23% das empresas europeias considera sair da China por causa da Covid-19, o valor mais alto numa década

São quase uma em cada quatro, uma percentagem de 23%, as empresas europeias estão a considerar abandonar a China, o que corresponde à proporção mais elevada numa década, segundo o relatório divulgado esta segunda-feira pela Câmara do Comércio da União Europeia na China.

Os dados, a que a ‘Bloomberg’ teve acesso, concluíram ainda que as alternativas mais consideradas para a alternativa à saída da China são a ASEAN (Associação de Nações do Sudeste Asiático, na sigla em inglês) e a Europa.

A razão para a vontade de saída está nos atuais surtos de Covid-19, assim como nos confinamentos, que prejudicam as perspetivas para a segunda maior economia do mundo, tendo em conta que o inquérito foi realizado no final de abril, altura em que a cidade de Xangai estava fechada, o que prejudicava a atividade empresarial.

Em fevereiro, a percentagem era de apenas 11% e houve muito menos empresas inquiridas: cerca de 372 empresas responderam à sondagem de abril, enquanto no segundo mês do ano houve 620 respostas, explica a publicação.

Bettina Schoen-Behanzin, vice-presidente do organismo que compilou os dados, explicou à ‘Bloomberg’ que a atual política da China de tolerância zero à Covid “não deixa outra opção senão procurar outros locais”, acrescentando que “o mundo não espera pela China”.

Em termos de deslocação de investimento, 16% das empresas inquiridas disse estar a procurar colocar o foco no Sudeste Asiático e 18% disseram procurar locais na região da Ásia-Pacífico. Cerca de 19% mencionou a Europa e 12% referiram a América do Norte.

Já o Embaixador da União Europeia Nicolas Chapuis disse também esta segunda-feira que “ninguém vai deixar a China”, porque o que está em questão são os novos investimentos. As empresas europeias “estão a atrasar as decisões porque estão à espera de uma estratégia de saída da China para as restrições da Covid”.

“Vamos ter de esperar para ver se o governo da China vai decidir alinhar-se com o resto do mundo”, disse ainda o responsável.

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