2021 fecha com 59,1 milhões de deslocados internos, um novo recorde

Desastres naturais e conflitos são a principal causa dos deslocamentos

Francisco Laranjeira

2021 registou um número recorde de deslocados internos: foram 59,1 milhões de pessoas, segundo um relatório que investigou a tendência que se pode agravar ainda mais em 2022, dada a persistência de conflitos e desastres naturais, com particular destaque no conflito da Ucrânia. O Centro de Monitorização de Deslocamentos Internos (IDMC) detetou um aumento de 4 milhões no número de pessoas deslocadas em apenas um ano e calculou que mais de 40% dos que tiveram de deixar as suas casa sejam menores.

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Em termos de causas, os desastres naturais continuaram a ser o principal motivo para novos deslocamentos em 2021, com 23,7 milhões de casos, sobretudo na região da Ásia-Pacífico – os especialistas preveem que os dados vão piorar nos próximos anos se não forem tomadas medidas fortes para prevenir os efeitos das mudanças climáticas.

O IDMC também atribuiu outros 14,4 milhões de novos deslocamentos a contextos de violência e conflito, quase 50% a mais do que em 2020. África foi o continente mais afetado mas dados inéditos também foram registados no Afeganistão e na Birmânia.

Por países, a China lidera a lista com 6 milhões de pessoas classificadas como deslocadas, todas devido a desastres, acima das Filipinas, que acumulou quase 5,7 milhões de casos apenas em contextos de violência. O relatório também examina a situação na Ucrânia, que depois de registrar “muito poucos” deslocamentos em 2021, agora vive o maior êxodo do mundo.

A Organização Internacional para as Migrações (OIM) estimou que existam mais de oito milhões de deslocados internos, o que se somaria aos 6,3 milhões de refugiados devido à ofensiva militar russa.

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