Realizam-se a partir desta sexta-feira – e até sábado – as eleições diretas para a liderança do Partido Socialista. José Luís Carneiro, antigo ministro da Administração Interna no Governo de António Costa, é o único candidato à sucessão de Pedro Nuno Santos.
O calendário eleitoral socialista foi aprovado na Comissão Nacional, com 201 votos a favor e cinco contra, no passado dia 24 de maio.
Na apresentação da candidatura, que decorreu na sede do PS, em Lisboa, José Luís Carneiro apelou à união interna no partido, sem “golpes recíprocos” ou ficar a olhar para dentro, assegurando que não fará “ataques pessoais e superficiais na praça pública”.
No mesmo discurso prometeu que, sob a sua liderança, o PS será “determinado e enérgico na oposição” perante o que considerar retrocessos, mas também não terá receio em “promover consensos democráticos”.
O presidente e secretário-geral interino do PS declarou, esta quinta-feira, apoio à candidatura única de José Luís Carneiro à liderança do partido.
O antigo presidente da Assembleia da República, Eduardo Ferro Rodrigues, também endossou o seu apoio, referindo que “José Luís Carneiro teve a coragem e determinação para avançar” com uma candidatura à liderança do PS. “Como antigo secretário-geral também eleito em circunstâncias muito difíceis e desafiantes, quero deixar a José Luís Carneiro uma palavra de apoio. E um apelo para os militantes do PS exprimirem através do seu voto a sua confiança e unidade”, afirmou.
Carlos César considera que o antigo ministro da Administração Interna tem condições para relançar a energia dos socialistas, enfraquecida pelos resultados das eleições legislativas.
“Apoio José Luís Carneiro. Como militante do PS há 51 anos, e como presidente do partido, fico satisfeito por o PS poder relançar, com uma nova liderança, a energia enfraquecida com os resultados das últimas eleições, para honrar o seu passado e constituir-se como uma boa promessa de futuro”, lê-se numa publicação do socialista partilhada nas rede sociais.
Carlos César defende que a renovação do partido “sem excluir pessoas de valor e agir sem deixar de ajustar o partido às novas dimensões e exigências que as motivações dos cidadãos e as realidades económicas e sociais requerem”.
“Confio que seja esse o caminho que a nova liderança fará. O primeiro desafio, porém, será o de confirmar nas eleições autárquicas que o Partido Socialista é a alternativa real e construtiva à AD”, acrescentou.
O presidente do PS fez ainda questão de deixar uma “palavra de admiração e solidariedade partidária e pessoal” a Pedro Nuno Santos, que deixou a liderança do partido após o resultado das eleições legislativas, a 18 de maio.
Nas eleições legislativas de 18 de maio, o PS ficou reduzido a 58 deputados e passou a ser a terceira força política no parlamento, apesar de se manter em segundo lugar em termos de percentagem de votos, por uma curtíssima margem de distância em relação ao Chega.














