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	<title>Executive Digest</title>
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	<description>Notícias atualizadas ao minuto. Economia, política, sociedade, finanças e empresas e mercados</description>
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		<title>Fundo Optimize Portugal reforça participação na Teixeira Duarte para mais de 5%</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Jun 2026 17:25:55 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O fundo Optimize Portugal Golden Opportunities reforçou a sua participação na Teixeira Duarte para mais de 5%, segundo um comunicado hoje enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O fundo Optimize Portugal Golden Opportunities reforçou a sua participação na Teixeira Duarte para mais de 5%, segundo um comunicado hoje enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM). </P><br />
<P>Este fundo de investimento mobiliário aberto passou assim a deter 5,2% da construtora, correspondente a 420.000.000 direitos de voto. </P><br />
<P>Antes, o fundo Optimize Portugal tinha uma participação de 4,8% na Teixeira Duarte. </P><br />
<P>Na sessão de hoje da bolsa, as ações da Teixeira Duarte desceram 2,64% para 0,52 euros.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_781239]]></sapo:autor>
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		<title>Novo presidente afirma que o TC &#8220;não esquece direitos dos estrangeiros e dos apátridas&#8221;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Jun 2026 17:25:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
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		<category><![CDATA[João Carlos Loureiro]]></category>
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					<description><![CDATA[O novo presidente do Tribunal Constitucional (TC), João Carlos Loureiro, afirmou hoje, no seu primeiro discurso nessas funções, que o tribunal "não esquece direitos dos estrangeiros e dos apátridas" e está unicamente comprometido com a Constituição.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O novo presidente do Tribunal Constitucional (TC), João Carlos Loureiro, afirmou hoje, no seu primeiro discurso nessas funções, que o tribunal &#8220;não esquece direitos dos estrangeiros e dos apátridas&#8221; e está unicamente comprometido com a Constituição.</P><br />
<P>Numa cerimónia de posse realizada no Palácio Ratton, em Lisboa, João Carlos Loureiro respondeu aos que acusam o TC de ser &#8220;um tribunal político&#8221; afirmando: &#8220;Não tenhamos medo da palavra: os tribunais &#8212; todos os tribunais &#8212; são políticos enquanto se inscrevem numa comunidade política, mas não são partidários. É a medida do direito a única que nos deve mover&#8221;.</P><br />
<P>Por outro lado, no seu discurso, o novo presidente do TC apontou para a sobrecarga resultante dos casos de fiscalização concreta da constitucionalidade: &#8220;Estamos a assistir a um excesso que corrói as instituições e leva a uma afetação de recursos, a começar pelo tempo, que põe em causa o seu adequado funcionamento. Importa não esquecer que a escassez existe&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Sobrecarregados com inutilidades, com um efeito multiplicador de reclamações em que, nalguns casos, já não se cumprem mínimos de fundamentação, e com incidentes pós-decisórios deletérios. A justiça, também a constitucional, deve ser baluarte dos direitos dos cidadãos, mas confundem-se amiúde garantias com garantismo, num processo que põe em causa o bem comum, o interesse público, que num Estado Constitucional inclui os direitos fundamentais e não o seu sacrifício em nome de uma vontade da maioria, que esqueça a pedra angular: o princípio da dignidade da pessoa humana&#8221;, acrescentou.</P><br />
<P>João Carlos Loureiro, eleito presidente do TC em 15 de outubro, referiu que esta era uma &#8220;celebração de posse&#8221;, mas &#8220;não a clássica tomada de posse, pois esta já ocorreu pela urgência da necessidade&#8221;, após o que qualificou como &#8220;espinhoso processo&#8221; de recomposição do tribunal, que terminou com a posse de quatro novos juízes.</P><br />
<P>Na sua intervenção, enquadrou o TC como &#8220;um tribunal que opera para a comunidade, tribunal dos e para os cidadãos, mas tribunal que não esquece direitos dos estrangeiros e dos apátridas&#8221;. </P><br />
<P>&#8220;O ser para a comunidade não significa a cedência a modismos fáceis. O nosso compromisso é com a Constituição. Esse é o único mastro a que nos amarramos na viagem jurisprudencial que empreendemos. O único referente, a única fidelidade que podemos ter nas vestes de juízes constitucionais é a defesa da Constituição&#8221;, declarou.</P><br />
<P>A seguir, João Carlos Loureiro defendeu que entre os juízes &#8220;há uma saudável pluralidade de leituras constitucionais, que têm de se alicerçar em argumentos&#8221;, e que &#8220;o facto de um juiz votar pela não inconstitucionalidade numa norma não significa que concorde com ela&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Isso não é relevante. Apenas temos de saber se a solução proposta é compatível com a lei fundamental, mesmo que jamais a propuséssemos na esfera político-legislativa&#8221;, reforçou, acrescentando: &#8220;Se o quiséssemos fazer, em rigor, só teríamos uma solução lídima: despir a beca e sujeitar-nos ao escrutínio eleitoral&#8221;.</P><br />
<P>João Carlos Loureiro, professor da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, é juiz do TC por cooptação em abril de 2023 e foi eleito vice-presidente do TC em outubro de 2025.</P><br />
<P>Em 15 de outubro, no dia em que tomaram posse os quatro novos juízes eleitos pela Assembleia da República, o plenário do TC elegeu João Carlos Loureiro como presidente e Rui Guerra da Fonseca vice-presidente.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_781235]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Nova fratura na NATO: Itália desmente Mark Rutte sobre voos americanos na guerra contra o Irão</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Jun 2026 17:23:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
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		<category><![CDATA[Donald Trump]]></category>
		<category><![CDATA[Guerra no Médio Oriente]]></category>
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		<category><![CDATA[NATO]]></category>
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					<description><![CDATA[Declarações provocaram uma reação dura do Ministério da Defesa italiano, que acusou o secretário-geral da NATO de transmitir uma mensagem “completamente falsa” sobre o tipo de voos autorizados por Roma]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A guerra dos Estados Unidos contra o Irão abriu uma nova tensão dentro da NATO, desta vez entre o secretário-geral da Aliança Atlântica, Mark Rutte, e o Governo italiano. O &#8217;20 Minutos&#8217; relata que Rutte elogiou o papel de Donald Trump e afirmou que centenas de aeronaves americanas descolaram de bases dos Estados Unidos em Itália para apoiar a operação militar, uma versão que Roma rejeitou de forma contundente.</p>
<p>“Compreendo perfeitamente a deceção, mas se tomarmos a Itália como exemplo, 500 aeronaves americanas descolaram de bases americanas na Itália para apoiar a operação. É um número enorme”, afirmou Mark Rutte, numa referência às críticas de Washington à atuação dos aliados durante a ofensiva.</p>
<p>As declarações provocaram uma reação dura do Ministério da Defesa italiano, que acusou o secretário-geral da NATO de transmitir uma mensagem “completamente falsa” sobre o tipo de voos autorizados por Roma.</p>
<p>“É surpreendente que o secretário-geral da NATO, que nada tem a ver com a Operação Epic Fury, esteja a oferecer uma reconstrução que transmite uma mensagem completamente falsa, confundindo o tipo de voos autorizados”, afirmou o ministério, em comunicado.</p>
<p>A Operação Epic Fury é o nome atribuído por Donald Trump à ofensiva americana contra o Irão. Rutte, que descreveu o presidente dos Estados Unidos como “o líder do mundo livre”, acabou por colocar a Itália no centro de uma nova disputa diplomática entre aliados.</p>
<p>O Governo italiano insiste que não autorizou atividades de combate ofensivas a partir do seu território. Segundo Roma, a utilização de bases americanas em Itália foi limitada a atividades técnicas e logísticas, dentro dos tratados e dos procedimentos em vigor.</p>
<p>O Ministério da Defesa sublinhou que a Itália “sempre agiu em plena conformidade com a Constituição, os tratados internacionais e as diretrizes parlamentares”, não permitindo, “em nenhuma circunstância”, atividades de combate ofensivas ou “cinéticas” fora do quadro autorizado.</p>
<p>A posição italiana segue a linha já apresentada no Parlamento pelo ministro da Defesa, Guido Crosetto, que autorizou apenas “atividades técnicas e logísticas, e não cinéticas”, no âmbito dos acordos existentes.</p>
<p>“Uma análise mais detalhada da fonte teria bastado para obter um quadro verdadeiro do que aconteceu e continua a acontecer todos os dias: a Itália só autoriza voos estipulados nos tratados, que excluem completamente atividades cinéticas”, lê-se no comunicado.</p>
<p>Roma acrescentou ainda que, sempre que foi feito um pedido que ultrapassava esse âmbito, a autorização não foi concedida.</p>
<p>A tensão surge também num momento difícil das relações entre Itália e Estados Unidos. Donald Trump tinha já provocado irritação em Roma ao dizer que posou para uma fotografia com Giorgia Meloni na cimeira do G7 “por pena”. A reação italiana foi imediata: o ministro dos Negócios Estrangeiros, Antonio Tajani, cancelou uma viagem aos Estados Unidos.</p>
<p>“Nem a Itália nem eu jamais implorámos”, respondeu Giorgia Meloni ao presidente americano.</p>
<p>Segundo o &#8217;20 Minutos&#8217;, a Itália já tinha recusado em março o uso da base de Sigonella, na Sicília, para voos americanos relacionados com o conflito no Irão, por considerar que não se tratava de operações normais ou logísticas abrangidas pelos tratados.</p>
<p>A nova troca de acusações expõe uma fragilidade adicional no interior da NATO: a dificuldade de conciliar o apoio político de Rutte a Trump com as reservas de aliados europeus que não querem ser associados a operações ofensivas americanas no Médio Oriente.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_781241]]></sapo:autor>
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		<title>BdP acolhe avaliação do FMI e diz que recomendações vão ser consideradas</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/bdp-acolhe-avaliacao-do-fmi-e-diz-que-recomendacoes-vao-ser-consideradas/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Jun 2026 17:09:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
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					<description><![CDATA[O Banco de Portugal (BdP) disse hoje ter acolhido favoravelmente as recomendações do Fundo Monetário Internacional (FMI) e adiantou que as suas recomendações, como em matéria de riscos sistémicos, vão ser consideradas nos trabalhos futuros da instituição.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O Banco de Portugal (BdP) disse hoje ter acolhido favoravelmente as recomendações do Fundo Monetário Internacional (FMI) e adiantou que as suas recomendações, como em matéria de riscos sistémicos, vão ser consideradas nos trabalhos futuros da instituição.  </P><br />
<P>O FMI concluiu o Programa de Avaliação do Setor Financeiro (FSAP) em Portugal, que faz parte das avaliações periódicas obrigatórias a que estão sujeitos os sistemas financeiros de importância sistémica.  </P><br />
<P>&#8220;O BdP acolhe favoravelmente as conclusões da avaliação&#8221;, sublinhou, num comunicado hoje divulgado, o supervisor financeiro. </P><br />
<P>O FMI considerou que o sistema financeiro nacional mantém-se globalmente estável e resiliente e que o setor bancário tem níveis adequados de capitalização, liquidez e rentabilidade. </P><br />
<P>Por outro lado, destacou progressos na robustez da regulação e supervisão do setor, bem como na eficácia da política macroprudencial. </P><br />
<P>No entanto, o FMI identificou alguns riscos, nomeadamente, associados à exposição ao mercado imobiliário residencial e à dívida soberana. </P><br />
<P>Entre as recomendações deixadas está o aprofundamento da monitorização dos riscos sistémicos, a adoção de políticas de atração e retenção de talento, melhorias na supervisão macroprudencial, cibersegurança e gestão de crises e o reforço do enquadramento legal da política macroprudencial.</P><br />
<P>&#8220;As recomendações agora publicadas serão consideradas nos trabalhos futuros do Banco de Portugal para continuar a assegurar a estabilidade financeira e um sistema financeiro robusto e resiliente&#8221;, apontou a instituição liderada por Álvaro Santos Pereira. </P><br />
<P>O FMI também voltou hoje a rever em baixa a estimativa de crescimento da economia portuguesa, de 1,9% para 1,7% este ano, no relatório relativo ao Artigo IV.</P><br />
<P>Esta projeção representa uma revisão em baixa face à estimativa do World Economic Outlook (WEO) de abril, que já tinha também sido revista em 0,2 pontos percentuais relativamente a outubro do ano passado.</P><br />
<P>Esta organização antecipou ainda que o saldo orçamental de Portugal será nulo este ano, o que compara com a previsão de um défice de 0,1% do PIB em abril. </P><br />
<P>No mesmo relatório, o FMI avisou igualmente que os apoios aos jovens para a compra da primeira casa acabaram por aumentar a procura e agravar desequilíbrios no mercado, pelo que deviam ser retirados. </P><br />
<P>&#8220;O novo pacote de reformas para a habitação do Governo contém elementos que podem estimular a oferta, mas aumentam a despesa fiscal&#8221;, salientou a instituição, que recomendou que &#8220;para alcançar melhorias duradouras na acessibilidade, as reformas devem visar a redução das restrições à oferta, como a flexibilização das regras de licenciamento, permissão, zonamento e uso do solo (conforme planeado), o reequilíbrio da tributação imobiliária e a melhoria do funcionamento do mercado de arrendamento&#8221;.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_781225]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Direita chumba projetos do PS, Livre, PCP e JPP sobre regionalização</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Jun 2026 17:02:48 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[regionalização]]></category>
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					<description><![CDATA[Esta foi a segunda vez este ano que o Parlamento debateu a regionalização, depois de em abril ter discutido e rejeitado três projetos do Livre, BE e PAN]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O parlamento rejeitou hoje, com os votos contra do PSD, CDS-PP e Chega, vários projetos sobre a regionalização, num debate agendado pelo PCP, que propunha a realização de novo referendo para as regiões administrativas até 2028.</p>
<p>Os deputados rejeitaram as propostas do PCP, de um projeto de lei-quadro das regiões administrativas e um projeto de resolução para criação e instituição das regiões administrativas, do JPP, da realização de um referendo sobre a regionalização, do Livre, para avançar com a regionalização, e do PS a recomendar uma auscultação nacional sobre a regionalização.</p>
<p>Esta foi a segunda vez este ano que o Parlamento debateu a regionalização, depois de em abril ter discutido e rejeitado três projetos do Livre, BE e PAN.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_781214]]></sapo:autor>
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		<title>PSD diz que &#8220;atividade de solidariedade social&#8221; será obrigatória para aceder à PSU</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Jun 2026 17:00:53 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Hugo Soares saudou, em declarações aos jornalistas, o acordo com o PS para viabilizar a Prestação Social Única (PSU), considerando tratar-se de "uma grande vitória para o país"]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O líder parlamentar do PSD afirmou hoje que o acordo com o PS sobre a Prestação Social Única (PSU) mantém a &#8220;atividade de solidariedade social&#8221; como obrigatória para os que estiverem em condições de a realizar.</p>
<p>Hugo Soares saudou, em declarações aos jornalistas, o acordo com o PS para viabilizar a Prestação Social Única (PSU), considerando tratar-se de &#8220;uma grande vitória para o país&#8221;.</p>
<p>No entanto, depois de os socialistas terem anunciado que &#8220;o trabalho social deixa de ser obrigatório&#8221;, o líder parlamentar do PSD afirmou que esta obrigação não cai, e implica o cumprimento de três horas por dia/15 horas por semana, enquadrada num &#8220;plano de inserção individual&#8221;.</p>
<p>&#8220;A atividade social solidária não cai e não deixa de ser obrigatória&#8221;, afirmou Hugo Soares.</p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_781218]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Chatbot de Elon Musk impulsionado por pornografia? Relatório levanta novas dúvidas sobre o Grok</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Jun 2026 16:57:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
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					<description><![CDATA[xAI tem investido fortemente em ferramentas de geração de imagens e vídeos explícitos]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A xAI, empresa de Elon Musk, está a apostar na geração de conteúdo explícito como um dos principais motores de utilização do Grok, o seu chatbot de inteligência artificial, avança a &#8216;Forbes&#8217;, citando informações divulgadas pelo &#8216;The Information&#8217;. Segundo o relatório, o conteúdo para adultos representa agora a maior parte da atividade da plataforma.</p>
<p>A publicação indica que a xAI tem investido fortemente em ferramentas de geração de imagens e vídeos explícitos. Esse tipo de utilização estende-se também ao modelo de codificação do Grok, que, segundo o &#8216;The Information&#8217;, recebe frequentemente pedidos relacionados com material pornográfico.</p>
<p>De acordo com o relatório, mais de metade do tráfego total do Grok terá origem em imagens e vídeos pornográficos, conversas de interpretação de papéis para adultos ou outras atividades semelhantes. O analista Adam Crisafulli, da Vital Knowledge, classificou esta aposta como “uma tentativa desesperada de se manter relevante”.</p>
<p>A evolução surge numa altura em que o Grok terá ficado ainda mais para trás face a concorrentes como a Anthropic, a OpenAI, a Google e a Meta. Dados da &#8216;Similarweb&#8217; citados no texto indicam que o chatbot de Elon Musk registou este ano a maior queda de tráfego web entre os principais modelos de inteligência artificial.</p>
<p>Entre janeiro e maio, o tráfego do site do Grok caiu 22%, segundo a &#8216;Similarweb&#8217;. A quebra é superior à registada por qualquer outro grande chatbot analisado, embora estes dados não incluam as interações feitas através do X, a rede social de Elon Musk.</p>
<p>O contraste com alguns concorrentes é expressivo. No mesmo período, o tráfego do Claude, da Anthropic, terá aumentado 369%. Já o DeepSeek cresceu 44%, o NotebookLM da Google avançou 43% e o Gemini subiu 40%, de acordo com os mesmos dados.</p>
<p>A &#8216;Forbes&#8217; recorda que a xAI já enfrentou escrutínio legal em várias jurisdições, incluindo União Europeia, Índia, Brasil e Estados Unidos, devido às suas práticas e mecanismos de supervisão. Entre os casos referidos está um processo na Califórnia que acusa um utilizador do Grok de ter alterado imagens e vídeos de três adolescentes, duas delas menores de 18 anos, de forma sexualmente explícita.</p>
<p>As ferramentas de imagem do Grok também foram acusadas de serem usadas para “despir” fotografias de pessoas reais, muitas vezes sem consentimento. Relatórios de entidades de fiscalização e investigações jornalísticas alegam ainda falhas nas salvaguardas da plataforma em situações que envolviam representações sexualizadas de menores ou imagens com aparência infantil.</p>
<p>Elon Musk rejeitou ter conhecimento de imagens de menores nus geradas pelo Grok. “Não tenho conhecimento de qualquer imagem de menores nus gerada pelo Grok”, afirmou.</p>
<p>A xAI lançou o Grok como concorrente direto do ChatGPT, do Claude e do Gemini, apresentando-o como uma alternativa menos restritiva. No entanto, segundo a análise citada, a empresa tem tido dificuldade em reduzir a distância face aos principais rivais, que continuam a lançar modelos mais avançados.</p>
<p>A aposta em conteúdo adulto pode, por isso, expor uma tensão central na estratégia da xAI: tentar diferenciar o Grok pela menor restrição de conteúdos, mas arriscar transformar essa liberdade no principal foco de escrutínio público, legal e reputacional.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_781199]]></sapo:autor>
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		<title>Associação de Oficiais exige a Nuno Melo diálogo sobre condições laborais dos militares</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Jun 2026 16:45:03 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A Associação de Oficiais das Forças Armadas (AOFA) exigiu hoje ao ministro da Defesa, Nuno Melo, a marcação de reuniões "que não se limitem a formalismos" para abordar as condições laborais dos militares, acusando o executivo de "silêncio anómalo".]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A Associação de Oficiais das Forças Armadas (AOFA) exigiu hoje ao ministro da Defesa, Nuno Melo, a marcação de reuniões &#8220;que não se limitem a formalismos&#8221; para abordar as condições laborais dos militares, acusando o executivo de &#8220;silêncio anómalo&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Exige-se, de forma clara e inequívoca, a marcação de reuniões de trabalho que não se limitem a formalismos, mas que abordem, com a necessária profundidade, a valorização das carreiras, as condições de trabalho, a resolução dos problemas das pensões, as questões relacionadas com a Assistência na Doença dos Militares (ADM)&#8221;, lê-se em comunicado.</P><br />
<P>A AOFA manifesta &#8220;profundo protesto e indignação perante o persistente silêncio e a contínua omissão por parte do Ministério da Defesa Nacional (MDN) face à necessária abertura de um canal de diálogo sério e efetivo com as associações socioprofissionais militares&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Enquanto assistimos, com atenção, à retoma das negociações no Ministério da Administração Interna (MAI) &#8212; que, ainda que sob forte tensão e descontentamento, mantém um processo de reuniões formais com as estruturas das forças de segurança, agora sobre questões salariais &#8212; o MDN teima em ignorar a realidade dos militares portugueses&#8221;, criticam. </P><br />
<P>A associação considera que esta postura de Nuno Melo &#8220;constitui um desrespeito inaceitável pelos direitos de representação coletiva e demonstra um desinteresse preocupante pelas condições socioprofissionais daqueles que garantem a soberania e a segurança do Estado&#8221;.</P><br />
<P>Na opinião da AOFA, o ministério &#8220;não pode continuar a governar de costas voltadas para os seus profissionais&#8221; e &#8220;a ausência de diálogo institucional não é apenas uma falha de gestão, é uma opção política deliberada que só contribui para o agravamento do mal-estar que é sentido pelos militares das Forças Armadas no reconhecimento do exercício das suas funções e na sua condição&#8221;.</P><br />
<P>Este já é o segundo comunicado no espaço de um mês que a AOFA emite sobre este tema. No passado dia 02, a associação lamentou que o Governo dialogue com as forças de segurança para negociar remunerações mas não com as associações militares, acusando-o de uma &#8220;asfixia crónica&#8221; nesta matéria.</P><br />
<P>As associações representativas de Oficiais, Sargentos e Praças há muito que reclamam poder de negociação coletiva, à semelhança dos sindicatos, entidades nas quais os militares não se podem inscrever. </P><br />
<P>Em março do ano passado, o Comité Europeu de Direitos Sociais considerou que Portugal está a violar a Carta Social Europeia por não consagrar direitos sindicais e de negociação coletiva para os militares das Forças Armadas.</P></p>
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		<title>Médio Oriente: Netanyahu recusa retirada do Líbano enquanto for primeiro-ministro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Jun 2026 16:44:51 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, recusou hoje a retirada das tropas de Israel do sul do Líbano enquanto estiver à frente do Governo, contrariando o acordo preliminar de paz entre Estados Unidos e Irão.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, recusou hoje a retirada das tropas de Israel do sul do Líbano enquanto estiver à frente do Governo, contrariando o acordo preliminar de paz entre Estados Unidos e Irão.</P><br />
<P>&#8220;Enquanto eu for primeiro-ministro, manteremos a &#8216;zona de segurança&#8217; no sul do Líbano&#8221;, declarou Netanyahu, durante uma conferência em Telavive, referindo-se à faixa do território libanês ocupada pelas tropas israelitas junto à fronteira entre os dois países.</P><br />
<P>Esta declaração segue-se a outros pronunciamentos do primeiro-ministro israelita nas últimas semanas, incluindo o compromisso de que o Irão não irá desenvolver uma arma nuclear durante o seu mandato, que irá tentar renovar nas eleições nacionais previstas para outubro.</P><br />
<P>O ministro da Defesa israelita rejeitou hoje igualmente que as tropas do seu país se retirem do sul do Líbano, &#8220;mesmo que haja uma exigência dos Estados Unidos&#8221;.</P></p>
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		<title>Calor leva hospitais a ativar planos de contingência e a reforçar urgências</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Jun 2026 16:37:07 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Ana Paula Martins explicou que o nível de contingência 1 passa sobretudo pela divulgação de recomendações à população, com apelos para evitar a exposição ao calor e manter a hidratação]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Alguns hospitais portugueses já ativaram o nível mais baixo dos planos de contingência devido ao calor, com reforço das equipas nos serviços de urgência, afirmou esta quarta-feira a ministra da Saúde, Ana Paula Martins. De acordo com o &#8216;<a href="https://www.jn.pt/nacional/artigo/alguns-hospitais-ativaram-nivel-de-contingencia-devido-ao-calor/18098851?utm_source=egoi&#038;utm_medium=push&#038;utm_term=18098851" target="_blank" rel="noopener">Jornal de Notícias</a>&#8216;, a medida foi acionada nos distritos com maior risco associado às temperaturas elevadas.</p>
<p>“Já ativámos o nível de contingência 1, que tem muitas medidas que estão em articulação com outras entidades e com a Proteção Civil”, afirmou a ministra aos jornalistas, em Lisboa, no final de um almoço-debate promovido pelo International Club of Portugal.</p>
<p>Ana Paula Martins explicou que o nível de contingência 1 passa sobretudo pela divulgação de recomendações à população, com apelos para evitar a exposição ao calor e manter a hidratação. A ministra sublinhou que a atenção deve ser redobrada junto dos grupos mais vulneráveis, como pessoas com doenças crónicas, idosos e crianças.</p>
<p>Além das medidas de prevenção, a ativação dos planos de contingência implicou também o reforço das equipas nos serviços de urgência dos hospitais.</p>
<p>“Há uma maior procura das urgências. Nós temos estado a conseguir dar essa resposta neste momento, mas eu queria dizer que, obviamente, as ondas de calor, tal como as ondas de frio, têm grande impacto na mortalidade”, afirmou Ana Paula Martins.</p>
<p>Segundo a governante, a maior pressão sobre as urgências sente-se sobretudo nas zonas onde a onda de calor é mais intensa, em particular nos distritos que se encontram em alerta. A ministra admitiu, porém, que também na região de Lisboa se poderá ter registado um aumento da procura.</p>
<p>Na terça-feira, o INEM tinha avançado à Lusa que recebeu em junho cerca de seis mil chamadas a mais do que no mesmo mês de 2025. O aumento foi associado aos efeitos das temperaturas elevadas, ao agravamento de doenças crónicas e a situações de doença aguda.</p>
<p>O &#8216;Jornal de Notícias&#8217; refere ainda que Ana Paula Martins foi questionada sobre o caso de ébola detetado em França, num médico que esteve na República Democrática do Congo.</p>
<p>A ministra garantiu que Portugal está preparado para enfrentar a doença, caso chegue ao país, embora tenha sublinhado que o risco é baixo.</p>
<p>“Nós estamos completamente preparados, fazemos parte da rede de emergência sanitária internacional e também europeia e estamos completamente preparados para executar todos os protocolos que vão desde, digamos, a identificação, o diagnóstico, ao isolamento, ao repatriamento”, afirmou.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_781196]]></sapo:autor>
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		<title>Prestação Social Única: Governo chega a acordo com PS e deixa cair quatro pontos polémicos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Jun 2026 16:19:44 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Euricor Brilhante Dias, líder parlamentar do PS, indicou esta quarta-feira ter chegado a acordo com o Governo, "viabilizando a proposta", sobre a Prestação Social Única (PSU). Para tal, houve "quatro aspetos nucleares que caíram"]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Eurico Brilhante Dias, líder parlamentar do PS, indicou esta quarta-feira ter chegado a acordo com o Governo, &#8220;viabilizando a proposta&#8221;, sobre a Prestação Social Única (PSU). Para tal, houve &#8220;quatro aspetos nucleares que caíram&#8221;, frisando que que, assim o &#8220;país vai poder executar um marco importante do Plano de Recuperação e Resiliência e receber, nesse quadro, centenas de milhões de euros&#8221;.</p>
<p>&#8220;Primeiro, o trabalho dito obrigatório deixará de o ser e estará enquadrado num plano individual e personalizado de inserção, afastando a ideia de que as pessoas com menos recursos têm direito a um percurso que as leve à inclusão social, onde o emprego tem uma palavra&#8221;, precisou.</p>
<p>&#8220;O segundo aspeto é a queda do canal de denúncias: sempre entendemos essa como uma proposta que iria colocar pobres a fiscalizar pobres, e felizmente foi possível um acordo, sem prejuízo de um reforço dos mecanismos de combate à fraude e abuso&#8221;, continuou Brilhante Dias.</p>
<p>&#8220;Terceiro, foi a alteração substantiva da condição de recursos, garantindo que o acesso das pessoas mais vulneráveis continua a ser possível sem a restrição apresentada pelo Governo&#8221;, indicou. Por último, o líder socialista apontou que &#8220;era muito importante para nós que a fixação da prestação fossem valores que o Parlamento pudesse escrutinar&#8221;.</p>
<p>&#8220;É para nós com sentimento de satisfação por considerarmos que cumprimos o nosso papel de apoiar os mais vulneráveis e atingir um acordo, um projeto que começou com o Partido Socialista, mas não era de todo aquilo que o Governo trouxe ao Parlamento. Mas com este conjunto de alterações que foi possível negociar, entre ontem e hoje, penso que atingimos um acordo satisfatório para o Partido Socialista, que também será satifatório para o Governo, o que será bom para o país&#8221;, finalizou.</p>
<p><strong>Montenegro pediu &#8220;sentido de responsabilidade&#8221; a Chega e PS</strong></p>
<p>Antes de ser conhecido o acordo entre PSD e PS para viabilizar a Prestação Social Única, Luís Montenegro apelou aos partidos para que demonstrassem “sentido de responsabilidade” e admitissem “cedências” nas posições iniciais. Em Nova Iorque, após uma passagem pela Missão Permanente de Portugal na ONU, o primeiro-ministro afirmou que o Governo e os grupos parlamentares que o apoiam estavam a fazer “um esforço muito, muito grande de aproximação e de diálogo político” com a oposição, em particular com os dois maiores partidos, por serem aqueles com capacidade para viabilizar a iniciativa.</p>
<p>Montenegro defendeu que a PSU representa uma mudança “muito importante” para reforçar a proteção social dos mais vulneráveis, reunir numa só prestação apoios hoje dispersos e “moralizar” o funcionamento do sistema. O chefe do Executivo garantiu ainda que “ninguém vai perder com esta formulação” e sublinhou que a medida é também um marco do Plano de Recuperação e Resiliência que Portugal deve cumprir.</p>
<p><strong>José Luís Carneiro tinha aberto porta a acordo se caísse &#8220;desumanidade&#8221; do Governo</strong></p>
<p>O secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, afirmou que os socialistas estariam disponíveis para aprovar a proposta do Governo sobre a Prestação Social Única se o Executivo “deixar cair a sua desumanidade”. O líder socialista explicou que o partido já entregou propostas de alteração e que as condições fundamentais passam por garantir um apoio mais eficaz aos mais vulneráveis, impedir que a condição de recursos exclua beneficiários e assegurar que a nova prestação não reduza os apoios concedidos.</p>
<p>José Luís Carneiro avisou, porém, que o PS votará contra se o Governo mantiver a proposta inicial, acusando o Executivo de querer “castigar os mais humildes, os mais vulneráveis e os mais pobres”. Os socialistas dizem estar disponíveis para aperfeiçoar os instrumentos de combate à pobreza e às desigualdades, mas rejeitam as propostas que, segundo Carneiro, o Governo e o Chega pretendiam aprovar na Assembleia da República.</p>
<p><strong>Chega vê negadas exigências pelo Governo</strong></p>
<p>Recorde-se que o presidente do Chega, André Ventura, revelou hoje que o Governo considerou inaceitáveis as exigências do seu partido para viabilizar a Prestação Social Única (PSU) e preferiu &#8220;fazer o PS voltar atrás na sua palavra&#8221;. &#8220;Penso, mas é uma intuição, que a determinado momento o Governo compreendeu que estas exigências do Chega não são aceitáveis, por motivos que são do Governo, e que prefere fazer o PS voltar atrás na sua palavra&#8221;, afirmou o líder do Chega.</p>
<p>André Ventura falava aos jornalistas na Assembleia da República, antes da votação na especialidade do diploma que cria a PSU e estabelece as condições de acesso a este apoio.</p>
<p>&#8220;Não sei como é que o PS vai descalçar isso, mas também não é um problema meu&#8221;, afirmou.</p>
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		<title>Bolsa de Lisboa fecha no &#8216;vermelho&#8217; com grupo EDP e Galp a caírem mais de 1%</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Jun 2026 16:18:03 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A bolsa de Lisboa fechou hoje em terreno negativo, com o PSI a cair 0,88% para 9.055,89 pontos, com a Teixeira Duarte a recuar 2,64% e grupo EDP e Galp a caírem mais de 1%.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A bolsa de Lisboa fechou hoje em terreno negativo, com o PSI a cair 0,88% para 9.055,89 pontos, com a Teixeira Duarte a recuar 2,64% e grupo EDP e Galp a caírem mais de 1%.  </P><br />
<P>Das 16 cotadas que integram o índice de referência nacional, 11 cotadas estavam no &#8216;vermelho&#8217;, três inalteradas (Altri, Mota-Engil e Sonae SGPS) e apenas duas em terreno positivo.</P><br />
<P>Nas restantes principais praças europeias, o espanhol IBEX-35 caiu 0,45% e o alemão DAX perdeu 0,62%, enquanto o britânico FTSE 100 subiu 0,31% e o francês CAC-40 ganhou 0,54%.  </P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_781151]]></sapo:autor>
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		<title>Ventura diz que Governo prefere &#8220;fazer o PS voltar atrás na palavra&#8221; na PSU</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Jun 2026 16:17:20 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[André Ventura falava aos jornalistas na Assembleia da República, antes da votação na especialidade do diploma que cria a PSU e estabelece as condições de acesso a este apoio]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O presidente do Chega, André Ventura, revelou hoje que o Governo considerou inaceitáveis as exigências do seu partido para viabilizar a Prestação Social Única (PSU) e preferiu &#8220;fazer o PS voltar atrás na sua palavra&#8221;.</p>
<p>&#8220;Penso, mas é uma intuição, que a determinado momento o Governo compreendeu que estas exigências do Chega não são aceitáveis, por motivos que são do Governo, e que prefere fazer o PS voltar atrás na sua palavra&#8221;, afirmou o líder do Chega.</p>
<p>André Ventura falava aos jornalistas na Assembleia da República, antes da votação na especialidade do diploma que cria a PSU e estabelece as condições de acesso a este apoio.</p>
<p>&#8220;Não sei como é que o PS vai descalçar isso, mas também não é um problema meu&#8221;, afirmou.</p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_781166]]></sapo:autor>
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		<title>Eni procura no mercado soluções para terceira plataforma de gás em Moçambique</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Jun 2026 16:17:16 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A Mozambique Rovuma Venture (MRV), liderada pela Eni, lançou hoje uma manifestação de interesse internacional para construção e instalação de uma terceira unidade flutuante de produção de gás natural liquefeito (FLNG) em Moçambique.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A Mozambique Rovuma Venture (MRV), liderada pela Eni, lançou hoje uma manifestação de interesse internacional para construção e instalação de uma terceira unidade flutuante de produção de gás natural liquefeito (FLNG) em Moçambique.</P><br />
<P>Segundo o edital, a que a Lusa teve hoje acesso, o consórcio liderado pela petrolífera italiana procura identificar empresas interessadas em executar um contrato EPCIC (Engenharia, Aquisição, Construção, Instalação e Comissionamento) para uma nova unidade FLNG de grande escala destinada às águas profundas da Área 4 da bacia do Rovuma, ao largo de Cabo Delgado, com capacidade até seis milhões de toneladas anuais (mtpa) de Gás Natural Liquefeito (GNL).</P><br />
<P>O âmbito dos trabalhos deste concurso, aberto até 03 de julho, inclui a entrega integral da unidade FLNG, desde a engenharia e aquisição até à construção, transporte, amarração, comissionamento, arranque operacional e testes de desempenho, para operação em águas com cerca de 2.000 metros de profundidade.</P><br />
<P>As empresas candidatas deverão demonstrar experiência em projetos FLNG ou empreendimentos &#8216;offshore&#8217; comparáveis executados nos últimos dez anos, apresentar soluções tecnológicas de liquefação e identificar os fornecedores dos sistemas de amarração e de armazenamento a utilizar na futura plataforma.</P><br />
<P>O concurso surge pouco mais de um mês depois de a Eni ter confirmado à Lusa que está a avaliar o avanço de um terceiro projeto FLNG em Moçambique, depois da Coral Sul, em produção desde 2022, e da Coral Norte, cuja decisão final de investimento foi assinada em outubro de 2025.</P><br />
<P>Numa resposta enviada à Lusa em maio, a petrolífera italiana sublinhou que a bacia do Rovuma &#8220;possui reservas significativas de gás natural, permitindo não apenas a implementação dos projetos em curso, mas também criando oportunidades para novos desenvolvimentos&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Nesse contexto, a Eni está atualmente avaliando a possibilidade de avançar com um terceiro projeto baseado na tecnologia FLNG, cujo sucesso foi demonstrado pelo projeto Coral South FLNG&#8221;, acrescentou então a empresa.</P><br />
<P>A Coral Sul, a primeira plataforma flutuante de gás natural liquefeito em águas ultraprofundas de África, produz atualmente cerca de 3,4 milhões de toneladas anuais de GNL.</P><br />
<P>A segunda unidade, Coral Norte, representando um investimento de 7,2 mil milhões de dólares (6,2 mil milhões de euros), deverá entrar em produção em 2028 e duplicar a capacidade de produção de GNL da Área 4.</P><br />
<P>Na assinatura da decisão final de investimento da Coral Norte, em Maputo, o diretor-executivo da Eni, Claudio Descalzi, afirmou que a nova plataforma permitirá elevar Moçambique à posição de terceiro maior produtor africano de gás natural liquefeito, atrás apenas da Nigéria e da Argélia.</P><br />
<P>Segundo a Eni, a Coral Sul já realizou mais de 120 carregamentos de GNL desde o arranque da produção e deverá gerar cerca de 16 mil milhões de dólares (13,7 mil milhões de euros) em receitas fiscais ao longo da vida útil do projeto.</P><br />
<P>A Coral Norte deverá acrescentar cerca de 23 mil milhões de dólares (20,1 mil milhões de euros) em receitas fiscais para o Estado moçambicano durante os seus 30 anos de operação.</P><br />
<P>A MRV é a entidade que representa os concessionários da Área 4 da bacia do Rovuma, integrando a Eni, a Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH), a chinesa CNPC, a sul-coreana Kogas e a XRG, dos Emirados Árabes Unidos.</P><br />
<P>Moçambique possui três megaprojetos aprovados para exploração das reservas de gás natural da bacia do Rovuma, consideradas entre as maiores do mundo, incluindo o projeto Mozambique LNG, da TotalEnergies, já retomado após vários anos de suspensão devido à insegurança em Cabo Delgado, e o projeto Rovuma LNG, liderado pela ExxonMobil, que aguarda a decisão final de investimento ainda este ano.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_781158]]></sapo:autor>
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		<title>Volume de negócios da Cabify sobe 10,7% para 839 M€ em 2025</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Jun 2026 16:15:38 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A Cabify encerrou 2025 com um volume de negócios de 950 milhões de dólares (839 milhões de euros), o que representa um aumento de 10,7% em relação ao ano anterior, informou hoje a empresa de mobilidade.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A Cabify encerrou 2025 com um volume de negócios de 950 milhões de dólares (839 milhões de euros), o que representa um aumento de 10,7% em relação ao ano anterior, informou hoje a empresa de mobilidade.</P><br />
<P>O resultado bruto de exploração (EBITDA) situou-se nos 31 milhões de dólares (27 milhões de euros), 8,8% abaixo dos 34 milhões (30 milhões de euros) registados em 2024, rentabilidade que se verificou em todos os mercados em que a empresa espanhola opera, ou seja, mais de 40 cidades em seis países, Espanha, Chile, Argentina, Peru, Colômbia e Uruguai. </P><br />
<P>O lucro bruto da empresa atingiu 141,4 milhões de dólares (124,8 milhões de euros), indicou a Cabify, cujo presidente, Juan de Antonio, destaca que, no último ano, a empresa impulsionou &#8220;um crescimento sustentável, trabalhando para que a rentabilidade e o serviço diferenciado estejam presentes em cada cidade&#8221;.</P><br />
<P>O último exercício marcou o encerramento da anterior estratégia de negócio sustentável 2022-2025 da empresa, &#8220;alcançando diversos marcos auditados e verificados de acordo com os mais elevados padrões internacionais&#8221;.</P><br />
<P>Graças à colaboração de todos os setores envolvidos, em 2025, o número de quilómetros percorridos em veículos com emissões zero registou um crescimento &#8220;exponencial&#8221; de 180% em Espanha e de 122% na América Latina.</P><br />
<P>Além disso, a nível global, em 2025, foram reduzidas 5.497 toneladas de dióxido de carbono (CO2) destacando-se mercados como a Espanha (onde 98% das viagens já são realizadas em veículos com emissões zero) e o Uruguai (com 45% dos quilómetros percorridos por uma frota com emissões zero).</P><br />
<P>Nos últimos quatro anos, a Cabify tem vindo a promover diversas iniciativas de impacto social que contribuíram para impulsionar a inclusão de grupos vulneráveis, a redução da disparidade de género no setor ou a melhoria da acessibilidade.</P><br />
<P>Durante 2025, a plataforma aumentou em 20% o número de mulheres que colaboram na aplicação como motoristas e mais de 685.000 pessoas utilizaram funcionalidades de acessibilidade ao deslocarem-se com a Cabify.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_781145]]></sapo:autor>
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		<title>PS desafia PSD para caminho conjunto na regionalização, Chega contra &#8220;mais tachos&#8221;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Jun 2026 16:13:52 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Política]]></category>
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		<category><![CDATA[regionalização]]></category>
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					<description><![CDATA[O PS desafiou hoje o PSD a a fazer um "caminho em conjunto" sobre a regionalização, enquanto o Chega associou esse processo a "mais tachos", num debate marcado pelo PCP, que criticou sucessivas desculpas para não se avançar.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O PS desafiou hoje o PSD a a fazer um &#8220;caminho em conjunto&#8221; sobre a regionalização, enquanto o Chega associou esse processo a &#8220;mais tachos&#8221;, num debate marcado pelo PCP, que criticou sucessivas desculpas para não se avançar.</P><br />
<P>Num debate agendado pelo PCP, que tem em discussão iniciativas do PS, Livre e JPP, além dos dois projetos da bancada comunista, o deputado do PS André Rijo defendeu que o país vive &#8220;um novo ciclo político que justifica&#8221; que a regionalização &#8220;possa dar passos mais firmes e mais concretos no sentido da sua concretização&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Se o Governo quiser contar com o PS para reformar o país, aqui teremos oportunidade, através da criação das regiões administrativas, de fazer esse caminho em conjunto. A AD, se aprovar o projeto de resolução do PS, dá um sinal ao país que o quer reformar sem ser à custa de direitos fundamentais&#8221;, apelou.</P><br />
<P>Na intervenção que abriu o debate, o secretário-geral do PCP, Paulo Raimundo, já tinha sinalizado que existe &#8220;uma maioria favorável&#8221; à regionalização, mas observou que esse caminho tem sido &#8220;sistematicamente empurrado para um futuro que nunca chega&#8221; e obstaculizado com &#8220;desculpas e um arsenal de falsificações&#8221;.</P><br />
<P>O líder dos comunistas argumentou ainda que o PSD e o PS, na revisão constitucional de 1997, &#8220;inventaram um referendo armadilhado que deitou por terra, e por muitos anos a possibilidade da regionalização do continente&#8221;, acrescentando que quem festejou a rejeição, nesse referendo, da criação de regiões administrativas tem de &#8220;assumir a responsabilidade dos problemas que poderiam ter sido mitigados&#8221;.</P><br />
<P>Pelo PSD, a deputada Andreia Neto questionou a &#8220;oportunidade política&#8221; e a urgência de avançar com a regionalização num momento em que Portugal &#8220;está a consolidar um processo de descentralização de competências para as autarquias&#8221;.</P><br />
<P>Durante o debate, Paulo Núncio, do CDS-PP, acusou a esquerda de &#8220;procurar sempre reabrir os debates já encerrados pela vontade popular&#8221;, apontando para o referendo de 1988.</P><br />
<P>Jorge Pinto, do Livre, lamentou que a direita &#8220;não diga presente&#8221; e &#8220;não tenha rigorosamente nada a dizer&#8221; sobre a regionalização, e juntou o PS aos visados pelas suas críticas: &#8220;O PS fuma, mas não inala. É a favor da regionalização, mas não demasiado&#8221;.</P><br />
<P>O deputado disse ainda que o PSD &#8220;está um bocadinho contra, mas reconhece que é importante&#8221; e sugeriu, em tom irónico, que o Chega seria favorável ao processo &#8220;se fosse dito que André Ventura poderia ser presidente de todas as regiões&#8221;.</P><br />
<P>Filipe Sousa, deputado único do JPP, lamentou o &#8220;excessivo centralismo que continua a marcar o funcionamento do Estado e da democracia&#8221; e argumentou que &#8220;maior proximidade pode significar melhor governação&#8221;, acrescentando que o país &#8220;não deve ter medo de ouvir os cidadãos&#8221; num referendo.</P><br />
<P>O líder parlamentar do Chega, Pedro Pinto, acusou o PCP de ter agendado um debate que &#8220;não serve para nada&#8221;, de estar a &#8220;enganar as populações&#8221; e de, com a regionalização, quererem criar &#8220;tachos e mais tachos&#8221; para alimentar as &#8220;clientelas [do partido] que estão em desaparecimento&#8221;.</P><br />
<P>O deputado único do BE, Fabian Figueiredo, criticou a direita por argumentar que a regionalização criará mais lugares políticos sem referir que esses novos cargos &#8220;têm o vínculo democrático do voto do povo&#8221;, ao contrário do que acontece atualmente nas Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR).</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_781125]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Transparência conclui que Isabel Moreira (PS) violou código de conduta dos deputados</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Jun 2026 16:12:16 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Este relatório, da autoria do deputado do Chega José Barreira Soares, teve os votos favoráveis do partido de André Ventura, do PSD e Iniciativa Liberal, e surgiu na sequência de uma queixa apresentada contra a deputada do PS, em março passado, pelo líder da bancada social-democrata, Hugo Soares]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Comissão Parlamentar de Transparência aprovou hoje, por maioria, com a oposição do PS e Livre, um relatório em que se conclui que a socialista Isabel Moreira violou o estatuto e o código de conduta dos deputados.</p>
<p>Este relatório, da autoria do deputado do Chega José Barreira Soares, teve os votos favoráveis do partido de André Ventura, do PSD e Iniciativa Liberal, e surgiu na sequência de uma queixa apresentada contra a deputada do PS, em março passado, pelo líder da bancada social-democrata, Hugo Soares.</p>
<p>Na queixa apresentada por Hugo Soares, refere-se que em 20 de março passado, durante o período regimental de votações, a deputada do PS Isabel Moreira pediu a palavra para anunciar uma declaração de voto escrita em relação à votação na generalidade de projetos do Chega, PSD e CDS sobre revisão do regime jurídico em matéria de mudança de sexo e de nome no registo civil.</p>
<p>Isabel Moreira terá então afirmado o seguinte: &#8220;É para anunciar uma declaração de voto escrita, em nome do Grupo Parlamentar do PS, sobre um, dois, três projetos de leis que ratificaram o assassinato de Gisberta&#8221;.</p>
<p>Ora, na perspetiva de Hugo Soares, estas afirmações da deputada e constitucionalista socialista constituíram &#8220;um comportamento inadequado e inaceitável&#8221;.</p>
<p>&#8220;Trata-se de insulto e de uma ofensa aos deputados destas três bancadas parlamentares [PSD Chega e IL], o que não só não preserva a dignidade e a credibilidade do órgão de soberania Assembleia da República, nem prestigia a instituição parlamentar, como também afeta o dever de urbanidade e de respeito que é devido entre deputados&#8221;, concluiu Hugo Soares.</p>
<p>Nas conclusões do relatório agora aprovado pela Comissão Parlamentar de Transparência, faz-se uma &#8220;recomendação no sentido de instar a senhora deputada Isabel Moreira a pautar a intervenção parlamentar e pública pelo respeito da dignidade da Assembleia da República e dos deputados, bem como pelos deveres de urbanidade e lealdade institucional&#8221;.</p>
<p>No documento, considera-se que a pronúncia apresentada por Isabel Moreira, na sequência da queixa do líder parlamentar do PSD, &#8220;permitiu contextualizar politicamente as expressões utilizadas, mas não evidenciou retratação, pedido de desculpa ou reconhecimento de excesso, antes reafirmando a associação entre a aprovação das iniciativas legislativas e a ideia de ratificação ou legitimação moral do sucedido a Gisberta&#8221;.</p>
<p>Por essa razão, de acordo com o entendimento maioritário na Comissão de Transparência, a conduta de Isabel Moreira &#8220;ultrapassou o limiar da crítica política vigorosa e da hipérbole admissível, entrando no domínio da desqualificação moral dos deputados proponentes, apoiantes ou votantes das iniciativas em causa&#8221;.</p>
<p>&#8220;Em consequência, entende-se que a senhora deputada Isabel Moreira incorreu em violação dos deveres previstos&#8221; no Estatuto dos Deputados e no Código de Conduta dos Deputados à Assembleia da República, salienta-se.</p>
<p>Acrescenta-se, depois, que esta conclusão &#8220;não incide sobre a posição política substantiva defendida&#8221; por Isabel Moreira, nem limita a sua liberdade de opinião quanto às iniciativas legislativas em causa, dizendo apenas respeito à forma concreta como essa posição foi expressa e aos efeitos objetivos das expressões utilizadas sobre a honra e dignidade dos deputados visados&#8221;.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_781142]]></sapo:autor>
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		<title>Ucrânia diz ter destruído 60 mil toneladas de munições russas perto de São Petersburgo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Jun 2026 16:01:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especial Ucrânia]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[guerra na ucrânia]]></category>
		<category><![CDATA[Rússia]]></category>
		<category><![CDATA[ucrania]]></category>
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					<description><![CDATA[Informação foi divulgada pelo presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, citando um relatório do chefe dos serviços de informações militares ucranianos, Oleh Ivashchenko]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Ucrânia afirma ter destruído mais de 60 mil toneladas de munições num arsenal da Frota do Báltico, perto de São Petersburgo, na sequência de ataques de longo alcance em território russo, avança o &#8216;Kyiv Post&#8217;. A informação foi divulgada pelo presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, citando um relatório do chefe dos serviços de informações militares ucranianos, Oleh Ivashchenko.</p>
<p>Numa mensagem publicada esta quarta-feira no Telegram, Zelensky afirmou que Kiev discutiu a execução do plano de “sanções de longo alcance” contra a Rússia e os passos necessários para aproximar a paz.</p>
<p>“Entre as recentes derrotas eficazes no território do ocupante, vale a pena destacar a eliminação de mais de 60 mil toneladas de munições no arsenal da Frota do Báltico, perto de São Petersburgo”, declarou o presidente ucraniano.</p>
<p>Os ataques ucranianos a São Petersburgo ocorreram no início de junho e coincidiram com o arranque do Fórum Económico Internacional de São Petersburgo, um dos principais eventos empresariais promovidos pela Rússia.</p>
<p>Zelensky acrescentou que as avaliações dos serviços de informações confirmaram que a Ucrânia atingiu alvos previamente definidos em instalações russas ligadas à produção militar.</p>
<p>Segundo o presidente ucraniano, as forças de Kiev atacaram também empresas russas responsáveis pela produção de componentes de radioeletrónica e outros elementos críticos para o esforço militar de Moscovo.</p>
<p>O Estado-Maior ucraniano divulgou igualmente esta quarta-feira um relatório sobre os resultados de um ataque ao Centro de Comunicações Espaciais de Dubna, na região de Moscovo. A infraestrutura é descrita como o maior complexo terrestre de comunicações por satélite da Rússia e é usada para comunicações militares, incluindo o controlo de repetidores por satélite utilizados pelo Ministério da Defesa russo.</p>
<p>De acordo com o relatório citado pelo &#8216;Kyiv Post&#8217;, o ataque ocorreu na madrugada desta segunda-feira e atingiu o complexo de hardware e módulos da antena MARK-IV de 32 metros, usada em comunicações por satélite, bem como um edifício técnico adjacente.</p>
<p>O Estado-Maior ucraniano confirmou ainda danos no principal edifício administrativo e de produção da instalação, incluindo a destruição parcial de uma das paredes. O edifício alberga equipamentos centrais de comunicações, sistemas de controlo terrestre e o painel central de controlo da rede de satélites.</p>
<p>Zelensky afirmou ainda que os serviços de informações ucranianos obtiveram documentos internos russos que avaliam o impacto dos ataques de longo alcance de Kiev. Segundo o presidente, Moscovo começou a deslocar sistemas de defesa aérea para proteger a capital russa e a ponte de Kerch, que liga a Rússia à Crimeia ocupada.</p>
<p>“Na prática, estas são as duas áreas que os russos receberam ordem para defender como prioridade, mesmo que isso signifique enfraquecer outras regiões no seu próprio território e nas áreas temporariamente ocupadas da Ucrânia”, afirmou Zelensky.</p>
<p>O presidente ucraniano referiu também um relatório separado sobre a produção russa de mísseis e a aviação estratégica, garantindo que Kiev está a preparar novas respostas à continuação da guerra.</p>
<p>“É importante que o maior número possível de russos compreenda que a guerra está a ser prolongada precisamente pela recusa da liderança russa em envolver-se na diplomacia. A Ucrânia apresentou propostas diplomáticas significativas”, acrescentou.</p>
<p>No início de junho, as forças ucranianas realizaram ataques noturnos contra vários alvos militares e energéticos no interior da Rússia, incluindo o terminal petrolífero de São Petersburgo, instalações na base naval de Kronstadt e uma empresa da indústria de defesa na região de Tambov.</p>
<p>Um grande incêndio deflagrou em São Petersburgo a 3 de junho, depois de autoridades russas terem relatado um ataque massivo de drones durante a noite na região de Leninegrado.</p>
<p>Responsáveis russos afirmaram que as defesas aéreas intercetaram vários drones. O governador Alexander Drozdenko disse inicialmente que três drones tinham sido abatidos e, mais tarde, referiu que cerca de 30 aparelhos estiveram envolvidos no ataque.</p>
<p>Apesar das declarações oficiais sobre interceções, vídeos divulgados em canais russos de Telegram mostraram chamas e fumo intenso a subir da zona portuária de São Petersburgo. O canal independente &#8216;Astra&#8217; e outros meios russos identificaram o local em chamas como o terminal petrolífero JSC Petersburg Oil Terminal, uma das maiores instalações de movimentação de petróleo do noroeste da Rússia.</p>
<p>As autoridades ativaram ainda o plano de segurança “Kover” no aeroporto de Pulkovo, em São Petersburgo, causando perturbações, atrasos e cancelamentos em mais de dez voos de partida.</p>
<p>Zelensky elogiou a operação, que, segundo afirmou, envolveu o Serviço de Segurança da Ucrânia, as Forças de Sistemas Não Tripulados, as Forças de Operações Especiais, o Serviço Estatal de Guarda de Fronteiras e outras unidades.</p>
<p>O presidente ucraniano confirmou também um ataque ao terminal petrolífero de São Petersburgo, localizado a cerca de 1.100 quilómetros da fronteira ucraniana, e afirmou que foram atingidos “alvos puramente militares” na base naval de Kronstadt.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_781137]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Não fala alemão? Então não entra nesta piscina: regra abre polémica na Alemanha</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Jun 2026 15:54:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
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		<category><![CDATA[Alemanha]]></category>
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					<description><![CDATA[Caso envolve o Heidebad, um popular complexo de lazer com praia artificial e lago, habitualmente muito procurado durante o verão]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Um centro de lazer em Halle, no leste da Alemanha, passou a impedir a entrada de pessoas que não falem alemão, numa decisão justificada com razões de segurança, mas que já está a gerar acusações de discriminação. A medida, avançada pelo &#8217;20 Minutos&#8217;, surge em plena onda de calor na Europa, numa altura em que piscinas e zonas balneares estão a receber milhares de visitantes.</p>
<p>O caso envolve o Heidebad, um popular complexo de lazer com praia artificial e lago, habitualmente muito procurado durante o verão. A partir de agora, segundo o gerente Mathias Nobel, os visitantes que não consigam compreender alemão terão de procurar outros espaços.</p>
<p>“Precisamos garantir que os visitantes entendam as nossas regras para que possamos garantir a segurança”, afirmou Nobel, em declarações à &#8216;NTV&#8217;.</p>
<p>A decisão foi apresentada como uma medida de prevenção, relacionada com os protocolos de segurança e com a necessidade de os nadadores-salvadores conseguirem comunicar instruções de emergência. Ainda assim, a proibição levantou críticas imediatas por excluir pessoas com base na língua que falam.</p>
<p>O episódio que originou a nova regra terá envolvido um menor que ignorou instruções e regras do espaço, colocando-se em risco. Segundo testemunhas, o rapaz ultrapassou a área definida para natação no lago e não falava alemão.</p>
<p>“Nós temos um lago com 13 metros de profundidade em alguns pontos; isso é muito perigoso”, justificou Mathias Nobel.</p>
<p>O argumento da segurança não convenceu as autoridades locais. A cidade de Halle exigiu que o gerente revogasse a proibição, alegando que a medida afeta o caráter público do espaço e exclui amplamente “grupos populacionais inteiros”.</p>
<p>A polémica ganhou ainda maior dimensão por surgir num contexto político sensível na Alemanha. Muitos cidadãos associaram a decisão ao crescimento da Alternativa para a Alemanha, partido de extrema-direita que tem alimentado o debate sobre a presença de imigrantes em espaços públicos.</p>
<p>Num publicação no &#8216;Facebook&#8217;, a AfD defendeu que as piscinas, antes vistas como locais seguros de lazer, estariam a transformar-se em “verdadeiras zonas de perigo” devido às políticas dos partidos tradicionais.</p>
<p>Mathias Nobel rejeita que a medida tenha motivação xenófoba. A Associação Alemã de Resgate Marítimo, citada pelo &#8217;20 Minutos&#8217;, também se demarcou da proibição no Lago Heidesee, afirmando que se distancia claramente da decisão.</p>
<p>A polémica pode ainda chegar ao plano jurídico. Um porta-voz da agência nacional antidiscriminação, consultado pelo The Guardian, admitiu que a proibição pode justificar medidas legais.</p>
<p>As autoridades municipais pediram, por sua vez, soluções menos restritivas para lidar com a barreira linguística. Entre as alternativas apontadas estão pictogramas universalmente compreensíveis e mensagens de segurança em vários idiomas.</p>
<p>O caso reabre uma discussão mais ampla: até onde pode ir uma regra de segurança quando o seu efeito prático é excluir pessoas que não dominam a língua local?</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_781131]]></sapo:autor>
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		<title>“Cheringonça”: o Chega dá a mão ao PSD nas autarquias — e ganha pelouros, cargos e influência</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Jun 2026 15:48:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Acordos locais que contrastam com a linha nacional de Luís Montenegro, que voltou a defender que o PSD governa sem se deixar condicionar pela “imaturidade ‘chegana’”]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Chega está a viabilizar executivos liderados pelo PSD em várias autarquias e, em troca, tem conquistado pelouros, lugares em estruturas municipais e influência em dossiês estratégicos, revela a &#8216;<a href="https://www.sabado.pt/portugal/detalhe/os-tachos-da-cheginconca" target="_blank" rel="noopener">Sábado</a>&#8216;. A revista descreve acordos locais que contrastam com a linha nacional de Luís Montenegro, que voltou a defender que o PSD governa sem se deixar condicionar pela “imaturidade ‘chegana’”.</p>
<p>Em abril de 2025, o primeiro-ministro afirmou que era “impossível governar com o Chega”, mantendo a lógica do “não é não” em relação a entendimentos de governação com o partido de André Ventura. Mas, desde as eleições autárquicas de outubro de 2025, vários presidentes de câmara do PSD garantiram maiorias através de acordos com o Chega.</p>
<p>A esta realidade autárquica tem sido dado o nome de “Cheringonça”, numa referência às alianças à direita que replicam, em sentido inverso, a lógica da antiga “Geringonça” à esquerda. A diferença é que, neste caso, os entendimentos locais têm permitido ao Chega entrar em áreas sensíveis como polícia municipal, fiscalização, transparência, infraestruturas e desenvolvimento económico.</p>
<p>Sintra é um dos exemplos mais expressivos. Depois das eleições, o PSD venceu por margem curta e ficou com quatro vereadores, os mesmos do PS, enquanto o Chega elegeu três. Para garantir estabilidade, o presidente Marco Almeida acabou por encontrar no partido de André Ventura o parceiro decisivo.</p>
<p>Segundo a revista semanal, o PSD ofereceu ao Chega dois vereadores com pelouros. A vereadora Anabela Macedo ficou responsável pelo departamento de polícia e fiscalização municipal, áreas que coincidem com bandeiras políticas do partido. A partir daí, avançaram nomeações de figuras próximas do Chega para estruturas municipais.</p>
<p>Entre os casos referidos estão Paula Guinote, deputada municipal do Chega, nomeada chefe de divisão da fiscalização municipal, e Pedro Magrinho, agente da PSP e antigo candidato do partido, indicado para chefe de divisão da Polícia Municipal. A autarquia garante que as nomeações cumprem a legalidade e não foram colocadas em causa por qualquer força partidária.</p>
<p>O Chega tem usado Sintra como montra política, sobretudo em operações ligadas à fiscalização de habitações sociais. Nas redes sociais, a vereadora responsável pela área tem divulgado imagens do interior de casas municipais alvo de operações da Polícia Municipal, que tutela. Também publicou montagens suas, feitas com Inteligência Artificial, vestida com a farda da Polícia Municipal.</p>
<p>Em Benavente, o partido ficou com outro dossiê de peso: o acompanhamento do novo aeroporto de Lisboa. O Chega, que tem dois vereadores no concelho, negociou pelouros com o executivo PSD/CDS e assegurou responsabilidades nas áreas de desenvolvimento económico e investimento.</p>
<p>Frederico Colaço Antunes, vereador do Chega em Benavente, passou a integrar a Comissão Interna de Acompanhamento do novo aeroporto, um grupo de trabalho municipal. À &#8216;Sábado&#8217;, afirmou estar presente em negociações sobre o projeto, reunir-se com investidores e analisar quais os projetos mais vantajosos para o concelho.</p>
<p>O vereador defende que PSD e Chega foram “parceiros naturais” naquele concelho, historicamente liderado pela CDU. “As duas direitas conversaram e decidiram isolar a esquerda”, afirmou.</p>
<p>Em Cascais, o entendimento foi mais surpreendente, tendo em conta o histórico de tensão entre Carlos Carreiras e o Chega. Ainda em 2025, antes de terminar o último mandato, Carreiras acusou o vereador João Rodrigues dos Santos de fazer política “populista, extremista, mentirosa” e declarou que nunca teria acordo com o Chega.</p>
<p>Poucos meses depois, Nuno Piteira Lopes, sucessor de Carreiras, foi eleito presidente da câmara e assegurou a maioria através de um acordo com o Chega, deixando o PS fora da solução de governação.</p>
<p>Na Assembleia Municipal de Cascais, a aliança foi anunciada pela bancada municipal do Chega, perante surpresa do PS. O executivo diz que o PS aceitou inicialmente a proposta para integrar o executivo, mas que, depois de o Chega considerar ter condições para assumir pelouros, os socialistas devolveram as pastas.</p>
<p>Em Cascais, o acordo foi escrito. O documento, citado pela &#8216;Sábado&#8217;, prevê uma aliança de quatro anos, a atribuição de um pelouro ao Chega e a possibilidade de o partido indicar uma pessoa para a Comissão de Acompanhamento e Fiscalização das Águas de Cascais.</p>
<p>O acordo inclui ainda a viabilização de orçamentos municipais, prestações de contas e alterações ao mapa de pessoal durante o mandato autárquico de 2025-2029. Eventuais conflitos deverão ser resolvidos por decisão conjunta dos presidentes das comissões políticas concelhias dos dois partidos.</p>
<p>Em Aveiro, o PSD também governa com o apoio do Chega. O vereador Diogo Machado ficou com o pelouro da Proteção Civil, num executivo em que PSD e PS tinham quatro vereadores cada e em que o representante do Chega se tornou decisivo para a maioria.</p>
<p>A autarquia descreve o Chega como “um aliado fiável e um parceiro objetivo da boa governação”. Mas Diogo Machado chegou às eleições com um caso antigo a marcar a campanha: quando foi diretor da Aveiro Expo, empresa municipal de eventos, foi demitido na sequência de acusações de uso do cartão de crédito da empresa para despesas pessoais, incluindo um computador portátil de 600 euros, levantamentos de 200 euros e gastos em restaurantes e gasolineiras.</p>
<p>Durante a campanha, Ribau Esteves recuperou o tema e acusou Diogo Machado de ter usado o cartão da empresa mesmo depois de sair. O vereador do Chega rejeita qualquer dívida e afirmou ter apresentado uma queixa-crime contra o antigo autarca por difamação agravada.</p>
<p>A revista identifica ainda outro padrão depois das autárquicas: antes de fechar acordos com o Chega, alguns executivos tentaram convencer eleitos do partido a desfiliarem-se e a integrarem os executivos como independentes.</p>
<p>Em Vila Nova de Gaia, António Barbosa, eleito vereador pelo Chega, acabou por se desfiliar e integrar o executivo de Luís Filipe Menezes como independente. Em Lisboa, Ana Simões Silva também se desfiliou do Chega e assumiu os pelouros da Saúde e do Desperdício Alimentar. Em Coimbra, Maria Lencastre Portugal, eleita pelo Chega, chegou a acordo com a socialista Ana Abrunhosa, tendo como condição a desfiliação do partido de direita radical.</p>
<p>Estes casos replicam uma fórmula já testada no mandato anterior na Moita, com Ivo Pedaço, eleito pelo Chega, que se tornou independente e passou a alinhar com o PS contra a CDU, enquanto a mulher entrou nos quadros da câmara.</p>
<p>No plano nacional, o PSD continua a traçar uma linha de separação em relação ao Chega. Nas autarquias, porém, a realidade tem sido mais pragmática: onde faltam votos para governar, o partido de André Ventura tornou-se parceiro, aliado ou fornecedor de eleitos independentes.</p>
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