Numa altura em que muito se fala de armas nucleares devido à guerra entre a Rússia e a Ucrânia, é interessante saber o que aconteceria se uma bomba explodisse? Qual seria o seu impacto imediato?
Para isso, Alex Wellerstein, historiador de armas nucleares e professor do Stevens Institute of Technology, em Hoboken, Nova Jersey, criou um simulador de bomba nuclear.
O NUKEMAP foi projetado para mostrar o efeito de uma detonação nuclear em qualquer local do mundo. Consiste em um mapa no qual os utilizadores podem selecionar um local e modelar os impactos locais de uma explosão, enquanto contabiliza vários fatores, como o poder da arma e se ela detona ou não na (ou perto) da superfície ou no ar.
A simulação estima o número potencial de mortes e ferimentos resultantes de qualquer explosão, bem como um modelo aproximado de onde qualquer precipitação nuclear se espalhará e as dimensões da nuvem de explosão.
É ainda possível escolher o tipo de bomba. Neste caso, usámos “Tsar”, que foi desenvolvida pela URSS em meados da década de 1950 e início da década de 1960, sendo a arma nuclear mais poderosa já criada e testada.
Fizemos os cálculos para quatro cidades portuguesas: Lisboa, Porto, Coimbra e Faro. No primeiro caso, a explosão da bomba causaria aproximadamente 1,580,050 mortes e cerca de 1,135,890.

O seu principal raio de ação seria o centro da cidade, no seguinte, mais afastado, inclui-se já as periferias de Odivelas, Loures, Sesimbra, Sintra e Mafra. No seguinte, com menos pressão, estão abrangidas as zonas de Alenquer, Coruche, Vendas Novas, Alcácer do Sal e Lourinhã; no último com a menor intensidade, podem ainda ser atingidas Sines, Mora, Santarém e Peniche.

Se a estimativa for para o Porto, estão previstas 1,393,720 mortes e 1,346,730 feridos. Aqui, a intensidade máxima será no centro da cidade, mas também em Espinho Paredes e Oliveira de Azeméis. Com a menor pressão, mas ainda a poder sentir o impacto estão, por exemplo, Mira, Mealhada, Tondela, Caminha e Arcos de Valdevez.

Em Coimbra, se detonasse uma bomba nuclear causava 311,630 mortes e 703,170 feridos. Aqui no raio mais perto está o centro da cidade, bem como, Mealhada, Góis e Pombal. No mais longe, estão as cidades de Castelo Branco, Covilhã, Fundão e Mação, por exemplo.

Por último, em Faro, morriam 149,070 pessoas e ficavam feridas outras 210,100. Mais afetado seria o centro da cidade e Tavira. No circulo mais longínquo mas ainda a sofrer impacto estão as cidades de Mértola, Castro Verde, Aljezur e Vila do Bispo.
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