadura&#8221; na folha do atual presidente da empresa que gere o SIRESP, contra quem disse não ter &#8220;nada pessoal&#8221;.</p>
<p>&#8220;Em termos de gestor público, acho que a folha não se deve encontrar minimamente beliscada, e acho aqui que existe alguma beliscadura na folha do senhor general [Paulo Viegas Nunes] enquanto foi presidente da Siresp S.A.&#8221;, afirmou António Pombeiro, ouvido hoje na Assembleia da República, na sequência da sua demissão em maio do cargo, alegando &#8220;irregularidades graves&#8221; na gestão da Siresp S.A. durante a presidência de Viegas Nunes, de 2022 a 2024.</p>
<p>O pedido de demissão foi apresentado em 22 de maio de 2026, o mesmo dia em que Paulo Viegas Nunes regressou à liderança da empresa que gere o Sistema Integrado de Redes de Emergência e Segurança de Portugal (SIRESP).</p>
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