300 mil crimes por ano, 819 por dia e 34 por hora. O retrato da criminalidade em Portugal

No ano passado foram praticados em Portugal cerca de 298.797 crimes, nas mais variadas vertentes, o que corresponde a uma média de 819 por dia e 34 por hora.

Executive Digest

No ano passado foram praticados em Portugal cerca de 298.797 crimes, nas mais variadas vertentes, o que corresponde a uma média de 819 por dia e 34 por hora. A conclusão é Relatório Anual de Segurança Interna de 2020 (RASI), citado pelo ‘Correio da Manhã’ (CM).

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O relatório analisou a criminalidade em Portugal, mostrando que os crimes mais comuns nas diversas regiões são o roubo de autorrádios e outros bens em viaturas, burlas, condução sob o efeito de álcool e violência doméstica.

Na análise por regiões, verifica-se que Lisboa (com 23,4% de todos os crimes no País) continua a ser o distrito com mais denúncias: 191 por dia – apesar de uma diminuição de 17,2% em relação a 2019. Porto e Faro são os distritos que se seguem com um total em 2020 de mais de 50 mil e 20 mil, respetivamente. No lado oposto estão Bragança, Portalegre, Beja e Évora, com pouco mais de três mil crimes cada um durante o ano passado.

Violência doméstica no top 3 dos crimes mais comuns

Registaram-se no ano passado 23.439 denúncias de crimes de violência doméstica, sendo que cerca de 49% ocorreram nos distritos de Lisboa. O relatório mostra ainda que, em virtude deste crime, as autoridades detiveram 2.073 suspeitos em todo ano, com apenas 255 em prisão preventiva no final de 2020. Foram condenados 813 pessoas pelo mesmo crime.

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O ministro da administração interna, Eduardo Cabrita, anunciou na semana passada, que Portugal registou «os mais baixos índices de criminalidade» desde que há registos «sistematizados» em 2020. Em declarações aos jornalistas, depois da reunião do Conselho Superior de Segurança Interna, o responsável falou sobre esta matéria.

«Neste contexto muito especial (estado de emergência), nós registamos os mais baixos índices de criminalidade desde que existe relatório anual de segurança interna, desde que o reporte de dados é feito desta forma, sistematizada», referiu Eduardo Cabrita.

Segundo o responsável, «a criminalidade geral tem uma redução de cerca de 11% e a criminalidade violenta e grave tem uma redução superior a 13%», disse sublinhando que «estas matérias levarão a uma análise que não nos cabe agora concluir, na sua relação com este ano muito especial».

«No primeiro período de estado de emergência houve uma redução de 28,9% na criminalidade geral e de 27% na criminalidade violenta e grave, entre março e maio e no final do ano», entre novembro e dezembro, houve uma redução de 15% do primeiro indicador e de cerca de 20% do segundo, explicou.

Crimes de burla informática com «crescimento significativo»

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Ainda assim, Eduardo Cabrita revelou que apesar dos bons resultados, há alguns crimes que têm vindo a crescer, como é o caso daqueles «associados aos meios digitais», nomeadamente «o crime de burla informática,  que tem um «crescimento bastante significativo».

Numa «dimensão menor», mas também associados ao estado de emergência, estão crimes como a desobediência, ou seja, desrespeito pelas regras legais impostas por parte das forças de segurança, adiantou ainda o ministro.

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