Militares da Marinha russa escreveram uma carta ao governador regional em que se queixam que os generais “são incompetentes” e que são tratados “como carne para canhão” Na frente de combate com a Ucrânia.
A carta, escrita por militares da 155ª Brigada de Infantaria Naval, detalha que, nos últimos quatro dias, na região de Pavlivka, pelo menos 300 soldados russos morreram num “massacre” frente às tropas ucranianas.
Os militares revoltados culpam o “catastrófico planeamento” dos generais Rustam Muradov e Zurad Akhmedov, que acusam de “estarem escondidos” perante o caos vivido na região. “Estão a mentir no número de baixas militares com medo de serem responsabilizados”, escrevem os soldados, citados pelo Daily Mail.
Russian marines from the Far East, fighting in Ukraine’s Donetsk region, allegedly sent a letter to their governor saying they had suffered 300 dead, wounded, and missing in four days of an “incomprehensible offensive.” https://t.co/60advWSRVO
— Meduza in English (@meduza_en) November 7, 2022
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“Os soldados da Brigada da Marinha de Guerra 155 enviaram uma carta ao governador de Primorye, Oleg Kozhemyako, queixando-se das ações de comando e que causaram grandes baixas”, publica o portal russo de notícias Meduza.
Na carta, os signatários exigem que a informação sobre a morte dos 300 soldados russos chegue diretamente a Putin e que uma comissão independente investigue os alegados erros dos generais.
“Quanto mais tempo é que vamos ter de aguentar?”, lamentam os militares.
A informação sobre a carta, surge numa altura em que, em vários canais de Telegram, circulam imagens que mostram soldados num motim, revoltados contra o general Kirill Kulakov, em que gritam “tem vergonha” e “abaixo o regime de Putin”.






