Foi assinado este domingo um novo pacto comercial que envolve 15 países, responsáveis por cerca de um terço da população global e por um PIB de mais de 26 biliões de dólares. Trata-se, por isso, do maior acordo comercal do Mundo, segundo adianta a revista Fortune.
Todas as geografias envolvidas dizem respeito à região Ásia-Pacífico: China, Japão, Austrália, Nova Zelândia e Coreia do Sul estão entre os países que fazem parte do novo Regional Comprehensive Economic Partnership (RCEP), fruto de negociações que decorreram ao longo dos últimos oito anos.
Analistas citados pela mesma publicação indicam que o pacto deverá fortalecer os laços económicos na região e adicionar 200 mil milhões de dólares à economia global, por ano, já em 2030.
Alguns destes países já tinham acordos entre si, mas o RCEP assume um posicionamento diferente. Não abrange, por exemplo, empresas estatais nem áreas como emprego ou ambiente. As referências a propriedade intelectual, por exemplo, também são reduzidas.
Mas quem será o grande vencedor deste acordo? A Fortune aponta para a China como a maior beneficiada, uma vez que ajuda o país liderado por Xi Jinping a criar ou fortalecer relações com outras potências asiáticas. Poderá também ocupar um vazio deixado pelas políticas proteccionistas da administração de Donald Trump nos EUA.
Os potenciais benefícios explicarão ainda o facto de este ser o primeiro acordo comercial multilateral a que a China aceitou pertencer. O primeiro-ministro Li Keqiang acredita que o RCEP é «não só um marco para a cooperação regional no Este Asiático, como também uma vitória para o multilateralismo e para o comércio livre».
No geral, o RCEP oferece taxas mais baixas, acesso preferencial ao mercado regional e custos reduzidos para empresas com cadeias de abastecimento espalhadas por vários países asiáticos.













